domingo, setembro 29, 2013
quarta-feira, setembro 25, 2013
40 Dias Pela Vida
A iniciativa ‘40 dias pela Vida’ pretende o “fim do drama do aborto em Portugal” e convida a sociedade a marcar presença em frente à Clínica dos Arcos, em Lisboa, a partir de hoje até ao dia 3 de novembro.
“Na sequência da campanha realizada no ano passado vários bebés puderam nascer e muitas mulheres recuperaram a alegria”, assinala a ‘Plataforma 40 dias pela Vida’ num comunicado enviado à Agência ECCLESIA.
A ‘Plataforma 40 dias pela Vida’ assume-se como um grupo de cidadãos “empenhados na promoção de uma cultura de vida, respeito pela dignidade de cada pessoa e apoio à maternidade e à família”.
O movimento pretende mobilizar a sociedade portuguesa a marcar presença, nesta iniciativa internacional de “oração pela vida”, em frente à Clínica dos Arcos, em Lisboa, ou na casa “Mãos Erguidas”, em frente a esta clínica.
O comunicado revela que “católicos de cidades da Europa, América, Austrália e África unem-se para rezar pela mesma intenção”, de 25 de Setembro até 3 de Novembro, das 9h00 às 21h00.
Em 2012, a jornada ’40 dias pela vida’ reuniu mais de 1200 as pessoas, durante este período, onde a organização destaca a “alegria” de terem aderido “duas muçulmanas e três evangélicos”
terça-feira, setembro 24, 2013
Nasceram menos quatro mil bebés no 1.º semestre
Depois de em 2012 se ter registado o menor número de nascimentos de sempre em Portugal desde 1960, a tendência continua a ser de decréscimo. Até junho nasceram quase menos quatro mil bebés.
Os dados do teste do pezinho disponibilizados pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) mostram que a tendência de decréscimo da natalidade está a agravar-se, depois de em 2012 se ter registado o recorde de menos nascimentos em Portugal, pela primeira vez abaixo dos 90 mil - 89841, de acordo com dados da Pordata, menos 11 500 do que em 2010.
domingo, setembro 22, 2013
O esplendor do outono
«Exultai, filhos de Sião,
alegrai-vos no Senhor, vosso Deus,
porque Ele há-de mandar-vos
as chuvas do Outono no devido tempo
e fará cair sobre vós chuvas copiosas,
as chuvas do outono e da primavera,
como no princípio.
As eiras se encherão de trigo,
e os lagares transbordarão de vinho e azeite.» (Joel 2, 23-24)
«O outono é hoje de outro mundo. Imprimeuma luz que diríamos abstrata.
Do que subtrai é que ilumina. O timbreé de um desfasamento que consagra
a cesura, que entrega o imprevisívelsem o vínculo algébrico das tábuas.» (Fernando Echevarría)
O equinócio do outono de 2013 ocorre este domingo, 22 de setembro, às 21h44. A estação prolonga-se até 21 de dezembro, às 17h11.
O equinócio é o instante em que o Sol, no seu movimento anual aparente, corta o equador celeste. A palavra de origem latina significa "noite igual ao dia", pois nestas datas dia e noite têm igual duração.
sexta-feira, setembro 20, 2013
“Não podemos falar só de aborto, homossexualidade e contracepção”
Francisco considera que a Igreja tem de evitar falar apenas dos mesmos temas, nomeadamente o aborto, o casamento homossexual e a contracepção. Sem deixar espaço para dúvidas sobre as posições oficiais da Igreja em todos estes assuntos, o Papa diz que não é preciso estar sempre a bater na mesma tecla.
“Não podemos insistir somente sobre questões ligadas ao aborto, ao casamento homossexual e uso dos métodos contraceptivos. Isto não é possível. Eu não falei muito destas coisas e censuraram-me por isso. Mas quando se fala disto, é necessário falar num contexto.”
“De resto, o parecer da Igreja é conhecido e eu sou filho da Igreja, mas não é necessário falar disso continuamente”, insiste o Papa.
“A Igreja por vezes encerrou-se em pequenas coisas, em pequenos preceitos”, diz ainda Francisco, para quem a melhor imagem para a instituição católica é a de um hospital de campanha.
