quarta-feira, agosto 25, 2010
Isto chama-se FORÇA DE VONTANDE
Vinod Thakur é um rapaz indiano, com 21 anos, que nasceu sem pernas, mas isso não é impedimento para dançar breakdance. Thakur concorreu ao India´s Got Talent, um concurso de televisão onde se caçam talentos, e o júri do programa apurou-o para a próxima fase.
Thakur aprendeu a andar com as mãos rapidamente. Começou a praticar a modalidade da dança, já que tinha o sonho de fazer breakdance: ““Ele descia as escadas mais rápido que os seus colegas de escola”, contou Kmata Chopra, a sua professora.
Actualmente é uma estrela no local onde vive, East Delhi, na Índia e está entusiasmado com a próxima fase do concurso: “Estou ansioso pela próxima fase. Tenho tido muito apoio dos meus amigos e família”. “Eles querem sentir-se orgulhosos e vou dar o meu melhor”, acrescentou.
Além disso, na região de East Delhi, não só o apoiam, como pedem que ensine uns passos de dança: “Depois de me verem na televisão, as pessoas mudaram a opinião que tinham sobre mim. Algumas até me pediram para ensinar aos seus filhos”, disse Thakur à imprensa britânica.
domingo, agosto 22, 2010
Passe bem !
Nos últimos anos, todas as políticas dominantes foram no sentido de atacar a família, de a desestruturar e de dificultar que os casais tenham filhos. Na mesma semana da notícia do fecho das escolas, foi promulgada a lei das uniões de facto. Esta lei vem no seguimento de toda uma legislação concebida para considerar a instituição familiar - ou, como escreveram Marx e Engels, a «família patriarcal-burguesa» - algo de obsoleto.
Senão, vejamos. O aborto passou a ser considerado um direito, o que teve como consequência imediata transformar-se num banal método anticoncepcional. Da legislação que existia em Portugal e que apenas pretendia evitar a prisão das mulheres que, perante um drama que por vezes acontece nas curvas da vida, partiu-se para esse caminho e os resultados estão à vista. Hoje, há jovens mulheres que banalizaram o aborto na sua vida e já realizaram dois ou três abortos legais, desde que a lei foi aprovada, em hospitais públicos, ou em clínicas espanholas. Alguns dos inspiradores da lei já vieram, alarmados, penalizar-se pelos resultados da lei que fizeram e reconhecer que nem conseguem que essas jovens passem, depois de abortar, por uma consulta de planeamento familiar. Voltam apenas, pouco tempo depois, para um novo aborto. Um direito nunca pressupõe culpa e a lei aprovada banalizou o aborto a pedido, sem drama , sem culpa, como se não existisse uma vida interrompida.
Em simultâneo, facilitou-se de tal forma o divórcio sem qualquer salvaguarda da parte mais frágil do casal: os filhos e (quase sempre) a mulher, surgindo dramas terríveis de casamentos desfeitos com um «passa bem». Os filhos vêem-se de repente transformados num fardo que circula de casa em casa, sem quarto, porque o que dá mais jeito é que uma semana «chateiem» um, outra outro e, muitas vezes, ainda rodem pelos vários avós. As crianças deixaram de ser, tantas vezes, o centro do vida familiar para se transformarem em novos nómadas e as mulheres em novos pobres, «despedidas» mais facilmente que qualquer empregado sindicalizado.
Do ponto de vista fiscal, o casamento e os filhos penalizam quem tem a ideia antiquada de casar e imagine-se… ter filhos e ter uma família. As uniões de facto estão de tal forma equiparadas ao casamento que o melhor para quem não deseja nenhum compromisso é mesmo garantir, publicamente, em notário que, apesar de solteiro, viúvo ou divorciado, vive só, assegurando que ninguém entra lá em casa. Homem ou mulher.
O casamento civil foi, assim, equiparado à união de facto, transformado num contrato a (curto) prazo, quando já tinha sido recentemente equiparado o casamento de homossexuais com o de heterossexuais. Com filhos ou sem filhos, o importante é, na ideologia dominante, acabar com a opressão da família burguesa.
Não modernas as teorias que originaram estas leis mas, felizmente, também não corremos ainda os riscos das teses extremistas do fim da família, teorizado por Marx e Engels como um objectivo de luta. Marx escreveu que «a primeira divisão do trabalho é a de homem e mulher para a procriação de filhos». Engels cita-o e acrescenta que «a primeira oposição de classes que aparece na história coincide com o desenvolvimento do antagonismo de homem e mulher no casamento singular e que a primeira opressão de classe coincide com a do sexo feminino pelo masculino» (in A Origem da Família, da Propriedade e do Estado, F. Engels.).
