sexta-feira, outubro 31, 2008

Gatos Fedorentos: valeu a pena protestar!


O video dos Gatos Fedorentos neste blog e outros deu que falar por este país a fora, recebi e-mails e comentários vários.
Valeu a pena protestar ? Espero que sim.
Aqui deixo a notícia :


Brincadeira com Magalhães abre processo contra os Gato Fedorento.

«Louvado sejas, ó Magalhães» motivou uma série de queixas na Entidade Reguladora. Alguns católicos não acharam graça à brincadeira da reprodução da homilia onde se bajulava o computador para crianças.

As queixas na ERC, Entidade Reguladora para a Comunicação, contra a sátira dos «Gato Fedorento» ao computador Magalhães ja passaram às 50.

«Nunca um programa, no caso, um sketche, recebeu um tão elevado número de cartas a contestá-lo», disse fonte da Entidade Reguladora ao Jornal de Notícias.
As queixas em relação à sátira feita ao computador Magalhães são todas no mesmo sentido: ofensa à Igreja Católica, mais concretamente, ao seus símbolos sagrados.(…)

Fontes : Jornal SOL e Blog Inimputável

quinta-feira, outubro 30, 2008




O Projecto Gsolidário

O Gsolidário é um site de pesquisa que utiliza o motor de busca do Google. Os resultados apresentados são os mesmos resultados obtidos quando a pesquisa é feita no Google. A diferença é que ao pesquisar no Gsolidário está a ajudar a angariar dinheiro para instituições de solidariedade social.

Não se esqueça que quanto mais pesquisar no Gsolidário mais contribui para um mundo melhor.

quarta-feira, outubro 22, 2008

Gatos Fedorentos ridicularizam católicos



Amigos leitores,

Nunca tive simpatia pela figura de Ricardo Araújo Pereira e da sua cambada, ao contrário de muitos amigos meus, inclusive católicos, que não perdiam um episódio dos Gato Fedorento.

E não gostava porque este “iluminado” sempre teve aquele ar e postura que era muito bom e inteligente e que nôs (os outros) éramos todos uma cambada de atrasados mentais.

Enfim…. mais um pobre coitado que vai sobrevivendo a custa de uma sociedade cada vez mais frágil que vai perdendo os seus valores .

E como não bastasse eis que chega algo que não me espanta :

O "artista" cria uma sátira de mau gosto de contornos claramente ofensivos para os católicos, achincalhando símbolos religiosos e satirizando despudoradamente a Eucaristia. Foram ultrapassados claramente os limites do tolerável em democracia.

Não esquecendo que a sua formação passou pelos colégios de freiras vicentinas, franciscanos e jesuítas até se licenciar em Comunicação Social e Cultural, na Universidade Católica Portuguesa.

O que podemos fazer?

Neste país de faz-de-conta onde cada vez mais , não se respeita nada nem ninguém , até apetece, apenas e só ignorar .

Mas caso pretendam legitimamente protestar e manifestar a vossa indignação, poderão fazê-lo através do site da Entidade Reguladora para a Comunicação Social. Aqui fica o link. (não sei é se vai valer de alguma coisa, mas já agora…... )

terça-feira, outubro 21, 2008

Gafanhotos para evitar acidentes ?




Um fabricante de automóveis está a investir numa pesquisa sobre gafanhotos africanos, para melhorar os sistemas de segurança dos automóveis. Os cientistas estão intrigados sobre como os insectos conseguem evitar colisões.

segunda-feira, outubro 20, 2008

Eunice Raimundo




Apresento-vos a minha amiga Eunice Raimundo.

É espetaculo de miuda com um dos sorrisos mais bonitos que ja conheci .

Atleta paralimpica e ganhou uma medalha de Bronze nos últimos Jogos de Pequim.

Aqui deixo a sua Biografia que faz para mim ser hoje uma grande referência :

Modalidade desportiva: Boccia – Classe BC3
Deficiência: Paralisia Cerebral – Classe 1
Acompanhante Desportiva: Carla Oliveira
Treinador Pessoal: Luís Marta

Homepage: http://euniceraimundo.com.sapo.pt/

Habilitações Literárias: 12º ano do Ensino Secundário (Escola Secundária de Maximinos – Braga) – nos anos lectivos de 2006/2007; 2007/2008 frequento a mesma escola, fazendo diversas disciplinas de outras áreas.

