sexta-feira, maio 29, 2009
Cristianismo tecnológico
Myspace utilizado para recrutar fiéis
O perfil no sitio do Myspace tem testemunhos reais das opções feitas por membros da igreja. O cristianismo tecnológico vive nas redes sociais, onde a proclamação do evangelho é feita através do download de vídeos e de orações em mp3.
A igreja está consciente da importância desta forma de comunicar e as dioceses e paróquias estão empenhadas em alimentar esta evangelização virtual. Paulo Rocha, Director da Agência Ecclesia, dá-nos o exemplo do padre Júlio Grageia, que desde os anos 90 criou um site com centenas de seguidores.
As celebrações religiosas têm cada vez mais lugar na Internet. Missas e mensagens religiosas são colocadas no Youtube registando milhares de visitas.
Igreja do futuro
Há mesmo quem se questione até onde é pode ir o cristianismo tecnológico ? Estaremos a caminhar para um futuro onde, por exemplo, a remissão dos pecados poderá ser feita online? Segundo o padre João Caniço, “neste momento, em 2009 não é, mas não sabemos o que vai acontecer daqui a três ou quatro anos”.
Entre 2000 e 2006 o número de padres diminuiu 8% em Portugal. O cristianismo tecnológico pode ser uma realidade e uma forma de combater a crise de vocações.
Notícia da SIC Notícias, 27.5.2009
quarta-feira, maio 27, 2009
Onde posso entregar roupa ?

LOJA EM CARNIDE
R. Manuela Porto, 13-A
Sábados
15H às 17H
Sede da Cáritas de lisboa
Av. Sidónio Pais, nº 20 – 5º Dtº
Segunda a Sexta-feira
9H às 17H
LAR DA BAFUREIRA, na parede
Rua Camilo Dionísio Álvares, nº 565
Segunda a Sexta-feira
9H às 17H
No caso de empresas e instituições que queiram recolher bens oferecidos por um grupo significativo de pessoas, mas não tenham transporte próprio, será possível encontrar uma solução com a Cáritas através do telefone 213 573 386.
R. Manuela Porto, 13-A
Sábados
15H às 17H
Sede da Cáritas de lisboa
Av. Sidónio Pais, nº 20 – 5º Dtº
Segunda a Sexta-feira
9H às 17H
LAR DA BAFUREIRA, na parede
Rua Camilo Dionísio Álvares, nº 565
Segunda a Sexta-feira
9H às 17H
No caso de empresas e instituições que queiram recolher bens oferecidos por um grupo significativo de pessoas, mas não tenham transporte próprio, será possível encontrar uma solução com a Cáritas através do telefone 213 573 386.
O que posso entregar?
A Cáritas de Lisboa está disponível para receber roupa, calçado e acessórios de homem, mulher e criança; roupa de casa e roupa de cama, em bom estado, lavada e passada, que possa prontamente ser oferecida a quem dela necessita.
Antes de dar, pergunte-se: “Se me dessem, eu seria capaz de usar isto?” Se a resposta for sim, então é porque outras pessoas certamente também dirão sim.
Será muito útil:
Roupa e calçado de criança – Calçado como novo e roupa de menina ou de menino – camisolas, casacos, t-shirts, saias, vestidos, calças, fatos de treino, blusões, pijamas, casacos, etc.
Roupa de bebé e acessórios – Bodies, babygrows, lençóis, fraldas, chuchas novas, biberons não usados, etc.
Acessórios de criança – Chinelos, gorros, chapéus, fitas para o cabelo, ganchos, etc.
Roupa de grávida – Calças, camisolas, saias, etc.
Roupa de mulher – Saias, vestidos, calças, t-shirts, tops, camisolas, fatos de treino, blusões, pijamas, etc.
Roupa de homem – Calças, camisolas, pólos, t-shirts, sweaters, fatos de treino, blusões, pijamas, etc.
Roupa interior nova – meias, cuecas, soutiens
Roupa de casa – panos de cozinha, toalhas turcas, toalhas de mesa, lençóis, colchas, etc.
Não tem utilidade:
· Roupa rasgada, manchada, obviamente fora de moda
Sapatos muito usados
Roupa interior usada
Roupa com fechos partidos, com falta de botões ou molas estragadas
Roupa muito usada.
Juntos podemos fazer a diferença. Juntos podemos oferecer esperança. Contamos convosco!
