sexta-feira, janeiro 27, 2017

Eutanásia na Bélgica e Holanda. Há 20% a 30% de “casos de homicídio”



Denúncia partiu do médico e professor da Faculadade de Medicina do Porto Walter Osswald, em novo debate sobre eutanásia, desta vez na Universidade do Porto.

 Entre 20 a 30% dos casos de eutanásia na Bélgica e na Holanda são homicídios de "cariz social". A denúncia foi feita pelo médico e professor da Faculadade de Medicina do Porto Walter Osswald, num debate promovido pela comissão de ética da Universidade do Porto, no qual se ouviram também alertas para outros perigos, como, por exemplo, o da entrada demasiado tardia da componente paliativa.

 Ao analisar a realidade desses países, desde a entrada em vigor da legislação, o especialista conclui que uma boa parte das pessoas que morrem por eutanásia não a pediram. “O problema maior é que toda a eutanásia pressupõe que a pessoa pede para ser morta, mas isso não acontece na Holanda e na Bélgica: uma grande parte dos eutanasiados nunca pediram, são mortos por decisão de familiares, de médicos e de enfermeiros”, denuncia Walter Osswald. “Não é eutanásia, é homicídio. Toda a gente reconhece que se passa, não se sabe bem a percentagem, mas talvez em 20 a 30% dos casos na Holanda e na Bélgica de pessoas que se presume que se pudessem escolher escolheriam a eutanásia. Mas presumir é fácil”, alerta.

 O facto de se tratar de um procedimento executado muitas vezes por enfermeiros e não por médicos também é contrário lei, lembrou o também conselheiro do Instituto de Bioética da Universidade Católica, que foi o primeiro presidente da Comissão de ética da Universidade do Porto. Walter Osswald fez parte do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, foi presidente da Sociedade Portuguesa de Farmacologia, da Comissão Nacional para a Humanização e Qualidade dos Serviços de Saúde e da Comissão da União Europeia para a Protecção do Embrião e do Feto, entre outras funções desempenhadas.

Veja a noticia com som aqui : http://rr.sapo.pt/noticia/51828/eutanasia_na_belgica_e_holanda_ha_20_a_30_de_casos_de_homicidio

terça-feira, janeiro 24, 2017

Trump proíbe financiamento público para abortos


 O novo Presidente norte-americano, Donald Trump, restaurou a proibição de financiamento público a grupos internacionais que realizam abortos ou dão informação de planeamento familiar sobre essa opção.

Essa disposição legal tem estado no centro de uma espécie de 'ping-pong' político, tendo sido imposta pelos Governos republicanos e revogada pelos democratas desde 1984.

Mais recentemente, foi o antecessor de Trump, Barack Obama, quem pôs fim à proibição em 2009. Trump assinou o diploma um dia após o aniversário, a 22 de janeiro, da decisão de 1973 do Supremo Tribunal Roe vs. Wade, que legalizou o aborto nos Estados Unidos -- a data em que habitualmente os Presidentes decidem sobre esta matéria.

A legislação também proíbe financiamento com o dinheiro dos contribuintes para grupos de pressão que pretendem legalizar o aborto ou promovê-lo como método de planeamento familiar.

Noticia TSF

domingo, janeiro 22, 2017

"Sem Fronteiras" com Martins Bastos


Koh Samed (ou Ko Samet), é uma pequena ilha ao sul da Tailândia continental. Especialmente conhecida pelos locais, é uma das pérolas menos exploradas pelo turismo.
As praias de areia branca e as águas cristalinas rodeiam toda a ilha que está coberta quase na totalidade por um parque natural e área protegida. As águas quentes do golfo da Tailândia são habitat natural de imensas espécies, algumas perigosas como as moreias ou espécies venenosas de medusas, como a da foto!

Dica: Koh Samed não é dos locais mais baratos da Tailândia.

No entanto, encontrar um quarto à beira da água por 30€ noite é relativamente fácil o que justifica a viagem de 200km desde Bangkok para um fim de semana relaxado!

