quinta-feira, dezembro 28, 2006



Um não dito com convicção é melhor e mais importante
que um sim dito meramente para agradar, ou,
pior ainda, para evitar complicações
(M. Gandhi)


segunda-feira, dezembro 25, 2006

Um Santo Natal



Para que neste Natal continuemos como sempre, a defender o mais importante dom de todos : A VIDA

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Curiosidade :


Uma mulher britânica com dois úteros pode ter sido a primeira no mundo nessa condição a dar à luz trigêmeos.

Hannah Kersey, de 23 anos, da cidade britânica de Northam, teve as gêmeas univitelinas Ruby e Tilly, nascidas um mesmo útero, e a outra, Grace, nascida do outro.
Os bebês vieram ao mundo em setembro, sete semanas prematuros, e tiveram de permanecer no hospital por nove semanas após o parto por cesariana, mas já estão em casa.
A chance de trigêmeos nascerem de dois úteros é de cerca de uma em 25 milhões.
Estima-se que há apenas 70 casos no mundo inteiro de mulheres que ficaram grávidas em dois úteros.
No caso de Kersey, os bebês foram gerados a partir de dois óvulos diferentes. Cada um foi fertilizado aproximadamente ao mesmo tempo por dois espermatozóides diferentes e se fixou em cada útero.
Um óvulo se dividiu, produzindo as gêmeas univitelinas (idênticas) Ruby e Tilly. O outro gerou um único bebê, Grace.

Noticia: BBC

domingo, dezembro 17, 2006

Jovens pelo Não

Cerca de quatro dezenas de jovens reuniram-se para a apresentação do movimento Diz Que Não

"Acreditamos que entre 1998 e 2007 a vida não perdeu valor, pelo contrário, é mais evidente e observável." Foi com esta frase que Manuel Nobre Gonçalves, de 20 anos, justificou a criação do movimento Diz Que Não, constituído por jovens, que pretende apelar ao "não" no referendo de dia 11 de Fevereiro sobre a interrupção voluntária da gravidez (IVG) até às dez semanas.

Na apresentação do movimento, em Lisboa, no Bar do Rio, os jovens questionaram a validade das dez semanas como prazo para interromper uma gravidez. "Queremos que as pessoas compreendam que não há razoabilidade quando através de legislação se estipula que a vida até às dez semanas não tem valor e a partir das dez semanas já tem", afirmou Manuel Nobre Gonçalves, que também é um dos representantes do Diz Que Não, perante cerca de quatro dezenas de jovens.

E questionaram a legitimidade do Estado para definir o prazo da IVG. "Qual é a racionalidade desta lógica? E quem tem legitimidade para estipular o prazo de validade de uma vida? O Estado?" O Diz Que Não afirma que um dos motivos da criação do movimento é a necessidade de mostrar que existe uma juventude "que não compreende que a vida tenha um prazo de validade e consequentemente, algures, não tenha valor". Defendendo que a IVG é um drama humano, consideram que ela não é um método contraceptivo, nem uma luta política. Brigadas Diz Que NãoO movimento pretende fazer uma campanha moderna virada para os jovens, principalmente para os que não tinham idade para votar em 1998. "É o voto dos jovens que pode dar um rumo diferente a este referendo", afirmou Catarina Almeida, 20 anos, outra das representantes do Diz Que Não.

Para passar a mensagem o Diz Que Não vai realizar várias sessões de esclarecimento em locais onde se concentram, habitualmente, os jovens (universidades e escolas) e desenvolver acções de sensibilização "que despertem a atenção de toda a gente para a importância de valorizar a vida". A campanha do Diz Que Não será operacionalizada através das Brigadas Diz Que Não, compostas por grupos de jovens voluntários. "As Brigadas Diz Que Não vão andar na rua, identificadas com o movimento, em locais onde se encontram outros jovens, onde desenvolverão acções de esclarecimento e sensibilizarão o público para a questão da valorização da vida", afirmou Marta Pestana, 20 anos, também representante do movimento

quarta-feira, dezembro 13, 2006

segunda-feira, dezembro 11, 2006


Se cruzarmos o que dizem os responsáveis pela oferta do Serviço Nacional de Saúde com a ponderação do número de abortos que terão lugar anualmente no País a conclusão é só uma: se o referendo der o ‘sim’ à legalização, está em marcha mais um excelente negócio privado pago com dinheiro dos contribuintes.

