sexta-feira, agosto 17, 2018

Começam hoje as festas do Mar em Cascais



De hoje até a 26 de agosto estão de volta as Festas do Mar de Cascais. Pelo palco mais perto do Atlântico vão passar grandes nomes do panorama musical português, mas também convidados da lusofonia que, dia 26 de agosto, vão atuar com a Sinfónica de Cascais.
Agir e Carolina Deslandes, grandes nomes que Cascais ajudou a lançar voltam a casa, mas também Pedro Abrunhosa, José Cid, Anjos, Diogo Piçarra, António Zambujo, Gisela João, David Fonseca e Diogo Piçarra prometem arrastar consigo milhares de fãs.
Todos os anos são cerca de 500.000 os que se deslocam a Cascais nos 10 dias de concertos.
Sempre em português, a partir de dia 17 de agosto, a música vai fazer-se ouvir para todos os gostos do fado ao pop para terminar, dia 26 de agosto, com um mix de estilos brasileiros e africanos mostrando a força da lusofonia.
No último dia, que terminará com fogo-de-artifício, a festa é também popular, com a Procissão por terra e mar em honra de Nossa Senhora dos Navegantes às 15h00.
 Clique para ver o Cartaz

quinta-feira, agosto 16, 2018

Morreu Aretha Franklin




Morreu hoje, uma das vozes mais vigorosas do “soul”, de quem foi batizada a rainha: Aretha Franklin combatia desde 2010 um tumor no pâncreas, que a calou aos 76 anos, na sua casa de Detroit, EUA. A sua última exibição ocorreu em novembro, em Nova Iorque, na gala da fundação de Elton John pela luta contra a SIDA. Já o seu derradeiro concerto aconteceu em junho de 2017, quando, entre a emoção geral, se dirigiu ao público dizendo: «Por favor, tende-me presente nas vossas orações».

Veja a noticia do DN, AQUI

segunda-feira, agosto 13, 2018

Nas minhas vindas a Madrid, visitar a Warner Bros é obrigatório !



Inaugurado em junho de 2002, o Parque Warner Madrid é um dos parques temáticos mais importantes da Espanha e recebeu prêmios como o de Parque temático mais Seguro da Espanha.

Todas as informações em :  www.parquewarner.com/pt

quinta-feira, agosto 02, 2018

Flores e borboletas

«Belo era o mundo.

 Belos a lua e os astros, bela a ribeira e as suas margens, a floresta e a rocha, a cabra e o besouro, flores e borboletas. Belo e agradável era andar assim pelo mundo e sentir-se tão criança, tão desperta, tão aberta à imediatez das coisas, tão confiante.»

Serei sincero: nunca foi um leitor entusiasta de Herman Hesse (1877-1962), o escritor alemão constantemente lido sobretudo por um público jovem. Todavia, do seu romance mais conhecido, “Siddharta” (1922), influenciado pelo pensamento budista, quis aqui extrair aquelas linhas, destinando-as a um tempo com sabor a férias. Sem cair em visões irracionais ou panteístas, é indubitável que temos necessidade – sobretudo nós, ocidentais – de reencontrar a harmonia com aquela natureza que muitas vezes ignoramos ou, pior, desfiguramos.

Conseguir finalmente lavar os olhos das casas cinzentas das cidades, das páginas repletas de números que se amontoam nas mesas dos escritórios, das máquinas que fremem nas fábricas, dos automóveis que envenenam e nos tornam neurasténicos: é este o antídoto necessário que devemos tomar nos dias estivais. Olhar a lua e as estrelas, a torrente e o bosque, as rochas e os animais, as flores e as paisagens.

Reencontrar o espírito da criança que sabe seguir os arabescos desenhados no céu por uma borboleta, abrirmo-nos à «imediatez das coisas». Disso precisamos de tempos a tempos para purificar a alma, antes mesmo dos pulmões. Noutro romance, “O jogo das contas de vidro” (1943), Hesse escrevia: «Pertencer ao vento e à chuva, fixar uma flor ou a água corrente de um rio sem nada compreender mas tudo intuindo, transportados para o mundo, para o mistério e o sacramento».

P. (Card.) Gianfranco Ravasi
Imagem: romrodinka/Bigstock.com

sexta-feira, julho 27, 2018

Eclipse total da Lua mais longo do século é hoje às 21h22



O eclipse total da Lua mais longo do século ocorre esta sexta-feira, com Portugal a 'apanhar' o fenómeno a meio porque a Lua nasce numa altura em que já está totalmente na sombra da Terra.

