quarta-feira, fevereiro 01, 2012

Sem-abrigo condenado a multa de 250 euros pelo furto de polvo e champô


A tentativa de furto de um polvo e de um champô, no valor de 25,66 euros, valeu hoje a um sem-abrigo a condenação ao pagamento de uma multa de 250 euros, que pode ser substituída por trabalho comunitário.

O tribunal dos juízos criminais do Porto deu como provado que, em Fevereiro de 2010, o arguido, com cerca de 40 anos, se dirigiu ao supermercado Pingo Doce, na praça Afonso V, no Porto, e daí tentou retirar uma embalagem de champô e outra de polvo que ocultou na roupa.

Ainda que à saída o segurança tenha abordado o arguido, e assim recuperado os artigos, o caso chegou a tribunal, porque a cadeia de supermercados não desistiu de queixa, obrigando o Ministério Público a avançar com um acusação por se tratar de crime semipúblico.

O tribunal acabou por condenar o homem por um crime de furto simples, já que “passou a linha de caixa sem pagar”, considerando não ter sido provado que os bens em causa fossem para “satisfazer necessidades imediatas”.

O advogado de defesa solicitou ao tribunal que a pena aplicada - multa de 50 dias a cinco euros o dia, num total de 250 euros - fosse substituída por trabalho a favor da comunidade.

O arguido será agora notificado, se for encontrado, após o trânsito em julgado da sentença e então dirá se aceita ou não a substituição da pena. Contou o advogado que não se conhece uma residência fixa ao indivíduo e que foi visto pela última vez numa fábrica abandonada.

“Este tipo de processo merece outro tipo de tratamento penal. Isto é gozar com os tribunais. São bagatelas formais”, criticou o advogado, Pedro Miguel Branco.

Para o causídico, este tipo de crimes “não merece ocupar o tempo” dos tribunais, lembrando existir a alternativa de suspensão provisória do processo que os “grandes grupos económicos não aceitam”, porque “não têm custos” por apresentar queixas.

“Existe em Portugal uma justiça para ricos e outra para pobres. O pobre, se rouba um pão, vai preso. Um rico, se rouba um milhão, sai ileso”, ironizou o mandatário, assinalando a “diferença brutal de tratamentos”.

Noticia : Público

segunda-feira, janeiro 30, 2012

Cinema



Destaque ■ The Lady | Um Coração Dividido


Se procura um filme de qualidade, com um bom argumento e que o vá prender na cadeira da sala de cinema, então este “The Lady- Um Coração Dividido” é uma boa aposta.

Marcado pelo bom desempenho de Michelle Yeoh na interpretação de Aung San Suu Kyi, (Prémio Nobel da Paz, em 1991) narra a história desta líder na luta pela liberdade e democracia do Povo da Birmânia, contra a ditadura militar que há dezenas de anos controla o país.
Relata ainda a sua relação de amor com o escritor Michael Aris (David Thewlis), com quem foi casada até à morte deste, em 1999.

Um trabalho que é também um apelo à luta a favor dos direitos humanos e contra injustiças.

A não perder!

Veja o trailler : http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=XwvUamhi1lw


sábado, janeiro 28, 2012

Cuba descobre vacina contra cancro do pulmão



Cientistas cubanos anunciaram a descoberta da primeira vacina terapêutica contra o cancro do pulmão. A CIMAVAX-EFG, resultante de 15 anos de pesquisa, já está patenteada.
Dentro em breve, o cancro do pulmão poderá deixar de ser o mais letal de todos os tipos e entrar para a lista das doenças crónicas. A boa notícia vem de Cuba, que acaba de patentear a primeira vacina terapêutica contra a doença. Mais de 1 000 pacientes já estão a receber o novo tratamento.

A descoberta foi anunciada por Gisela González, responsável pelo projeto que desenvolveu a vacina. Em entrevista ao semanário cubano “Trabajadores” – publicada ontem por esse órgão de comunicação da Central de Trabalhadores de Cuba-, a investigadora disse que o objetivo da vacina é transformar o cancro do pulmão numa doença crónica controlável.

De acordo com a investigadora, a vacina foi desenvolvida a partir de “uma proteína que todos temos: o fator de crescimento epidérmico, relacionado com os processos de proliferação celular. Quando há cancro, essa proteína está descontrolada”.

Gisela explicou que, como o organismo tolera “aquilo que é seu” e reage contra “o estranho”, tendo sido preciso elaborar uma vacina que produzisse anticorpos contra essa proteína, que já é própria do organismo.