Resultados relevantes:
- Vencedora de todas as edições de Torneios CAE (Distrito de Braga), Encontros Regionais da Zona Norte e Encontro Nacional de Desporto Escolar (2005), na modalidade de Boccia, à excepção do Encontro Regional da Zona Norte realizado na Póvoa e Lanhoso em 2003.
- 14º Lugar do Ranking Nacional de Boccia’2008 (em 115 atletas BC3)
- 34º Lugar do Ranking Mundial de Boccia’2007
-11º Lugar individual na Taça do Mundo de Boccia’2007 (Vancouver-Canadá)
- 1º Lugar em Pares na Taça do Mundo de Boccia’2007 (Vancouver-Canadá)
- Campeã Nacional de Pares 2006/2007
- 1º Lugar em Pares no torneio em Inglaterra 2007/2008
- 5º Lugar individual no Camp. Regional da Zona Norte 2007/2008
- 5º Lugar Individual no Camp. Regional da Zona Norte 2006/2007
- 5º Lugar Individual no Camp. Regional da Zona Norte 2005/2006
- 13º Lugar individual nos Paralímpicos 2008
- Medalha de bonze em pares nos Paralímpicos 2008


Melhores (es) resultados pesoais: Taça do mundo 11º lugar – individual no Canadá, 13º lugar – individual nos paralímpicos 2008
Onde: Vancouver no Canada, Pequim
Quando: Em Maio, em Setembro

Ambições: Continuar a subir no ranking nacional e mundial a nível federado. No desporto escolar continuar a obter bons resultados e, com a minha experiência, ajudar outros atletas.
Continuar a fazer parte da equipa da selecção nacional.

sexta-feira, outubro 17, 2008

Democracia



Para mim só haverá verdadeira democracia quando todos tiverem a oportunidade de saber ler, escrever, pensar questionar e escolher .

terça-feira, outubro 14, 2008

Testemunho

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Este ano foi o ano do casamento do meu amigo Nuno Capucha, do qual tive a honra de estar presente.
Pedi-lhe para escrever um texto para este blog sobre a sua "nova vida" de casado, aqui fica o seu testemunho :
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Olho para a minha mão esquerda e descubro como começar este testemunho sobre o matrimónio. A resposta às questões que se atropelam na minha mente está no anel de casamento; na minha aliança…

Contrai matrimónio em 2008-08-02, como podem ler no registo lateral impresso pela máquina que fotografou as nossas mãos. No interior das alianças, confidencio-vos, inscrevemos, para além da data e do nome do cônjuge, a frase “Para Sempre”. Não fomos originais. A senhora que nos atendeu na ourivesaria disse-nos, agradavelmente surpreendida, que também ela tinha na aliança uma frase: “Sempre Teu”. E que na aliança do marido consta a frase “Sempre Tua”.

Porquê para sempre? Quando sugeri à minha esposa que gravássemos a frase, não me ocorreram profundas questões teológicas. Simplesmente, amava-a naquele dia, amo-a hoje e está nos meus planos amá-la para sempre. Concretamente, por toda a eternidade (a morte termina com o laço do casamento, mas não pode apagar o amor dum coração)! A aliança que trago no dedo é símbolo do compromisso que assumi para toda a vida com a mulher que desposei. E tal como a Aliança do Velho Testamento, que Deus honrou sempre, apesar da infidelidade de Israel, tal como a Nova Aliança, celebrada com um cálice transbordando com o sofrimento e sangue de Cristo, não tem prazo de validade.

A pessoa que ama pode estabelecer prazo para o amor? À semelhança de Deus, sabemos que não. È uma verdade que está incrustada na história das relações entre homem e mulher, de todos os tempos. Eu sei-o. A senhora da ourivesaria também o sabe.

O amor não tem prazo - nem medida, como escreveu Santo Agostinho. E, naturalmente, conduz à união pelo matrimónio, que é indissolúvel. Remeto-vos para São Mateus, capítulo 19, versículos 3 a 9.

Cabe-nos a nós, católicos, a responsabilidade de continuar a defender o que é verdadeiro e justo, perante as ameaças ao matrimónio. Em 1865, os católicos batiam-se contra a instituição do casamento civil (imposto pelo primeiro Código Civil, aprovado em 1867) por, entre outras razões, nada mais ser do que um contrato, semelhante a um contrato comercial. Não é curioso que, em 2008, nos batamos contra o projecto do novo regime jurídico do divórcio, do qual emana uma visão “contabilístico-comercial” do casamento? Aconselho uma visita a www.presidencia.pt.

