terça-feira, janeiro 30, 2007

Blog comunista defende NÃO ao aborto



Despenalização do aborto Referendo dia 11 de Fevereiro de 2007

Liberdade, uma palavra tão gasta mas muito mal conhecida...

Estamos a pouco tempo do referendo sobre a despenalização do aborto. Forças politicas e civis expõem todos seus argumentos a favor e contra. A Bandeira Vermelha pretende ser, e é, um espaço na defesa dos mais fracos contra os poderosos deste mundo: Muitas vezes nos associamos aos ideais comunistas, somos um espaço de esquerda, mas não obrigatoriamente adeptos a nenhuma força politica. Aborto, tema que propomos hoje... Falei no inicio de liberdade e do uso errado que dela fazemos. A Bandeira Vermelha defende a liberdade, incluindo a liberdade de viver, liberdade essa que o aborto não respeita. Ninguém precisa mais de ser defendido do que um bebé ainda no ventre da mãe. Os políticos deste mundo preferem despenalizar o aborto em vez de ajudar às futuras mães que tanta vez optam por abortar por questões pessoais e económicas. É normal que uma jovem que engravidou e que está a estudar, vivendo muitas vezes ainda na dependência económica dos pais, opte por abortar. Até porque é seu futuro que está em risco. Uma família pobre sem recursos e com filhos já certamente optará pelo aborto pois não pode suportar economicamente mais um filho.Mas se o Estado ajudasse a jovem a criar seu filho dando-lhe possibilidade de poder continuar seus estudos, será que ela quereria abortar? Se a família pobre tivesse dinheiro, será que optaria pelo aborto?Claro que as autoridade governamentais preferem o que fica mais barato, (pagar as despesas com um aborto, em vez de financiar a criação duma criança) até porque a vida para eles pouco significa. O que importa é a concorrência num mundo cada vez mais competitivo e capitalista. Mas afinal, como A Bandeira Vermelha encara o aborto? Bom, para nós o aborto é crime pois entendemos que a vida começa quando o espermatozóide fertiliza o óvulo, por isso apoiamos o NÃO ao aborto.

Se se revê nos nossos ideais: VOTE NÃO DIA 11 DE FEVEREIRO DE 2007.

Mais pormenores em : http://abandeiravermelha.blogs.sapo.pt/

domingo, janeiro 28, 2007

Não ....

Não...

... Não tolero ouvir nos media que mais um bebé foi abandonado numa qualquer casa de banho ou contentor do lixo.
Não consigo sequer compreender como uma mãe, ou qualquer outro grau de parentesco, possa maltratar, violar, descuidar ou até matar um bebé ou criança.
Não entendo palavras duras proferidas em tons de gritos a crianças e bebés que num instante de vida ainda aprendem, sempre pelo exemplo de quem lhes grita.
Não consigo disfarçar as lágrimas que se assombram no meu olhar quando visito o berçário do Refúgio Aboim Ascenção, ou as outras crianças que lá vivem.
Não consigo alterar a voz trémula que me escapa quando agradeço os abraços que todos eles me dão.
Não aguento de tanta dor perceber que a Humanidade não entende o direito à vida e confunde aborto com contracepção.
Não idealizo na minha mente mundos cor de rosa, mas imagino mentes esclarecidas... governos que gastem milhares em políticas de esclarecimento e doação de contraceptivos, em vez de milhares em campanhas políticas.
Não me enquadro nem me apetece tantas vezes, fazer parte de um eleitorado que aceita qualquer bagatela mentirosa que vem de alguém que quer viver à custa de um povo.

Não vou tolerar escusas e desta vez, farei parte da sociedade, acreditando nalguma mudança. Vou votar.

Porque não aguento mais que se duvide ou se ponha em causa quando e onde começa a vida. Começa em nós, meus senhores. O que geramos nas nossas barrigas, é apenas uma materialização daquilo que já somos: Vida. Se a matamos ao gerar, estamos a cometer também um crime contra nós mesmos.

Porque o caminho que cada Ser tem que percorrer não pode ser julgado por nós, ainda sem sequer ter nome. Mas já tem Vida. E quem somos nós para dispor dela?!

Se existem crianças abandonadas, maltratadas, e enfim, descuidadas, é porque a sociedade falha - e em muito -, principalmente na educação e no auxílio dos progenitores. Que fazemos então? Castigamos os seres que ainda estão para chegar, matando-os.

Faço o que sei de melhor: amo os meus filhos. E se os ensino a liberdade do amor, incondicional e livre, ensino-os a amar desde o primeiro instante: o gerar da Vida.

