sexta-feira, fevereiro 14, 2014

Dia dos namorados : Abraçados podemos voar



Tenho tido nestes anos, como padre, a gratíssima alegria de casar dezenas de amigos. Sei por eles, e da forma mais pura, a verdade daquele verso de Dante que diz: «o amor move o sol e as outras estrelas». Ao olhar para o interior das suas vidas, para dentro dos seus sonhos e até dos seus temores é esse incomparável mistério que se deteta: o modo como o amor, como a frágil força do amor é capaz de mover, de transfigurar e de unir, até ao fim, cada fragmento do corpo e cada filamento da alma.

Um outro autor italiano escreveu: «Somos anjos de uma asa apenas. Só permanecendo abraçados podemos voar». O casamento é a serena e criativa conjugação destes dois sentimentos que, fora dele, pareciam destinados a existir unicamente em contraste: a solidão e a comunhão. O amor agudiza a consciência de sermos um; descobre, aos nossos próprios olhos, a irresolúvel incompletude que individualmente nos caracteriza, a nossa insuperável carência; e ensina-nos o sabor de uma, até aí desconhecida, solidão: aquela que se sente por estar privados do ser amado.

No bíblico livro de Rute isso vem assim explicitado: «a vida tratar-me-á com duros rigores se outra coisa, a não ser a morte, me impedir de olhar diariamente o teu rosto» (Rt 1,17). A solidão incandescente com que o amor fere os que se amam é, porém, o que faz dele uma prática de desejo e de caminho, um exercício de mendicância (na verdade, o amor é sempre uma conversa entre mendigos) e de busca, uma forma de entrega e de súplica. Por alguma razão a experiência religiosa da mística recorre a uma linguagem próxima desta amorosa. Os enamorados percebem o estado dos grandes orantes e vice-versa, creio.

Mas o amor é sobretudo milagre da comunhão. Uma comunhão construída também com esforço, é claro, conquistada continuamente ao território muito defendido do egoísmo, traduzida em decisões quotidianas e vigilantes. Porém, não é propriamente de uma conquista que se trata, mas do arrebatamento comum pelo dom, do espanto inesgotável, de uma hospitalidade radical. «Se me tapares os olhos: ainda poderei ver-te. Se me tapares os ouvidos: ainda poderei ouvir-te. E mesmo sem pés poderei ir para ti. E mesmo sem boca poderei invocar-te». O fundamental é vislumbrado e servido em completa dádiva, acontece sem porquês, no âmbito de uma gratuidade infatigável, numa geografia sem condições nem reservas. O amor não se explica: implica-se. É uma voluntária hipoteca, um sigilo de sangue, entrelaçamento vital. Os enamorados conspiram com o milagre e, por isso, tornam-se, de forma tão íntima, cúmplices de Deus.

Compreendo o aviso meio irónico que Auden faz contra as festas de casamento. Ele diz que os noivos deviam ser humildes e não fazer logo no primeiro do seu casamento uma festa colossal, quando, no fundo, está ainda tudo por construir. Mas também acho impossível não celebrar a alegria do casamento, e fazê-lo com uma simbólica desmesura. Poucos momentos dão a ver assim a vida na sua transparência.

José Tolentino Mendonça 

segunda-feira, fevereiro 10, 2014

A banda do exercito da Holanda em bicicleta




Vestidos com uniformes da Primeira Guerra Mundial e montados em bicicletas vintage, estes militares que são carinhosamente chamados de tulipas de Amsterdão.

Com base na Van Brederode Quartel em Vucht, a banda  é composta por 40 músicos e ainda tem o seu próprio fã site onde relata as suas origens para 1917, embora  bicicleta Corps do exército holandês é mais antiga ainda, tendo sido fundada em 1894.

sexta-feira, fevereiro 07, 2014

terça-feira, fevereiro 04, 2014

Visita guiada pelo o espaço





Depois de quatro meses no espaço, a astronauta  americana Sunita Williams voltou à Terra em 19 de Novembro 2013. Antes de iniciar a descida a bordo de um Soyuz, ela teve tempo para gravar um passeio pela Estação Espacial Internacional (ISS).

 A observação Cupola da casa de banho através de caixas para camas, oferece uma perspectiva única sobre o espaço todos os dias.

quinta-feira, janeiro 30, 2014

Estradas de Portugal apresenta novo site



Os automobilistas podem  consultar o trânsito em tempo real, em vídeo, e estar a par de todas as ocorrências nas estradas do País, desde os acidentes até às intervenções nas vias rodoviárias.

Esta ferramenta permite ainda calcular percursos e itinerários e ter acesso a todas as notícias relevantes sobre o estado e condições das estradas.

Para aceder a todas as funcionalidades, basta consultar o seguinte site :

www.estradas.pt

sexta-feira, janeiro 24, 2014

" Estou na vida de mãos limpas, bolsos vazios e Deus no coração.”‏


Caros amigos,

Após o convite dos amigos da Canção Nova aceitem dar uma entrevista sobre a minha vida e dar minha opinião sobre temas actuais.

 Para quem quiser ver a entrevista vai para o ar hoje ,  sexta feira 24 de Janeiro pelas 21 horas ( canal Zon nº 186, Cabovisão nº 145 e Vodafone nº 169 )

Na internet pode ser visto em : tv.cancaonova.pt á mesma hora.

Aguardo contributos.

Abraço apertado

Cláudio Anaia

quarta-feira, janeiro 22, 2014

Vídeo da NASA mostra o quanto a Terra aqueceu em 60 anos




Publicado esta semana  no YouTube pela NASA, o vídeo faz-se acompanhar pela explicação de que o ano passado foi o sétimo mais quente desde 1880, dando seguimento à tendência de longo prazo do aumento das temperaturas globais.

À excepção de 1998, os 10 anos mais quentes no período de 133 anos de que há registos, ocorreram a partir de 2000. Os anos de 2010 e 2005 foram os mais quentes de que há registo.

sexta-feira, janeiro 17, 2014

Adopção. Socialistas católicos são a favor de referendo




"....uma consulta popular por se tratar “de uma questão de consciência transversal aos eleitores e dos vários partidos políticos” que, na opinião destes socialistas, exige “uma ampla discussão a nível nacional, através de um referendo”.

Veja a noticia aqui : http://www.ionline.pt/artigos/portugal/co-adopcao-socialistas-catolicos-sao-favor-referendo

quinta-feira, janeiro 16, 2014

Socialistas Católicos são a favor do Referendo sobre a adopção de crianças por Homossexuais



«Caímos tão fundo que atrever-se a proclamar aquilo que é obvio se transformou em dever de todo o ser inteligente».
(Georges Orwell)

 Socialistas Católicos são a favor do Referendo sobre a adopção de crianças por Homossexuais

Os Socialistas católicos reunidos hoje, dia 16 de Janeiro de 2014 em Grândola decidiram tornar público as seguintes posições:

1)  Por tratar se de  uma questão de consciência transversal aos eleitores  e dos dos vários partidos políticos  e para não ser como foi no casamento gay , pois os deputados aprovaram uma lei da qual os portugueses maioritariamente são contra,  defendemos que  deve haver uma ampla discussão a nível nacional sobre esta questão, através  de um referendo.