O eclipse lunar total, que terá uma duração de cerca de uma hora e 45 minutos, pode ser observado a partir da Austrália, Antártida, Ásia, África, Médio Oriente, Europa, América do Sul, sul do Oceano Pacífico, Oceano Índico e Oceano Atlântico, de acordo com o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).

Durante o eclipse, o maior até 2100 em termos de duração, segundo o diretor do OAL, Rui Agostinho, a Lua ganhará uma tonalidade vermelha em resultado da luz projetada no espaço pelo Sol. Em Portugal, a Lua nasce às 20.47 horas e o meio do eclipse (que corresponde ao máximo do eclipse visível) acontece às 21.22 horas. O pôr-do-Sol ocorre às 20.52 horas.

Para o fenómeno ser observável, o céu tem de estar limpo e a linha de horizonte, a nascente, desimpedida. Por definição, o eclipse total da Lua ocorre quando "a Terra se encontra entre o Sol e a Lua, de forma a projetar a sua sombra na Lua, e a Lua atravessa completamente a sombra da Terra", refere o OAL no seu portal.

O eclipse lunar acontece quando coincidem a fase de Lua cheia e a passagem da Lua pelo seu nodo orbital. Por norma, ocorrem dois eclipses do Sol e da Lua por ano. Em 2018, houve um primeiro eclipse total da Lua em 31 de janeiro, mas não foi visível na Europa Ocidental. Hoje, também acontece um outro fenómeno: Marte vai estar alinhado em linha reta com o Sol e a Terra e, por isso, estará mais brilhante do que o habitual. Este alinhamento cósmico chama-se oposição de Marte e acontece a cada dois anos, um mês e 18 dias.

segunda-feira, julho 23, 2018

“A Bebedeira passa, o resto não”

Na  passada sexta feira foi lançada  uma nova campanha, para combater de ingestão excessiva de bebidas alcoólicas entre os jovens.

Esta campanha vem na sequência de os dados do INEM indicarem que, em 2017, mais de 1.200 menores de idade entraram em coma alcoólico. A campanha chamada “a bebedeira passa, o resto não” pretende espalhar a mensagem através de 15 mil cartões que vão ser distribuídos pelos jovens nas noites de Lisboa, Albufeira e Porto.

Foi também lançado dois vídeos de 30 segundos ( ver em baixo) que vai circular pelas redes sociais, onde podem ser vistos alguns dos perigos relacionados com o consumo de álcool. A campanha visa "alertar os jovens para as consequências do consumo do álcool, não só nos efeitos nocivos para a saúde, mas também para a sua segurança", segundo explicou a secretária de Estado adjunta e da Administração Interna



quarta-feira, julho 18, 2018

40 graus na Sibéria e 30 graus na Noruega: onda de calor quase planetária surpreende especialistas



Na Sibéria verificam-se temperaturas que nunca foram registadas.

 O mesmo se passa no Canadá, na Irlanda e no Reino Unido. Nas geografias onde o calor é normal, as temperaturas não param de bater recordes. Grandes ondas de calor dispararam novamente os alarmes em todo o mundo nos últimos dois meses, depois de as temperaturas terem subido em regiões onde isso não era suporto. Uma das situações mais extremas foi registada no norte da Sibéria, onde o mês passado foi o mais quente em mais de um século, de acordo com o Centro Hidro-meteorológico da Rússia. Em junho, a temperatura média de toda a região foi oito graus acima do que é normal, e o calor intenso esteve presente excecionalmente também na primeira semana de julho.

Situações extremas de calor também foram registadas nos últimos 60 dias em regiões frias como a Escandinávia, o Reino Unido, a Irlanda e o Canadá. Os especialistas concordam que estes acontecimentos climáticos se encaixam nos cenários previstos pela comunidade científica como consequência do aquecimento global. Mas são necessários mais estudos para ligar diretamente um episódio específico à mudança climática, alertam.

Veja a noticia,completa AQUI

domingo, julho 15, 2018

Aproveite para visitar Museus e Palacios ... sem gastar dinheiro !!



Visite os Museus e Monumentos sob tutela da Direção-Geral do Património Cultural todos os Domingos e feriados, até às 14h00.

As entradas são gratuitas um dia por semana para todos os cidadãos residentes em território nacional. Tem AQUI a lista dos locais que pode visitar gratuitamente.

 A cultura, pode ser Grátis. E tem muito por onde escolher.

quinta-feira, julho 12, 2018

Mundial do Catar será jogado em novembro e dezembro de 2022



A próxima edição do Mundial, no Catar, será realizada entre 21 de novembro e 18 de dezembro, reafirmou esta sexta-feira o presidente da FIFA.

