domingo, julho 30, 2023

“LISBOA 2023”: APP OFICIAL DA JMJ JÁ ESTÁ DISPONÍVEL

 


A Fundação Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023 acaba de lançar a aplicação móvel oficial do maior encontro do Papa com jovens de todo o Mundo, a “Lisboa 2023”.

Disponibilizada pela MEO, enquanto parceira tecnológica e fundadora da JMJ Lisboa 2023, e desenvolvida pela Bliss Applications, a aplicação “Lisboa 2023” pretende apoiar a orientação e logística dos participantes no encontro, apresentando conteúdos multi-língua: a Agenda, com a programação da semana prevista para os Eventos Centrais, Festival da Juventude, Cidade da Alegria e Encontros Rise UP em tempo real; o Mapa, que permite de forma interativa localizar os diferentes eventos e visualizar os recintos e serviços de apoio. Quer na Agenda, quer no Mapa, o peregrino pode pesquisar eventos por categoria, idioma, horário, palavra-chave (por exemplo, orador) ou mesmo de acordo com a localização atual do utilizador; o Up2Pray que disponibiliza todos os conteúdos espirituais da jornada, em particular as leituras e cânticos de todos os Eventos Centrais, bem como o hino e a oração oficial da JMJ Lisboa 2023.

Reforçando o compromisso da JMJ Lisboa 2023 com a sustentabilidade, nas múltiplas vertentes da sua organização e na consciencialização dos peregrinos, a aplicação inclui também, com o apoio do Novo Verde / ERP Portugal, um Calculador da Pegada de Carbono, onde os peregrinos inscritos podem através de um questionário entender o impacto da sua participação na JMJ Lisboa 2023 ao nível de pegada de carbono. A ferramenta começa por identificar o seu impacto na deslocação até Lisboa, sendo que diariamente incentiva o utilizador a adotar comportamentos mais sustentáveis que permitem a mitigação o seu resultado inicial.

Ainda na funcionalidade do Mapa, estão disponíveis informações sobre restauração (nomeadamente os restaurantes aderentes à rede de restauração) e a localização de bebedouros e casas de banho disponíveis em toda a cidade, postos de saúde, postos policiais, entre outros serviços.

Para além de ajudar na orientação dos peregrinos sobre tudo o que está e irá acontecer ao longo da semana, a aplicação permitirá a ativação de notificações, para lembretes e avisos de última hora, e o acesso a contactos úteis e de emergência.

Todos os inscritos na JMJ Lisboa 2023, como peregrinos, voluntários, clero ou media deverão fazer o registo na aplicação “Lisboa 2023” com recurso ao QRcode da Credencial, para terem acesso ao seu perfil de utilizador, com informação diversa, como o pacote de alimentação escolhido (incluindo o voucher digital), o sector em que está alocado no Campo da Graça, no Parque Tejo, o local onde será o Encontro Rise Up em que irá participar, o calculador da pegada de carbono, o contacto do líder do grupo (se aplicável) ou a credencial digital.

Disponível gratuitamente nos sistemas Android e IOS, a aplicação “Lisboa 2023” tem conteúdos nos cinco idiomas oficiais da JMJ Lisboa 2023 (português, inglês, francês, espanhol e italiano) e estará também acessível em modo offline, permitindo o acesso à quase totalidade dos conteúdos mesmo em situações de acesso limitado à internet.

Veja a noticia aqui : https://audiencia.pt/lisboa-2023-app-oficial-da-jmj-ja-esta-disponivel/

quarta-feira, julho 26, 2023

CASA DOS PATUDOS – “A VERSALHES DAS LEZÍRIAS”

 

A Casa dos Patudos em Alpiarça é uma das casas mais fantásticas de Portugal.

No seu interior tem uma grande riqueza, com mais de 8000 obras de arte num espaço temporal de mais de 500 anos. Destacam-se as obras únicas de um tapete de arraiolos bordado a seda sobre linho datado de 1761 e o retrato do músico napolitano, Domenico Scarlatti pintado por Domingo António Velasco (Sec. XVIII).

Esta casa com 101 divisões, foi a casa de família de José Relvas, o homem que proclamou a República no dia 5 de Outubro de 1910, na varanda da Câmara Municipal de Lisboa.