2) Caso exista um referendo sobre esta matéria, iremos apelar ao voto no NÃO , pois entendemos que  liberdade dos homossexuais, da qual respeitamos na sua totalidade,  não deve ser confundida com uma degradação  dos costumes numa Sociedade em crise de valores como a que o mundo atravessa.
Se é verdade que o Estado não tem que se intrometer na esfera privada dos cidadãos, no entanto, tem que fazer respeitar as leis, sob pena de passarmos a viver numa ditadura do relativismo, onde tudo é permitido e nada é proibido.

Para nós à ideia de casamento está indissociável a constituição de uma família, que possa haver filhos, com pai e mãe".

quarta-feira, janeiro 08, 2014

2014: Faz-me um filho



Este ano vou pedir que nasçam mais bebés. Sim, porque tenho de zelar para que a Laura tenha amigos da idade dela quando crescer. Por este andar, corre o risco de ir brincar no parque infantil com o Avô Cantigas, que já no meu tempo era deprimente.
Fazer um filho está a tornar-se mais difícil do que engolir um sapo, sem ser como força de expressão. Não é assim tão simples fazer um bebé. Os bebés não vêm de Paris, na história das cegonhas só cai quem acredita no Pai Natal e, quanto à sementinha, esta custa mais a encontrar do que a plantar. É pois, literalmente, duro fazer um filho.
O ano passado, dois hospitais andaram a reclamar para si o nascimento do primeiro bebé do ano. Por enquanto, ainda há bebés a nascerem no primeiro dia do ano, mas não me surpreende que, mais ano menos ano, o título vá para um bebé nascido em Agosto.
Com este cenário de disputa de bebés, e para incentivar a natalidade, algumas câmaras municipais começaram a oferecer dinheiro a quem fizer filhos, na sua terra. Por exemplo, faz-se um bebé e pode-se receber 500 euros em Paredes de Coura. Quem arriscar ir ao terceiro rebento recebe o dobro. Parece difícil de acreditar que, juntando este incentivo ao famoso festival da região, não tenha havido um baby boom entre os jovens desta autarquia.
São já medidas desesperadas, porque algumas câmaras estão mesmo “desbebezadas”. Não têm novos munícipes que, daqui a uns anos, tomem conta dos velhos munícipes. Porque isto dos novos e dos velhos é suposto ser uma pescadinha de rabo na boca. Caso contrário, os parques infantis serão futuros aposentos dos tempos livres dos mais séniores: “O senhor que não chegou a ser avô partiu o último dente no escorrega porque a sua esposa ganhou balanço a mais no baloiço e foi cair em cima dele”.
Pois eu não recebi incentivo nenhum e só não paguei para ter a minha filha porque fui para um hospital público. Bem, na verdade a Laura custou-me um donut, pouco mais que um euro, trazido da cafetaria. Foi tudo o que gastei no seu nascimento. Mas pagava, e pagava bem, se tivesse de ser. Mas o cerne da questão não está no parto ou nas fraldas, está nas creches: a maioria, diria que absoluta, são caras, têm lista de espera e só não dão tau tau aos papás que se atrasam a ir buscar os miúdos porque lhes cobram cada minutinho extra. De facto, as pessoas não têm filhos porque blá blá blá a conversa do individualismo, blá blá blá a conversa da profissão, mas estou convencida que é tão simples quanto a expressão: não há dinheiro, não há palhaços.
A segunda passa da meia-noite vai para a Laura, um dos quase 80 mil bebés, segundo as previsões de fecho deste ano, nascidos em Portugal. Como já cá está, vou ter de repartir os desejos das minhas passas com ela. É que não conheço bebés que comam passas-uva. Foram 38 anos a pedir desejos só para mim. Tinha muitas coisas a desejar, ideias nunca me faltaram e, confesso, não gastei nenhuma passa a pedir a paz no mundo.
Pedia saúde, enquanto fumava um cigarro e punha o dedo na baba de camelo, e implorava por manter o subsídio de férias, garante de continuar a ver o mundo um bocadinho mais ali à frente do meu nariz. E claro, anos houve em que pedi o mais clássico dos anseios da mulher pós-trinta-quase-quarenta-meu-deus: quero um filho. Ainda estou para perceber como é que não tive quadrigémeos. Sim, porque há desejos que repetimos todos os anos.
Começamos a ficar “passados” quando perdemos as nossas passas. Ou seja, quando nos apercebemos que estamos a envelhecer pois já não sonhamos só para nós. Os filhos são os primeiros a substituírem-nos os sonhos. Depois, lá para os oitenta, quando nem dentes tivermos para mastigar as passas com determinação, serão todas destinadas para pedidos a favor de pessoas de quem iremos gostar na altura. Que já se sabe, ironicamente, metade delas não serão as mesmas pessoas do presente.
A percentagem de casais com filhos baixou, somos um dos países com a taxa de natalidade mais baixa da União Europeia, pelo que duas ideias me ocupam o pensamento. Primeira: é uma sorte ter sido mãe. Segunda: provavelmente, não vou ser avó.
Portanto, urgem condições, campanhas, incentivos, abonos, subornos, medidas vale-tudo e mais um par de tomates destemido para se fazerem bebés. É preciso também mais amor. Para podermos dizer ano novo, filho novo. E não filhos zero.
Esta passagem de ano é pois para brindar aos bebés. Porque não é todos os anos que se fazem filhos. Mas com Champomy é que não me apanham de certeza.

Sófia Anjos

domingo, janeiro 05, 2014

Eusébio - poder absoluto



Portugal está de luto. Uma das suas quinas bateu as asas e rumou ao firmamento de outro imaginário. Na narrativa mítica que conta a história de Portugal, Eusébio era sem dúvida uma das suas figuras. Um dos deuses que viveu para além do regime do futebol para representar algo maior que o desporto-rei.

 A sua coroação mundial serviu também para expressar a voz da africanidade, tantas vezes preterida pelas centralidades europeias, pelos impérios que apenas nasceram com a Conferência de Berlim de 1884-85. Eusébio, provém, nessa iconografia, da epopeia dos Descobrimentos, da luz aberta pelos caminhos marítimos desbravados por Vasco da Gama, das colónias que se lhes sucederam. Sobreviveu à política como se esta não existisse, como se o poder fosse absoluto, apenas seu. No tridente da etno-folcloridade portuguesa, Eusébio, tal como Amália, confundem-se com um Portugal extemporâneo, orgulhoso, mas não menos valioso. A alegada elite intelectual portuguesa não encontra modo de demarcar-se do círculo do velório e da homenagem que um país inteiro lhe presta. Como se apenas a literacia merecesse o estatuto da imortalidade, cantada e declamada na edição de uma estrofe camoniana.

Os heróis, não são aqueles seleccionados pela falsa estirpe de um iluminismo bronco, uma ala carregada de tiques de superioridade. O luto que converge para a mesma baliza, demonstra que os afectos comandam a vida, que Portugal é sentimental na hora certa, na hora errada - no momento justo. Que descanse em paz Eusébio.

John Wolf, em 05.01.14

domingo, dezembro 29, 2013

O Video mais visto do ano de 2013




O anúncio mais visto neste ano no YouTube pertence à marca da água Evian.