 Na conferência de imprensa de balanço ao torneio que termina agora na Rússia, Gianni Infantino referiu que a alteração no calendário deve-se ao facto de não ser possível jogar futebol no Catar em junho e julho. No país do Médio Oriente, as temperaturas no verão ultrapassam frequentemente os 40 graus. Segundo o presidente da FIFA, as federações já estão a par desta decisão e "irão adaptar os seus calendários".

 Infantino referiu que, a nível de organização, o Mundial da Rússia foi o melhor de sempre. Dentro de quatro anos, no Catar, deverão entrar em competição 48 seleções, uma hipótese que está a ser estudada.

Marca já na tua agenda !! :)

domingo, julho 08, 2018

Livro : Como será o futuro e porque depende de nós ?


O que têm em comum os automóveis sem condutor, os serviços on-demand, a inteligência artificial e a desigualdade de rendimentos?

Todos indicam, de forma inequívoca, que estamos a caminhar desordenadamente para um mundo dominado por tecnologias que não compreendemos bem e que temos razões para temer. Tim O’Reilly é um dos observadores mais atentos das tecnologias emergentes, tendo sido considerado «o oráculo de Silicon Valley» pela revista Inc. e «o trend spotter» pela revista Wired. Em Como Será o Futuro coloca a hipótese incómoda de as tecnologias que criámos nos virem a controlar a nós, humanos, no futuro. Acredita na possibilidade de o mundo vir a ser dominado por máquinas hostis às pessoas, e que os sistemas que estamos actualmente a construir contribuem para isso.

Como estão as tecnologias do século XXI a mudar os negócios, a educação, os governos, os mercados financeiros e a economia no seu todo? Como podemos controlar essas mudanças? Que decisões podemos tomar para promover um mundo em que queiramos viver? O’Reilly recorre às técnicas pioneiras que utilizou na previsão e interpretação de vagas de inovação anteriores e aplica-as às «tecnologias “WTF» do século xxi. Retirando lições de plataformas como Amazon, Google, Facebook, AIrbnb, Uber e Lyft, demonstra que a economia e os mercados financeiros são cada vez mais geridos por algoritmos e demonstra que a desigualdade de rendimentos, o declínio da mobilidade ascendente e a perda de postos de trabalho devido a avanços tecnológicos resultam de escolhas conscientes que temos vindo a fazer.

Devemos reescrever os algoritmos relativos à economia se quisermos criar um futuro mais centrado nas pessoas. Depende de todos nós assegurar que as novas tecnologias são causa, não de consternação, mas de assombro. “Em WTF?, ele dá uma vez mais um salto em frente, mostrando-nos o que vai ser considerado normal daqui a dez anos.» Seth Godin, autor de A Tribo

Tim 0’ Reilly é o fundador e CEO da O’Reilly Media, a empresa que providencia há 35 anos os conhecimentos necessários aos que querem entrar na corrida ao ouro de Silicon Valley. A empresa disponibiliza ensino à distância, publicações e conferências, e tem liderado a discussão de sucessivas vagas de inovação tecnológica. Tim é também sócio da O’Reilly AlphaTech Ventures, um fundo de capitais de risco para empresas em fase de arranque, e está na administração de Code for America, Maker Media, Peer J, Civis Analytics, e Pop Vox.

Editora : DOM QUIXOTE 

segunda-feira, junho 04, 2018

Açores, o segredo mais bem guardado do Atlântico


Em 2016, uma expedição científica às ilhas de São Miguel e Santa Maria e aos ilhéus das Formigas, organizada pela Fundação Oceano Azul e pela Fundação Waitt, deu origem ao documentário “Açores, o segredo mais bem guardado do Atlântico”. O PÚBLICO divulga pela primeira vez este documentário, que também será transmitido pela RTP3 esta segunda-feira à noite, pelas 23h30. Esta divulgação coincide com o regresso aos Açores da Fundação Oceano Azul com vários parceiros, até 24 de Junho, desta vez numa expedição à volta das ilhas do Corvo e das Flores.

terça-feira, maio 29, 2018

É hoje o dia D !


Fez no passado dia 1 de Maio um ano (link em baixo ), que estive numa manifestação juntamente com alguns camaradas do PS, em frente à Assembleia da República, a defender a Vida contra a eutanásia.
 
Somos contra aquilo que será um retrocesso civilizacional, caso a eutanásia seja aprovada, em mais um diploma que permite a morte de forma legal. 
Queremos uma sociedade que defenda os Direitos Humanos, que cuide de todos, principalmente dos mais vulneráveis !