Outros tipos de cancro

Desde o início das investigações passaram-se já 15 anos. De acordo com a cientista cubana, a vacina foi patenteada após se ter testado a sua eficácia em mais de 1 000 pacientes sem que tenham ocorrido efeitos colaterais.

terça-feira, janeiro 24, 2012

Nomeados para a 84.ª edição dos Óscares


Melhor Filme

“O Artista”

“Os Descendentes”

“Extremely Loud & Incredibly Close”

“As Serviçais”

“A Invenção de Hugo”

“Meia-noite em Paris”

“Moneyball – Jogada de Risco”

“A Árvore da Vida”

“Cavalo de Guerra”

Melhor Realizador

Michel Hazanivicus, por “O Artista”

Alexander Payne, por “Os Descendentes”

Martin Scorsese, por “A Invenção de Hugo”

Woody Allen, por “Meia-noite em Paris”

Terrence Malick, por “A Árvore da Vida”

Melhor Actriz

Glenn Close, por “Albert Nobbs”

Rooney Mara, por “Os Homens que Odeiam as Mulheres”

Viola Davis, por “As Serviçais”

Meryl Streep, por “A Dama de Ferro”

Michelle Williams, por “A Minha Semana com Marilyn”

Melhor Actor

Demian Bichir, por “A Better Life”

George Clooney, por “Os Descendentes”

Jean Dujardin, por “O Artista”

Gary Oldman, por “A Toupeira”

Brad Pitt, por “Moneyball – Jogada de Risco”

Melhor Actriz Secundária

Bérénice Bejo, por “O Artista”

Jessica Chastain, por “As Serviçais”

Melissa McCarthy, por “A Melhor Despedida de Solteira”

Janet McTeer, por “Albert Nobbs”

Octavia Spencer, por “As Serviçais”

Melhor Actor Secundário

Kenneth Branagh, por “A Minha Semana com Marilyn”

Jonah Hill, por “Moneyball – Jogada de Risco”

Nick Nolte, por “Combate entre Irmãos”

Christopher Plummer, por “Assim é o Amor”

Max von Sydow, por “Extremely Loud & Incredibly Close”

Melhor Argumento Original

“O Artista”

“A Melhor Despedida de Solteira”

“Meia-noite em Paris”

“O Dia Antes do Fim”

“Uma Separação”

Melhor Argumento Adaptado

“Os Descendentes”

“A Invenção de Hugo”

“Nos Idos de Março”

“Os Homens que Odeiam as Mulheres”

“A Toupeira”

Melhor Filme Estrangeiro

“Bullhead”, de Michael R. Roskam (Bélgica)

“Footnote”, de Joseph Cedar (Israel)

“In Darkness”, de Agnieszka Holland (Polónia)

“Monsier Lazhar”, de Philippe Falardeau (Canadá)

“Uma Separação”, de Asghar Farhadi (Irão)

domingo, janeiro 22, 2012

A engenhosa e árdua tarefa de virar uma página



Um artista nova-iorquino engendrou uma forma curiosa de virar uma página de jornal. O complexo mecanismo usa princípios da química e da física de uma forma criativa. O vídeo é um sucesso no Youtube.

O mecanismo engendrado por Joseph Herscher é, provavelmente, uma das formas mais difíceis de virar uma página. Mas é um exercício de criatividade, paciência e rigor que faz jus às chamadas máquinas Rube Goldberg, que tanto apaixonam este artista nova-iorquino.

quinta-feira, janeiro 19, 2012

MUNDO



Precisamos de acreditar num mundo melhor. Acreditar que todos temos algo de muito bom para dar. Se o fizermos e nos unirmos só pode sair coisa boa. Encontra em ti o que tens de melhor e partilha. Procura nos outros o que eles têm de melhor e enaltece-o. Coloca assim a tua pedra na construção de um mundo diferente. Poderá ser uma manta de retalhos, mas será mais colorido, diversificado e feliz.

terça-feira, janeiro 17, 2012

Estamos pesados de tanta barriga


Estamos pesados de tanta barriga... De palavras cinzentas - sacrifício, tristeza, sofrimento, exigência, falta de esperança, dor - estamos cheios! Somos - nós, cristãos - muitas vezes associados a esta imagem soturna, imensamente povoada de uma “extinta alegria”*.

Engraçado é pensar no que experimento eu na minha quotidiana vida interior e no que vou observando nas tantas outras vidas cristãs que tenho o prazer de ir acompanhando. O que vejo com clareza não é este sofrimento, esta tristeza pesada que se carrega às costas, mas antes uma alegria imensa, que enche de ânimo todas as realidades da vida - até as mais difíceis. Este imaginário que se foi criando (certamente também por culpa nossa) em torno do mundo cristão em nada transparece portanto a alegria - pura e verdadeira - a que uma relação plena com Deus leva.