No seguimento desta teoria, nasceram as feministas radicais com a Kolontai e o ataque à família levado a cabo nos países comunistas que foi um dos maiores atentados aos direitos humanos nesses países. Na URSS, os pais não faziam férias com os filhos. Os filhos passavam férias nos Pioneiros, enquanto os pais seguiam para as férias nos sindicatos. Na China de Mao Tse-Tung, além de ser proibido pelo Estado ter mais que um filho e o aborto ser obrigatório, chegou-se ao ponto de proibir as cozinhas nas casas das famílias e de se ter de comer e cozinhar nos refeitórios comunitários. Refeitórios masculinos e femininos.
Com leis que dificultam cada vez mais ter filhos, com modelos dominantes desestruturantes da família, ainda há quem proteste por se fecharem escolas, creches, ATL, maternidades, jardins-escolas? Espantoso é que ainda haja quem seja feliz e acredite no futuro, olhando e vivendo filhos e netos.
Zita Seabra
terça-feira, agosto 10, 2010
Padre skater faz sucesso no Youtube
Se não fosse pecado, muitos skaters teriam inveja da perícia do padre Zonltan Lendvai sobre a tábua. De batina negra até aos pés, o pároco húngaro descobriu neste desporto radical uma forma de atrair mais jovens para a igreja. Na internet já ultrapassou 450 mil visitas. Veja o vídeo.
A pequena cidade húngara de Redics ganhou outra agitação desde que o padre Zoltan Lendvai se transformou numa estrela do YouTube.
Fonte : JN
quinta-feira, agosto 05, 2010
Bill Gates convence 40 milionários a doar 50% da fortuna

Os milionários Bill Gates e Warren Buffet anunciaram hoje que contam com as assinaturas de 40 indivíduos e famílias norte-americanos que se comprometem em doar metade das suas fortunas para a caridade.
O The Giving Pledge ('o compromisso para dar', numa tradução literal) foi um projecto lançado há seis semanas pelo fundador da Microsoft e o famoso investidor.
A ideia é conseguir o compromisso dos mais ricos de que metade da sua fortuna será aplicada em acções de caridade ainda durante a sua vida ou a título póstumo.
Entre os milionários que subscreveram a campanha estão, segundo o site oficial, o mayor de Nova York, Michael Bloomberg, o executivo do sector de entretenimento Barry Diller, o co-fundador da Oracle Larry Ellison, o magnata do sector energético T. Boone Pickens, o magnata dos media Ted Turner, bem como os famosos investidores David Rockefeller e Ronald Perelman.
A organização afirma ainda que muitos dos subscritores se comprometeram a doar mais de metade da sua fortuna, o mínimo pedido.
No entanto, ressalva o The Giving Pledge, este é um 'compromisso moral', sem qualquer valor legal.
Bill Gates, junto com a sua mulher, Melinda, criou a maior fundação do mundo para acções de caridade e ajuda aos povos necessitados. Warren Buffett doou, em 2006, 99 por cento da sua fortuna à Fundação Bill e Melinda Gates.
segunda-feira, agosto 02, 2010
O princípio do fim

Em 2010 já deveria ser tempo de percebermos que o facto de determinada actividade ser uma tradição não deve ser, obrigatoriamente, sinónimo de que esta seja algo de bom, defensável e perpetuável. Simplificando, as boas tradições devem ser preservadas, e as más devem ser lamentadas e reduzidas ao seu lugar na história. Dizem os defensores da tauromaquia que Espanha é "O país da afición", mas a verdade é que a "aficionada" Espanha, ao longo dos últimos anos, e em resposta a várias sondagens que têm vindo a ser feitas nesse país, tem dito que cada vez tem menos interesse nesse tipo de evento. Essa "aficionada" Espanha - dizem os números oficiais - tem cada vez menos público nas praças de touros, e, ainda, é nessa mesma "aficionada" Espanha que cada vez há mais grupos locais, nacionais, e até internacionais, a fazerem campanhas de sensibilização para o horror que é a tauromaquia, levando a que cada vez mais localidades deixem de incluir animais nas suas fiestas. Têm sido estas pequenas grandes vitórias que, somadas à pioneira proibição das touradas nas Canárias (em 1991), têm demonstrado ao mundo aficionado das touradas que Espanha já não é "O país da afición".
