domingo, janeiro 27, 2013

Sabe o que é a deflação ?



Os economistas falam num novo conceito, a deflação. Mas o que é isso ?

A deflação é a redução do nível geral de preços de um país. Quando a moeda em circulação ganha valor relativamente às mercadorias, serviços e moedas estrangeiras.

A deflação caracteriza-se pela baixa nos preços de alguns produtos no mercado de forma não generalizada, e não contínua. Pode ser gerada pela baixa procura de determinados produtos ou serviços, ou pela maior oferta, menor demanda e pelo volume de moeda em circulação.Não se deve confundir deflação com desinflação, que é a redução do ritmo de alta de preços num processo inflacionário.Quando a inflação cai do patamar de 10% ao mês para o de 5%, por exemplo, pode-se dizer que houve desinflação. Deflação é quando os preços médios recuam, ou seja, a taxa torna-se negativa.As empresas reduzem preços como única alternativa de venda e podem ir à falência devido às perdas decorrentes da venda abaixo do custo. Em suma, a deflação é um crescimento negativo dos preços médios.
É difícil imaginar por que a redução de preços de bens e serviços pode ser mau para a economia, mas as causas e conseqüências da deflação explicam o problema. "É um fenômeno indesejado, principalmente quando a deflação é provocada pelo excesso de capacidade produtiva", explica Luiz Gonzaga Belluzzo, professor Universitário. Quer dizer, os preços acabam caindo sempre que sobram mercadorias por falta de consumidores.

Como as empresas não conseguem vender como antes, mesmo a preços menores, o faturamento e o lucro também acabam reduzidos. Para não ficar no prejuízo, elas são obrigadas a diminuir o ritmo da produção e a demitir funcionários. Com o desemprego alto, ninguém costuma gastar além da conta. Por isso, a oferta de serviços e os estoques crescem. Resultado: excesso de bens e preços menores que os de períodos anteriores.

O processo de deflação ainda pode ser iniciado, ou agravado, pela baixa oferta de moeda. Quer dizer, falta dinheiro em circulação, seja por causa dos juros altos, que tornam o crédito proibitivo, seja pela falta de investimentos. Essa bola de neve costuma afectar todos os setores da economia, do agricultor aos fabricantes de eletrodomésticos, além de abalar a própria estrutura social.

Exemplo:

1. Mesmo com preços reduzidos, a fábrica de automóveis não consegue vender seu produto
2. Com a queda nas vendas, a fábrica demite trabalhadores
3. Sem receber, o trabalhador deixa de trocar sua TV por um modelo mais novo
4. Cai a venda de TVs. As lojas baixam os preços e, consequentemente, a comissão dos vendedores, que deixam de comer fora
5. Na tentativa de atrair clientes, o dono do restaurante faz sucessivas promoções. Mesmo assim, seu rendimento cai e ele adia a troca de carro
6. Cai a venda de carros, logo o dono stand deixa de poder fazer viagens de familia, deixando de usufruir dos serviços das agencias de viagens.
E assim sucessivamente..

Fonte : Wikipedia

sexta-feira, janeiro 25, 2013

Actualidades e Particularidades no Facebook



Caros Amigos,

Quero agradecer a todos as mensagens de apoio e carinho que tenho recebido.

Além deste blogue que ja vai caminho das 316 mil visitas e vai continuar, decidi tornar a minha pagina do Facebook em mais uma  forma de divulgar as minhas actualidades e particularidades.

Para aceder é fácil, basta ir a www.facebook.com/claudioanaia e clicar na palavra Gosto.

Até Breve !

segunda-feira, janeiro 21, 2013

Feira do Fumeiro de Montalegre 2013




A caminho das 70 mil vistas, este é o video do youtube do momento.

Para saber mais clique Aqui

quinta-feira, janeiro 17, 2013

Mais que eu



Muitas vezes incomoda-nos não termos o controlo de muitas situações da nossa vida ou da vida dos outros. E é verdade. Parece é que tendemos a queixarmo-nos mais do poder que não temos do que a utilizar o poder que de facto temos para fazer alguma coisa. Vamos vivendo na ilusão de dominarmos aquilo que ao fim ao cabo nos virá a desiludir por não ter corrido como tínhamos idealizado.

Cada um de nós é convidado a fazer a experiência da sua própria vida – mas da vida real, da que existe, da de todos os dias, não da utópica. É o convite a focar naquilo que é verdadeiramente estrutural e a entrar a fundo nas experiências a que somos chamados. A agarrá-las a sério, a pisar o chão, a percorrer os caminhos por dentro e não à beira da estrada, a tocar e a deixar-me tocar, a viver e não simplesmente a andar por aí. Só o pôr os pés no chão é que deixa marcas, só o pôr as mãos no barro e sujá-las é que dá forma às coisas, só um abraço forte é que deixa o outro sentir-se abraçado, só o dar o coração inteiro é que toca os outros.

