segunda-feira, julho 30, 2007

Cúmplices




Comecemos esta semana, com, música da minha artista preferida, Mafalda Veiga com o tema : Cúmplices.

Cúmplices

A noite vem às vezes tão perdida
e quase nada parece bater certo
há qualquer coisa em nos inquieta e ferida
e tudo que era fundo fica perto

nem sempre o chão da alma é seguro
nem sempre o tempo cura qualquer dor
e o sabor a fim da mar que vem do escuro
é tantas vezes o que resta do calor

se fosse a tua pela
se tu fosses o meu caminho
se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho

trocamos as palavras mais escondidas
e só a noite arranca sem doer
seremos cúmplices o resto da vida
ou talvez só até amanhecer

fica tão fácil entregar a alma
a quem nos traga um sopro do deserto
olhar onde a distância nunca acalma
esperando o que vier de peito aberto

se fosse a tua pela
se tu fosses o meu caminho
se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho

se fosse a tua pela
se tu fosses o meu caminho
se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho

quarta-feira, julho 25, 2007

Que tristeza de País....




Depois das boas noticias com o anúncio do meu camarada José Socrates, com o apoio de medidas á Natalidade (embora ainda escasso), eis que surge aquilo que é a pouca vergonha da legalizaçáo total do Aborto com o dinheiro dos nossos impostos.

E como contra factos não há argumentos, aqui fica :

Facto 1 - Pelo menos 100 abortos nos hospitais públicos numa semana

Pelo menos 100 abortos foram realizados nos hospitais públicos portugueses na primeira semana da entrada em vigor da regulamentação da interrupção voluntária da gravidez, segundo dados recolhidos pela agência Lusa junto de várias unidades.
Só na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, realizaram-se 44 abortos abortos a pedido da mulher na última semana, uma média superior a cinco intervenções por dia.
Das 44 interrupções voluntárias da gravidez (IVG) feitas desde o dia 16 de Julho e até segunda-feira, em apenas seis se optou pelo meio cirúrgico, sendo a maioria realizada através de medicamentos.
No mesmo período, três mulheres desistiram da intervenção, tendo decidido prosseguir com a gravidez após o tempo de reflexão mínimo de três dias estabelecido pela lei.
Ao Hospital de Santa Maria, também em Lisboa, chegaram 29 pedidos para IVG, sete dos quais não foram aceites, uma vez que dois dos casos ultrapassavam o prazo legal das 10 semanas, um não correspondia a gravidez efectiva e os restantes envolviam situações de embriões mortos.

Fonte : Diario Digital/Lusa

Conclusão-Em nome de um falso alarmismo legislativo (nunca nenhuma mulher foi presa por fazer aborto em Portugal), legaliza-se a simples pedido.

Resultado: Numa 1ª semana 100 Abortos, num sistema de saúde onde pessoas muitas vezes esperam e desesperam por uma intervenção cirurgica. Acham Justo ?

Facto 2 - Aborto: Clínica dos Arcos já tem seis hospitais públicos

Seis hospitais públicos estão já a recorrer à Clínica dos Arcos, em Lisboa, para a realização de abortos até às 10 semanas, sendo que, neste momento, já existem mais quatro acordos com unidades hospitalares prestes a serem assinados.
A garantia é dada na edição desta terça-feira do jornal Diário de Notícias pela directora da clínica espanhola, Yolanda Hernandez, a qual assegura ainda que os processos dos quatro hospitais que têm vindo a ser negociados, deverão ficar concluídos ainda esta semana.
No entanto, a responsável também realça que está «a ser contactada por outros hospitais», além destes dez, o que vem confirmar que os serviços não estão a conseguir responder às solicitações de todas as mulheres.

Fonte: Diario Digital/Lusa

Conclusão- Esta é a verdade que os defensores do SIM no último referendo não quiseram assumir : O NEGÓCIO COM A VIDA.

E pelos vistos a Sra. Yolanda Hernandez , vem com "armas e bagagens" de Espanha para ganhar dinheiro, muito dinheiro.

Vejamos a titulo de exemplo (simulação) : Se 1 aborto custa em média 400 euros (nalguns casos até mais), num dia se forem feitos 10, teremos um total de 4000 euros . Continuemos com as contas, num mês de 30 dias, multipliquemos então 4000 euros x 30 dias, igual a 120 000 Euros.

Amigos leitores, termino este meus post de hoje, afirmando tudo aquilo que sempre disse: Com a legalização livre do Aborto teremos menos crianças num país onde cai a taxa de Natalidade, teremos uma sociedade que divide os mais fortes do mais fracos e a vida passa a ser um negócio.

