sexta-feira, dezembro 30, 2011

Receita para o ano novo


Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, dezembro 27, 2011

Um texto desinteressante para portugueses



O título diz tudo. Se é português, não vai querer ler isto. Pior do que falar de algo de que não se gosta é falar de algo a que se é indiferente. É aqui que o problema começa, como tantos outros já começaram no passado: na falta de informação.

Há quem diga que para se ser igual a Churchill não basta andar de fato às riscas. E, na verdade, a coligação governamental do Reino Unido dividida sobre o veto a que o primeiro-ministro britânico recorreu no Conselho Europeu de Dezembro, isolando o seu país em relação aos restantes 26, não sugere uma vontade de união europeia. Ao invés, Adriano Moreira propõe uma reestruturação do Conselho de Segurança da ONU contemplando as diferentes organizações regionais do Mundo, substituindo naquele órgão países como a França ou o Reino Unido pela própria União Europeia. Freitas do Amaral critica a ditadura “Merkozy”. Vai-se especulando sobre o possível fim do euro.

Vivemos um período que claramente será estudado nos manuais de História dos próximos anos. E já que vamos aparecer nas entrelinhas dos livros de História, então que saibamos aprender com aquilo que a História já nos ensinou. Em tempos de crise (sobretudo políticas) não deixemos a ignorância tomar parte no processo. Sempre deu mau resultado. No limite, podíamos contar a história dos alemães que nos anos 30 encontraram um homem que apenas pedia certas condições para poder devolver a honra (essa perigosa palavra) à Alemanha. Sim, claro que poderá ser um exagero, mas, na verdade, qual é o preço da nossa liberdade? E quais são as ditaduras do século XXI? O que é que nos retira espaço na condição de cidadãos livres?

Há coisas que não se podem sujeitar à regra do “apetece-me ou não?”. A informação é uma delas. Só informados é que podemos decidir o nosso futuro. Preocupamo-nos em conhecer as condições que os vários bancos oferecem antes de (tentarmos) contrair um empréstimo; pesquisamos qual a peça de teatro ou filme no cinema a que mais nos apetece assistir; informamo-nos sobre qual a faculdade que oferece o melhor plano curricular para nós; mas depois descuramos as medidas que todos os dias vão sendo anunciadas e que tem implicações na forma como os bancos nos apresentam os empréstimos, que condicionam a sustentabilidade dos teatros nacionais ou o financiamento do ensino superior. Em cada acto de não nos informarmos sobre a realidade em que estamos, nós próprios restringimos a nossa própria liberdade de escolha.

Quer queiramos quer não, muitas políticas tomadas em Portugal seguem orientações de Bruxelas. Ora, esta cisão que a Europa vem vivendo deve merecer a nossa atenção, sobretudo se não quisermos andar simplesmente atrás dos acontecimentos. Já é tempo de começarmos a adoptar a postura de quem age no sentido da prevenção e não da cura.

Claro que nunca saberemos o que fazer como cidadãos empenhados enquanto não tivermos acesso à informação sobre o que se passa e enquanto aquilo que influi na vida básica do dia-a-dia for visto como um mundo que não é o nosso e que não nos diz respeito. A verdade é que vamos sentindo na carteira que a Europa tem tudo que ver connosco. Que seja tempo de começar a estarmos atentos ao mundo à nossa volta.

António Santos Lourenço

segunda-feira, dezembro 19, 2011

Video sobre o Natal que conquistou YouTube‏



Este relato do Natal com actores até 8 anos de idade conseguiu em poucas horas milhares de visitas no Youtube.

O segredo? transmite o espírito do Natal, explica o queaconteceu no primeiro 25 de Dezembro, no meio de belíssimas paisagens da Nova Zelãndia

sábado, dezembro 17, 2011

Havia mil e uma formas possíveis...[...]

Havia mil e uma formas possíveis de Deus se dar a conhecer.

