sábado, agosto 30, 2008

Portugueses são pouco produtivos ?



Os portugueses são dos europeus que, em média, menos produzem em função das horas de trabalho diário.

Segundo um estudo encomendado pela Canon ao ICM Research sobre produtividade, realizado em Julho junto de 5.508 colaboradores de empresas de 18 países europeus, os portugueses são produtivos em apenas 5,8 horas das 8,4 horas (69%) que, em média, trabalham por dia.
Dificuldades em trabalhar depois de almoço.

No topo da produtividade surgem os alemães com uma produtividade média de 6,5 horas de um total de 8,3 horas diárias (78%). Menos produtivos do que os portugueses só os Espanhóis com uma produtividade de 5,7 horas de um total de 8,3 horas diárias. A média europeia cifra-se nos 74%. Em termos de produtividade, os portugueses elegem o período após o almoço e o início da manhã como os momentos menos produtivos. 39% dos portugueses revela dificuldades em trabalhar a 100% após o almoço, percentagem próxima dos franceses que assumem a liderança neste capítulo, em que 51% dos entrevistados refere que tem quebra de produtividade quando regressa da refeição.

Já 60% dos portugueses invoca o estado letárgico pós refeição e 19% o tempo que despende na consulta e envio de emails para explicar a sua quebra de produtividade, seguindo aqui a tendência europeia verificada no estudo.

Início da manhã é o pior

Pior do que após a hora de almoço só mesmo o início da manhã, com os portugueses, à semelhança dos congéneres europeus, a considerá-lo como um momento de menor produtividade. 26% dos portugueses entrevistados responsabiliza o tempo que precisam para se tornarem activos no trabalho e 19% o tempo despendido na consulta e envio de emails.
A par da variação da produtividade ao longo do dia, o inquérito revela também flutuações em função do dia da semana e do mês do ano. Entre, os europeus, a terça-feira é o dia da semana considerado mais produtivo e a sexta-feira o menos produtivo.
Para os portugueses, o dia de terça-feira é também o mais produtivo (18%). O mesmo não acontece com o dia menos produtivo que neste caso é a segunda-feira (36%), o valor mais elevado entre os países europeus.

Julho e Dezembro são, por outro lado, classificados como os menos produtivos pelos colaboradores entrevistados, embora no caso português o mês de Dezembro seja substituído pelo mês de Agosto. Aqui, 50% dos entrevistados europeus refere não ter diferenças de produtividade em função do mês do ano.

Noticia : http://diario.iol.pt/economia/portugueses-estudo-produtividade-trabalho/985520-4058.html

quinta-feira, agosto 28, 2008

GESTÃO DE PESSOAS


Um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal: estes quatro elementos fazem parte de uma das melhores histórias sobre atendimento que conhecemos.
Um homem estava dirigindo há horas e, cansado da estrada, resolveu procurar um hotel ou uma pousada para descansar. Em poucos minutos, avistou um letreiro luminoso com o nome: Hotel Venetia.

Quando chegou à recepção, o hall do hotel estava iluminado com luz suave. Atrás do balcão, uma moça de rosto alegre o saudou amavelmente: '- Bem-vindo ao Venetia!'
Três minutos após essa saudação, o hóspede já se encontrava confortavelmente instalado no seu quarto e impressionado com os procedimentos: tudo muito rápido e prático.
No quarto, uma discreta opulência; uma cama, impecavelmente limpa, uma lareira, um fósforo apropriado em posição perfeitamente alinhada sobre a lareira, para ser riscado. Era demais! Aquele homem que queria um quarto apenas para passar a noite, começou a pensar que estava com sorte.

Mudou de roupa para o jantar (a moça da recepção fizera o pedido no momento do registro). A refeição foi tão deliciosa, como tudo o que tinha experimentado, naquele local, até então. Assinou a conta e retornou para o quarto. Fazia frio e ele estava ansioso pelo fogo da lareira. Qual não foi a sua surpresa! Alguém havia se antecipado a ele, pois havia um lindo fogo crepitante na lareira. A cama estava preparada, os travesseiros arrumados e uma bala de menta sobre cada um. Que noite agradável aquela! Na manhã seguinte, o hóspede acordou com um estranho borbulhar, vindo do banheiro.

Saiu da cama para investigar. Simplesmente uma cafeteira ligada por um timer automático, estava preparando o seu café e, junto um cartão que dizia: 'Sua marca predileta de café. Bom apetite!' Era mesmo! Como eles podiam saber desse detalhe? De repente, lembrou-se: no jantar perguntaram qual a sua marca preferida de café.

