sábado, novembro 26, 2011

Tabaco. Imagens chocantes podem constar dos maços portugueses no próximo ano



Os maços de cigarros em Portugal poderão vir a conter imagens chocantes, uma medida em estudo no âmbito da revisão da diretiva do tabaco que deverá ser aprovada no próximo ano, anunciou hoje o comissário europeu da saúde.

Durante a apresentação, em Lisboa, do balanço de uma campanha europeia antitabagista, John Dali anunciou que vai entregar para o ano uma revisão da diretiva do tabaco, na qual pretende introduzir regulamentação sobre cigarros eletrónicos, alterações nas mensagens dissuasoras do consumo e reforço da proibição de venda a menores de 16 anos.

A legislação existente sobre a inclusão de imagens chocantes (de doenças graves em fumadores) permite que os países possam voluntariamente adotar, ou não, esta medida.

Atualmente são sete os países que usam este tipo de imagens nos maços de cigarros, tendo sido França e Espanha os últimos a aderir, explicou, acrescentando que o que se pondera nesta revisão é tornar a aplicação da lei obrigatória e não voluntária.

Outra preocupação do comissário europeu diz respeito ao acesso que os jovens têm à compra de tabaco, pelo que defende formas efetivas de limitar o acesso de menores de 16 anos às máquinas de venda de cigarros.

Uma das possibilidades em estudo é a introdução de máquinas que desbloqueiem através da leitura do cartão de identificação do comprador, à semelhança do que acontece na Alemanha.

Outro exemplo dado foi o da abolição das máquinas, como aconteceu em França, passando o tabaco a ser de venda exclusiva aos balcões.

Sobre os cigarros eletrónicos, John Dali foi um pouco mais vago, admitindo não saber ainda exatamente que medidas propor, mas não tem dúvidas de que deve ser regulamentado o seu uso, porque "não deixa de ser um cigarro prejudicial à saúde".

Uma possibilidade aventada é a de restringir a sua comercialização, como nos cigarros com aromas aliciantes (chocolate ou frutas por exemplo).

Com estas medidas a Comissão Europeia "não está a banir o tabaco, mas a tentar empurrar os jovens para uma vida saudável, mostrando o seu lado mais atrativo", afirmou John Dali.

O comissário europeu lembrou que desde que começou a ser aplicada legislação sobre o consumo do tabaco, os números do consumo na Europa têm vindo a baixar, uma tendência que espera conseguir manter.

Alem disso, acrescentou, as estatísticas revelam que alguns negócios, como a restauração, aumentaram nos países com leis mais restritivas, como é o caso da Irlanda.

A explicação é simples, na opinião de John Dali, que aponta o exemplo: as famílias começaram a ir mais a restaurantes, onde antigamente não iam por estarem cheios de fumo dos cigarros.

Fonte : Jornal I

quarta-feira, novembro 23, 2011

Uma PAIXÃO chamada : BENFICA



(Nova música do Benfica)

Letra

Somos liberdade, somos raça e ambição
Somos lealdade, somos força e coração
Somos um por todos e todos por um
Somos como mais nenhum
Somos vontade, somos crença e paixão
Somos amizade, somos tempo e tradição
Somos muito mais que aquilo que se diz
Somos a bandeira de um País
Benfica, Benfica, Benfica Sempre!
Benfica, Benfica, Benfica Sempre!
Benfica, Benfica Sempre!
Temos a esperança a força e o saber
Temos confiança, temos o poder
Temos a vontade e a pressa de chegar
Temos asas para voar
Temos um passado, um presente e um futuro
De branco e encarnado, a força de um muro
Somos a glória, somos a fé
Somos SLB!
Benfica, Benfica, Benfica Sempre!
Benfica, Benfica, Benfica Sempre!
Benfica, Benfica Sempre!

domingo, novembro 20, 2011

Cinema


TOP FIVE

Num futuro próximo, a genética veio revolucionar a vida humana ao conseguir manipular o gene do envelhecimento. Assim, após os 25 anos ninguém envelhece. Mas, para evitar problemas de sobrepopulação, a morte passa a depender do tempo que cada um tem, tempo esse que passou a servir de moeda de troca, substituindo o dinheiro. Compra-se tempo, ganha-se tempo, compra-se com tempo, vende-se por tempo.

"Sem Tempo" é um thriller futurista, deixando-nos envolvidos com a história. A ideia de que "tempo é dinheiro", neste caso, "vida" é bastante intrigante.

O filme estabelece, claramente, um paralelismo com o Mundo actual, onde as diferenças entre ricos e pobres são gritantes e a teoria “os mais fortes sobrevivem, aniquilando os mais fracos” é bastante evidente e motivo de reflexão.