Podia todos os anos abrir o mar vermelho. Ou então fazer brotar pão das rochas nos anos bissextos. Podia mandar chuvas de sapos, fazer aparições de cem em cem anos. Ou dar concertos celestiais! A lista de possibilidades é interminável.
Contudo ele escolheu a forma mais difícil. Veio Ele próprio, mas não de um modo qualquer. Com o seu Espírito, trouxe Graça a uma mulher que não conhecia homem, num tempo e numa época concretas. Deu-nos o seu filho encarnado num homem comum, como qualquer outro. A possibilidade de fracasso era tremenda, tinha tudo para correr mal, mas ainda assim Ele arriscou.
Arriscou, pois sabia (e sabe), que mesmo sendo uma forma aparentemente limitada e trôpega, mesmo sendo pouco convincente é a única possível. A única que está efectivamente à altura do Seu Amor por cada um de nós. Sem artimanhas, sem manipulações, com toda a verdade, vontade, liberdade e apraz-me dize-lo, com toda a proximidade.
Com Jesus, homem como nós, Deus, fez-se e faz-se presente a todo o momento. Dia após dia. Mês após mês. Ano após ano. Numa presença que se renova quotidianamente sem desistir, sem desanimar, sem cobrar, esperando apenas que também nós o deixemos nascer no nosso coração.

João Lima


sábado, dezembro 10, 2011

Como Ajudar - Dar o litro é simples


Dar o litro é simples!

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Ligue já e ajude quem vive nas ruas de Lisboa a ver o copo sempre cheio.

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quarta-feira, dezembro 07, 2011

Cinema



Destaque
O Gato das Botas


Gato das Botas é uma figura criada em 1697 pelas lendárias fábulas do francês Charles Perrault, mas recentemente o seu protagonismo decorre do facto de ter readquirido especial notoriedade como figura do filme de animação «Shrek 2».
Um filme familiar, alegre e bem-disposto, com uma animada variação pós-moderna sobre as fábulas de João e o Pé de Feijão e da Gansa dos Ovos de Ouro.

Trata-se de uma adaptação contemporânea, criando uma nova versão das ditas personagens, explicando a origem das botas do famoso Gato, da sua reputação de brilhante espadachim e de resgate da sua honra felina “manchada” por uma traição injusta do seu passado.

Saia de casa e vá ver este filme, garanto que sairá da sala mais animado e esquecerá durante hora e meia os tempos difíceis que andamos a viver.

Veja o trailer em :
http://www.youtube.com/watch?v=fXgT_DgFJf0

domingo, dezembro 04, 2011

Monumento ao menino não nascido.



A 28 de outubro de 2011, foi inaugurado na Eslováquia, o monumento ao menino não nascido, obra de um jovem escultor daquele país. O monumento expressa não só o pesar e arrependimento das mães que abortaram, mas também o perdão e o amor do menino por nascer para com a sua mãe. A cerimónia de inauguração contou com a presença do ministro da Saúde do País. A ideia de construir um monumento aos bebés por nascer veio de grupo de mulheres jovens mães muito conscientes do valor de toda a vida humana e do mal que se inflige também à saúde da mulher.

sábado, dezembro 03, 2011

Campanha nacional contra a violência doméstica




Uma em cada três vítimas de violência doméstica permanece mais de dez anos na relação e cada vez mais mulheres resistem a abandonar o lar porque vão perder emprego. Este ano já morreram 23 mulheres vítimas de violência doméstica, segundo dados do Observatório de Mulheres Assassinadas (OMA).

Para combater este crime, foi recentemente lançada uma nova campanha nacional.

Informo que as imagens poderão ser pesadas para pessoas mais susceptíveis.

quinta-feira, dezembro 01, 2011

Espaço saúde com....Luiz Santos


O mito do exercício físico.

Não se sabe ao certo quantos indivíduos se exercitam regularmente. São os representantes de todos aqueles que aderiram à ideia de que o exercício físico promove a saúde e a longevidade. Buscam um objetivo inatingível. São vítimas do mito do exercício físico!