Porque sou mãe, porque os amo e porque já chega de brincar com coisas sérias, voto Não. Doída por dentro por todos aqueles que não percebem a benção da maternidade - pretendida ou acontecida -, mas consciente da Vida que se preserva.

Susana de Almeida Carvalho

Mãe da Mariana,8 anos, da Carolina de 7 anos e da Margarida de 4 meses.

sexta-feira, janeiro 26, 2007



Aborto: Sim ou Não?

No dealbar do século XXI, em que a esmagadora maioria das mulheres portuguesas tem acesso gratuito a consultas de planeamento familiar, bem como aos mais variados meios contraceptivos e à pílula do dia seguinte (que continua a ser vendida sem receita médica), e enquanto o Estado português persiste em ignorar o alarmante decréscimo da taxa de natalidade, fará de facto sentido liberalizar o aborto?
1. Será que os portugueses querem mesmo que o aborto seja liberalizado «por opção da mulher» até às 10 semanas, i.e., que qualquer mulher saudável possa abortar um bebé saudável apenas “porque sim”?
2. Será que os portugueses sabem que, por exemplo, dar uma bofetada é crime, que insultar alguém é crime ou que fotocopiar integralmente um livro é igualmente um crime com pena de prisão até 3 anos? Como é que aniquilar vida humana intra-uterina, apenas «por opção da mulher», pode deixar de ser crime?
3. Será que os portugueses acreditam mais na justiça quando lhes fazem crer que uma mulher que faz aborto até às 10 semanas não comete qualquer crime e que aquela que o pratica às 10 semanas e 1 dia ou às 11 semanas já deve ser julgada? Será que os portugueses não se interrogam sobre as razões (mais políticas do que pragmáticas) que levaram este governo a não aceitar discutir na Assembleia da República várias iniciativas legislativas que apelavam para a utilização da figura penal da «suspensão provisória do processo», tendente a conciliar a censura do aborto, enquanto atentado à vida humana, com uma atitude solidária para com as mulheres que são levadas a essa prática? Este instrumento processual penal, sem prescindir de uma função sancionatória, pedagógica ou de advertência, permitiria manter na lei o respeito pelo valor da vida humana, evitando o julgamento dessas mulheres e as desbragadas manifestações pró-aborto que teimam em acompanhá-lo, e sobretudo contribuiria para enfrentar, com medidas de apoio psico-social, as causas que levam à prática do aborto (cf. http://www.protegersemjulgar.com, em 26-11-06).
4. Mas será que os portugueses sabem que não há, nem nunca houve, qualquer mulher presa por crime de aborto em Portugal? Será que sabem que as mulheres que foram recentemente julgadas estavam grávidas de muitos meses, pelo que teriam sempre que responder em tribunal, não só em Portugal, mas em qualquer outro país da Europa? Estão cientes de que o aborto clandestino será sempre procurado pelas mulheres que querem abortar para além das 10 semanas de gestação?
5. Será que os portugueses estão conscientes de que irão pagar com os seus impostos os abortos praticados com base na mera «opção da mulher»? Será que os portugueses aceitam que o Serviço Nacional de Saúde possa vir a pagar a clínicas privadas (as espanholas estão preparadas para abrir em Lisboa com o aval do Ministério da Saúde) entre 829 e 1074 Euros por aborto (cf. Portaria 567, de 12-06-2006)? Será que os portugueses estão dispostos a aceitar que o mesmo Ministério que contratualiza abortos com clínicas espanholas feche maternidades por todo o país e obrigue mães portuguesas a deslocarem-se a Espanha para dar à luz?
6. Será que os portugueses estão dispostos a pagar um acto contra-natura, como é o aborto a pedido, quando têm de esperar largos meses, e até anos, por actos médicos curativos, como intervenções cirúrgicas da mais variada índole, tão ansiadas por tanta gente abandonada a um sofrimento que tolhe toda a qualidade de vida?
7. Será correcto legalizar um acto que toda a gente em consciência reprova, incluindo aqueles que defendem a sua liberalização? Será que os portugueses estão conscientes de que se o aborto for despenalizado estão tacitamente a aceitar a banalização do acto? Será que os portugueses estão dispostos a deixar que os seus filhos pensem que fazer aborto até às 10 semanas «tanto faz»? Terão, de facto, consciência de que a lei ficaria privada das suas primordias funções dissuasora e preventiva na promoção de uma cultura de vida, uma matéria em que sobrelevam especialmente os verdadeiros valores intemporais da Humanidade?

Ana Maria Pinhão Ramalheira
Professora universitária

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Sabia que ...


Sabia que ....