Lutemos por uma sociedade mais Humanista , Justa ,Solidaria e que o principal dom : O direto vida seja sempre defendido e respeitado

terça-feira, julho 24, 2007

O casamento e o bem comum





1. A celebração do Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos tem sido aproveitada para insinuar a necessidade de redefinir o casamento, de modo a abranger a união entre pessoas do mesmo sexo, supostamente em homenagem ao princípio da igualdade. Contou-se, para esse efeito, com a oportuna propaganda: misturando imagens de pessoas portadoras de deficiência ou de diversas raças com gestos de intimidade entre indivíduos do mesmo sexo, sugerindo subliminarmente que a recusa do “casamento” homossexual seria o alinhamento com uma espécie de apartheid.

Essa assimilação é abusiva e falaciosa, configurando uma contrafacção da própria ideia de não discriminação. Não está em causa, evidentemente, a igualdade sob a lei, independentemente da “orientação sexual”, ou o igual respeito por todas as pessoas e pela sua conduta privada. O que está em questão é sim outra exigência da equidade (e da justiça): a que recomenda que relações objectivamente desiguais sejam tratadas de modo apropriada e justamente diferenciado, em ordem ao bem comum.

Ora, a união homossexual é algo radicalmente diferente do casamento (heterossexual monogâmico). É de outra natureza, de outra espécie. Antropologicamente diverso. Diferente quanto ao seu valor social. Em particular, o casamento é uma instituição singularmente valiosa – e como tal regulado e protegido pelo Estado – como lugar natural da renovação das gerações, e da formação do carácter e primeira socialização dos futuros membros da sociedade; e como sinalizador da bondade e riqueza da dualidade sexual, sobre que se estrutura a sociedade.




2. O casamento é, portanto, um bem público (em sentido lato), ao contrário de outras formas de união sexual. Por um lado, gera benefícios para a sociedade como um todo, para além daqueles que proporciona aos próprios cônjuges. Por outro lado, requer uma cultura que o reconheça, distinga e apoie através de uma atitude pública e de instituições formais: como diz Joseph Raz, a presença (ou ausência) de um compromisso da sociedade com o ideal do casamento – entendido como união estável com uma pessoa do sexo oposto – configura de modo decisivo o quadro de expectativas e compreensões dos indivíduos e afecta profundamente as suas relações recíprocas e, na prática, a disponibilidade dessa opção (socialmente preferível).

É certo que a alternativa de se casar (a sério) poderia manter-se no menu de opções disponíveis de uma sociedade que a incluísse, em posição paritária, entre outras formas sociais – como a união homossexual, a união de facto, a poligamia, etc. Mas a inteligibilidade e o significado social de se casar e ser casado – ter uma mulher ou um marido – nessas circunstâncias, não seria semelhante ao significado social e simbólico do casamento vigente numa sociedade que se compromete com essa instituição: a dignidade única da opção do casamento e a percepção do seu valor seriam obscurecidas aos olhos dos indivíduos se a sociedade deixasse de reconhecê-la e distingui-la.



Aliás, se o estatuto jurídico de casamento fosse violentado de forma a albergar as uniões entre pessoas do mesmo sexo, isso significaria a imposição desse conceito bizarro – e profundamente hostil – de “casamento” a todas as outras a quem repugna essa assimilação. Implicaria uma injustiça ou discriminação contra aqueles que reivindicam poder verdadeiramente casar.

3. A recusa do “casamento” homossexual não é, portanto, uma discriminação ilegítima (que, por exemplo, infrinja o tão invocado art. 13ª da Constituição). Qualquer pessoa tem (igual) direito a casar. Simplesmente, o casamento é, por definição e natureza, uma aliança entre um homem e uma mulher. Mesmo nas sociedades em que foi tolerada ou aceite, nunca se concebeu ou pretendeu fazer da homossexualidade uma instituição social dotada de estatuto público equiparável ao casamento. E ninguém é obrigado a casar…

A campanha do lobby gay para a reconceptualização do casamento, de modo a incluir a união homossexual, não tem nada a ver com a igualdade de oportunidades. Visa antes a promoção da conduta homossexual e a desconstrução – não apenas semântica – do casamento e da família, tal como a esmagadora maioria das pessoas (com boas razões) os entende e preza. Todavia, há em Portugal verdadeiros e graves casos de desigualdade, discriminação de facto e exclusão: pessoas com deficiências, jovens em situação de reinserção social, minorias étnicas, desempregados de longa duração, os sem abrigo (para não falar da discriminação fiscal dos casados relativamente aos solteiros, ou da discriminação laboral das mulheres grávidas). Não seria melhor aplicar os dinheiros públicos na sensibilização e correcção destas formas de desigualdade de oportunidades, em vez de os investir no marketing da ideologia gay?




