sexta-feira, setembro 10, 2021

És "conservador, tradicionalista ou progressista? Sou “papista”

 


O abjeto politicamente correto 

 Há coisa de uns dois anos, num diálogo com uma pessoa, ela interpelou-me, querendo saber se eu era um presbítero conservador, tradicionalista ou progressista. Prontamente respondi: nunca fui, nem sou nada disso. Sou “papista”. Sempre estive, estou e penso sempre estar (a não ser que tenha um surto psicótico) em comunhão com o Santo Padre, fazendo das suas palavras e diretrizes caminho orientador para chegar Deus e anunciar o Evangelho. Essa pessoa voltou a interpelar-me: -«Então, mas não tem vontade e opinião própria?» Eu respondi: – «Tenho. E exponho essa vontade e opinião nos locais e momentos próprios. Da mesma forma que alguém quando critica publicamente a sua família tem vergonha da sua identidade, qualquer cristão, mais ainda quem tem responsabilidades públicas, quando critica publicamente o Papa tem vergonha da sua Igreja e não está em comunhão». A conversa ficou por aqui, com um longo silencio revelador de tanta inquietação.

 Este pensamento não surge simplesmente agora, momento em que as críticas mais ferozes ao Papado vêm do interior da Igreja. É algo vem desde o início da relação de Jesus Cristo com Apóstolos. Quem não se lembra da cena em que Pedro corrige Jesus (Mc 8, 31 – 33). E Jesus imediatamente salienta que os planos do Apóstolo são os dos homens e não de Deus. Corrigir os desígnios e as diretrizes de Deus é tantas vezes um desejo de um homem aparentemente em comunhão com Nosso Senhor, mas que não tem em mente as coisas de Dele, mas as dos homens! Pedro aprendeu e pode ser o primeiro Papa. 

Diversas correntes, opiniões, movimentos que clamavam pela mudança ou pela estagnação sempre houve no seio da Igreja. Foi assim que surgiu a reforma protestante, antecedida por outros pensadores boémios e ingleses. O maior erro de Wycliffe, Huss, Lutero, Calvino entre outros foi terem provocado a sua saída da Igreja e rompido a comunhão com Roma. Já no séc. XX importantes teólogos, entre eles Teilhard de Chardin e Henri de Lubac, antes do Concilio Vaticano II, clamavam por uma mudança na Igreja. Foram várias vezes corrigidos por Roma e eles, como bons padres Jesuítas, obedeceram à Igreja. 

No entanto, são dos teólogos mais citados nos documentos do Concilio Vaticano II. Porém, ultimamente essa contestação tem surgido atacando algo a que os críticos convencionaram chamar “o politicamente correto”. E isso, para uns, é algo pecaminoso, é, por exemplo, estar de acordo com o sistema vigente, defender o que eles chamam de climatologia, manter-se em silencio sobre a chamada ideologia do género (ainda não consegui descobrir o que é), sobretudo nas escolas, é não ter reservas sobre o diálogo inter-religioso ecuménico. Enfim, grande parte dos assuntos que estão na agenda do Papa Francisco fazem parte desse denominado “politicamente correto” na boca dos críticos. 

 Então começamos a ver cada vez mais cristãos na redes sociais a atacar esse “politicamente correto” e, assim, têm uma agenda paralela ao Santo Padre. Se o Papa Francisco se preocupa com o refugiados, eles alegam que temos de nos preocupar com as nossas fronteiras e identidade cristã, fazendo procissões com as bandeiras dos vários reis. Se o Papa Francisco nos alerta para o cuidado com a casa comum e o equilibro do planeta, eles vão “provar” que sempre houve calor no verão e frio no inverno. Se o Papa Francisco pede que não excluamos ninguém e estejamos atentos aos novos tipos de agregados familiares, para de alguma maneira haver a palavra e o amor de Deus a chegar lá, eles têm que lutar para que tipo de gente seja esquecido da sociedade. 

Num mundo onde tudo é rápido, eficaz e instantâneo convém seguir as palavras que Papa Bento XVI nos deixou na sua ultima mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, sobre a as atitudes que o cristãos devem ter e como devemos ser neste mundo digital. Para Bento XVI «a autenticidade dos fiéis, nas redes sociais, é posta em evidência pela partilha da fonte profunda da sua esperança e da sua alegria: a fé em Deus, rico de misericórdia e amor, revelado em Jesus Cristo. Tal partilha consiste não apenas na expressão de fé explícita, mas também no testemunho, isto é, no modo como se comunicam “escolhas, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes com o Evangelho, mesmo quando não se fala explicitamente dele”. Um modo particularmente significativo de dar testemunho é a vontade de se doar a si mesmo aos outros através da disponibilidade para se deixar envolver, pacientemente e com respeito, nas suas questões e nas suas dúvidas, no caminho de busca da verdade e do sentido da existência humana. A aparição nas redes sociais do diálogo acerca da fé e do acreditar confirma a importância e a relevância da religião no debate público e social».

