domingo, agosto 05, 2018
Entrevista sobre os 50 anos do Padre Rodrigo
Aqui vos deixo a entrevista que fiz ao Pe. Rodrigo Mendes
http://www.distritonline.pt/entrevista-50-anos-de-sacerdocio-do-padre-rodrigo-atraves-deste-passado-eu-possa-continuar-a-construir-o-futuro/
quinta-feira, agosto 02, 2018
Flores e borboletas
«Belo era o mundo.
Belos a lua e os astros, bela a ribeira e as suas margens, a floresta e a rocha, a cabra e o besouro, flores e borboletas. Belo e agradável era andar assim pelo mundo e sentir-se tão criança, tão desperta, tão aberta à imediatez das coisas, tão confiante.»
Serei sincero: nunca foi um leitor entusiasta de Herman Hesse (1877-1962), o escritor alemão constantemente lido sobretudo por um público jovem. Todavia, do seu romance mais conhecido, “Siddharta” (1922), influenciado pelo pensamento budista, quis aqui extrair aquelas linhas, destinando-as a um tempo com sabor a férias. Sem cair em visões irracionais ou panteístas, é indubitável que temos necessidade – sobretudo nós, ocidentais – de reencontrar a harmonia com aquela natureza que muitas vezes ignoramos ou, pior, desfiguramos.
Conseguir finalmente lavar os olhos das casas cinzentas das cidades, das páginas repletas de números que se amontoam nas mesas dos escritórios, das máquinas que fremem nas fábricas, dos automóveis que envenenam e nos tornam neurasténicos: é este o antídoto necessário que devemos tomar nos dias estivais. Olhar a lua e as estrelas, a torrente e o bosque, as rochas e os animais, as flores e as paisagens.
Reencontrar o espírito da criança que sabe seguir os arabescos desenhados no céu por uma borboleta, abrirmo-nos à «imediatez das coisas». Disso precisamos de tempos a tempos para purificar a alma, antes mesmo dos pulmões. Noutro romance, “O jogo das contas de vidro” (1943), Hesse escrevia: «Pertencer ao vento e à chuva, fixar uma flor ou a água corrente de um rio sem nada compreender mas tudo intuindo, transportados para o mundo, para o mistério e o sacramento».
P. (Card.) Gianfranco Ravasi
Imagem: romrodinka/Bigstock.com
Belos a lua e os astros, bela a ribeira e as suas margens, a floresta e a rocha, a cabra e o besouro, flores e borboletas. Belo e agradável era andar assim pelo mundo e sentir-se tão criança, tão desperta, tão aberta à imediatez das coisas, tão confiante.»
Serei sincero: nunca foi um leitor entusiasta de Herman Hesse (1877-1962), o escritor alemão constantemente lido sobretudo por um público jovem. Todavia, do seu romance mais conhecido, “Siddharta” (1922), influenciado pelo pensamento budista, quis aqui extrair aquelas linhas, destinando-as a um tempo com sabor a férias. Sem cair em visões irracionais ou panteístas, é indubitável que temos necessidade – sobretudo nós, ocidentais – de reencontrar a harmonia com aquela natureza que muitas vezes ignoramos ou, pior, desfiguramos.
Conseguir finalmente lavar os olhos das casas cinzentas das cidades, das páginas repletas de números que se amontoam nas mesas dos escritórios, das máquinas que fremem nas fábricas, dos automóveis que envenenam e nos tornam neurasténicos: é este o antídoto necessário que devemos tomar nos dias estivais. Olhar a lua e as estrelas, a torrente e o bosque, as rochas e os animais, as flores e as paisagens.
Reencontrar o espírito da criança que sabe seguir os arabescos desenhados no céu por uma borboleta, abrirmo-nos à «imediatez das coisas». Disso precisamos de tempos a tempos para purificar a alma, antes mesmo dos pulmões. Noutro romance, “O jogo das contas de vidro” (1943), Hesse escrevia: «Pertencer ao vento e à chuva, fixar uma flor ou a água corrente de um rio sem nada compreender mas tudo intuindo, transportados para o mundo, para o mistério e o sacramento».