No vídeo, adultos passeiam pela rua, mas quando se colocam em frente a uma montra veêm a sua imagem reflectida enquanto bebés... e dançam.
Com o sucesso de ‘Baby&Me’, a Evian criou uma aplicação que utiliza um software de reconhecimento facial e permite criar o bebé que há em si.

quarta-feira, dezembro 25, 2013

Feliz Natal

Merry Christmas my friends all over the world! ★ Feliz Natal ★ Feliz Navidad ★ Joyeux Noël ★ Un Crăciun fericit ★ Noeliniz kutlu olsun ★ buon Natale ★ God Jul ★ Frohe Weihnachten ★ Priecīgus Ziemassvētkus ★ Boldog karácsonyt ★ Selamat Natal ★ Καλα Χριστούγεννα ★ gleðileg jól ★ 圣诞快乐 ★ Veselé Vánoce ★ Sretan Božić ★ Glædelig jul ★ Häid jõule ★ Hyvää joulua ★ Su Kalėdomis ★ Schéi Chrëschtdeeg ★ Wesolych Swiat ★ Geseënde Kersfees! ★ ميلاد مجيد ★ весела коледа ★ с Рождеством Христовым ★ vesel božič ★ สุขสันต์วันคริสต์มาส ★ Zaolige Keersemis Mestreech... en natuurlijk Vrolijk Kerstfeest! ★

sexta-feira, dezembro 13, 2013

A "democracia" dos defensores do Aborto....


As imagens são revoltantes :  Um grupo de defensores do aborto .... atacam um grupo de cristãos  que estava em Oração e em defesa da Catedral de San Juan na Argentina




terça-feira, dezembro 10, 2013

Hoje já ganhei o dia !



Barack Obama apertou a mão a Raúl Castro e Cuba diz que é um "sinal de esperança"

sábado, dezembro 07, 2013

Cientista encontra prova definitiva de que Deus existe





Um dos cientistas mais conceituados da actualidade encontrou prova da actuação de uma força ‘que rege tudo’
O físico teórico Michio Kaku afirma ter criado uma teoria que pode apontar a existência de Deus. 

A informação criou alvoroço no meio científico, pois Michio Kaku é considerado um dos cientistas mais importantes da actualidade, um dos criadores desenvolvedores da revolucionária Teoria das Cordas, e é extremamente respeitado em todo o mundo.

Para chegar às suas conclusões, o físico fez uso de um “semi-raio primitivo de táquions” (que são partículas teóricas, capazes de “desgrudar” do Universo a matéria ou vácuo que entrar em contato com ela, assim, deixando qualquer coisa livre das influências do universo à sua volta), tecnologia criada recentemente, em 2005. Embora a tecnologia para chegar às verdadeiras partículas de táquions ainda esteja muito longe de ser alcançada, o semi-raio tem algumas poucas propriedades dessas partículas teóricas, que são capazes de criar o efeito dos verdadeiros táquions, em escala subatômica.

Segundo Michio, nós vivemos em uma “Matrix”: ”Cheguei à conclusão que estamos em um mundo feito por regras criadas por uma inteligência, não muito diferente do seu jogo preferido de computador, claro, impensavelmente mais complexa. Analisando o comportamento da matéria em escala subatômica, a parte afetada pelo semi-raio primitivo de táquions, um minúsculo ponto do espaço, pela primeira vez na história, totalmente livre de qualquer influência do universo, matéria, força ou lei, percebi de maneira inédita o caos absoluto. Acredite, tudo que nós chamávamos de casualidade até hoje, não fará mais sentido. Para mim está claro que estamos em um plano regido por regras criadas, e não moldadas pelo acaso universal”, comentou o cientista.

Fonte : Jornal VDD

sexta-feira, dezembro 06, 2013

Campeonato do Mundo de Futebol - Rio 2014




 A poucos minutos do sorteio do Campeonato do Mundo de Futebol - Rio 2014, aqui vos deixo  um video que mostra a realidade nua e crua de um pais que tanto amo : o "meu" Brasil.

quinta-feira, dezembro 05, 2013

Morreu Nelson Mandela



“O que conta na vida não é o facto de termos vivido. É a diferença que fizemos para a vida dos outros”.

Nelson Mandela

quarta-feira, dezembro 04, 2013

A dieta mediterrânica é um património aberto e em expansão



Portugal conquistou esta quarta-feira a segunda inscrição, depois do fado, na lista do Património Imaterial da Humanidade. 

Não foram precisos mais de dois minutos para Portugal se ver novamente registado na lista de património da UNESCO, numa decisão tomada na 8.ª sessão do comité intergovernamental da organização que decorre em Baku, Azerbaijão, até ao próximo sábado.

Sem discussão e sem objecções, e com o presidente da mesa a realçar que ninguém se opunha à classificação, “até porque todos gostam desta comida”, Portugal viu consagrada a candidatura conjunta com a Croácia e Chipre, mas também com Espanha, Marrocos, Itália e Grécia – estes últimos quatro países tinham já os seus nomes e a sua dieta mediterrânica inscritos nos bens patrimoniais da UNESCO desde 2010, mas associaram-se agora aos outros três numa candidatura renovada e mais abrangente e que foi liderada pela Câmara Municipal de Tavira.

A decisão foi tomada a meio da tarde na capital do Azerbaijão (eram cerca de 13h30 em Portugal), logo na primeira das duas sessões reservadas para a avaliação das três dezenas de candidaturas a esta categoria que tinham sido aceites pelo comité da UNESCO (de uma lista inicial de seis dezenas). E se a expectativa da delegação portuguesa, chefiada pelo presidente da Câmara de Tavira, Jorge Botelho, era a mais optimista, o adiamento da inscrição da Escola de Equitação de Viena, e as dificuldades sentidas pelo Brasil na classificação da Romaria de Nossa Senhora da Nazaré, em Belém do Pará, terão criado algum suspense.

domingo, dezembro 01, 2013

Presepio na Cidade



Queridos amigos,

Cá estamos mais um ano, a procurar atrair mais pessoas para Jesus! Este desafio é mais do que necessário e urgente.  Porque muitos não ouvem falar de Deus, não O conhecem, não sabem O que Ele pode nas suas vidas, nós que acreditamos, podemos dá-Lo a conhecer apesar das nossas limitações. Ser cristão é ser simples e verdadeiro!  É confiar que quem age é o Senhor e que nós somos simples instrumentos.  Por isso venham daí, com a vossa alegria, com a vossa fé.  Este foi o grande objectivo do ano da Fé, ir sem medo, anunciar uma grande alegria!
Segue o programa, mas convidamos a visitar o site www.presepionacidade.org, onde podem escolher e aparecer nas várias iniciativas propostas.  E claro, divulguem pelos vossos amigos.

Um grande abraço toda a equipa do 

Presépio na Cidade

quarta-feira, novembro 27, 2013

Exclusão e desigualdade "provocarão a explosão"



"Enquanto não se eliminar a exclusão e a desigualdade social, na sociedade e entre vários povos, será impossível erradicar a violência. Acusamos os pobres [...] da violência, mas, sem igualdade de oportunidades, as diferentes formas de agressão e de guerra encontrarão terreno fértil que, tarde ou cedo, provocará a explosão", escreveu o papa na exortação apostólica "Evangelii Gaudium" (A Alegria do Evangelho em português).

O documento de 142 páginas, o primeiro do género do seu pontificado, dá orientações sobre a nova evangelização, na sequência da assembleia sinodal de outubro de 2012, e, num sentido mais lato, apresenta o programa e as ideias pessoais do papa.

No documento, Francisco critica o sistema económico mundial, que considera não apenas "injusto na sua raiz", mas que "mata" porque faz predominar a lei do mais forte.