José Relvas

Nasceu a 5 de março de 1858, na Golegã, numa família de proprietários rurais.
Sobre a sua formação, frequentou a Universidade de Coimbra entre 1875 e 1877, mas foi em Lisboa que veio a concluir o Curso Superior de Letras em 1880, com uma tese sobre direito feudal.
A 5 de fevereiro de 1882, casa com Eugénia Antónia de Loureiro da Silva Mendes. O casal teve três filhos, nenhum dos quais sobreviveu aos progenitores: Maria Luísa de Loureiro Relvas (1883 – 1896), Carlos de Loureiro Relvas (1884 – 1919), João Pedro de Loureiro Relvas (1887 – 1899).
A Casa dos Patudos foi residência de José Relvas desde os finais do século XIX até 1929, data da sua morte. Político, diplomata, estadista, lavrador, colecionador de arte e músico amador.
José Relvas ocupou-se da gestão das propriedades da família a partir de 1882, com apenas 23 anos. O nome Casa dos Patudos deve-se ao facto de existirem, naquela zona, muitos patos bravos.
Foi Ministro das Finanças no Governo Provisório da República entre 1910 e 1911, tendo sido ele que instaurou o escudo em Portugal, foi embaixador de Portugal em Madrid e ainda na política, destacou-se como Chefe de Governo e Ministro do Interior (1919).

Casa dos Patudos

O ideólogo da casa foi o arquiteto Raul Lino, dotado de uma cultura europeia marcada pela robustez dos seus critérios e competências, representava o triunfo de um novo paradigma arquitetónico e de que a Casa de Alpiarça haveria de ser o seu primeiro exemplar.

Os Patudos assinalam uma nova linguagem de Arquitetura Conceptual. Apropriada de referências nacionais, afirma-se com um certo despojamento decorativo exterior, mas esplendorosa e funcional nos seus espaços interiores, com um mobiliário, criado também pelo referido arquiteto.

O contínuo crescimento das coleções, levou José Relvas à remodelação da Casa. Em 1904 encomendou a Raul Lino, o projeto assente numa linha revivalista e nacionalista, fiel às constantes históricas da nossa tradição construtiva.

https://audiencia.pt/casa-dos-patudos-a-versalhes-da-leziria/

sexta-feira, julho 21, 2023

Artistas portugueses participam na Jornada Mundial da Juventude

 


A Fundação Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023 informou que alguns dos artistas portugueses vão participar nos Eventos Centrais do maior encontro de jovens de todo o mundo com o Papa.

Buba Espinho, Carminho, Cecília Rodrigues, Héber Marques (na foto e membro fundador dos HMB), Mariza, Miguel Carmona, Mimi Froes, Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de São Bento, Salvador Seixas e Tiago Bettencourt são os artistas portugueses que vão marcar presença no encontro internacional que decorre em Lisboa de 1 a 6 de agosto.

As atuações destes artistas vão decorrer nos Eventos Centrais que contam com a presença do Papa Francisco, nomeadamente o Acolhimento e a Via Sacra, que se realizam na Colina do Encontro, no Parque Eduardo VII; e a Vigília, que se realiza no Campo da Graça, no Parque Tejo.

Estes artistas portugueses juntam-se ao Coro e à Orquestra da JMJ Lisboa 2023 de que fazem parte músicos de todo o país, e ao Ensemble23, composto por jovens bailarinos de 22 nacionalidades, para fazer da Jornada Mundial da Juventude um lugar de beleza. A beleza como afirmou o Papa Francisco “é capaz de criar comunhão, porque une Deus, o homem e a criação numa única sinfonia; porque une o passado, o presente e o futuro; porque atrai diferentes povos e nações distantes ao mesmo lugar e os envolve no mesmo olhar”.

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O primeiro encontro JMJ aconteceu em 1986, em Roma, tendo já passado, nos moldes atuais, por Buenos Aires (1987), Santiago de Compostela (1989), Czestochowa (1991), Denver (1993), Manila (1995), Paris (1997), Roma (2000), Toronto (2002), Colónia (2005), Sidney (2008), Madrid (2011), Rio de Janeiro (2013), Cracóvia (2016) e Panamá (2019).

 https://audiencia.pt/artistas-portugueses-participam-na-jornada-mundial-da-juventude/

quinta-feira, julho 20, 2023

Alcochete - Padre Cruz - 75 anos

 


A Galeria Municipal dos Paços do Concelho recebe, a partir do dia 22 de julho, a exposição Padre Cruz – 75 Anos Depois, um projeto único que retrata uma das figuras mais emblemáticas de Alcochete, o Padre Cruz.

