sexta-feira, novembro 30, 2007

Depende do ponto de vista



Um homem muito rico e avarento estava à beira da morte, agonizando. Ao sentir o apelo do éter metafísico, pediu papel, caneta e escreveu assim:

" Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres "

Como moreu antes de fazer a pontuação, a quem deixava ele a fortuna? Eram quatro os "concorrentes":
1º: A irmã fez a seguinte pontuação: " Deixo meus bens a minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres. "

2º: O sobrinho chegou em seguida e pontuou assim o escrito: " Deixo meus bens a minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres. "

3º: O padeiro pediu copia do original e puxou a brasa para a sardiha dele: " Deixo meus bens a minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres."

4º: Aí, chegaram os sem-abrigo da região e um deles, bastante sabido, fes esta interpretação: " Deixo meus bens a minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres. "

MORAL DA HISTÓRIA: ASSIM É A VIDA, PODE SER INTERPRETADA DE MUITAS MANEIRAS. NÓS É QUE COLOCAMOS OS PONTOS E AS VIRGULAS E ISSO É QUE FAZ TODA A DIFERENÇA.

quarta-feira, novembro 28, 2007

Presentes Solidários


A Fundação Evangelização e Culturas (FEC) repete em 2007 a campanha de Natal Presentes Solidários – presentes que se focam no essencial e não-comercial – que tem como objectivo contribuir para o desenvolvimento dos países de expressão portuguesa. São presentes destinados às comunidades mais carenciadas e que visam melhorar a sua qualidade de vida.
Existem 7 presentes diferentes, e o comprador escolhe um ou mais de cada um deles e oferece em nome de um amigo, familiar ou colega de trabalho – quem dá, dá a duplicar: ao seu amigo e à família do país em causa.


São presentes que não se esgotam no momento, ou seja, têm em vista o Desenvolvimento. Por exemplo, a compra de 1 depósito de água para uma família brasileira irá permitir-lhe ter acesso a água potável, e assim protegerem-se de muitas doenças a que estão sujeitos actualmente. Ou uma caixa de costura que irá ajudar uma mulher angolana a lançar-se em novas oportunidades através do seu próprio negócio Um importante desafio para as mulheres em África.


Em 2006, 1400 famílias receberam um presente que lhes mudou a vida.


Existe um presente para cada país lusófono:
Moçambique – Um Jogo de Panelas que vai ajudar a resolver o problema da qualidade da alimentação na zona de Quelimane, onde os padres Dehonianos identificaram esta necessidade – 9€
Cabo Verde – Três Livros Escolares que vão dar aos estudantes dos colégios dos padres Salesianos uma oportunidade de estudar e de construirem o seu futuro e, por consequência, o futuro da sua sociedade – 6€
Guiné-Bissau – 24 Tijolos que vão apoiar as comunidades mais carenciadas com quem trabalham as Missionárias do Espírito Santo a construir escolas e infraestruturas essenciais para a educação das crianças dessas comunidades – 18€
Timor-Leste – Um Kit de Higiene, que será utilizado pelos Irmãos São João de Deus no projecto de Educação para a Saúde que desenvolvem naquele país, odne procuram estimular as populações – 16€
São Tomé e Príncipe – Uma Bata Escolar, que vai permitir vestir as meninas dos Centros de Acolhimento da Diocese da mesma forma que se vestem as outras meninas que com elas frequentam as escolas, atenuando assim as diferenças sociais e estimulando o conhecimento mútuo e a amizade – 8€
Brasil – Um Depósito de Água, instrumento extremamente necessário para as famílias brasileiras da zona onde os padres Espiritanos trabalham, que não têm outra forma de armazenar a água das chuvas e a pouca água que chega de forma irrregular pela canalização, sendo obrigadas a abastecerem-se no rio, com água não potável, causadora de doenças – 24€
Angola – Uma Caixa de Costura que vai ajudar um grupo de mulheres apoiadas pelas Irmãs São José de Cluny a tornarem-se independentes e a conseguirem ter uma vida própria que lhes é negada pela discriminação de género que sofrem na sociedade – 22€

O Presente de Natal ideal
Com esta Campanha há contributos concretos para transformar a vida de inúmeras pessoas que vivem em situações precárias nos países de língua portuguesa. A Fundação Evangelização e Culturas assegura que uma família realmente carenciada irá receber o presente escolhido, enquanto o amigo, familiar ou colega de trabalho irá receber um postal personalizado, assinado por quem ofereceu.

Como encomendar?

Simples – basta ir ao site http://www.fecongd.net/ até ao dia 10 de Dezembro. Lá, escolhe os Presentes que quer oferecer e faz a sua encomenda. Receberá então uma referência Multibanco com a qual poderá efectuar a sua compra em qualquer caixa Multibanco. Dias mais tarde irá receber em casa um certificado em formato de postal para oferecer ao amigo em nome de quem comprou o presente.