P. (Card.) Gianfranco Ravasi
Imagem: romrodinka/Bigstock.com
segunda-feira, julho 30, 2018
sexta-feira, julho 27, 2018
Eclipse total da Lua mais longo do século é hoje às 21h22
O eclipse total da Lua mais longo do século ocorre esta sexta-feira, com Portugal a 'apanhar' o fenómeno a meio porque a Lua nasce numa altura em que já está totalmente na sombra da Terra.
O eclipse lunar total, que terá uma duração de cerca de uma hora e 45 minutos, pode ser observado a partir da Austrália, Antártida, Ásia, África, Médio Oriente, Europa, América do Sul, sul do Oceano Pacífico, Oceano Índico e Oceano Atlântico, de acordo com o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).
Durante o eclipse, o maior até 2100 em termos de duração, segundo o diretor do OAL, Rui Agostinho, a Lua ganhará uma tonalidade vermelha em resultado da luz projetada no espaço pelo Sol. Em Portugal, a Lua nasce às 20.47 horas e o meio do eclipse (que corresponde ao máximo do eclipse visível) acontece às 21.22 horas. O pôr-do-Sol ocorre às 20.52 horas.
Para o fenómeno ser observável, o céu tem de estar limpo e a linha de horizonte, a nascente, desimpedida. Por definição, o eclipse total da Lua ocorre quando "a Terra se encontra entre o Sol e a Lua, de forma a projetar a sua sombra na Lua, e a Lua atravessa completamente a sombra da Terra", refere o OAL no seu portal.
O eclipse lunar acontece quando coincidem a fase de Lua cheia e a passagem da Lua pelo seu nodo orbital. Por norma, ocorrem dois eclipses do Sol e da Lua por ano. Em 2018, houve um primeiro eclipse total da Lua em 31 de janeiro, mas não foi visível na Europa Ocidental. Hoje, também acontece um outro fenómeno: Marte vai estar alinhado em linha reta com o Sol e a Terra e, por isso, estará mais brilhante do que o habitual. Este alinhamento cósmico chama-se oposição de Marte e acontece a cada dois anos, um mês e 18 dias.
segunda-feira, julho 23, 2018
“A Bebedeira passa, o resto não”
Na passada sexta feira foi lançada uma nova campanha, para combater de ingestão excessiva de bebidas alcoólicas entre os jovens.
Esta campanha vem na sequência de os dados do INEM indicarem que, em 2017, mais de 1.200 menores de idade entraram em coma alcoólico. A campanha chamada “a bebedeira passa, o resto não” pretende espalhar a mensagem através de 15 mil cartões que vão ser distribuídos pelos jovens nas noites de Lisboa, Albufeira e Porto.
Foi também lançado dois vídeos de 30 segundos ( ver em baixo) que vai circular pelas redes sociais, onde podem ser vistos alguns dos perigos relacionados com o consumo de álcool. A campanha visa "alertar os jovens para as consequências do consumo do álcool, não só nos efeitos nocivos para a saúde, mas também para a sua segurança", segundo explicou a secretária de Estado adjunta e da Administração Interna
Esta campanha vem na sequência de os dados do INEM indicarem que, em 2017, mais de 1.200 menores de idade entraram em coma alcoólico. A campanha chamada “a bebedeira passa, o resto não” pretende espalhar a mensagem através de 15 mil cartões que vão ser distribuídos pelos jovens nas noites de Lisboa, Albufeira e Porto.
Foi também lançado dois vídeos de 30 segundos ( ver em baixo) que vai circular pelas redes sociais, onde podem ser vistos alguns dos perigos relacionados com o consumo de álcool. A campanha visa "alertar os jovens para as consequências do consumo do álcool, não só nos efeitos nocivos para a saúde, mas também para a sua segurança", segundo explicou a secretária de Estado adjunta e da Administração Interna
quarta-feira, julho 18, 2018
40 graus na Sibéria e 30 graus na Noruega: onda de calor quase planetária surpreende especialistas
Na Sibéria verificam-se temperaturas que nunca foram registadas.
