terça-feira, janeiro 10, 2012

Espanha vai revogar lei da morte. E Portugal ?


O governo espanhol já anunciou que vai restringir a lei que legaliza o assassinato de seres humanos inocentes através do recurso aos serviços hospitalares públicos.

E Portugal ?

Para quando a revogação da actual lei que liberalizou o aborto- uma das mais extremistas, liberais e arbitrárias do mundo ?

sábado, janeiro 07, 2012

A necessidade de Deus (e de Cristo)



O ar do tempo acha que é completamente independente do cristianismo. O ar do tempo está errado. Mesmo que não acredite no mistério pascal (como eu o percebo), mesmo que não seja um cristão de fé, o cidadão ali da rua é um cristão cultural, educado numa cultura de direitos que só cresceu na civilização judaico-cristã. Tal como defende Nicholas Wolterstorff, os tais "direitos inalienáveis" (a base ética e constitucional das nossas vidinhas) têm uma raiz bíblica . Por outras palavras, o Direito Natural precisa de uma base religiosa, precisa de uma comunicação com a transcendência divina. Porquê? A resposta não é simples, mas aqui vai: sem uma noção de transcendência, sem algo que nos liberte da prisão do aqui-e-agora, o poder político fica com as portas abertas para limitar os direitos inalienáveis dos indivíduos. Não por acaso, os regimes totalitários do século XX anularam por completo qualquer noção de transcendência, destruíram qualquer noção ética com origem em algo exterior à lei positiva determinada pelo chefão. O fascismo e o comunismo foram tiranias da imanência.

Muitos autores contemporâneos, como Alain Dershowitz, defendem um conceito de Direito Natural secular, sem qualquer apelo a Deus. Mas isso é o mesmo que ser do Benfica e gostar do Pinto da Costa ao mesmo tempo . Um Direito Natural completamente secularizado é uma contradição em termos, porque não tem uma gota de transcendência. Quando dizemos que cada indivíduo tem direitos inalienáveis que nenhum poder terreno pode pôr em causa, quando dizemos que cada pessoa tem direitos inalienáveis que nenhum direito positivo pode rasgar, estamos - na verdade - a dar um salto de fé em direcção a uma concepção de amor ao próximo, um concepção de amor que transcende a imanência da lei, da cultura e do nosso próprio corpo (i.e., Deus).

Portanto, convém perceber que a ideia de direitos inalienáveis não foi inventada de raiz pelo pensamento iluminista do século XVIII ou pelo optimismo científico e individualista do século XIX. Esta ideia já fazia parte do património bíblico. Neste sentido, a tese de Wolterstorff não é descabida: sem esta raiz cristã, a nossa cultura de direitos não teria sido desenvolvida. Os críticos desta tese poderão invocar Kant para a defesa de um Direito Natural absolutamente secular, mas ficarão sempre expostos a um ataque óbvio: Kant cresceu numa cultura cristã e não noutra qualquer; Kant não apareceu no paganismo indiano ou chinês. Não por acaso, Nietzsche dizia que Kant era um cristão manhoso, um cristão que inventou uma teoria secular de direitos apenas para fugir da questão de Deus e da fé.

Moral da história? Durante muito tempo, pensei que Kant chegava para as despesas do Direito Natural. Mas não chega.

Henrique Raposo

Dedicatória




Dedicado aos meus amigos da Associação Animal

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Tornar Visível o Invisível



Das coisas mais extraordinárias no ser humano é a sua capacidade criativa.
Não há dúvida nenhuma de que se pode chamar a atenção para os diversos problemas que atravessam o mundo de hoje de uma forma pacífica e marcante.
Penso que ninguém ficará indiferente a este tipo de apelo.
Num mundo tão causticado pela violência, estas chamadas de atenção acabam por ter muito mais impacto do que o tão abusado recurso à contestação violenta.
Procuremos ser criativos na busca de um mundo mais justo e melhor!

Rita Casqueiro

domingo, janeiro 01, 2012

Antes construir do que prever


2012. As conversas, os meios de comunicação, o próprio ar se encheram de profecias relativas ao novo ano que começa. Políticos, economistas, sindicalistas, empresários, homens da cultura, todos concordam numa (única) coisa: 2012 vai ser um ano difícil, ou mesmo muito difícil. No entanto, apesar da crise e do sentimento de impotência que ela desencadeia, fazem-se propósitos, projectos de mudança, alimentam-se sonhos e esperanças... Como se nada fosse, desejamo-nos uns aos outros um “bom ano”. Mas o que fazemos para que assim seja?

Um início de ano cristão, o mesmo é dizer marcado pela esperança, é aquele que não se fica pelo “prever” mas aposta num “construir”. Esta atitude, ao contrário das receitas servidas com a ponta dos dedos, ou dos propósitos que se esfumam com o regresso à rotina, vive-se com os pés bem assentes no chão. Uma construção exige materiais. Um deles, talvez o mais importante, é o olhar atento sobre a realidade que nos rodeia, olhar de quem não se deixa manipular nem cede a alarmismos. Um olhar atento é aquele que é, antes de mais nada, agradecido. Em tempo de dificuldades, constrói aquele que sabe ver o bem recebido, nos grandes e pequenos acontecimentos, e o outro lado de todas as coisas.

O melhor propósito nesta altura, talvez seja por isso olhar ainda com atenção para 2011, e agradecer. Bom ano!

António Ary

sexta-feira, dezembro 30, 2011

Receita para o ano novo


Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, dezembro 27, 2011

Um texto desinteressante para portugueses



O título diz tudo. Se é português, não vai querer ler isto. Pior do que falar de algo de que não se gosta é falar de algo a que se é indiferente. É aqui que o problema começa, como tantos outros já começaram no passado: na falta de informação.

Há quem diga que para se ser igual a Churchill não basta andar de fato às riscas. E, na verdade, a coligação governamental do Reino Unido dividida sobre o veto a que o primeiro-ministro britânico recorreu no Conselho Europeu de Dezembro, isolando o seu país em relação aos restantes 26, não sugere uma vontade de união europeia. Ao invés, Adriano Moreira propõe uma reestruturação do Conselho de Segurança da ONU contemplando as diferentes organizações regionais do Mundo, substituindo naquele órgão países como a França ou o Reino Unido pela própria União Europeia. Freitas do Amaral critica a ditadura “Merkozy”. Vai-se especulando sobre o possível fim do euro.

Vivemos um período que claramente será estudado nos manuais de História dos próximos anos. E já que vamos aparecer nas entrelinhas dos livros de História, então que saibamos aprender com aquilo que a História já nos ensinou. Em tempos de crise (sobretudo políticas) não deixemos a ignorância tomar parte no processo. Sempre deu mau resultado. No limite, podíamos contar a história dos alemães que nos anos 30 encontraram um homem que apenas pedia certas condições para poder devolver a honra (essa perigosa palavra) à Alemanha. Sim, claro que poderá ser um exagero, mas, na verdade, qual é o preço da nossa liberdade? E quais são as ditaduras do século XXI? O que é que nos retira espaço na condição de cidadãos livres?