Fundação Evangelização e Culturas


A Fundação Evangelização e Culturas assume-se como a plataforma da Igreja Portuguesa para o relacionamento com as Igrejas Lusófonas e pretende desempenhar um papel importante na dinamização e sensibilização da sociedade portuguesa para o desafio da cooperação e do desenvolvimento dos países lusófonos.

segunda-feira, novembro 26, 2007

Leitores de Relances dizem Não a legalização da Eutanásia


Terminou este fim de semana a sondagem que fiz aos leitores deste blog sobre a sua opinião sobre a legalização da Eutanásia.
A reposta foi clara : NÃO
Votaram 173 pessoas
Não - 149 pessoas (86%)
Sim- 24 pessoas (13%)

sexta-feira, novembro 23, 2007

Amanhã a não perder : Vamos limpar a Arrábida !!






Acção de limpeza no Portinho da Arrábida



O GEOTA, a LPN e o Clube Montanhismo da Arrábida vão pôr em prática uma actividade
de educação e sensibilização ambiental no Portinho da Arrábida, centrada na limpeza da
praia (Portinho e Creiro), vegetação envolvente e estradas de acesso.



Esta acção pretende sensibilizar, agir e pôr em prática a cidadania e o voluntariado.
Aparece e junta-te a nós.
Traz calçado e roupa confortável e um reforço alimentar.
Coletes de sinalização, daqueles coloridos, podem ser úteis para quando se circular junto à estrada.
Serão distribuidos sacos e luvas.

Encontro às 9h. Portinho da Arrábida, estacionamento junto aos restaurantes.
Tempo previsto: 4 / 6 horas. Mais ou menos 3 km.
Previsão de pessoas envolvidas: 50-75


Inscreve-te:
(Lurdes Soares) 963 990 265, (Filipe Neves) 919 637 076, flyp@netcabo.pt

José Saramago no grande ecrã




Fernando Meirelles vai-nos trazer mais um projecto de luxo (com quase toda a certeza) no próximo ano 2008. Tendo sido filmado em três países distintos, o qual não podia deixar de ser Brazil, no Uruguai e no Canadá, o projecto inclui um maravilhoso elenco. Julianne Moore, Mark Ruffalo e Gael García Bernal para só citar alguns são os actores que poderemos ver em Blindness para o ano.

Inspirado no romance do Português (será?) José Saramago, Ensaio sobre a Cegueira, Meirelles adapta a história de uma mulher que é a única pessoa capaz de ver numa aldeia assolada por uma onda de súbita perda de visão. À medida que a comunidade à sua volta se vai afogando em desordem e caos, ela finge doença de maneira a poder tratar do seu marido.Esta primeira grande adaptação de uma obra de Saramago para o grande ecrã, sendo que a primeira foi a obra A Jangada de Pedra pelo realizador francês George Sluizer (The Vanishing) e a qual não gozou de grande popularidade, vai ser então trazida pela mão do galardoado (e magnífico) Fernando Meirelles. É uma obra a esperar.E 2008 não chega nunca?

Até lá há uma espécie de diário de acompanhamento de rodagem que poderá ser lido em http://www.blogdeblindness.blogspot.com/.

Madalena Tavares

quarta-feira, novembro 21, 2007

Festa de Natal com os Sem-Abrigo 2007



Sempre quis fazer voluntariado e nunca se decidiu?
As suas resoluções de Ano Novo incluem sempre um "vou fazer algo por quem precise"?
Sente que ajudar os outros daria mais sentido à sua vida?
Está a chegar a Festa de Natal com os Sem-Abrigo 2007 e são necessários voluntários para os vários períodos do evento, que decorrerá nos dias 14, 15 e 16 de Dezembro, na Cantina 1 da Universidade de Lisboa!

Por isso, a todos os que sempre quiseram fazer voluntariado e não sabiam onde se dirigir, a Comunidade Vida e Paz lança um desafio em 4 passos:
Passo 1: vá a http://www.cvidaepaz.org/ e aceda ao formulário de inscrição
Passo 2: seleccione o(s) dia(s) e os horários em que quer ajudar
Passo 3: escolha o dia em quer fazer a formação e compareça nesse dia, pelas 20h30, no local do evento
Passo 4: apareça no(s) dia(s) que escolheu e ajude a fazer mais um Natal com os Sem-Abrigo inesquecível!

A sua ajuda é fundamental – esteja lá!"
CVPAZ NUM MINUTO:

A CVPaz é uma organização que apoia os sem-abrigo, com o objectivo de os reinserir como cidadãos participativos na sociedade. É uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) tutelada pelo Patriarcado de Lisboa e com sede em Alvalade. É de inspiração cristã, mas congratula-se com o facto de ter o apoio de imensas entidades e pessoas de diferente fé e diferente fundamentação humanística, que se lhe unem no sentido de prestar serviço à sociedade.

