"Ser católico é o aspecto mais importante da minha vida."
— Mark Wahlberg
Esta semana
iniciamos a Semana Santa, o tempo mais sagrado da nossa fé. É o momento em que
contemplamos a entrega de Jesus na cruz, a sua morte e, no fim, a sua gloriosa
ressurreição.
Para mim,
esta semana é o ápice da minha caminhada, o coração daquilo em que acredito. É
nela que encontro o sentido do amor que se doa, da vida que se entrega e da
esperança que renasce. No centro desta vivência descubro a alegria de ser
católico e, sobretudo, de viver ao serviço dos outros.
A Igreja
Católica é a maior instituição caritativa do mundo. Os missionários levam o
Evangelho pelos quatro cantos, mas levam também algo igualmente essencial:
esperança e ajuda concreta. Recordo as vezes em que estive nas favelas do
Brasil, enquanto missionário, e outras experiências em países distantes, onde
vi de perto o impacto dos centros de acolhimento, dos hospitais e das escolas —
todos movidos pela caridade.
Ao longo da
história, a Igreja teve também um papel fundamental na preservação da cultura e
no desenvolvimento da ação social. Após a queda do Império Romano, foi guardiã
do saber, esteve na origem das primeiras universidades e impulsionou uma rede
de apoio que deu resposta aos mais vulneráveis, através de hospitais, orfanatos
e inúmeras obras de caridade.
Ser católico
é, para mim, uma alegria profunda. Na Igreja encontro uma família, um sentido e
um propósito. É na vida das paróquias, nas celebrações e nos gestos simples de
acolhimento que reconheço uma presença viva, próxima e concreta, que acompanha,
apoia e serve.
Esta missão
não se limita a um lugar. Está presente nas comunidades locais, nas dioceses e
nas obras espalhadas pelo mundo. A Igreja continua a ser um farol de esperança,
transformando vidas e dando corpo a um amor que não fica nas palavras.
A Igreja
Católica distingue-se também por valores que atravessam gerações: a sua
capacidade de acolher sem julgar, de perdoar mesmo quando é difícil, de unir
pessoas diferentes em torno de um bem comum. É uma Igreja que tem sempre as
portas abertas para todos, sem exceção, e que ensina a importância da dignidade
humana, promovendo a paz, a solidariedade e o respeito pelo próximo. Numa
sociedade muitas vezes marcada pelo individualismo, continua a lembrar-nos que
ninguém se salva sozinho e que a verdadeira grandeza está no serviço humilde e
no amor ao outro.
Por isso,
nesta Semana Santa, renovo o meu compromisso de fé e de gratidão. A alegria de
ser católico é um dom que se renova sempre que olho para o mundo e reconheço o
bem que a Igreja, muitas vezes em silêncio, continua a fazer — um bem discreto,
mas profundamente transformador.