“Vejo com clareza que aquilo de que a Igreja mais precisa hoje é a capacidade de curar as feridas e de aquecer o coração dos fiéis, a proximidade. Vejo a Igreja como um hospital de campanha depois de uma batalha. É inútil perguntar a um ferido grave se tem o colesterol ou o açúcar altos. Devem curar-se as suas feridas. Depois podemos falar de tudo o resto. Curar as feridas, curar as feridas... E é necessário começar de baixo”.
Ainda sobre a questão da homossexualidade, o Papa recorda o seu contacto com esta comunidade enquanto estava em Buenos Aires: "Devemos anunciar o Evangelho em todos os caminhos, pregando a boa nova do Reino e curando, também com a nossa pregação, todo o tipo de doença e de ferida. Em Buenos Aires recebia cartas de pessoas homossexuais, que são 'feridos sociais', porque me dizem que sentem como a Igreja sempre os condenou. Mas a Igreja não quer fazer isto."
"Durante o voo de regresso do Rio de Janeiro disse que se uma pessoa homossexual é de boa vontade e está à procura de Deus, eu não sou ninguém para julgá-la. Dizendo isso, eu disse aquilo que diz o Catecismo. A religião tem o direito de exprimir a própria opinião para serviço das pessoas, mas Deus, na criação, tornou-nos livres: a ingerência espiritual na vida pessoal não é possível. Uma vez uma pessoa, de modo provocatório, perguntou-me se aprovava a homossexualidade. Eu, então, respondi-lhe com uma outra pergunta: 'Diz-me: Deus, quando olha para uma pessoa homossexual, aprova a sua existência com afecto ou rejeita-a, condenando-a?' É necessário sempre considerar a pessoa. Aqui entramos no mistério do homem. Na vida, Deus acompanha as pessoas e nós devemos acompanhá-las a partir da sua condição. É preciso acompanhar com misericórdia. Quando isto acontece, o Espírito Santo inspira o sacerdote a dizer a coisa mais apropriada."
Pecador, ingénuo e astuto
As palavras de Francisco surgem numa longa entrevista, publicada em simultâneo em mais de uma dezena de revistas jesuítas de todo o mundo, incluindo a portuguesa “Brotéria”.
Nele o Papa fala longamente da própria Sociedade de Jesus, a que pertence, e da influência que teve para si, mas começa por definir-se em termos bastante claros: “Eu sou um pecador. Esta é a melhor definição. E não é um modo de dizer, um género literário. Sou um pecador.”
A este termo o Papa adiciona ainda “ingénuo” e “astuto”.
“Posso talvez dizer que sou um pouco astuto, sei mover-me, mas é verdade que sou também um pouco ingénuo. Sim, mas a síntese melhor, aquela que me vem mais de dentro e que sinto mais verdadeira, é exactamente esta: ‘Sou um pecador para quem o Senhor olhou.’”
Francisco fala também da necessidade que tem de viver em comunidade, voltando a invocar a sua decisão de não ir viver para os apartamentos pontifícios, e associa essa necessidade à sua vontade de receber conselhos. Até porque a sua experiência tem-lhe indicado que a primeira decisão nem sempre é a mais certa.
“Desconfio das decisões tomadas de modo repentino. Desconfio sempre da primeira decisão, isto é, da primeira coisa que me vem à cabeça fazer, se tenho de tomar uma decisão. Em geral, é a decisão errada. Tenho de esperar, avaliar interiormente, tomando o tempo necessário.”
O Santo Padre diz que enquanto Papa depende muito dos conselhos dos outros e espera que sejam genuínos e não meras formalidades: “Os Consistórios e os Sínodos são, por exemplo, lugares importantes para tornar verdadeira e activa esta consulta. É necessário torná-los, no entanto, menos rígidos na forma. Quero consultas reais, não formais.”
“A consulta dos oito cardeais, este grupo outsider, não é uma decisão simplesmente minha, mas é fruto da vontade dos cardeais, tal como foi expressa nas Congregações Gerais antes do Conclave. E quero que seja uma consulta real, não formal”, explica.