Clicar aqui : http://rr.sapo.pt/noticia/82514/manifestantes_anti_eutanasia_querem_saber_o_que_pensa_marcelo

quinta-feira, maio 24, 2018

Papa Leão XIII


"Quanto aos ricos e aos patrões, não devem tratar o operário como escravo, mas respeitar nele a dignidade do homem, realçada ainda pela do Cristão. O trabalho do corpo, pelo testemunho comum da razão e da filosofia cristã, longe de ser um objecto de vergonha, honra o homem, porque lhe fornece um nobre meio de sustentar a sua vida.
O que é vergonhoso e desumano é usar dos homens como de vis instrumentos de lucro, e não os estimar senão na proporção do vigor dos seus braços

." Rerum Novarum . Encíclica do Papa Leão XIII

sexta-feira, maio 18, 2018

A morte da privacidade



Chegámos ao fim da privacidade, as nossas vidas privadas, ao contrário das vidas privadas dos nossos avós, passaram para o domínio da vergonha e do segredo.

Através das muitas pequenas concessões que fomos fazendo, destruímos direitos e privilégios pelos quais gerações anteriores lutaram, minando, assim, as bases da nossa personalidade. Chegámos a um ponto em que a maioria de nós aceita que as interacções sociais, financeiras e, até, sexuais tenham lugar na internet e que alguém, em algum lugar, assista.

Na verdade, tudo o que fazemos aí é impulsionado por fórmulas matemáticas complexas, que são invisíveis e misteriosas. Quando tomamos alguma consciência disto, sentimos uma nova forma de inquietação: estamos a ser investigados, processados e manipulados por uma inteligência artificial que tem por trás a inteligência humana. Um exemplo é o projecto DRIP (Retenção de Dados e Investigações) no Reino Unido, que obriga as empresas que recolhem informações dos seus clientes a rete-las e armazená-las, podendo a polícia e o governo solicitá-las

Em geral, a começamos por observar horrorizados este tipo de iniciativas, mas depressa passamos ao cinismo, pois temos ideia de que qualquer protesto da nossa parte será inútil. Devemos perguntar: qual é o impacto pessoal e psicológico dessa perda de privacidade? Que protecção legal é oferecida a quem deseja defendê-la? Talvez seja, porém, tarde demais para fazer tal pergunta, pois chegámos a um momento em que o nosso quotidiano ultrapassou a ficção, ultrapassou as distopias, ultrapassou o "e, se...". Recordemos, Yevgeny Zamyatin que concebeu, no seu romance We, de 1921, um "one state", uma sociedade transparente sem privacidade. Seguem-se Orwell, Huxley, Bradbury, Atwood e outros que elegeram a usurpação da privacidade como um dos principais "ingredientes" do futuro totalitário. O romance The Circle, de Dave Eggers publicado em 2013, pinta o retrato de uma América sem privacidade: um império, assente na internet, pesquisa e controla a vida de todos, confiando na adesão ao seu lema: "segredos são mentiras, compartilhar é cuidar e privacidade é roubo". A heroína acaba por se desintegrar sob a pressão do escrutínio, tornando-se uma das hordas obedientes e sem rosto.

Um outro romance recente - Meatspace, de Nikesh Shukla, publicado em 2014 - que explora a fusão das esferas do privado e do público, começa com as seguintes palavras da personagem principal, um escritor solitário cuja única ligação ao mundo é a internet: "a primeira e última coisa que faço todos os dias é ver o que estranhos estão dizendo sobre mim". O nosso pensamento social, vai no sentido de julgar como suspeita qualquer coisa que se mantenha longe do olhar público, de modo que, pelo menos alguns de nós, não querendo ser vistos como suspeitos, aceitam "partilhar" o que é privado. Mas talvez haja uma razão mais importante que nos leva a ceder a essa "partilha", que não sejamos propriamente, como alguns defendem, dóceis ou ignorantes, incapazes de ver a complexa teia de interesses - sobretudo comerciais - que nos enredam; talvez seja porque entendemos perfeitamente a transacção que está em jogo. Ou seja, queremos manter a internet gratuita e sabemos que as empresas ganham dinheiro com algo que estamos dispostos a dar em troca, a nossa privacidade. Trocamos a privacidade pela riqueza de informações que a internet nos oferece, pela conveniência das compras on-line, pela aldeia global dos media. Essa troca leva-nos a aceitar o efeito normalizador da vigilância.

