sexta-feira, maio 30, 2008
quinta-feira, maio 29, 2008
Há coisas que não dependem só de nôs

Sábado, sete e quarenta e cinco da manhã. This love maroon 5 desperta-me de um sono demorado. Precisava de descanso e de me safar de uma gripe que teima em perseguir-me. Mas, ainda não ia ser agora. Tinha pela frente, orientar um retiro, na margem sul do Tejo, para alunos do colégio que se preparam para o crisma. Já depois de levantado e enquanto tomava o pequeno-almoço espreitava pela janela as gotas de chuva de um dia longo. Desta vez não tenho nada de original para lhes dizer – pensava sorrateiramente enquanto mexia o leite com cevada. O que é que eles ainda não ouviram? Bom...
No decorrer do retiro, depois do almoço e de um tempo livre prolongado, voltou a ser a minha vez de falar, de lhes deixar uma proposta concreta de reflexão e... com isso ajudá-los. Epá – pensei de novo – ‘tou mesmo desinspirado… olha não há-de ser nada, siga! Bom, lá lhes disse aquilo que me parecia indicado e aquilo que tinha preparado. Falei pouco e fui directo. Ao terminar, o mesmo pensamento. Curiosamente que, assim que sai da sala, várias foram as pessoas que se aproximaram de mim para agradecer e para me elogiar. Mostrei-lhes o meu sorriso de espanto e, como é óbvio, de contentamento. De facto, há coisas que não dependem de nós e naquele momento a minha primeira vontade seria não dizer nada, tal não era a falta de inspiração. Mas, cada vez mais me convenço que é minha obrigação (sem qualquer hesitação ou desistências) fazer aquilo que me é pedido – da forma possível em cada circunstância – e que Deus, certamente, fará o resto. Acredito nesta expressão, porque sem dúvida foi isto que aconteceu. E mais ainda, me apercebo que a fragilidade (neste caso o cansaço ou a dita “desinspiração”) por muito nos convença de um “não vale a pena”, não é de forma alguma obstáculo à presença de Deus. Antes pelo contrário, talvez seja nestas precisas ocasiões, que Ele se faz sentir com maior força. Enfim… (ainda bem que) há coisas que não dependem só de nós.
by blog Toques de Deus
terça-feira, maio 27, 2008
Filme da Semana: "Nesfarsit" de Cristian Nemescu

Ao saber que um filme está inacabado e ainda assim se dispendiou horas de edição e pós-produção foi uma coisa que me fez mudar a posição na cadeira, uma postura de maior atenção.O pensamento que mais me assolou a alma quando abandonei a sala de cinema foi que gostaria de ter passado por outras obras de Nemescu antes de me ter entregue a este California Dreamin'.
Mas não o fiz, e pela primeira vez em muito tempo fui para o cinema com o propósito de ver um filme do qual nada sabia. O plot era-me desconhecido, apenas sabia que o filme era Europeu.O filme Romeno, em que o inglês entra de rompante, é magnífico em muitas coisas, e pobre em tantas outras. Mas há coisas deliciosas em cada frame, a sua nudez é fantástica e é isso que cria os sentimentos que nos absorvem em cada cena, em cada minuto.Nemescu, falecido em 2006, não acabou o que veio a ser o seu último projecto.
Não é um projecto acabado, tem as imperfeições de um filme que não acabou por ter o empenho final, e portanto há falhas a nível de ligação entre cenas e personagens, há buracos no entendimento. E esses acabam por ser o que elevam o projecto a uma outra dimensão, capaz de o imortalizar.É bonito ver que a vida de alguém, neste caso de Cristian Nemescu, foi relembrada no grande ecrã. Foi uma homenagem da qual não me irei esquecer, e decerto que amigos e conhecidos de Nemescu a vão mesmo celebrar em cada memória que California Dreamin' retoma, até para nós que vemos.