Ainda na mesma entrevista, que tem cerca de vinte páginas, o Papa fala na necessidade de se escutar o povo em termos de religião, dando o seguinte exemplo: “É como com Maria: se se quiser saber quem é, pergunta-se aos teólogos; se se quiser saber como amá-la, é necessário perguntá-lo ao povo”.
“Não é preciso sequer pensar que a compreensão do sentir com a Igreja esteja ligada somente ao sentir com a sua parte hierárquica”.
Santos anónimos
Quando fala de santidade, o Papa prefere dar exemplos claros da vida comum. Uma santidade que é possível ver nas casas e na vida diária de cada um: “Vejo a santidade no povo de Deus paciente: uma mulher que cria os filhos, um homem que trabalha para levar o pão para casa, os doentes, os sacerdotes idosos com tantas feridas mas com um sorriso por terem servido o Senhor, as Irmãs que trabalham tanto e que vivem uma santidade escondida. Esta é, para mim, a santidade comum.”
“Esta é a santidade da Igreja militante de que fala também Santo Inácio. Esta é também a santidade dos meus pais: do meu pai, da minha mãe, da minha avó Rosa, que me fez tanto bem”, recorda.
Na entrevista concedida ao jesuíta Antonio Spadaro, o Papa fala também do caminho ecuménico e deixa mesmo em aberto o discernimento de uma nova forma de exercer o ministério petrino, que permita uma união com a Igreja Ortodoxa.
Para já, explica, os católicos têm a aprender com o conceito de sinodalidade praticada no Oriente: “Talvez seja tempo de mudar a metodologia do sínodo, porque a actual parece-me estática. Isto poderá também ter valor ecuménico, especialmente com os nossos irmãos ortodoxos. Deles se pode aprender mais sobre o sentido da colegialidade episcopal e sobre a tradição da sinodalidade.”
“O esforço de reflexão comum, vendo o modo como se governava a Igreja nos primeiros séculos, antes da ruptura entre Oriente e Ocidente, dará frutos a seu tempo”, diz o Papa Francisco.
Para Bergoglio, a Igreja deve ser tanto mãe como pastora: "Sonho com uma Igreja Mãe e Pastora. Os ministros da Igreja devem ser misericordiosos, tomar a seu cargo as pessoas, acompanhando-as como o bom samaritano que lava, limpa, levanta o seu próximo. Isto é Evangelho puro. Deus é maior que o pecado."
Esta atitude, explica o Papa, é mais importante que qualquer reforma: "As reformas organizativas e estruturais são secundárias, isto é, vêm depois. A primeira reforma deve ser a da atitude. Os ministros do Evangelho devem ser capazes de aquecer o coração das pessoas, de caminhar na noite com elas, de saber dialogar e mesmo de descer às suas noites, na sua escuridão, sem perder-se. O povo de Deus quer pastores e não funcionários ou clérigos de Estado".
Fonte: Blog Alfa e Ómega
segunda-feira, setembro 16, 2013
"Na vida só há um modo de ser feliz. Viver para os outros." Léon Tolstoi
Hoje começa a campanha eleitoral para as Autárquicas.
Foi com satisfação que aceitei ficar em 5º lugar na lista do Partido Socialista na União de Freguesias de Alto Seixalinho, Santo André e Verderena.
Depois de há 16 anos ter sido eleito autarca , como membro do Executivo do Alto Seixalinho e deputado Municipal, eis que cá estou de novo em lugar elegível para estar ao serviço das pessoas.
Se é verdade que durante todos estes anos recusei ficar em lugares cimeiros de listas, por estar e continuar envolvido em vários projectos de combate a pobreza e de defesa de cidadania e até ter pedido ao actual candidato a presidente, que queria ser o último dos suplentes, também é um facto que posso contribuir para um Concelho Melhor e aceitei este desafio com entusiasmo.
sexta-feira, setembro 13, 2013
Boa notícia : Casa de Aristides de Sousa Mendes vai ter obras orçadas em 360 mil euros
O presidente da Câmara de Carregal do Sal, Atílio dos Santos Nunes, congratulou-se por a situação da degradação da Casa do Passal ficar resolvida antes do fim do seu último mandato
A casa de Cabanas de Viriato, que pertenceu ao cônsul português Aristides de Sousa Mendes, vai em breve beneficiar de uma intervenção orçada em 360 mil euros, que evitará a sua ruína, foi hoje anunciado em Viseu.
