
A Patricia País e uma menina muito especial de Coimbra e a qual reconheço grandes qualidades na profissão que exerce, Educadora Infantil.
Aqui fica um texto dela, que fala de um trabalho desenvolvido :
“Pequenos cientistas à descoberta do Mundo que nos rodeia”
Todos os seres humanos, desde que nascem, procura compreender o mundo que os rodeia e precisam de lhe dar um sentido…
(…)As crianças são extremamente curiosas e passam grande parte do seu tempo a explorar os objectos e os fenómenos à sua volta através dos sentidos e da manipulação do real, descobrindo assim o mundo. Por isso se torna natural para as crianças que a aprendizagem das ciências seja feita através de um método experimental que as implique directamente e que lhes permita, pouco a pouco, o acesso aos conceitos científicos.
Estas aprendizagens e as respostas às suas perguntas mais frequentes poderão ser feitas através de modelos simples e adequados ás suas capacidades. Reconhecendo a importância de actividades deste cariz, foi dado o lugar à ciência na nossa salinha que tem
o nome de Sala das Ciências, no Colégio de Santa Maria.
Todas a quartas-feiras, logo pela manhã, crianças e adultos põem mãos á obra para fazer mais uma descoberta, para descobrir mais um fenómeno, para saciar um bocadinho da curiosidade inerente a cada um de nós, enfim todos nos colocamos no sério papel de ir à descoberta da ciência.
O objectivo é que as crianças comecem a construir um conhecimento, por isso são envolvidas activamente na procura de respostas para a pergunta que lhes é proposta, pois é importante que se sintam implicadas e que tenham vontade de participar desde o início. As crianças expõem as suas ideias ao grupo, e o que pensam que vai acontecer.
Depois, passo as passo, e com a participação de todos, vamos pondo a experiência “de pé”. As crianças observam e tiram as suas conclusões, e no final vem a explicação científica do adulto, mas sempre dando continuidade à explicação inicial do grupo. Nunca derrotando, mas sempre reforçando e motivando, para que o espírito explorador de cada um não fique adormecido, mas sim com uma vontade constante de aprender e conhecer cada vez mais.
Fica então uma pequena sugestão de uma experiência que ficou na memória de todas as crianças da Sala das Ciências, que tinha como pergunta inicial “Como se transforma uma estrela em flor, apenas com a ajuda da água?”Claro que a primeira resposta foi a mais evidente: REGANDO!
Foi então proposto ao grupo que cada um pintasse e recortasse uma pequena estrela. De seguida, dobraram-se as pontas para o centro e vincaram-se bem para que não levantassem! Guardaram-se religiosamente as estrelas no bolso e e o grupo deslocou-se para o exterior, onde o esperavam algumas bacias com água.
Uma a uma, cada criança colocou a sua estrela na água, e, lentamente, as estrelas começaram a abrir-se, tal como uma flor abre as suas pétalas!
Nos olhos de cada um brilhava o entusiasmo, misturado com um bocadinho de surpresa! Sim, era mesmo a água que se metia nos buraquinhos do papel e fazia com que ele “inchasse” e por isso se abriam as “pétalas” da nossa estrela!
Patricia País