O serviço público não tem capacidade de resposta para um mínimo de 25 mil abortos que terão lugar anualmente em Portugal. Este tipo de intervenção médica não é passível de lista de espera. Logo, o que o Estado vai fazer é canalizar largas verbas para as clínicas privadas que se preparam para abraçar o negócio.A este passo do raciocínio, ecoa-me aquele extraordinário argumento dos que defendem a eutanásia: como pode um Estado negar o direito à morte a quem a pede de forma consciente e sustentada se, por outro lado, nega o direito à vida aos que ainda não têm voz?Na casa dos princípios, quando se abre uma porta o vento não mais pára de soprar.

Octávio Ribeiro

In Correio da Manhã – 10. 12. 2006

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Aborto a pedido ? Não .


O Grupo de Cidadãos "Aborto a pedido? NÃO!", anunciou hoje, em Coimbra, que pretende dar um contributo "sereno e determinado" para a campanha do referendo, esclarecendo os aspectos éticos, médicos, sociais e jurídicos relacionados com o aborto. Apresentado hoje em Coimbra, o grupo promete que "procurará contribuir para o debate, de forma serena e determinada, promovendo o esclarecimento dos as pectos éticos, médicos, sociais e jurídicos relacionados com a questão do aborto e sua liberalização".

Entre os 54 mandatários do grupo - que se classifica como "supra-partidário, trans-confessional e inter-classista" - figuram o director do Centro de Cirurgia Cardiotorácica dos Hospitais da Universidade de Coimbra, Manuel Antunes, o pioneiro em Portugal dos transplantes renais, Linhares Furtado, e os antigos presidentes da Assembleia da República e do Tribunal Constitucional Barbosa de Melo (PSD) e Cardoso da Costa, respectivamente. A cabeça de lista do PS pelo círculo de Coimbra, Matilde Sousa Franco, o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, o professor da Faculdade de Direito de Coimbra Jonatas Machado e o pediatra Jorge Biscaia, do Conselho Nacional da Ética para as Ciências da Vida, fazem também parte da lista de mandatários. "Como se vai tornando cada vez mais claro, o que está em causa, a 11 de Fevereiro, é a completa liberalização do aborto até às 10 semanas. Se a tese a referendo vingasse, o aborto até essa data não deixaria apenas de ser crime mas passaria a constituir também um direito de qualquer grávida, que o Estado deveria assegurar. Até às 10 semanas, a lei ignoraria completamente a vida da criança" , lê-se no manifesto constitutivo. No documento divulgado hoje, o grupo sublinha que "não existe nenhuma descontinuidade essencial na vida humana desde a concepção até à morte natural", pelo que "não tem qualquer sentido que Portugal legalize a destruição de vidas humanas durante os seus primeiros meses, a mero pedido da mãe grávida, ainda que a esta pareça não haver alternativas".

"O aborto provocado é uma chaga pessoal e social que tem de ser combatida através da promoção de uma cultura de responsabilidade e de respeito pelo valor de cada vida, tendo o Estado e a sociedade inalienáveis deveres na criação de condições para que todas as mulheres que engravidam possam ter verdadeiras alternativas de vida e não façam escolhas de morte", sustenta. Com a sua base territorial em Coimbra, o Grupo "Aborto a Pedido? NÄO!", vai desenvolver a sua actividade numa perspectiva nacional, articulando-se com outros movimentos que pugnam pela vitória do "Não" no referendo do dia 11 de Fev ereiro. Outros nomes que integram a lista de mandatários são Adriano Vaz Serra, catedrático da Faculdade de Medicina de Coimbra que preside à Sociedade Portuguesa de Psiquiatria, Cruz Vilaça, presidente do Conselho Nacional de Ética da Ordem dos Médicos, Alexandra Teté, da Associação Mulheres em Acção, e Cláudio Anaia , antigo dirigente nacional e milirtante Honorário da JS.

Os médicos Carlos Ramalheira e Nuno Freitas, o juiz Pedro Vaz Pato, a jurista Filomena Encarnação e os docentes universitários Henriqueta Coimbra da Silva (Genética), Manuel Queiró (Engenharia Civil), Margarida Caetano (Farmácia) e Ana Ramalheira (Literatura Alemã) são outros dos mandatários, todos unidos "na firme oposição à liberalização completa do aborto até às 10 semanas de gestação". "São pessoas muito diversas mas que têm em comum um passado e um presente de intervenção cívica na defesa dos seus ideais. Uma boa parte deles está ligada à região Centro e, em especial, a Coimbra", é referido na nota de divulgação da sessão de apresentação, que decorreu ao final da tarde de hoje no auditório do Instituto Português da Juventude.