Alexandra Teté – Associação Mulheres em Acção

sexta-feira, julho 20, 2007

Ex-ministra que introduziu aborto em França muda de opinião



Simone Veil, a ex-ministra francesa de saúde que introduziu a lei de despenalização do aborto em 1975, reconhece que a ciência está demonstrando a existência de vida desde a concepção.«Cada vez é mais evidente cientificamente que desde a concepção trata-se de um ser vivo», afirma a primeira mulher em presidir o Parlamento Europeu de Estrasburgo entre 1979 e 1982.



Estes comentários aconteceram no contexto da reportagem difundida pelo canal de televisão «France 2», no passado dia 14 de junho, no qual se mostra como na Espanha se realizam abortos até no oitavo mês de gravide z, informa a revista de imprensa da Fundação Jérôme Lejeune (http://www.genethique.org/).



No documentário, vê-se a uma jornalista grávida de oito meses a quem é proposto um aborto em uma clínica privada da Barcelona pelo preço de 4.000 euros.Simone Veil, de origem judaica, que sofreu a deportação a Auschwitz, reconhece que esta situação é «espantosa», mas que legalmente não é possível impedir as mulheres européias de viajar para a Espanha, pois a Corte européia afirmou que se trata de uma questão própria das legislações nacionais, e não da Europa.



A investigação jornalística constata que na França começa a ser difícil encontrar médicos dispostos a praticar o aborto por causa da objeção de consciência.«Não se pode obrigar a pessoa a ir contra suas convicções», afirma Veil, prêmio Príncipe de Astúrias de Cooperação Internacional 2005.Ao referir-se à introdução da lei do aborto na França, revela a antiga ministra, «o único que havia negociado com a Igreja tinha sido a impossibilidade de forçar os médicos. É um ponto que é preciso manter, pois não se pode obrigar ninguém a ir contra suas convicções».

quinta-feira, julho 19, 2007

Um Exemplo de vida chamado : Tony Melendez




Numa sociedade onde infelizmente os mais fracos ou doentes são excluidos , este video mostra que muitas vezes são esses os verdadeiros exemplos para aqueles que se dizem "normais".

quarta-feira, julho 18, 2007

Site auxilia cegos a comprar roupas com etiquetas em braille



Dois estudantes norte-americanos criaram um site com o objectivo de ajudar as pessoas cegas a escolher e comprar roupas providas de etiquetas em braille e enviadas para a casa dos clientes.

O site falante www.whitecanelabel.com, que deve entrar online no segundo semestre deste ano, perguntará aos utilizadores quais são os seus gostos e recomendará roupas baseadas nessas preferências.
As roupas incluirão uma etiqueta em braille com o nome do designer, tipo de peça, tamanho, cor e símbolos para ajudar na combinação das peças dependendo da situação, como «visual de negócios».
«O objetivo central é dar ao cegos e pessoas visualmente incapacitadas mais independência para escolher as suas roupas», disse o co-fundador Asmah Abushagur, durante um evento de moda em Roma, onde a iniciativa foi lançada.
Os alunos do Instituto de Tecnologia de Rochester dizem que tiveram a ideia após descobrirem as dificuldades que os cegos tinham em escolher roupas, ficando dependentes de parentes e amigos.
Embora o empreendimento seja um esforço sem fins lucrativos, onde os designers podem fazer doações, as roupas serão vendidas a preços de retalho para evitar que consumidores que não são cegos sejam beneficiados.

Fonte : Diario Digital

terça-feira, julho 17, 2007

O Amor vencerá



Gosto de orar, gosto de falar com Aquele que criou o mundo, falar com Aquele que é o mais importante da minha vida, através da oração gosto de falar com o Deus Bom que tanto amo e que um dia decidi seguir e ser instrumento nas suas mãos.,

Uma noite destas saí de casa e fui para o largo mesmo em frente a minha casa e pus –me a contemplar as estrelas, estrelas essas que são para mim autênticas formas de Deus se revelar no céu à noite. .