O mesmo se passa no Canadá, na Irlanda e no Reino Unido. Nas geografias onde o calor é normal, as temperaturas não param de bater recordes. Grandes ondas de calor dispararam novamente os alarmes em todo o mundo nos últimos dois meses, depois de as temperaturas terem subido em regiões onde isso não era suporto. Uma das situações mais extremas foi registada no norte da Sibéria, onde o mês passado foi o mais quente em mais de um século, de acordo com o Centro Hidro-meteorológico da Rússia. Em junho, a temperatura média de toda a região foi oito graus acima do que é normal, e o calor intenso esteve presente excecionalmente também na primeira semana de julho.
Situações extremas de calor também foram registadas nos últimos 60 dias em regiões frias como a Escandinávia, o Reino Unido, a Irlanda e o Canadá. Os especialistas concordam que estes acontecimentos climáticos se encaixam nos cenários previstos pela comunidade científica como consequência do aquecimento global. Mas são necessários mais estudos para ligar diretamente um episódio específico à mudança climática, alertam.
Veja a noticia,completa AQUI
domingo, julho 15, 2018
Aproveite para visitar Museus e Palacios ... sem gastar dinheiro !!
Visite os Museus e Monumentos sob tutela da Direção-Geral do Património Cultural todos os Domingos e feriados, até às 14h00.
As entradas são gratuitas um dia por semana para todos os cidadãos residentes em território nacional. Tem AQUI a lista dos locais que pode visitar gratuitamente.
A cultura, pode ser Grátis. E tem muito por onde escolher.
quinta-feira, julho 12, 2018
Mundial do Catar será jogado em novembro e dezembro de 2022
A próxima edição do Mundial, no Catar, será realizada entre 21 de novembro e 18 de dezembro, reafirmou esta sexta-feira o presidente da FIFA.
Na conferência de imprensa de balanço ao torneio que termina agora na Rússia, Gianni Infantino referiu que a alteração no calendário deve-se ao facto de não ser possível jogar futebol no Catar em junho e julho. No país do Médio Oriente, as temperaturas no verão ultrapassam frequentemente os 40 graus. Segundo o presidente da FIFA, as federações já estão a par desta decisão e "irão adaptar os seus calendários".
Infantino referiu que, a nível de organização, o Mundial da Rússia foi o melhor de sempre. Dentro de quatro anos, no Catar, deverão entrar em competição 48 seleções, uma hipótese que está a ser estudada.
Marca já na tua agenda !! :)
domingo, julho 08, 2018
Livro : Como será o futuro e porque depende de nós ?
O que têm em comum os automóveis sem condutor, os serviços on-demand, a inteligência artificial e a desigualdade de rendimentos?
Todos indicam, de forma inequívoca, que estamos a caminhar desordenadamente para um mundo dominado por tecnologias que não compreendemos bem e que temos razões para temer. Tim O’Reilly é um dos observadores mais atentos das tecnologias emergentes, tendo sido considerado «o oráculo de Silicon Valley» pela revista Inc. e «o trend spotter» pela revista Wired. Em Como Será o Futuro coloca a hipótese incómoda de as tecnologias que criámos nos virem a controlar a nós, humanos, no futuro. Acredita na possibilidade de o mundo vir a ser dominado por máquinas hostis às pessoas, e que os sistemas que estamos actualmente a construir contribuem para isso.
Como estão as tecnologias do século XXI a mudar os negócios, a educação, os governos, os mercados financeiros e a economia no seu todo? Como podemos controlar essas mudanças? Que decisões podemos tomar para promover um mundo em que queiramos viver? O’Reilly recorre às técnicas pioneiras que utilizou na previsão e interpretação de vagas de inovação anteriores e aplica-as às «tecnologias “WTF» do século xxi. Retirando lições de plataformas como Amazon, Google, Facebook, AIrbnb, Uber e Lyft, demonstra que a economia e os mercados financeiros são cada vez mais geridos por algoritmos e demonstra que a desigualdade de rendimentos, o declínio da mobilidade ascendente e a perda de postos de trabalho devido a avanços tecnológicos resultam de escolhas conscientes que temos vindo a fazer.