Qualquer outra união, ainda que aprovada por uma lei, é uma pálida e aberrante cópia do matrimónio. Com todas as consequências que uma cópia mal feita acarreta. Posso falar-vos, com conhecimento de causa, de uma lei: a lei 7/2001, que adopta medidas de protecção da “união de facto”, essa espécie de novo estado civil. A mim, pessoalmente, traz-me grandes dores de cabeça na minha vida profissional. Porque há pessoas que vivem, de facto, em união de facto, mesmo que não reúnam todos os requisitos na lei. É um mundo de requerimentos, certidões, avaliações superiores, etc. Uma união que é como um casamento, mas não é um casamento… Até mesmo os meus colegas mais liberais murmuram: “Bolas! Casem-se!”.


A lei 7/2001 foi criada para regular a situação jurídica de duas pessoas, independentemente do sexo. Percebe-se qual era a meta subjacente…. Que agora surge na nossa sociedade, como mais uma bandeira do modernismo: o casamento entre pessoas do mesmo sexo.


Naturalmente, após o casamento, vêm os filhos. Como não há transmissão de vida numa relação desse género, homossexual, restam os animais de companhia – ou a adopção de crianças – para a substituir. Daqui a poucos anos, quando mais estes projectos fracturantes forem adiante, saberemos, à custa da nossa desilusão, no que resulta um ser humano ser educado só por “pais” ou por “mães”.

Nuno Capucha

domingo, outubro 12, 2008

Hoje é dia do Senhor : Cantemos....



Hoje é domingo. Dia do Senhor.

Aqui deixo um vídeo com um dos cânticos de louvor e adoração católicos mais conhecidos, chamado "Grão de Trigo" interpretada pela Isabel Cardoso

sexta-feira, outubro 10, 2008

Petição pró-Vida e pró-Família‏










Está a decorrer uma petição com vista a uma correcta interpretação pro-Vida da Declaração Universal dos Direitos do Homem, por ocasião do seu 60º aniversário.Apelamos a todo o Povo proVida de Portugal, Brasil, Timor e PALOP's para que a subscreva e divulgue:

Nós, os cidadãos de estados-membros da ONU, neste ano em que se comemora o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem (DUDH), adoptada e proclamada pela Resolução 217 A (III) da Assembleia-Geral das Nações Unidas de 10 de Dezembro de 1948,
Considerando que:
A Declaração Universal DUDH constitui um padrão comum adquirido para todos os povos e todas as Nações,
Tendo presente que:
Direitos Humanos, dignidade, liberdade, equidade, solidariedade e justiça constituem o património moral e espiritual no qual assenta a União entre as Nações,
Defendemos que:

Deve ser dada a devida atenção ao

1. Direito à Vida de todo o ser o humano, desde a concepção até à morte natural, reconhecendo-se a cada criança o direito a ser concebida, nascida e educada na família, com base no casamento entre uma mulher e um homem, constituindo a família a célula fundamental da sociedade,2. Direito de cada criança a ser educada pelos seus pais, aos quais será reconhecido o direito fundamental e prioritário à escolha do tipo de educação a dar aos seus filhos.
Por conseguinte, apelamos:

A todos os governos para que interpretem correctamente a Declaração Universal dos Direitos Humanos de forma a que :

Todos beneficiem do direito à vida, liberdade e segurança pessoal (Artigo 3º)

Homens e mulhers adultos, sem qualquer limitação por motivo de raça, nacionalidade ou religião, beneficiem do direito a casar e formar uma família (Artigo 16º).

Se reconheça a Família como a célula natural e fundamental da sociedade, sendo-lhe garantida protecção por parte da sociedade e do Estado (Artigo 16º).

Mães e filhos tenham acesso a cuidados especiais e assistência (Artigo 25º).

Os pais gozem do direito fundamental e prioritário à escolha do tipo de educação a dar aos seus filhos (Artigo 26º).

quarta-feira, outubro 08, 2008

Os casamenteiros



O Parlamento vai votar a formação de pares homossexuais. É uma perda de tempo só oportuna para quem não queira discutir problemas reais do país. Há muito que pares homossexuais são banais no quotidiano nacional. Não sendo a sua existência controversa, tentar impor um "casamento" homossexual à ordem jurídica é ilógico.

Encarado sem sofisma ou oportunismo ideológico, esse "casamento" é um acto tão cheio de contradições que se vai anulando à medida que o analisamos. Se como acto biológico não faz sentido, contratualmente é desnecessário e socialmente é perigoso. O perigo está na afronta às entidades originais do corpo social que desde sempre tem constituído a base das civilizações.
A sociedade humana é formada por células familiares mono ou poligâmicas, patriarcais ou matriarcais, mas todas elas com um elemento comum. A presença essencial dos dois géneros da espécie.

