domingo, março 31, 2013

Que sentido tem a Páscoa?

3. Manhã de Domingo



É quase paradoxal o modo como os Evangelhos contam a Ressurreição. Desconcerta que não exista, nos discípulos, uma crença imediata, que não considerem as provas avançadas sem refutação ou não tomem os primeiros testemunhos por inabaláveis.

A notícia da Ressurreição começa por ser vivida com suspeita, desconfiança, receio, distância. A frase de Tomé, "Se eu não o vir não acredito", é, no fundo, a posição de todos. A notícia circulava em voz baixa, como uma insinuação que não era tomada muito a sério. Os dois discípulos de Emaús já a tinha ouvido, mas mesmo assim estavam dispostos a abandonar tudo. Contudo, o anúncio da Ressurreição vai crescendo. Mesmo não acreditando nas mulheres, Pedro e João correm ao sepulcro. E João vê o silêncio dos sinais e acredita. Os dois discípulos foragidos reconhecem Jesus numa hospedaria de estrada e regressam a Jerusalém. O próprio Ressuscitado vem ao encontro de Pedro e dos discípulos atravessando as portas que eles tinham fechado. E Jesus estende as mãos às dúvidas de Tomé. Pouco a pouco, é em torno àquilo que primeiro declararam impossível que eles se reúnem e vivem.

Recordo-me do conselho despretensioso que um Padre do Deserto dava a quem o interrogava insistentemente sobre os mistérios de Deus: "Entra apenas. Permanece até ao fim. E sai mudado".
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Os 3 pensamentos são da autoria do Pe. José Tolentino Mendonça

sábado, março 30, 2013

Que sentido tem a Páscoa?


2. Sábado Santo

O sábado santo não é apenas um dia imenso: é um dia que nos imensa. Aparentemente representa uma espécie de intervalo entre as palavras finais de Jesus pronunciadas na sexta-feira santa, "tudo está consumado", e a Insurreição da vida que, na manhã da Páscoa, ele mesmo protagoniza.

 O sábado tem assim um silêncio que não se sabe bem se é ainda o da pedra colocada sobre o túmulo, ou se é já aquele misterioso silêncio que prepara "o grande levantamento" que a ressurreição significa. Este "intervalo", esta terra de ninguém, este tempo amassado entre derrotas e esperança, entre provação e júbilo é o da nossa vida. O silêncio do sábado santo é o nosso silêncio que Jesus abraça. O silêncio dos impasses, das travessias, dos sofrimentos, das íntimas transformações. Jesus abraça o silêncio desta sôfrega indefinição que somos entre já e ainda não.

quinta-feira, março 28, 2013

Que sentido tem a Páscoa?


1. Quinta-feira Santa


Todas as vidas cabem na imagem quotidiana do pão que se parte e reparte. As vidas são coisas semeadas, crescidas, maturadas, ceifadas, trituradas, amassadas: são como pão. Não apenas degustamos e consumimos o mundo: dentro de nós vamos percebendo que o tempo também nos consome, nos gasta, nos devora. Somos uma massa que se quebra, uma espessura que diminui.

A questão é saber com que sentido e intensidade vivemos este tráfico inevitável. Todos nos gastamos, certo. Mas em que comércios? Todos sentimos que a vida se parte. Mas como tornar esse facto trágico numa afirmação fecunda e plena da própria vida?

Por isso espantam as palavras de Jesus. Ele pegou no pão e disse: "Tomem e comam, pois este pão é o meu corpo entregue por vós". A Eucaristia, por vezes repetida como mero culto ou rotineiro signo de pertença sociológica, é, na verdade, o lugar vital da decisão sobre o que fazer da vida. Todas as vidas são pão, mas nem todas são Eucaristia, isto é, oferta radical de si, entrega, doação, serviço. Todas as vidas chegam ao fim, mas nem todas vão até ao fim no parto dessa utopia (humana e divina) que trazem inscrita. É destas coisas que a Quinta-feira Santa fala.

segunda-feira, março 25, 2013

A história da Páscoa.