Há coisas que não se podem sujeitar à regra do “apetece-me ou não?”. A informação é uma delas. Só informados é que podemos decidir o nosso futuro. Preocupamo-nos em conhecer as condições que os vários bancos oferecem antes de (tentarmos) contrair um empréstimo; pesquisamos qual a peça de teatro ou filme no cinema a que mais nos apetece assistir; informamo-nos sobre qual a faculdade que oferece o melhor plano curricular para nós; mas depois descuramos as medidas que todos os dias vão sendo anunciadas e que tem implicações na forma como os bancos nos apresentam os empréstimos, que condicionam a sustentabilidade dos teatros nacionais ou o financiamento do ensino superior. Em cada acto de não nos informarmos sobre a realidade em que estamos, nós próprios restringimos a nossa própria liberdade de escolha.

Quer queiramos quer não, muitas políticas tomadas em Portugal seguem orientações de Bruxelas. Ora, esta cisão que a Europa vem vivendo deve merecer a nossa atenção, sobretudo se não quisermos andar simplesmente atrás dos acontecimentos. Já é tempo de começarmos a adoptar a postura de quem age no sentido da prevenção e não da cura.

Claro que nunca saberemos o que fazer como cidadãos empenhados enquanto não tivermos acesso à informação sobre o que se passa e enquanto aquilo que influi na vida básica do dia-a-dia for visto como um mundo que não é o nosso e que não nos diz respeito. A verdade é que vamos sentindo na carteira que a Europa tem tudo que ver connosco. Que seja tempo de começar a estarmos atentos ao mundo à nossa volta.

António Santos Lourenço

segunda-feira, dezembro 19, 2011

Video sobre o Natal que conquistou YouTube‏



Este relato do Natal com actores até 8 anos de idade conseguiu em poucas horas milhares de visitas no Youtube.

O segredo? transmite o espírito do Natal, explica o queaconteceu no primeiro 25 de Dezembro, no meio de belíssimas paisagens da Nova Zelãndia

sábado, dezembro 17, 2011

Havia mil e uma formas possíveis...[...]

Havia mil e uma formas possíveis de Deus se dar a conhecer.

Podia todos os anos abrir o mar vermelho. Ou então fazer brotar pão das rochas nos anos bissextos. Podia mandar chuvas de sapos, fazer aparições de cem em cem anos. Ou dar concertos celestiais! A lista de possibilidades é interminável.
Contudo ele escolheu a forma mais difícil. Veio Ele próprio, mas não de um modo qualquer. Com o seu Espírito, trouxe Graça a uma mulher que não conhecia homem, num tempo e numa época concretas. Deu-nos o seu filho encarnado num homem comum, como qualquer outro. A possibilidade de fracasso era tremenda, tinha tudo para correr mal, mas ainda assim Ele arriscou.
Arriscou, pois sabia (e sabe), que mesmo sendo uma forma aparentemente limitada e trôpega, mesmo sendo pouco convincente é a única possível. A única que está efectivamente à altura do Seu Amor por cada um de nós. Sem artimanhas, sem manipulações, com toda a verdade, vontade, liberdade e apraz-me dize-lo, com toda a proximidade.
Com Jesus, homem como nós, Deus, fez-se e faz-se presente a todo o momento. Dia após dia. Mês após mês. Ano após ano. Numa presença que se renova quotidianamente sem desistir, sem desanimar, sem cobrar, esperando apenas que também nós o deixemos nascer no nosso coração.

João Lima


sábado, dezembro 10, 2011

Como Ajudar - Dar o litro é simples


Dar o litro é simples!

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1 chamada = 1l de leite

Ligue já e ajude quem vive nas ruas de Lisboa a ver o copo sempre cheio.

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quarta-feira, dezembro 07, 2011

Cinema



Destaque
O Gato das Botas


Gato das Botas é uma figura criada em 1697 pelas lendárias fábulas do francês Charles Perrault, mas recentemente o seu protagonismo decorre do facto de ter readquirido especial notoriedade como figura do filme de animação «Shrek 2».
Um filme familiar, alegre e bem-disposto, com uma animada variação pós-moderna sobre as fábulas de João e o Pé de Feijão e da Gansa dos Ovos de Ouro.

Trata-se de uma adaptação contemporânea, criando uma nova versão das ditas personagens, explicando a origem das botas do famoso Gato, da sua reputação de brilhante espadachim e de resgate da sua honra felina “manchada” por uma traição injusta do seu passado.

Saia de casa e vá ver este filme, garanto que sairá da sala mais animado e esquecerá durante hora e meia os tempos difíceis que andamos a viver.

Veja o trailer em :
http://www.youtube.com/watch?v=fXgT_DgFJf0

domingo, dezembro 04, 2011

Monumento ao menino não nascido.



A 28 de outubro de 2011, foi inaugurado na Eslováquia, o monumento ao menino não nascido, obra de um jovem escultor daquele país. O monumento expressa não só o pesar e arrependimento das mães que abortaram, mas também o perdão e o amor do menino por nascer para com a sua mãe. A cerimónia de inauguração contou com a presença do ministro da Saúde do País. A ideia de construir um monumento aos bebés por nascer veio de grupo de mulheres jovens mães muito conscientes do valor de toda a vida humana e do mal que se inflige também à saúde da mulher.

sábado, dezembro 03, 2011

Campanha nacional contra a violência doméstica




Uma em cada três vítimas de violência doméstica permanece mais de dez anos na relação e cada vez mais mulheres resistem a abandonar o lar porque vão perder emprego. Este ano já morreram 23 mulheres vítimas de violência doméstica, segundo dados do Observatório de Mulheres Assassinadas (OMA).

Para combater este crime, foi recentemente lançada uma nova campanha nacional.

Informo que as imagens poderão ser pesadas para pessoas mais susceptíveis.

quinta-feira, dezembro 01, 2011

Espaço saúde com....Luiz Santos


O mito do exercício físico.

Não se sabe ao certo quantos indivíduos se exercitam regularmente. São os representantes de todos aqueles que aderiram à ideia de que o exercício físico promove a saúde e a longevidade. Buscam um objetivo inatingível. São vítimas do mito do exercício físico!