Há uma auto-verificação do nosso comportamento quando sabemos que estamos a ser vigiados. É o "panóptico" de Jeremy Bentham, o modelo para as prisões onde um só guarda pode observar uma prisão inteira, não importava se está ou não a observar, a mera possibilidade de estar é suficiente para garantir o cumprimento da norma. É neste ponto que nos encontramos, sob uma vigilância que pode parecer benigna, mas que denota um poder sombrio e controlador sobre todos. A mensagem subliminar que passa é que se queremos mesmo manter algo privado, devemos tratá-lo como um segredo, mas de um modo semelhante ao que a personagem do livro "1984", Winston Smith, fez: "Se quiser manter um segredo, deve escondê-lo de si mesmo ". Aqui reside o maior risco de invasão da privacidade, desvalorizado por aqueles que aceitam alegremente os tentáculos da corporação empresas-media-estados. Don DeLillo, no seu livro de 2010, Point Omega, diz: "você precisa saber de coisas sobre si que os outros não sabem. É o que ninguém sabe sobre você que permite que você se conheça". Negando o acesso ao nosso mundo interior, desistimos daquilo que nos eleva acima da mera sobrevivência, daquilo que nos torna humanos. Josh Cohen explica por que precisamos de privacidade na nossa vida: "precisamente porque a privacidade garante que nunca somos totalmente conhecidos pelos outros ou por nós mesmos, a privacidade constitui um abrigo para a liberdade, a imaginação, a curiosidade e a auto-reflexão.

Portanto, defender o eu privado é defender a própria possibilidade de vida criativa e significativa".

Helena Damião

quinta-feira, maio 03, 2018

Recanto Japonês - Poços de Caldas



O Recanto Japonês é uma réplica de um jardim japonês, com construções e vegetação típicas. Fica localizado numa vertente da Serra de São Domingos sendo rodeado por uma mata nativa.
O local é muito agradável e de fácil acesso. A casa de chá e o quiosque foram projetados e construídos em estilo japonês.
 
O quiosque ou caramanchão Azumaya é uma réplica do Manj-Tei, que existiu nos jardins do palácio imperial japonês, feito de madeira e telhado de palha. No local há um pequeno lago artificial, onde foram colocadas carpas coloridas

segunda-feira, abril 23, 2018

1º de Maio Juntos Superamos Limites



Evento Nacional reúne mais de 1000 Jovens em Alenquer em prol da paz Os Jovens para o Mundo Unido promovem o evento “Juntos Superamos Limites - BEYOND ALL BORDERS”, que se irá realizar no próximo dia 1 de maio, na Cidadela Arco-íris (Abrigada, Portugal).

 Os limites dividem povos, culturas e países. Distanciam as pessoas e geram conflitos difíceis de sarar. Superar os limites que nos separam e trabalhar na construção de pontes nos vários âmbitos da sociedade é o mote que os Jovens para o Mundo Unido (JPMU) escolheram a este dia. Trata-se de uma iniciativa já com história em Portugal. Realiza-se desde 2002, de dois em dois anos (sempre no dia 1 de maio), e tem contado com a participação de cerca de mil jovens portugueses e também de outras nacionalidades.

Em 2018, através da partilha de ideias, projetos, músicas, testemunhos e laboratórios de Fraternidade, os jovens pretendem demonstrar que o mundo fraterno já está a ser construído. Esta ficará também para a história como a edição a portuguesa do Genfest – o festival internacional dos Jovens Para o Mundo Unido que terá lugar em Manila, nas Filipinas, em julho deste ano. Estas atividades inserem-se no United World Project (Projeto Mundo Unido), uma rede internacional que pretende contribuir para a recolocação da fraternidade universal como paradigma das relações humanas, por meio da identificação, sistematização e divulgação das ações que já se fazem a nível mundial.

Os Jovens para o Mundo Unido são uma expressão juvenil do Movimento dos Focolares. São de diferentes culturas, mas têm uma só alma e um único sonho: unir o mundo! Para isso procuram, antes de mais, mudar-se a si mesmos, pondo em prática a Regra de Ouro, comum a todos credos e que diz: “Faz aos outros o que gostarias que fizessem a ti e não faças aos outros aquilo que não gostarias que fosse feito a ti”.

Estão todos convidados !

Veja o vídeo aqui : https://www.youtube.com/watch?v=y2oryHdyvqY&feature=youtu.be

segunda-feira, abril 02, 2018

Zumba Solidário



 Pelo terceiro ano consecutivo, irá realizar-se um evento solidário de Zumba pelo Autismo no dia 28 Abril , no Pavilhão da Escola Secundária de Santo André no Barreiro pelas 15:00.

