domingo, maio 27, 2012

Um convite para visitar o Museu Nacional de Arqueologia



Estátuas de deuses, imperadores e guerreiros antigos, dos castros e dos romanos, múmias e sarcófagos do Egipto dos Faraós, jóias raras em ouro e prata – um dos mais importantes tesouros pré-históricos da Europa… eis algumas das preciosidades que pode ver no Museu Nacional de Arqueologia, no Mosteiro Jerónimos, em Lisboa.
Visitar este Museu é mergulhar no tempo. Prepare-se, pois para uma viagem que vai da Pré-História até… bem, até à Implantação da Republica, em 1910. E aproveite também para fazer as suas compras na loja do Museu, para passear nas redondezas e, quem sabe também, provar um delicioso pastel de Belém.

Luís Raposo
Director do Museu Nacional de Arqueologia

quinta-feira, maio 24, 2012

O novo World Trade Center



O novo World Trade Center começou a ser construido em 2004. Neste video podes acompanhar a contrucao

segunda-feira, maio 21, 2012

Telecomunicações: Contrato cessa ao fim de 30 dias



Os contratos de televisão e telecomunicações vão deixar de ter efeito ao fim de 30 dias sem pagamento. A medida insere-se num pacote governamental que pretende combater a acumulação de dívidas por parte das famílias e diminuir os processos nos tribunais.

Travar a acumulação de dívidas de telefone, telemóvel, internet e televisão pelas famílias é um dos objetivos da iniciativa que está a ser preparada pelos ministérios da Justiça e das Finanças. A medida também vai ajudar a diminuir o número de processos que entopem os tribunais.

Segundo o Jornal de Notícias, outros serviços essenciais como água, eletricidade, gás natural, gás de petróleo liquefeito ou correios, por exemplo, não são abrangidos no pacote de medidas.

O novo sistema aplicar-se-á aos serviços pós-pagos, sendo que, depois da data limite de pagamento da fatura, o contrato ou serviço ficam suspensos por 30 dias. Passado este prazo, se a dívida não for saldada, o contrato fica sem efeito.

Mesmo os contratos em que os clientes têm obrigação de fidelização são abrangidos pelas novas regras uma vez que, estes serviços, são pagos ao fim do mês.


quinta-feira, maio 17, 2012

“Maybe I Should Have”.




No próximo dia 19, pelas 16 horas, será exibido no Fórum Municipal do Seixal o documentário “Maybe I Should Have”.

Realizado por Gunnar Sigurdsson, um encenador que se transformou em activista político, o filme aborda as questões do colapso económico da Islândia e a procura de respostas para a crise. Trata aspectos tão variados como o sistema financeiro internacional, a corrupção, a privatização da banca, os paraísos fiscais, a acção do governo e os movimentos de cidadãos.

A exibição contará com a presença do realizador, Gunnar Sigurdsson, e com os comentários do Professor Fernando Branco, da Universidade Católica Portuguesa.

Após o final da sessão, haverá um jantar de confraternização no restaurante “Cacilheiro do Tejo II”, aberto a todos.

Este documentário inaugura o ciclo de cinema “Além das Nuvens”, organizado pelo Centro Cultural Nuno Álvares Pereira, com o apoio da Câmara Municipal do Seixal e da APORDOC – Associação Pelo Documentário.

A entrada é gratuita.

terça-feira, maio 15, 2012

Ponto de vista.... de António Balau


Biblioteca: Solução contra a crise

Segundo o Manifesto da UNESCO “A biblioteca pública-porta de acesso local ao conhecimento -fornece as condições básicas para a aprendizagem ao longo da vida, para uma tomada de decisão independente e para o desenvolvimento cultural do indivíduo e dos grupos sociais.”
A Biblioteca Pública, funciona como Centro de Interesses para prestar serviços nas áreas da educação, cultura e informação contribuindo para o bem-estar da população.
No momento difícil em que vivemos, as bibliotecas são alvo dos cortes orçamentais condicionando o funcionamento normal nas aquisições, serviços e actividades destinadas ao público.
Perante as dificuldades financeiras que os portugueses sentem no dia-a-dia, são procuradas soluções para minimizar a crise.
Recorrer aos serviços e empréstimo domiciliário, na biblioteca,  pode ser uma ajuda quando não existem pagamentos.
O aumento de requisições domiciliárias pode ter sido a opção dos portugueses, em alternativa, à compra de livros e outros suportes que não estão acessíveis à média da população.
Se comprar um livro é um luxo, em muitos casos, as bibliotecas podem ser a solução para o problema da falta de leitura.
Não deixe de ler por causa do preço do livro, frequente uma biblioteca próxima de si.

quinta-feira, maio 10, 2012

Critica de Cinema : "Comprámos um Zoo"



"Comprámos um Zoo” é o novo filme de Cameron Crowe, baseia-se numa história verídica: Benjamin Mee (Matt Damon) é um pai que decide criar os dois filhos num ambiente saudável e distante da cidade e do sofrimento após a morte da esposa.