As diferenças limítrofes existentes entre os riscos e os benefícios induzidos pela prática do exercício físico não estão e, muito menos são definidos pelos seus agentes especializados no seguinte contexto – saúde e longevidade. Em contrapartida e infelizmente, os veículos de informação e a formação de opiniões acerca desta matéria tem alimentado, por interesses outros, esse conceito. Senão vejamos. A pressão exercida pelos meios de comunicação social, conjuntamente com grupos de representantes das mais diferentes categorias profissionais e grupos económicos sobre a sociedade é uma realidade. A “cultura do desporto” espalhou-se por todo o mundo apoiada por bases científicas e sobretudo pelo marketing especializado. Uma valorização consensual aponta para o exercício físico como sendo este o agente principal e o fomentador da saúde e da longevidade da população, ainda como o dinamizador e promotor de uma mais-valia para o bem-estar e para uma melhor qualidade de vida. Pretextos e alegações extravagantes, até mesmo infundadas acerca deste tema têm sido atribuídos a este fenómeno. Um dos media que mais tem influenciado neste contexto é a televisão, super dotada na arte de vender a imagem e a informação da glorificação dos vencedores, das recompensas e com a intensa publicidade em torno dos paradigmas da saúde, da beleza, do poder, do sucesso – do exercício físico. O recente “combate” travado pelos media contra a obesidade é o exemplo tipificado da banalização deste fenómeno, isto é, convenientemente transformaram uma pandemia de graves proporções na escala mundial para a saúde da espécie humana num rentável share de audiências tipo reality show.

Não é de se surpreender que grande parte da população esteja disposta a pagar e investir neste “produto”. E pagam! Sob as alegações das mais surpreendentes, tem-se despendido enormes quantias em equipamentos desportivos, consultas e exames especializados, programas e tratamentos, suplementos e substâncias milagrosas. Dos extremos, podemos enquadrar o doping e, até para se obter resultados menos complexos, o exercício físico tem sido utilizado como um meio para se atingir um fim. Paradoxalmente, neste contexto torna-se ele mesmo num agente nocivo e comprometedor da saúde, ou até mesmo como redutor da própria vida. Deformado pelos tabus e pré conceitos, o exercício físico assume hoje para muitos, como uma alternativa para alguns males e a solução para os menos informados. Os profissionais que interagem direta e indiretamente na área da prescrição e supervisão do exercício físico têm pelas mais variadas razões, procurado incentivar à população para aderirem a esta ideia, quando, muitos destes não reúnem sequer os conhecimentos mais elementares para tal. Como consumidores que são deste conceito também estão sujeitos ao charlatanismo e às hipocondrias da sociedade do consumo. Portanto, temos tudo aqui reunido. O estímulo ao lucro, a sedução da moda e do status quo, a “ciência” que apoia o fenómeno do exercício físico, os media, ou seja, uma carroça muito grande, movida pelo lucro e que transporta uma população ávida para acreditar que esta será a solução para se obter saúde e longevidade. Para os menos lúcidos, não esquecer que a ciência se encontra - ou deveria, estar acima dos modismos e dos interesses de classes.

Assumo neste artigo definitivamente que não sou contra o exercício físico, em toda a sua explanação. Como profissional e praticante do desporto, simplifico tão-somente o reflexo do raciocínio de quem está do outro lado da questão. Aquela sobre a qual poucas pessoas ouvem falar e muitas nem querem saber que elas existem. Os factos não contrariam os prazeres da prática do exercício físico, traduzem apenas que ela poderá ser desastrosa, quando realizada pelas razões e, nas condições impróprias. A verdade poderá servir também, a qualquer custo, como um benefício para o futuro. Na continuidade deste tema, abordaremos os conceitos mais atualizados sobre saúde, exercício físico e longevidade.

Luiz Santos

Director Técnico | Personal Trainer

segunda-feira, novembro 28, 2011

Carteira da rivalidade



Sim, é verdade que fiquei muito contente da vitória do "meu" Benfica no passado sábado sobre o Sporting . Mas.... não é só isso que me faz ser do Glorioso.

Cito :" São coisas assim que, tanto ou mais que uma vitoria, me fazem ficar orgulhoso de SER BENFIQUISTA. São as acções que nos tornam grandes, não as palavras "

sábado, novembro 26, 2011

Tabaco. Imagens chocantes podem constar dos maços portugueses no próximo ano



Os maços de cigarros em Portugal poderão vir a conter imagens chocantes, uma medida em estudo no âmbito da revisão da diretiva do tabaco que deverá ser aprovada no próximo ano, anunciou hoje o comissário europeu da saúde.

Durante a apresentação, em Lisboa, do balanço de uma campanha europeia antitabagista, John Dali anunciou que vai entregar para o ano uma revisão da diretiva do tabaco, na qual pretende introduzir regulamentação sobre cigarros eletrónicos, alterações nas mensagens dissuasoras do consumo e reforço da proibição de venda a menores de 16 anos.

A legislação existente sobre a inclusão de imagens chocantes (de doenças graves em fumadores) permite que os países possam voluntariamente adotar, ou não, esta medida.

Atualmente são sete os países que usam este tipo de imagens nos maços de cigarros, tendo sido França e Espanha os últimos a aderir, explicou, acrescentando que o que se pondera nesta revisão é tornar a aplicação da lei obrigatória e não voluntária.

Outra preocupação do comissário europeu diz respeito ao acesso que os jovens têm à compra de tabaco, pelo que defende formas efetivas de limitar o acesso de menores de 16 anos às máquinas de venda de cigarros.

Uma das possibilidades em estudo é a introdução de máquinas que desbloqueiem através da leitura do cartão de identificação do comprador, à semelhança do que acontece na Alemanha.

Outro exemplo dado foi o da abolição das máquinas, como aconteceu em França, passando o tabaco a ser de venda exclusiva aos balcões.

Sobre os cigarros eletrónicos, John Dali foi um pouco mais vago, admitindo não saber ainda exatamente que medidas propor, mas não tem dúvidas de que deve ser regulamentado o seu uso, porque "não deixa de ser um cigarro prejudicial à saúde".

Uma possibilidade aventada é a de restringir a sua comercialização, como nos cigarros com aromas aliciantes (chocolate ou frutas por exemplo).

Com estas medidas a Comissão Europeia "não está a banir o tabaco, mas a tentar empurrar os jovens para uma vida saudável, mostrando o seu lado mais atrativo", afirmou John Dali.

O comissário europeu lembrou que desde que começou a ser aplicada legislação sobre o consumo do tabaco, os números do consumo na Europa têm vindo a baixar, uma tendência que espera conseguir manter.

Alem disso, acrescentou, as estatísticas revelam que alguns negócios, como a restauração, aumentaram nos países com leis mais restritivas, como é o caso da Irlanda.

A explicação é simples, na opinião de John Dali, que aponta o exemplo: as famílias começaram a ir mais a restaurantes, onde antigamente não iam por estarem cheios de fumo dos cigarros.