"Como o mandamento de 'não matar' põe um limite claro para assegurar o valor da vida humana, hoje temos que dizer não a uma economia da exclusão e da desigualdade. Essa economia mata", disse o papa.

O papa considerou revoltante que "não seja notícia a morte de frio de um idoso na rua e que o seja uma queda de dois pontos na bolsa" de valores.

"Isso é exclusão", exclama o papa, que denuncia a "atual cultura do descartar".

É uma cultura que não só "deita fora a comida quando há gente que passa fome", como "considera o ser humano um bem de consumo, que se pode usar e logo descartar".

"Já não se trata simplesmente do fenómeno dos excluídos e explorados, mas de serem considerados restos", afirma o papa argentino.

Jorge Bergoglio critica também aqueles que "continuam a defender as teorias que sustentam que todo o crescimento económico, favorecido pela liberdade de mercado, consegue por si só maior igualdade e inclusão social no mundo".

Segundo o papa, "vivemos na idolatria do dinheiro" à qual se junta "uma corrupção ramificada e uma evasão fiscal egoísta, que assumiram dimensões mundiais".

A par da crise financeira, segundo o papa, há "uma profunda crise antropológica que nega a primazia do ser humano e o substitui por outros ídolos".

O papa lamenta que enquanto "os ganhos de poucos crescem exponencialmente", os da maioria estejam "cada vez mais longe do bem-estar dessa minoria feliz".

Este desequilíbrio social, continua o papa, "provém de ideologias que defendem a autonomia absoluta dos mercados e da especulação financeira" e que estão a negar "o direito de controlo dos Estados, responsáveis por velar pelo bem comum".

Por isso, o papa dirige-se aos líderes políticos para lhes pedir "uma reforma financeira que não ignore a ética" e para que encarem "este desafio com determinação e visão de futuro".

"O dinheiro deve servir e não governar", sentencia o papa, assegurando que apesar de "amar a todos, ricos e pobres" tem a obrigação "de recordar que os ricos devem ajudar os pobres, respeitá-los e promovê-los".

Numa outra passagem do longo texto, o papa considera que, apesar de ser tão denegrida, a política "é uma das formas mais importantes de caridade"

"Peço ao senhor que nos ofereça mais políticos a quem doa a verdade da vida dos pobres", disse.

domingo, novembro 24, 2013

Boa disposição


Às vezes acordo mal disposta. Mal disposta porque acordo, porque ninguém me dá os bons dias, porque o dia não está com o sol e o calor de que gostava, porque tenho que sair à pressa… Por uma quantidade de passos que não vão de encontro ao meu querer e interesse.

Tenho descoberto que estar bem-disposto é um estado de humildade e de graça, é dispormo-nos diante da vida e do outro com mais amor e humor. É não definharmos a possibilidade que a vida e os outros têm de nos surpreender e abrirmos espaço à certeza de que tudo é mais suportável se houver um olhar de bondade e esperança sobre as coisas.

Dispor-me bem é colocar-me com leveza diante do outro, sem deixar que as expectativas derrubem os laços, sem esperar que seja o outro e a vida a dar-me, mas antecipando-me na entrega e na alegria, porque algo maior já me foi dado.

Luísa Sobral

quarta-feira, novembro 20, 2013

Cinema : Desligados




Henry Alex Rubin estreia-se na ficção com Disconnect. Tem no currículo dois documentários, um de 1997 (“Who is Henry Jaglom?”) e outro de 2005 (“Murderball”). Aqui, o interesse começa no título, que pode logo sugerir dois sentidos. O primeiro, mais óbvio, é querer dizer apenas “desligar” (no infinitivo); o outro, mais poético e que a nossa língua não permitiria, é a possibilidade de se tratar de um imperativo: “Desliga”.

O triângulo narrativo é composto por um casal que perde todo o dinheiro on-line depois de a mulher conversar num chat; um jovem músico, de cabelo à frente dos olhos e poucos amigos, fascinado por uma composição de Max Ritcher; e uma jornalista ambiciosa que prepara um grande trabalho para subir na carreira. Em comum: uma coisa esquisita e poderosa chamada Internet. Todos eles dependem dela, todos eles se ligam através dela, e todos eles encontrarão o abismo por causa dela. Alguns avistá-lo-ão a tempo de recuar, outros não.

Em entrevistas, Rubin deixou clara a sua preferência pelo documentário, por tratar de pessoas vivas que andam no mundo, e não, como aliás a outra palavra indica, de coisas ficcionais. É talvez devido a essa preferência que este, suposto filme de ficção, carrega consigo uma dimensão realista próxima do documentário, que não é conseguida ao acaso. Nas mãos de Rubin, as formas de lá chegar começam na própria realização, quase sempre de câmara em mão (que não pode deixar de fazer piscar a palavra Iñárritu na cabeça dos cinéfilos), e continuam pela verosimilhança dos diálogos e interpretações, que aproximam espectador e personagem. E incrível se torna quando o mesmo espectador, por via de algo exterior ao filme – pois não nos é dado o cliché “based on true events” - se dá conta que o realizador (juntamente com o argumentista) emparelhou três narrativas a partir de três enunciados verdadeiros. O que aumenta ou intensifica, pela ordem natural das coisas, o pathos de quem vê. E esse conjunto de sentimentos é orgânico, humano, e não apenas intelectual. Não é um filme estético, onde a distância entre quem vê e quem é visto se cria pela própria natureza da obra. Nunca dizemos: isto é bonito mas é mentira. Dizemos: isto é bonito (ou feio) e é verdade.

Um outro ponto forte do filme é nunca se deixar cair na moralização fácil. Não nos quer mostrar como as pessoas seriam melhores ou piores sem internet, simplesmente conta três histórias onde essa grande rede pode ser um poço sem fundo. Resta saber (e é uma discussão sem horizonte) se nos trouxe mais coisas boas que más.

Citação de uma cena: Abby está com as amigas no bar da escola, a relatar uma tragédia familiar, e a reacção entristecida das presentes é interrompida por um convite para jantar recebido no telemóvel de uma delas. A compaixão é substituída por um delírio momentâneo, fútil e conectado. Muito se podia dizer acerca desta genial e terrível passagem, mas vem aí o ponto final.

António Seabra

Veja o trailer : AQUI

quarta-feira, novembro 13, 2013

Sintonia



Mais que um momento... um Encontro, com banda sonora . “Ouço” dois corações em sintonia a construir algo de bom. Pedra sobre pedra até serem uma alma só. Na dança da vida nem tudo será perfeito, mas enquanto quiserem lutar por “dançar” assim, tudo valerá a pena. “Siga a música” e a persistente vontade de amar.

segunda-feira, novembro 04, 2013

Nazaré Blow Up ...