California Dreamin' é um projecto simples. As perspectivas são sem sombra de dúvida pessoais, mas no entanto é um projecto que reflecte talento e respeito à história que conta. É um retrato íntimo, um retomar aos medos da guerra sem o tornar aterrador. É a absorção individual de um momento na história que não deixa marcas no que foi, mas no que continua a ser. Os actores demonstram um gosto enorme de serem esse mesmo reflexo, em particular Maria Dinulescu e Razvan Vasilescu.É no fim um projecto simples, que inacabado como o título nos avisa, parece completo em todos os sentidos. California Dreamin' acaba por ser um monumento profundamente emocional, com racionalidade constante, e uma fúria e paixão secretas bem escondidas debaixo da sua derme.No fim é claro, California Dreamin' está constantemente num jogo connosco. Provoca-nos e deixa-nos ir, e de repente chama-nos a atenção para emoções que se perderam na memória. Há uma clara explosão de vida em cada silêncio, e uma entrega constante a um projecto que sendo cruel, duro e negro é ao mesmo tempo memorável, honorífico e eterno.
Madalena Tavares
quarta-feira, maio 21, 2008
Para onde caminha a “Polis”?

A polis, sinónimo de cidade, era o modelo de organização politica das antigas cidades gregas, da Antiguidade Clássica.
É sobre cidades me proponho hoje escrever.
As grandes cidades caminham para uma situação dramática. Constatar este facto é ver-mos os ricos fugirem das cidades e irem viver para meios rurais – muitas vezes em zonas reservadas protegidas - rodeados por muros altos e serviços de alta vigilância. O “caos” que se está a tornar as cidades, esse, fica entregue aos pobres.
Passo a explicar. Hoje em dia, o sistema capitalista foge das cidades, entregues cada vez mais aos dramas da criminalidade, ao trânsito, ao stress, ao cansaço, à poluição, aos problemas dos transportes públicos, ao tráfico de droga e à insegurança. Ao inverso os pobres, fogem das zonas rurais para se tornarem mãos de obra barata nas cidades.
Pergunto me, tantas vezes, que sociedade é esta que estamos a construir? Em que tudo circula em redor do dinheiro, da beleza, das formas de facilitação e promoção do lucro. Nada, ou muito pouco, é feito para promover e apoiar a vida e a defesa dos direitos de quem mais precisa.
O TER quebra todas as formas de solidariedade porque vê nela resistências ao seu desenvolvimento. O SER dá força aos trabalhadores e aos mais pobres. O TER pretende reduzir, o mais possível, a força dos mais pobres para que estes estejam sempre mais disponíveis para as suas necessidades. O SER perde cada vez mais vida junto das famílias, da vida social dos seus bairros e na participação associativa. Vejamos a título de exemplo, algumas colectividades, hoje em dia, tornaram-se autênticas “tascas”, onde a presença jovem é cada vez mais diminuta.
Há algo que tenho reparado nas nossas Polis, e que as industrias e outros comércios também já descobriram. Afinal estão a ser prejudicados pelas próprias desordens que criaram, estou a falar do congestionamento dos transportes. Este tormento, condiciona a chegada da matéria-prima, a saída de produtos, mas também a circulação das pessoas que “vivem” cansadas e stressadas e tantas outras coisas que impedem estas de facturar obrigando as empresas instalarem-se fora da cidade.
E quem perde mais uma vez com isso? Os mais necessitados. Autenticas massas humanas, pobres, condenadas a buscar trabalho longe da sua moradia o que torna a sua vida ainda mais incómoda.
Como foi possível, em tão pouco tempo, certos valores e princípios se terem alterado tanto?
Recordo-me que quando era criança fazia excelentes passeios com os meus pais em Lisboa, pela Rua Augusta ate a Av. da Liberdade ou então íamos até Belém. Hoje em dia, os grandes símbolos das cidades são os centros comerciais onde a doença do consumo faz as pessoas comprarem, comprarem, comprarem e tantas vezes até com dinheiro que não têm.
Já passou à história o “sonho” daqueles que vinham para as grandes cidades em busca de uma vida melhor e com mais qualidade, apesar de ainda existir no interior do país jovens fascinados pela cidade vista de longe como um lugar de realização pessoal.
Na realidade, o que vejo é cada vez mais pessoas pobres ou então outros na esperança de um pouco de dinheiro para poder comer, um emprego mesmo que precário para manter.