Fonte : Jornal I

quarta-feira, novembro 23, 2011

Uma PAIXÃO chamada : BENFICA



(Nova música do Benfica)

Letra

Somos liberdade, somos raça e ambição
Somos lealdade, somos força e coração
Somos um por todos e todos por um
Somos como mais nenhum
Somos vontade, somos crença e paixão
Somos amizade, somos tempo e tradição
Somos muito mais que aquilo que se diz
Somos a bandeira de um País
Benfica, Benfica, Benfica Sempre!
Benfica, Benfica, Benfica Sempre!
Benfica, Benfica Sempre!
Temos a esperança a força e o saber
Temos confiança, temos o poder
Temos a vontade e a pressa de chegar
Temos asas para voar
Temos um passado, um presente e um futuro
De branco e encarnado, a força de um muro
Somos a glória, somos a fé
Somos SLB!
Benfica, Benfica, Benfica Sempre!
Benfica, Benfica, Benfica Sempre!
Benfica, Benfica Sempre!

domingo, novembro 20, 2011

Cinema


TOP FIVE

Num futuro próximo, a genética veio revolucionar a vida humana ao conseguir manipular o gene do envelhecimento. Assim, após os 25 anos ninguém envelhece. Mas, para evitar problemas de sobrepopulação, a morte passa a depender do tempo que cada um tem, tempo esse que passou a servir de moeda de troca, substituindo o dinheiro. Compra-se tempo, ganha-se tempo, compra-se com tempo, vende-se por tempo.

"Sem Tempo" é um thriller futurista, deixando-nos envolvidos com a história. A ideia de que "tempo é dinheiro", neste caso, "vida" é bastante intrigante.

O filme estabelece, claramente, um paralelismo com o Mundo actual, onde as diferenças entre ricos e pobres são gritantes e a teoria “os mais fortes sobrevivem, aniquilando os mais fracos” é bastante evidente e motivo de reflexão.

Vê o trailer do filme AQUI

quinta-feira, novembro 17, 2011

LUZ



Podemos escolher ficar no quentinho, onde é fácil estar e a luz nos aquece e ilumina. Ou podemos deixar-nos questionar pelos sinais que surgem no céu, pelos exemplos que recebemos dos outros e arriscar sair, seguindo o exemplo de quem saiu antes de nós. Se saímos, o medo tentará paralisar-nos ou fazer-nos voltar para trás, para o quentinho. Mas podemos continuar a gastar-nos, gastar a vida para que com ela possamos iluminar a vida de outras pessoas.
No final tudo parece voltar ao início, mas agora já seremos nós a luz no céu que motiva outros a também eles saírem do quentinho, onde é fácil estar.

Luís Onofre

terça-feira, novembro 15, 2011

Espaço saúde com....Luiz Santos


Exercício Físico e Nutrição

Se você der inicio a um programa de exercício físico, deverá ter um cuidado especial com a sua alimentação? Melhor: a prática regular do exercício físico irá ajudá-lo a manter os seus hábitos alimentares mais saudáveis?

Para todos os indivíduos, sejam fisicamente considerados ativos ou inativos é garantidamente recomendada uma “alimentação prudente” para garantir a saúde, uma melhor prestação desportiva e claro, prevenir doenças. A roda dos alimentos sustenta a proporção equilibrada dos macro e micronutrientes, amplamente reconhecida pela população portuguesa, composta por 7 grupos de alimentos de diferentes dimensões, os quais indicam a proporção de peso com que cada um deles deve estar presente na alimentação diária, quer seja um desportista, sedentário, jovem, adulto ou idoso.

A água, não possuindo um grupo próprio, está também representada em todos eles, pois faz parte da constituição de quase todos os alimentos. Sendo a água imprescindível à vida, é fundamental que se beba em abundancia. As necessidades de água podem variar entre 1,5 e 3 litros por dia. Cada um dos grupos vai apresentar funções específicas e características nutricionais específicas, pelo que todos eles devem estar presentes na alimentação diária, não devendo ser substituídos entre si. De uma forma simples e sucinta, a nova Roda dos Alimentos ensina-nos como manter uma alimentação saudável, ou seja, completa, equilibrada e variada.

Os nutrientes ou nutrimentos, compostos resultantes da decomposição dos alimentos ingeridos, dependendo das suas propriedades e características, podem-se agrupar em: (1)hidratos de carbono, (2)gorduras, (3)proteínas, (4)fibras, (5)vitaminas, (6)sais minerais e (7)água. Os hidratos de carbono, as proteínas e as gorduras são os nutrientes que fornecem energia. Esta pode expressar-se em Kilocalorias, vulgarmente denominadas de calorias.

Os Nutrientes

Os hidratos de carbono devem ser a nossa principal fonte de energia. As proteínas são nutrientes plásticos fundamentais, isto é, o nosso organismo utiliza as proteínas que consumimos para a construção de órgãos, músculos, pele, cabelo e muitos outros compostos. A gordura é um nutriente necessário, mas o seu consumo deve ser cuidadoso, pois em excesso é um dos fatores que aumenta o risco de doenças cardiovasculares, obesidade, determinados tipos de cancro, entre outras. As fibras alimentares, também chamadas de complantix, caracterizam-se por serem um conjunto de substâncias existentes nos alimentos de origem vegetal, que o organismo não consegue digerir e que, portanto, não são absorvidas. Atuam no processo digestivo, contribuindo para um bom trânsito intestinal. As vitaminas e os sais minerais são micronutrientes reguladores, ou seja, apesar de não nos fornecerem energia (calorias), são indispensáveis para a nossa saúde, ativando, facilitando e regulando quase todas as reações bioquímicas que têm lugar no nosso organismo.

Prof. Luiz Santos

Director Técnico | Personal Trainer


domingo, novembro 13, 2011

A partir de amanhã o café custa 120 escudos

Como seria a vida dos portugueses se o país saísse da zona euro?

Nunca mais nada seria como dantes - apesar de o escudo não passar de um velho conhecido.

O que é que sucederia se amanhã, subitamente, os portugueses tivessem de pagar 120 escudos pela bica matinal, ao invés dos já tradicionais 60 cêntimos? E se, ao almoço, fossem obrigados a desembolsar 1.100 escudos por um menu qualquer, em vez dos 5,5 euros da ordem? E se à tarde, desavisados, comprassem uma acção do BCP por 22 escudos, em vez dos magros 11 cêntimos do costume? Bom, sucederiam de imediato três coisas: iriam apressar-se a comprar uma máquina calculadora - que numa loja chinesa obteriam por uns meros mil escudos, outrora cinco euros - principalmente se alocados nos segmentos mais jovens da população; constatariam que a pressão inflacionista induzida pela introdução do euro foi afinal uma realidade bem mais alargada que a propagandeada há dez anos por quase todos os economistas; e que as suas vidas estavam prestes a mudar abruptamente, no sentido de um universo desconhecido que voltava a balizar as suas existências financeiras.