Pedro calou-se diante da repreensão de Jesus. Talvez fosse bom calarmo-nos mais vezes diante das palavras do Santo Padre. Porque, das duas uma: ou sabemos mais do que ele, que foi escolhido pelo Espírito Santo, ou não acreditamos que foi o Espirito Santo que o escolheu através dos cardeais.

 Pe. Miguel Neto

quarta-feira, setembro 01, 2021

O luto de uma vida não cabe em 5 dias

Eu assinei ! Assina tú também.... Obrigado!

 "O luto de uma vida não cabe em cinco dias". Este é o mote da campanha e da petição lançadas pela Acreditar - Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro para alterar o Regime Legal do Luto Parental. A sua proposta é alargar de 5 para 20 dias o período de faltas justificadas que a lei prevê até que os pais regressem ao trabalho após a perda de um filho.

 A Acreditar lançou esta terça-feira uma petição que visa alargar o período de luto pela morte de um filho para 20 dias. João de Bragança, Presidente da Acreditar e primeiro signatário desta petição, recorda que há 20 anos teve cinco dias para regressar ao trabalho após a morte da sua filha de sete anos. "Serviram para pouco, para quase nada", escreve. Há cerca de 400 diagnósticos de cancro pediátrico por ano em Portugal. A taxa de sobrevivência ronda os 80%, mas infelizmente nem sempre estas histórias têm um final feliz. E quando é esse o caso, a lei estipula cinco dias de faltas justificadas até ao regresso ao trabalho.

 O Código do Trabalho (Art.ºs 249.º e 251.º da Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro e suas subsequentes alterações) prevê um regime de falta justificada para as situações de luto parental de 5 dias consecutivos. Igual regime decorre da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (Art.º 134.º da Lei n.º 35/2014, de 20 de Junho e suas subsequentes alterações). E se "nenhum luto é igual a outro luto, porque cada um de nós é diferente do outro: há a fé, o sentido que damos às coisas, a rede social ou familiar, as circunstâncias do drama", certo é que "cinco dias – o tempo que o Estado nos dá para regressarmos ao trabalho após a morte de um filho - será manifestamente pouco", escreve João de Bragança. "Em cinco dias faz-se o imediato, o urgente, tantas vezes o burocraticamente inadiável. Damos uma camada de tinta à alma e ao corpo, não lhe damos novas fundações. 

Não nos preparamos para o futuro, por absoluta falta de tempo".

Assina AQUI a petição.

segunda-feira, agosto 30, 2021

António Costa o estratega calculista

 “Na política há coisas que se fazem, mas não se dizem e há coisas que se dizem, mas não se fazem.”  

Carlos Pinto França

 Foi com particular tristeza que ontem assisti pela televisão ao Congresso/Comício do Partido Socialista. 

Sou militante do PS há mais de 30 anos. Recordo-me de vários congressos onde se discutiam moções, ideias e projetos, longe de imaginar que a reunião magna de todos os socialistas seria um dia no mês de agosto, no Algarve, onde muitos delegados se preocuparam mais em ficar na piscina do hotel ou em ir até uma das praias mais próximas. Os congressos dos partidos, hoje, são pouco mais que "reality shows", onde os "grandes líderes" se mostram para as câmaras e os anónimos ficam ávidos de aparecer no púlpito para a foto no Facebook.

 Que saudades tenho de grandes líderes, como os que já tivemos. Saudades de quando se discutia política “à séria”, para se resolver os problemas das pessoas. Mas, voltemos ao congresso, onde o tema era a substituição da liderança e os seus putativos candidatos, onde pouca gente ainda não entendeu que António Costa anda a gozar, ou a brincar, com quem lhe possa fazer frente. Vejam a forma desrespeitosa como tratou Pedro Nuno Santos e apresentou Marta Temido, que recentemente se tornou militante, para líder, não tendo esta afastado essa possibilidade. 