Este evento tem como objectivo para além de apelar à consciencialização da problemática do espectro do Autismo, angariar fundos para a Unidade de Ensino Estruturado da Escola EB/JI Telha Nova 1 que dá apoio a crianças com necessidades educativas especiais. O valor total angariado será doado para esta causa que ajuda as crianças a terem acesso a materiais didáticos, terapias, e experiências interactivas (actividades lúdicas, visitas de estudo,etc).

Este ano estarão em palco mais de 30 instrutores que aceitaram o convite para ajudar estas crianças. Agradecemos os apoios de várias entidades para a realização do evento, assim como a todos os que queiram participar para ajudar esta causa.

domingo, março 04, 2018

Cláudia Pascoal vence festival da canção com "O Jardim"




Cláudia Pascoal vence festival da canção com "o Jardim", letra de Isaura que a fez numa bonita homenagem a sua avó ja falecida.


[Verso 1]
 Eu nunca te quis
 Menos do que tudo
 Sempre, meu amor

 [Pré-refrão 1]
 Se no céu também és feliz
 Leva-me, eu cuido
 Sempre, ao teu redor

 [Refrão]
 São as flores o meu lugar
 Agora que não estás
 Rego eu o teu jardim

 São as flores o meu lugar
 Agora que não estás
 Rego eu o teu jardim

 [Verso 2]
 Eu já prometi
 Que um dia mudo
 Ou tento, ser maior

 [Pré-refrão 2]
 Se do céu também és feliz
 Leva-me, eu juro
 Sempre, pelo teu valor

domingo, fevereiro 18, 2018

Santuário de Cristo Rei iluminado de vermelho




O Santuário do Cristo Rei, em Almada, vai ser “pintado” de vermelho, tal como o Coliseu de Roma e Igrejas em Alepo e Mossul para lembrar perseguição aos cristãos. Portugal, Itália, Síria e Iraque vão estar ligados numa grande iniciativa internacional da Ajuda à Igreja que Sofre em que alguns monumentos vão ser “pintados” da cor do sangue para se lembrar ao mundo a questão da liberdade religiosa e, muito concretamente, a perseguição aos cristãos.
“Combater a indiferença” é, pois, um dos principais objectivos desta jornada de oração e de sensibilização, agendada para sábado, dia 24 de Fevereiro, e que vai unir, “pintando” de vermelho, a cor do sangue, o Santuário do Cristo Rei, em Almada, o Coliseu de Roma – um dos primeiros símbolos da perseguição aos Cristãos –, assim como a catedral maronita de Santo Elias, em Alepo, na Síria, e a igreja de São Paulo, em Mossul, no Iraque, dois dos países em que, nos tempos actuais, a violência religiosa mais se tem acentuado.
Portugal, Itália, Síria e Iraque vão estar ligados numa grande iniciativa internacional da Ajuda à Igreja que Sofre em que alguns monumentos vão ser “pintados” da cor do sangue para se lembrar ao mundo a questão da liberdade religiosa e, muito concretamente, a perseguição aos cristãos.

segunda-feira, fevereiro 05, 2018

Associação dos Médicos Católicos Portugueses alerta para a destruição da relação médico-doente com a legalização da eutanásia


  
 Lisboa, 5 Fevereiro 2018
A recente proposta de Lei a favor da legalização da eutanásia em Portugal, apresentada no passado sábado, 03 de fevereiro, pelo BE - Bloco de Esquerda, afetará gravemente a relação médico-doente e destruirá a própria medicina, alerta a AMCP - Associação dos Médicos Católicos Portugueses. 

A AMCP considera que "não há qualquer legitimidade ética para se aprovar uma lei cuja aplicação criará uma desconfiança generalizada na relação médico-doente, isto porque, o poder de provocar ou antecipar a morte de alguém, ainda que a pedido do próprio, vai contra a própria medicina; é um poder que inevitavelmente destroi a medicina". 

A Associação, presidida pelo médico psiquiatra Pedro Afonso, reitera a sua oposição à legalização da eutanásia e chama a atenção para os perigos da aprovação desta proposta de Lei.

"A medicina apoia a sua prática no diagnóstico e no tratamento das doenças, no alívio do sofrimento dos doentes, sempre com a finalidade de defesa da vida humana. Se admitirmos a eutanásia, a relação de confiança médico-doente, que assenta numa base de confiança que deve ser respeitada e que é a base da medicina, é destruída", vinca a AMCP. 

A proposta do BE prevê a participação de médicos numa Comissão de Avaliação dos Processos de Antecipação da Morte.

