quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Qualquer semelhança com a realidade



Esta é uma história verídica: uma amiga estacionou o seu carrito em cima da passadeira e foi à sua vida. Passadas duas horas, quando regressou, tinha o mesmo todo riscado e com o braço do limpa-vidros traseiro totalmente destruído. No pára-brisas encontrava-se uma notinha que dizia apenas (em letra feminina): Deve julgar que os peões têm asas.

Não estacione na passadeira!!!.Imaginamos uma senhora, na casa dos 40, a atravessar a passadeira. Quando está a chegar ao passeio, repara que um carro lhe bloqueia o caminho. Furiosa com o transtorno, pensa para com os seus botões: "Que falta de civismo. Isto é uma vergonha. As pessoas não se sabem comportar e são uns incivilizados. Ah, mas isto não fica assim! Em vez de chamar a polícia, vou arrancar aqui o braço do limpa-vidros e riscar o carro todo deste selvagem".Esta pequena história, para além de dizer muito da vida sexual desta senhora, tem uma moral curiosa.

Substituam o carro por um cartoon, a passadeira pelo respeito às convicções religiosas e o braço do limpa-vidros por uma embaixada estrangeira. Curioso não é? Agora imaginem que o nosso MNE estava ali no café mesmo em frente e tinha visto todo o episódio.

Obviamente, diria apenas: "Não se deve estacionar o carro de qualquer maneira, já que o estacionamento à balda é licencioso". No dia seguinte, o marido da senhora diria aos vizinhos: "O Freitas é um gajo fixe. Já agora, e muito a propósito, gostaria de vos comunicar que estive a fazer umas contas e descobri que o Holocausto e o buraco no défice nunca existiram".

Victor Lazlo