 Sejamos claros, António Costa é um homem de sorte e em todo seu trajeto político, as circunstâncias têm sido favoráveis (até na lamentável "facada" a António José Seguro). No entanto as coisas podem mudar, com cerca de 65 % dos portugueses a desconfiar da eficácia da "bazuca" europeia (https://www.cmjornal.pt/economia/detalhe/maioria-dos-portugueses-desconfia-da-eficacia-da-bazuca-europeia) e as empresas que produzem neste país não estarem a produzir.... 

 O futuro trará surpresas? Não sei. Como temos uma oposição fraca, António Costa pode querer ficar até 2027 ou, então, como só se preocupa com ele e com o seu ego, poderá não se recandidatar ao cargo de Primeiro-Ministro, ao contrário daquilo que dizem os comentadores televisivos, e querer ser candidato a Presidente da República, alongando assim o seu “reinado” até 2036 ?!! A ver vamos…. 

 Este artigo também pode ser visto em: http://www.distritonline.pt/antonio-costa-o-estratega-calculista/

quarta-feira, agosto 18, 2021

Covid-19: Papa participa em campanha mundial pela «vacinação de todos e para todos»

 


 (Ecclesia) – O Papa Francisco participa na campanha mundial “É contigo”, que defende a “vacinação de todos e para todos”.

Numa mensagem vídeo, o Papa afirma que “vacinar-se com vacinas autorizadas pelas autoridades competentes é um ato de amor” a cada um, aos “parentes e amigos” e “ todos os povos”.

“O amor também é social e político. Existe amor social e amor político. É universal, sempre transbordante de pequenos gestos de caridade pessoal, capazes de transformar e melhorar as sociedades”, disse o Papa.

“Vacinar-se é uma forma simples, mas profunda de promover o bem comum e de cuidarmos uns dos outros, principalmente os mais vulneráveis”, afirmou.

“Peço a Deus que cada um possa colocar o seu pequeno grão de areia, o seu pequeno gesto de amor.  Por mais pequeno que seja, o amor é sempre grande! Façamos esses pequenos gestos para um futuro melhor. Que Deus vos abençoe e muito obrigado”, conclui o Papa.

A campanha pela vacinação de todos e para todos “É contigo” é promovida pela “Ad Council” e a “COVID Collaborative” com o objetivo de promover a confiança nas vacinas contra a Covid-19.

“Graças a Deus e ao trabalho de muitos, hoje temos vacinas para proteger-nos da Covid-19. Elas trazem esperança para acabar com a pandemia, mas só se estiverem disponíveis para todos e se colaborarmos uns com os outros”, sublinha o Papa Francisco na mensagem vídeo.

A campanha “É contigo” conta a participação de mais de mil personalidades políticas, do mundo da medicina e de várias religiões, onde se contam seis cardeais e arcebispos dos Estados Unidos e da América do Sul e Central e líderes das confissões religiosas protestantes, evangélicas, judaicas e inter-religiosas.

quarta-feira, agosto 04, 2021

Patria y Vida - Liberdade para Cuba Já!

Dedico este post ao povo Cubano que pede liberdade e ao grande Pedro Pichardo que além de ser um grande atleta é também um grande ser humano.

Y eres tú mi canto de sirena
Porque con tu voz se van mis penas
Y este sentimiento ya está añejo
Tú me dueles tanto aunque estés lejos
 
Hoy yo te invito a caminar por mis solares
Pa' demostrarte de que sirven tus ideales
Somos humanos aunque no pensemos iguales
No nos tratemos ni dañemos como animales
 
Esta es mi forma de decírtelo
Llora mi pueblo y siento yo su voz
Tu cinco nueve yo, doble dos
Sesenta años trancado el dominó
 
Bombo y platillo a los quinientos de la Habana
Mientras en casa en las cazuelas ya no tienen jama
¿Qué celebramos si la gente anda deprisa?
Cambiando al Che Guevara y a Martí por la divisa
 
Todo ha cambiado ya no es lo mismo
Entre tú y yo hay un abismo
Publicidad de un paraíso en Varadero
Mientras las madres lloran por sus hijos que se fueron
tu cinco nueve, yo, doble dos
 
(Ya se acabó) sesenta años trancado el dominó, mira
(Se acabó) tu cinco nueve, yo, doble dos
(Ya se acabó) sesenta años trancando el dominó
Somos artistas, somos sensibilidad
 
La historia verdadera, no la mal contada
Somos la dignidad de un pueblo entero pisoteada
A punta de pistola y de palabras que aún son nada
No más mentiras
 
