segunda-feira, junho 25, 2012

Meditação na escola



Algumas escolas estão a aplicar técnicas de meditação nas suas aulas, tal é o exemplo de uma escola de Vancouver que inicia as manhãs com um exercício de respiração meditativa - "Técnicas simples de meditação, estão a ajudar as crianças a conectarem-se a si próprias para conseguirem prestar melhor atenção e tornarem-se mais amáveis, afirma o neurocientista Richard Davidson"

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segunda-feira, junho 18, 2012

Nunca pares de lutar





O que vem pra tentar ferir
O valente de Deus
Em meio às suas guerras?

Que ataque é capaz
De fazê-lo olhar pra trás
E querer desistir?

Que terrível arma é
Usada pra tentar paralisar sua fé?

Cansaço, desânimo
Logo após uma vitória
A mistura de um desgaste com um contra-ataque do mal
A dor de uma perda, ou a dor da traição
Uma quebra de aliança, que é raiz da ingratidão

Se alguém está assim, preste muita atenção
Ouça o que vem do coração de Deus:

Em tempos de guerra, nunca pare de lutar
Não baixe a guarda, nunca pare de lutar
Em tempos de guerra, nunca pare de adorar
Libera a Palavra, profetiza sem parar

O escape, o descanso, a cura
A recompensa vem sem demora

Ludmila Ferber

sexta-feira, junho 15, 2012

Dar espaço



Talvez porque vivemos numa cultura que nos impele quase sempre à vitória, à posse e à conquista, em que o sucesso é geralmente medido pela quantidade e em que parece que só os heróis (façam o que fizerem, desde que sejam heróis) é que são dignos de admiração, deixámos de dar espaço. Sim, deixámos de ceder terreno.

Mas a que é que deixámos de dar de espaço? A tudo. Simplesmente, não queremos perder nada. De alguma forma, julgamos que a nossa liberdade é algo que devemos preservar a todo o custo, o que é óbvio, mas o problema é que confundimos essa liberdade com a nossa vontade de não sermos condicionados, de sermos independentes, de termos tudo na nossa mão.

Seja na relação que temos uns com os outros ou na relação que temos com Deus, a sensação é de que temos de conquistar alguma coisa. Mas, na verdade, parece-me que se trata muito mais de dar espaço ao Outro, deixar que seja o Outro a conquistar terreno em nós, ainda que isso nos desarrume e nos roube tempo e nos implique e nos comprometa. De outro modo, esquecemos que o amor não é apenas dom mas que é também acolhimento, esquecemos que, em primeiro lugar, fomos e somos acolhidos por Alguém.

Duarte Rosado, sj 

domingo, junho 10, 2012

Olhos de ver




Quando estamos habituados a olhar para o mundo de um determinado modo, tudo se torna evidente, pois de uma forma profunda, tudo o que vemos enquadramos nas referências que "somos".

Às vezes é fundamental sair de dentro do nosso modelo e começar a ver as coisas de um modo diferente, desacomodarmo-nos daquilo que somos e dar um passo em frente, um passo no desconhecido. Corremos o risco de encontrar amor, alegria, amizade, companheirismo, sentido de humor num mundo onde todos tendem a só ver desgraça, tristeza, dor e infelicidade. Corremos o risco de encontrar a Esperança de quem se deixou transformar; corremos até o risco de sofrer também, mas por Amor!

Há muito de bom no mundo para ver, para se viver e para se partilhar. Só temos de ter em nós a coragem de ver com olhos de ver e sentir com o coração de sentir.

segunda-feira, junho 04, 2012

Em harmonia...



«Todas as criaturas dão voz ao que Deus nelas é,numa harmonia de música suave, calada e espiritual».


(S. João da Cruz, Cântico Espiritual 15,25)

sexta-feira, junho 01, 2012

As cores das flores




Este filme impressiona não só pela maneira como esta criança está tão bem integrada na escola, mas também, e talvez ainda mais, pela forma como os seus pais agem com ela. Sem que se sinta impedida de aprender devido à sua diferença, mas antes que assuma essa diferença como um desafio a usar todas as outras suas capacidades.

Acima de tudo, este filme comove pela leitura que uma criança invisual faz do que se passa no exterior, utilizando todos os outros sentidos, e trabalhando-os no seu interior.

Também a nós, que conseguimos ver este filme, é feito o desafio de ver o exterior com os "olhos" do interior! Chegaremos muito rapidamente à conclusão que há alturas em que conseguimos ver o invisível!

Rita Casqueiro