Mas, pior que tudo isto, seria a constatação de que, mais uma vez, falhámos. Falhámos enquanto sociedade, enquanto modernidade, possivelmente enquanto membro de direito de um clube de países ricos - que afinal, tantos anos depois, constataríamos, de uma forma bruta apesar de anunciada, não sermos. O sociólogo António Costa Pinto não tem dúvidas sobre esta matéria: "Se Portugal sair do euro, os portugueses assimilarão, sem sombra de dúvida, o falhanço". Um falhanço em dois planos diferentes.

O primeiro deles, desde logo, num plano material: "Todos os estudos apontam [para uma quebra do nível de vida] entre os 40% e os 50%", recorda o politólogo, para quem "o choque de uma eventual saída de Portugal do euro seria muito significativo" por um período nunca inferior a sete/dez anos. Ponderados aqueles números, António Costa Pinto salienta que os portugueses "regressariam a um estilo de vida semelhante ao que tinham na segunda metade da década de 1970" - numa altura em que praticamente ninguém era dono da habitação onde vivia, os automóveis eram em número muito reduzido, o turismo interno era um sonho e o externo uma quimera.

Apesar disso, o politólogo gosta muito pouco do lado "moralista da ideia que se espalhou de que os portugueses vivem acima das suas posses". E enfatiza: "não foram os portugueses que foram à procura das condições [de consumo e de financiamento desse consumo]; foram elas que vieram ter com os portugueses". Nesse quadro, salienta, "a sociedade, que tem atitudes racionais", seguiu aquilo que lhe era proposto não apenas como razoável, mas também como imprescindível ao desenvolvimento interno do país.

A outra dimensão virá com certeza mais exposta nos livros de história de 2111: "os portugueses, mas principalmente as elites, tomariam como um falhanço um processo que começou no início da década de 1970". Como se, de algum modo, os portugueses tivessem falhado um desafio comum e colectivo, e se tivessem perdido num cotovelo da História enquanto viam os seus parceiros tomar-lhes uma distância a perder de vista.

Mas António Costa Pinto não se esquece de salientar: "algumas das medidas tomadas pelo actual Governo já são a constatação de que falhámos".

António Freitas de Sousa

quinta-feira, novembro 10, 2011

Maior onda do mundo foi surfada na Nazaré. Sabias ?



Garrett McNamara dificilmente se esquecerá do dia em que se tornou no primeiro a conseguir surfar uma onda de 30 metros, um fenómeno gigantesco motivado por um acidente geomorfológico raro na costa da Nazaré, o maior do género em toda a Europa.

segunda-feira, novembro 07, 2011

sábado, novembro 05, 2011

Que sorte a do burro!



Que sorte a do burro!

Às vezes penso na sorte que têm os peluches dos meus filhos e como gostava de ser um deles. Poder passar a noite inteira, às vezes até abraçado, a contemplá-los.
Não há noite em que não troque de lugar com o burro ou o cão. Nem que seja por dois minutos. Ficar alí, sem falar, sem ouvir, apenas a sentir-me tão perto.
Um dia, alguém me disse que os nossos filhos precisam muito menos de nós do que aquilo que pensamos. Não sei se é verdade mas tenho outra certeza: de que nós precisamos muito mais deles do que aquilo que eles imaginam.

E que boa que é esta necessidade. Com ela não nos sentimos mais presos ou menos livres, pelo contrário, sentimos a vida que continua por nós, para além de nós.
Resta-me ser capaz de “sair” para dar outra vez lugar ao burro…

Filipe Condado

quinta-feira, novembro 03, 2011

Folha em Branco



Nascemos para criar um grande projecto. E parece que ele não nasce.

A folha em branco martiriza-nos e a nossa vida vai-se desenrolando ao lado do grande projecto que tínhamos decidido que era o nosso, aquilo para que nascemos. Vamos criando, vivendo, inspiramo-nos e trabalhamos. Mas achamos sempre que "não era bem isto", frustrados pela pequena folha em branco.

Só nos falta abrir os olhos, e ver que o nosso projecto é a grande folha por detrás da pequena, que se vai enchendo e enchendo a nossa vida. No fundo, dando sentido àquilo que verdadeiramente queremos. Aquilo para que nascemos. Que não é aquilo que tínhamos decidido querer.

Bernardo Caldas

terça-feira, novembro 01, 2011

Espaço saúde com....Luiz Santos


Sedentarismo e Exercício Físico

Se eu dissesse a todos que possuo uma fórmula que vai fazer com que vivam mais, evitar – e mesmo curar – algumas doenças, viverem mais felizes e torná-los mais fortes e saudáveis, provavelmente estariam dispostos a pagar uma boa quantia por ela. Mas, se eu vos disser que ela é de borla? Provavelmente reagiriam com cepticismo e diriam: “é bom demais para ser verdade”; “ninguém consegue algo por nada, ou melhor, ninguém dá nada sem algo em troca” ou melhor, “se é tão bom assim, porque nem todos a possuem?”.

A verdade é que eu possuo tal fórmula e afirmo, ela não custa nada. Mas vocês não podem tê-la! Devem sim, fazer um investimento, e a fórmula é: praticar exercício físico. E se o investimento for de pelo menos 30 minutos, três vezes por semana num exercício físico moderado a vigoroso, todos poderão obter benefícios para a saúde e bem-estar. Portanto a questão é: “se é tão bom assim, porque nem todos a possuem?”. Provavelmente uma grande maioria tem consciência, a partir das próprias experiências e observações de que a maioria da população não tem feito esse investimento.

Um estudo realizado pela Faculdade de Motricidade Humana a um universo de 6000 portugueses conclui que 77% dos homens são inativos e 64% das mulheres não pratica qualquer tipo de exercício físico. Na população idosa a prevalência da inatividade é um pouco mais reduzida. As crianças são outro grupo onde a intervenção é fundamental. Apenas 30% das crianças portuguesas atingem os 60 minutos de atividade física recomendada por dia, aumentando a prevalência de excesso de peso e obesidade nas camadas mais jovens. O estudo Eurobarometro de 2010 indica que 55% da população portuguesa é inativa e que as doenças associadas ao sedentarismo terão provocado a morte a 7108 pessoas. Neste cenário, o sedentarismo é hoje o maior fator de risco comunitário para a saúde em Portugal, sendo que a diminuição da sua prevalência é um contributo significativo para evitar doenças e aumentar a qualidade de vida. Mas os efeitos negativos de um estilo de vida pouco ativo não se fazem só refletir na doença. Tem também reflexos muito significativos ao nível económico, individual e comunitário. Dados de vários países indicam que este custo é muito elevado (CDC, 2002). Por exemplo, a razão custo/benefício relativamente ao absentismo é de 1/4,9 e às despesas com os cuidados de saúde é de 1/3,4. Para cada euro investido em programas de promoção as saúde envolvendo a atividade física verifica-se uma redução de 4,9 euros nos custos com o absentismo e de 3,4 euros com os cuidados de saúde. Para além deste efeito na economia associada aos segmentos mais produtivos das populações, destaca-se também o facto de em ambos os sexos se verificar nas pessoas sedentárias maiores custos com os cuidados primários de saúde, podendo corresponder a um aumento da ordem dos 30%.