Mi pueblo pide libertad, no más doctrinas
Ya no gritemos patria o muerte sino patria y vida
Y empezar a construir lo que soñamos
Lo que destruyeron con sus manos
 
Que no siga corriendo la sangre
Por querer pensar diferente
¿Quién le dijo que Cuba es de ustedes?
Si mi Cuba es de toda mi gente
ya se venció tu tiempo, se rompió el silencio
 
(Ya se acabó) ya se acabó la risa y el llanto ya está corriendo
(Se acabó) y no tenemos miedo, se acabó el engaño
(Ya se acabó) son sesenta y dos haciendo daño
Allí vivimos con la incertidumbre del pasado, plantado
 
Quince amigos puestos, listos pa' morirnos
Izamos la bandera todavía la represión del régimen al día
Anamel y Ramón firme con su poesía
Omara Ruiz Urquiola dándonos aliento, de vida
Rompieron nuestra puerta, violaron nuestro templo
 
Y el mundo 'tá consciente
De que el movimiento San Isidro continua, puesto
Seguimos en las mismas, la seguridad metiendo prisma
Esas cosas a mí como me indignan, se acabó el enigma
 
Ya sa' tu revolución maligna, soy Funky style, aquí tienes mi firma
Ya ustedes están sobrando, ya no le queda nada, ya se van bajando
El pueblo se cansó de estar aguantando
Un nuevo amanecer estamos esperando
 
Se acabó, tu cinco nueve, yo, doble dos
Ya se acabó, sesenta años trancado el dominó, mira
Se acabó, tu cinco nueve, yo, doble dos
Ya se acabó, sesenta año trancando el dominó
 
Patria y vida
Patria y vida
Patria y vida
Sesenta años trancado el dominó

sexta-feira, julho 30, 2021

Neemias Queta é o primeiro português na história da NBA

 

O Barreirense Neemias Queta, residente no Vale da Amoreira, tornou-se no primeiro português na história da NBA, a liga norte-americana de basquetebol.

O poste português de 22 anos, foi jogador de formação do Futebol Clube Barreirense, e durante esta madrugada foi escolhido na posição 39 do draft pelos Sacramento Kings.

Veja a noticia AQUI:  https://www.distritonline.pt/neemias-queta-e-o-primeiro-portugues-na-historia-da-nba/

quinta-feira, julho 22, 2021

Papa Leão XIII ( Pontificado : 1878 - 1903)


 

"Quanto aos ricos e aos patrões, não devem tratar o operário como escravo, mas respeitar nele a dignidade do homem, realçada ainda pela do Cristão. O trabalho do corpo, pelo testemunho comum da razão e da filosofia cristã, longe de ser um objecto de vergonha, honra o homem, porque lhe fornece um nobre meio de sustentar a sua vida. O que é vergonhoso e desumano é usar dos homens como de vis instrumentos de lucro, e não os estimar senão na proporção do vigor dos seus braços."
 
Rerum Novarum . Encíclica do Papa Leão XIII

quinta-feira, julho 15, 2021

Esquizofrenia Social

 

"Vivemos numa época onde querem que os padres se casem e as pessoas casadas se divorciem.

Querem que os heterossexuais tenham relacionamentos sem compromisso, mas que os gays se casem pela igreja. 

Que as mulheres se vistam como homens e assumam papéis maioritariamente masculinos e que os homens se tornem afeminados e vistam saias.

Que uma criança com apenas cinco ou seis anos de vida possa ter o direito de decidir se será homem ou mulher para o resto da vida, mas uma criança com menos de dezoito anos não pode responder pelos seus crimes.

Não existem vagas para pacientes em hospitais, mas há incentivos e abonos para quem quiser mudar de sexo.

Há apoio psicológico gratuito para quem quer sair da heterossexualidade e viver a homossexualidade, mas não há o mesmo apoio para quem quer sair da homossexualidade e viver a sua heterossexualidade e se tentar fazê-lo é crime.

Ser a favor da família natural e da religião é ser-se a favor da ditadura, retrógrada ou machista  mas urinar nos crucifixos ( http://www.leigos.pt/index.php/noticias/1250-polemica-na-italia-por-exposicao-blasfema-de-um-crucifixo-submerso-em-urina) e incendiar igrejas é lutar pela liberdade. 

Se não é o fim dos tempos, deve ser o ensaio ... ”

Claro como a água !

Pe.Gabriel Vila Verde

domingo, julho 11, 2021

Convento com crianças, cores e animação.