João Martins Bastos
web: www.martinsbastos.com
web: www.facebook.com/MartinsBastos

segunda-feira, janeiro 16, 2017

“Miss Sloane - Uma Mulher de Armas

Gosta de filmes onde a estratégia e o suspense estão na ordem do dia?

Se sim, não pode perder este "thriller" político realizado por John Madden ("A Paixão de Shakespeare", "O Capitão Corelli", "O Exótico Hotel Marigold"), segundo um argumento de Jonathan Perera. Jessica Chastain interpreta Elizabeth Sloane, uma poderosa lobista capaz de qualquer coisa para atingir os seus objectivos, mesmo quando isso a leve a cometer grandes ilegalidades. No Capitólio norte-americano, os esquemas são montados e as jogadas fazem-se sempre para ganhar.

Quando Sloane, determinada a encontrar um modo de alterar uma lei de controlo de armas, encontra o mais poderoso oponente da sua carreira, vai perceber que terá de modificar a sua estratégia. Esta sua opção leva-a a correr grandes riscos e a ter que pagar um elevado custo. Bom filme e entusiasmante, cuja protagonista foi nomeada para os globos de ouro 2017.

sexta-feira, janeiro 13, 2017

Filme : "Silêncio" - A fé vista pela câmara de Martin Scorsese




Durante muito tempo, viveu fascinado pelas histórias dos missionários. Martin Scorsese dirige agora o filme ‘Silêncio’, que retrata a história de dois padres jesuítas portugueses perseguidos durante a sua missão no Japão, no século XVII.

Apresentamos em seguida a entrevista realizada por James Martin, padre jesuíta norte-americano, consultor de Martin Scorsese para este filme, e diretor da ‘America Magazine’, uma conversa intimista sobre a fé e a vida. A tradução foi divulgada pela Companhia de Jesus em Portugal.

Fonte : Ecclesia

terça-feira, janeiro 10, 2017

Os dois sonetos de amor da hora triste


I 
Quando eu morrer - e hei-de morrer primeiro
do que tu - não deixes fechar-me os olhos 
meu Amor. Continua a espelhar-te nos meus olhos 
e ver-te-ás de corpo inteiro 


como quando sorrias no meu colo. 
E, ao veres que tenho toda a tua imagem 
dentro de mim, se, então, tiveres coragem, 
fecha-me os olhos com um beijo. 

Eu, Marco Pólo, 

farei a nebulosa travessia 
e o rastro da minha barca 
segui-lo-ás em pensamento. Abarca 

nele o mar inteiro, o porto, a ria... 
E, se me vires chegar ao cais dos céus, 
ver-me-ás, debruçado sobre as ondas, para dizer-te adeus. 

II 
Não um adeus distante 
ou um adeus de quem não torna cá, 
nem espera tornar. Um adeus de até já, 
como a alguém que se espera a cada instante. 

Que eu voltarei. Eu sei que hei-de voltar 
de novo para ti, no mesmo barco 
sem remos e sem velas, pelo charco 
azul do céu, cansado de lá estar. 

E viverei em ti como um eflúvio, uma recordação. 
E não quero que chores para fora, 
Amor, que tu bem sabes que quem chora 

assim, mente. E, se quiseres partir e o coração 
to peça, diz-mo. A travessia é longa... Não atino 
talvez na rota. Que nos importa, aos dois, ir sem destino.

Álvaro Feijó, lido na evocação de Mário Soares, pela voz de Maria Barroso

Oica e veja as imagens AQUI

quarta-feira, janeiro 04, 2017

Jovens estão a ser condenados à emigração e discriminação, afirma papa


«A cada um de nós é pedido para assumir o compromisso próprio – por mais insignificante que possa parecer – de ajudar os nossos jovens a encontrar aqui na sua terra, na sua pátria, horizontes concretos de um futuro a construir»

O papa considera que está a ser criada «uma cultura que por um lado idolatra a juventude procurando torná-la eterna, mas por outro, paradoxalmente», condena os jovens «a não possuir um espaço de real inserção».
No “Te Deum”, celebração de ação de graças pelo ano de 2016 a que presidiu este sábado, no Vaticano, Francisco sublinhou que os jovens estão a ser marginalizados da vida pública, «obrigando-os a emigrar ou a mendigar ocupação que não existe ou que não lhes permite projetar o amanhã». «Privilegiamos a especulação em vez de trabalhos dignos e genuínos que lhes permitam ser protagonistas ativos na vida da nossa sociedade. Esperamos deles e exigimos que sejam fermento de futuro, mas discriminamo-los e “condenamo-los” a bater a portas que, na maioria delas, permanecem fechadas», frisou.