Estamos na Primavera, sentei-me no meio de umas pedras soltas e senti a semente rebentar numa árvore. Lembrei-me que essa semente poderia estar em todos homens, que poderiam definitivamente deixar as “guerras” do dia a dia e dedicar –se mais aos outros, deixar-se contagiar pelo o amor ao próximo e ir ao encontro do outro sem olhar a condição , ao estatuto , religião ou partido político..

E por ali fiquei a imaginar o que poderei fazer para contribuir para melhorar tudo o que me rodeia, para fazer os outros mais felizes. Lembrei-me que nem sempre consigo esse objectivo, mas ficou a promessa de cada dia que passar esforçar-me para ser melhor.
Aproveito, desde já, a oportunidade, para aqui, publicamente, pedir perdão se nalgum caso magoei alguém.

Entretanto, como não poderia deixar de ser, trago comigo os meus fiéis amigos, livros, e leio uns escritos por mim feitos numa folha solta um dia à beira mar, onde observei um papagaio no céu a voar sem limites e de uma forma descomplexada com grande bravura e longe de aplausos. Tão bom seria se a sociedade onde vivemos fosse assim.

E como aquele papagaio , fecho os olhos e deixo-me voar pelo meio daquelas estrelas que estava a observar . Senti-me em harmonia e mais uma vez percebo que apenas nos libertando da matéria e deixando o Amor entrar nos nossos corações conseguimos ser verdadeiramente felizes.

Senti-me arrepiado…..levo a minha imaginação até ao mar , ao mar calmo que contemplo tantas vezes ao ver ao pôr de sol.

Céu, Estrelas, Mar: formas tão belas através das quais Deus nos mostrou o seu amor por nós.

Porque será que os homens não entendem que os seus problemas só se resolverão se se empenharem mais em procurar aquilo que os une do que aquilo que os separa ?

Recuso-me a alinhar no pessimismo que grassa por aí e acredito que com o Amor se pode recomeçar…..

Amigo leitor,

Acredite que a solução passa por aí, por isso faço-lhe um desafio: ame , ame muito a sua família, os seus amigos , aqueles que não gostam de si ….por aí passa a felicidade.

Com Amor ,

Cláudio Anaia

segunda-feira, julho 16, 2007



O Father Stan Fortuna é membro dos Franciscanos do Renovamento. Ele utiliza o dom da música que Deus lhe deu, tanto na pregação como na escrita. PAssa dois terços do tempo a percorrer o mundo, anunciando o Evangelho de Cristo. O resto do tempo é passado com os seus irmãos, servindo os pobre de South Bronx, N.Y. Criou Francesco Productions (http://www.francescoproductions.com/) empresa discográfica sem fins lucrativos, que contribui para a nova evangelização e que apoia o trabalho da comunidade franciscana em favor dos pobres. Tem acompanhado o Grupo de Oração Jovens de S. Francisco desde o início, bem como os seus retiros anuais.

sexta-feira, julho 13, 2007

Divertimento !!



Antes do fim de semana, aqui fica o convite em assistir ao Tim, vocalista dos Xutos e Pontapés a " pedir esmola" no Chiado em Lisboa.

Uma inicitaiva da Revista Sabado, com situações divertidas, nao percam...

quinta-feira, julho 12, 2007

Portugal atinge mínimo absoluto de natalidade


Em 2006 Portugal registou a taxa de natalidade mais baixa desde que há registos. A demógrafa da Universidade de Aveiro, Maria Luís Rocha Pinto, diz que no nosso país o fenómeno tem sido "mais tardio e rápido" e não tem sido encarado pelos poderes públicos numa perspectiva global.

São as taxas de natalidade e fecundidade mais baixas desde que há registos. Os dados do Instituto Nacional de Estatística – referidos hoje no âmbito do Dia Mundial da População – mostram que em 2006 nasceram em Portugal 105.351 bebés, menos 4.100 bebés que no ano anterior.

A demógrafa da Universidade de Aveiro, Maria Luís Rocha Pinto, refere que estes índices só não foram atingidos antes devido aos elevados fluxos de imigração, que o país recebeu em anos recentes, que ajudaram a atenuar o declínio da natalidade.

O número médio de filhos por mulher caiu de 1,41 para 1,36, o que significa que Portugal se afastou mais da média europeia que em 2005 era de 1,52 filhos por mulher fértil.

