terça-feira, maio 31, 2016

Mercado Flutuante Damnoen Saduak - Tailândia






O mercado flutuante mais famoso da Tailândia deve seu nome ao canal Damnoen Saduak. Este canal foi cavado durante o reinado de Rama IV. Naquela época o transporte era muito precário na Tailândia e isso prejudicava o crescimento econômico do país. Para melhorar esta situação o rei Rama IV mandou escavar este canal para ligar o rio Taachin, na Província Samutsakorn ao rio Marlong, na Província de Samutsongkram. De lá para cá mais de 200 pequenos canais foram escavados e conectados ao canal principal. Às margens desse canais moram muitos agricultores. Com a terra fértil da região, com os canais que garantem água em abundância durante o ano todo e facilitam a escoação da produção estes pequenos agricultores vivem do cultivo de diferentes frutas e vegetais como, laranja, uva, mamão, couve, feijão e cebola.

 O mercado Damnoen Saduak  divide se  pelos canais e tem três pontos diferentes de venda: Talat Ton Khem, com 100 anos esta é a parte mais antiga do mercado, Talat Hia Kui, esta é a parte mais turística do mercado e a Talat Khun Phitak, este ponto de venda fica num canal secundário e recebe menos turistas.

Muitos agricultores levam seus produtos para serem vendidos neste mercado. O transporte e a venda das mercadorias são feitos pelos próprios produtores e em pequenos barcos. O mercado é aberto diariamente das 8h as 11h.

Fica localizado em Damnoen Saduak Ratchaburi, cerca de 109km ao Sul de Bangkok.

segunda-feira, maio 30, 2016

Eco Moinho do Jim no Barreiro faz hoje 5 anos



O meu local de trabalho faz hoje 5 anos que foi inaugurado.

O Eco moinho do Jim é um espaço vocacionado para a educação e sensiblização ambiental, está aberto ao público e disponibiliza um conjunto de informações que se prendem com as temáticas da eficiência energética, energias renováveis, qualidade do ar, ruído, e alterações climáticas.

A instalação destes serviços no Moinho do Jim, prosseguiu uma estratégia de valorização do património cultural e do núcleo antigo do Barreiro, no sentido de sensibilizar os munícipes para a salvaguarda do património e a utilização concertada da energia, através da associação dos valores da memória histórica atestados pelo imóvel, às boas práticas energético-ambientais que nos são evidenciadas pelo exemplo simbólico do recurso à energia do vento por este antigo engenho definidor de uma poderosa imagem icónica da identidade do Barreiro.

 O Moinho do Jim foi edificado 1827 pelo súbdito britânico James Hartley segundo uma tipologia de moagem oriunda de Merseyside no noroeste do Reino Unido, e laborou até aos finais do século XIX quando então foi desactivado, transformado em habitação, e posteriormente adaptado a um bar na década de 70 do século XX, cuja configuração arquitectónica se manteve até definir a sua actual compartimentação.

Exemplo singular de uma tecnologia de moagem proto-indústrial inglesa em território nacional (com excepção do arquipélago dos açores), o accionamento mecânico deste engenho dava-se pela incidência vento no velame quadrangular que seguia a orientação das correntes dominantes, através da rotação sob um eixo vertical da cobertura móvel de madeira que era então mobilizada pelos rodízios que apoiavam no coroamento da cornija do imóvel.

O engenho de moagem originou um edifício de planta centralizada, a partir da qual ergueu um corpo torreado de superfície trunco cónica de alvenaria de pedra calcária, que alberga três pavimentos no seu interior sob uma cércea actual de 9,00 m, cuja escala arquitectónica o impôs como um dos elementos dominantes da paisagem urbana do núcleo antigo do Barreiro.

A contenção formal do volume massivo e atarracado definiu uma arquitectura simplificada pelo rigor da sua geometria, onde se patenteia a longa permanência das influências do classicismo da arquitectura chã, num genuíno exemplar da tipologia saloia de matriz vernacular. Da estrutura física do antigo moinho de vento, apenas restou à passagem do tempo e à incúria do homem, a superfície trunco cónica do paramento exterior e alguns dos barrotes de vigamento dos seus pavimentos interiores.

Com a recuperação do imóvel e a inauguração deste novo espaço, sensibiliza-se a sociedade civil para a reabilitação do património e aproxima-se a população das questões energético-ambientais, pela oferta de um serviço de atendimento ao grande público, no sentido de esclarecer dúvidas, disponibilizar um espaço de consulta dos estudos e planos desenvolvidos pela autarquia e pela Agência de Energia, enquanto se dinamizam em simultâneo, ateliês pedagógicos direccionados para o público infanto-juvenil.

sexta-feira, maio 27, 2016

Cientistas descobrem o que nos faz verdadeiramente felizes


Costuma dizer-se que quando uma pessoa se sente infeliz o melhor a fazer é afogar as suas mágoas consolando-se com “caprichos” – como ir às compras, comer guloseimas ou fazer festas com os amigos. Mas não é isso que nos faz feliz – instantaneamente.