Jesus foi, com toda a certeza, uma pessoa alegre, animada, carismática! Só assim conseguiria Ele arrastar multidões e transformar tantas vidas. Mesmo que anunciasse uma Verdade Infinita, se a sua maneira de estar não fosse - em si mesma - uma forma alegre de Ser, não conseguiria chamar a atenção de tantos quantos os que saíam de casa para o ver e ouvir.

Façamos então transparecer esta alegria de Jesus, fazendo-a transbordar e inundar a totalidade das as nossas vidas.

* “Às voltas com o humor de Deus” - José Tolentino Mendonça

Rita Machado Lima


domingo, janeiro 15, 2012

Vidas Simples



A minha proposta para este video é a de se deixarem levar pelas palavras, pelas belíssimas imagens e estarem atentos às emoções que o video desperta.

Começamos mais um ano. Um ano que começa de fora para dentro, algo pessimista e de circunstâncias difíceis. Mas sempre que o caos embate em nós, existe aí uma oportunidade de nos reestruturarmos e de crescermos com isso. Estas imagens são de vida, natural, simples e incrivelmente bela. E se o nosso desafio de 2012 for abraçar a simplicidade no nosso dia-a-dia? Seremos mais felizes?!

Cecília Mendonça

sexta-feira, janeiro 13, 2012

Cinema




Depois do sucesso mundial de "Rei Leão", vencedor de dois Óscares em 1995, a Disney decidiu juntar as novas tecnologias a três dimensões e trazer de novo ao grande ecrã este clássico. O destemido Simba que, com grande coragem e dignidade, reconquistou o trono do seu pai na companhia dos seus divertidos amigos Timon e Pumbaa.

Considerado por muitos, o melhor filme de sempre da Disney, apesar do 3D não ser grande coisa, vale sempre a pena rever esta história, onde os sentimentos são postos à prova constantemente e a banda sonora é referência.

Gostei e aconselho para miúdos e graúdos, por isso as minhas 4 estrelas e entrada directa para o 1º lugar deste TOP FIVE.


quarta-feira, janeiro 11, 2012

Bons exemplos ; Fonte da Prata ■ Fundação Santa Rafaela Maria | “Crescer Com Sentido” | Uma Obra que merece ser conhecida


A Congregação das Escravas do Sagrado Coração de Jesus em Portugal festejou a criação da Fundação Santa Rafaela Maria (nome da fundadora da Congregação), dando mais um passo nos seus Projetos Sociais e Humanos, na Fonte da Prata.
No seguimento dos seus projetos mais emblemáticos: o TASSE e o CLAII, a Fundação Santa Rafaela Maria foi apresentada ao público nos dias 6 e 7 de Janeiro. Na sexta-feira, houve um Jantar oferecido pela comunidade da Fonte da Prata, com pratos típicos de alguns dos diferentes países donde são provenientes estas pessoas: Cabo Verde, Guiné e Ucrânia. Seguiu-se uma Missa na Igreja Paroquial de S. Lourenço, em Alhos Vedros. No sábado, a festa de apresentação da nova Fundação realizou-se no Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira.

Com a sala literalmente cheia, a festa foi apresentada por José Pedro um advogado de profissão que ocupa os seus tempos livres enquanto voluntário em diferentes organizações, que teve um excelente desempenho, muito aplaudido.

Na apresentação da nova Fundação, o Padre António Vaz Pinto, sj, jesuíta amigo da Congregação, explicou o papel das obras sociais: compôs o enquadramento da necessidade, pertinência e missão de instituições como as IPSS’s no contexto atual.

“Estamos aqui para comemorar um acontecimento jurídico, político e social, que é a transformação de um projecto numa Fundação para fazer mais e melhor, numa atitude saudável de pôr os nossos talentos ao serviço das necessidades dos outros”, afirmou o Pe. Vaz Pinto.