Fonte: Lusa

domingo, dezembro 03, 2006

Portugal tem défice de 47 mil nascimentos/ano



Em Portugal nascem cada vez menos bebés. Contas feitas, estima-se que para uma renovação de gerações, ou seja, para que o número de partos fosse superior ao número de óbitos, seriam necessários mais 47 mil nascimentos por ano. Isto porque nas duas últimas décadas a quebra na natalidade fez com que ‘não nascessem’ 900 mil crianças.

A interpretação é feita pela Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN) face aos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) referentes ao número de nascimentos no País.O presidente da APFN, Fernando Castro, explica: “Para haver uma renovação de gerações era necessário que nascesse uma média de 2,1 filhos por cada mulher.

Para que isso acontecesse seriam necessários mais 47 mil nascimentos. Ora isso não acontece, porque a média de nascimentos por cada mulher é de apenas 1,4.”O panorama da fecundidade em Portugal é ainda mais negro, segundo Fernando Castro – pai de 13 filhos, com idades que variam entre os quatro e os 32 anos. É que desde 1983 tem-se registado uma diminuição contínua do número de partos. A consequência do défice demográfico traduz-se em números: nasceram menos 900 mil crianças.“Essa falta de nascimentos faz com que hoje se fechem escolas, a seguir as universidades também serão encerradas”, afirma.

FUTURO “DRAMÁTICO”

Fernando Castro sublinha que as perspectivas futuras “são dramáticas, uma vez que gente que não nasce não vai estar a trabalhar e por isso não haverá pessoas suficientes para pagar as pensões de reforma e contribuir para a sustentabilidade da Segurança Social”.Esta conclusão leva o dirigente da APFN a defender que o número de filhos devia ser um factor a entrar para o cálculo da pensão de reforma das famílias. Pela mesma lógica, Fernando Castro considera o referendo sobre o aborto “um disparate”.

In Correio da Manhã - 2006-12-02

sábado, dezembro 02, 2006

A Esquerda e o Aborto

Já se sabe que a questão do aborto é "complexa", "transversal" e que as habituais cartilhas políticas não bastam para indicar respostas. Ainda assim, devo dizer que estranho muito não haver, à esquerda, mais defensores do "não" no referendo. De facto, e tirando talvez alguns dos chamados católicos progressistas, não se vê ninguém. Estranho-o porque, se há ainda algo capaz de distinguir a esquerda da direita, isso devia ser a vontade de uma real transformação da sociedade e do mundo - contra os realismos-pessimismos que, no fundamental, se satisfazem com o estado de coisas vigente. Ora, tal implica, antes de mais, não capitular perante a "tragédia do facto consumado".

Por outro lado, é óbvio que esse "sonho concreto" da esquerda tem de assentar em princípios básicos de humanidade e justiça - e estes não podem deixar de começar pela protecção da vida humana.Ao invés, as esquerdas (por uma vez, todas juntas, dos centros às margens...) cedem ao facilitismo do sim-porque-sim. Paradoxalmente, erguem o aborto a "causa" pós-ideológica, enquanto se rendem à lógica utilitarista (e direitista) que tende a ver o direito como mera regulação técnica de realidades existentes e o mundo como um palco onde são possíveis breves oscilações mas jamais verdadeiras mudanças.

Leia-se Pasolini: "(...) A propósito do aborto, é o primeiro, e único, caso em que os radicais e todos os abortistas democráticos mais puros e rigorosos fazem apelo à realpolitik, e assim recorrem à prevaricação 'cínica' dos factos consumados e do bom senso. (...) Reduzem-no a um caso de pura praticidade, a encarar exactamente com espírito prático. Mas isto (como eles bem sabem) é sempre condenável."No Portugal de 2006 é claro que deve ser encontrada uma solução melhor do que a actual, e que nenhuma mulher deve ser humilhada em tribunal por uma decisão terrível e íntima de que só ela conhecerá as circunstâncias exactas - mas cair neste extremo da liberalização total não será um erro maior? E, para a esquerda, não equivalerá o "sim" à aceitação tácita de um sistema de injustiça e desigualdade de oportunidades?Não será assim que a esquerda desiste definitivamente de si própria e aceita, afinal, ser só mais uma peça no jogo do conformismo, do pessimismo, do "politicamente correcto"?

Jacinto Lucas Pires