O ideal das cidades e o deus que ela venera actualmente, chama-se Dinheiro.
Porém esse dinheiro está somente ao alcance de uma minoria.
Amigo leitor,
Pergunto: Para onde vamos? Para onde caminha a “Polis”?
É sobre cidades me proponho hoje escrever.
As grandes cidades caminham para uma situação dramática. Constatar este facto é ver-mos os ricos fugirem das cidades e irem viver para meios rurais – muitas vezes em zonas reservadas protegidas - rodeados por muros altos e serviços de alta vigilância. O “caos” que se está a tornar as cidades, esse, fica entregue aos pobres.
Passo a explicar. Hoje em dia, o sistema capitalista foge das cidades, entregues cada vez mais aos dramas da criminalidade, ao trânsito, ao stress, ao cansaço, à poluição, aos problemas dos transportes públicos, ao tráfico de droga e à insegurança. Ao inverso os pobres, fogem das zonas rurais para se tornarem mãos de obra barata nas cidades.
Pergunto me, tantas vezes, que sociedade é esta que estamos a construir? Em que tudo circula em redor do dinheiro, da beleza, das formas de facilitação e promoção do lucro. Nada, ou muito pouco, é feito para promover e apoiar a vida e a defesa dos direitos de quem mais precisa.
O TER quebra todas as formas de solidariedade porque vê nela resistências ao seu desenvolvimento. O SER dá força aos trabalhadores e aos mais pobres. O TER pretende reduzir, o mais possível, a força dos mais pobres para que estes estejam sempre mais disponíveis para as suas necessidades. O SER perde cada vez mais vida junto das famílias, da vida social dos seus bairros e na participação associativa. Vejamos a título de exemplo, algumas colectividades, hoje em dia, tornaram-se autênticas “tascas”, onde a presença jovem é cada vez mais diminuta.
Há algo que tenho reparado nas nossas Polis, e que as industrias e outros comércios também já descobriram. Afinal estão a ser prejudicados pelas próprias desordens que criaram, estou a falar do congestionamento dos transportes. Este tormento, condiciona a chegada da matéria-prima, a saída de produtos, mas também a circulação das pessoas que “vivem” cansadas e stressadas e tantas outras coisas que impedem estas de facturar obrigando as empresas instalarem-se fora da cidade.
E quem perde mais uma vez com isso? Os mais necessitados. Autenticas massas humanas, pobres, condenadas a buscar trabalho longe da sua moradia o que torna a sua vida ainda mais incómoda.
Como foi possível, em tão pouco tempo, certos valores e princípios se terem alterado tanto?
Recordo-me que quando era criança fazia excelentes passeios com os meus pais em Lisboa, pela Rua Augusta ate a Av. da Liberdade ou então íamos até Belém. Hoje em dia, os grandes símbolos das cidades são os centros comerciais onde a doença do consumo faz as pessoas comprarem, comprarem, comprarem e tantas vezes até com dinheiro que não têm.
Já passou à história o “sonho” daqueles que vinham para as grandes cidades em busca de uma vida melhor e com mais qualidade, apesar de ainda existir no interior do país jovens fascinados pela cidade vista de longe como um lugar de realização pessoal.
Na realidade, o que vejo é cada vez mais pessoas pobres ou então outros na esperança de um pouco de dinheiro para poder comer, um emprego mesmo que precário para manter.
O ideal das cidades e o deus que ela venera actualmente, chama-se Dinheiro.
Porém esse dinheiro está somente ao alcance de uma minoria.
Amigo leitor,
Pergunto: Para onde vamos? Para onde caminha a “Polis”?
Cláudio Anaia
segunda-feira, maio 19, 2008
O Casamento Líquido

1.O sociólogo Zygmunt Bauman notabilizou-se por ter difundido e desenvolvido a ideia de "modernidade líquida", destacando a volatilidade e precariedade dos laços sociais no mundo de hoje. Teríamos saltado de um tempo "sólido" - estável, rígido, duradouro - para um universo líquido: informe, mutante e transitório. As normas sociais, as instituições, as relações entre as pessoas tornaram-se fluidas, flexíveis e volúveis, bem como as suas convicções, identidade, amores e ódios. Esta evolução não é inteiramente negativa, mas generalizada acriticamente às instituições fundamentais da sociedade conduz à anomia e alienação, privando-a daquele mínimo de valores e consistência que comporta a vida civil bem ordenada.