Segundo um estudo realizado por investigadores da Universidade Sulista de Sewanee, no Tennessee, Estados Unidos, o que na realidade torna as pessoas felizes são os actos de generosidade com outras pessoas. De acordo com os resultados da investigação, publicados na revista Emotion, da Associação Americana de Psicologia, são os pequenos gestos de amabilidade que nos fazem sentir bem connosco próprios.

O estudo envolveu 473 voluntários, divididos em 4 grupos, que tinham que completar um conjunto de tarefas durante 6 semanas. Um dos grupos tinha que realizar tarefas bondosas que melhorassem o mundo que nos rodeia – como por exemplo ir apanhar lixo num jardim. Um segundo grupo tinha que realizar tarefas bondosas para outras pessoas – como pagar um café a um amigo, ou ajudar um familiar a fazer o jantar.

O terceiro grupo tinha que realizar acções sobre si próprios – como tirar um dia de folga, ou fazer exercício físico. O quarto grupo, de controlo, não tinha tarefas atribuídas. Os participantes preencheram questionários acerca da sua auto-satisfação antes e depois do período do estudo.

Os resultados do estudo mostraram que as pessoas que realizaram actos de bondade registaram uma melhoria assinalável no seu bem estar. Os membros do terceiro e quarto grupos não registaram quaisquer melhorias nos seus níveis de felicidade. “Já estava à espera de resultados que confirmassem a ideia de que as interacções sociais contribuem para o nosso bem-estar”, diz a psicóloga Katherine Nelson, autora principal do estudo, citada pelo Huffington Post. “Mas o que achei interessante”, diz a investigadora, “é que quando centramos as nossas interacções apenas em nós próprios, não há nenhuma melhoria assinalável no nosso estado de espírito”.

 “Isto é muito importante, porque as pessoas são encorajadas a oferecer-se uns miminhos quando se sentem infelizes”, acrescenta Nelson. “No entanto, o nosso estudo conclui que a melhor forma de nos sentirmos bem, pelo contrário, é ter um gesto de amabilidade com outra pessoa”, conclui a cientista. 

AJB, ZAP

domingo, maio 22, 2016

"Sem Fronteiras" com Martins Bastos


Sri Lanka, uma pequena ilha situada a sudoeste da Índia, banhada pelo oceano Índico, é um país multi-cultural e cheio de atracções turísticas. Os seus templos Budistas milenares, as suas praias de água morna e areias brancas e a vida selvagem constituem os principais motivos para visitar este maravilhoso país.

 Em Yala, no parque nacional e reserva protegida, encontra-se uma das maiores comunidades de Leopardos em liberdade do mundo, tal como este "pequeno" fotografado apenas a 3 metros de distância, em total liberdade! Dica: Sri Lanka é um país muito pobre, mas muito seguro, relativamente organizado e limpo.

 Viajar de cidade em cidade em autocarro é a maneira mais rápida e conveniente, mas uma viagem no famoso Slow-Slow, carinhosa alcunha aos lentos comboios que atravessam o pais, é garantidamente uma experiência única, recheada de paisagens lindíssimas.

quarta-feira, maio 18, 2016

Dia dos Museus celebrado hoje com entradas gratuitas


Dia Internacional dos Museus, dedicado este ano à relação destes espaços com a paisagem cultural, celebra-se esta hoje com entradas gratuitas em museus, palácios e monumentos, e uma programação de visitas, ateliês e encenações históricas.

O Dia Internacional dos Museus, dedicado este ano à relação destes espaços com a paisagem cultural, celebra-se esta quarta-feira com entradas gratuitas em museus, palácios e monumentos, e uma programação de visitas, ateliês e encenações históricas. Instituído pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM), o Dia Internacional dos Museus tem este ano como tema "Museus e paisagens culturais", visando promover a ideia de museu enquanto centro territorial de proteção ativa da paisagem cultural. 