Assinalando o 75.º aniversário da morte do Padre Cruz, a Câmara Municipal de Alcochete apresenta a exposição que dá a conhecer a vida e os feitos de Francisco Rodrigues da Cruz, conhecido como Padre Cruz, nascido em Alcochete, a 29 de julho de 1859, o que estabelece a sua relação histórica com a vila.

As datas de início e fim desta mostra patente na Galeria Municipal dos Paços do Concelho são simbólicas e nada foi deixado ao acaso. Esta exposição multimédia conta, de forma cronológica, os principais momentos da vida de um homem acarinhado por fiéis, que ainda hoje, 75 anos após a sua morte, continuam a visitar o seu túmulo e a casa onde residiu nos últimos momentos de vida, como se de locais de culto se tratassem. A exposição traça uma viagem única com testemunhos de quem com ele privou, com filmes, documentários, fotografias, breviários, livros de orações e ainda objetos pessoais como o bilhete de identidade, a batina, a bengala, o chapéu, entre outras peças que tanto o caracterizavam.

Cedido pela Vice Postulação da Causa de Beatificação e Canonização do Padre Cruz e pela sua sobrinha bisneta, D. Maria da Graça Santinho, o vasto espólio que retrata a vida do sacerdote estará patente ao público até dia 27 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 09h00 às 18h00.

Nota biográfica

O quarto de seis filhos, foi para Lisboa com 9 anos para frequentar o Colégio Europeu, e posteriormente, a Mainense, o Instituto Industrial e o Liceu, onde estudou retórica, grego e filosofia. Desde criança que sonhava ser sacerdote, sonho que concretizou em 1875 quando se matriculou na Faculdade de Teologia, em Coimbra. No último ano de curso juntou-se à Congregação Mariana e, terminada a formação foi para o Seminário de Santarém ensinar Filosofia, ofício que manteve até 1886. Foi ordenado Sacerdote a 3 de junho de 1882 e disse a primeira missa a 25 de junho desse ano. Para além do trabalho como diretor do Colégio dos Órfãos de S. Caetano e diretor espiritual do Seminário Menor de Farrobo, preparava visitas pastorais a diversas freguesias, sendo por essa razão apelidado de “S. João Baptista Percursor”. Em 1913 deu a primeira comunhão a Lúcia, um dos três pastorinhos e, em 1917, reza o terço com os três, tornando-se uma das figuras essenciais para dar crédito às Aparições de Nossa Senhora, em Fátima. Sempre teve o sonho de ingressar na Companhia de Jesus, voto que fizera em 1886.  Aos 81 anos consegue cumprir esse sonho, por graça do Papa Pio XII.

Até quase à morte, a sua vida foi um contínuo peregrinar a confessar, a pregar, a abençoar e a consolar. Alcochete, a sua terra natal, era uma preocupação constante para o padre que para além de apoiar as famílias necessitadas, procurou difundir a fé com confessores, pregadores e professoras que ensinaram a doutrina cristã às crianças, quando esse ensino estava interdito. Veio a falecer, vítima de colapso cardíaco, no dia 1 de outubro de 1948, no palácio da família Caldas, em Lisboa.

O seu funeral contou com a presença de autoridades eclesiásticas e civis, pessoas de todas as categorias sociais. Atualmente, o corpo de Padre Cruz encontra-se no jazigo da Companhia de Jesus, no cemitério de Benfica. Considerado santo já em vida, a autoridade eclesiástica deu início, em 1951, ao processo de beatificação e canonização, entregue à Sagrada Congregação dos Ritos, em Roma, a 18 de setembro de 1965. O processo aguarda aprovação.

https://audiencia.pt/alcochete-exposicao-padre-cruz-75-anos-depois/

sábado, julho 15, 2023

Europa prepara-se para onda de calor que pode chegar aos 48ºC. Imagens de satélite mostram evolução

 

 

O anticiclone Cerberus vai fazer com que as temperaturas ultrapassem os 40ºC em grande parte da Itália e podem ser quebrados os recordes de 2021. No ano passado mais de 60 mil pessoas morreram devido às ondas de calor e as autoridades alertam que este ano pode ser pior.