Vê o trailer do filme AQUI

quinta-feira, novembro 17, 2011

LUZ



Podemos escolher ficar no quentinho, onde é fácil estar e a luz nos aquece e ilumina. Ou podemos deixar-nos questionar pelos sinais que surgem no céu, pelos exemplos que recebemos dos outros e arriscar sair, seguindo o exemplo de quem saiu antes de nós. Se saímos, o medo tentará paralisar-nos ou fazer-nos voltar para trás, para o quentinho. Mas podemos continuar a gastar-nos, gastar a vida para que com ela possamos iluminar a vida de outras pessoas.
No final tudo parece voltar ao início, mas agora já seremos nós a luz no céu que motiva outros a também eles saírem do quentinho, onde é fácil estar.

Luís Onofre

terça-feira, novembro 15, 2011

Espaço saúde com....Luiz Santos


Exercício Físico e Nutrição

Se você der inicio a um programa de exercício físico, deverá ter um cuidado especial com a sua alimentação? Melhor: a prática regular do exercício físico irá ajudá-lo a manter os seus hábitos alimentares mais saudáveis?

Para todos os indivíduos, sejam fisicamente considerados ativos ou inativos é garantidamente recomendada uma “alimentação prudente” para garantir a saúde, uma melhor prestação desportiva e claro, prevenir doenças. A roda dos alimentos sustenta a proporção equilibrada dos macro e micronutrientes, amplamente reconhecida pela população portuguesa, composta por 7 grupos de alimentos de diferentes dimensões, os quais indicam a proporção de peso com que cada um deles deve estar presente na alimentação diária, quer seja um desportista, sedentário, jovem, adulto ou idoso.

A água, não possuindo um grupo próprio, está também representada em todos eles, pois faz parte da constituição de quase todos os alimentos. Sendo a água imprescindível à vida, é fundamental que se beba em abundancia. As necessidades de água podem variar entre 1,5 e 3 litros por dia. Cada um dos grupos vai apresentar funções específicas e características nutricionais específicas, pelo que todos eles devem estar presentes na alimentação diária, não devendo ser substituídos entre si. De uma forma simples e sucinta, a nova Roda dos Alimentos ensina-nos como manter uma alimentação saudável, ou seja, completa, equilibrada e variada.

Os nutrientes ou nutrimentos, compostos resultantes da decomposição dos alimentos ingeridos, dependendo das suas propriedades e características, podem-se agrupar em: (1)hidratos de carbono, (2)gorduras, (3)proteínas, (4)fibras, (5)vitaminas, (6)sais minerais e (7)água. Os hidratos de carbono, as proteínas e as gorduras são os nutrientes que fornecem energia. Esta pode expressar-se em Kilocalorias, vulgarmente denominadas de calorias.

Os Nutrientes

Os hidratos de carbono devem ser a nossa principal fonte de energia. As proteínas são nutrientes plásticos fundamentais, isto é, o nosso organismo utiliza as proteínas que consumimos para a construção de órgãos, músculos, pele, cabelo e muitos outros compostos. A gordura é um nutriente necessário, mas o seu consumo deve ser cuidadoso, pois em excesso é um dos fatores que aumenta o risco de doenças cardiovasculares, obesidade, determinados tipos de cancro, entre outras. As fibras alimentares, também chamadas de complantix, caracterizam-se por serem um conjunto de substâncias existentes nos alimentos de origem vegetal, que o organismo não consegue digerir e que, portanto, não são absorvidas. Atuam no processo digestivo, contribuindo para um bom trânsito intestinal. As vitaminas e os sais minerais são micronutrientes reguladores, ou seja, apesar de não nos fornecerem energia (calorias), são indispensáveis para a nossa saúde, ativando, facilitando e regulando quase todas as reações bioquímicas que têm lugar no nosso organismo.

Prof. Luiz Santos

Director Técnico | Personal Trainer


domingo, novembro 13, 2011

A partir de amanhã o café custa 120 escudos

Como seria a vida dos portugueses se o país saísse da zona euro?

Nunca mais nada seria como dantes - apesar de o escudo não passar de um velho conhecido.

O que é que sucederia se amanhã, subitamente, os portugueses tivessem de pagar 120 escudos pela bica matinal, ao invés dos já tradicionais 60 cêntimos? E se, ao almoço, fossem obrigados a desembolsar 1.100 escudos por um menu qualquer, em vez dos 5,5 euros da ordem? E se à tarde, desavisados, comprassem uma acção do BCP por 22 escudos, em vez dos magros 11 cêntimos do costume? Bom, sucederiam de imediato três coisas: iriam apressar-se a comprar uma máquina calculadora - que numa loja chinesa obteriam por uns meros mil escudos, outrora cinco euros - principalmente se alocados nos segmentos mais jovens da população; constatariam que a pressão inflacionista induzida pela introdução do euro foi afinal uma realidade bem mais alargada que a propagandeada há dez anos por quase todos os economistas; e que as suas vidas estavam prestes a mudar abruptamente, no sentido de um universo desconhecido que voltava a balizar as suas existências financeiras.