 

Hoje pela manhã, o Convento Madre de Deus da Verderena teve uma invasão de alegria e cores por crianças Barreirenses.

quinta-feira, julho 08, 2021

PORTUGAL E O APARTHEID SANITÁRIO


 Pela: Juíza Desembargadora Florbela Sebastião e Silva

Tenho consciência de que a maior parte das pessoas não tem conhecimentos jurídicos abalizados e, se têm alguns, é sempre um conhecimento generalista fruto de uma aprendizagem a que todo o cidadão deve ter acesso e apenas o quanto baste para exercerem os seus direitos mais básicos.
O que a mim me custa como Juíza que sou há mais de 25 anos, estando inclusive a exercer funções num Tribunal Superior, é ver sair instrumentos jurídicos, sem suporte na Constituição da República Portuguesa, a criarem um autêntico apartheid na sociedade portuguesa.
Como é possível que Portugal, tendo sido o segundo país no Mundo a abolir a escravatura, e até dos primeiros países a assinar os tratados internacionais de defesa dos direitos humanos, passa agora a ser um país que discrimina os seus habitantes com base num passaporte sanitário e no pressuposto de que as pessoas estão todas doentes e têm forçosamente de ser submetidas a testes – no caso testes PCR’s cuja fiabilidade, já se sabe, é nula e até altamente enganadora – para simplesmente poderem almoçar num restaurante.
A Constituição da República Portuguesa (CRP) não se mostra suspensa, nem as suas normas podem ser alteradas, delimitadas ou reduzidas por mera Resolução do Conselho de Ministros.
A Constituição da República Portuguesa só pode ser alterada pela Assembleia da República ao fim de 5 anos sob a última revisão ou, em caso de absoluta necessidade, extraordinariamente, mas desde que obtida uma maioria de 4/5 dos Deputados em exercício efectivo de funções – conforme artº 284º da CRP.
Nem existe consagrado na Lei, como já tive oportunidade de referir, a figura jurídica de “Estado de Calamidade” ou “Estado de Alerta”.
Assim, nos termos do disposto no artº 44º nº 1 da CRP:
“A todos os cidadãos é garantido o direito de se deslocarem e fixarem livremente em qualquer parte do território nacional.”
Esta norma da livre circulação das pessoas – que também encontra assento na legislação da União Europeia – não pode ser suspensa, revogada nem suprimida por mera Resolução de Conselho de Ministros fora de qualquer Estado de Emergência ou Estado de Sítio, sendo que, mesmo nestes casos, o seu condicionamento tem de se mostrar justificado e será sempre por um período muito limitado no tempo.
Ora, numa altura em que o mundo inteiro está a voltar ao normal, em que vão deixando cair as máscaras – as de COVID e as outras – e acabar com as vergonhosas restrições que levaram milhões ao desemprego e à miséria, e a um estado de insanidade colectiva, Portugal carrega nas restrições, sem qualquer fundamento constitucional e contra, não só a Lei da Nação, mas mais importante contra toda a legislação e recomendações Europeias?
Ninguém pode ser discriminado por razões de saúde – fossem essas mesmo a razão que está na base desta pandemia – e muito menos ninguém pode ser discriminado por não fazer um teste ou receber uma vacina.
E é impensável que alguém veja o seu acesso a um restaurante, um hotel ou qualquer outro estabelecimento condicionado a um teste que, como já disse, não tem qualquer fiabilidade (e são os próprios cientistas que o dizem porque depende do número de ciclos utilizado e sabe-se já que o número por norma em Portugal é acima dos 35 ciclos, o que torna o teste absolutamente irreal e inútil), além de traduzir um acto médico que só por pessoal qualificado pode ser praticado e mediante consentimento expresso e esclarecido da pessoa.
Da última vez que li os meus calhamaços de Direito, Portugal era um Estado de Direito, com regras bem claras sobre a governação, a divisão dos poderes do Estado, a reserva de Lei e o respeito pela dignidade humana.
Agora, e infelizmente, vejo que o meu País se tornou numa antiga África do Sul com regime de Apartheid e numa República das Bananas onde a Lei Constitucional é deitada fora.
E tudo isto quando já se sabe que a DGS, intimada pelo Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, veio admitir que afinal só se mostram registados 152 óbitos por COVID, sendo que apenas 4 foram sujeitos a autópsia.
A própria OMS num comunicado de 25 de Junho de 2021 já expôs, preto no branco, que não é recomendado fazer testes em pessoas assintomáticas muito menos à escala que se pretende implementar em Portugal.
Qualquer teste PCR é um acto médico que tem de ser autorizado e ninguém pode ser discriminado por se recusar a fazer o teste.
Nem ninguém pode ser condicionado no acesso a locais públicos com base na realização ou não do teste, precisamente porque ele tem de ser consentido.
Nem se compreende que estas restrições orwellianas só funcionem nos fins-de-semana pois se houvesse mesmo uma situação de saúde pública o vírus não andaria à solta apenas nos fins-de-semana, nem apenas nos restaurantes.
É absolutamente inaceitável para a população portuguesa ver-lhe impostas restrições que nada têm de científico, nenhum suporte clínico sério revelam – como aliás a DGS admitiu perante o Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa quando disse que não tinha quaisquer documentos científicos para fundamentar as medidas sanitárias impostas – e que são altamente atentatórias da dignidade humana, da Ordem Jurídica Portuguesa e da Constituição da República Portuguesa que, da última vez que vi, ainda era a mais alta Lei da Nação e aquela que ainda nos defende de pessoas, máquinas partidárias e lobbies que se revelam gulosos na sua sede de impor a sua vontade aos outros.
Afinal foi para isto que se fez a “Revolução” do 25 Abril?
Portugal deixou de ser um Estado de Direito e um Estado onde os direitos humanos são respeitados.
Entramos na era do Apartheid.
Que Deus nos ajude.