Sobre o lema da Fundação: “Crescer Com Sentido”, considerou-o feliz, por não significar um crescimento qualquer, mas antes um crescimento que seja factor humanista, que contribua para uma sociedade mais digna, mais humana, mais fraterna. “O importante é que instituições como a Fundação Santa Rafaela Maria saibam congregar boas vontades, espírito de sacrifício, coragem, iniciativa e criatividade para poderem criar oásis de humanidade, num mundo que, por vezes é um deserto de pessoas”, acrescentou. Salientou ainda a importância do voluntariado, sem o qual, muitas vezes, estas obras nem sequer poderiam existir e felicitou as Irmãs, as colaboradoras e todos aqueles que usufruem destes serviços

O orador recomendou para a nova Fundação: Objectivos claros, porque objectivos difusos levam à dispersão e ao fracasso; Confiança uns nos outros e confiança em Deus; A capacidade de delegar, com acompanhamento, para que a delegação decorra bem; Criatividade para pensar em outras e melhores coisas, sem medo de afrontar o futuro. “É fundamental o acompanhamento dos voluntários em instituições desta natureza, integrando-os e deixando crescer os seus talentos”, concluiu.

A Irmã Irene Guia e o empresário Rui Castro Martins, responsáveis da Fundação, explicaram o projecto em curso na Fonte da Prata. A Irmã Escrava contou a história da Fundação, que se iniciou em 1992, ou melhor, em 1984, quando entraram pela primeira vez na Fonte da Prata, começaram com sala de aulas e campos de férias. Em 1992, fixaram-se mesmo na Fonte da Prata, sempre a crescer. Agora, em 2012, deram outro salto, criando a Fundação Santa Rafaela Maria. “Depois daqui, outras coisas hão- de surgir”, disse, convicta, a Irmã Irene.
Rui Castro Martins confessou as muitas emoções que este projeto lhe tem feito sentir. “Nós fomos apresentados como os responsáveis pela Fundação, mas os verdadeiros responsáveis são muitas Irmãs, os voluntários que, no dia-a-dia, se empenham no trabalho de formação de todos aqueles que são acolhidos nos diferentes projetos em curso na Fonte da Prata”, salientou. E fez ainda notar que esta Fundação não nasce do zero, assenta em projetos que já existem, levados a cabo pelas Irmãs, os voluntários e os utentes que beneficiam desses projetos. “Hoje, demos mais um passo e desejamos que a Fundação possa ‘crescer com sentido’, como é seu lema”, concluiu.

A seguir, foi apresentado um documentário, feito internamente por voluntários, orientado por Maria Albuquerque Lopes, que pretende mostrar aos que não conhecem e lembrar aqueles que vivem de perto os projetos que estão no terreno, que poderão ser a raiz de um projeto muito mais abrangente no futuro.

Num pequeno painel, orientado pela jornalista Laurinda Alves, foram dados testemunhos sobre o voluntariado, nomeadamente por: a Irmã Ania Maria Ramirez, responsável pelo CLAII; Célia Costa, que frequenta o curso de formação de pais; a fadista Carminho, que foi voluntária na Fonte da Prata e numa acção de voluntariado na Índia; o jovem Dinis, responsável pelo voluntariado e pelos campos de férias, na Fonte da Prata; e a Irmã Rita Cortez, responsável pelo TASSE.

Na animação, esteve em palco o Grupo de Dança do TASSE, com danças de origem africana, muito aplaudidas.
Uma presença enorme no palco foi a da atriz Daniela Vieitas, também ela voluntária, que num expressivo monólogo partiu de um lugar de nada e deu a volta ao mundo, regressando à Fonte da Prata onde constatou que, afinal, ali havia a multiculturalidade que tinha observado noutros lugares do mundo. Excelente.

A encerrar a festa, Mafalda Veiga, igualmente uma voluntária, cantou três ou quatro melodias, como ela sabe cantar. “Para mim é um privilégio, estar a participar nesta comemoração de um projeto que está no lado bom das coisas, onde eu vou estar e de que eu vou fazer parte”, agradeceu.

No fim, foi servido um Cálice de Porto.

A Fundação Santa Rafaela Maria


A Fundação Santa Rafaela Maria foi criada pela Congregação das Escravas do Sagrado Coração de Jesus em Portugal e tem por missão a educação e promoção do desenvolvimento integral humano e cristão da pessoa, sobretudo das crianças e jovens mais carecidos, sendo “crescer com sentido” o seu lema.

O ano de 1992 marca o início desta obra, quando a Congregação das Escravas funda uma comunidade de irmãs no bairro da Fonte da Prata (Alhos Vedros – Moita), um bairro social com cerca de 5000 habitantes, na sua maioria de origem africana, de fracos recursos económicos em situação de desemprego ou de emprego precário.

Ao longo dos anos foi preocupação da Congregação dar resposta às necessidades mais urgentes do bairro e do concelho, desenvolvendo, promovendo e criando equipamentos e infra-estruturas capazes de responder às situações de maior carência e vulnerabilidade em diferentes campos de intervenção e para diferentes públicos alvo.