Em seguida, ele ouve um leve toque na porta. Ao abrir, havia um jornal. 'Mas, como pode?! É o meu jornal! Como eles adivinharam?' Mais uma vez, lembrou-se de quando se registrou: a recepcionista havia perguntado qual jornal ele preferia.
O cliente deixou o hotel encantando. Feliz pela sorte de ter ficado num lugar tão acolhedor. Mas, o que esse hotel fizera mesmo de especial? Apenas ofereceram um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal.
Nunca se falou tanto na relação empresa-cliente como nos dias de hoje. Milhões são gastos em planos mirabolantes de marketing e, no entanto, o cliente está cada vez mais insatisfeito, mais desconfiado. Mudamos o layout das lojas, pintamos as prateleiras, trocamos as embalagens, mas esquecemos-nos das pessoas. O valor das pequenas coisas conta, e muito. A valorização do relacionamento com o cliente. Fazer com que ele perceba que é um parceiro importante!!!

Lembrando que:
Esta mensagem vale para nossas relações pessoais (namoro, amizade, família, casamento) enfim pensar no outro como ser humano é sempre uma satisfação para quem doa e para quem recebe. Seremos muito mais felizes, pois a verdadeira felicidade está nos gestos mais simples de nosso dia-a-dia que na maioria das vezes passam despercebidos.

segunda-feira, agosto 25, 2008

20 anos depois ....




O grande incêndio que destruiu o Chiado em Lisboa faz hoje 20 anos. O fogo galgou vários quarteirões e deixou em ruínas o «coração» da capital. Hoje o comércio voltou, mas o Chiado está diferente.

Quinta-feira, 25 de Agosto de 1988. Às 05:30 era dado o alerta. Um forte incêndio destruía o Chiado. Os bombeiros combateram o fogo durante 12 horas. Duas pessoas morreram e 73 ficaram feridas. Dezoito lojas foram consumidas pelas chamas e mais de 7500 mil metros quadrados arderam. Vários edifícios do século XVIII ficaram destruídos. As verdadeiras causas do incêndio que destruiu parte do «coração» de Lisboa nunca foram apuradas.

Vinte anos depois do incêndio, o Chiado é uma zona de contrastes. A requalificação urbana que se fez depois do incêndio permitiu restituir o Chiado aos lisboetas. Nasceram edifícios novos e uma nova estação de Metro.

Os armazéns populares foram substituídos por um centro comercial e dezenas de lojas de cadeias internacionais. No Chiado instalaram-se as marcas mais exclusivas da Europa.

O Chiado tem a construção mais cara de Lisboa. Em alguns casos o metro quadrado chega a atingir os 4 mil euros. O arquitecto responsável pela requalificação da zona, Siza Vieira, assumiu que o objectivo foi cumprido. A Câmara de Lisboa diz que o Chiado é um exemplo a seguir noutras zonas da cidade e em especial na baixa.

quinta-feira, agosto 21, 2008

Medalha de Ouro para Nélson Évora


Nélson Évora conquistou a primeira medalha de ouro para Portugal nos Jogos Olímpicos de Pequim. O atleta, no salto triplo, alcançou a marca de 17m67 no seu quarto ensaio. Esta foi a segunda medalha de Portugal na China, após a de prata conquistada por Vanessa Fernandes no triatlo.

Nélson Évora não precisou de fazer o seu último salto para alcançar a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de Pequim. A marca do triunfo surgiu no quarto ensaio, com o português a registar 17m67.

Quando soube que tinha sido campeão, o atleta foi cumprimentar o treinador João Ganço entre lágrimas, numa clara demonstração de reconhecimento.

Parabéns Nelson és um grande homem, és um grande atleta.

quarta-feira, agosto 13, 2008

Um franciscano 'metálico' ao serviço de Deus


Frade italiano de 62 anos é o vocalista de uma banda de 'heavy metal'Grupos musicais a abordar temas religiosos não são novidade. Há mesmo grupos rock que, nas suas letras, louvam Deus e o cristianismo. Mas uma banda de heavy metal liderada por um frade franciscano chama a atenção, por muito moderno e liberal que se seja.

É exactamente isso que está a acontecer com a Fratello Metallo, fundada por Cesare Bonizzi, um religioso italiano da Ordem dos Capuchinhos. A sua ultima aparição num grande palco ocorreu no Gods of Metal, um dos mais conceituados festivais deste género musical, que todos os Verões se realiza em Bolonha, Itália. O frade, de 62 anos, actuou ao lado de bandas consagradas como Iron Maiden e Judas Priest.