Mas, pior que tudo isto, seria a constatação de que, mais uma vez, falhámos. Falhámos enquanto sociedade, enquanto modernidade, possivelmente enquanto membro de direito de um clube de países ricos - que afinal, tantos anos depois, constataríamos, de uma forma bruta apesar de anunciada, não sermos. O sociólogo António Costa Pinto não tem dúvidas sobre esta matéria: "Se Portugal sair do euro, os portugueses assimilarão, sem sombra de dúvida, o falhanço". Um falhanço em dois planos diferentes.

O primeiro deles, desde logo, num plano material: "Todos os estudos apontam [para uma quebra do nível de vida] entre os 40% e os 50%", recorda o politólogo, para quem "o choque de uma eventual saída de Portugal do euro seria muito significativo" por um período nunca inferior a sete/dez anos. Ponderados aqueles números, António Costa Pinto salienta que os portugueses "regressariam a um estilo de vida semelhante ao que tinham na segunda metade da década de 1970" - numa altura em que praticamente ninguém era dono da habitação onde vivia, os automóveis eram em número muito reduzido, o turismo interno era um sonho e o externo uma quimera.

Apesar disso, o politólogo gosta muito pouco do lado "moralista da ideia que se espalhou de que os portugueses vivem acima das suas posses". E enfatiza: "não foram os portugueses que foram à procura das condições [de consumo e de financiamento desse consumo]; foram elas que vieram ter com os portugueses". Nesse quadro, salienta, "a sociedade, que tem atitudes racionais", seguiu aquilo que lhe era proposto não apenas como razoável, mas também como imprescindível ao desenvolvimento interno do país.

A outra dimensão virá com certeza mais exposta nos livros de história de 2111: "os portugueses, mas principalmente as elites, tomariam como um falhanço um processo que começou no início da década de 1970". Como se, de algum modo, os portugueses tivessem falhado um desafio comum e colectivo, e se tivessem perdido num cotovelo da História enquanto viam os seus parceiros tomar-lhes uma distância a perder de vista.

Mas António Costa Pinto não se esquece de salientar: "algumas das medidas tomadas pelo actual Governo já são a constatação de que falhámos".

António Freitas de Sousa

quinta-feira, novembro 10, 2011

Maior onda do mundo foi surfada na Nazaré. Sabias ?



Garrett McNamara dificilmente se esquecerá do dia em que se tornou no primeiro a conseguir surfar uma onda de 30 metros, um fenómeno gigantesco motivado por um acidente geomorfológico raro na costa da Nazaré, o maior do género em toda a Europa.

segunda-feira, novembro 07, 2011

sábado, novembro 05, 2011

Que sorte a do burro!



Que sorte a do burro!

Às vezes penso na sorte que têm os peluches dos meus filhos e como gostava de ser um deles. Poder passar a noite inteira, às vezes até abraçado, a contemplá-los.
Não há noite em que não troque de lugar com o burro ou o cão. Nem que seja por dois minutos. Ficar alí, sem falar, sem ouvir, apenas a sentir-me tão perto.
Um dia, alguém me disse que os nossos filhos precisam muito menos de nós do que aquilo que pensamos. Não sei se é verdade mas tenho outra certeza: de que nós precisamos muito mais deles do que aquilo que eles imaginam.

E que boa que é esta necessidade. Com ela não nos sentimos mais presos ou menos livres, pelo contrário, sentimos a vida que continua por nós, para além de nós.
Resta-me ser capaz de “sair” para dar outra vez lugar ao burro…

Filipe Condado

quinta-feira, novembro 03, 2011

Folha em Branco



Nascemos para criar um grande projecto. E parece que ele não nasce.

A folha em branco martiriza-nos e a nossa vida vai-se desenrolando ao lado do grande projecto que tínhamos decidido que era o nosso, aquilo para que nascemos. Vamos criando, vivendo, inspiramo-nos e trabalhamos. Mas achamos sempre que "não era bem isto", frustrados pela pequena folha em branco.

Só nos falta abrir os olhos, e ver que o nosso projecto é a grande folha por detrás da pequena, que se vai enchendo e enchendo a nossa vida. No fundo, dando sentido àquilo que verdadeiramente queremos. Aquilo para que nascemos. Que não é aquilo que tínhamos decidido querer.

Bernardo Caldas

terça-feira, novembro 01, 2011

Espaço saúde com....Luiz Santos


Sedentarismo e Exercício Físico

Se eu dissesse a todos que possuo uma fórmula que vai fazer com que vivam mais, evitar – e mesmo curar – algumas doenças, viverem mais felizes e torná-los mais fortes e saudáveis, provavelmente estariam dispostos a pagar uma boa quantia por ela. Mas, se eu vos disser que ela é de borla? Provavelmente reagiriam com cepticismo e diriam: “é bom demais para ser verdade”; “ninguém consegue algo por nada, ou melhor, ninguém dá nada sem algo em troca” ou melhor, “se é tão bom assim, porque nem todos a possuem?”.