Momento de surf nos limites: acedam ao link abaixo (vídeo de 4:34min, ecrã total, com banda sonora de Carmina Burana) e vejam as imagens espectaculares de surfistas sobre as ondas, no mar alteroso da Nazaré e também a acção das motas de água no seu apoio. Exemplos de coragem e elevadíssimo risco.
Este vídeo foi editado hoje mesmo.

quinta-feira, outubro 31, 2013

Halloween


De olhos postos nesta sexta-feira, é vê-los a pedir aos pais os objectos mais incríveis, para se vestirem de bruxas, vampiros, monstros e seres medonhos, de preferência com sangue e marcas de crimes. O que está a dar mesmo é exaltar o medo, o terror, as almas penadas e todo o universo de criaturas tenebrosas. Mas esta opção pelos símbolos do mal e da morte não atinge apenas os mais novos. Veja-se a quantidade de jovens e adultos que se pintam e transformam em zombies – ou lá o que é – para, supostamente, se divertiram na “noite das bruxas”. Qual noite?
Segundo a lenda pagã dos celtas, é a noite do Jack O’Lantern, que ofereceu a alma ao diabo e cuja alma penada fica reduzida à famosa abóbora vazia iluminada por dentro. Mas é também – desde sempre e ainda hoje - uma noite importante para rituais satânicos, encontros esotéricos e sessões com druidas e magos.
Os primeiros cristãos substituíram-na pelo culto de todos os santos – como, aliás, sugere a tradução original da palavra “Halloween” (all hallows eve – véspera de todos os santos). Originariamente, esta solenidade celebrava-se a 13 de Maio, mas o Papa Gregório IV, no ano 834, deslocou a festa de todos os santos para 1 de Novembro (com vésperas litúrgicas dia 31 de Outubro), exactamente para erradicar superstições e ocultismos pagãos ligados a esta data. 
A tradição cristã convida pois os seus fiéis a celebrar os santos e aponta-os como modelos de vida. É que os santos recusaram as trevas e optaram pela luz e pela verdade; são homens e mulheres de todas as idades e origens que não se deixam reduzir a abóboras vazias nem a cabos de vassoura.
Aura Miguel

terça-feira, outubro 15, 2013

O video do momento....




Ser uma estrela viral  é cada vez mais um facto real.

Basta perguntar Ylvis, o duo comédia norueguês cujo ridiculamente cativante EDM piada-jam "The Fox (O que a Fox diz?)" Já acumulou mais de 131 milhões de visualizações no YouTube e quebrou o Top 10 na Billboard 's Hot 100.

sexta-feira, outubro 04, 2013

A catedral da Sagrada Família estará concluída em.... 2016




A fundação responsável pelas obras da Sagrada Família, a emblemática catedral desenhada por Antoni Gaudí, que vem sendo construída desde 1882 em Barcelona, publicou um vídeo que mostra como ela deve ficar quando estiver pronta, o que está previsto para acontecer em 2026.
Cerca de 65% já estão terminados. Mesmo em construção, a Sagrada Família é uma das principais atracções da cidade da Catalunha. “Se continuarmos ao ritmo em que estamos, nós chegaremos lá”, disse o arquiteto-chefe, Jordi Fauli. Se o cronograma for cumprido, a obra terá durado 144 anos.
Segundo, o jornal "El País", depois da morte de Gaudi (em 1929), houve um incêndio na cripta da Sagrada Família que destruiu o plantas e maquetes. Por isso, durante anos arquitectos trabalharam na interpretação da obra de Gaudí para definir como se concluiria a obra inacabada.

terça-feira, outubro 01, 2013

"Dá-me um abraço"




Dá-me um abraço que seja forte
E me conforte a cada canto
Não digas nada que o nada é tanto
E eu não me importo

Dá-me um abraço fica por perto
Neste aperto tão pouco espaço
Não quero mais nada, só o silêncio
Do teu abraço

Já me perdi sem rumo certo
Já me venci pelo cansaço
E estando longe, estive tão perto
Do teu abraço

Dá-me um abraço que me desperte
E me aperte sem me apertar
Que eu já estou perto abre os teus braços
Quando eu chegar

É nesse abraço que eu descanso
Esse espaço que me sossega
E quando possas dá-me outro abraço
Só um não chega

quarta-feira, setembro 25, 2013

40 Dias Pela Vida



 A iniciativa ‘40 dias pela Vida’ pretende o “fim do drama do aborto em Portugal” e convida a sociedade a marcar presença em frente à Clínica dos Arcos, em Lisboa, a partir de hoje até ao dia 3 de novembro.

“Na sequência da campanha realizada no ano passado vários bebés puderam nascer e muitas mulheres recuperaram a alegria”, assinala a ‘Plataforma 40 dias pela Vida’ num comunicado enviado à Agência ECCLESIA.

A ‘Plataforma 40 dias pela Vida’ assume-se como um grupo de cidadãos “empenhados na promoção de uma cultura de vida, respeito pela dignidade de cada pessoa e apoio à maternidade e à família”.

O movimento pretende mobilizar a sociedade portuguesa a marcar presença, nesta iniciativa internacional de “oração pela vida”, em frente à Clínica dos Arcos, em Lisboa, ou na casa “Mãos Erguidas”, em frente a esta clínica.

O comunicado revela que “católicos de cidades da Europa, América, Austrália e África unem-se para rezar pela mesma intenção”, de 25 de Setembro até 3 de Novembro, das 9h00 às 21h00.

Em 2012, a jornada ’40 dias pela vida’ reuniu mais de 1200 as pessoas, durante este período, onde a organização destaca a “alegria” de terem aderido “duas muçulmanas e três evangélicos”

terça-feira, setembro 24, 2013

Nasceram menos quatro mil bebés no 1.º semestre



Depois de em 2012 se ter registado o menor número de nascimentos de sempre em Portugal desde 1960, a tendência continua a ser de decréscimo. Até junho nasceram quase menos quatro mil bebés.

Os dados do teste do pezinho disponibilizados pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) mostram que a tendência de decréscimo da natalidade está a agravar-se, depois de em 2012 se ter registado o recorde de menos nascimentos em Portugal, pela primeira vez abaixo dos 90 mil - 89841, de acordo com dados da Pordata, menos 11 500 do que em 2010.

domingo, setembro 22, 2013

O esplendor do outono



«Exultai, filhos de Sião,
alegrai-vos no Senhor, vosso Deus,
porque Ele há-de mandar-vos
as chuvas do Outono no devido tempo
e fará cair sobre vós chuvas copiosas,
as chuvas do outono e da primavera,
como no princípio.
As eiras se encherão de trigo,
e os lagares transbordarão de vinho e azeite.» (Joel 2, 23-24)

«O outono é hoje de outro mundo. Imprimeuma luz que diríamos abstrata.
Do que subtrai é que ilumina. O timbreé de um desfasamento que consagra
a cesura, que entrega o imprevisívelsem o vínculo algébrico das tábuas.» (Fernando Echevarría)

O equinócio do outono de 2013 ocorre este domingo, 22 de setembro, às 21h44. A estação prolonga-se até 21 de dezembro, às 17h11.

O equinócio é o instante em que o Sol, no seu movimento anual aparente, corta o equador celeste. A palavra de origem latina significa "noite igual ao dia", pois nestas datas dia e noite têm igual duração.

sexta-feira, setembro 20, 2013

“Não podemos falar só de aborto, homossexualidade e contracepção”



Francisco considera que a Igreja tem de evitar falar apenas dos mesmos temas, nomeadamente o aborto, o casamento homossexual e a contracepção. Sem deixar espaço para dúvidas sobre as posições oficiais da Igreja em todos estes assuntos, o Papa diz que não é preciso estar sempre a bater na mesma tecla. 

“Não podemos insistir somente sobre questões ligadas ao aborto, ao casamento homossexual e uso dos métodos contraceptivos. Isto não é possível. Eu não falei muito destas coisas e censuraram-me por isso. Mas quando se fala disto, é necessário falar num contexto.” 

