segunda-feira, março 30, 2026

A Alegria de Ser Católico

 


"Ser católico é o aspecto mais importante da minha vida."
— Mark Wahlberg

Esta semana iniciamos a Semana Santa, o tempo mais sagrado da nossa fé. É o momento em que contemplamos a entrega de Jesus na cruz, a sua morte e, no fim, a sua gloriosa ressurreição.

Para mim, esta semana é o ápice da minha caminhada, o coração daquilo em que acredito. É nela que encontro o sentido do amor que se doa, da vida que se entrega e da esperança que renasce. No centro desta vivência descubro a alegria de ser católico e, sobretudo, de viver ao serviço dos outros.

A Igreja Católica é a maior instituição caritativa do mundo. Os missionários levam o Evangelho pelos quatro cantos, mas levam também algo igualmente essencial: esperança e ajuda concreta. Recordo as vezes em que estive nas favelas do Brasil, enquanto missionário, e outras experiências em países distantes, onde vi de perto o impacto dos centros de acolhimento, dos hospitais e das escolas — todos movidos pela caridade.

Ao longo da história, a Igreja teve também um papel fundamental na preservação da cultura e no desenvolvimento da ação social. Após a queda do Império Romano, foi guardiã do saber, esteve na origem das primeiras universidades e impulsionou uma rede de apoio que deu resposta aos mais vulneráveis, através de hospitais, orfanatos e inúmeras obras de caridade.

Ser católico é, para mim, uma alegria profunda. Na Igreja encontro uma família, um sentido e um propósito. É na vida das paróquias, nas celebrações e nos gestos simples de acolhimento que reconheço uma presença viva, próxima e concreta, que acompanha, apoia e serve.

Esta missão não se limita a um lugar. Está presente nas comunidades locais, nas dioceses e nas obras espalhadas pelo mundo. A Igreja continua a ser um farol de esperança, transformando vidas e dando corpo a um amor que não fica nas palavras.

A Igreja Católica distingue-se também por valores que atravessam gerações: a sua capacidade de acolher sem julgar, de perdoar mesmo quando é difícil, de unir pessoas diferentes em torno de um bem comum. É uma Igreja que tem sempre as portas abertas para todos, sem exceção, e que ensina a importância da dignidade humana, promovendo a paz, a solidariedade e o respeito pelo próximo. Numa sociedade muitas vezes marcada pelo individualismo, continua a lembrar-nos que ninguém se salva sozinho e que a verdadeira grandeza está no serviço humilde e no amor ao outro.

Por isso, nesta Semana Santa, renovo o meu compromisso de fé e de gratidão. A alegria de ser católico é um dom que se renova sempre que olho para o mundo e reconheço o bem que a Igreja, muitas vezes em silêncio, continua a fazer — um bem discreto, mas profundamente transformador.

 Cláudio Anaia