quarta-feira, junho 30, 2021

150 anos de Alfredo da Silva.


 Hoje comemora-se os 150 anos de nascimento de uma das maiores figuras da história do Barreiro.

Alfredo da Silva GCMAI (Lisboa, 30 de junho de 1871 — Sintra, 22 de agosto de 1942) foi um industrial português, um dos maiores empreendedores numa época em que contrastava com o ritmo de Portugal. Foi o fundador de um império abrangendo empresas emblemáticas, como a Companhia União Fabril (CUF do Barreiro ), a Tabaqueira, o Estaleiro da Rocha do Conde de Óbidos (depois Lisnave), o Banco Totta e Companhia de Seguros Império.

Veja AQUI a sua biografia. 

terça-feira, junho 29, 2021

Investigadores portugueses desenvolvem vacina oral contra a Covid-19

 

Um grupo de investigadores portugueses está a estudar uma potencial vacina oral contra o coronavírus SARS-CoV-2, responsável pela covid-19, e os resultados da primeira fase do estudo revelam que é capaz de criar anticorpos no sistema imunitário dos ratinhos. 

O projecto, que está agora a dar os primeiros passos, será apresentado na quarta-feira no encontro nacional de ciência e tecnologia, Ciência 2021, e resulta de uma parceria entre o Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) e o Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier (ITQB) da Universidade Nova de Lisboa. Se a sua eficácia se comprovar, esta será uma vacina contra o SARS-CoV-2 muito diferente daquelas que estão actualmente disponíveis, já que se trata de uma vacina oral que usa bactérias para induzir anticorpos.

Veja a reportagem da RTP em: https://www.rtp.pt/noticias/pais/investigadores-portugueses-desenvolvem-vacina-oral-contra-a-covid-19_v1331678

sexta-feira, junho 25, 2021

O horror tornado realidade ! Aborto reconhecido como "direito humano" no Parlamento Europeu

 

Eu que sou um europeu convicto, sempre defendi a União Europeia.... estive em Bruxelas e Estrasburgo a convite de vários eurodeputados, no entanto hoje sinto vergonha alheia.

 Aborto reconhecido como "direito humano" no Parlamento Europeu.

O Parlamento Europeu aprovou esta quinta-feira o polémico relatório Matic, que recomenda o fim das limitações à prática do aborto nos Estados-membros e ameaça a liberdade de consciência dos médicos.

O documento foi aprovado com 378 votos a favor, 255 contra e 42 abstenções.
O relatório sobre “a situação da saúde e dos direitos sexuais e reprodutivos na UE no contexto da saúde das mulheres” suscitou duras críticas antes de ir a votação e durante o debate no no Parlamento Europeu.
 
O relatório da iniciativa do eurodeputado socialista croata Predrag Matić, sublinha que o direito à saúde, em particular a sexual e reprodutiva, é um pilar fundamental dos direitos das mulheres e da igualdade de género e apela aos países da UE para removerem todas as barreiras que impeçam o acesso total a esses serviços.
 
Veja a noticia completa, AQUI