"Admitir que os médicos possam validar ou participar numa decisão que provoca a morte, com o objetivo de eliminar o sofrimento, é absolutamente inaceitável", afirma a AMCP.

"O médico não pode mudar de posição, não pode fazer tudo para melhorar a vida do doente e, em simultâneo, agir, a pedido do doente, no sentido de lhe tirar a vida, ajudando ao suicídio. Os médicos não podem alternar entre serem uma referência profissional, amiga e confiável e serem os executantes de uma sentença de morte arbitrária".

"Nenhuma circunstância ou ideologia poderá apagar do espírito humano a certeza de que a eutanásia  - ou o suicídio assistido - não pode ser considerada um ato clínico, já que não se destina a aliviar ou a curar uma doença, mas sim a pôr termo à vida do paciente".

Veja a noticia : AQUI

domingo, fevereiro 04, 2018

Dia Mundial do Cancro


O QUE É?

O Dia Mundial do Cancro comemora-se a 4 de fevereiro, numa iniciativa da UICC (União Internacional de Controlo do Cancro). A UICC é uma rede de cooperação internacional, composta por diferentes membros e organizações, que contribui com discussões e encontros científicos direcionados para políticas de saúde na área da oncologia.

A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), fundada em 1941, é uma das mais antigas instituições no espaço europeu na luta contra o cancro. A LPCC é membro da UICC desde 1983, colaborando ativamente no desenvolvimento e implementação de projetos internacionais. O Dia Mundial do Cancro é um evento global que une a população em torno da luta contra o cancro. Destina-se a salvar vidas humanas, através da sensibilização e da educação. Representa uma tentativa de criar oportunidades para se falar de cancro, focando diversas temáticas ligadas ao cancro.

Constitui a oportunidade ideal para colocar a palavra cancro, no vocabulário das pessoas e dos media. Tal como o cancro nos afeta, a todos, de diferentes maneiras, todos temos o poder de agir para reduzir o impacto que o cancro tem sobre as pessoas, famílias e comunidades. Assim, o Dia Mundial do Cancro é uma oportunidade para refletir e para agir! E cada um pode fazer a diferença.

Veja a noticia completa : AQUI

domingo, janeiro 07, 2018

KindCoin: Nasceu Uma Nova Moeda Solidária



A boa vontade não tem valor, mas agora já tem moeda – este é o mote da KindCoin, a nova moeda solidária que permite fazer donativos suspensos nos mais variados estabelecimentos comerciais, e que serão depois convertidos nos bens que as instituições de solidariedade social mais necessitam.
A rede KindCoin é uma plataforma focada no ser humano enquanto agente de mudança - é a primeira rede de angariação de bens e produtos sem necessidade de intermediação.
A nossa missão traduz-se na constante procura de criação de valor através de uma relação assente na proximidade, na dignidade humana e na mudança de comportamento – queremos dar resposta a todos aqueles cuja subsistência depende de instituições ou de serviços credíveis que transmitam confiança através da doação de bens de primeira necessidade, sejam eles alimentos, medicamentos, serviços ou outros produtos”, afirma Maria Vieira da Silva, co-fundadora da rede Kind Coin.
O utilizador pode fazer o download gratuito da aplicação Kind Coin, disponível na App Store e na Play Store, e criar a sua própria conta. Uma vez inseridos todos os dados, o utilizador faz o contributo diretamente na aplicação, doando as suas KindCoins - 1 KindCoin equivale a 1 euro - ao parceiro comercial que desejar: pode ser um restaurante, um supermercado, uma farmácia, um serviço jurídico, entre outros.
Esse valor doado fica suspenso na plataforma, até atingir o plafond estipulado entre o parceiro e a Kind Coin (5 euros), altura em que a instituição de solidariedade parceira mais próxima pode trocar o valor por produtos – alimentos, serviços, medicamentos, entre outros. Consumada a troca, a Kind Coin notifica o utilizador sobre a Instituição social destinatária do seu contributo.
Também os estabelecimentos parceiros e a as instituições de solidariedade social se devem inscrever na plataforma, de modo a serem elegíveis para converter e receber as KindCoins, respectivamente. As instituições inscritas na plataforma dependem dos contributos feitos nos estabelecimentos parceiros nas suas imediações. Através de um sistema de geolocalização, o donativo é atribuído à instituição que ficar mais próxima de determinado estabelecimento, promovendo assim a entreajuda e solidariedade entre as comunidades, inserida nos seus próprios bairros.
O que é verdadeiramente fantástico acerca desta aplicação é que todas as pessoas que fizerem um donativo vão poder acompanhar o valor que doaram – desde a instituição para a qual esse valor foi destinado, quando o foi e em que tipo de produto se traduziu a sua oferta. As notificações são emitidas em tempo real na aplicação, o que nos permite ser absolutamente transparentes em todo o processo”, acrescenta Maria Vieira da Silva.
Através da aplicação, os utilizadores podem também integrar a pool de partilha e a pool de troca, permitindo-lhes fazer chegar os seus produtos a quem mais precisam – as instituições são notificadas quando o utilizador coloca na plataforma ou item para doar.
Como forma de sustentar as despesas de manutenção da plataforma, a KindCoin cobra uma comissão de 5% sobre cada contributo. 
 Nuno Coelho