“De resto, o parecer da Igreja é conhecido e eu sou filho da Igreja, mas não é necessário falar disso continuamente”, insiste o Papa. 

“A Igreja por vezes encerrou-se em pequenas coisas, em pequenos preceitos”, diz ainda Francisco, para quem a melhor imagem para a instituição católica é a de um hospital de campanha. 

“Vejo com clareza que aquilo de que a Igreja mais precisa hoje é a capacidade de curar as feridas e de aquecer o coração dos fiéis, a proximidade. Vejo a Igreja como um hospital de campanha depois de uma batalha. É inútil perguntar a um ferido grave se tem o colesterol ou o açúcar altos. Devem curar-se as suas feridas. Depois podemos falar de tudo o resto. Curar as feridas, curar as feridas... E é necessário começar de baixo”. 

Ainda sobre a questão da homossexualidade, o Papa recorda o seu contacto com esta comunidade enquanto estava em Buenos Aires: "Devemos anunciar o Evangelho em todos os caminhos, pregando a boa nova do Reino e curando, também com a nossa pregação, todo o tipo de doença e de ferida. Em Buenos Aires recebia cartas de pessoas homossexuais, que são 'feridos sociais', porque me dizem que sentem como a Igreja sempre os condenou. Mas a Igreja não quer fazer isto."

"Durante o voo de regresso do Rio de Janeiro disse que se uma pessoa homossexual é de boa vontade e está à procura de Deus, eu não sou ninguém para julgá-la. Dizendo isso, eu disse aquilo que diz o Catecismo. A religião tem o direito de exprimir a própria opinião para serviço das pessoas, mas Deus, na criação, tornou-nos livres: a ingerência espiritual na vida pessoal não é possível. Uma vez uma pessoa, de modo provocatório, perguntou-me se aprovava a homossexualidade. Eu, então, respondi-lhe com uma outra pergunta: 'Diz-me: Deus, quando olha para uma pessoa homossexual, aprova a sua existência com afecto ou rejeita-a, condenando-a?' É necessário sempre considerar a pessoa. Aqui entramos no mistério do homem. Na vida, Deus acompanha as pessoas e nós devemos acompanhá-las a partir da sua condição. É preciso acompanhar com misericórdia. Quando isto acontece, o Espírito Santo inspira o sacerdote a dizer a coisa mais apropriada."

Pecador, ingénuo e astuto
As palavras de Francisco surgem numa longa entrevista, publicada em simultâneo em mais de uma dezena de revistas jesuítas de todo o mundo, incluindo a portuguesa “Brotéria”. 

Nele o Papa fala longamente da própria Sociedade de Jesus, a que pertence, e da influência que teve para si, mas começa por definir-se em termos bastante claros: “Eu sou um pecador. Esta é a melhor definição. E não é um modo de dizer, um género literário. Sou um pecador.” 

A este termo o Papa adiciona ainda “ingénuo” e “astuto”. 

“Posso talvez dizer que sou um pouco astuto, sei mover-me, mas é verdade que sou também um pouco ingénuo. Sim, mas a síntese melhor, aquela que me vem mais de dentro e que sinto mais verdadeira, é exactamente esta: ‘Sou um pecador para quem o Senhor olhou.’” 

Francisco fala também da necessidade que tem de viver em comunidade, voltando a invocar a sua decisão de não ir viver para os apartamentos pontifícios, e associa essa necessidade à sua vontade de receber conselhos. Até porque a sua experiência tem-lhe indicado que a primeira decisão nem sempre é a mais certa. 

“Desconfio das decisões tomadas de modo repentino. Desconfio sempre da primeira decisão, isto é, da primeira coisa que me vem à cabeça fazer, se tenho de tomar uma decisão. Em geral, é a decisão errada. Tenho de esperar, avaliar interiormente, tomando o tempo necessário.” 

O Santo Padre diz que enquanto Papa depende muito dos conselhos dos outros e espera que sejam genuínos e não meras formalidades: “Os Consistórios e os Sínodos são, por exemplo, lugares importantes para tornar verdadeira e activa esta consulta. É necessário torná-los, no entanto, menos rígidos na forma. Quero consultas reais, não formais.” 

“A consulta dos oito cardeais, este grupo outsider, não é uma decisão simplesmente minha, mas é fruto da vontade dos cardeais, tal como foi expressa nas Congregações Gerais antes do Conclave. E quero que seja uma consulta real, não formal”, explica. 

Ainda na mesma entrevista, que tem cerca de vinte páginas, o Papa fala na necessidade de se escutar o povo em termos de religião, dando o seguinte exemplo: “É como com Maria: se se quiser saber quem é, pergunta-se aos teólogos; se se quiser saber como amá-la, é necessário perguntá-lo ao povo”. 

“Não é preciso sequer pensar que a compreensão do sentir com a Igreja esteja ligada somente ao sentir com a sua parte hierárquica”. 

Santos anónimos 
Quando fala de santidade, o Papa prefere dar exemplos claros da vida comum. Uma santidade que é possível ver nas casas e na vida diária de cada um: “Vejo a santidade no povo de Deus paciente: uma mulher que cria os filhos, um homem que trabalha para levar o pão para casa, os doentes, os sacerdotes idosos com tantas feridas mas com um sorriso por terem servido o Senhor, as Irmãs que trabalham tanto e que vivem uma santidade escondida. Esta é, para mim, a santidade comum.” 

“Esta é a santidade da Igreja militante de que fala também Santo Inácio. Esta é também a santidade dos meus pais: do meu pai, da minha mãe, da minha avó Rosa, que me fez tanto bem”, recorda. 

Na entrevista concedida ao jesuíta Antonio Spadaro, o Papa fala também do caminho ecuménico e deixa mesmo em aberto o discernimento de uma nova forma de exercer o ministério petrino, que permita uma união com a Igreja Ortodoxa. 

Para já, explica, os católicos têm a aprender com o conceito de sinodalidade praticada no Oriente: “Talvez seja tempo de mudar a metodologia do sínodo, porque a actual parece-me estática. Isto poderá também ter valor ecuménico, especialmente com os nossos irmãos ortodoxos. Deles se pode aprender mais sobre o sentido da colegialidade episcopal e sobre a tradição da sinodalidade.” 

“O esforço de reflexão comum, vendo o modo como se governava a Igreja nos primeiros séculos, antes da ruptura entre Oriente e Ocidente, dará frutos a seu tempo”, diz o Papa Francisco.

Para Bergoglio, a Igreja deve ser tanto mãe como pastora: "Sonho com uma Igreja Mãe e Pastora. Os ministros da Igreja devem ser misericordiosos, tomar a seu cargo as pessoas, acompanhando-as como o bom samaritano que lava, limpa, levanta o seu próximo. Isto é Evangelho puro. Deus é maior que o pecado."

Esta atitude, explica o Papa, é mais importante que qualquer reforma: "As reformas organizativas e estruturais são secundárias, isto é, vêm depois. A primeira reforma deve ser a da atitude. Os ministros do Evangelho devem ser capazes de aquecer o coração das pessoas, de caminhar na noite com elas, de saber dialogar e mesmo de descer às suas noites, na sua escuridão, sem perder-se. O povo de Deus quer pastores e não funcionários ou clérigos de Estado".