 Para assinalar a data, visita a partir das 12:00, a exposição “Lusitânia Romana. Origem de dois povos”, no Museu Nacional de Arqueologia, organização conjunta do museu português, com o Museo Nacional de Arte Romano, de Mérida, Espanha, com a colaboração científica da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Hoje, os museus, palácios e monumentos da tutela da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) têm entrada livre, na Noite dos Museus, a 21 de maio, estarão abertos gratuitamente, a partir das 17:30. Cerca de 44 concelhos do país aderem às celebrações, nos seus 79 museus, monumentos e palácios, participando com dezenas de atividades como visitas guiadas, exposições, ateliês, teatro, palestras, concertos e lançamentos de livros, entre outras. Em Lisboa, o Museu Nacional dos Coches promove, entre as 10:00 e as 17:30, o "Passeio Real por Belém", que faz um percurso pela zona histórica de Belém em charrete, com partida do novo edifício.

 Também na capital, mas no dia 21 de maio, Noite dos Museus, às 18:00, o Museu da Água realiza "Os fantasmas do Loreto", uma visita comentada na galeria subterrânea do Loreto, com animação histórica que irá percorrer 1,2 quilómetros, entre o reservatório da Mãe d'Água, das Amoreiras, e o Reservatório da Patriarcal, no jardim do Príncipe Real.

terça-feira, maio 17, 2016

Parabéns João Sousa !!!!


Parabéns!

Porquê a comunicação social não informa que o 28º melhor jogador do mundo em tenis é Português ?

domingo, maio 15, 2016

O "meu" Benfica conquistou o Tricampeonato e o 35º titulo nacional de Futebol


O Benfica cumpriu e venceu hoje o Nacional, por 4-1, garantindo a conquista do título nacional, o 35.º do seu historial, o terceiro consecutivo.

sexta-feira, maio 13, 2016

Nenhum contrato protege a criança nas barrigas de aluguer, diz especialista

Ana Sofia Carvalho, professora da Universidade Católica especialista em bioética, critica as duas leis que vão a votação esta sexta-feira, mostrando que não respeitam os direitos da criança.

O projecto de lei da “maternidade de substituição”, que será votado esta sexta-feira no Parlamento, não protege os superiores interesses da criança, afirma a especialista em bioética Ana Sofia Carvalho.  
A professora da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, elenca os problemas resultantes do projecto do Bloco de Esquerda, que poderá ser aprovado caso haja deputados suficientes no PSD a votar a favor. “Não está previsto o que acontece, por exemplo, no caso de malformações, o que acontece quando a mulher não quer cumprir o contrato. 

Como é que se garante que este contrato não vai ser objecto de transacções financeiras?", questiona. Ana Sofia Carvalho aponta "uma série de articulados nesta lei que constituem uma ameaça séria aos direitos e ao melhor interesse de uma criança nascida através de uma situação desta natureza". "Aquilo que está em discussão neste momento não garante de forma nenhuma o melhor interesse da criança”, explica, sublinhando que o problema não é sequer remediável com alterações à lei: “Eu não acredito que possa existir um contrato ou que se possa redigir uma legislação que permita utilizar esta técnica, garantindo o maior interesse da criança, mas a verdade é que esta, que está em discussão, não garante, certamente, porque existem uma série de lacunas que do ponto de vista ético não são admissíveis, tanto que o Conselho Nacional de Ética foi unânime em votar contra esta lei que estava a ser discutida.

” Ana Sofia Carvalho começa logo por se opor ao nome do projecto, que designa a prática que veio a ser conhecida popularmente como “barrigas de aluguer” como “maternidade de substituição”. “O Conselho Nacional de Ética já tinha proposto num parecer anterior a mudança e uma das propostas legislativas, realmente, contempla essa mudança, que em vez de ser maternidade de substituição seja gravidez de substituição, porque a maternidade é insubstituível. O que se pode substituir é a gravidez, mas evidentemente que não a maternidade.” PMA polémica

Também esta sexta-feira, serão votadas as alterações propostas para a lei da Procriação Medicamente Assistida. Actualmente, estas técnicas são vistas como subsidiárias aos esforços naturais de um casal para engravidar, ou seja, apenas são permitidas para casais que não conseguem conceber por causa de problemas de saúde, ou infertilidade. Com as alterações uma mulher solteira, ou duas mulheres numa relação homossexual, poderiam recorrer às técnicas para ter filhos. Novamente, aqui, ficam sem protecção os interesses da criança, considera a especialista. “Não se percebe nunca como é que os direitos da criança a nascer vão ser respeitados, nem se percebe quais são os critérios de acesso às técnicas – se deve haver uma prioridade diferente para este tipo de situações relativamente a uma situação caracterizada como de doença, como são os casos de infertilidade. Nem se percebe algumas questões relacionadas com a doação pós-morte.