As principais áreas de intervenção desta comunidade são o TASSE - Centro de Educação Não Formal e Formação Profissional, e o CLAII - Centro Local de Apoio à Integração dos Imigrantes. O TASSE teve início em Fevereiro de 2005, decorrente de uma candidatura ao Programa Escolhas 2ª Geração, no âmbito da prevenção do abandono e do insucesso escolar. Os resultados deste programa têm sido surpreendentes como é o caso do sucesso na taxa de transição de ano lectivo: 97% dos jovens entre os 7 e os 18 anos que frequentam este programa, no último ano lectivo.

A Congregação organiza e desenvolve outras actividades no âmbito do apoio à comunidade, como o apoio às famílias, o combate ao desemprego e apoio à integração na vida activa; e ainda desenvolve actividades de carácter religioso e humano, designadamente actividades pastorais e de promoção e formação humana. Estas actividades são na sua generalidade desenvolvidas numa casa de oração em Palmela.

Na continuação destes projetos, e na necessidade de coordená-los e permitir a sua sustentabilidade, surge agora a Fundação Santa Rafaela Maria.

In Jornal o RIO

terça-feira, janeiro 10, 2012

Espanha vai revogar lei da morte. E Portugal ?


O governo espanhol já anunciou que vai restringir a lei que legaliza o assassinato de seres humanos inocentes através do recurso aos serviços hospitalares públicos.

E Portugal ?

Para quando a revogação da actual lei que liberalizou o aborto- uma das mais extremistas, liberais e arbitrárias do mundo ?

sábado, janeiro 07, 2012

A necessidade de Deus (e de Cristo)



O ar do tempo acha que é completamente independente do cristianismo. O ar do tempo está errado. Mesmo que não acredite no mistério pascal (como eu o percebo), mesmo que não seja um cristão de fé, o cidadão ali da rua é um cristão cultural, educado numa cultura de direitos que só cresceu na civilização judaico-cristã. Tal como defende Nicholas Wolterstorff, os tais "direitos inalienáveis" (a base ética e constitucional das nossas vidinhas) têm uma raiz bíblica . Por outras palavras, o Direito Natural precisa de uma base religiosa, precisa de uma comunicação com a transcendência divina. Porquê? A resposta não é simples, mas aqui vai: sem uma noção de transcendência, sem algo que nos liberte da prisão do aqui-e-agora, o poder político fica com as portas abertas para limitar os direitos inalienáveis dos indivíduos. Não por acaso, os regimes totalitários do século XX anularam por completo qualquer noção de transcendência, destruíram qualquer noção ética com origem em algo exterior à lei positiva determinada pelo chefão. O fascismo e o comunismo foram tiranias da imanência.

Muitos autores contemporâneos, como Alain Dershowitz, defendem um conceito de Direito Natural secular, sem qualquer apelo a Deus. Mas isso é o mesmo que ser do Benfica e gostar do Pinto da Costa ao mesmo tempo . Um Direito Natural completamente secularizado é uma contradição em termos, porque não tem uma gota de transcendência. Quando dizemos que cada indivíduo tem direitos inalienáveis que nenhum poder terreno pode pôr em causa, quando dizemos que cada pessoa tem direitos inalienáveis que nenhum direito positivo pode rasgar, estamos - na verdade - a dar um salto de fé em direcção a uma concepção de amor ao próximo, um concepção de amor que transcende a imanência da lei, da cultura e do nosso próprio corpo (i.e., Deus).

Portanto, convém perceber que a ideia de direitos inalienáveis não foi inventada de raiz pelo pensamento iluminista do século XVIII ou pelo optimismo científico e individualista do século XIX. Esta ideia já fazia parte do património bíblico. Neste sentido, a tese de Wolterstorff não é descabida: sem esta raiz cristã, a nossa cultura de direitos não teria sido desenvolvida. Os críticos desta tese poderão invocar Kant para a defesa de um Direito Natural absolutamente secular, mas ficarão sempre expostos a um ataque óbvio: Kant cresceu numa cultura cristã e não noutra qualquer; Kant não apareceu no paganismo indiano ou chinês. Não por acaso, Nietzsche dizia que Kant era um cristão manhoso, um cristão que inventou uma teoria secular de direitos apenas para fugir da questão de Deus e da fé.

Moral da história? Durante muito tempo, pensei que Kant chegava para as despesas do Direito Natural. Mas não chega.