Não há mulheres detidas pelo crime de aborto em Portugal.

Em 2005 realizaram-se 906 abortos legais em Portugal.

Em 2005 houve 73 casos, e não milhares, de mulheres atendidas na sequência de abortos clandestinos.

O número de abortos clandestinos está calculado em 1800 por ano.

62% dos abortos realizados em países europeus com legislação semelhante à pretendida em Portugal, são realizados por mulheres com rendimentos familiares superiores a 65.000 euros por ano.

6% dos abortos realizados em países europeus com legislação semelhante à pretendida em Portugal, são realizados por mulheres com rendimentos familiares inferiores a 7000 euros.

Em todo o mundo, o aborto sem invocar qualquer razão é permitido em 22 de um total de 193 países.

A pílula do dia seguinte é comercializada em Portugal desde 1999, sem necessidade de receita médica. É dispensada gratuitamente em centros de saúde desde 1 de Dezembro de 2005.

A taxa de natalidade em Portugal baixou para metade nos últimos 40 anos.

Em 2005, a média de filhos por casal foi de 1,5, tendo-se registado apenas 109.000 nascimentos, permanecendo abaixo do nível de renovação das gerações (2,1).

Em 2006, a Alemanha aprovou um incentivo à natalidade de 25 mil euros por cada nascimento.Não há mulheres detidas pelo crime de aborto em Portugal.

Em 2005 realizaram-se 906 abortos legais em Portugal.

Em 2005 houve 73 casos, e não milhares, de mulheres atendidas na sequência de abortos clandestinos.

O número de abortos clandestinos está calculado em 1800 por ano.

62% dos abortos realizados em países europeus com legislação semelhante à pretendida em Portugal, são realizados por mulheres com rendimentos familiares superiores a 65.000 euros por ano.

6% dos abortos realizados em países europeus com legislação semelhante à pretendida em Portugal, são realizados por mulheres com rendimentos familiares inferiores a 7000 euros.

Em todo o mundo, o aborto sem invocar qualquer razão é permitido em 22 de um total de 193 países.

A pílula do dia seguinte é comercializada em Portugal desde 1999, sem necessidade de receita médica. É dispensada gratuitamente em centros de saúde desde 1 de Dezembro de 2005.

A taxa de natalidade em Portugal baixou para metade nos últimos 40 anos.

Em 2005, a média de filhos por casal foi de 1,5, tendo-se registado apenas 109.000 nascimentos, permanecendo abaixo do nível de renovação das gerações (2,1).

Em 2006, a Alemanha aprovou um incentivo à natalidade de 25 mil euros por cada nascimento.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Vida Humana - O Bem Maior


Toda a criança gerada
No seio duma mulher
É vida humana sagrada,
Tenha a idade que tiver.

Embora não possa ver-se,
Minúscula, em embrião,
É vida a desenvolver-se
Com direito a protecção

Mistério de Amor e Graça,
Chama que em nós se acendeu,
Não é ilusão que passa,
Sonho que um dia morreu.

É dádiva imerecida,
Presente que Deus nos dá;
É luz que, um dia acendida,
Nunca mais se extinguirá.

A morte é expiação
Da nossa vida presente,
Dolorosa condição
Pra viver eternamente.

Metamorfose dorida
Da nossa vida mortal,
É passagem requerida
Para uma vida imortal.

Porque é dádiva de Deus,
Pois é Deus o Seu Autor,
Dos bens da Terra e dos Céus
É a Vida o Bem Maior!
António Crespim

terça-feira, janeiro 16, 2007

Falar VERDADE


Vejamos os argumentos do Sim:

1º O problema do aborto clandestino em Portugal é dramático .
Ninguém o nega, mas esse drama é usado demagogicamente por aqueles que querem liberalizá-lo
sem esclarecer muitos aspectos:
Esses abortos clandestinos são feitos em situações que a despenalização até às dez semanas iria evitar?
Quantos abortos clandestinos são realizados depois das dez semanas?
Quantos abortos clandestinos poderiam, na verdade, ter sido praticados no actual quadro legal?
As mulheres recorrem ao aborto clandestino porque ele é proibido ou porque têm medo de perder o anonimato
se forem ao hospital?
Será que as campanhas pró-liberalização não têm contribuido para criar um clima de medo
que leva as mulheres a evitar o hospital em situações em que o aborto seria autorizado?