Devemos reescrever os algoritmos relativos à economia se quisermos criar um futuro mais centrado nas pessoas. Depende de todos nós assegurar que as novas tecnologias são causa, não de consternação, mas de assombro. “Em WTF?, ele dá uma vez mais um salto em frente, mostrando-nos o que vai ser considerado normal daqui a dez anos.» Seth Godin, autor de A Tribo
Tim 0’ Reilly é o fundador e CEO da O’Reilly Media, a empresa que providencia há 35 anos os conhecimentos necessários aos que querem entrar na corrida ao ouro de Silicon Valley. A empresa disponibiliza ensino à distância, publicações e conferências, e tem liderado a discussão de sucessivas vagas de inovação tecnológica. Tim é também sócio da O’Reilly AlphaTech Ventures, um fundo de capitais de risco para empresas em fase de arranque, e está na administração de Code for America, Maker Media, Peer J, Civis Analytics, e Pop Vox.
Editora : DOM QUIXOTE
segunda-feira, junho 04, 2018
Açores, o segredo mais bem guardado do Atlântico
Em 2016, uma expedição científica às ilhas de São Miguel e Santa Maria e aos ilhéus das Formigas, organizada pela Fundação Oceano Azul e pela Fundação Waitt, deu origem ao documentário “Açores, o segredo mais bem guardado do Atlântico”. O PÚBLICO divulga pela primeira vez este documentário, que também será transmitido pela RTP3 esta segunda-feira à noite, pelas 23h30. Esta divulgação coincide com o regresso aos Açores da Fundação Oceano Azul com vários parceiros, até 24 de Junho, desta vez numa expedição à volta das ilhas do Corvo e das Flores.
terça-feira, maio 29, 2018
É hoje o dia D !
Fez no passado dia 1 de Maio um ano (link em baixo ), que estive numa manifestação juntamente com alguns camaradas do PS, em frente à Assembleia da República, a defender a Vida contra a eutanásia.
Somos contra aquilo que será um retrocesso civilizacional, caso a eutanásia seja aprovada, em mais um diploma que permite a morte de forma legal.
Queremos uma sociedade que defenda os Direitos Humanos, que cuide de todos, principalmente dos mais vulneráveis !
Clicar aqui : http://rr.sapo.pt/noticia/82514/manifestantes_anti_eutanasia_querem_saber_o_que_pensa_marcelo
quinta-feira, maio 24, 2018
Papa Leão XIII
"Quanto aos ricos e aos patrões, não devem tratar o operário como escravo, mas respeitar nele a dignidade do homem, realçada ainda pela do Cristão. O trabalho do corpo, pelo testemunho comum da razão e da filosofia cristã, longe de ser um objecto de vergonha, honra o homem, porque lhe fornece um nobre meio de sustentar a sua vida.
O que é vergonhoso e desumano é usar dos homens como de vis instrumentos de lucro, e não os estimar senão na proporção do vigor dos seus braços
."
Rerum Novarum . Encíclica do Papa Leão XIII
sexta-feira, maio 18, 2018
A morte da privacidade
Chegámos ao fim da privacidade, as nossas vidas privadas, ao contrário das vidas privadas dos nossos avós, passaram para o domínio da vergonha e do segredo.
Através das muitas pequenas concessões que fomos fazendo, destruímos direitos e privilégios pelos quais gerações anteriores lutaram, minando, assim, as bases da nossa personalidade. Chegámos a um ponto em que a maioria de nós aceita que as interacções sociais, financeiras e, até, sexuais tenham lugar na internet e que alguém, em algum lugar, assista.
Na verdade, tudo o que fazemos aí é impulsionado por fórmulas matemáticas complexas, que são invisíveis e misteriosas. Quando tomamos alguma consciência disto, sentimos uma nova forma de inquietação: estamos a ser investigados, processados e manipulados por uma inteligência artificial que tem por trás a inteligência humana. Um exemplo é o projecto DRIP (Retenção de Dados e Investigações) no Reino Unido, que obriga as empresas que recolhem informações dos seus clientes a rete-las e armazená-las, podendo a polícia e o governo solicitá-las
Em geral, a começamos por observar horrorizados este tipo de iniciativas, mas depressa passamos ao cinismo, pois temos ideia de que qualquer protesto da nossa parte será inútil. Devemos perguntar: qual é o impacto pessoal e psicológico dessa perda de privacidade? Que protecção legal é oferecida a quem deseja defendê-la? Talvez seja, porém, tarde demais para fazer tal pergunta, pois chegámos a um momento em que o nosso quotidiano ultrapassou a ficção, ultrapassou as distopias, ultrapassou o "e, se...". Recordemos, Yevgeny Zamyatin que concebeu, no seu romance We, de 1921, um "one state", uma sociedade transparente sem privacidade. Seguem-se Orwell, Huxley, Bradbury, Atwood e outros que elegeram a usurpação da privacidade como um dos principais "ingredientes" do futuro totalitário. O romance The Circle, de Dave Eggers publicado em 2013, pinta o retrato de uma América sem privacidade: um império, assente na internet, pesquisa e controla a vida de todos, confiando na adesão ao seu lema: "segredos são mentiras, compartilhar é cuidar e privacidade é roubo". A heroína acaba por se desintegrar sob a pressão do escrutínio, tornando-se uma das hordas obedientes e sem rosto.