É o convite a agarrar o tempo comum: fazer das rotinas aquilo que nos dá ritmo, daquilo que é mais do mesmo a constante surpresa com as coisas pequenas, da entediante acomodação suscitar um fascinante ímpeto transformador, do cansaço de quem é um corredor na vida a oportunidade de viver em verdadeira paz.

António Santos Lourenço

domingo, janeiro 13, 2013

Milhares em Paris contra legalização do casamento gay



Dezenas de milhares de pessoas marcharam este domingo à tarde por Paris contra o projecto do Presidente francês para legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo e permitir-lhes a adopção de crianças. 

Ao final da tarde, quando os três cortejos que partiram de diferentes pontos da capital desaguaram no Campo de Marte, os organizadores anunciavam a participação de 800 mil pessoas. 

A capacidade de mobilização foi a grande aposta dos organizadores que não escondiam a pretensão de equiparar o protesto ao que em 1984 juntou nas ruas de Paris mais de um milhão de pessoas em defesa do ensino privado, forçando o então Presidente François Mitterrand a desistir de um projecto para unificar o ensino.
“François Hollande tem de escutar a rua, senão temos um grave problema de democracia”, disse ao Le Monde Thibaud Louvel, um estudante de 18 anos que saiu à rua em defesa da “instituição do casamento”, mas também para contestar os planos – já adiados pelo Governo – de alargar a procriação medicamente assistida aos casais homossexuais.
Na tribuna montado aos pés da Torre Eiffel, Frigide Barjot, nome de palco da humorista católica que se tornou o rosto da contestação, reclamava o sucesso da iniciativa, dizendo que os milhares que saíram à rua provaram que “não é apenas a direita reaccionária e os católicos contra os outros”. O movimento que lidera fez questão de afirmar o protesto como apartidário, interconfessional e anti-homofóbico: as siglas políticas e os símbolos religiosos foram desaconselhados e homossexuais que se opõem à legalização do casamento gay foram chamados a intervir.


Mas por trás da máquina que levou milhares a Paris (foram fretados cinco comboios e 900 autocarros) estiveram organizações próximas da Igreja Católica e Jean-François Copé, o líder da oposição de direita, encabeçou uma das marchas. O arcebispo de Paris, André Vingt-Trois, foi ter com os manifestantes para os “encorajar”. E na cauda da maior manifestação seguiu um cortejo mais pequeno onde desfilaram católicos integristas e nacionalistas.
O Governo apressou-se a desvalorizar o primeira grande protesto contra Hollande e o primeiro-secretário dos socialistas, Harlem Désir, disse que o partido “irá até ao fim com a grande reforma de progresso que os franceses desejam”. As últimas sondagens mostram que 56% dos franceses apoiam a legalização do casamento gay, menos 10 pontos percentuais desde que a direita começou a mobilizar-se.


quarta-feira, janeiro 09, 2013

Universidade Católica retira curso contestado por movimento pró-vida


Pós-graduação tinha prevista a participação de quatro médicos defensores da despenalização do aborto, mas afinal não se vai realizar.

A Universidade Católica já não vai oferecer a pós-graduação em Serviço Social na Saúde Mental que tinha estado a anunciar e que deveria começar já no próximo mês.


Na terça-feira a Associação Mulheres em Acção emitiu um comunicado em que questionava o facto de quatro dos médicos que iriam leccionar no curso serem defensores públicos de posições contrárias aos valores católicos, nomeadamente no que diz respeito ao aborto.

A Renascença tentou obter uma reacção da Universidade Católica, que acabou por responder por escrito a informar que o curso afinal não se vai realizar, uma vez que se “constatou entretanto ter havido um lapso de tramitação formal no processo de  aprovação interna, pelos órgãos legalmente competentes da Faculdade, do mesmo”.

A Universidade não comentou a escolha dos médicos em questão, dizendo apenas que “o curso já não está a ser oferecido pela Faculdade, e não irá sê-lo até que a proposta
científica seja aprovada nos termos correctos.”

Entre os docentes cuja participação estava prevista estavam os médicos António Leuschner, Álvaro de Carvalho e Caldas de Almeida, que fizeram parte do 'Médicos pelo Sim', um movimento que promoveu a liberalização do aborto no mais recente referendo realizado sobre o assunto em Portugal.

O outro médico cuja presença era questionada é o director-geral de Saúde, Francisco George, que não foi signatário da mesma plataforma, pela posição que ocupava na altura, mas cujas posições em favor da despenalização do aborto são públicas.

Noticia : RR


A Universidade Católica e a sua falta de coerência





Mulheres em Acção criticam escolha de docentes pela UCP

1. A Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa (UCP) está a lançar uma Pós-Graduação em Serviço Social na Saúde Mental, em parceria com a Associação dos Profissionais de Serviço Social.

