
Ainda não há dois meses, o petróleo marchava decidido para os 150 dólares o barril. Eis que já vai nos 106/108 dólares. Parece que todas as previsões são contrariadas, nestes dias que correm. As bolsas não são seguramente o melhor miradouro.
A instituição liderada por Daniel Yergin, considerado um dos maiores especialistas mundiais na economia do petróleo, lançou recentemente um estudo sobre o futuro da energia (http://www.cera.com/aspx/cda/public1/home/home.aspx) e relembra-nos que o planeta trilha uma série de tendências que não se apagam com o petróleo a 100 dólares.
O estudo identifica cinco mega-tendências, entre as quais o domínio do carvão, o desenvolvimento das tecnologias limpas da energia e a manutenção da escalada de custos da produção, não só porque o sector petrolífero tem de se virar para as fontes não convencionais - se quiser continuar a fornecer em quantidades suficientes -, mas porque lhe falta coisas tão básicas como mão-de-obra qualificada.
Fica a aposta de que um jovem que se licencie este ano em engenharia do petróleo conseguirá um salário mais elevado do que um que saia de uma das universidades mais elitistas dos EUA direitinho para Wall Street.
Lurdes Ferreira