Este é um dos oito projetos de recuperação de património que vão ser lançados este ano na Região Centro, apresentados pela Direção Regional de Cultura ao Programa Mais Centro, da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Centro, no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), que têm um valor total de 2,9 milhões de euros, dos quais 85% atribuídos pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).
A diretora regional da Cultura, Celeste Amaro, explicou que as obras na Casa do Passal, situada em Cabanas de Viriato, concelho de Carregal do Sal, vão durar dez meses, estando prevista "a reconstrução da cobertura, a recuperação do revestimento, a reabilitação das caixilharias e a execução de uma estrutura mista para imóvel".
Era na casa de Cabanas de Viriato que o antigo cônsul - que, em Bordéus, França, salvou milhares de refugiados do Holocausto, nos primeiros dias da ocupação alemã, na II Guerra Mundial - costumava passar férias na companhia dos 14 filhos e da primeira esposa, Angelina, tendo aí também vivido alguns anos antes da sua morte, com a segunda mulher, a francesa Andrée Cibial.
Chamada de "palácio" pelos habitantes mais antigos de Cabanas de Viriato, que se recordam dos seus tempos faustosos, a casa encontra-se em elevado estado de degradação, nunca tendo avançado os planos para a tornar num espaço de reposição da memória do diplomata e do seu feito.
O presidente da Câmara de Carregal do Sal, Atílio dos Santos Nunes, congratulou-se por a situação da degradação da Casa do Passal ficar resolvida antes do fim do seu último mandato.
"Este é um arranque, para depois continuar com as obras", frisou, considerando que era prioritário não deixar cair a casa de Aristides de Sousa Mendes, "que salvou muitos judeus e é falado em todo o mundo".
Segundo o autarca, a cobertura, que será a definitiva, manterá as mesmas características da atual e as águas pluviais serão encaminhadas para o exterior, para que não continuem as infiltrações.
O presidente da CCDR Centro, Pedro Saraiva, admitiu que a situação da Casa do Passal o indignava e que chegou a questionar "que sociedade é esta que coletivamente não conseguiu encontrar uma solução" que impedisse a degradação do edifício.
Depois de Aristides de Sousa Mendes ter abandonado a casa, devido ao grande número de dívidas contraídas, esta foi adquirida em hasta pública por 200 contos, por credores e dois comerciantes que depois a venderam a uma pessoa de Coimbra, em 1970. Neste período chegou a albergar um aviário numa das suas alas.
Dez anos depois, foi vendida à sociedade Campos e Nunes, que urbanizou a parte da quinta envolvente ao gigante Cristo Rei, que Aristides de Sousa Mendes tinha mandado vir da Bélgica. A sociedade também tinha planos para a zona inferior, um processo que foi travado.
Mais tarde, com a entrada na sociedade de um arquiteto, surgiu o projeto de um hotel para o local, projeto que dividiu as opiniões.
Umas pessoas defendiam que era melhor um hotel do que um edifício degradado, enquanto outras consideravam que isso seria passar uma esponja na vida que Aristides de Sousa Mendes teve em Cabanas de Viriato.
Com a constituição da Fundação Aristides de Sousa Mendes, a casa e o que restava da quinta passou para a sua posse em março de 2001, graças ao apoio do então ministro dos Negócios Estrangeiros, Jaime Gama.
Inicialmente, este dotou a fundação com 50 mil contos (250 mil euros), mas como a verba não chegava, reforçou o apoio com mais 60 mil contos (cerca de 300 mil euros).
O preço final da compra, de 128 mil contos (640 mil euros), integra os 15 mil contos (75 mil euros) da indemnização paga pelo Estado à família, que esta doou à fundação.
A Casa do Passal foi classificada Monumento Nacional em 2005.
*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela Agência Lusa
" Vejo com alegria que a humanidade hoje grita com maior veemência pela paz."
"Vivemos sobre os ombros dos nossos antepassados" é um ditado chinês cheio de verdade. Tudo o que somos e temos: a vida, a língua, a cultura, a fé; tudo recebemos dos nossos maiores. Apesar das diferenças, há algo que nos vai ligando. Todos nós nos vemos nos filhos e netos... É certo que nós,"cotas", temos uma forma diferente de pensar e de estar, mas no essencial a vida nos liga, em continuidade.