A humanidade sempre manifestou consciência de que a sua existência depende da estabilidade de núcleos com capacidade reprodutiva. Por isso, bem ou mal, por via religiosa, jurídica ou consuetudinária, se tenta desde sempre contratualizar as relações entre sexos opostos de modo a garantir-lhes uma existência duradoura que promova a estabilidade da própria sociedade. Os entendimentos de como essa segurança pode ser conseguida ainda hoje variam de região para região, do mesmo modo que têm mudado através da história.

O que tem sido omnipresente é uma preocupação social com a manutenção da parceria sexual organizada com potencial reprodutivo, logo, envolvendo os dois géneros. A essas uniões essenciais, sempre se chamou casamento. É importante desiludir todos aqueles que queiram ler aqui um manifesto contra a homossexualidade. Não é. Tão-pouco preciso de tornar público se tenho ou não tenho no meu convívio íntimo pessoas de orientação sexual variada ou qual é a minha própria orientação sexual.

Nesta discussão não está em causa a respeitabilidade de pessoas nem a liberdade de opções. É a base do edifício social que está a ser posta em causa na tentativa de adulterar o seu elemento mais importante com experimentalismos.
Nada há na norma constitucional ou jurídica que obste à formação de um par homossexual (ou uma tríade, porque não). Se quiserem contratualizar garantias patrimoniais podem fazê-lo nas actuais molduras legais. É possível adoptar sem casar. Mas se o casamento é muito mais do que um mero objectivo procriativo, ao excluir "ab initium" a procriação da unidade conjugal como, por força da natureza, aconteceria nas uniões homossexuais, está-se a torná-lo em qualquer coisa que o faz deixar de ser.

Se há ambiguidade nesta área, desfaça-se.

Reafirme-se o que sempre foi entendido como casamento, que é a união formal entre uma mulher e um homem. Experimentalismos façam-nos criando uma entidade nova para diferentes uniões que até poderão vir a estruturar sociedades futuras, mas que nada têm a ver com o casamento. No presente, destruir a natureza cultural, tradicional, biológica e social do único instituto que garante a continuidade de tudo numa sociedade, amputando-lhe a especificidade e alargando-o a conceitos que a sua génese natural nunca contemplou, nem é progressista nem liberal, é absurdo.

terça-feira, outubro 07, 2008

Abortistas agridem católicos en Neuquén, Argentina



A "simples" oração incomoda. Depois da Europa, a agitação dos abortófilos passa agora pela Argentina.

Os ditos "defensores dos direitos da mulher", insultam e chamam assassinos aos que rezam.

E, como outros fizeram a Cristo, também estes cospem na cara dos cristãos.

segunda-feira, outubro 06, 2008

De férias em Alcobaça....



Depois de um verão sem férias cá estou eu com uns dias de descanso na bonita cidade de Alcobaça.

Município da Estremadura, pertencente ao Distrito de Leiria e à Associação de Municípios do Oeste. A cidade de Alcobaça, sede do Concelho, situa-se entre o antemural da Serra dos Candeeiros e a costa atlântica, a 42 metros de altitude e rodeada pelos rios de Alcoa e Baça.

Alcobaça nasceu de um castelo árabe a que se juntou, pouco tempo depois, o mosteiro cristão. Cresceu pelos vales do Rio Alcoa e Baça – sossegadas testemunhas da presença romana e visigótica. Hoje, reúne, entre o morro do Castelo e o Mosteiro, curioso núcleo de ruas e travessas de sabor medieval bem ornamentadas pelas Igrejas da Misericórdia e de Nossa Senhora da Conceição.

O video mostra uma visita on line do Mosteiro ou Real Abadia de Santa Maria de Alcobaça, fundado em 1178 pela Ordem de Cister, em cumprimento do voto de doação feito por D. Afonso Henriques quando da conquista de Santarém aos mouros, é a mais pura e majestosa Abadia que os monges de Cister ergueram em toda a Europa. Eleito pela UNESCO como monumento "Património Mundial", o Mosteiro de Alcobaça bem pode ser uma bela viagem pela História da Arte Europeia, do séc. XIII ao século XVIII.

Este mosteiro foi recentemente eleito uma das sete maravilhas de Portugal.

domingo, outubro 05, 2008

Parabéns a Igreja do Nazareno



Aos meus amigos e irmãos em Cristo Jesus parabéns pelo centenário da vossa Igreja.