Distribui comida (27.000 sandes e 900 litros de leite por mês ) e roupa pelos sem-abrigo de Lisboa todas as noites do ano, como forma de construir uma relação com estas pessoas, que permita conhecer a sua situação e ajudá-los ou encorajá-los a entrar no programa de recuperação. Este programa é realizado num dos três centros terapêuticos da Comunidade ( 250 camas nas Quinta da Tomada, Quinta do Espírito Santo e Quinta de Fátima, onde também passam residentes encaminhados por outras instituições) e passa pela desabituação de substâncias, no caso de dependentes de álcool ou drogas, mas também e sobretudo pela aquisição duma nova atitude perante a vida e competências (em 7 áreas de formação diferentes) que aumentem a possibilidade de encontrar um emprego.

A distribuição de comida e roupa é feita pelas equipas de rua. Cada noite, 3 equipas (em média, com 9 elementos), percorrem 3 percursos diferentes na cidade de Lisboa, chegando a 450 pessoas sem-abrigo. Várias empresas e benfeitores contribuem para o conteúdo das ceias (duas sandes, um bolo, uma peça de fruta e leite), e algumas contribuem também com voluntários.

A Festa de Natal é o evento mais emblemático da CVPa z. Contamos receber mais de 2500 convidados ao longo de três dias, proporcionando, para além da comida e roupa e higiene, o conforto físico e emocional de que estão usualmente privados. Em 2007, o Natal realiza-se nos dias 14, 15 e 16 de Dezembro, na Cantina 1 da Universidade de Lisboa. As novidades deste ano incluem animação constante, um espaço maior e exclusivo para as crianças, e a possibilidade dos nossos convidados sem-abrigo tomarem um banho quente!

terça-feira, novembro 20, 2007

Verdades Incovenientes


A "procura não satisfeita" do aborto voluntário será muito inferior ao propagandeado

1.Nas últimas semanas, o aborto voltou às páginas dos jornais. Em primeiro lugar, as entidades oficiais noticiaram - com um misto de decepção e frieza - que os abortos voluntários nos hospitais públicos, desde que a nova lei passou a ser aplicada, foram cerca de metade das estimativas. Como já foi observado, é prematuro tirar conclusões definitivas. Contudo, aparentemente, a "procura não satisfeita" do aborto voluntário será muito inferior ao propagandeado e o aborto clandestino não será tão frequente como disseram os partidários do "sim", apoiados no "estudo científico" da APF. E é razoável esperar - e temer - que, tal como aconteceu noutros países, a oferta legal do aborto vá gerar e alimentar a respectiva procura. De qualquer modo, à cautela, o senhor ministro da Saúde, desiludido talvez por estes resultados ou desgostoso pelo nível de objecção de consciência invocada pelos médicos, decidiu "corrigir" o seu Código Deontológico e "reeducar" a respectiva Ordem...

2. Enquanto o senhor ministro da Saúde considera haver abortos a menos, espalha-se a convicção - nos países que antecederam Portugal neste tortuoso caminho - de que há abortos a mais... Simone Veil, a ex-ministra francesa que introduziu a lei de "despenalização" do aborto no seu país, em 1975, reconheceu recentemente que a ciência está a demonstrar a existência de um ser humano vivo desde o momento da concepção. Em França, como na Grã-bretanha, cresce a resistência dos médicos mais jovens para realizar abortos "a pedido". Lord Steel - o deputado que introduziu no Parlamento a legislação que "despenalizou" o aborto no Reino Unido - fez saber, no 40.º aniversário dessa lei, que toda a gente pode estar de acordo em que há demasiados abortos, que o aborto está a ser usado de um modo irresponsável, como mais um método de contracepção, e que nunca imaginava, quando impulsionou essa alteração legal, que se chegasse à cifra actual de abortos (The Guardian, 24-10-2007). Nos EUA, a percepção social sobre o aborto inclina-se paulatinamente para o "não", com o assunto a reviver na agenda política (sobretudo depois da recente sentença do Supremo Tribunal que ratificou uma lei que proíbe o aborto por nascimento parcial).