No "meu tempo" havia talvez uma maior presença em família, maior coesão social, porém agora, penso, haja entre os mais jovens um maior amor a outros valores e realidades. Um dos valores de que me lembro mais é a vontade de um mundo pacífico. Vejo com alegria que a humanidade hoje grita com maior veemência pela paz.
Nuno Palhais
terça-feira, setembro 10, 2013
sábado, setembro 07, 2013
Papa convence mulher a não abortar e oferece-se para ser padrinho
Anna Romano escreveu ao Papa quando soube que estava grávida, mas nunca esperou o telefonema que a convenceu a deixar avançar a gravidez.
Foi o desespero que levou Anna Romano a escrever ao Papa Francisco. A mulher, italiana, encontrava-se grávida do seu amante, um homem casado, e este já lhe tinha deixado claro que não iria ajudar a criar o bebé, tentando convencê-la a abortar.
Sob pressão, Anna escreveu ao Papa, mais por desabafo do que por outra razão, e foi com grande surpresa que recebeu um telefonema de Francisco.
“Fiquei estupefacta ao telefone. Ouvi-o a falar. Tinha lido a minha carta. Assegurou-me que o bebé é um dom de Deus, um sinal da providência. Disse-me que nunca estaria sozinha”, conta Romano ao jornal italiano “Il Messagero”.
Após alguns minutos de conversa, a futura mãe encontrava-se novamente cheia de esperança e decidida a levar a gravidez até ao fim. “Ele encheu-me o coração de alegria quando me disse que eu era corajosa e forte pelo meu filho”, recorda.
As palavras do Papa foram ainda tranquilizadoras noutro sentido. Anna disse a Francisco que gostaria de baptizar o filho, mas "tinha medo que não fosse possível", por ser "mãe solteira e divorciada". O Papa não só explicou que seria possível baptizá-lo, como se ofereceu para ser ele próprio o padrinho. “Estou convencido que não terá dificuldade em encontrar um pai espiritual, mas, se não conseguir, estou sempre disponível”, disse Francisco.
Compreensivelmente, Anna Romano já fez saber que, se a criança for rapaz, chamar-se-á Francisco.
Desde a sua eleição, o Papa já pegou várias vezes no telefone para falar pessoalmente com pessoas que sabia estarem a passar dificuldades. Um caso envolveu um rapaz cujo irmão tinha sido morto e, mais recentemente, uma mulher argentina vítima de violação.
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quarta-feira, setembro 04, 2013
Cinema "O mordomo"
Em 2010, o realizador norte americano Lee Daniels comoveu milhares com a adaptação cinematográfica do romance biográfico de Sapphire, “Precious”, contando a comovente e inspiradora história de uma adolescente negra a quem a extrema dureza da vida não roubou a capacidade de amar, esperar e realizar um futuro sorridente para si e para a filha.
Este ano, Daniels leva ao grande ecrã nova adaptação de uma biografia, desta feita de um mordomo da Casa Branca, partindo não de um romance, mas de um artigo assinado em 2008 por Wil Haygood no jornal “Washington Post”, que popularizou a história de vida de Eugene Allen, posteriormente seguida e aprofundada pela imprensa.
O filme chega agora a Portugal com um cunho particularmente saboroso: o de Rodrigo Leão na composição da banda sonora!
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domingo, setembro 01, 2013
A Igreja que eu Amo
Uma breve apresentação sobre a história, a missão e as áreas de actuação da Fundação AIS (Ajuda à Igreja que Sofre).
quarta-feira, agosto 28, 2013
I have a dream
Faz hoje 50 anos que um discurso garantia que todos os homens eram iguais e que todos tinham direito à vida, à liberdade e à conquista da felicidade. Esse era, pelo menos, um sonho. O sonho de Martin Luther King Jr., activista político que se destacou pela luta pelos direitos civis dos afro-americanos, que continuavam a ser violados, espancados e discriminados apenas pela cor da sua pele.