Porquê fazer exercício físico?

Para promover a saúde e o Bem-estar. As pessoas ativas têm mais energia, autoconfiança e resistência à fadiga! Alguns benefícios reconhecidos pela prática regular do exercício físico:

. Diminui a hipertensão arterial e o colesterol elevado;

. Reduz o risco de obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares, alguns cancros;

. Desenvolve e mantém a capacidade funcional dos ossos, músculos e articulações, ajudando a prevenir a osteoporose;

. Para os jovens, a prática regular de exercício físico têm efeitos benéficos nos seguintes aspetos da saúde: Peso corporal; Força muscular; Aptidão cardiorespiratória; Massa óssea; Pressão arterial; Ansiedade e Depressão.

Adicionalmente, nos jovens:

. Promove um crescimento saudável e aumenta o desempenho escolar;

. Enriquece o reportório psicomotor;

. Ajuda a prevenir e controlar comportamentos de risco, como o tabaco, a violência, o álcool, a dependência a outras substâncias e a adesão a dietas pouco saudáveis.

Porquê não começar a praticar exercício físico hoje mesmo?

Prof. Luiz Santos


sábado, outubro 29, 2011

Portugal tem a segunda taxa de fecundidade mais baixa do mundo


Portugal tem a segunda taxa de fecundidade mais baixa do mundo, o que na prática significa que as mulheres portuguesas estão entre as que têm menos filhos.

Em média, cada mulher portuguesa tem apenas 1,3 filhos, muito abaixo do necessário para renovar a população. Este número encontra-se no Relatório sobre a Situação da População Mundial em 2011, feito pelo Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) e que está a ser apresentado em várias capitais mundiais.

Numa altura em que a população mundial se prepara para chegar à barreira dos 7 mil milhões de habitantes, os especialistas salientam que nos países ricos as baixas taxas de fecundidade são uma preocupação.

Neste relatório, as Nações Unidas admitem que «a falta de mão-de-obra ameaça bloquear as economias de alguns países industrializados».

As baixas taxas de fecundidade significam menos pessoas a entrar no mercado de trabalho, numa tendência que põe em causa o crescimento económico e a viabilidade da segurança social.

Noticia TSF

Ministro afasta alteração à lei do Aborto

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, afastou, na passada quarta-feira, a possibilidade de alterar a lei do Aborto, pois embora reconheça os «custos significativos» que tem para o Serviço Nacional de Saúde. No final de um encontro onde o ministro falou sobre «O Futuro do Sistema de Saúde Português», um advogado presente na plateia questionou Paulo Macedo sobre as suas intenções quanto à actual lei da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG). «O referendo resultou favorável à despenalização do aborto. O Estado tem promovido o aborto pagando a IVG. São 100 milhões de euros de despesa total com uma medida que, ainda por cima, contribui para a diminuição da natalidade. Tenciona alterar este regime ou manter», questionou. Paulo Macedo respondeu que essa foi uma decisão política com os custos inerentes à sua tomada e na qual não tenciona mexer. (....)

Noticia TVI 24

A minha opinião:

Como podemos ver nas duas notícias acima, Portugal é o 2º pais do mundo com a taxa de fecundidade mais baixa. Estamos em crise, um país em bancarrota onde teve que entrar o FMI, e .... o ministro Paulo Macedo diz que gastar mais de 100 milhões de euros em abortos" é um regime para manter."

Além de pouco inteligente é teimoso!

Cláudio Anaia


sexta-feira, outubro 28, 2011

Uma proposta para Portugal

Resumo

Este documento descreve uma proposta para ser implementada a partir do ano de 2012. Esta ideia tem como objectivo diminuir a economia paralela existente em Portugal.

1 Introdução

A economia paralela é constituída por um conjunto de atividades que não são registadas oficialmente escapando ao sistema fiscal nacional. Esta está dividida em três categorias: economia subterrânea (inclui produção de bens e serviços que foi ocultada das autoridades para evitar o pagamento de impostos e outros encargos), economia ilegal (inclui a produção de bens e serviços ilegais) e economia informal (inclui produção de bens para autoconsumo que não são declaradas devido à pequena dimensão da actividade).[2]

Portugal é um dos países onde a economia paralela mais tem crescido nos últimos 40 anos. Em 2009, esse valor era superior a 30 mil milhões de euros, o que representa um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) [4, 3]. É necessário tomar medidas para travar este aumento, que tem provocado grandes estragos à economia atual.

Este documento descreve uma possível medida a ser tomada no próximo ano para diminuir drasticamente a economia paralela em Portugal. Esta medida denomina-se de Lotaria de Faturas.

2 Descrição

A Lotaria de Faturas é uma medida já implementada na República da China [5, 6] para combater a evasão fiscal.

Quando é emitida uma fatura, é gerado um número que automaticamente fica habilitado ao concurso da lotaria feita para esse fim. Esta acção de venda

de produto ou serviço fará com que o cliente peça sempre a respetiva fatura, ou seja, quanto mais faturas o cliente adquirir, mais hipóteses tem de ganhar.

O sorteio será realizado mensalmente e haverá sempre prémios à semelhança da lotaria [1].

2.1 Implementação

Para implementar a lotaria de Faturas, numa primeira fase tem que ser criada uma aplicação web que gere números únicos associados a cada entidade. No futuro, todos os programas de faturação tinham de pedir esse número único à aplicação web. Desta forma garantia-se que os números fossem válidos e estivessem associados a uma entidade cruzando os dados das finanças e o dos números gerados.

3 Conclusão

A Lotaria de Faturas é uma medida que diminuirá a economia paralela que existe em Portugal. Premiando aqueles que solicitam a fatura, não haverá desculpa para que qualquer produto ou serviço seja emitido sem a mesma.

Hugo Monteiro

Referências

[1] Taiwan receipt lottery. http://www.tainanbulletin.com/taiwan-receipt- lottery/435.

[2] Eugénia Maria de Faria Carvalho. Economia gestão - economia paralela, Outubro 2008. http://eco-gest.blogspot.com/2011/03/economia-paralela.html.

[3] Friedrich Schneider. Using electronic payments systems to combat the shadow economy. The Shadow Economy in Europe, 2011.

[4] Rosa Soares. Economia paralela representa 24,2 por cento do pib português, Dezembro 2010. http://economia.publico.pt/Noticia/economia- paralela-representa-242-por-cento-do-pib-portugues1470241.

[5] Junmin Wan. The lottery receipt experiment in china. Faculty of Economics, Fukuoka University, Japan. http://www.econ.fukuoka-u.ac.jp/researchcenter/workingpapers/WP-2009-014.pdf.