Grupo de voluntários :
Av. Sidónio Pais, nº 20 – 5º Dtº ** T: 213 573 386 ** Fax: 213 573 565 **
caritalisb@mail.telepac.pt
segunda-feira, maio 25, 2009
A pobreza... se quisermos que seja!

Num bairro pobre de uma cidade distante, morava uma menina muito bonita. Ela frequentava a escola local. A sua mãe não tinha muito cuidado e a criança quase sempre se apresentava suja. As roupas dele eram muito velhas e maltratadas.
O professor ficou atormentado com a situação da menina
- Como é que uma menina tão bonita pode vir tão mal vestida para a escola?
Pôs de parte algum dinheiro do seu salário e, embora com dificuldade, resolveu comparar-lhe um vestido novo. Ela ficou linda no vestido azul!
Quando a mãe viu a filha naquele lindo vestido azul, sentiu que era lamentável que a sua filha, vestindo aquele traje novo, fosse tão suja para a escola. Por isso, passou a dar-lhe banho todos os dias, a penteá-la a cortar-lhe as unhas...Quando acabou a semana, o pai disse:
- Mulher, não achas uma vergonha que a nossa filha, sendo tão bonita e bem arranjada, more num lugar como este, a cair aos pedaços? Que tal ajeitar a casa? Nas horas vagas, eu vou pintar as paredes, consertar a cerca, plantar um jardim...
Pouco depois, a casa destacava-se na pequena vila pela beleza das flores que enchiam o jardim, e pelo cuidado em todos os pormenores do edifício. Os vizinhos ficaram envergonhados por morar em barracas feias e resolveram também arranjar as casas deles, plantar flores e usar tinta e criatividade.
Em pouco tempo todo o bairro estava transformado.
Um homem, que acompanhava os esforços e as lutas daquelas pessoas, pensou que elas mereciam o apoio das autoridades. Foi ao Município expor as suas ideias e saiu de lá com autorização para formar uma Comissão, a fim de estudar os melhoramentos que seriam necessários ao Bairro.
A rua, de barro e lama, foi asfaltada, e as calçadas foram calcetadas com pedras. Os esgotos a céu aberto foram canalizados e o bairro ganhou ares de cidadania.
E tudo começou com um vestido azul...
Não era intenção daquele professor consertar toda a rua, nem criar um organismo que socorresse o bairro. Ele fez o que podia, deu a sua parte. Fez o primeiro movimento que acabou por fazer com que outras pessoas se motivassem a lutar por melhorias.
Será que cada um de nós está a fazer a sua parte no lugar onde vive?
(in, Audácia Junho 07)
sexta-feira, maio 22, 2009
O sexo e os cristãos

Quando a minha filha Isabel era pequenita, gostávamos de ir às livrarias e passar longos minutos a folhear livros infantis. Algumas livrarias têm espaços preparados para crianças, onde temos a possibilidade de perscrutar um mundo fantástico de cores, sons e cheiros que nos transportam para outra realidade. Aí, pais e filhos são convidados a mergulhar na inocência de uma infância feliz.
Foi numa manhã de sábado chuvosa que me deparei com livros sobre sexualidade dirigidos a crianças de tenra idade. Curiosa, folheei alguns. Inquieta, detive-me nalgumas partes. A certa altura, um autor dizia qualquer coisa como isto: “Todos os dias a tua mãe toma um comprimidinho para não ter mais bebés. Um dia, quando a tua mamã e o teu papá resolverem dar-te um irmão, ela parará de tomar esse comprimido…”.
No meu imaginário de criança, os comprimidos tomavam-se para tratar doenças. Aliás, a minha decisão de ser farmacêutica passou exactamente por aí: por conhecer bem o corpo humano para, através dos medicamentos, poder ajudá-lo a recuperar a saúde, sem, contudo, ter de me envolver directamente na relação médico-doente, para a qual não sentia particular vocação. “Medicamento versus doença” era o mote. Mas, neste caso, a situação estava invertida: a mãe da criança do livro, saudável, tomava todos os dias um comprimidinho para… não ter bebés; donde, uma criança inteligente facilmente conclui que ter bebés é… uma doença!
Regressando ao presente, verifico que, afinal, é exactamente esta a mensagem que atravessa toda a sociedade. Mais ou menos explícita, é ideia amplamente difundida a defesa da dissociação entre sexo e procriação. Como se fossem actos independentes. Endeusa-se o primeiro, recorrendo-se ao segundo apenas quando é necessário. Uma, eventualmente duas vezes na vida. E se, por acaso, de um acto sexual resulta um bebé… “que estranho, não era suposto; há que eliminar este produto da concepção!”