2º A nossa lei é a mais restritiva da Europa .
É mentira. É uma mentira descarada e desonesta.
Quem argumenta isso, aproveita-se do facto de a maioria das pessoas não procurar informar-se sobre o assunto.
A lei portuguesa é tão restritiva como a espanhola. É absolutamente igual.
Porque é que em Espanha se fazem abortos a pedido? Por duas razões:
A primeira é que em Espanha se criaram clínicas especializadas em abortos
que têm equipas médicas multi-disciplinares destinadas, apenas,
a assegurar que todos os casos previstos na lei se "encaixam" nos casos pedidos:
à falta de melhor, a razão de carácter psicológico serve para tudo e é fácil de encobrir porque,
eliminada a causa - a gravidez - é impossível averiguar a sua veracidade.
Essas clínicas não rejeitam nenhum pedido (ou rejeitam o mínimo possível) porque vivem,
precisamente, de fazer abortos.
Mas há outra razão: as portuguesas que recorrem a essas clínicas são, para todos os efeitos, estrangeiras.
Um aborto realizado - ainda que fora do quadro legal espanhol
- a uma estrangeira é virtualmente impossível de controlar .
A estrangeira chega, no mesmo dia é observada, é passada a respectiva prescrição, é realizado o aborto,
a estrangeira vai-se embora. Depois de passar a fronteira quem é que a vai procurar?...
Fácil, não é? Ninguém se lembrou de fazer o mesmo do lado de cá para as espanholas abortarem
fora do quadro legal deles...

3º O que se pretende é despenalizar e não liberalizar .
Outra mentira desonesta. Querem enganar quem? «Não é de graça, é mas é de borla?»
... Se a pergunta diz, claramente «a pedido da mulher» isso significa que a mulher chega ao hospital ou à clínica,
pede para fazer um aborto, fazem-lhe a ecografia para determinar o tempo de gestação e aborta. Mais nada.
É aborto a pedido. Livre. Sem mais perguntas. Em estados de direito, tudo o que não é proibido é permitido.
Portanto, se até às dez semanas o aborto não for proibido, passa a ser permitido. Isso é liberalizar.
Tudo o resto são jogos de palavras.

4º Uma mudança na lei acabará - ou reduzirá drasticamente - os abortos clandestinos .
Não é possível saber. Era necessário saber qual o tempo de gestação médio dos abortos clandestinos
para poder afirmar isso com segurança. Para além das dez semanas continuará a haver abortos clandestinos
a menos que, mais dia, menos dia, queiram alargar o prazo para dez, doze, dezasseis...
até que nenhum aborto seja clandestino, mesmo aos oito meses. Convençamo-nos:
vai continuar a haver mulheres a recorrer ao aborto, faça-se o que se fizer .

5º Nenhuma mulher realiza um aborto de ânimo leve .
Isso não é, sequer, argumento. Há mulheres que espancam e matam os filhos e atiram bébés a lixeiras.

Quanto ao argumento do direito ao corpo, por exemplo, nem vou perder tempo com ele.
Esta carta não se destina a quem acha que isso é argumento.

Resumindo e concluíndo, esta carta é um apelo às pessoas que pensam, que se preocupam
com o seu semelhante mas que não se deixam levar por lamechices .
Porque, convenhamos, há argumentos lamechas dos dois lados: desde as pobres "mártires"
que abortam no vão de escada ao famoso e infeliz «Zézinho», tudo isso é areia para os olhos
e só serve para desviar o assunto do essencial:
liberalizar o aborto significa banalizá-lo e torná-lo um substituto da contracepção,
uma forma de controlo de natalidade.

Se o "Sim" ganhar, o aborto clandestino não vai acabar, a penalização do aborto,
a partir das dez semanas, vai continuar e continuará a haver julgamentos de mulheres .
Por outro lado, a sociedade vai descansar sobre o assunto, as consciências vão ficar mais tranquilas
e questões como a sexualidade responsável, a contracepção e a educação sexual vão passar para último plano
da agenda política. Ao mesmo tempo, todo um conjunto de problemas se vão acumular aos que já existem:
aspectos logísticos relacionados com os serviços públicos de saúde, listas de espera, etc.

Se o "Não" ganhar, ainda é possível fazer alguma coisa para diminuir o aborto clandestino .
Campanhas de informação que expliquem às mulheres que não tenham medo de recorrer ao hospital
ou ao seu médico de família e colocar o seu problema: há muitas situações em que o aborto pode ser realizado
legalmente, designadamente aquelas relacionadas com aspectos psicológicos, que a actual Lei prevê.
As mulheres que recorrem ao aborto por desespero (e há situações terríveis que nem gosto de imaginar)
terão a ajuda do médico e, se for justificável, o aborto será realizado dentro da lei.
As mulheres que recorrem ao aborto levianamente (também as há) continuarão a ser impedidas legalmente de o fazer.
Qual é o problema?