Nas últimas semanas têm sido registadas algumas das temperaturas mais altas de sempre no planeta Terra, mas a situação não está a melhorar. A Agência Espacial Europeia (ESA) recorre a imagens de satélite e animações para mostrar que Itália, Espanha, França, Alemanha e Polónia estão a enfrentar uma onda de calor, com temperaturas que devem subir para 48°C nas ilhas da Sicília e da Sardenha, e que são potencialmente as temperaturas mais elevadas já registadas na Europa.

Uma animação que usa dados dados do instrumento radiómetro da missão Copernicus Sentinel-3 e mostra a temperatura da superfície terrestre em Itália entre os dias 9 e 10 de julho. Em algumas cidades a superfície ultrapassou os 45°C, incluindo Roma, Nápoles, Taranto e Foggia. Ao longo das encostas leste do Monte Etna, na Sicília, muitas temperaturas foram registadas acima de 50°C.

Veja a noticia completa AQUI

quarta-feira, julho 12, 2023

Carlo Acutis - Um Santo para a Juventude

 


Antecipando a Jornada Mundial da Juventude, a LeYa/ASA faz chegar às livrarias esta semana uma novela gráfica sobre Carlo Acutis.

A menos de um mês da Jornada Mundial da Juventude, a LeYa/ASA faz chegar às livrarias uma novela gráfica sobre Carlo Acutis, um jovem italiano que morreu em 2006, ao qual foi atribuído um milagre em 2018, motivo que levou o Papa Francisco a declarar a sua beatificação em 2020. O álbum, intitulado Carlo Acutis - Um Santo Para a Juventude, foi concebido pelos artistas de BD Camille W. de Prévaux e Fabrizio Russo.

Sobre o livro

Carlo foi um rapaz aparentemente comum nascido em Londres em 1991 e vivendo a maior parte da sua vida em Milão. Gostava de futebol, de animais, dos amigos e era muito bom em informática.

Com um fascínio por igrejas e pela Virgem Maria, desde cedo que o seu maior desejo era receber a Eucaristia! Carlo cria sites para as paróquias, trabalha durante dois anos para montar a maior exposição alguma vez feita sobre os milagres eucarísticos (exposição essa que acabaria por percorrer mais de 10000 paróquias) e acalenta a ideia de se tornar missionário.

Aos 15 anos, Carlo é apanhado por uma leucemia fulminante e faleceu em 2006, em Monza, tornando-se popular de imediato, em particular entre as gerações mais novas. Foi-lhe atribuído um milagre em 2018, e o Papa Francisco declarou a sua beatificação em 2020. Como diz o texto de apresentação do livro “Muitos jovens encontram em Carlo uma luz que ilumina o mundo atual”.

Sobre os autores:

Camille W. de Prévaux é franco-polaca, graduada pela Escola Nacional de Artes Plásticas (Polônia), mestre em Ciências da Arte pela Sorbonne (tese sobre as origens do "close-up" do rosto e suas percepção pelo cérebro humano – da ciência forense ao cinema mudo). Publicou contos nas revistas Histoire Médiévale e Histoire Antique, lecionou desenho na École Supérieur e de Création Multimédia (ESCM) em Paris. Trabalha no setor de artes visuais. E no mundo da BD é ilustradora e argumentista.

Fabrizio Russo estudou como ilustrador na Scuola Superiore d'Arte del Castello Sforzesco. Em 1991 frequentou a Scuola del Fumetto em Milão, tendo como professor Enea Riboldi, e começou a aprender técnicas de histórias em quadrinhos. Após algumas experiências no campo da ilustração, em 1994 inicia sua colaboração com a editora Bonelli, estreando-se nas páginas da Zona X. Para esta série criou graficamente o personagem Robinson Hart, desenhado por Luigi Mignacco, e desenhou sete episódios até o final.da série. Depois de trabalhar para Martin Mystère, passou a fazer parte da equipa Dampyr.1234. Desde 2010 colabora com a editora francesa Clair De Lune, para a qual fez os desenhos de Rapa Nui5 e Death Valley.