quarta-feira, janeiro 03, 2018

Cristo Rei, Portugal



A estátua de Cristo Redentor, existente no Rio de Janeiro, no Brasil, inspirou, em 1934, durante uma visita àquela cidade, o Cardeal-Patriarca de Lisboa de então, Dom Manuel Gonçalves Cerejeira, a construir um monumento similar em Lisboa. No ano de 1936, transmitiu esta ideia ao Movimento do Apostolado da Oração, com uma recepção entusiástica. Seguiu-se a sensibilização de todos os bispos do país, tendo sido obtida a proclamação oficial do desígnio no ano seguinte, na Pastoral Colectiva da Quaresma. Perspetiva do Santuário de Cristo Rei.

O monumento a Cristo Rei foi também edificado em cumprimento de um voto formulado pelo episcopado português reunido em Fátima a 20 de Abril de 1940, pedindo a Deus que livrasse Portugal de participar na Segunda Guerra Mundial. O presidente do Conselho (primeiro-ministro) Salazar, não quis violar a velha amizade com o Reino Unido, que data do século XIV, e preferiu manter a neutralidade, não tendo Portugal participado na referida guerra.

A primeira pedra da construção do monumento foi lançada em 18 de Dezembro de 1949, após o fim da guerra. Foi inaugurado a 17 de Maio de 1959, dia de Pentecostes, na presença dos cardeais do Rio de Janeiro, de Lourenço Marques e de cerca de 300 mil pessoas, entre autoridades oficiais e cidadãos anónimos. Nessa ocasião, esteve também presente a imagem original de Nossa Senhora de Fátima e foi feita a consagração de Portugal aos Sagrados Corações de Jesus e de Maria. O Papa João XXIII não esteve presente na cerimónia, mas enviou uma mensagem de rádio, que foi então transmitida. Na altura, o Cardeal Cerejeira afirmou que o monumento seria sempre um sinal de gratidão pelo dom da paz. ( Fonte : Wikipédia)

 Para conhecer o site do santuário, clique AQUI

segunda-feira, janeiro 01, 2018

Contemplar o tempo


Não nos resta mais, nesta altura do ano, que contemplar o tempo. O tempo que fecha mais um círculo que, mesmo não sendo do nosso aniversário, nos diz respeito. De forma imprópria dizemos que é o aniversário do mundo, da história, mais uma volta, velho e novo ano, rodagem da vida.

É o tempo. Tudo o que não é eternidade tem uma morte anunciada, prevista com mais ou menos precisão, mas sempre inevitável. A eternidade perdoa, prolonga, sustém, perdura, não tem pressa, não olha o relógio, vê sempre mais longe, não se precipita, não se inquieta nem aguarda qualquer mudança, nem espera nenhum benefício, nem teme algum insucesso.

O tempo facilmente se dilui. Andamos a olhar os relógios, consultar os calendários, acreditar nas pitonisas, a temer o amanhã. A finitude do tempo tira-nos ilusões sobre os absolutos que colocamos em breves momentos, percursos estreitos, esperanças ligeiras com ilusão de perenidade. Folheando o Livro da Sabedoria ou a Imitação de Cristo nos apercebemos da vacuidade de muitos dos nossos projetos e o vazio de tantas expectativas.

Uma passagem de ano pode também servir para redimensionarmos a nossa existência, medirmos o que passou e arriscarmos sobre aquilo que nos falta cumprir. Não, não é um exercício vão de esperar mais da morte que da vida, cultivar o desprezo da existência na fixação mesquinha em tudo o que de negativo nos acontece. É simples procura de verdade.

Têm razão os crentes que transformam o último dia do ano em tempo de ação de graças como quem exprime o reconhecimento por todos os momentos vividos como dádiva de Deus. Quem tem medo dê graças a Deus por ter sobrevivido a tantos laços que, sem êxito, a morte lançou.

Basta-nos respirar para termos mil motivos de gratidão. 

Pe. António Rego