Foi aplaudido por mais de cem mil pessoas. Em declarações ao Corriere della Sera, Cesare Bonizzi afirmou: "Não uso a música para ganhar dinheiro, mas para difundir valores ligados à Igreja.

O heavy metal é energia pura, intensa e tem a sua beleza, além de conteúdo, porque faço música com letras que ajudam a entender coisas importantes ao nível da fé e da vida." E o frade franciscano é peremptório ao afirmar que os jovens não são estúpidos. "Entendem que o que digo tem sentido e valor", apesar de, às vezes, aparecerem pessoas nos seus concertos que mostram alguma hostilidade, "apenas porque não devem gostar de padres". Mas, em geral, "o relacionamento é muito bom", considera. Antes de entrar para o convento Musocco, na periferia de Milão, Cesare Bonizzi trabalhou como operário e comerciante.

Foi ordenado em 1983 e iniciou a actividade pastoral a trabalhar com grupos de motoristas de autocarros e metro. Foi neste ambiente que começou a compor as suas canções e, hoje, é uma das principais atracções em concertos de heavy metal. Ergue o polegar, o indicador e o mindinho - que normalmente a multidão que a eles assiste faz com as mãos - e transforma-o num símbolo de amor: na linguagem dos sinais, esse gesto significa "I [polegar] Love [indicador] You [mindinho]". O Vaticano, que defende liturgias mais tradicionais, ainda não se pronunciou sobre esta questão.

Notícia : D.N

sexta-feira, agosto 08, 2008

Jogos Olimpicos



Começa hoje, os Jogos Olimpicos de Pequim.

Antes da cerimónia inaugural aqui fica um ensaio deste grande evento.

segunda-feira, agosto 04, 2008

Pensar bem dos outros




O rapaz queria comer um gelado. Estava um calor impressionante. Ao aproximar-se o empregado, fez-lhe uma pergunta que para ele era de grande importância: «Por favor, quanto custa um gelado com cobertura de chocolate?». O empregado, sem muita paciência, respondeu de um modo brusco: «Dois euros». O rapaz consultou as suas “finanças” com atenção e voltou a perguntar: «E um gelado sem cobertura de chocolate?». O empregado nem queria acreditar no tempo que estava a perder com aquele miúdo. «Um euro e meio. E não me faças mais perguntas porque tenho muito que fazer. Queres o gelado ou não?». Pensava que aquele rapaz, uma vez que tivesse o gelado na mão, iria acabar por fugir sem pagar. Estava-se mesmo a ver. A juventude de hoje em dia era assim. Não respeitava ninguém. E ele, com a idade que tinha, mesmo que se esforçasse por correr, nunca o conseguiria apanhar.

O rapaz respondeu de um modo simpático, como se o empregado fosse a pessoa mais gentil que tinha encontrado nesse dia: «Gostaria, por favor, que me desse um gelado simples, sem cobertura de chocolate». O empregado trouxe o gelado e deixou a conta em cima da mesa. Retirou-se para atender outros clientes. No entanto, manteve um olho no rapaz com receio daquilo pudesse acontecer.

O rapaz agarrou no porta-moedas, pôs em cima da mesa algum dinheiro, segurou no gelado com cuidado e retirou-se do estabelecimento com um ar de felicidade. O empregado aproximou-se da mesa com a “certeza” de ter sido enganado. Ficou admirado quando viu um euro e meio em cima da conta. Ficou profundamente perturbado quando viu cinquenta cêntimos à parte. Era a sua gorjeta. Sentiu uma enorme vergonha e saiu a correr do estabelecimento. Queria pedir desculpas ao rapaz pelo modo como lhe tinha respondido e pelo que tinha pensado dele. Porém, como tinha previsto antes, não o conseguiu “apanhar”.

Pensar mal dos outros é sempre mais fácil. Não requer muito esforço. Se não tivermos cuidado, surge no nosso interior de um modo “natural”. Pensa mal e acertarás. Será que não nos damos conta de como é injusto este ditado popular? Mais do que expressar uma realidade objectiva, o ditado expressa uma realidade subjectiva. Tendemos a pensar mal e tendemos a acreditar que possuímos a verdade quando pensamos assim.

O único modo de vencer esta tendência é o esforço sincero por pensar bem dos outros. Por procurar compreender o seu modo de actuar, pondo-nos antes nas suas circunstâncias. Isto é especialmente importante quando nos relacionamos com os jovens. Como é fácil ouvir falar mal da juventude a quem já não a possui no seu interior. A juventude exterior é um dom emprestado. A juventude interior é um dom conquistado. Um dom que está relacionado com o esforço diário por não nos deixarmos levar pelo mais fácil. Com o esforço diário por pensar bem dos outros.