Cedo percebeu Karol Wojtyla a necessidade de apontar um caminho novo ao mundo, no âmbito da moral sexual. Foi com os jovens da sua paróquia de São Floriano, em Cracóvia, que, no início dos anos 50, começou, nas suas palavras, a “aprender a amar o amor humano”. Durante 25 anos, escutou, aconselhou e acompanhou os seus jovens, que eram e se foram fazendo namorados, intelectuais, cientistas, noivos, filósofos e teólogos. E muitos casaram. Daí surgiram novas reflexões sobre o amor humano. Das suas questões e dificuldades, das muitas horas de confessionário e das conversas fora dele, nasceu um estudo célebre: “Amor e Responsabilidade”(1).
A doutrina moral da Igreja era apresentada, pela primeira vez, não em termos do que é permitido ou proibido, mas a partir de uma reflexão sobre a pessoa. No contexto dos anos 60, ele sabia que era urgente apresentar as regras da moral católica como um itinerário que conduz homens e mulheres a uma maior realização de si próprios. Mais tarde, João Paulo II aproveitaria as audiências gerais de 4.ª-feira para, semana após semana, durante mais de quatro anos (de 5.9.1979 a 28.11.1984), explorar “Amor e Responsabilidade” de uma forma muito mais alargada, incluindo o ponto de vista teológico. Procurava, deste modo, responder aos problemas pastorais nascidos da publicação da Humanae Vitae, fornecendo os esclarecimentos necessários para se poder compreender até que ponto são bem fundadas as normas éticas aí enunciadas. Nascia assim a “Teologia do Corpo”, dedicada ao amor humano no plano divino(2).
Tenho-me questionado por que razão me suscita repulsa a ideia da obrigatoriedade da educação sexual nas escolas. Teoricamente, ela seria parte de uma educação para a saúde, e, como tal, benéfica do ponto de vista da preparação das novas gerações. Mas basta olhar para os manuais propostos ou para as manchetes de jornais dos últimos dias para perceber que não se trata de verdadeira educação sexual, mas antes de uns ensinamentos sobre como fazer sexo sem fazer bebés e sem ficar doente. Falta falar de Amor. Parece que os mentores dos projectos se esquecem de que, no ser humano, os aspectos biológicos e psicológicos se complementam para dar à sexualidade um duplo significado: não só o da transmissão da vida a novos seres, como também o da expressão do amor que se estabelece entre homem e mulher. O complexo funcionamento dos órgãos sexuais masculinos e femininos sugere essa dupla finalidade, na medida em que é da própria organização do sistema sexual humano no seu conjunto que resulta a possibilidade de ocorrer ou não uma gravidez num determinado momento da vida do casal.
Diz-se, no nº 12 da Humanae Vitae, que, “pela sua estrutura íntima, o acto conjugal, ao mesmo tempo que une profundamente os esposos, torna-os aptos para a geração de novas vidas, segundo leis inscritas no próprio ser do homem e da mulher”. São estas leis da natureza que precisamos de ensinar. E de aprender. A regulação natural da fecundidade é um meio concreto para se viver a sexualidade conjugal de um modo mais pleno. Por isso, o CADC propõe-se realizar um Curso de Métodos Naturais de Planeamento Familiar já nos próximos dias 30 de Maio e 20 de Junho. E promete, para breve, o aprofundamento, em Coimbra, da Teologia do Corpo de João Paulo II.
Diz-se, no nº 12 da Humanae Vitae, que, “pela sua estrutura íntima, o acto conjugal, ao mesmo tempo que une profundamente os esposos, torna-os aptos para a geração de novas vidas, segundo leis inscritas no próprio ser do homem e da mulher”. São estas leis da natureza que precisamos de ensinar. E de aprender. A regulação natural da fecundidade é um meio concreto para se viver a sexualidade conjugal de um modo mais pleno. Por isso, o CADC propõe-se realizar um Curso de Métodos Naturais de Planeamento Familiar já nos próximos dias 30 de Maio e 20 de Junho. E promete, para breve, o aprofundamento, em Coimbra, da Teologia do Corpo de João Paulo II.
A não perder.
(1) Karol Wojtyla. “Amor e Responsabilidade”. Lisboa: Editora Rei dos Livros, 1999.
(2) Yves Semen. “A Sexualidade segundo João Paulo II”. Estoril: Principia Editora, 2006.
(1) Karol Wojtyla. “Amor e Responsabilidade”. Lisboa: Editora Rei dos Livros, 1999.