Determinado a não se deixar abater pela amargura, resolve dar uma volta à sua vida. Assim, demite-se do seu emprego como jornalista, vende tudo o que tem e compra uma casa nova que tem como anexo um jardim zoológico à beira da falência. Ali, ele vai conseguir, não apenas ensinar aos filhos a força necessária para superar a perda e lutar pelos seus sonhos, como também reencontrar a serenidade do amor em Kelly (Scarlett Johansson).

Uma agradável supressa com uma boa banda sonora, onde se acompanha com interesse as emoções, aventuras e desventuras dos protagonistas.
Um filme familiar e mais uma prova de que com atitude e entusiasmo tudo se consegue.

Cláudio Anaia

segunda-feira, maio 07, 2012

Ponto de vista.... de António Balau




Salvar a memória colectiva

Nos dias de hoje é normal fotografar com uma câmara fotográfica, com portátil e até com um telemóvel. As fotos circulam nos computadores e nos diversos suportes e ainda há quem faça a impressão em papel, um caso que começa a rarear.
Existe a preocupação de guardar e até gravar uma cópia de segurança, não vá aparecer um vírus ou um acidente que faça desaparecer toda a informação.
E as fotografias dos nossos avós e pais? Estão em caixas? Em molduras na parede ou em álbuns plastificados?
Pois é, há de tudo um pouco, mas uma coisa é certa o estado de conservação não será certamente a melhor. Encontra-se de tudo, fotos sem cor, com humidade, fotos rasgadas, fotos com fita-cola e até com algumas inscrições com esferográfica para identificar o local ou as pessoas presentes.
As imagens do passado são a nossa memória familiar e colectiva, cabe a todos preservar os documentos que contam muitas histórias de vida. Juntar, guardar e organizar é uma tarefa da responsabilidade de todos.
Se por um lado poucas pessoas estão sensibilizadas para proteger este tipo de documentos, por outro lado, também poucas instituições estão a organizar a nossa memória. Há muito a fazer e para começar poderá o leitor descobrir as fotos no sótão, na caixa ou na gaveta de um armário.
Se o leitor tiver dúvidas procure alguém que possa ajudar e vai ver que recuperar a memória é interpretar o passado e compreender o presente.

Bom trabalho em prol da memória colectiva.

António Balau
ajebalau@gmail.com

sexta-feira, maio 04, 2012

"Portugal será próximo avanço contra o aborto"



Ativistas pró-vida dos Estados Unidos e outros países concentram-se na próxima semana em Lisboa, em defesa de um referendo que acreditam poder levar a uma proibição do aborto na Constituição, tal como acontece na Irlanda.
"Acho que Portugal pode ser próximo país a respeitar o direito à vida, desde o momento da conceção até à morte natural", disse à Lusa em Nova Iorque Josh Craddock, coordenador internacional da associação "Parenthood USA" ("Paternidade EUA"), responsável pelo evento em Lisboa.
Promovendo legislação e emendas constitucionais contra o aborto em todos os casos, mesmo de malformação do feto ou violação, a associação de origem cristã está representada em todos os Estados norte-americanos e ligada a uma rede internacional pró-vida.
"Não nos compete a nós julgar as qualidades de vida de alguém e determinar se devem viver ou morrer. Achamos que todos têm o direito fundamental à vida, desde a conceção", afirma.

Entre 4 e 5 de Maio, o evento de Lisboa, organizado pela Parenthood USA, Human Life International» e o LIfeSiteNews.com, irá juntar ativistas norte-americanos, portugueses, da Republica Dominicana, Hungria, México, Roménia e Irlanda.