Um outro romance recente - Meatspace, de Nikesh Shukla, publicado em 2014 - que explora a fusão das esferas do privado e do público, começa com as seguintes palavras da personagem principal, um escritor solitário cuja única ligação ao mundo é a internet: "a primeira e última coisa que faço todos os dias é ver o que estranhos estão dizendo sobre mim". O nosso pensamento social, vai no sentido de julgar como suspeita qualquer coisa que se mantenha longe do olhar público, de modo que, pelo menos alguns de nós, não querendo ser vistos como suspeitos, aceitam "partilhar" o que é privado. Mas talvez haja uma razão mais importante que nos leva a ceder a essa "partilha", que não sejamos propriamente, como alguns defendem, dóceis ou ignorantes, incapazes de ver a complexa teia de interesses - sobretudo comerciais - que nos enredam; talvez seja porque entendemos perfeitamente a transacção que está em jogo. Ou seja, queremos manter a internet gratuita e sabemos que as empresas ganham dinheiro com algo que estamos dispostos a dar em troca, a nossa privacidade. Trocamos a privacidade pela riqueza de informações que a internet nos oferece, pela conveniência das compras on-line, pela aldeia global dos media. Essa troca leva-nos a aceitar o efeito normalizador da vigilância.
Há uma auto-verificação do nosso comportamento quando sabemos que estamos a ser vigiados. É o "panóptico" de Jeremy Bentham, o modelo para as prisões onde um só guarda pode observar uma prisão inteira, não importava se está ou não a observar, a mera possibilidade de estar é suficiente para garantir o cumprimento da norma. É neste ponto que nos encontramos, sob uma vigilância que pode parecer benigna, mas que denota um poder sombrio e controlador sobre todos. A mensagem subliminar que passa é que se queremos mesmo manter algo privado, devemos tratá-lo como um segredo, mas de um modo semelhante ao que a personagem do livro "1984", Winston Smith, fez: "Se quiser manter um segredo, deve escondê-lo de si mesmo ". Aqui reside o maior risco de invasão da privacidade, desvalorizado por aqueles que aceitam alegremente os tentáculos da corporação empresas-media-estados. Don DeLillo, no seu livro de 2010, Point Omega, diz: "você precisa saber de coisas sobre si que os outros não sabem. É o que ninguém sabe sobre você que permite que você se conheça". Negando o acesso ao nosso mundo interior, desistimos daquilo que nos eleva acima da mera sobrevivência, daquilo que nos torna humanos. Josh Cohen explica por que precisamos de privacidade na nossa vida: "precisamente porque a privacidade garante que nunca somos totalmente conhecidos pelos outros ou por nós mesmos, a privacidade constitui um abrigo para a liberdade, a imaginação, a curiosidade e a auto-reflexão.
Portanto, defender o eu privado é defender a própria possibilidade de vida criativa e significativa".
Helena Damião
segunda-feira, maio 14, 2018
quinta-feira, maio 03, 2018
Recanto Japonês - Poços de Caldas
O Recanto Japonês é uma réplica de um jardim japonês, com construções e vegetação típicas. Fica localizado numa vertente da Serra de São Domingos sendo rodeado por uma mata nativa.
O local é muito agradável e de fácil acesso. A casa de chá e o quiosque foram projetados e construídos em estilo japonês.