Henrique Raposo

Dedicatória




Dedicado aos meus amigos da Associação Animal

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Tornar Visível o Invisível



Das coisas mais extraordinárias no ser humano é a sua capacidade criativa.
Não há dúvida nenhuma de que se pode chamar a atenção para os diversos problemas que atravessam o mundo de hoje de uma forma pacífica e marcante.
Penso que ninguém ficará indiferente a este tipo de apelo.
Num mundo tão causticado pela violência, estas chamadas de atenção acabam por ter muito mais impacto do que o tão abusado recurso à contestação violenta.
Procuremos ser criativos na busca de um mundo mais justo e melhor!

Rita Casqueiro

domingo, janeiro 01, 2012

Antes construir do que prever


2012. As conversas, os meios de comunicação, o próprio ar se encheram de profecias relativas ao novo ano que começa. Políticos, economistas, sindicalistas, empresários, homens da cultura, todos concordam numa (única) coisa: 2012 vai ser um ano difícil, ou mesmo muito difícil. No entanto, apesar da crise e do sentimento de impotência que ela desencadeia, fazem-se propósitos, projectos de mudança, alimentam-se sonhos e esperanças... Como se nada fosse, desejamo-nos uns aos outros um “bom ano”. Mas o que fazemos para que assim seja?

Um início de ano cristão, o mesmo é dizer marcado pela esperança, é aquele que não se fica pelo “prever” mas aposta num “construir”. Esta atitude, ao contrário das receitas servidas com a ponta dos dedos, ou dos propósitos que se esfumam com o regresso à rotina, vive-se com os pés bem assentes no chão. Uma construção exige materiais. Um deles, talvez o mais importante, é o olhar atento sobre a realidade que nos rodeia, olhar de quem não se deixa manipular nem cede a alarmismos. Um olhar atento é aquele que é, antes de mais nada, agradecido. Em tempo de dificuldades, constrói aquele que sabe ver o bem recebido, nos grandes e pequenos acontecimentos, e o outro lado de todas as coisas.

O melhor propósito nesta altura, talvez seja por isso olhar ainda com atenção para 2011, e agradecer. Bom ano!

António Ary

sexta-feira, dezembro 30, 2011

Receita para o ano novo


Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, dezembro 27, 2011

Um texto desinteressante para portugueses



O título diz tudo. Se é português, não vai querer ler isto. Pior do que falar de algo de que não se gosta é falar de algo a que se é indiferente. É aqui que o problema começa, como tantos outros já começaram no passado: na falta de informação.

Há quem diga que para se ser igual a Churchill não basta andar de fato às riscas. E, na verdade, a coligação governamental do Reino Unido dividida sobre o veto a que o primeiro-ministro britânico recorreu no Conselho Europeu de Dezembro, isolando o seu país em relação aos restantes 26, não sugere uma vontade de união europeia. Ao invés, Adriano Moreira propõe uma reestruturação do Conselho de Segurança da ONU contemplando as diferentes organizações regionais do Mundo, substituindo naquele órgão países como a França ou o Reino Unido pela própria União Europeia. Freitas do Amaral critica a ditadura “Merkozy”. Vai-se especulando sobre o possível fim do euro.

Vivemos um período que claramente será estudado nos manuais de História dos próximos anos. E já que vamos aparecer nas entrelinhas dos livros de História, então que saibamos aprender com aquilo que a História já nos ensinou. Em tempos de crise (sobretudo políticas) não deixemos a ignorância tomar parte no processo. Sempre deu mau resultado. No limite, podíamos contar a história dos alemães que nos anos 30 encontraram um homem que apenas pedia certas condições para poder devolver a honra (essa perigosa palavra) à Alemanha. Sim, claro que poderá ser um exagero, mas, na verdade, qual é o preço da nossa liberdade? E quais são as ditaduras do século XXI? O que é que nos retira espaço na condição de cidadãos livres?

Há coisas que não se podem sujeitar à regra do “apetece-me ou não?”. A informação é uma delas. Só informados é que podemos decidir o nosso futuro. Preocupamo-nos em conhecer as condições que os vários bancos oferecem antes de (tentarmos) contrair um empréstimo; pesquisamos qual a peça de teatro ou filme no cinema a que mais nos apetece assistir; informamo-nos sobre qual a faculdade que oferece o melhor plano curricular para nós; mas depois descuramos as medidas que todos os dias vão sendo anunciadas e que tem implicações na forma como os bancos nos apresentam os empréstimos, que condicionam a sustentabilidade dos teatros nacionais ou o financiamento do ensino superior. Em cada acto de não nos informarmos sobre a realidade em que estamos, nós próprios restringimos a nossa própria liberdade de escolha.