3. Por fim, é interessante observar como o discurso favorável à vida se tem tornado mais feminino e mesmo feminista. Não é só porque o aborto selectivo, em países como a Índia ou China, discrimina maciça e escandalosamente contra os fetos do sexo feminino. É também porque começa a ser irrecusável o rasto de sofrimento deixado pelo aborto voluntário nas mulheres que o praticaram, como foi recentemente salientado no I Encontro de Estudos Médicos sobre a Vida Humana, que reuniu em Lisboa alguns dos melhores especialistas nessa matéria. Refiro apenas dois exemplos: o prof. Joel Brind, presidente do Breast Cancer Prevention Institute, de Nova Iorque, apresentou a evidência disponível sobre a relação entre a prática do aborto e o risco acrescido (em 30 por cento, face às restantes mulheres) de cancro de mama; Priscilla Coleman, professora e investigadora da Bowling Green State University, em Ohio, mostrou como o aborto induzido está fortemente associado ao desenvolvimento de doenças mentais graves, como a depressão, a doença bipolar, a esquizofrenia e comportamentos de risco, como o suicídio. Ora, independentemente da posição de cada um quanto à questão moral do aborto, parece razoável exigir um delicado e cuidadoso respeito pelas obrigações de consentimento informado, no contexto da lei actual.

4. O aborto deixou de ser uma "estatística" e passou a constituir uma realidade vivida, analisada, sofrida e narrada por quem o padeceu. A defesa da saúde e da liberdade da mulher foi instrumentalizada para promover o aborto legal; agora, a mulher - em nome da qual, abusivamente, se fez o caminho de "ida" - protagoniza o caminho de "volta" da legislação e da atitude da sociedade face ao aborto.

Alexandra Teté

segunda-feira, novembro 19, 2007

Padre Américo- 120 anos de Obra


Não querendo deixar passar em claro esta efeméride, a CASA DO GAIATO DE SETÚBAL desafia a sociedade civil a conhecer a Vida e a Obra do Padre Américo.Conta com todos no envolvimento deste projecto, e muito naturalmente, com o contributo das Dioceses de Coimbra, do Porto e de Setúbal, onde estão presentes Casas do Gaiato, Lares do Gaiato, o Calvário e o Património dos Pobres, sem esquecer as Casas do Gaiato do Maputo, de Benguela e de Malanje, marcas visíveis da herança do fundador da Obra da Rua, bem como, das paróquias, das catequeses, e dos alunos da disciplina de educação católica.

Procurar-se-á dar a conhecer o Padre Américo às novas gerações, a partir de testemunhos de todos os que foram tocados por este Cristão exemplar, que se definiu assim: “eu sou um revolucionário pacífico, um pobre que sangra, um pai que chora, um português que ama”.

A fechar as comemorações realizar-se-á a 5 de Abril de 2008, no Anfiteatro do Centro Social Paroquial da Anunciada, em Setúbal, um ENCONTRO EVOCATIVO (entrada livre), para o qual confluirão todos os trabalhos e testemunhos, estando prevista, além doutros momentos, a realização de duas conferências, tratando o tema:

“Quem foi, e qual a importância para Portugal do fundador da Obra da Rua?”

Em simultâneo, decorrerá nos espaços adjacentes do auditório, uma exposição de cartazes, objectos pessoais e livros sobre a pessoa, a pedagogia e a Obra do Padre Américo.O Senhor Bispo de Setúbal emitirá a propósito uma Nota Pastoral na qual se reforçará este convite/desafio.

No site www.padreamerico120anos.pt.vu será possível acompanhar e preparar a participação nesta efeméride dedicada ao Padre Américo.O projecto será coordenado por uma Comissão Organizadora da qual fazem parte, o Director da Casa do Gaiato de Setúbal, Padre Júlio Pereira, José Assunção (médico), Américo Pinto, Fernando Pinto, César Amante, da Associação da Comunidade “O GAIATO” de Setúbal, Dulce Silva (professora), Felisbela Rilhó (psicóloga), Hélio Sobral (secretário), Júlio Costa (estudante chefes dos Rapazes da Casa do Gaiato de Setúbal), Maria das Mercês Borges (Técnica Superiora Consultora), Paulo Gamito de Faria (advogado) e Frederico Fortuna (estudante de informática).

A Comissão Organizadora

quinta-feira, novembro 15, 2007

Filme da Semana: "Alpha Dog"de Nick Cassavetes

Alpha Dog prometia trazer uma história atractiva e no mínimo curiosa ao recorrer a um elenco júnior que poderíamos eventualmente ver apenas em filmes para adolescentes sem qualquer sentido, mas que foi no entanto muito diferente. A diferença? Ter vindo da mestria do realizador do The Notebook, Nick Cassavetes. E claro pela participação de Bruce Willis e Sharon Stone, como o encaminhar para uma plateia mais lucrativa.

A participação do jovem Emile Hirsch, que veio de um confortável The Girl Next Door, e de Justin Timberlake o cantor do Sexy Back e o autor dos sexy moves do mundo musical, atrairam provavelmente o que se viu ser 80% das audiências mundiais, mas ainda assim nem um nem outro se espalharam ao comprido como eu estava a espera, e isso quase bastou para o filme se tornar um bom filme.