Um vídeo espetacular  encenado só por crianças contando a história da Páscoa baseada no Novo Testamento. Vale a pena compartilhar, encaminhar, divulgar.... Um vídeo a não perder, principalmente nesta semana que é considerada a Semana Maior.

terça-feira, março 19, 2013

Critica de Cinema : " Efeitos Secundários"



Com argumento de Scott Z. Burns, um "thriller" psicológico realizado por Steven Soderbergh, conta-nos a história Emily e Martin (Rooney Mara e Channing Tatum), um jovem casal nova-iorquino que passa por algumas dificuldades.
Emily sofre de perturbações de personalidade que a levam a tentar o suicídio. Preocupado, o casal recorre a Jonathan Banks (Jude Law), um psiquiatra de renome que lhe prescreve Ablixa, um medicamento experimental para o tratamento de ansiedade.

Um filme numa crítica à indústria farmacêutica e que mantém vivo o interesse do espectador do princípio ao fim. Este é um tipo de trabalho que já não se faz e que acaba com resultado muito inesperado.

Cláudio Anaia

sexta-feira, março 15, 2013

Berlengas





O Arquipélago da Berlenga está situado a 16 km a oeste de Peniche / Portugal. O arquipélago é um possante bloco granítico.
Fazem parte deste arquipélago três pequenos ilhéus:

Berlenga Grande
Estelas
Farilhões (-Forcados).

A Ilha da Berlenga ou Berlenga Grande divide-se em duas partes, quase totalmente separadas por uma falha sísmica que a norte deu origem ao chamado Carreiro dos Cações e a sul ao Carreiro do Mosteiro. A parte maior da ilha, chama-se Berlenga e representa mais de 2/3 da superfície total da ilha; a parte menor chama-se Ilha Velha.
A Reserva Natural da Berlenga é considerada Reserva Mundial da Biosfera da UNESCO desde 30 de Junho de 2011.

Não pode perder este vídeo.

quarta-feira, março 13, 2013

Habemus Papam !




Papa Francisco 

O Papa Francisco  , nascido Jorge Mario Bergoglio SJ (Buenos Aires, 17 de Dezembro de 1936) é um religioso da Companhia de Jesus, actual Papa. Foi o arcebispo da Arquidiocese de Buenos Aires de 28 de Fevereiro de 1998 até a sua eleição.
Recebeu a ordenação presbiteral no dia 13 de Dezembro de 1969, pelas mãos de Dom Ramón José Castellano. Foi ordenado bispo no dia 27 de junho de 1992, pelas mãos de Antonio Quarracino, Dom Mario José Serra e Dom Eduardo Vicente Mirás.
Foi criado cardeal no consistório de 21 de fevereiro de 2001, presidido por João Paulo II, recebendo o título de cardeal-presbítero de São Roberto Bellarmino.
Foi escolhido Papa no dia 13 de Março de 2013 e adoptou o nome de Francisco I, sendo o primeiro Papa do continente americano .
Conclave de 2013

O cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, 76, arcebispo de Buenos Aires, é o primeiro papa latino-americano da história. É também a primeira vez que o cargo é entregue a um membro da Companhia de Jesus.


Nota Biográfica: 

Cidade do Vaticano, 13 mar 2013 (Ecclesia) – O cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, de 76 anos, é o novo Papa, sucedendo a Bento XVI após um Conclave de dois dias e cinco escrutínios, escolhendo o nome de Francisco I.
O fumo branco saiu hoje da chaminé colocada sobre a Capela Sistina a partir 19h06 locais (menos uma em Lisboa).
O sucessor de Bento XVI, que renunciou ao pontificado, foi eleito no quinto escrutínio da reunião eleitoral iniciada esta terça-feira, à porta fechada, pelas 17h34 (hora de Roma).

O novo Papa é o primeiro do continente americano na história da Igreja Católica.

Os sinos da Basílica de São Pedro acompanharam a 'fumata', ao som das palmas das pessoas que enchem a Praça de São Pedro, debaixo de chuva, e dos gritos de 'habemus Papam'.

OC

quinta-feira, março 07, 2013

O Mais Pobre dos Pobres



Mobilizar as consciências e as vontades dos cidadãos talvez não seja tão fácil quando estão em jogo vidas humanas na sua fase embrionária como quando estão em jogo vidas de crianças ou adultos já nascidos, eventuais vítimas da fome, da violência ou da opressão.

Mas será que se justifica uma discriminação deste tipo? Será que a pessoa humana na fase inicial da sua existência é menos digna de protecção?

A partir da concepção, surge um ser com um património genético que lhe confere uma identidade humana indiscutível, um ser único e irrepetível, que inicia um percurso de crescimento gradual, contínuo e coordenado, em relação interactiva com o corpo da mãe. Nenhum de nós pode, obviamente, deixar de passar por essa fase inicial da sua vida.