É também uma forma de apoiar os ativistas portugueses, que têm vindo a tentar lançar um referendo nacional sobre a questão, tendo recolhido quase metade das 75.000 assinaturas necessárias.
"Ouvimos falar da campanha deles aqui nos Estados Unidos e é muito semelhante ao que fazemos, temos também iniciativas para recolher assinaturas para acrescentar emendas constitucionais para proteger vida no momento da conceção", afirma o responsável da Parenthood.
Craddock aponta como sucessos recentes do movimento a nova constituição na Hungria, que entrou em vigor a 1 de Janeiro, que afirma que "a vida de um feto será protegida desde o momento da conceção", a Polónia que "está a alguns votos de banir completamente o aborto", a nível constitucional, mas também "enormes manifestações" pró-vida na Roménia.

O jovem norte-americano afirma mesmo que o movimento pró-vida para "reconhecer os direitos de todos os seres humanos" vai "mudar o curso do século", tal como a abolição da escravatura há 200 anos.
Keith Mason, Presidente da Personhood USA, afirma que "esta cimeira global pró-vida é uma oportunidade para crescer e estabelecer parcerias na defesa da vida humana."
"O movimento internacional pró-vida é normalmente menosprezado e não detém muitos lugares de poder. Mas falamos a linguagem das pessoas, especialmente nos países em vias de desenvolvimento, precisamente aqueles que se encontram na encruzilhada do controlo populacional massivo", acrescenta Stephen Phelan, da "Human Life International".

Noticia DN, ver aqui

quarta-feira, maio 02, 2012

O suicídio e a actual crise económica



De acordo com os números do Instituto Nacional de Estatística, em 2010 as mortes por suicídio em Portugal ultrapassaram pela primeira vez, os óbitos provocados por acidentes rodoviários. Neste caso, ocorreram no nosso país 1101 óbitos por suicídio, mais 86 do que as mortes registadas em acidentes nas estradas durante o mesmo período.Desde a “grande depressão”, com início em 1929 nos EUA, que se conhece a relação entre a crise económica e o aumento do número de suicídios. Ora, considerando o crescimento da taxa de desemprego para cerca de 15%, as dificuldades económicas da população e o consequente acréscimo dos casos de depressão, existem sérios riscos de ocorrer no nosso país um aumento exponencial do número de suicídios. Um estudo publicado em 2009, na revista Lancet, revelou que na UE cada aumento de 1% do desemprego está associado a uma subida de 0,8% de suicídios. Além disso, verificou-se que um aumento superior a 3% na taxa de desemprego encontra-se associada a um acréscimo de 4,5% de suicídios.

Mas será que este aumento do número de suicídios poderá ser evitado? Existem pelo menos dois países da UE que conseguiram alcançar este objectivo. Na Suécia, o desemprego aumentou de 2,1% para 5,7 % entre 1991 e 1992, mas apesar disso a taxa de suicídios diminuiu. Por sua vez, na Finlândia, o desemprego aumentou de 3,2% para 16,6% entre 1990 e 1993 e as taxas de suicídios diminuíram ano após ano. Este sucesso pode ser em grande parte explicado pelo facto de ambos os países disporem de um forte modelo de protecção social e terem implementado programas de estímulo à procura e criação de emprego, a par de possuírem bons cuidados de saúde mental.

O aumento das doenças psiquiátricas associadas à crise económica é um problema que terá de ser monitorizado pelo governo, devendo ser tomadas algumas medidas que podem salvar vidas. Por exemplo, os serviços de saúde devem acompanhar as situações mais dramáticas, como são os casos em que ambos os elementos do casal estão desempregados, ou quando existem filhos menores que podem sofrer graves carências com o empobrecimento dos pais. De resto, umas das maiores humilhações que o ser humano pode sofrer é não conseguir garantir a alimentação dos seus próprios filhos.
Sabendo que a crise veio para durar, já não se trata de solicitar aos portugueses que façam alguns sacrifícios,  trata-se de lhes pedir que acatem resignadamente uma vida servil de constante provações, exigindo por vezes que ultrapassem os limites do suportável da sua saúde mental. Talvez por isso é que tomo cada vez mais consciência do sentimento de impotência perante muitos casos de depressão e sinto uma força irreprimível de escrever a palavra “fome” no diagnóstico psiquiátrico da ficha de observação.

O pior sinal que poderíamos dar actualmente ao mundo seria o de uma sociedade que se resigna perante o sofrimento dos mais fracos e que permanece impassível face à sua própria destruição. A indiferença política diante do aumento do número de suicídios, no contexto da presente crise económica, pode tornar-se perigosa, pois corrompe o tecido social e exprime a renúncia a um importante compromisso: o compromisso com o futuro.

 Pedro Afonso  - Médico Psiquiatra