A prova acabada de que a indústria da tauromaquia tem os dias contados em Espanha é a recente (do passado dia 30 de Julho) proibição das touradas na região da Catalunha. Depois da apresentação de uma Iniciativa Legislativa Popular (ILP) que pedia esta proibição, e de muitos meses de trabalho árduo por parte das organizações abolicionistas que trabalham em Espanha, o "sim" ganhou. O "sim" à razão, à civilidade, à cultura, ao respeito, ganhou. E, com ele, ganhou o movimento de defesa dos direitos dos animais, e, mais do que tudo, ganharam os animais que não serão utilizados por essa indústria macabra que os cria somente para os humilhar, ferir e matar, satisfazendo assim a avidez de sangue de um grupo cada vez mais pequeno de pessoas. Esta decisão não é apenas o princípio do fim das touradas naquele país, cremos. Ela representa, na verdade, a primeira peça do dominó, aquela que é empurrada para cima das outras e que as faz a todas tombar, uma a uma. As restantes peças são os restantes oito países (dois deles na Europa) onde a tauromaquia ainda existe, e esta é uma certeza: As touradas estão a começar a acabar!
Grupos de outras regiões espanholas estão já a avançar com as suas próprias ILP, as campanhas pela abolição da tauromaquia estão, e serão, cada vez mais fortes e mais apoiadas por países que, tendo uma noção de civilidade que ainda não temos, estão de olhos postos em nós, e utilizarão todas as formas possíveis para que esta lamentável peça da nossa cultura seja eliminada. Em Portugal, e já não é de agora, a indústria lamenta a falta de público nas praças, e afirma a necessidade de se levarem praças desmontáveis a localidades que não têm qualquer tradição tauromáquica. Estes são sinais de decadência de um negócio que já não é o que era, que cada vez é mais impopular e que não está a saber aceitar que o seu tempo acabou.
A história tem-nos mostrado que os movimentos sociais de defesa de minorias, que em determinada altura são ridicularizados, combatidos e atacados, têm, aos poucos, vencido as batalhas da justiça contra a injustiça, da razão contra a brutalidade, e estamos certos de que o mesmo sucederá com o movimento de defesa dos direitos dos animais não humanos. O respeito por quem partilha o planeta connosco e a capacidade de aceitar essa partilha sem o preconceito especista que impera são objectivos que defendemos e perseguimos com veemência. Pela parte da organização que represento, posso reiterar o compromisso de que continuaremos a desenvolver o mesmo esforço de sempre na defesa dos animais, continuando, claro está, a trabalhar pelo fim da tauromaquia. Assim, e já no início do próxima sessão parlamentar, a ANIMAL conta dar início a uma inédita campanha pela abolição desta actividade em Portugal.
Rita Silva, Presidente da associação ANIMALdomingo, agosto 01, 2010
Verão de sonho

| Agosto, o mês que todos esperam, sonham e preparam ao longo de todo um ano de trabalho. Em cada ano procuramos superar o vivido no ano anterior, e planeamos aquelas férias inesquecíveis, que durante alguns dias nos farão esquecer a dureza ou monotonia do dia-a-dia. Será que em Agosto tudo se torna cor-de-rosa, luminoso e fácil? Afinal para que servem verdadeiramente as férias? Para alguns é a oportunidade para por de lado o trabalho e as preocupações, uma espécie de balão de oxigénio no meio dos afazeres e obrigações diárias. As férias podem igualmente ser vividas como aquele prémio que dá sentido ao esforço de um ano inteiro, a própria razão de ser daquilo que investimos no quotidiano. Ou então, podemos aproveitar este tempo para descansar e acertar os ritmos interiores, parar e olhar para trás agradecidos, encarar o futuro com esperança. O mês de Agosto não tem de ser espectacular, idílico, perfeito. Como diz a sabedoria popular: quem tudo quer, tudo perde. Há com certeza espaço para sonhar alto e arriscar, mas sobretudo somos convidados a descobrir o que é verdadeiramente essencial nestas férias. As dificuldades e a crise económica não desaparecem, a tristeza e a amargura daqueles que nos são próximos e estão a atravessar momentos mais difíceis pedem o nosso consolo, o sofrimento e a injustiça em tantos lugares do mundo continuam aí, a reclamar a nossa atenção. Este mês, em vez das duas edições quinzenais, o essejota.net propõe-lhe uma edição única, com contribuições de todas as secções, para ler, ver, escutar, mas também reflectir e meditar. Trata-se de um convite a saborear este tempo, sem fugas nem ilusões, centrados naquilo que importa verdadeiramente, naquilo que tem futuro. Boas férias! | |
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