domingo, janeiro 07, 2018

KindCoin: Nasceu Uma Nova Moeda Solidária



A boa vontade não tem valor, mas agora já tem moeda – este é o mote da KindCoin, a nova moeda solidária que permite fazer donativos suspensos nos mais variados estabelecimentos comerciais, e que serão depois convertidos nos bens que as instituições de solidariedade social mais necessitam.
A rede KindCoin é uma plataforma focada no ser humano enquanto agente de mudança - é a primeira rede de angariação de bens e produtos sem necessidade de intermediação.
A nossa missão traduz-se na constante procura de criação de valor através de uma relação assente na proximidade, na dignidade humana e na mudança de comportamento – queremos dar resposta a todos aqueles cuja subsistência depende de instituições ou de serviços credíveis que transmitam confiança através da doação de bens de primeira necessidade, sejam eles alimentos, medicamentos, serviços ou outros produtos”, afirma Maria Vieira da Silva, co-fundadora da rede Kind Coin.
O utilizador pode fazer o download gratuito da aplicação Kind Coin, disponível na App Store e na Play Store, e criar a sua própria conta. Uma vez inseridos todos os dados, o utilizador faz o contributo diretamente na aplicação, doando as suas KindCoins - 1 KindCoin equivale a 1 euro - ao parceiro comercial que desejar: pode ser um restaurante, um supermercado, uma farmácia, um serviço jurídico, entre outros.
Esse valor doado fica suspenso na plataforma, até atingir o plafond estipulado entre o parceiro e a Kind Coin (5 euros), altura em que a instituição de solidariedade parceira mais próxima pode trocar o valor por produtos – alimentos, serviços, medicamentos, entre outros. Consumada a troca, a Kind Coin notifica o utilizador sobre a Instituição social destinatária do seu contributo.
Também os estabelecimentos parceiros e a as instituições de solidariedade social se devem inscrever na plataforma, de modo a serem elegíveis para converter e receber as KindCoins, respectivamente. As instituições inscritas na plataforma dependem dos contributos feitos nos estabelecimentos parceiros nas suas imediações. Através de um sistema de geolocalização, o donativo é atribuído à instituição que ficar mais próxima de determinado estabelecimento, promovendo assim a entreajuda e solidariedade entre as comunidades, inserida nos seus próprios bairros.
O que é verdadeiramente fantástico acerca desta aplicação é que todas as pessoas que fizerem um donativo vão poder acompanhar o valor que doaram – desde a instituição para a qual esse valor foi destinado, quando o foi e em que tipo de produto se traduziu a sua oferta. As notificações são emitidas em tempo real na aplicação, o que nos permite ser absolutamente transparentes em todo o processo”, acrescenta Maria Vieira da Silva.
Através da aplicação, os utilizadores podem também integrar a pool de partilha e a pool de troca, permitindo-lhes fazer chegar os seus produtos a quem mais precisam – as instituições são notificadas quando o utilizador coloca na plataforma ou item para doar.
Como forma de sustentar as despesas de manutenção da plataforma, a KindCoin cobra uma comissão de 5% sobre cada contributo. 
 Nuno Coelho

quarta-feira, janeiro 03, 2018

Cristo Rei, Portugal



A estátua de Cristo Redentor, existente no Rio de Janeiro, no Brasil, inspirou, em 1934, durante uma visita àquela cidade, o Cardeal-Patriarca de Lisboa de então, Dom Manuel Gonçalves Cerejeira, a construir um monumento similar em Lisboa. No ano de 1936, transmitiu esta ideia ao Movimento do Apostolado da Oração, com uma recepção entusiástica. Seguiu-se a sensibilização de todos os bispos do país, tendo sido obtida a proclamação oficial do desígnio no ano seguinte, na Pastoral Colectiva da Quaresma. Perspetiva do Santuário de Cristo Rei.

O monumento a Cristo Rei foi também edificado em cumprimento de um voto formulado pelo episcopado português reunido em Fátima a 20 de Abril de 1940, pedindo a Deus que livrasse Portugal de participar na Segunda Guerra Mundial. O presidente do Conselho (primeiro-ministro) Salazar, não quis violar a velha amizade com o Reino Unido, que data do século XIV, e preferiu manter a neutralidade, não tendo Portugal participado na referida guerra.

A primeira pedra da construção do monumento foi lançada em 18 de Dezembro de 1949, após o fim da guerra. Foi inaugurado a 17 de Maio de 1959, dia de Pentecostes, na presença dos cardeais do Rio de Janeiro, de Lourenço Marques e de cerca de 300 mil pessoas, entre autoridades oficiais e cidadãos anónimos. Nessa ocasião, esteve também presente a imagem original de Nossa Senhora de Fátima e foi feita a consagração de Portugal aos Sagrados Corações de Jesus e de Maria. O Papa João XXIII não esteve presente na cerimónia, mas enviou uma mensagem de rádio, que foi então transmitida. Na altura, o Cardeal Cerejeira afirmou que o monumento seria sempre um sinal de gratidão pelo dom da paz. ( Fonte : Wikipédia)

 Para conhecer o site do santuário, clique AQUI

segunda-feira, janeiro 01, 2018

Contemplar o tempo


Não nos resta mais, nesta altura do ano, que contemplar o tempo. O tempo que fecha mais um círculo que, mesmo não sendo do nosso aniversário, nos diz respeito. De forma imprópria dizemos que é o aniversário do mundo, da história, mais uma volta, velho e novo ano, rodagem da vida.

É o tempo. Tudo o que não é eternidade tem uma morte anunciada, prevista com mais ou menos precisão, mas sempre inevitável. A eternidade perdoa, prolonga, sustém, perdura, não tem pressa, não olha o relógio, vê sempre mais longe, não se precipita, não se inquieta nem aguarda qualquer mudança, nem espera nenhum benefício, nem teme algum insucesso.

O tempo facilmente se dilui. Andamos a olhar os relógios, consultar os calendários, acreditar nas pitonisas, a temer o amanhã. A finitude do tempo tira-nos ilusões sobre os absolutos que colocamos em breves momentos, percursos estreitos, esperanças ligeiras com ilusão de perenidade. Folheando o Livro da Sabedoria ou a Imitação de Cristo nos apercebemos da vacuidade de muitos dos nossos projetos e o vazio de tantas expectativas.

Uma passagem de ano pode também servir para redimensionarmos a nossa existência, medirmos o que passou e arriscarmos sobre aquilo que nos falta cumprir. Não, não é um exercício vão de esperar mais da morte que da vida, cultivar o desprezo da existência na fixação mesquinha em tudo o que de negativo nos acontece. É simples procura de verdade.

Têm razão os crentes que transformam o último dia do ano em tempo de ação de graças como quem exprime o reconhecimento por todos os momentos vividos como dádiva de Deus. Quem tem medo dê graças a Deus por ter sobrevivido a tantos laços que, sem êxito, a morte lançou.

Basta-nos respirar para termos mil motivos de gratidão. 

Pe. António Rego