O discurso, Martin Luther King iria mudar para sempre as relações raciais dos EUA.
domingo, agosto 25, 2013
Precisamos é de bicicletas
Muitas vezes parecemos estar à espera de um qualquer sinal espetacular para tomar uma decisão de vida sempre adiada. E queixamo-nos de falta de meios para, então sim, levar a cabo aquela transformação necessária ou aquela viragem desejada ou, mais adiante ainda, aquela concretização que indefinidamente protelamos. Contudo, as verdadeiras transformações inventam os meios próprios para se expressarem, e estes, regra geral, começam por ser espantosamente modestos.
Fernando Pessoa, com a caricatura dos que “conquistam o mundo sem levantar-se da cama”, refere, no fundo, uma doença interior infelizmente muito comum: idealizamos de tal maneira o que pode ser a vida que ela perde, depois, o jogo por falta de comparência, sequestrada num plano cada vez mais mental e abstrato.
Se a vida não decorre como imaginamos, baixamos as persianas e preferimos não vivê-la. Ora, se não estamos dispostos a aprender com a sabedoria dos pequenos passos e com a dinâmica do provisório dificilmente alcançaremos o segredo da alegria.
Fernando Pessoa, com a caricatura dos que “conquistam o mundo sem levantar-se da cama”, refere, no fundo, uma doença interior infelizmente muito comum: idealizamos de tal maneira o que pode ser a vida que ela perde, depois, o jogo por falta de comparência, sequestrada num plano cada vez mais mental e abstrato.
Se a vida não decorre como imaginamos, baixamos as persianas e preferimos não vivê-la. Ora, se não estamos dispostos a aprender com a sabedoria dos pequenos passos e com a dinâmica do provisório dificilmente alcançaremos o segredo da alegria.
Penso em dois grandes pulmões espirituais na Europa que nos está mais próxima: Taizé e Bose. Taizé é uma minúscula povoação que fica a 390 Kms a sudeste de Paris. Em 1940, era uma espécie de zona de demarcação entre a França ocupada pelas tropas alemãs e a França livre. Precisamente nesse ano chega a esse lugar um jovem teólogo suíço, Roger Schutz. Ele vinha buscando, dentro de si, qual seria a sua missão. E não tinha encontrado ainda respostas. O que é engraçado é que a primeira vez que ele chegou a Taizé, fê-lo de bicicleta (veio a pedalar desde Genebra).
Poderia ser só um passeio ou uma fuga para lugar nenhum. Taizé não tinha nada, mas ele entendeu esse nada como uma oportunidade para “reparar” as feridas da humanidade. Dois anos depois é expulso dali, porque os alemães perceberam que ele auxiliava os judeus perseguidos. Mas em 1944 ele regressa, e traz já consigo um pequenino grupo de jovens da sua idade, movidos pelo ideal de construir e viver uma experiência monástica, na frugalidade, no silêncio, no louvor e no acolhimento. Hoje largos milhares de jovens caminham para Taizé como se buscassem uma fonte refrescante. E o testemunho do Irmão Roger tornou-se uma inspiração de que não precisamos de aviões a jato ou de veículos sofisticados para descobrir o mapa do coração. Basta-nos uma bicicleta, ou menos ainda.
Poderia ser só um passeio ou uma fuga para lugar nenhum. Taizé não tinha nada, mas ele entendeu esse nada como uma oportunidade para “reparar” as feridas da humanidade. Dois anos depois é expulso dali, porque os alemães perceberam que ele auxiliava os judeus perseguidos. Mas em 1944 ele regressa, e traz já consigo um pequenino grupo de jovens da sua idade, movidos pelo ideal de construir e viver uma experiência monástica, na frugalidade, no silêncio, no louvor e no acolhimento. Hoje largos milhares de jovens caminham para Taizé como se buscassem uma fonte refrescante. E o testemunho do Irmão Roger tornou-se uma inspiração de que não precisamos de aviões a jato ou de veículos sofisticados para descobrir o mapa do coração. Basta-nos uma bicicleta, ou menos ainda.
José Tolentino Mendonça
In Diário de Notícias (Madeira)
terça-feira, agosto 20, 2013
sábado, agosto 10, 2013
Ser para os outros: uma prioridade realista e justa
Por vezes não fazemos o que é bom para nós, não somos capazes de identificar porquê, não temos a consciência de estar a agir erradamente e só vimos a sofrer com isso mais tarde, quando as consequências (que nós próprios construímos) se tornam inevitáveis.