Segundo o INE, o período entre 1987 e 2006 caracteriza-se por um decréscimo da taxa de natalidade (número de nados-vivos por mil habitantes) de 12,2 para 10, por um adiamento da maternidade e pelo declínio da fertilidade.
Se no início do período em análise os valores mais elevados das taxas de fecundidade se verificavam nos grupos etários 20-24 e 25-29 anos, nos dois últimos anos é no grupo dos 30-34 anos que esta taxa é mais expressiva.
“Não é um problema só Português, mas o nosso processo de transição demográfica foi mais tardio e rápido”, referiu ao Expresso Rocha Pinto considerando que esse facto tem contribuído para que os diversos governos não tenham tido até aqui a capacidade para “encarar o problema numa perspectiva global”.
A demógrafa da Universidade de Aveiro afirma que a inversão da situação não será possível apenas através de políticas natalistas e que terá de passar por políticas nacionais integradas, nomeadamente medidas de combate a desertificação do interior, de incentivos fiscais e de segurança social.
Portugal é acompanhado neste acentuado declínio da natalidade por outros países do sul da Europa e da Europa de Leste. Países como a Itália e a Letónia registam valores de natalidade ainda mais baixos que o português.

Alexandre Costa
Jornal Expresso

terça-feira, julho 10, 2007

As pessoas foram avisadas.....



Durante o último referendo sobre o Aborto as pessoas foram avisadas que não era despenalização nenhuma que estava em causa, mas sim a sua legalização e negócio com vidas humanas.

E como contra factos não há argumentos, ainda a aplicação da lei do aborto não está em vigor(será no dia 15 de Julho), ja foram feitos 60.

(Foto : Capa do Diário de Noticias de hoje)

domingo, julho 08, 2007

Relances apresenta as 7 Maravilhas de Portugal










Esta é a lista das 7 Maravilhas de Portugal escolhidas pelos portugueses:
Mosteiro de Alcobaça
Mosteiro dos Jerónimos
Palácio da Pena
Mosteiro da Batalha
Castelo de Óbidos
Torre de Belém
Castelo de Guimarães

sexta-feira, julho 06, 2007


"Não receies andar devagar, receia apenas ficar parado"
Provérbio Chinês

quinta-feira, julho 05, 2007

6º Festival Internacional de Gigantes - Pinhal Novo, Portugal




«Esta é a Festa das Culturas, do teatro que, entre tradição e invenção, traz à rua a gente que, a um mesmo tempo, se espanta, mas também se reconhece.»

Começa amanhã dia de 6 Julho e vai até dia 8 de Julho a invasão de Gigantes na Vila de Pinhal Novo, naquela que será a 6ª edição do FIG. Promovido pela Câmara Municipal de Palmela, em conjunto com os parceiros Bardoada – O Grupo do Sarrafo, ATA – Acção Teatral Artimanha, Associação Juvenil COI e PIA – Projectos de Intervenção Artística, o Festival Internacional de Gigantes ocupa lugar de destaque no cartaz cultural da região e do país, ao reunir a cultura tradicional com a contemporaneidade, numa festa para todos os públicos.

Se puder dê um saltinho até lá.

quarta-feira, julho 04, 2007

Profamily - Uma excelente ideia !

É um conceito novo em Portugal, voltado para a criança e a família.
Situado nas mais belas praias da Ericeira, com uma inspiradora paisagem sobre o Atlântico, este moderno restaurante foi concebido especialmente a pensar em toda a família.

Porque as refeições em família são tão importantes, o serviço aqui prestado visa dar resposta às suas necessidades.

O Profamily permite que os pais desfrutem de uma refeição agradável e sossegada, ao mesmo tempo que os seus filhos comem e se divertem. Este fast food de marisco permite que as crianças peçam os seus menus sozinhas, através do sistema touchscreen, e com o controlo dos pais.

No Profamily encontramos espaços interiores e exteriores onde as crianças brincam livremente e podem ser vigiadas pelos pais. Até o mobiliário das salas de jantar e dos WC é feito à sua medida.

No Profamily privilegia-se a segurança, a higiene e o bem-estar de todos, pequenos e grandes!

Com acesso fácil para carrinhos de bebé e cadeiras de rodas. Com toda a comodidade.

No Profamily a família conta!

Mais pormenores em : http://www.profamily.eu


terça-feira, julho 03, 2007

Ser Mais +




Mais uma grande iniciativa, sobre um portal para ligar jovens ao mundo da acção social no nosso país.

O portal destina-se a fazer a ligação entre quem quer dar e as instituições de acção social que precisam de ajuda (seja voluntariado, computadores,comida, dinheiros, ou outras necessidades).