Nas fases iniciais da sua existência, a pessoa humana não é menos digna de protecção, é, sim, mais carente de protecção: porque não é visível, porque não pode comover-nos com a imagem e o som do sofrimento, porque é difícil que com ela nos identifiquemos (não recordamos essa fase da nossa vida, nem sequer a imaginamos), porque não pode defender-se ou reivindicar os seus direitos sozinha.

O nascituro (embrião ou feto) é “o mais pequeno dos meus irmãos” a que se refere Jesus no Evangelho. Madre Teresa de Calcutá chamou-lhe “o mais pobre dos pobres”. O ainda cardeal Joseph Ratzinger, em 19 de Dezembro de 1987, referiu-se-lhe como «aquele em relação ao qual podemos passar ao lado e fingir que não existe, a quem podemos fechar o coração e dizer que nunca existiu».

Num contexto de acentuado eurocepticismo, depois de à União Europeia (certamente também para contrariar esse espírito) ter sido atribuído o prémio Nobel da paz, celebra-se este ano o Ano da Cidadania Europeia. Como avivar um espírito de cidadania europeia activa neste contexto de descrença e cepticismo?

Já por várias vezes se salientou a importância de reforçar a consciência das raízes culturais europeias (claramente ligadas aos cristianismo) e dos valores éticos em torno dos quais assenta o projecto de unidade europeia (a dignidade da pessoa humana, os direitos humanos, a solidariedade, a unidade na diversidade). Só desse modo a unidade europeia pode entusiasmar e mobilizar as pessoas e os povos, para além dos egoísmos nacionais.

Ao falar de dignidade humana e direitos humanos, não pode deixar de ser evocado o direito à vida, como o primeiro desses direitos, que é pressuposto de todos os outros. O direito à vida está hoje particularmente ameaçado nas primeiras fases da vida humana, na fase pré-natal. Com o objectivo de garantir os direitos do ser humano na sua fase embrionária surgiu a Iniciativa Europeia de Cidadãos Um de nós. Este tipo de iniciativas está previsto no Tratado de Lisboa como expressão do exercício da cidadania europeia. Corresponde a uma proposta legislativa (a submeter ao Parlamento Europeu) subscrita por um mínimo de um milhão de pessoas de um mínimo de sete países da União Europeia.

Pretende esta iniciativa garantir que as normas da União Europeia (no âmbito de competência desta, onde não cabe a legislação sobre o aborto) garantam o direito à vida desde a concepção, excluindo o financiamento de actividades que impliquem a destruição de embriões humanos, especialmente nos âmbitos da investigação, da ajuda ao desenvolvimento e da saúde pública.

A protecção do embrião, como «sujeito e não objecto, fim e não meio, pessoa e não coisa» («um de nós»), é encarada como o culminar de um processo histórico gradual que conduziu à abolição da escravatura e das várias formas de discriminação entre diferentes categorias de pessoas. Pretende-se, deste modo, contribuir para eliminar a discriminação (que persiste) entre seres humanos nascidos e não nascidos. 

A iniciativa partiu de vários movimentos de defesa da vida europeus. Em Itália, os dirigentes de vários movimentos católicos subscreveram, em nome desses movimentos, um manifesto de apoio à mesma. O Papa Bento XVI também lhe deu um apoio público no dia 3 de Fevereiro, poucos dias antes de renunciar ao seu ministério.

A adesão à iniciativa, com a assinatura respectiva pode efectuar-se através da Internet no sítio multilingue www.oneofus.eu

Esta é uma forma de exercer a cidadania europeia e de despertar a consciência das raízes culturais da Europa e dos valores em que deve assentar um projecto autêntico e sólido de unidade europeia.

Pedro Vaz Patto

domingo, março 03, 2013

Relances apoia a divulgação de "Missa Brevis"






A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) decidiu apoiar a gravação e divulgação de cinco videoclips da obra do compositor João Gil, "Missa Brevis". Trata-se de uma produção que reúne músicas cantadas em latim com base em textos litúrgicos, nas vozes de Luis Represas e de Manuel Rebelo.

Este trabalho musical gravado na Igreja de São Roque, em janeiro passado, conta com Manuel Paulo ao piano e com Diana Vinagre no violoncelo.

( os 5 vídeos podem ser vistos aqui de forma sequencial )