As diferenças limítrofes existentes entre os riscos e os benefícios induzidos pela prática do exercício físico não estão e, muito menos são definidos pelos seus agentes especializados no seguinte contexto – saúde e longevidade. Em contrapartida e infelizmente, os veículos de informação e a formação de opiniões acerca desta matéria tem alimentado, por interesses outros, esse conceito. Senão vejamos. A pressão exercida pelos meios de comunicação social, conjuntamente com grupos de representantes das mais diferentes categorias profissionais e grupos económicos sobre a sociedade é uma realidade. A “cultura do desporto” espalhou-se por todo o mundo apoiada por bases científicas e sobretudo pelo marketing especializado. Uma valorização consensual aponta para o exercício físico como sendo este o agente principal e o fomentador da saúde e da longevidade da população, ainda como o dinamizador e promotor de uma mais-valia para o bem-estar e para uma melhor qualidade de vida. Pretextos e alegações extravagantes, até mesmo infundadas acerca deste tema têm sido atribuídos a este fenómeno. Um dos media que mais tem influenciado neste contexto é a televisão, super dotada na arte de vender a imagem e a informação da glorificação dos vencedores, das recompensas e com a intensa publicidade em torno dos paradigmas da saúde, da beleza, do poder, do sucesso – do exercício físico. O recente “combate” travado pelos media contra a obesidade é o exemplo tipificado da banalização deste fenómeno, isto é, convenientemente transformaram uma pandemia de graves proporções na escala mundial para a saúde da espécie humana num rentável share de audiências tipo reality show.

Não é de se surpreender que grande parte da população esteja disposta a pagar e investir neste “produto”. E pagam! Sob as alegações das mais surpreendentes, tem-se despendido enormes quantias em equipamentos desportivos, consultas e exames especializados, programas e tratamentos, suplementos e substâncias milagrosas. Dos extremos, podemos enquadrar o doping e, até para se obter resultados menos complexos, o exercício físico tem sido utilizado como um meio para se atingir um fim. Paradoxalmente, neste contexto torna-se ele mesmo num agente nocivo e comprometedor da saúde, ou até mesmo como redutor da própria vida. Deformado pelos tabus e pré conceitos, o exercício físico assume hoje para muitos, como uma alternativa para alguns males e a solução para os menos informados. Os profissionais que interagem direta e indiretamente na área da prescrição e supervisão do exercício físico têm pelas mais variadas razões, procurado incentivar à população para aderirem a esta ideia, quando, muitos destes não reúnem sequer os conhecimentos mais elementares para tal. Como consumidores que são deste conceito também estão sujeitos ao charlatanismo e às hipocondrias da sociedade do consumo. Portanto, temos tudo aqui reunido. O estímulo ao lucro, a sedução da moda e do status quo, a “ciência” que apoia o fenómeno do exercício físico, os media, ou seja, uma carroça muito grande, movida pelo lucro e que transporta uma população ávida para acreditar que esta será a solução para se obter saúde e longevidade. Para os menos lúcidos, não esquecer que a ciência se encontra - ou deveria, estar acima dos modismos e dos interesses de classes.

Assumo neste artigo definitivamente que não sou contra o exercício físico, em toda a sua explanação. Como profissional e praticante do desporto, simplifico tão-somente o reflexo do raciocínio de quem está do outro lado da questão. Aquela sobre a qual poucas pessoas ouvem falar e muitas nem querem saber que elas existem. Os factos não contrariam os prazeres da prática do exercício físico, traduzem apenas que ela poderá ser desastrosa, quando realizada pelas razões e, nas condições impróprias. A verdade poderá servir também, a qualquer custo, como um benefício para o futuro. Na continuidade deste tema, abordaremos os conceitos mais atualizados sobre saúde, exercício físico e longevidade.

Luiz Santos

Director Técnico | Personal Trainer