Emile Hirsch é então Johnny Truelove, um drug dealer bastante moderno, inspirado na figura criminosa de Jesse James Hollywood, e filho de Sonny Truelove, interpretado por Bruce Willis. Cassavetes desfia as já esperadas cenas de crimes de uma forma impressionantemente imaginativa, derivado de um argumento que o próprio criou, e que é provocativo e que é bom sê-lo. Truelove, rodeado de amigos que transpiram a já esperada adolescência no seu lado mais puro e contagiante, vai-se metendo aos poucos e poucos numa aventura que vai acabar por julgar se o seu espírito é realmente anárquico ou se é simplesmente uma perseguição infiel dos passos percorridos pelo pai.

Aí entra Jake e Zack Mazursky, dois irmãos que em tudo se diferem e que no entanto é isso mesmo que os une, interpretados belíssimamente por Ben Foster e Anton Yelchin, sendo que Foster me tem impressionado bastante, e onde Zach se torna a única ponte entre uma amizade que foi envenenada pelo dinheiro.

Alpha dog vai percorrendo um lado quase virgem do crime hollywoodesco, onde este é contornado e quase exilado num sentimento humano e de amizade antes que seja atingido um clímax onde normalmente tudo se perde. Alpha dog não segue os contornos e parâmetros normais de um policial ou de um filme de acção, porque se divide em partes meramente fúteis e em partes que contêm a importância do coração humano, sem sequer ser pensada uma mistura dessas partes. Pela primeira vez a vítima passa de vítima a herói no seio da sua própria autonomia. Uma vítima acarinhada pelos seus agressores, que exploram inocentemente o seu interior, que abrem caminhos e portas de auto-conhecimento, e que são experiência no meio de terror, que é acima de tudo camuflado em amizade pura e genuína. E é maioritáriamente tudo isto que faz brilhar Alpha Dog, o contraste de um crime com as cores do amor incondicional e ainda assim tantas vezes condicional da família, da amizade e do preconceito.

Nick Cassavetes largou o salto entre o bom e o mau, e deixou-se cair no abismo esquecido da inocência, do espírito humano e do esquecimento do pulsar negro dentro de nós. E no fim, acorda-nos, para nos deixar bem claro que é um filme que vemos. E isso é realmente o delicioso acerca do filme. Ainda assim não é um filme estrondoso, mas o desfecho torna-o extremamente acarinhável, e quanto a avaliação técnica? Não é preciso. Isso sucumbiu ao maravilhoso plot e ao modo como se desfiou. Mas só para ficar assente não é digno de registo mas é melhor que muitos policiais convencionais que têm passado pelas salas de cinema ultimamente.

Madalena Tavares

quarta-feira, novembro 14, 2007

Bloguista de 95 anos



Os Blogues estão na moda, sem dúvida !

Hoje trago o video da Bloguista mais famosa de Espanha.

Maria Amelia Lopez têm 95 anos, moradora da cidade de Sanxenxo, na Galícia, Espanha

A idosa, que nem sequer possui conexão em banda larga, mal sabia navegar pela web há pouco menos de um ano, em 23 de dezembro de 2006, quando pediu para o neto criar-lhe um blog. “É possível encontrar de tudo na internet, quero um blog,” declarou à agência Reuters.

Aos poucos e poucos, o blog “A mis 95 años”, que mistura diário com recordações do passado de Maria Amelia, em especial da época da Guerra Civil espanhola, passou a atrair internautas de países de todo mundo.Mais 60 mil pessoas lêem seus textos regularmente.

Um deles e que que deixou uma mensagem a senhora foi o primeiro-ministro da Espanha, José Luiz Zapatero.

A idosa se proclama ser “a mais velha blogueira do mundo”, mas de acordo com o Google o título vai para a australiana Olive Riley, de 108 anos, que mantém o blog “The Life of Riley”.

Meus amigos, os blogues não olha a idades..... :)

segunda-feira, novembro 12, 2007

O Telelixo está de volta:” Casamento de Sonho”

Andava eu tão contente, depois de ter acabado o “Big Brother”, o “Bar da TV” e programas afins, que, quando dou por mim, já novos programas do tipo andam ai de novo. Falo do programa “Casamento de sonho” apresentado pela Dona Júlia Pinheiro. Um programa com alguns jovens casais que, para além do ambicionado casamento e lua-de-mel, tem um prémio monetário de 100.000 euros, tudo isto sob a capa de um vergonhoso “Show Off” televisivo.

Um concurso sem quaisquer escrúpulos que indigna quem quer continuar sóbrio e a ver televisão sem “morrer intoxicado” com telelixo.