Pense bem antes de pôr o "Sim" no dia do referendo. O "Sim" é irreversível .
Ninguém vai pedir outro referendo, daqui a oito anos, se ganhar o "Sim".

O "Sim" acaba com a discussão.

O "Não", bom... pela mesma lógica, o "Não" também deveria ser irreversível. Mas, principalmente,

o "Não" é um incentivo a que se procurem outras soluções, mais dignas e mais humanas .

O "Não" é um sinal de que os portugueses não se demitem das suas responsabilidades.

O "Não" é um sinal claro de que queremos uma sociedade melhor, de que escolhemos o certo em detrimento do fácil.

O "Não" não é uma condenação a mulheres desesperadas.

É uma mensagem de esperança em que é possível fazer melhor do isto.

É possível resolver os problemas em vez de os ignorar e atirar o lixo para baixo do tapete.

Vote em consciência e com informação.
Se votar "Sim", tenha a consciência de que não está a ajudar ninguém, nem a evitar problemas a ninguém,
nem a salvar a vida de ninguém.
Está a poupar, isso sim, muitas dores de cabeça aos políticos e a ajudar o negócio das clínicas de aborto "a granel".

Se votar "Não" tenha consciência de que não estará a mandar mais mulheres
para a prisão nem a condenar ninguém à morte.
Estará, isso sim, a evitar a banalização do aborto e a contribuir para encontrar soluções.

Vote em consciência. Eu vou votar "Não" e tenho a consciência muito tranquila.

Maria Clara Assunção

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Mulheres presas por aborto : 0 (zero)



Que as mulheres vão presas é a maior mentira dos defensores da liberalização total do Aborto.

Na verdade nenhuma mulher foi presa em Portugal por praticar aborto e com a nova revisão do Codigo Penal crimes até três anos (como o aborto) serão suspensos.

AQui fica a noticia do Jornal Sol :

37 mulheres foram constituídas arguidas desde 1997. Mas o Ministério da Justiça não sabe quantas eram grávidas ou parteiras, nem em quantos casos se tratava de gravidez até às dez semanas

O ministro da Justiça não conseguiu, na resposta ao movimento Independentes pelo Não, dar conta de uma única mulher que tenha sido presa por ter abortado até às dez semanas. Em resposta à carta enviada por aquele movimento, Alberto Costa reconhece a incapacidade dos serviços em dar resposta a essa e a outras perguntas.


Entre 1997 e 2005, foram constituídas arguidas 37 mulheres, tendo havido condenação para 17. No entanto, não é possível distinguir quantas dessas mulheres eram grávidas que deram o seu consentimento ao aborto e quantas foram implicadas por participarem na sua prática (médicas, enfermeiras, parteiras). Também não é possível saber quantos casos são relativos à prática de aborto até às dez semanas e após as dez semanas.
«A questão é grave», reagiu o movimento. «No fundo, o Estado devolveu aos cidadãos a responsabilidade de se pronunciarem acerca de um problema que o Estado não demonstra existir. Mas é também muito grave que os defensores do ‘sim’ apostem agora fortemente numa campanha que tem como mote ‘acabar com a prisão’», considera o movimento de que fazem parte as jornalistas Laurinda Alves e Maria João Avillez.

domingo, janeiro 14, 2007

Ser de Esquerda é Ser pela Vida

SEMPRE PELA VIDA

“Esteja onde estiver, exerça os cargos que exercer pugnarei, sempre pelo Dom mais importante de todos: A Vida”

Já vivemos numa sociedade burocrata, nas empresas existem os burocratas, e parece que existem por ai agora os políticos “sexocratas”.
Explico:
O que está em voga e é, hoje em dia, politicamente correcto discutir, principalmente pelos nossos políticos, são assuntos que têm a ver com causas ditas fracturantes, isto é, questões de valores que dividem a sociedade. Os nossos órgãos de comunicação social não se cansam de falar nas uniões de facto entre homossexuais (nalguns casos até com direito a adopção), na pílula do dia seguinte (leia-se pílula abortiva) e agora ultimamente com repetição através de referendo sobre o aborto ou, como costumam dizer mais “adocicadamente”, Interrupção Voluntária da Gravidez. Será que os problemas da Educação, da Saúde, do primeiro Emprego, da Habitação não serão assuntos muito mais importantes – que não dividem mas unem as pessoas – e que nos deverão preocupar como cidadãos portugueses?