Viver não é uma arte, mas uma escolha. A arte fica para os que sabem usar o estético de um modo especial e, esses, são os particularmente dotados, aqueles aos quais não deveria restar outra alternativa, se não a de porem os seus evidentes talentos a render.
E será que esta não é uma responsabilidade de todos sem exceção - a de descobrirmos os nossos talentos (desde os mais simples aos mais raros e elaborados) e os rentabilizarmos ao serviço dos outros, da natureza e de nós próprios?
É que, quando estamos bem com os outros e com a natureza, temos todas as condições para estarmos bem connosco mesmos. Se cada «talentoso», que é como quem diz cada homem, for egoísta, está a impedir-se de ser e de fazer (os outros) felizes.
Escolher viver bem é a responsabilidade de quem nasceu e não depende do que cada um quer possuir nem do que lhe falta. De facto, esta é uma opção que está acessível a todos. É preciso entendê-la, fazendo dela uma prioridade realista e justa.
Margarida Cordo
segunda-feira, agosto 05, 2013
Movimentos cristãos pedem defesa dos direitos dos trabalhadores
A «crise económica e financeira provocou a perda de direitos sociais que tinham sido conquistados e um aumento do desemprego e da precariedade do emprego», considera o Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos (MMTC).
Ausência de proteção social adequada, «situações de escravatura» de imigrantes, «salários míseros e turnos de trabalho intermináveis» de empregadas domésticas, além de falta de perspetivas de futuro para os jovens, foram algumas das denúncias apontadas num seminário que decorreu na Alemanha.
Os 163 delegados de 44 organizações cristãs nacionais de trabalhadores, incluindo uma representação de Portugal, sublinham que o desrespeito pelos «direitos fundamentais» deve-se a «um modelo económico contrário aos direitos sociais», a par de uma cultura sem «fraternidade» nem «solidariedade».
A declaração final do seminário pede à comunidade política internacional que «desenvolva políticas de uma distribuição justa da riqueza económica, social e cultural», assegurando também «um rendimento mínimo universal, que permita a subsistência a milhões.
Para saber mais sobre este tema, clique AQUI
terça-feira, julho 30, 2013
Entrevista exclusiva do Papa Francisco ao Programa Fantástico - Globo
Em entrevista exclusiva ao programa Fantástico, o Papa Francisco pediu maior proximidade entre as pessoas e o fim da "globalização da indiferença". O Papa lamentou que existam "descartados" nas "extremidades" da sociedade actual: os idosos, considerados improdutivos, e os jovens, que padecem no desemprego. A ideia se somou ao discurso do Papa contra a "política mundial muito impregnada pelo dinheiro". Uma entrevista que não pode perder.
sábado, julho 27, 2013
Viagem
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terça-feira, julho 23, 2013
O filme dos primeiros minutos do papa no Brasil
O papa Francisco chegou às 19h45 de Lisboa desta segunda-feira ao Rio de Janeiro (16h45, hora local), naquela que é a sua primeira viagem apostólica fora de Itália.
Após 12 horas de voo desde Roma, Francisco saiu às 20h00 do avião, saudando em primeiro lugar a presidente da República, Dilma Rousseff, seguindo-se os cumprimentos a responsáveis civis e eclesiásticos.
O papa entrou depois num carro de gama média para fazer o percurso entre o aeroporto e o centro da Cidade Maravilhosa.
Francisco saudou as milhares de pessoas que o esperavam ao longo do percurso. O cortejo foi bloqueado durante vários minutos por um engarrafamento de autocarros. Sempre com o vidro aberto, o papa saudou várias pessoas, que mais do que uma vez, cercaram a sua viatura.
Junto à catedral, Francisco saiu do automóvel e passou para um jipe aberto, onde percorreu mais alguns quilómetros (excertos deste percurso no vídeo abaixo).
De seguida, entrou num helicóptero, que o transportou ao Palácio Guanabara, onde Dilma Rousseff o recebeu, antes da cerimónia de boas vindas, que começou com uma hora de atraso em relação ao programa anunciado.
Veja a noticia e o video completo, clique AQUI
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