Pois é!... A manipulação de sentimentos de jovens anónimos, como o “Big Brother” teve como resultado o que aconteceu ao Zé Maria... Vamos ver, agora, com estes “noivos”, como é que isto vai acabar, numa falta de vergonha com algo muito sério, a união de duas pessoas.

Na minha opinião, a Alta Autoridade Para a Comunicação Social (que por vezes não sei para que é que serve) já devia ter posto um travão a este tipo de programas. O governo, que deveria zelar pelo interesse público, há muito já deveria ter criado uma lei específica para acabar com estes ataques à dignidade, para acabar com esta degradação.

A televisão existe para dar dinheiro, apenas para o lucro. O que não posso concordar é que, para atingir esse objectivo, se sirvam, de uma forma vergonhosa, do ser humano, expondo-o a impactos e sensacionalismos.

A TV é cada vez mais, uma guerra de audiências, um fenómeno socioeconómico, que cada vez é menos “sócio” e mais “económico”. Cada vez pior e com menos qualidade.

Este programa até coloca os ditos “jovens casamenteiros” a cantar e a dançar, servindo-se dos mesmos como marionetas, colocando os seus rostos permanentemente sob holofotes, vulgarizando os seus gestos, expressões, passos, fazendo-os viver, dia após dia, a representar uma farsa que tem tanto de improvisada como de medíocre.

Vamos lá ver se vai haver envolvimentos, sexo, violência e infidelidades e todos os mais comportamentos anormais, porque, se assim for, melhor ainda: é disso que o povo tanto gosta e a produção também.

Sou um optimista por natureza, mas estou preocupado. A auto-estima e outros valores, como a privacidade, que ainda há bem poucos anos nem sequer eram postos em causa, foram esquecidos.

O país rendeu-se aos que trocaram a sua privacidade por valores mercantilistas. Um ataque à intimidade, formalizado com um contrato e tudo.

Quando será que as pessoas entendem que este tipo de programa não passa de um negócio?

Um contrato em que uns tantos abdicam da sua privacidade, para que outros a possam, tranquilamente, “violentar”, de preferência com o maior número possível de espectadores e de lucro.

Para mim, seria provavelmente mais cómodo assistir, calado e resignado, a estes telelixos a que o Bispo de Liverpool apelidou de “Zoo Humano”. No entanto, apesar de com este meu texto dar alguma importância a este tipo de programas, faço-o com o objectivo de contribuir para a consciencialização do balanço negativo que este tipo de programação gera, principalmente, nas nossas crianças e adolescentes.

Caro leitor, espero que quem pode e quem manda perceba isto um dia.

Cláudio Anaia

domingo, novembro 11, 2007

Sábias Palavras



«É preciso mudar o estilo de organização da comunidade eclesial portuguesa e a mentalidade dos seus membros para se ter uma Igreja ao ritmo do Concílio Vaticano II»
Papa Bento XVI

sexta-feira, novembro 09, 2007

Momentos


A chicória é o tubérculo da planta Cichorium intybus, em forma de cenoura com mais volume. É utilizado depois da apanha, e depois de torrado, para fazer café.
Normalmente os cafés de mistura têm uma certa porção de cevada, café puro, e chicória. O tubérculo é torrado em fornos e depois moído tranformando-se num pó escuro com um certo sabor amargo, mas muito apreciado nas misturas de cafés.
Outro uso da chicória, bastante comum no Brasil, é aproveitar as folhas cruas para saladas, ou como vegetal cozido.
Por último, é interessante saber que as flores da chicória são muito belas.

Fonte : Wikipédia

quinta-feira, novembro 08, 2007

Filme da Semana : "The Brave one"