[6] Junmin Wan. The lottery receipt. Faculty of Economics, Fukuoka Uni- versity, Japan, Março 2009. Prepared for the International Conference on Econometrics and the World Economy, Mar. 23-24, 2009, Fukuoka University.

quarta-feira, outubro 26, 2011

O Homem que disse a verdade na TV



Em Portugal, quem faz este papel é designado por "maluco ou louco" pelas classes de interesses instaladas.
Ora vejam, e não digam lá que eu não tenho razão....

domingo, outubro 23, 2011

Calculadora: Saiba qual o corte que vai sofrer no subsídio de férias e de Natal

O Orçamento do Estado que o governo entregou esta semana, na Assembleia da República, prevê cortes nos subsídios de férias e Natal dos funcionários públicos e pensionistas em 2012 e 2012.

O salário que será tido em conta para efeitos do corte no subsídio de férias e de Natal será a remuneração base mensal. Isto significa que o pagamento de subsídios de férias e de Natal será integralmente “suspenso” aos funcionários e trabalhadores do Estado cuja remuneração base mensal seja superior a 1.000 euros. Na prática, a pessoa até pode ganhar mais, mas se a sua remuneração base mensal for inferior a 1.000 euros não perderá integralmente os dois subsídios.

Já no caso dos funcionários que têm uma remuneração base mensal inferior a 1.000 euros, a fórmula para o cálculo do valor que vai receber será a seguinte: subsídio a receber = 941,75 – 0.94175 X remuneração base mensal.

Aqui fica uma calculadora ( clicar no link em baixo) , para saber em quanto será afectado. Se é funcionário público, basta introduzir a sua remuneração mensal bruta. Fica a saber quanto receberá do subsídio e que percentagem esse valor corresponde da sua remuneração.

Clicar AQUI para aceder a Calculadora


Fonte : Jornal de Negócios

quarta-feira, outubro 19, 2011

Calma e velocidade


Ao entrar no Museu, os Mobiles de Calder mostram “a velocidade lenta com que se move, a calma dessa velocidade, desse tempo”.

Parece que são, à partida, dois termos concorrentes e inconciliáveis. Ou se está calmo ou se anda em velocidade. Começa o ano de trabalho e fica para trás a calma das férias para entrar na velocidade do horário, da agenda, dos transportes. Ainda a ganhar velocidade (aí está) de cruzeiro, permanece a nostalgia de se ter perdido um tempo dourado de dias livres para serem ocupados com o que se quiser.

Mas se “Setembro é o mês de reunião e de comunhão”, seria um grande desafio para os leitores do Essejota conciliar algo que não é óbvio, mas que continua a ser tão necessário quanto possível. Um dia-a-dia veloz movido pela calma. Onde tudo o que acontece encaixa perfeitamente num espaço definido de liberdade e objectivos concretos que definem quem sou e o que quero ser.

Um espaço de contemplação de fins e metas, de segredos e desejos, de escuta de Palavras que só poderão ser as de Deus. Uma velocidade que não viva da calma e nela encontre a sua razão de ser, ficará como um conjunto de dias monótonos, que não trazem nada de novo. Se não podemos fugir da velocidade, façamos dela uma oportunidade de visitar constantemente novos campos de expansão da nossa bondade pessoal. Esta, na calma de quem sabe estar onde está, porque sabe com Quem está.

António Valério sj

sábado, outubro 15, 2011

Afinal, por que foi preciso cortar salários e pensões?

Num mês, o governo mudou de estratégia e vai adoptar no Orçamento do Estado para 2012 um plano de consolidação orçamental que depende em grande medida de cortes em salários na função pública e nas pensões. O anúncio chegou na quinta-feira, com uma comunicação ao País do primeiro-ministro, que garantiu não ter outra hipótese.

Contudo, ainda há um mês, no documento de estratégia orçamental, esse caminho não era sequer admitido. Afinal o que justifica a necessidade dos novos cortes que, em conjunto, podem valer mais de dois mil milhões de euros?

Do ponto de vista de estratégia há uma alteração central: ao contrário do inscrito no documento de estratégia orçamental, o Governo apostará no OE na minimização de riscos para a execução de 2012. Por exemplo, em vez de previsões de receitas de venda de património e ou de poupança incertas que estava a planear, Vítor Gaspar impôs agora cortes certos nos salários e pensões, uma das variáveis mais eficientes na consolidação orçamental – mais até que o aumento de impostos, especialmente em ano de recessão.

Ao que o Negócios conseguiu apurar, no documento de estratégia orçamental (DEO) o Governo inscreveu previsões de receitas de alienação de património avaliadas em cerca de 300 a 400 milhões de euros, e estimou de poupanças com consumos intermédios e reestruturações na máquina do Estado (institutos, sector empresarial, etc) na ordem dos 1500 milhões de euros.

Ora, de final Agosto para cá o Governo passou a considerar que estes quase dois mil milhões de euros terão de ser garantidos por outra via. Os salários e as pensões foram a solução encontrada. Acresce que, face ao DEO, o Governo diz que foi ainda surpreendido com uma factura com que não contava, conta uma fonte governamental: tratam-se dos juros associados a empréstimos que o Estado assumiu relativos ao BPN e a outras empresas públicas e que, segundo afirmou Pedro Passos Coelho no Parlamento, poderão ascender a 800 milhões de euros. Ao todo são quase três mil milhões de euros que é preciso colmatar.

“É um seguro contra todos os riscos”, explica uma fonte governamental. “Assumiu-se que algumas poupanças e receitas pura e simplesmente seriam impossíveis”, diz outra fonte governamental. “Gaspar está a dizer que afinal não pode confiar nas poupanças do PREMAC (Plano de Redução e Melhoria da Administração Central do Estado)”, garante ainda uma outra fonte, esta da área socialista e pertencente ao anterior executivo.

O Negócios sabe ainda que, nas contas do Ministério das Finanças, está ainda uma degradação mais grave que a assumida até agora na conjuntura económica, o que é um risco adicional à execução orçamental do próximo ano.

Derrapagem este ano está contida

Dada a violência das medidas anunciadas esta semana houve quem considerasse que a derrapagem orçamental anunciada pelo Governo em Julho poderia ser ainda maior que o esperado, forçando assim a consolidação orçamental adicional em 2012. Essa hipótese é contudo excluída pelos especialistas ouvidos pelo Negócios.

Entre os peritos ouvidos, admite-se que o agravar da situação económica explique uma segunda metade deste ano pior que o esperado em termos de receitas fiscais. E também que 2012 seja, ao nível das receitas, um ano muito arriscado para a execução orçamental, dada a degradação da situação económica interna e externa. Mas, ainda assim, ninguém admite desvios significativos para lá dos dois mil milhões de euros estimados pelo Governo e validados pela troika (e já acautelados no DEO).