A Igreja do Nazareno ( http://igrejanazareno-portugal.blogspot.com ) é uma igreja evangélica e comemora hoje uma data especial.

Que o Evangelho do nosso senhor Jesus e a paz entre todos os cristãos seja sempre o principal e mais importante de todas as igrejas Cristãs.

quinta-feira, outubro 02, 2008

Proibido Discordar?




A proibição de discriminar com base na orientação sexual parece suscitar uma atitude intolerante,


1.O "casamento" de Del Martin com Phylis Lyon, duas senhoras de 87 e 83 anos, respectivamente, provocou grande comoção mediática, bem como a sentença do Supremo Tribunal da Califórnia que o viabilizou. Em contrapartida, foi menos badalada a rejeição, pelo Tribunal Europeu de Direitos Humanos de Estrasburgo, do recurso apresentado por Joyce e Sybill Burden, duas irmãs britânicas de 90 e 82 anos: pretendiam beneficiar da isenção do imposto de sucessões que é também concedida aos "casais" homossexuais registados. Viveram juntas toda a vida, optando por ficar solteiras para cuidar dos seus pais e tios e reclamavam os mesmos direitos que são reconhecidos às Uniões Civis. Em vão: quando morrer uma delas, a outra terá de vender a sua casa para pagar 40 por cento do seu valor em sede de imposto de sucessões. Joyce desabafou com razão: "Se fôssemos lésbicas, teríamos todos os direitos do mundo. Mas, como somos irmãs, parece que não temos direito nenhum".


2. Não são casos isolados de "activismo judicial". São exemplos de uma tendência ou padrão que é possível reconhecer em episódios repetidos mais ou menos recentes. Em Boston, as charities católicas foram forçadas a abandonar o seu programa de adopção porque o Estado de Massachusetts exige que todas as agências devem admitir adoptantes homossexuais. Em New Jersey, uma organização metodista viu degradado o seu estatuto fiscal por ter recusado ceder as suas instalações para a cerimónia de união civil de uma dupla de lésbicas. No Quebeque, uma escola menonita foi advertida de que deveria conformar-se ao currículo oficial, ensinando que a homossexualidade é um estilo de vida moralmente irrepreensível. Uma fotógrafa foi interrogada na Comissão de Direitos Humanos do Estado do Novo México porque tinha declinado a cobertura fotográfica do enlace entre duas lésbicas.
Aqui e acolá, surgem tentativas mais ou menos conseguidas de assimilar qualquer juízo negativo sobre a moralidade da conduta homossexual ao "delito de incitação ao ódio" ou à homofobia, com a sanção penal correspondente. Enfim, a proibição de discriminar com base na orientação sexual parece suscitar uma atitude intolerante e censória contra a expressão de convicções morais legítimas e razoáveis - que não ferem o igual respeito devido a todas as pessoas, enquanto tal - e que são partilhadas por grandes tradições antropológicas. Porque será?


3. O casamento é uma instituição social pré-política, solidamente fundada na razão e natureza humanas: homens e mulheres partilham as suas vidas, geram filhos e cuidam deles, independentemente de qualquer governo ou ordem política. A união conjugal é suficientemente funcional para se constituir a si própria e subsistir, com assistência mínima, apenas subsidiária, do Estado. Ao contrário, o "casamento" homossexual é inteiramente uma criação do Estado. Sendo estéril e carecendo de metade do material genético necessário, tem que ser o Estado a tratar da sua "descendência": destacando e atribuindo direitos de parentalidade, facilitando a adopção e subsidiando as formas de procriação assistida que forem precisas, para satisfazer o "direito à família" integrante da actual agenda homossexual. De outro ponto de vista, o casamento é, em sentido físico, a fonte da sociedade e do seu futuro, o que não se pode dizer da união homossexual. Ora, precisamente porque os dois tipos de união não são objectivamente equivalentes, o Estado tem de intervir intensiva e vigorosamente para persuadir as pessoas a acreditar nessa igualdade (ou a representar que acreditam): tem que "reformar mentalidades" e educar o povo sobre o que é "correcto", através da propaganda e, sendo preciso, do poder de coerção. Ao decretar essa equivalência como doutrina dogmática, o Estado subverte o princípio da não-discriminação, transformando-o numa limitação da liberdade de expressão e da liberdade religiosa inimagináveis até há pouco tempo. Ao menos, um pouco mais de relativismo, por favor.

Pedro Ferro