Quer queiramos quer não, muitas políticas tomadas em Portugal seguem orientações de Bruxelas. Ora, esta cisão que a Europa vem vivendo deve merecer a nossa atenção, sobretudo se não quisermos andar simplesmente atrás dos acontecimentos. Já é tempo de começarmos a adoptar a postura de quem age no sentido da prevenção e não da cura.

Claro que nunca saberemos o que fazer como cidadãos empenhados enquanto não tivermos acesso à informação sobre o que se passa e enquanto aquilo que influi na vida básica do dia-a-dia for visto como um mundo que não é o nosso e que não nos diz respeito. A verdade é que vamos sentindo na carteira que a Europa tem tudo que ver connosco. Que seja tempo de começar a estarmos atentos ao mundo à nossa volta.

António Santos Lourenço

segunda-feira, dezembro 19, 2011

Video sobre o Natal que conquistou YouTube‏



Este relato do Natal com actores até 8 anos de idade conseguiu em poucas horas milhares de visitas no Youtube.

O segredo? transmite o espírito do Natal, explica o queaconteceu no primeiro 25 de Dezembro, no meio de belíssimas paisagens da Nova Zelãndia

sábado, dezembro 17, 2011

Havia mil e uma formas possíveis...[...]

Havia mil e uma formas possíveis de Deus se dar a conhecer.

Podia todos os anos abrir o mar vermelho. Ou então fazer brotar pão das rochas nos anos bissextos. Podia mandar chuvas de sapos, fazer aparições de cem em cem anos. Ou dar concertos celestiais! A lista de possibilidades é interminável.
Contudo ele escolheu a forma mais difícil. Veio Ele próprio, mas não de um modo qualquer. Com o seu Espírito, trouxe Graça a uma mulher que não conhecia homem, num tempo e numa época concretas. Deu-nos o seu filho encarnado num homem comum, como qualquer outro. A possibilidade de fracasso era tremenda, tinha tudo para correr mal, mas ainda assim Ele arriscou.
Arriscou, pois sabia (e sabe), que mesmo sendo uma forma aparentemente limitada e trôpega, mesmo sendo pouco convincente é a única possível. A única que está efectivamente à altura do Seu Amor por cada um de nós. Sem artimanhas, sem manipulações, com toda a verdade, vontade, liberdade e apraz-me dize-lo, com toda a proximidade.
Com Jesus, homem como nós, Deus, fez-se e faz-se presente a todo o momento. Dia após dia. Mês após mês. Ano após ano. Numa presença que se renova quotidianamente sem desistir, sem desanimar, sem cobrar, esperando apenas que também nós o deixemos nascer no nosso coração.

João Lima


sábado, dezembro 10, 2011

Como Ajudar - Dar o litro é simples


Dar o litro é simples!

760 50 10 20

1 chamada = 1l de leite

Ligue já e ajude quem vive nas ruas de Lisboa a ver o copo sempre cheio.

* Custo da chamada 0,60€ + IVA

quarta-feira, dezembro 07, 2011

Cinema



Destaque
O Gato das Botas


Gato das Botas é uma figura criada em 1697 pelas lendárias fábulas do francês Charles Perrault, mas recentemente o seu protagonismo decorre do facto de ter readquirido especial notoriedade como figura do filme de animação «Shrek 2».
Um filme familiar, alegre e bem-disposto, com uma animada variação pós-moderna sobre as fábulas de João e o Pé de Feijão e da Gansa dos Ovos de Ouro.

Trata-se de uma adaptação contemporânea, criando uma nova versão das ditas personagens, explicando a origem das botas do famoso Gato, da sua reputação de brilhante espadachim e de resgate da sua honra felina “manchada” por uma traição injusta do seu passado.

Saia de casa e vá ver este filme, garanto que sairá da sala mais animado e esquecerá durante hora e meia os tempos difíceis que andamos a viver.

Veja o trailer em :
http://www.youtube.com/watch?v=fXgT_DgFJf0

domingo, dezembro 04, 2011

Monumento ao menino não nascido.



A 28 de outubro de 2011, foi inaugurado na Eslováquia, o monumento ao menino não nascido, obra de um jovem escultor daquele país. O monumento expressa não só o pesar e arrependimento das mães que abortaram, mas também o perdão e o amor do menino por nascer para com a sua mãe. A cerimónia de inauguração contou com a presença do ministro da Saúde do País. A ideia de construir um monumento aos bebés por nascer veio de grupo de mulheres jovens mães muito conscientes do valor de toda a vida humana e do mal que se inflige também à saúde da mulher.

sábado, dezembro 03, 2011

Campanha nacional contra a violência doméstica




Uma em cada três vítimas de violência doméstica permanece mais de dez anos na relação e cada vez mais mulheres resistem a abandonar o lar porque vão perder emprego. Este ano já morreram 23 mulheres vítimas de violência doméstica, segundo dados do Observatório de Mulheres Assassinadas (OMA).