 Para o papa, «não se pode falar de futuro» sem «assumir a responsabilidade» que a sociedade tem com os jovens: «Mais do que responsabilidade, a palavra justa é dívida: sim, a dívida que temos para com eles». «Falar de um ano que termina, é sentirmo-nos convidados a pensar como estamos a interessar-nos com o lugar que os jovens têm na nossa sociedade», acentuou Francisco. «A cada um de nós é pedido para assumir o compromisso próprio – por mais insignificante que possa parecer – de ajudar os nossos jovens a encontrar aqui na sua terra, na sua pátria, horizontes concretos de um futuro a construir»

Ao meditar sobre o nascimento de Jesus, o papa afirmou que os cristãos são convidados a não ser como o estalajadeiro de Belém que, à vista do jovem casal [Maria e José], dizia: aqui não há lugar. Não havia lugar para a vida, não havia lugar para o futuro». «A cada um de nós é pedido para assumir o compromisso próprio – por mais insignificante que possa parecer – de ajudar os nossos jovens a encontrar aqui na sua terra, na sua pátria, horizontes concretos de um futuro a construir. Não nos privemos da força das suas mãos, das suas inteligências, das suas capacidades de profetizar os sonhos dos seus idosos», declarou. Só será possível construir um «futuro que seja digno» dos jovens se se apostar «numa verdadeira inclusão: a inclusão resultante do trabalho digno, livre, criativo, participativo e solidário».

 «Ver o presépio desafia-nos a ajudar os nossos jovens para não ficarem desiludidos à vista das nossas imaturidades, e a estimulá-los para que sejam capazes de sonhar e lutar pelos seus sonhos; capazes de crescer e tornar-se pais e mães do nosso povo», apontou o papa. Jovens estão a ser condenados à emigração e discriminação, afirma papa

Rui Jorge Martins

domingo, janeiro 01, 2017

"Lion - A longa estrada para casa "



Quer começar bem o ano de 2017?

Então, aconselho a ir ver este filme que se baseia na obra autobiográfica "A Long Way Home", de Saroo Brierley com a realização de Garth Davis segundo um argumento de Luke Davies. Este bom filme decorre no ano de 1986, quando Saroo, de cinco anos, se perde do irmão numa estação de comboios.

Refugiando-se numa das carruagens para dormir, o comboio começa a andar e Saroo acaba por ser levado para Calcutá (Índia), por onde vagueia sozinho durante semanas, sem saber que estava a 1500 quilómetros da sua casa. Apesar de imensas dificuldades, consegue sobreviver até ser encontrado por um centro de crianças abandonadas e posteriormente adoptado por Sue e John Brierley, um casal australiano.

Entretanto, 25 anos passados, e a viver na Tasmânia com a família adoptiva, Saroo começa a ter algumas memórias do que se terá passado no dia em que se perdeu da família. Apesar de triste e amargurado, mas com uma necessidade imensa de descobrir as suas verdadeiras origens, estuda a linha de caminho-de-ferro através do Google Maps.

Com algumas informações somadas e lembranças sobre lugares e pessoas, Saroo viaja até à Índia, na esperança de encontrar algo que lhe indique novamente o caminho para casa… Um filme muito emotivo com boa banda sonora, boa cinematografia, transporta-nos até às dificuldades sob o olhar de uma criança de cinco anos, a percorrer caminhos desconhecidos.

Veja o trailer aqui: https://www.youtube.com/watch?v=yN5CV125uxgClassificação final: 4 estrelas em 5.