Parece que não! O que importa – como se fosse a prioridade das prioridades – são essas questões chamadas fracturantes, como o aborto. No congresso do meu Partido, em que fui delegado – esse assunto voltou a estar na ordem do dia e dominou a actualidade política através de varias moções globais. Por vezes, fico com a sensação que parece ser usado como manobra para desviar a nossa atenção daquelas que são verdadeiras causas da esquerda.

Mas o que me entristece em tudo isto, é que as pessoas falam do aborto como se fosse uma questão de política partidária, e esquecem-se que o que está em causa é a VIDA, uma VIDA única, irrepetível e que deve ser respeitada.

Mais uma vez aqui deixo e reafirmo as convicções que me levam a dizer Não ao aborto:


- A morte nunca foi solução nem resposta para nada.
- Não posso concordar que exista o aborto livre, a simples pedido da mãe. Isto é, que até às 10 semanas um ser humano fique sem qualquer protecção legal.
- Defendo que tem que se valorizar a maternidade, promovendo redes de solidariedade social que ofereçam alternativas concretas às mulheres grávidas em situação difícil.
- O aborto não se combate legalizando, mas sim criando verdadeiras alternativas solidárias: uma educação sexual esclarecida, um planeamento familiar sério e uma aposta decidida na prevenção.
- Ao contrário do que se diz por aí, este assunto não diz só respeito às mulheres. O pai tem um papel fundamental. Não pode nem deve demitir-se das responsabilidades, muito menos ser excluído por terceiros.

Amigos e pessoas do meu partido com responsabilidades políticas, muitas vezes já me aconselharam a não falar nestas matérias porque “estava a queimar-me“, mas respondo na mesma forma como acabo este meu texto:

Esteja onde estiver, exerça os cargos que exercer, pugnarei sempre pela Vida!

Cláudio Anaia
Dirigente do Partido Socialista
Militante Honorário da Juventude Socialista


sexta-feira, janeiro 12, 2007

Partidarizar o aborto

Por muito que se atenue nas palavras, o aborto consiste em destruir um ser humano

É natural que, a um mês do Referendo do sim ou não ao aborto - é disso que se trata - algumas dúvidas se levantem a quem tem de fazer uma escolha no dia 11 de Fevereiro, ainda que seja não votar ou votar em branco. Como conciliar o uso da firmeza e da tolerância neste complexo debate? Que diferença de método e de espírito entre esta campanha e uma campanha eleitoral comum? Que lugar ocupam os partidos neste xadrez? Onde começa e acaba a liberdade de consciência num tema tão delicado como a destruição da vida humana?

Torna-se claro que o objecto colocado em referendo não é referendável: a vida. A frase adoçada - interrupção voluntária da gravidez - tenta quebrar a brutalidade do acto abortivo como agressão a um ser indiscutivelmente vivo, humano e indefeso. Não há ciência que possa negar a humanidade dum ser com quatro, cinco ou nove semanas, mesmo que se não entre no preciosismo (?) do segundo exacto em que começa a vida. Ninguém deseja que a mulher, seja qual for a razão por que decidiu provocar o aborto, vá para a cadeia. O seu sofrimento já é uma pesada pena. Mas o que está em causa é a liberalização, o sancionamento social, jurídico e económico dum gesto que, por muito que se atenue nas palavras, consiste em destruir um ser humano na evolução do seu crescimento. Esta é a real questão que deve ser colocada, sem eufemismos e com o maior respeito pela vida da mulher e do homem. É este problema que precisa ser frontalmente colocado como um tema humano e não religioso, inscrito na lei natural e formulado na Lei de Deus. Todo o arrepio que acompanha qualquer descrição pormenorizada deste acto, procede do ser contra natura e não de qualquer estreita lei dum obstinado legislador. Mais ou menos explicitamente os Mandamentos de Deus estão inscritos em dois lugares: na alma humana, no âmago mais profundo e sincero da sua contemplação, e no Decálogo com formulação verbal expressa.
Estamos perante uma questão que não pertence aos partidos políticos, aos poderes estabelecidos, nem sequer às religiões institucionais. Pertence ao mais secreto e sacro do ser humano. Mas não é uma questão privada ou individual. Tinha razão o Patriarca de Lisboa quando dizia que o aborto não é uma questão religiosa.

António Rego

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Conferência no Barreiro

"Abortar por opção sabendo que já bate um Coração? Não Obrigado”, e “Contribuir com os meus Impostos para Financiar Clínicas de Aborto? Não Obrigado”, são os slogans do movimento que defende o “Não”, à despenalização do aborto, no Barreiro. É nestes panfletos de campanha que este movimento chama a atenção para “os avanços recentes na cardiologia fetal que mostram que o desenvolvimento do coração ocorre entre as 3 e as 6 semanas de gestação e que por volta do 20º dia o coração já bate.”