Cliquem em http://www.sermais.org e divulgem !!

segunda-feira, julho 02, 2007

O suicídio assistido

Pedro Afonso
Psiquiatra

Depois da liberalização do aborto até às doze semanas, seria de esperar que o tema da eutanásia fosse trazido à discussão pública. Neste caso, o principal argumento daqueles que defendem a eutanásia incide sobre o direito que o indivíduo tem, em determinadas circunstâncias ─ normalmente associadas a um forte sofrimento físico ou psíquico decorrentes de uma doença incurável ─ de poder decidir pôr termo à sua vida. Julgo que a morte não é em si um direito; antes uma inevitabilidade. Aquilo que todo o ser humano tem direito é de viver e morrer com dignidade.

Outro argumento para justificar a eutanásia corresponde “ao sofrimento da pessoa”. O sofrimento é muitas vezes visto como algo indigno, desumano, motivo de vergonha e que por isso deve ser banido a qualquer preço, pelo que a eutanásia passa ser a vista como um gesto de compaixão. Esta “piedade hipócrita” esconde, por vezes, uma injustiça e um sentimento egoísta, uma vez que considera que os mais fracos, as vítimas do infortúnio, aqueles que adoecem ou simplesmente envelhecem, já não têm lugar nesta sociedade. Ou seja, no caso de surgirem ideias de suicídio nestes indivíduos não se procura demovê-los, nem auxiliá-los. Nestas situações prevalece um espírito de complacência e compreensão, já que o sofrimento e o desespero em que se encontram conduzem automaticamente a um estatuto de “suicidas justificados”.Então, mas não serão também estes os motivos que levam a maioria dos indivíduos a cometer o suicídio? O homem é o único ser vivo que reflecte sobre a sua própria morte.

Na maioria dos países, excluindo o suicídio por motivos políticos ou religiosos mais extremistas, é consensual que o suicídio não deve ser encorajado, devendo-se proteger o indivíduo de causar a morte a si próprio. Afinal, por que é que não existe consenso à volta da eutanásia?Desde Robbins (1959) verificou-se que mais de 90% das pessoas que se suicidam apresentavam alterações psicopatológicas. Deste modo, estariam privadas do discernimento necessário (em termos mentais) para avaliar em consciência e em liberdade, a decisão de se suicidarem. Sabemos ainda que, por detrás do desejo de morrer, existem várias doenças mentais tratáveis – como é o caso da depressão. Desta forma, a existência de um “suicídio racional” é algo questionável e a história dá-nos um exemplo extraordinário a este respeito: a esmagadora maioria dos prisioneiros dos campos de concentração, mesmo sendo submetidos a um sofrimento atroz e às mais diversas torturas, raramente se suicidavam.

Quase diariamente, os psiquiatras na sua actividade clínica confrontam-se com doentes que tentaram o suicídio ou que têm ideias de o vir a concretizar. A posição do psiquiatra é sempre a mesma: demover a pessoa, protegê-la de si própria, aliviar-lhe a angústia e transmitir-lhe palavras de esperança. Não se julgue, porém, que é sempre fácil fazê-lo, pois somos confrontados com situações dramáticas, horrendas em termos de violência psíquica e cujo sofrimento associado é incomensurável. Diante de tanta tragédia, e da nossa impotência, muitas vezes o papel do médico limita-se a acolher o sofrimento da pessoa. A escutá-la e a sofrer com ela. No entanto, tal como acontece com muitas doenças incuráveis, para as quais o avanço da medicina vai descobrindo novos tratamentos, também verificamos que as situações de tormento infindável muitas vezes acabam por ter uma solução. A pessoa depois de ajudada, recupera a alegria de viver e encontra um sentido para a vida.A resposta à eutanásia está nos cuidados paliativos. É através desta visão humanista da medicina que se procuram solucionar os problemas decorrentes da doença prolongada, incurável e evolutiva, prevenindo o sofrimento que acarreta, proporcionando a maior qualidade de vida possível aos doentes e às famílias.Os defensores da eutanásia ou, em sentido lato, do suicídio assistido, apresentam-na como um acto de misericórdia e de compaixão perante o sofrimento de um doente vítima de uma doença grave e incurável. Chegam a ser os próprios familiares que a incitam e reclamam.

Transmite-se assim a ideia de que, em determinadas circunstâncias dramáticas, ajudar alguém a pôr fim à sua vida é um acto de caridade e de amor, quando é aí que reside a grande hipocrisia da eutanásia. A eutanásia não é uma prova de amor, mas antes o testemunho egocêntrico da sua rejeição.

In Jornal Publico - 28. 06. 2007