 Portanto há uma série de questões éticas que merecem e deveriam ter tido uma reflexão séria e muito profunda, que não estão salvaguardadas na legislação em discussão.” No seu entender nem sequer se aproveitou para reverter um aspecto da actual lei de PMA que viola os direitos das crianças e que tem a ver com o anonimato dos dadores. “Noutros países reverteram esta lei da confidencialidade absoluta das doações de gâmetas e está previsto que se a criança tiver vontade de conhecer o dador do seu material biológico pode fazê-lo, como está salvaguardado na declaração dos interesses da criança, que é o direito da criança conhecer o seu património genético”.

 As duas leis, da PMA e das “barrigas de aluguer” vão a votação esta sexta-feira. A esquerda deverá aprovar as alterações ao PMA mas o PCP vai votar contra as “barrigas de aluguer”. Contudo, o PSD, apesar de dar sentido de voto contra permite aos seus deputados votarem a favor se assim o entenderem e é por isso possível que haja pelo menos 15 a fazê-lo que compensem o voto contra dos comunistas. Pedro Passos Coelho já admitiu, aliás, que vai votar a favor da proposta do Bloco de Esquerda.

Fonte : RR

terça-feira, maio 10, 2016

O destino



Ainda que um homem misture a cal, é sempre Deus o construtor. O destino mistura as cartas, mas somos nós a jogá-las. Juntámos duas frases distantes entre elas quase três milénios, mas tematicamente complementares.

A primeira provém da antiga cultura egípcia: trata-se de um dito da Sabedoria de Amen-em-ope, escrito do século IX-VIII a.C., que deixou um importante traço também na Bíblia (no livro dos Provérbios 22,17 - 24,22).
A segunda citação está presente nos Aforismos da Sabedoria do Viver, do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860). São duas as perspetivas com que se examina o destino ou, para o crente, a Providência. De um lado, exalta-se a eficácia da ação humana, com a sua liberdade; do outro, reconhece-se que existe qualquer coisa, ou Alguém, que nos ultrapassa e que intervém no projeto da história humana.
Esta duplicidade deve conservar-se, segundo um equilíbrio que não é nem garantido nem simples. É preciso continuar a misturar a cal necessária para a construção do edifício da nossa existência, trabalhando com empenho e responsabilidade. Mas deve ter-se também a consciência de que não somos os únicos árbitros do resultado: não só porque nos apoia a graça divina, mas também porque há um mistério no projeto global do ser e da história.

Temos, portanto, nas mãos cartas que não valem uma sequência lógica e definida, mas somos nós que as devemos jogar com inteligência e habilidade para que obtenham um resultado positivo. Os extremos da resignação desencorajada, convencida de que os jogos já estão todos decididos, e da eficácia orgulhosa, certa de que tudo depende de nós, devem por isso ser evitados.

 A vida é dom e compromisso, é surpresa e certeza, é aceitação e reação ao mesmo tempo.

 P. [Card.] Gianfranco Ravasi In "Avvenire"

Fonte :Pastoral da Cultura

terça-feira, maio 03, 2016

Em sintonia com o Papa Francisco



Os meios de comunicação social, as redes sociais e até alguns meios de comunicação católicos estão em grande debate sobre recente exortação pós-sinodal do Papa Francisco: Amoris Laetitia, “Sobre o amor na família” no seguimento da terceira e quarta assembleias gerais do Sínodo dos Bispos, em Outubro de 2014 e de 2015 respectivamente.

Tendo em consideração que tem suscitado uma grande diversidade de reacções e até de ataques e críticas ao Papa dentro da própria igreja, debrucei-me sobre a exortação, li e meditei-a durante uma semana. Só confirmei aquilo que já sabia, o Papa Francisco é um homem bom, de grande inteligência e que através deste documento, pós-sinodal, não propõe uma nova doutrina e disciplina, mas aplica a doutrina de forma firme e convicta para a situação do mundo no momento.

Uma boa leitura de um documento com mais de 300 parágrafos com as considerações do Santo Padre, onde se destaca todo o seu humanismo e compreensão para algumas questões «em cada país ou região, é possível buscar soluções mais inculturadas, atentas às tradições e aos desafios locais. De facto, as culturas são muito diferentes entre si e cada princípio geral (…), se quiser ser observado e aplicado, precisa de ser inculturado”» (AL 3). Este princípio de inculturação revela-se como muito importante até no modo de articular e compreender os problemas, modo esse que, sem entrar nas questões dogmáticas bem definidas pelo Magistério da Igreja, não pode ser «globalizado».

Veja aqui na íntegra a exortação pós-sinodal: http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/apost_exhortations/documents/papa-francesco_esortazione-ap_20160319_amoris-laetitia.html 

Cláudio Anaia