Fonte: Blog Alfa e Ómega


segunda-feira, setembro 16, 2013

"Na vida só há um modo de ser feliz. Viver para os outros." Léon Tolstoi




Hoje começa a campanha eleitoral para as Autárquicas.

Foi com satisfação que aceitei ficar em  5º lugar na lista do Partido Socialista na União de Freguesias de Alto Seixalinho, Santo André e Verderena.

Depois de há 16 anos ter sido eleito autarca , como membro do Executivo do Alto Seixalinho e deputado Municipal, eis que cá estou de novo em lugar elegível para estar ao serviço das pessoas.

Se é verdade que durante todos estes anos recusei ficar em lugares cimeiros de listas, por estar e continuar envolvido em vários projectos de combate a pobreza e de defesa de cidadania e até ter pedido ao  actual candidato a presidente,  que queria ser o último dos suplentes, também é um facto que posso contribuir para um Concelho Melhor e aceitei este desafio com entusiasmo.

sexta-feira, setembro 13, 2013

Boa notícia : Casa de Aristides de Sousa Mendes vai ter obras orçadas em 360 mil euros



O presidente da Câmara de Carregal do Sal, Atílio dos Santos Nunes, congratulou-se por a situação da degradação da Casa do Passal ficar resolvida antes do fim do seu último mandato
A casa de Cabanas de Viriato, que pertenceu ao cônsul português Aristides de Sousa Mendes, vai em breve beneficiar de uma intervenção orçada em 360 mil euros, que evitará a sua ruína, foi hoje anunciado em Viseu.

Este é um dos oito projetos de recuperação de património que vão ser lançados este ano na Região Centro, apresentados pela Direção Regional de Cultura ao Programa Mais Centro, da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Centro, no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), que têm um valor total de 2,9 milhões de euros, dos quais 85% atribuídos pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

A diretora regional da Cultura, Celeste Amaro, explicou que as obras na Casa do Passal, situada em Cabanas de Viriato, concelho de Carregal do Sal, vão durar dez meses, estando prevista "a reconstrução da cobertura, a recuperação do revestimento, a reabilitação das caixilharias e a execução de uma estrutura mista para imóvel".

Era na casa de Cabanas de Viriato que o antigo cônsul - que, em Bordéus, França, salvou milhares de refugiados do Holocausto, nos primeiros dias da ocupação alemã, na II Guerra Mundial - costumava passar férias na companhia dos 14 filhos e da primeira esposa, Angelina, tendo aí também vivido alguns anos antes da sua morte, com a segunda mulher, a francesa Andrée Cibial.

Chamada de "palácio" pelos habitantes mais antigos de Cabanas de Viriato, que se recordam dos seus tempos faustosos, a casa encontra-se em elevado estado de degradação, nunca tendo avançado os planos para a tornar num espaço de reposição da memória do diplomata e do seu feito.

O presidente da Câmara de Carregal do Sal, Atílio dos Santos Nunes, congratulou-se por a situação da degradação da Casa do Passal ficar resolvida antes do fim do seu último mandato.

"Este é um arranque, para depois continuar com as obras", frisou, considerando que era prioritário não deixar cair a casa de Aristides de Sousa Mendes, "que salvou muitos judeus e é falado em todo o mundo".

Segundo o autarca, a cobertura, que será a definitiva, manterá as mesmas características da atual e as águas pluviais serão encaminhadas para o exterior, para que não continuem as infiltrações.

O presidente da CCDR Centro, Pedro Saraiva, admitiu que a situação da Casa do Passal o indignava e que chegou a questionar "que sociedade é esta que coletivamente não conseguiu encontrar uma solução" que impedisse a degradação do edifício. 

Depois de Aristides de Sousa Mendes ter abandonado a casa, devido ao grande número de dívidas contraídas, esta foi adquirida em hasta pública por 200 contos, por credores e dois comerciantes que depois a venderam a uma pessoa de Coimbra, em 1970. Neste período chegou a albergar um aviário numa das suas alas.

Dez anos depois, foi vendida à sociedade Campos e Nunes, que urbanizou a parte da quinta envolvente ao gigante Cristo Rei, que Aristides de Sousa Mendes tinha mandado vir da Bélgica. A sociedade também tinha planos para a zona inferior, um processo que foi travado.

Mais tarde, com a entrada na sociedade de um arquiteto, surgiu o projeto de um hotel para o local, projeto que dividiu as opiniões.

Umas pessoas defendiam que era melhor um hotel do que um edifício degradado, enquanto outras consideravam que isso seria passar uma esponja na vida que Aristides de Sousa Mendes teve em Cabanas de Viriato.

Com a constituição da Fundação Aristides de Sousa Mendes, a casa e o que restava da quinta passou para a sua posse em março de 2001, graças ao apoio do então ministro dos Negócios Estrangeiros, Jaime Gama.

Inicialmente, este dotou a fundação com 50 mil contos (250 mil euros), mas como a verba não chegava, reforçou o apoio com mais 60 mil contos (cerca de 300 mil euros).

O preço final da compra, de 128 mil contos (640 mil euros), integra os 15 mil contos (75 mil euros) da indemnização paga pelo Estado à família, que esta doou à fundação.

A Casa do Passal foi classificada Monumento Nacional em 2005.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela Agência Lusa

" Vejo com alegria que a humanidade hoje grita com maior veemência pela paz."




"Vivemos sobre os ombros dos nossos antepassados" é um ditado chinês cheio de verdade. Tudo o que somos e temos: a vida, a língua, a cultura, a fé; tudo recebemos dos nossos maiores. Apesar das diferenças, há algo que nos vai ligando. Todos nós nos vemos nos filhos e netos... É certo que nós,"cotas", temos uma forma diferente de pensar e de estar, mas no essencial a vida nos liga, em continuidade.

No "meu tempo" havia talvez uma maior presença em família, maior coesão social, porém agora, penso, haja entre os mais jovens um maior amor a outros valores e realidades. Um dos valores de que me lembro mais é a vontade de um mundo pacífico. Vejo com alegria que a humanidade hoje grita com maior veemência pela paz.

Nuno Palhais

sábado, setembro 07, 2013

Papa convence mulher a não abortar e oferece-se para ser padrinho



Anna Romano escreveu ao Papa quando soube que estava grávida, mas nunca esperou o telefonema que a convenceu a deixar avançar a gravidez.

 Foi o desespero que levou Anna Romano a escrever ao Papa Francisco. A mulher, italiana, encontrava-se grávida do seu amante, um homem casado, e este já lhe tinha deixado claro que não iria ajudar a criar o bebé, tentando convencê-la a abortar.

Sob pressão, Anna escreveu ao Papa, mais por desabafo do que por outra razão, e foi com grande surpresa que recebeu um telefonema de Francisco.

“Fiquei estupefacta ao telefone. Ouvi-o a falar. Tinha lido a minha carta. Assegurou-me que o bebé é um dom de Deus, um sinal da providência. Disse-me que nunca estaria sozinha”, conta Romano ao jornal italiano “Il Messagero”.

Após alguns minutos de conversa, a futura mãe encontrava-se novamente cheia de esperança e decidida a levar a gravidez até ao fim. “Ele encheu-me o coração de alegria quando me disse que eu era corajosa e forte pelo meu filho”, recorda.