Para os defensores do “Não”, “a liberalização do aborto desvia os recursos escassos do Serviços Nacional de Saúde para o financiamento do aborto em clínicas privadas. Os impostos pagos pelos contribuintes devem ser canalizados para o planeamento familiar responsável e o apoio ás mulheres grávidas em dificuldades e não para financiar abortos.”

Foram alguns destes excertos dos panfletos de campanha que deram o mote à sessão, conduzida por Cláudio Anaia, mandatário nacional do Movimento “Aborto a Pedido? Não”, Tiago Cabanas, dirigente associativo, Ana Teresa Xavier, médica e Isabel Amado, advogada.

Fonte : Jornal do Barreiro - Jornalista Filipa Domingos

quarta-feira, janeiro 10, 2007


Com liberdade, responda a estas 10 perguntas. No final, some os "Sim" e os "Não". Terá descoberto, através deste Exercício de Amor, qual o sentido de voto que a sua consciência lhe pede.

1 - A uma mulher com dificuldades na vida, é a morte do filho que a sociedade oferece?
2 - Liberalizar o aborto torna a sociedade solidária?
3 - A mulher é mais digna, por poder abortar?
4 - Uma sociedade que nega o direito a nascer, respeita os Direitos Humanos?
5 - É maior o direito da mãe a abortar, do que o direito da criança a viver?
6 - Sem razão clínica, abortos são cuidados de saúde?
7 - Concorda que a saúde de outras mulheres fique à espera? (para que o aborto se faça até às 10 semanas)
8 - Aborto "a pedido da mulher". Há filho sem pai?
9 - Quem engravida gera um filho. Mata-se o filho?
10 - É-se mais humano às 10 semanas e 1 dia do que às 10 semanas?

Fonte: www.positivamentenao.com

terça-feira, janeiro 09, 2007



Ministro da Saúde explicou à SIC o que pode mudar após a consulta popular


O ministro da Saúde revelou à SIC o que poderá mudar após o referendo ao aborto. Cada intervenção poderá custar ao Estado entre 350 e 700 euros. Além disso, os hospitais do Serviço Nacional de Saúde serão obrigados a realizar abortos a pedido da mulher se o sim ganhar o referendo em Fevereiro.

Se o sim ganhar no próximo dia 11 de Fevereiro, as interrupções voluntárias de gravidez serão tratadas como qualquer outro acto médico e os hospitais públicos com serviço de ginecologia e obstetrícia vão ter de as fazer. A ideia não é nova.

Em França, os hospitais criaram unidades funcionais só para praticar abortos. Em Portugal poderá acontecer o mesmo. Ou, então, as direcções hospitalares terão de encaminhar as mulheres para o sector privado. Será o orçamento do hospital a pagar os custos. É, aliás, o que já acontece com as interrupções de gravidez permitidas pela lei actual.

O procedimento obriga uma resolução da Assembleia da República. Correia de Campos ainda não sabe quanto irá gastar o Ministério da Saúde se o sim ganhar o referendo, mas já fez contas a quanto poderá custar cada uma das interrupções de gravidez feitas nos hospitais públicos. Diz o ministro que é possível que os preços variem entre 350 e 700 euros. Para chegar a estes valores, o ministro teve como base os custos do aborto nos hospitais espanhóis.

Até porque, foi à lei espanhola que Correia de Campos foi buscar muitas das suas intenções. Por exemplo, as mulheres que não quiserem ser identificadas não poderão ser atendidas nos hospitais do Estado. Esta é uma das razões que leva Correia de Campos a admitir que a maioria das interrupções de gravidez seja feita por privadas e só uma pequena parte nos hospitais públicos.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

ABORTO: REFERENDO DE FEVEREIRO VAI CUSTAR CERCA DE 10 MILHÕES


Como sempre disse, este referendo é um erro ! E na minha opinião nada correcto numa democracia para todos. Na verdade ainda á 8 anos houve um referendo sobre esta matéria (não existia a necessidade de fazer já um á pressa para satisfazer a vontade de alguns.....) e mais uma vez vai se gastar 10 milhões, repito 10 milhões, que poderiam ser aplicados em casas e instituições para ajudar mulheres grávidas que precisassem de ser ajudadas.