Bauman estudou precisamente aquilo a que chama o "amor líquido", a fragilidade dos vínculos humanos na sociedade moderna. Vem isto a propósito da nova lei do divórcio. Como o preâmbulo do projecto de lei do Partido Socialista fez questão de esclarecer, o legislador gosta do divórcio e tratou de o tornar mais "liberal", ágil e fácil. Como já se disse, ao legitimar a desvinculação unilateral e imotivada dos compromissos conjugais, o novo regime ressuscita de certo modo a figura do "repúdio", agora recíproco, embora sempre favorável ao mais forte. De qualquer modo, é evidente que a nova lei - quer ao nível das intenções quer ao das consequências previsíveis - vem debilitar e "liquefazer" o casamento.
Bauman estudou precisamente aquilo a que chama o "amor líquido", a fragilidade dos vínculos humanos na sociedade moderna. Vem isto a propósito da nova lei do divórcio. Como o preâmbulo do projecto de lei do Partido Socialista fez questão de esclarecer, o legislador gosta do divórcio e tratou de o tornar mais "liberal", ágil e fácil. Como já se disse, ao legitimar a desvinculação unilateral e imotivada dos compromissos conjugais, o novo regime ressuscita de certo modo a figura do "repúdio", agora recíproco, embora sempre favorável ao mais forte. De qualquer modo, é evidente que a nova lei - quer ao nível das intenções quer ao das consequências previsíveis - vem debilitar e "liquefazer" o casamento.
2. Segundo Bauman, essa liquefacção do amor e do casamento aparece como um efeito do expansionismo do paradigma do mercado e da cultura consumista: a esfera mercantil impregna todas as dimensões vitais, também os laços de solidariedade e a aliança conjugal. Tudo e todos podem ser "objectos" de consumo, passíveis de aquisição, fruição e detrito. Quando a lógica utilitarista se torna o padrão das nossas acções, também as relações conjugais se valorizam em termos de liquidez, e a fidelidade - vista como monótona e enfadonha - cede aos efeitos de novidade e moda, rendida à experiência de novos produtos e outras emoções. Também aqui, se procura a gratificação rápida e efémera, de usar e deitar fora; ou a garantia de que em caso de insatisfação se devolve o dinheiro; ou a possibilidade de troca. Isto é de algum modo patente na nova lei, que tudo confia à espuma dos "afectos" e ao cálculo de indemnizações. Neste contexto, onde encontrar razões para enfrentar os problemas que a vida conjugal apresenta, inevitavelmente, de vez em quando?
Bauman considera que na base desta "fluidez" do casamento está a expectativa de que a quantidade compensaria a falta de qualidade: como todas as relações são débeis, procura-se aumentar o número de transacções. Contudo, essa banalização tem um efeito perverso e arrasador. Quanto mais descartável se torna a relação, menos valor se atribui à vida em comum, e menos viável se torna o acesso dos esposos àqueles bens que denotam a plenitude do casamento: a autodoação fiel, recíproca e completa.
3. Mas não oferece o "casamento líquido" e a "democracia das emoções" (de que fala Giddens) mais liberdade? Como vimos acima, Bauman sugere que a promessa de libertação individual pelo divórcio se verificou ser falsa. Por outro lado, como já dizia Marx, ninguém é obrigado a casar-se - no sentido de contrair uma união duradoura e exclusiva -, sobretudo quando estão disponíveis na lei fórmulas de união de facto. Ao contrário, deve notar-se que a opção do casamento indissolúvel não está disponível: um homem e uma mulher que queiram casar "até que a morte os separe", com o amparo da lei, não podem fazê-lo. Por último, a literatura recente sobre a matéria dá conta de como o divórcio unilateral favorece (e até "obriga") uma intrusão do Estado na vida íntima dos cidadãos: não havendo consentimento de um dos cônjuges, o poder coercivo do Estado será convocado para separar os activos do casal (tipicamente, os filhos e a casa) e arbitrar o litígio, com o escrutínio da privacidade interpessoal.