Jodie Jodie Foster não só é a melhor da sua geração, como é a melhor de todas as outras.
Não consigo descrever a maneira como senti o que Erica Bain sentia, a sua loucura de solidão e de revolta, a necessidade de um grito eterno e de um abraço interminável.
O desespero envolve-nos como Jodie Foster tão grandiosamente joga no filme. A sua entrega a uma quase morte psicológica ressuscita em nós a necessidade de vivermos um pouco mais na vida dos que sentimos estar mais perto de nós.
Foster é uma caminhante das ruas anundada em perda e sede de vingança. Uma caminhante que se envolve num processo de metamorfose que não consegue controlar, uma “outra” que destrói o que é capaz de magoar ou o que é simplesmente errado.
The Brave One é um filme que não passa de ser um bom filme, mas um filme que entretém extremamente, só havendo uma ou outra cena que fazem com que o filme se perca um pouco e oscile. Podendo ter sido um pouco mais curto (mesmo não passando da habitual hora e meia de filme), A Estranha Em Mim é um filme que vale tudo pela presença de Jodie Foster e pelo caminho que percorre não só pelas ruas Novas Iorquinas tão naturalmente projectadas sob a lua, como pelo seu arrastar na construção de uma história sensacional e extremamente energética.
Neil Jordan traz-nos assim um filme que é uno pela simplicidade de voltar a trazer de um ambiente à antiga, onde há violência não só entre países mas entre individuais da mesma cidade. E o importante agora é voltar a pegar nisso, como que um grito a fazer-nos relembrar que o mundo é sempre tomado de caos. É o renascer da antiga definição de “revenge”, que nos revolta a sombra do olhar e nos faz entrar num contacto imprescindível de relacionamento com a personagem.
Esquecendo um pouco a loucura do pós-11 de Setembro, Neil Jordan focou uma violência mais simples, que apesar de esquecida faz parte das raízes das “cidades mais seguras do mundo”.
Consegui sentir dor perante as nódoas negras de Erica, e saudades de abraçar o seu noivo que acabou por perder, e tão perfeitamente representado por Naveen Andrews. Até senti perda dentro de mim, um vazio de garganta seca.
No final para melhorar tudo, ainda me apercebi que o título acabou por fazer o maior sentido, ainda que em nada ou pouco seja uma fiel tradução do título original. Para terminal o equilíbrio que se sente entre Erica Bain e o detective Mercer não se deve exclusivamente a Jodie Foster mas à importante presença de Terrence Howard que entrega uma maior sanidade a toda a narração.

A falas de Bain como locutora de uma rádio diferente das outras entraram-me na alma, a magnífica representação de Foster não me sai da cabeça, e o projecto de Neil Jordan acabou por me salvar da crença de que futuros policiais e filmes do género deviam ser evitados. O que mais marca o filme não é a originalidade do argumento, pois acaba por não ser assim tão original, mas o facto de todo o tactear da revolta, vingança, violência e brutalidade serem-nos entregues por uma personagem que ao princípio do filme se afirma a mulher mais feliz do mundo. Jodie Foster, digo, é um gigante íman. Ainda sinto certas coisas do filme a caminharem-me sobre a pele.

Madalena Tavares

quarta-feira, novembro 07, 2007

Junta as tuas meias às minhas… e torna os dias e as noites de Lisboa mais quentes!



Campanha de Angariação de Meias para os Sem Abrigo de Lisboa
Equipa B – Volta de 4ªFeira
Comunidade Vida e Paz
Somos uma das muitas Equipas de Rua que colabora com a Comunidade Vida e Paz no apoio aos Sem-Abrigo de Lisboa durante a noite.

E todas as noites ouvimos o mesmo pedido: Têm meias? Têm meias? Têm meias?

Pegámos nestes pedidos e decidimos realizar esta Campanha - Junta as tuas meias às minhas… e torna os dias e as noites mais quentes!

Objectivo – angariar 5000 pares de meias até à noite de Natal!

Para quem estiver interessado em aquecer os dias e as noites – contacte-nos por mail ! vsophya@hotmail.com

Muito Obrigada pela ajuda… e pelas meias!

segunda-feira, novembro 05, 2007

ABORTO: ÉTICA E LEI


1. Há uns dias soubemos por uma nota do Ministério da Saúde que o ministro homologou um parecer solicitado à Procuradoria-Geral da República sobre a conformidade do Código Deontológico dos médicos com a Lei 16/2007, que alterou o artigo 142 do Código Penal, introduzindo no sistema jurídico português uma nova causa de isenção da responsabilidade criminal pela prática do aborto.

Ficámos também a saber que o ministro da Saúde voltou a pedir à Ordem dos Médicos que altere com urgência o seu Código Deontológico, adaptando-o à actual legislação penal, ficando a aguardar, durante 30 dias, sobre “diligências tomadas para a reposição da legalidade”!

Esta atitude do Governo enquadra-se na já compulsiva e obsessiva prática do “quero, posso e mando” ao atropelo das regras e valores que todos esperaríamos de um executivo democrático.

Uma intromissão intolerável e que não augura nada de bom!

É habitual a confusão entre a lei e a ética. Mas o que é certo (e elementar) é que nem tudo o que é legal tem automaticamente o estatuto de conformidade ética e nem todo o enquadramento ético é regulado pela lei.

Conduzir pela direita é uma norma legal mas nada contem de relevância ética. E, ao contrário, há valores éticos na conduta humana que a lei jamais pode regular ou que simplesmente omite. Por exemplo, o exercício de certas funções políticas ou públicas pode não implicar legalmente determinadas incompatibilidades para cargos futuros, mas exigir que eticamente essas restrições se imponham. Poderemos encontrar muitos (bons e maus) exemplos desta situação.