Aqui está um exemplo de como é mal gerido o dinheiro dos nossos impostos e como a nossa sociedade funciona tantas vezes ao contrário.
Aqui fica a noticia :
O referendo sobre o aborto, a 11 de Fevereiro, vai custar cerca de 10 milhões de euros, disse esta quarta-feira à Agência Lusa Jorge Miguéis, director do Secretariado Técnico dos Assuntos para o Processo Eleitoral (STAPE ).
«Este é um valor indicativo e é normal num acto eleitoral deste tipo. Se pudermos gastar menos, gastamos», disse Jorge Miguéis à Lusa.
Quatro milhões de euros serão gastos no pagamento de membros das mesas e outro tanto nas despesas dos tempos de antenas dos movimentos e dos partidos políticos, a favor ou contra, que vão participar no referendo, acrescentou.
Os restantes dois milhões de euros serão gastos noutras despesas, por exemplo, com a impressão de boletins.
De acordo com a Lei Orgânica do Regime do Referendo, e depois das dificuldades na constituição de mesas nos referendos de 1998 (aborto e regionalização), cada membro passa a receber 71,65 euros.
A segunda consulta sobre a despenalização do aborto - o primeiro referendo foi em 1998 e ganhou o «não», apesar de o resultado não ter sido vinculativo - foi convocada pelo Presidente da República, Cavaco Silva, a 29 de Novembro de 2006.
«Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?», é a pergunta aprovada, igual à do referendo de 1998.
A campanha para o referendo vai decorrer entre 30 de Janeiro e 9 de Fevereiro.

sábado, janeiro 06, 2007

Factos e Números

(feto abortado com 9 semanas)

Desde que o Aborto foi legalizado o número em percentagem têm o seu aumento nos seguintes valores :

Suécia ----------- 1134%

Reino Unido ----- 733%

Espanha --------- 375.9%

Grécia ---------- 200.8%

[Fonte: EUROSTAT]

quinta-feira, janeiro 04, 2007

"Votar "não" é que é moderno!", diz Matilde Sousa Franco


A deputada do PS marcou presença ao lado de Lobo Xavier e de Aguiar-Branco

"Votar "não" é que é moderno!"
Depois de sucessivos apelos à participação na campanha do referendo pelo "não" à despenalização da interrupção voluntária da gravidez até às dez semanas, a deputada socialista Matilde Sousa Franco reclamou, ontem, no Porto, na apresentação do Movimento Norte pela Vida, políticas pró-natalidade para combater "a bomba-relógio demográfica que está prestes a explodir", conforme reconheceu a Comisão Europeia.

A deputada pegou, de resto, nas preocupações da CE para dizer que países como "Portugal, Hungria, Chipre, República Checa, Grécia e Eslovénia devem seguir o exemplo da Alemanha, que adoptou já um conjunto de medidas de apoio à maternidade, que entraram em vigor no dia 1 de Janeiro deste ano". "Só com grande apoio à maternidade se pode começar, de imediato, a desactivar esta poderosíssima bomba-relógio demográfica", ou seja, "só assim será possível combater o impacto do declínio e envelhimento da população".

Alegando que o que "está em causa no referendo do próximo dia 11 de Fevereiro é a liberalização do aborto até às 10 semanas e não a despenalização, porque se uma mulher fizer um aborto às dez semanas e um dia é penalizada e eu não quero mulheres nos tribunais, quero ajudá-las", Matilde Sousa Franco garantiu que "em todos os países onde se liberalizou o aborto este aumentou". E deixou exemplos: "No Reino Unido triplicou, na Austrália ficou dez vezes maior e em Espanha, entre 1993 e 2003, verificou-se um aumento de 75,3 por cento".

segunda-feira, janeiro 01, 2007

Começa hoje na Alemanha ....



Os valores muito baixos de natalidade na Alemanha levaram o Governo a dar um incentivo monetário a todas as crianças que nasçam a partir do dia 1 de Janeiro.

Para aumentar a natalidade, que tem registado valores muito baixos, o governo alemão decidiu dar um incentivo monetário de 25 mil euros por cada criança que nasça a partir das zero horas do dia 1 de Janeiro.

O dinheiro está a seduzir as grávidas alemãs, que têm feito de tudo para aguentar o feto mais uns dias. Kerstin Lücking, parteira na Alemanha, tem recebido muitos pedidos de informação para prolongar o tempo de gestação. Verena Spiess foi mãe há pouco tempo. A criança nasceu nos últimos dias deste mês, por isso não recebeu o subsídio. A recente mãe assume que teria ficado contente se o filho nascesse no dia 1, embora ter tido um filho saudável a deixe completamente feliz.

Nos hospitais, os médicos já estão a preparar-se para uma enchente de grávidas em fim de tempo a partir das 24 horas do dia 31 de Dezembro.