4. Comentando a encíclica Deus caritas est, Bauman - um judeu agnóstico, tanto quanto sei, insuspeito de pretender impor o direito canónico à lei civil - parece rejeitar a fatalidade quer de um "mau casamento", quer do divórcio, e abona o apelo de Bento XVI à possibilidade de um amor pleno, ao qual estão chamados o homem e a mulher. Aquele amor, diz, com que todos sonhamos e de que todos temos necessidade para nos sentirmos salvos num mundo caracterizado pela insegurança e que não pode ser senão altruísta e incondicionado. Por ambas as partes. E começando por mim.
Alexandra Teté
quarta-feira, maio 14, 2008
Muda o teu mundo

Não podes parar o tempo
Não consegues tocar no fundo
Mas podes virar o futuro
Muda o teu mundo
Muda o teu mundo
Deixa para trás o cansaço
Rasga o que não constrói
Não sintas que o amor tropeça
Não deixes que a vida te impeça
De crescer mesmo se dói
Por mais que o dia te agarre
Tens um caminho por abrir
Na floresta que o homem trás
Nas vidas que o homem desfaz
E que tens que descobrir
Enche de luz o dia
Trilha a estrada que Deus faz
É mais do que podes esperar
É tanto que não podes sonhar
Tem o sabor tranquilo da paz
© Miguel Cardoso 2008
Não consegues tocar no fundo
Mas podes virar o futuro
Muda o teu mundo
Muda o teu mundo
Deixa para trás o cansaço
Rasga o que não constrói
Não sintas que o amor tropeça
Não deixes que a vida te impeça
De crescer mesmo se dói
Por mais que o dia te agarre
Tens um caminho por abrir
Na floresta que o homem trás
Nas vidas que o homem desfaz
E que tens que descobrir
Enche de luz o dia
Trilha a estrada que Deus faz
É mais do que podes esperar
É tanto que não podes sonhar
Tem o sabor tranquilo da paz
© Miguel Cardoso 2008
segunda-feira, maio 12, 2008
Mais um escândalo á Portuguesa !

Já entenderam bem, porque é que existem listas de espera?
Em 6 dias um médico espanhol operou tanto como 5 !!! médicos num ano e por metade do preço cobrado na privada.
Em seis dias, um oftalmologista espanhol realizou 234 cirurgias a doentes com cataratas no Hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro (ja agora por curiosidade, a 200 metros da minha casa), num processo que está a " indignar " a Ordem dos Médicos. (Porque será ?)
Os preços praticados são altamente concorrenciais, tendo sido esta a solução encontrada pelo hospital para combater a lista de espera. O paciente mais antigo já aguardava desde Janeiro de 2007, tendo ultrapassado o prazo limite de espera de uma cirurgia.
No ano passado chegaram a existir 616 novas propostas cirúrgicas em espera naquela unidade de saúde. Os sete especialistas do serviço realizaram apenas 359 operações em 2007 (cerca de 50 por médico num ano). No final do ano passado, a lista de espera era de 384 e foi entretanto reduzida a 50, com a intervenção do médico espanhol. A passagem pelo Barreiro durante o mês de Março - onde garante regressar nos próximos dois anos, embora o hospital não confirme - foi a segunda experiência em Portugal do oftalmologista José Antonio Lillo Bravo, detentor de duas clínicas na Extremadura espanhola - em Dom Benito (Badajoz) e Mérida. Entre 2000 e 2003 já havia realizado 1500 operações no Hospital de Santa Luzia, em Elvas, indiferente às "críticas" de que diz ter sido alvo dos colegas portugueses. " Eu percebo a preocupação deles e sei porque há listas de espera tão grandes em Portugal. É que por cada operação no privado cobram cerca de dois mil euros " , diz ao Diário de Notícias o oftalmologista espanhol, inscrito na Ordem dos Médicos portuguesa, que cobrou 900 euros por cada operação realizada no Barreiro.