Para combater este crime, foi recentemente lançada uma nova campanha nacional.

Informo que as imagens poderão ser pesadas para pessoas mais susceptíveis.

quinta-feira, dezembro 01, 2011

Espaço saúde com....Luiz Santos


O mito do exercício físico.

Não se sabe ao certo quantos indivíduos se exercitam regularmente. São os representantes de todos aqueles que aderiram à ideia de que o exercício físico promove a saúde e a longevidade. Buscam um objetivo inatingível. São vítimas do mito do exercício físico!

As diferenças limítrofes existentes entre os riscos e os benefícios induzidos pela prática do exercício físico não estão e, muito menos são definidos pelos seus agentes especializados no seguinte contexto – saúde e longevidade. Em contrapartida e infelizmente, os veículos de informação e a formação de opiniões acerca desta matéria tem alimentado, por interesses outros, esse conceito. Senão vejamos. A pressão exercida pelos meios de comunicação social, conjuntamente com grupos de representantes das mais diferentes categorias profissionais e grupos económicos sobre a sociedade é uma realidade. A “cultura do desporto” espalhou-se por todo o mundo apoiada por bases científicas e sobretudo pelo marketing especializado. Uma valorização consensual aponta para o exercício físico como sendo este o agente principal e o fomentador da saúde e da longevidade da população, ainda como o dinamizador e promotor de uma mais-valia para o bem-estar e para uma melhor qualidade de vida. Pretextos e alegações extravagantes, até mesmo infundadas acerca deste tema têm sido atribuídos a este fenómeno. Um dos media que mais tem influenciado neste contexto é a televisão, super dotada na arte de vender a imagem e a informação da glorificação dos vencedores, das recompensas e com a intensa publicidade em torno dos paradigmas da saúde, da beleza, do poder, do sucesso – do exercício físico. O recente “combate” travado pelos media contra a obesidade é o exemplo tipificado da banalização deste fenómeno, isto é, convenientemente transformaram uma pandemia de graves proporções na escala mundial para a saúde da espécie humana num rentável share de audiências tipo reality show.

Não é de se surpreender que grande parte da população esteja disposta a pagar e investir neste “produto”. E pagam! Sob as alegações das mais surpreendentes, tem-se despendido enormes quantias em equipamentos desportivos, consultas e exames especializados, programas e tratamentos, suplementos e substâncias milagrosas. Dos extremos, podemos enquadrar o doping e, até para se obter resultados menos complexos, o exercício físico tem sido utilizado como um meio para se atingir um fim. Paradoxalmente, neste contexto torna-se ele mesmo num agente nocivo e comprometedor da saúde, ou até mesmo como redutor da própria vida. Deformado pelos tabus e pré conceitos, o exercício físico assume hoje para muitos, como uma alternativa para alguns males e a solução para os menos informados. Os profissionais que interagem direta e indiretamente na área da prescrição e supervisão do exercício físico têm pelas mais variadas razões, procurado incentivar à população para aderirem a esta ideia, quando, muitos destes não reúnem sequer os conhecimentos mais elementares para tal. Como consumidores que são deste conceito também estão sujeitos ao charlatanismo e às hipocondrias da sociedade do consumo. Portanto, temos tudo aqui reunido. O estímulo ao lucro, a sedução da moda e do status quo, a “ciência” que apoia o fenómeno do exercício físico, os media, ou seja, uma carroça muito grande, movida pelo lucro e que transporta uma população ávida para acreditar que esta será a solução para se obter saúde e longevidade. Para os menos lúcidos, não esquecer que a ciência se encontra - ou deveria, estar acima dos modismos e dos interesses de classes.

Assumo neste artigo definitivamente que não sou contra o exercício físico, em toda a sua explanação. Como profissional e praticante do desporto, simplifico tão-somente o reflexo do raciocínio de quem está do outro lado da questão. Aquela sobre a qual poucas pessoas ouvem falar e muitas nem querem saber que elas existem. Os factos não contrariam os prazeres da prática do exercício físico, traduzem apenas que ela poderá ser desastrosa, quando realizada pelas razões e, nas condições impróprias. A verdade poderá servir também, a qualquer custo, como um benefício para o futuro. Na continuidade deste tema, abordaremos os conceitos mais atualizados sobre saúde, exercício físico e longevidade.

Luiz Santos

Director Técnico | Personal Trainer