Obras mais conhecidas : Zona X, Martin Mustére, Tex e Dampyr

 https://audiencia.pt/livro-carlo-acutis-um-santo-para-a-juventude/

sexta-feira, julho 07, 2023

VENTOS DO APOCALIPSE HOJE EM ESTREIA NACIONAL NO FESTIVAL DE ALMADA


 

 Numa co-produção das companhias Teatro GRIOT e Artistas Unidos, Ventos do Apocalipse, publicado em 1993, aborda a guerra civil moçambicana como pano de fundo, retrata conceitos como a destruição, a miséria, o sofrimento, o ódio, a superstição e a morte.

Daniel Martinho, um dos actores da peça, em declarações ao Jornal Audiência, disse: “Este trabalho retrata a procura da terra prometida, a procura de melhores condições de vida, o arriscar a vida, atravessando mares, guerras, xenofobia, má governação e o capitalismo selvagem. O dilema do nosso século vê-se espelhado neste Ventos do Apocalipse”.

Destaca-se o facto da escritora desta peça moçambicana, Paulina Chiziane, ter sido a primeira mulher do seu país a publicar um romance. Com Balada de amor ao vento, que editou em 1990, a propósito do tema da poligamia, encetou uma carreira que conta actualmente com mais de dez obras publicadas, pelas quais recebeu o Prémio José Craveirinha de Literatura (2003), o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (2013) e o Prémio Camões (2021). Entre os livros que publicou encontram-se, entre outros: O sétimo juramento, As andorinhas, O alegre canto da perdiz, Na mão de Deus, Por quem vibram os tambores do Além e O canto dos escravizados.

Auditório Osvaldo Azinheira no Cine-Teatro da Academia Almadense, dia 7 às 21h30 e dias 8 e 9 às 15h.



Texto e encenação: Noé João, a partir da obra homónima de Paulina Chiziane

Interpretação: Ana Paula Monteiro, Daniel Martinho, Huba Mateus e Rolaisa Embaló
Luz: Pedro Domingos
Som: André Pires

https://audiencia.pt/ventos-do-apocalipse-hoje-em-estreia-nacional-no-festival-de-almada/

segunda-feira, julho 03, 2023

Pedro Mexia e Nuno Cardoso trazem “Suécia “ no 2º dia do Festival de Almada

 

Em declarações a imprensa  , Pedro Mexia, o autor do texto deste trabalho,  disse : “ nunca fui a Suécia…. “  o que não impediu de o escrever e ser um grande sucesso no mês passado no Teatro Nacional S. João. (Porto).

A peça que vai estar no Festival de teatro de Almada nos dias 5 e 6 de Julho vai levar-nos ate Setembro de 1976. Depois de meio século ininterrupto de governação, o Partido Social Democrata Sueco, embora vencedor das eleições, consegue menos deputados do que o bloco do centro-direita (liberais, conservadores e agrários), que fica assim na iminência de chegar ao poder. Egerman, um intelectual sexagenário e amargo, não esconde o seu contentamento com o fim do consulado social-democrata, que vê como uma versão suave dos despóticos paraísos do marxismo-leninismo, ao qual aderira na juventude. Partidário do fim das ilusões, porque já não tem nenhuma, pretensamente viúvo (na verdade, divorciado), afastado da universidade onde dava aulas, Egerman decidiu “retirar-se do mundo” e vive numa bela e melancólica ilha do Arquipélago de Estocolmo. As eleições coincidem com o casamento de Monika, filha de Egerman, que decorre na ilha.

“Na Suécia dizem que não é preciso distanciamento social, porque isso já é ser sueco”. É público e notório o fascínio do escritor Pedro Mexia por este país escandinavo. Suécia – obra que marca a sua estreia como dramaturgo – joga com a suspeita de que todos temos ‘uma certa ideia’ da Suécia. Uma mitologia controversa, digamos: o país ‘metafísico-angustiado’ dos filmes de Bergman, o paraíso (perdido?) da social-democracia, mas também a pátria do infernal Strindberg ou dos açucarados ABBA. Suécia é um lugar onde se discute sobre a ideia de futuro, o fim das ilusões, as boas intenções. Um lugar onde as linhas de demarcação do político e do íntimo se tornam indistintas.

 

 https://audiencia.pt/pedro-mexia-e-nuno-cardoso-trazem-suecia-no-2o-dia-do-festival-de-almada/