(2) Yves Semen. “A Sexualidade segundo João Paulo II”. Estoril: Principia Editora, 2006.
terça-feira, maio 19, 2009
Degradação Escolar
A "senhora doutora "professora Joaquina Rocha, da Escola EB 2/3 Sá Couto, de Espinho enganou-se na profissão. Acho que deveria ter ido para peixeira (sem ofensa para as peixeiras).
E ja agora vá dar uma volta no seu jipe, p´ra bem longe de preferência.
sábado, maio 16, 2009
Americanos contra aborto pela primeira vez em 15 anos

Pela primeira vez, em quase 15 anos, maioria de americanos pronunciou-se contra o aborto, apesar de 53% das pessoas ouvidas tolerarem, "em alguns casos", a interrupção voluntária da gravidez, segundo pesquisa Gallup publicada nesta sexta-feira.
De acordo com a sondagem, 51% dos americanos se disseram contra o aborto ("Pro-Life") enquanto 42% se mostraram a favor - um resultado inédito desde 1995, ano no qual o instituto Gallup começou a realizar regularmente pesquisas sobre o assunto.
"Isto representa uma mudança significativa em relação há um ano, quando 50% se declaravam a favor do aborto e 44% contra", explicou o Gallup, que ouviu 1.015 adultos entre os dias 7 e 10 de Maio.
quinta-feira, maio 14, 2009
terça-feira, maio 12, 2009
Mulheres portuguesas gostariam de ter em média três filhos - Estudo da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas

Se os filhos fossem apenas uma questão de vontade as mulheres portuguesas queriam ter, em média, três. Mas há vários factores que as levam a pensar ter apenas um, dois, ou mesmo nenhum, fazendo com que a média se situe apenas nos 2,1. As razões que justificam esta diferença entre desejo e concretização são descritas pela Associação Portuguesa de Famílias Numerosas num estudo publicado hoje.
Intitulada "Número de Filhos", a sondagem demonstra que "o número desejado de filhos é francamente superior a 2,1 em todas as faixas etárias". Por isso, o presidente da APFN, Fernando Ribeiro e Castro, defendeu, em declarações ao PÚBLICO, que em Portugal o que falta é "criar condições que permitam a concretização deste desejo", pois o que está em causa é a "imprescindível substituição de gerações e a sustentabilidade do país".
De acordo com o documento, mais de 50 por cento das jovens entre os 18 e os 24 anos gostaria de ter três ou mais filhos, enquanto um quarto das mulheres até aos 30 gostaria de ter quatro ou mais. Ainda assim, verifica-se uma diferença entre as pessoas que estão casadas ou que vivem em união de facto, que "parecem desejar ter menos filhos que as casadas". Apesar disso, apenas 17 por cento das mulheres pensa que concretizará o desejo de ter três ou mais filhos.
"As maiores diferenças entre o número desejado de filhos e os que pensam vir a ter estão nas mulheres entre os 25 anos e 34 anos", diz também o estudo. A principal razão é a percepção de que os "os filhos são caros e que as pessoas não têm condições para suportar alimentação, vestuário e despesas escolares".
Licença parental não é o mais importante
Além das questões financeiras, as pessoas entrevistadas admitem que é difícil encontrar um trabalho que lhes permita continuar a acompanhar os filhos e conciliar tudo com a vida conjugal. Neste ponto o presidente da APFN critica o facto de as famílias divorciadas terem mais benefícios, o que contribui para a instabilidade. Em terceiro lugar surge a ideia de "quero dar-lhes tudo aquilo que não tive" e em quarto as questões relacionadas com a habitação.
A proximidade entre casa, emprego e escola é também um dos problemas mencionados. Aqui, segundo a APFN, seria muito importante que as autarquias apostassem mais nas habitações para famílias do que para jovens, pois são os primeiros que "precisam de viver no centro da cidade", explicou o presidente da associação. "As questões relacionadas com mais licenças de trabalho são percepcionadas pelas mulheres como de última ordem", referem os autores. Sobre esta questão, Fernando Ribeiro e Castro pede uma apreciação prudente: "Isto significa que as famílias estão satisfeitas com o que foi feito neste domínio e não que o desvalorizam".