2. Conforme consta do site da UCP, essa Pós-Graduação conta com a colaboração docente de destacados e públicos opositores da posição da Igreja Católica sobre a inviolabilidade do valor e dignidade da vida humana. Vários desses conferencistas e formadores colaboraram notoriamente pelo 'Sim', no referendo sobre o aborto. *

3. Ora, a UCP é uma instituição da Igreja, integrada no “conjunto da missão da Igreja, enquanto serviço específico à comunidade eclesial e humana”, que visa a “realização integral do Homem, inspirada nos valores cristãos” (cfr. Artigo 3º dos seus Estatutos). Aliás, esses Estatutos estabelecem que o “ensino da UCP inspirar-se-á na visão cristã do homem e do mundo” (cfr. Artigo 9º), pelo que “devem ser escolhidos docentes e investigadores que, para além da idoneidade profissional, primem pela integridade da doutrina” (cfr. Artigo47º).

4. A AMA - associação que conta entre os seus princípios a defesa da vida humana desde o momento da concepção até à morte natural – contesta que pessoas como as referidas no nº 2 (não obstante a sua idoneidade profissional), que tão assumidamente propugnaram a liberalização do aborto, consigam ensinar em sintonia com a visão cristã em matérias como por exemplo 'Valores, princípios e ética do Serviço Social' A participação dessas pessoas irá gerar, no mínimo, perplexidade e confusão. O nosso alerta tem por objeto a decisão da Universidade, e não as pessoas envolvidas, cujas opções livres não são aqui objeto de apreciação.

5. Não se trata de matéria de pouca importância, ou periférica em relação a esses valores. Como disse D. Manuel Clemente no dia 1 de Janeiro, “a paz - enquanto harmonia íntima e global de tudo quanto representa a verdade das coisas, começando pela verdade das pessoas - é obra e fruto da justiça, que nos manda dar a cada um o que lhe é devido e pertence. E a vida é a primeiríssima pertença de cada ser humano (…) Qualquer hesitação neste ponto, qualquer amolecimento cultural ou legal em relação a ele, é absolutamente um atentado à paz”.

6. Algumas questões merecem esclarecimento: terão mudado os princípios da UCP? Terão os conferencistas mudado de convicções? Talvez a UCP pudesse esclarecer. 

Associação Mulheres em Acção
Alexandra Tete


* FORMADORES E CONFERENCISTAS que publicamente defenderam o aborto (signatários da sua liberalização: médicos pelo Sim ao Aborto)
• Dr. António Leuschner – Conselho Nacional de Saúde Mental 
• Dr. Álvaro de Carvalho – Programa Nacional de Saúde Mental – DGS
• Dr. Francisco George, Director-Geral de Saúde*
• Prof. Doutor JM Caldas de Almeida – Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa
*Não assinou a petição por ser Director Geral de Saúde, mas apoia o aborto e disse-o em declarações à imprensa (ver texto anexo).
Link da UCP
http://www.fch.lisboa.ucp.pt/site/custom/template/ucptpl_fac.asp?

domingo, janeiro 06, 2013

A Estrela




Eu caminhei na noite
E entre o silêncio e frio
Só uma estrela secreta me guiava.

Grandes perigos na noite me apareceram:
Da minha estrela julguei que eu a julgara
Verdadeira sendo ela só reflexo
Duma cidade a néon enfeitada.

A minha solidão me pareceu coroa.
Sinal de perfeição em minha fronte.
Mas vi quando no vento me humilhava
Que a coroa que eu levava era dum ferro
Tão pesado, que toda me dobrava.

Do frio das montanhas eu pensei:
“Minha pureza me cerca e me rodeia”.
Porém meu pensamento apodreceu
E a pureza as coisas cintilava
E eu vi que a limpidez não era eu.

E a fraqueza da carne e a miragem do espírito
Em monstruosa voz se transformaram:
Pedi ás pedras do monte que falassem
Mas elas como pedras se calaram.
Sozinha me vi, delirante e perdida.

E eu caminhei na noite; minha sombra
De gestos desmedidos me cercava
Silêncio e medo
Nos confins dos desertos caminhavam:
Então vi chegar ao meu encontro
Aqueles que uma estrela iluminava
E assim me disseram: “Vem connosco
Se também vens seguindo aquela estrela”.
Então soube que a estrela me seguia.

Era real e não imaginada.
Grandes e humanas miragens nos mostraram
Em direcções distantes nos chamaram
E a sombra dos três homens sobre a terra
Ao lado dos meus passos caminhava.
E eu espantada vi que aquela estrela
Para cidade dos homens nos guiava.

E a estrela do céu parou em cima
duma rua sem cor e sem beleza
Onde a luz tinha o mesmo tom que a cinza
Longe do verde-azul da Natureza.

Ali não vi as coisas que eu amava
Nem o brilho do sol nem o da água.
Ao lado do hospital e da prisão
Entre o agiota e o templo profanado
Onde a rua é mais negra e mais sem luz
E onde tudo parece abandonado
Um lugar pela estrela foi marcado.

Nesse lugar pensei: Quando deserto
Atravessei para encontrar aquilo
Que morava entre os homens tão perto.

Sophia de Mello Breyner Andresen