“Não há nada nos números de execução que indique uma derrapagem orçamental que justifique as medidas anunciadas”, diz Paulo Trigo Pereira, professor do ISEG, especialista em Finanças Públicas, e que tem seguido a execução orçamental mês a mês. Trigo Pereira considera que este é um sinal de má governação: para ele o Governo está a admitir que não conseguirá as poupanças que se comprometeu com a reforma do Estado – “até agora não fizeram nada” – optando pelo caminho mais fácil e cego: os salários e pensões.

“É difícil de perceber o que justifica medidas desta dimensão”, reconhece, por outro lado, Nuno de Sousa Pereira, que já foi director-geral no ministério das Finanças. “É possível que a informação de Setembro tenha dado conta de uma queda muito forte nas receitas fiscais”, admite, vaticinando que 2012 será “dramático” ao nível da receita fiscal. Mesmo assim, não encontra explicação nos dados conhecidos até agora para medidas tão drásticas como as que foram anunciadas.

Ambos os especialistas esperam pelo Orçamento para perceber melhor a estratégia do Governo. É também claro para o conjunto de peritos ouvidos que, para além do agravar da situação económica, 2012 tem ainda outro grande risco orçamental de grande dimensão: problemas adicionais no sector empresarial do Estado

Fonte : Jornal Económico

sexta-feira, outubro 14, 2011

Função Pública sem subsídios de Férias e Natal até 2013




Os funcionários públicos e os pensionistas do Estado vão ficar sem subsídio de férias e de Natal.

Pedro Passos Coelho acabou de anunciar que o pagamento do 13º e do 14º mês vai ficar suspenso durante a vigência do programa de ajustamento, ou seja, até 2013. A medida visa tanto os trabalhadores no activo como os reformados que recebem pensão pela Caixa Geral de Aposentações (CGA) e atinge todos os salários superiores a 1.000 euros mensais.

Quem tiver rendimentos entre o salário mínimo - 485 euros - e os 1.000 euros será alvo de uma taxa progressiva que, na prática, vai corresponder à perda de um subsídio.

No discurso ao País, Pedro Passos Coelho argumentou que a derrapagem orçamental da primeira metade do ano vai obrigar a um "esforço redobrado" para cumprir as metas do défice. Nesse sentido, o Governo decidiu avançar com medidas fortes e estruturais a partir do próximo ano, tais como a de cortar o 13º e 14º meses à Função Pública.


quarta-feira, outubro 12, 2011

Cada hora de TV reduz esperança de vida até 22 minutos

Ver demasiada televisão é tão perigoso como fumar ou ter excesso de peso, um "comportamento sedentário" que deve ser abordado como um "problema de saúde pública". Estas são as conclusões extraídas de um estudo segundo o qual qualquer pessoa que passe seis horas por dia em frente à TV corre o risco de morrer cinco anos mais cedo que indivíduos mais activos.

No decorrer de um estudo publicado no British Journal of Sports Medicine, J Lennert Veerman e os seus colegas analisaram os resultados de um inquérito feito a 11.247 australianos, em 1999 e 2000, sobre quantas horas de televisão viam por dia, e os níveis de mortalidade na Austrália. O grupo de cientistas desenvolveu um modelo que comparou a esperança de vida para adultos que vêem televisão com a daqueles que não se sentam em frente à "caixa mágica". Conclusão: por cada hora passada em frente à TV, a esperança de vida cai 21,8 minutos, o que representa menos 4,8 anos de vida para as pessoas que passam seis horas do seu dia a ver televisão.

"O tempo que se passa a ver TV pode ter consequências para a saúde que rivalizam com as causadas por falta de actividade física, obesidade e tabaco", escreveram os peritos da Universidade de Queensland, Austrália, citados pelo Daily Telegraph, defendendo que se devem recolher mais provas e avançar com alertas de saúde pública que recomendem aos adultos que reduzam o tempo que passam em frente à televisão, à semelhança das campanhas que já existem relativamente às crianças.

segunda-feira, outubro 10, 2011

Instituto do Cancro da Mama - Pedido importante !



O Instituto do Cancro da Mama está com uma importante campanha.
Cabe a nós atendermos sua solicitação e ampará-lo .

Vamos manter o site do cancro da mama? Não custa nada.

O site do cancro da mama está com problemas pois não tem o número de acessos e cliques necessários para alcançar a quota que lhes permite oferecer UMA mamografia gratuita diariamente a mulheres de baixa rendimento.

Demora menos de um segundo ir ao site e clicar na tecla cor-de-rosa que diz 'Campanha da Mamografia Digital Gratuita'.

Não custa nada e é por meio do número diário de pessoas que clicam, que os patrocinadores oferecem a mamografia em troca de publicidade.

Para ires ao site
clica aqui

sábado, outubro 01, 2011

Outubro


O mês de Outubro confirma o que Setembro nos propõe. Aquilo que Setembro já não é - já não é tempo de férias -, mas, também, ainda não parece ser - às vezes, não parece que o trabalho tomou o nosso tempo - convida-nos a entrar em Outubro e a acolher aquilo que nos é proposto no nosso tempo comum.

Com um novo olhar, revemos rostos, revisitamos locais do nosso quotidiano, retomamos conversas. E, principalmente, tomamos consciência daquilo que nos é pedido.

Ao pensar nisto, recordei-me de um artigo, que li há já algum tempo, de Jean-Louis Chrétien. Houve um parágrafo que me tocou particularmente: «Apenas um viajante sem bagagem pode empreender uma viagem livre em direcção ao que verdadeiramente interessa, pois apenas ele, que se sabe pobre, pode ousar pedir e ousar receber e apenas ele, que se sabe fraco, não possuindo força, a inventa e a procura, para a poder dar. Assim, eu não terei que me questionar se serei suficientemente corajoso, suficientemente paciente, suficientemente inteligente para tal tarefa ou para tal acção, mas, apenas, se tal tarefa é necessária e tal acção requerida.»

Uma proposta clara de uma vida de humildade que começa no interior e não nos pede senão que nos conheçamos em verdade. A coragem de assim nos conhecermos torna-nos livres, pois sabemos que não há força, nem virtude, nem talento de que sejamos proprietários e nos quais nos possamos fazer fortes por nós mesmos. «O humilde é aquele que tem confiança de que receberá o suficiente para comer se o caminho que faz é verdadeiramente o seu, em vez de preparar toda a vida provisões para uma viagem que não fará jamais.»

O essejota.net desta quinzena, nas suas secções, convida-nos a aproximarmo-nos dos outros e a prepararmo-nos para acolher as suas limitações e qualidades, em humildade. E confiar, também, no seu acolhimento. E, desta forma, estarmos prontos para percorrer o nosso caminho, aquele que é verdadeiramente nosso, realizando aquilo que nos é pedido, por isso mesmo, porque é necessário e nos é requerido.

Margarida Corsino da Silva