As palavras do Papa foram ainda tranquilizadoras noutro sentido. Anna disse a Francisco que gostaria de baptizar o filho, mas "tinha medo que não fosse possível", por ser "mãe solteira e divorciada". O Papa não só explicou que seria possível baptizá-lo, como se ofereceu para ser ele próprio o padrinho. “Estou convencido que não terá dificuldade em encontrar um pai espiritual, mas, se não conseguir, estou sempre disponível”, disse Francisco.

Compreensivelmente, Anna Romano já fez saber que, se a criança for rapaz, chamar-se-á Francisco.

Desde a sua eleição, o Papa já pegou várias vezes no telefone para falar pessoalmente com pessoas que sabia estarem a passar dificuldades. Um caso envolveu um rapaz cujo irmão tinha sido morto e, mais recentemente, uma mulher argentina vítima de violação.

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quarta-feira, setembro 04, 2013

Cinema "O mordomo"




Em 2010, o realizador norte americano Lee Daniels comoveu milhares com a adaptação cinematográfica do romance biográfico de Sapphire, “Precious”, contando a comovente e inspiradora história de uma adolescente negra a quem a extrema dureza da vida não roubou a capacidade de amar, esperar e realizar um futuro sorridente para si e para a filha.

Este ano, Daniels leva ao grande ecrã nova adaptação de uma biografia, desta feita de um mordomo da Casa Branca, partindo não de um romance, mas de um artigo assinado em 2008 por Wil Haygood no jornal “Washington Post”, que popularizou a história de vida de Eugene Allen, posteriormente seguida e aprofundada pela imprensa.

O filme chega agora a Portugal com um cunho particularmente saboroso: o de Rodrigo Leão na composição da banda sonora!

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domingo, setembro 01, 2013

A Igreja que eu Amo




Uma breve apresentação sobre a história, a missão e as áreas de actuação da Fundação AIS (Ajuda à Igreja que Sofre).

quarta-feira, agosto 28, 2013

I have a dream




Faz hoje 50 anos que um discurso garantia que todos os homens eram iguais e que todos tinham direito à vida, à liberdade e à conquista da felicidade. Esse era, pelo menos, um sonho. O sonho de Martin Luther King Jr., activista político que se destacou pela luta pelos direitos civis dos afro-americanos, que continuavam a ser violados, espancados e discriminados apenas pela cor da sua pele.

 O discurso, Martin Luther King iria mudar para sempre as relações raciais dos EUA.

domingo, agosto 25, 2013

Precisamos é de bicicletas



Muitas vezes parecemos estar à espera de um qualquer sinal espetacular para tomar uma decisão de vida sempre adiada. E queixamo-nos de falta de meios para, então sim, levar a cabo aquela transformação necessária ou aquela viragem desejada ou, mais adiante ainda, aquela concretização que indefinidamente protelamos. Contudo, as verdadeiras transformações inventam os meios próprios para se expressarem, e estes, regra geral, começam por ser espantosamente modestos.

 Fernando Pessoa, com a caricatura dos que “conquistam o mundo sem levantar-se da cama”, refere, no fundo, uma doença interior infelizmente muito comum: idealizamos de tal maneira o que pode ser a vida que ela perde, depois, o jogo por falta de comparência, sequestrada num plano cada vez mais mental e abstrato.

Se a vida não decorre como imaginamos, baixamos as persianas e preferimos não vivê-la. Ora, se não estamos dispostos a aprender com a sabedoria dos pequenos passos e com a dinâmica do provisório dificilmente alcançaremos o segredo da alegria.

Penso em dois grandes pulmões espirituais na Europa que nos está mais próxima: Taizé e Bose. Taizé é uma minúscula povoação que fica a 390 Kms a sudeste de Paris. Em 1940, era uma espécie de zona de demarcação entre a França ocupada pelas tropas alemãs e a França livre. Precisamente nesse ano chega a esse lugar um jovem teólogo suíço, Roger Schutz. Ele vinha buscando, dentro de si, qual seria a sua missão. E não tinha encontrado ainda respostas. O que é engraçado é que a primeira vez que ele chegou a Taizé, fê-lo de bicicleta (veio a pedalar desde Genebra).

 Poderia ser só um passeio ou uma fuga para lugar nenhum. Taizé não tinha nada, mas ele entendeu esse nada como uma oportunidade para “reparar” as feridas da humanidade. Dois anos depois é expulso dali, porque os alemães perceberam que ele auxiliava os judeus perseguidos. Mas em 1944 ele regressa, e traz já consigo um pequenino grupo de jovens da sua idade, movidos pelo ideal de construir e viver uma experiência monástica, na frugalidade, no silêncio, no louvor e no acolhimento. Hoje largos milhares de jovens caminham para Taizé como se buscassem uma fonte refrescante. E o testemunho do Irmão Roger tornou-se uma inspiração de que não precisamos de aviões a jato ou de veículos sofisticados para descobrir o mapa do coração. Basta-nos uma bicicleta, ou menos ainda.

José Tolentino Mendonça
In Diário de Notícias (Madeira)

sábado, agosto 10, 2013

Ser para os outros: uma prioridade realista e justa



Por vezes não fazemos o que é bom para nós, não somos capazes de identificar porquê, não temos a consciência de estar a agir erradamente e só vimos a sofrer com isso mais tarde, quando as consequências (que nós próprios construímos) se tornam inevitáveis.

Viver não é uma arte, mas uma escolha. A arte fica para os que sabem usar o estético de um modo especial e, esses, são os particularmente dotados, aqueles aos quais não deveria restar outra alternativa, se não a de porem os seus evidentes talentos a render.

E será que esta não é uma responsabilidade de todos sem exceção - a de descobrirmos os nossos talentos (desde os mais simples aos mais raros e elaborados) e os rentabilizarmos ao serviço dos outros, da natureza e de nós próprios?

É que, quando estamos bem com os outros e com a natureza, temos todas as condições para estarmos bem connosco mesmos. Se cada «talentoso», que é como quem diz cada homem, for egoísta, está a impedir-se de ser e de fazer (os outros) felizes.

Escolher viver bem é a responsabilidade de quem nasceu e não depende do que cada um quer possuir nem do que lhe falta. De facto, esta é uma opção que está acessível a todos. É preciso entendê-la, fazendo dela uma prioridade realista e justa.

Margarida Cordo

segunda-feira, agosto 05, 2013

Movimentos cristãos pedem defesa dos direitos dos trabalhadores



A «crise económica e financeira provocou a perda de direitos sociais que tinham sido conquistados e um aumento do desemprego e da precariedade do emprego», considera o Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos (MMTC).

Ausência de proteção social adequada, «situações de escravatura» de imigrantes, «salários míseros e turnos de trabalho intermináveis» de empregadas domésticas, além de falta de perspetivas de futuro para os jovens, foram algumas das denúncias apontadas num seminário que decorreu na Alemanha.

Os 163 delegados de 44 organizações cristãs nacionais de trabalhadores, incluindo uma representação de Portugal, sublinham que o desrespeito pelos «direitos fundamentais» deve-se a «um modelo económico contrário aos direitos sociais», a par de uma cultura sem «fraternidade» nem «solidariedade».

A declaração final do seminário pede à comunidade política internacional que «desenvolva políticas de uma distribuição justa da riqueza económica, social e cultural», assegurando também «um rendimento mínimo universal, que permita a subsistência a milhões.

Para saber mais sobre este tema, clique AQUI