2. Dá que pensar que este Governo, e em particular, o Ministro da Saúde, sempre tão solícito quando se trata de liberalizar a prestação dos cuidados de saúde exonerando até o Estado de exercer as suas responsabilidades, apareça com uma face ultra intervencionista impondo abusiva e intoleravelmente alterações às normas de conduta, aos códigos deontológicos e éticos.

Esta exigência de revisão do Código Deontológico dos Médicos é inaceitável e prepotente e faz lembrar até o que se passou em regimes ditatoriais em que se exigia a uma determinada classe actuar contra as mais elementares regras da sua conduta profissional.

Uma coisa é o cumprimento da lei, ainda que dela se possa discordar. Está fora de causa. Outra é a imposição num código ético (que está muito para além da conjuntura das leis) de uma norma violadora de um juramento profissional que tem 2500 anos.

3. Mal vai a sociedade quando a moral se esgota na lei. A licitude penal não acarreta necessariamente a sua licitude perante a consciência.

A escravatura foi, durante muito tempo, legal mas jamais se tornou eticamente aceitável. E não é por haver pena de morte nalguns países que neles se impôs no código ético dos seus médicos a obrigação de colaborar na agonia letal dos condenados.

Pergunto até porque não age o governo tirando consequências da descriminalização do consumo de drogas, obrigando os médicos a explicitar no seu código de Conduta que a sua “prescrição” não será condenável.

Nem o antigo regime se atreveu a impor num código dos jornalistas a aceitação (deontológica) da censura prévia, prática que à face das normas então vigentes era legal!

4. Justamente porque a conformidade da lei com a ética nem sempre é total, é que nos Estados de Direito se consagrou a figura da objecção de consciência. Será que o Governo quer transformar a dita objecção numa violação da liberdade individual?

Aliás, o Ministério detesta tanto esta figura que no caso da prática de abortos até impediu os objectores de participarem na informação médica que precede a realização do acto, não fosse o diabo tecê-las e prejudicar tão “nobre e ético” serviço!

Pasme-se: o ministro da Saúde quer que uma nobre profissão que serve para curar, cuidar e lutar pela vida das pessoas, “certifique” pela via deontológica que a barreira – a barreira da vida – seja quebrada.

Quando se exige, num código ético dos médicos, que a morte como acto médico seja uma solução, sabe-se que se entra num pântano de onde já não se sai. Basta saber história e ter memória.

5. Estamos a ser invadidos por uma onda de relativismo sem limites, onde não há fronteiras entre o bem e o mal. Pergunto, onde vai parar esta onda que quer impor, neste caso, à classe médica o “virtuosismo profissional” de fazer abortos?

A vida não se relativiza, nem é moeda de troca. É este cretino relativismo que quase anestesia os comportamentos letais, porque retira valor absoluto à vida e despreza os que não têm voz. É este relativismo desvertebado que igualiza, moralmente, fins e meios.

É o tempo governamental do vale tudo. Da dureza prepotente para uns e da moleza inebriante para outros.

Se um dia o Código Deontológico dos Médicos aceitar explicitamente a morte como uma solução, como poderemos acreditar na salvaguarda de valores perenes e inegociáveis da civilização, entre os quais e acima de todos está o (mais) absoluto: o respeito pela Vida?

António Bagão Félix
Outubro de 2007

sexta-feira, novembro 02, 2007

Gripe : Comece desde ja a tratar da sua Saúde




O projecto Gripenet procurou criar e testar um sistema de vigilância epidemiológica inovador que envolvesse activamente a sociedade portuguesa. O sistema tem como base o website – www.gripenet.pt – especialmente criado com duas funções:

1 - informar e difundir conhecimentos sobre a gripe;
2- recolher informação relativa ao estado de saúde da população através de inquéritos online.

Não hesite e vá registar-se a www.gripenet.pt

quinta-feira, novembro 01, 2007

Do you Speak Russian ?



Ao que parece uma das caras da conhecida série The O.C., Mischa Barton, esteve agora a desenvolver um projecto da autoria de Roland Joffé, o mesmo que nos trouxe em 1995 o filme The Scarlet Letter (ou mais recentemente Captivity), projecto que está agora na fase de pós-produção.Parece-me a mim, ao ler o resumo do que o filme nos vai trazer, que Mischa se atirou de cabeça para um papel que a meu ver, é muito maior do que ela. Se ela mal consegue fazer de Americana como é que vai conseguir passar por Russa?

O filme chama-se Finding t.A.T.u (quem é que nunca ouviu a música "All the things She Said"?) e Mischa vai ter de contracenar com Shantel VanSanten, que sempre representou pequenos papéis. As duas vão ter de nos fazer crer que estão apaixonadas uma pela outra. Se vale a pena esperar? Não sei, não.No filme vamos poder contar ainda com a presença das vocalistas da banda, e ainda com Anton Yelchin, o miúdo do filme Alpha Dog.

Madalena Tavares