As 234 cirurgias realizadas no Barreiro, por um total de 210 mil euros, foi o limite possível sem haver necessidade de abrir concurso público internacional, sendo que o médico fez deslocar a sua equipa e ainda o microscópio e o facoemulsificador. O hospital disponibilizou somente um enfermeiro para prestar apoio.
sábado, maio 10, 2008
Uma maravilha de 70 cm....




Kenadie Jourdin-Bromley, conhecida ao redor do mundo como "o pequeno anjo", nasceu em fevereiro de 2003, pesando pouco mais de um quilograma e com 22 centímetros. À época, os médicos consideraram que ela não passaria da primeira noite.Não foi o que aconteceu.
Ela continuou desafiando a medicina e a todas as expectativas. Na idade de 8 meses, Kenadie foi finalmente diagnosticadacomo Nanismo Primitivo, uma condição genética que afeta a somente 100 pessoas em todo o mundo. Não se espera que ela cresça mais que 70centímetros e que tenha mais que 5 quilos.O estado de Kenadie inspira cuidados constantes e da presença atuante e carinhosa dos pais Brianne Jourdin e Tribunal Bromley. A menina está com 4 anos, adora passeios, corridas e começa a falar as suas primeiras palavras.
Dizem que o mais impressionante é que as pessoas que de uma forma ou de outra tiveram em contato com a menina, tem a suas vidas radicalmente mudadas por acreditarem que foram tocadas por um pequeno anjo com um enorme coração. Realmente muito interessante...e também, muito comovente..
quinta-feira, maio 08, 2008
Factos : Um aborto a cada 27 segundos
Infelizmente tinha razão, a pouca vergonha do Aborto livre deu nestes resultados :
Nos 27 países da União Europeia é feito um aborto em cada 27 segundos o que representa um milhão e duzentos mil abortos anuais, segundo um estudo sobre a evolução da família na Europa em 2008, noticia a Lusa.
O documento, apresentado esta quarta-feira no Parlamento Europeu, foi elaborado pelo Instituto de Política Familiar (IPF), uma entidade civil que se define como independente, não vinculada às administrações públicas, partidos políticos ou organizações religiosas.
Segundo o relatório - realizado por uma equipa multidisciplinar composta por psicólogos, demógrafos, sexólogos e peritos em conciliação entre trabalho e família -, a Europa é um continente velho, «imerso num Inverno demográfico» com a natalidade em crise.
terça-feira, maio 06, 2008
De regresso a Portugal !!
domingo, maio 04, 2008
Assisti ao concerto ao vivo da banda Roupa Nova
Depois do concerto da banda de Pagode Jeito Moleque(http://www.jeitomoleque.com.br/) ontem foi mais um dia notável, assisti a um concerto de uma das minhas bandas preferidas, Roupa Nova.
Foi na cidade Lençois - Paulista na organização de nome Facilpa (http://www.facilpa.com.br/shows.aspx)
Como eu amo este Brasil, galera !!
quinta-feira, maio 01, 2008
Demolir o Cristo Redentor

Os brasileiros não param de supreender, agora existe um movimento criado por um actor e escritor Paulo César Peréio, brasileiro que pretende (imagine-se !) demolir o Cristo Redentor no Rio de Janeiro.
Aqui fica parte da entrevista desta personagem ao Jornal Folha de S. Paulo :
FOLHA - O que o senhor achou da vitória do Cristo Redentor?
PAULO CÉSAR PERÉIO - Minha opinião é a mesma do [arquiteto] Flávio de Carvalho. Ele fez um projeto muito bem estruturado, com cálculos minuciosos, para demolir o Cristo Redentor. Se o Flávio falou, “tá” falado. Para mim , ele é um gênio. Essa é a minha proposta. Quero demolir o Cristo.
FOLHA - Mas ele foi o candidato brasileiro a uma das novas sete maravilhas do mundo, mobilizou políticos e celebridades.
PERÉIO - A minha proposta é demolir aquilo. Eu não considero que aquilo lá exista. Não é obra de escultura, é obra de um engenheiro italiano. Inclusive nem tinha os braços abertos. Deu um trabalhão para abrir os braços. Essas porras do Brasil! E eu não falo só do Cristo Redentor. O mau gosto é homogêneo neste país. É um país bagaceira!
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