Quanto a apoios financeiros em sede de IRS que podiam contribuir para que os casais tivessem mais filhos, os pais valorizam especialmente as deduções das despesas essenciais dos filhos e de despesas com educação e habitação, assim como pedem um aumento do abono de família - que devia ser de pelo menos 100 euros por cada filho, independentemente da situação económica, estado civil dos pais ou número de irmãos. No que diz respeito a apoios escolares, os pais colocam em primeiro lugar a possibilidade de verem paga a escola ou creche que escolherem, o que para a APFN é uma questão de "liberdade" e mais barato do que "investir milhões da modernização das escolas".
Se olharmos para os dados agrupados por tendências partidárias, mantêm-se as mesmas percepções gerais. Mas as inquiridas que votaram PSD consideraram mais apelativa a opção de ficar em casa com uma remuneração, do que as mulheres que apoiam outros partidos. Esta generalização de vontades é sinal, para Fernando Ribeiro e Castro, que as necessidades dos pais são transversais às cores partidárias e que, por isso, o Governo está também a ir contra os seus eleitores.
A sondagem foi feita entre 19 de Fevereiro e 3 de Março a 829 mulheres entre os 18 e os 49 anos, residentes em Portugal e com telefone fixo. A margem de erro é de 3,5 pontos e o grau de confiança de 95 por cento.
Romana Borja-Santos
sábado, maio 09, 2009
quinta-feira, maio 07, 2009
Criancinhas

A criancinha quer Playstation. A gente dá.
A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.
A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.
A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha.
A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.
A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.
A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua.
Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher.
Desperta.
É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.
A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.
A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.
A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».
Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal. Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».
A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».
Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha? Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos.
Miguel Carvalho, na Visão Online
A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.
A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.
A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha.
A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.
A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.
A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua.
Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher.
Desperta.
É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.
A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.
A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.
A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».
Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal. Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».
A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».
Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha? Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos.
Miguel Carvalho, na Visão Online
quarta-feira, maio 06, 2009
Gianna Jessen, a Sobrevivente
Gianna Jessen sobreviveu a um aborto por envenenamento salino. Deveria estar morta, mas milagrosamente sobreviveu. Nesse discurso na Austrália, Gianna nos comove com o exemplo de sua vida.
Ver o vídeo.
segunda-feira, maio 04, 2009
Portugal, para onde vamos?

É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir
Xutos & Pontapés
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir
Xutos & Pontapés
Não quero, com este artigo, apontar dedos a ninguém, nem dizer que uns são bons e outros maus. Primeiro porque acho que todos, de uma forma ou de outra, são responsáveis e segundo porque até nem é do meu feitio. Quero apenas reflectir, com todos vós, as realidades dos nossos dias.
Começo pelos meus amigos, que acabam cursos e que andam por aí, “aos caídos”, sem empregos, à espera de vagas num hipermercado, daqueles que pagam salários indignos para enriquecer os grandes senhores do dinheiro. Não esqueço o meu vizinho que trabalhou a vida inteira e que tem uma reforma que não chega aos 400 euros.
Enquanto na televisão são anunciadas grandes obras: pontes, TGV e aeroportos, num outro lado, que nem se lembram de noticiar, estão as instituições em que trabalho como voluntário, onde se denota que o problema da fome é cada vez maior, devido ao aumento do número de utentes. Está tudo ao contrário ou será que sou eu que estou enganado?
Se vou ao hospital tenho que pagar taxas moderadoras, se tenho uma operação tenho que esperar, em alguns casos, anos a fio, mas se uma senhora quer fazer um aborto não paga sequer uma taxa moderadora, passa a frente de toda a gente e depois, no fim, tem direito a um subsídio e a umas férias que variam entre 15 a 30 dias, tudo com o dinheirinho dos nossos impostos.
Ando na política há muitos anos é verdade, mas a desilusão é cada vez maior. Valores, princípios e ideologia desapareceram e vejo alguns amigos que até pensam em trocar a sua liberdade por um lugarzinho, ou melhor, um “tacho”. Noutros casos tornam-se logo em novos profissionais políticos e não sabem o que é trabalhar, ponderar, fazer contas para chegar ao fim do mês.
Cresci depois de Abril e gosto de rever em vídeo, com alguma regularidade, a revolta de um povo a lutar por melhores condições de vida, contra uma ditadura que oprimia homens livres, homens que lutavam. Hoje, vejo homens sem atitude, mais preocupados em “lixar” o parceiro para se safar…
Observo tudo a andar do avesso, o vigarista, o malandro a safar-se, a ficar bem na vida com bons carros, boas casas, a não pagar impostos……enquanto o “desgraçado”, aquele que trabalha, com suor e lágrimas, às vezes mal tem para comer.