O quiosque ou caramanchão Azumaya é uma réplica do Manj-Tei, que existiu nos jardins do palácio imperial japonês, feito de madeira e telhado de palha. No local há um pequeno lago artificial, onde foram colocadas carpas coloridas
segunda-feira, abril 23, 2018
1º de Maio Juntos Superamos Limites
Evento Nacional reúne mais de 1000 Jovens em Alenquer em prol da paz Os Jovens para o Mundo Unido promovem o evento “Juntos Superamos Limites - BEYOND ALL BORDERS”, que se irá realizar no próximo dia 1 de maio, na Cidadela Arco-íris (Abrigada, Portugal).
Os limites dividem povos, culturas e países. Distanciam as pessoas e geram conflitos difíceis de sarar. Superar os limites que nos separam e trabalhar na construção de pontes nos vários âmbitos da sociedade é o mote que os Jovens para o Mundo Unido (JPMU) escolheram a este dia. Trata-se de uma iniciativa já com história em Portugal. Realiza-se desde 2002, de dois em dois anos (sempre no dia 1 de maio), e tem contado com a participação de cerca de mil jovens portugueses e também de outras nacionalidades.
Em 2018, através da partilha de ideias, projetos, músicas, testemunhos e laboratórios de Fraternidade, os jovens pretendem demonstrar que o mundo fraterno já está a ser construído. Esta ficará também para a história como a edição a portuguesa do Genfest – o festival internacional dos Jovens Para o Mundo Unido que terá lugar em Manila, nas Filipinas, em julho deste ano. Estas atividades inserem-se no United World Project (Projeto Mundo Unido), uma rede internacional que pretende contribuir para a recolocação da fraternidade universal como paradigma das relações humanas, por meio da identificação, sistematização e divulgação das ações que já se fazem a nível mundial.
Os Jovens para o Mundo Unido são uma expressão juvenil do Movimento dos Focolares. São de diferentes culturas, mas têm uma só alma e um único sonho: unir o mundo! Para isso procuram, antes de mais, mudar-se a si mesmos, pondo em prática a Regra de Ouro, comum a todos credos e que diz: “Faz aos outros o que gostarias que fizessem a ti e não faças aos outros aquilo que não gostarias que fosse feito a ti”.
Estão todos convidados !
Veja o vídeo aqui : https://www.youtube.com/watch?v=y2oryHdyvqY&feature=youtu.be
terça-feira, abril 17, 2018
segunda-feira, abril 02, 2018
Zumba Solidário

Pelo terceiro ano consecutivo, irá realizar-se um evento solidário de Zumba pelo Autismo no dia 28 Abril , no Pavilhão da Escola Secundária de Santo André no Barreiro pelas 15:00.
Este evento tem como objectivo para além de apelar à consciencialização da problemática do espectro do Autismo, angariar fundos para a Unidade de Ensino Estruturado da Escola EB/JI Telha Nova 1 que dá apoio a crianças com necessidades educativas especiais. O valor total angariado será doado para esta causa que ajuda as crianças a terem acesso a materiais didáticos, terapias, e experiências interactivas (actividades lúdicas, visitas de estudo,etc).
Este ano estarão em palco mais de 30 instrutores que aceitaram o convite para ajudar estas crianças. Agradecemos os apoios de várias entidades para a realização do evento, assim como a todos os que queiram participar para ajudar esta causa.
sábado, março 10, 2018
domingo, março 04, 2018
Cláudia Pascoal vence festival da canção com "O Jardim"
Cláudia Pascoal vence festival da canção com "o Jardim", letra de Isaura que a fez numa bonita homenagem a sua avó ja falecida.
[Verso 1]
Eu nunca te quis
Menos do que tudo
Sempre, meu amor
[Pré-refrão 1]
Se no céu também és feliz
Leva-me, eu cuido
Sempre, ao teu redor
[Refrão]
São as flores o meu lugar
Agora que não estás
Rego eu o teu jardim
São as flores o meu lugar
Agora que não estás
Rego eu o teu jardim
[Verso 2]
Eu já prometi
Que um dia mudo
Ou tento, ser maior
[Pré-refrão 2]
Se do céu também és feliz
Leva-me, eu juro
Sempre, pelo teu valor
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