Mas o que é isto? Os senhores do capital fazem falcatruas e safam-se, uns putos fazem uns downloads na internet e já têm um processo!
Qual foi o maior fracasso do 25 de Abril? Dois milhões de pobres. Em cada 10 portugueses dois passam fome. Vivemos numa democracia falhada!
Agora até já criaram uma lei em que quem quer recorrer à justiça (o que é isso?) tem que ter dinheiro e pagar logo desde o inicio. Sim, porque se não há “papel” pode esquecer a justiça. Isto é o “Quem pode, pode. Quem não pode, tem azar!”. Será isto, o que chamam de democracia?
Numa revolução, em que ergueram cravos em vez de armas, clamavam ideais que ficaram por isso mesmo…meras palavras. O 25 de Abril é uma fraude e quem o fez deve sentir-se frustrado porque não conseguiu abolir as barreiras entre o poder e o povo. O país contínua dividido entre o poder e o saber, entre a pobreza e a ignorância.
A verdade é que os séculos vão passando e as águas renovam-se, enquanto o povo continua impávido e sereno assistindo como plateia à sua própria degradação. O português é temeroso, passivo e raramente dá o passo em frente, afrontado pelo medo da mudança.
Apesar não haver ninguém como nós, portugueses, para gritar. Nada de diálogos. Quem fala mais alto é quem ganha. De preferência veste a pele de cordeiro e declara-se vítima, resulta quase sempre.
Porque para ir à luta, está quieto. Portugal, um país de brandos costumes, que aceita tudo de forma leviana… os sindicatos não são mais do que correntes dos pensamentos políticos que se sentam na Assembleia. Mas nada é grave. Mesmo quando um político “desvia” em proveito próprio, tornando-se manchete, e ao fim de algum tempo ainda consegue o pontapé de saída para um cargo superior.
Portugal, que apresenta no pequeno ecrã sempre as mesmas caras para comentadores políticos ou políticos comentadores. Alguém já percebeu a diferença? É que as caras são as mesmas, as críticas e as opiniões também… Mas a televisão não pára de nos surpreender, próxima grelha: Telelixo como de costume, Big Brother’s, entre outros, em detrimento do indivíduo que quer continuar sóbrio e equilibrado. Óptimo para os políticos que preferem o ignorante.
Portugal, para onde vamos? Eu tenho as minhas desconfianças … e você amigo leitor?
Cláudio Anaia
(Artigo publicado no Jornal Audiência em Abril de 2009)
sexta-feira, maio 01, 2009
o que é o Vírus da gripe suína catalogada como A/H1N1 ?

Todos os países têm na ordem do dia, a gripe suína, este blog foi a procura e aqui deixa alguns resultados :
Os pesquisadores catalogaram o vírus da gripe suína, que já provocou mais de 100 mortes no México, de A/H1N1. O H1N1 é o vírus comum da gripe humana. Vários subtipos de vírus já foram encontrados nos porcos, como o H1N2, H3N1 e até o H3N2, que passou dos humanos para os porcos.
Segundo as autoridades de saúde, o maior risco da transformação do actual surto em uma epidemia mundial - uma pandemia - não está na infecção de seres humanos por porcos, mas na transmissão entre humanos, quando o vírus sofre mutações e pode se tornar mais agressivo.
O que significa A/H1N1?
A letra A indica o tipo mais variável de vírus, com potencial de fazer adoecer o maior número de pessoas. Os vírus da gripe humana são classificados em A, B ou C, de acordo com esse critério.
A letra H, de H1N1, é a inicial de hemoglutinina, uma proteína localizada na superfície externa do vírus e que ele utiliza para se fixar nas células humanas. O nome vem da aglutinação das células do sangue.
A letra N, de H1N1, é a inicial de neuraminidase, uma proteína que quebra os açúcares da célula sob ataque para liberar novos vírus.
Como as duas proteínas localizam-se no lado externo do vírus, são elas que o sistema imunológico detecta e que os cientistas procuram alvejar na busca por formas de matar o vírus.
Existem 16 tipos de hemoglutinina e 9 tipos de neuraminidase. Apenas as hemoglutininas 1, 2 e 3 ocorrem nos seres humanos (daí os H1, H2 e H3 nas denominações dos vírus). Da mesma forma, apenas as neuraminidases N1 e N2 são frequentes no ser humano.
Os outros tipos são encontrados em aves. Como não ficam gripadas - os vírus atacam seu sistema digestivo e não o sistema respiratório - as aves migratórias misturam os vírus em escala mundial.
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