A verdade é que eu possuo tal fórmula e afirmo, ela não custa nada. Mas vocês não podem tê-la! Devem sim, fazer um investimento, e a fórmula é: praticar exercício físico. E se o investimento for de pelo menos 30 minutos, três vezes por semana num exercício físico moderado a vigoroso, todos poderão obter benefícios para a saúde e bem-estar. Portanto a questão é: “se é tão bom assim, porque nem todos a possuem?”. Provavelmente uma grande maioria tem consciência, a partir das próprias experiências e observações de que a maioria da população não tem feito esse investimento.

Um estudo realizado pela Faculdade de Motricidade Humana a um universo de 6000 portugueses conclui que 77% dos homens são inativos e 64% das mulheres não pratica qualquer tipo de exercício físico. Na população idosa a prevalência da inatividade é um pouco mais reduzida. As crianças são outro grupo onde a intervenção é fundamental. Apenas 30% das crianças portuguesas atingem os 60 minutos de atividade física recomendada por dia, aumentando a prevalência de excesso de peso e obesidade nas camadas mais jovens. O estudo Eurobarometro de 2010 indica que 55% da população portuguesa é inativa e que as doenças associadas ao sedentarismo terão provocado a morte a 7108 pessoas. Neste cenário, o sedentarismo é hoje o maior fator de risco comunitário para a saúde em Portugal, sendo que a diminuição da sua prevalência é um contributo significativo para evitar doenças e aumentar a qualidade de vida. Mas os efeitos negativos de um estilo de vida pouco ativo não se fazem só refletir na doença. Tem também reflexos muito significativos ao nível económico, individual e comunitário. Dados de vários países indicam que este custo é muito elevado (CDC, 2002). Por exemplo, a razão custo/benefício relativamente ao absentismo é de 1/4,9 e às despesas com os cuidados de saúde é de 1/3,4. Para cada euro investido em programas de promoção as saúde envolvendo a atividade física verifica-se uma redução de 4,9 euros nos custos com o absentismo e de 3,4 euros com os cuidados de saúde. Para além deste efeito na economia associada aos segmentos mais produtivos das populações, destaca-se também o facto de em ambos os sexos se verificar nas pessoas sedentárias maiores custos com os cuidados primários de saúde, podendo corresponder a um aumento da ordem dos 30%.

Porquê fazer exercício físico?

Para promover a saúde e o Bem-estar. As pessoas ativas têm mais energia, autoconfiança e resistência à fadiga! Alguns benefícios reconhecidos pela prática regular do exercício físico:

. Diminui a hipertensão arterial e o colesterol elevado;

. Reduz o risco de obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares, alguns cancros;

. Desenvolve e mantém a capacidade funcional dos ossos, músculos e articulações, ajudando a prevenir a osteoporose;

. Para os jovens, a prática regular de exercício físico têm efeitos benéficos nos seguintes aspetos da saúde: Peso corporal; Força muscular; Aptidão cardiorespiratória; Massa óssea; Pressão arterial; Ansiedade e Depressão.

Adicionalmente, nos jovens:

. Promove um crescimento saudável e aumenta o desempenho escolar;

. Enriquece o reportório psicomotor;

. Ajuda a prevenir e controlar comportamentos de risco, como o tabaco, a violência, o álcool, a dependência a outras substâncias e a adesão a dietas pouco saudáveis.

Porquê não começar a praticar exercício físico hoje mesmo?

Prof. Luiz Santos


sábado, outubro 29, 2011

Portugal tem a segunda taxa de fecundidade mais baixa do mundo


Portugal tem a segunda taxa de fecundidade mais baixa do mundo, o que na prática significa que as mulheres portuguesas estão entre as que têm menos filhos.

Em média, cada mulher portuguesa tem apenas 1,3 filhos, muito abaixo do necessário para renovar a população. Este número encontra-se no Relatório sobre a Situação da População Mundial em 2011, feito pelo Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) e que está a ser apresentado em várias capitais mundiais.

Numa altura em que a população mundial se prepara para chegar à barreira dos 7 mil milhões de habitantes, os especialistas salientam que nos países ricos as baixas taxas de fecundidade são uma preocupação.

Neste relatório, as Nações Unidas admitem que «a falta de mão-de-obra ameaça bloquear as economias de alguns países industrializados».

As baixas taxas de fecundidade significam menos pessoas a entrar no mercado de trabalho, numa tendência que põe em causa o crescimento económico e a viabilidade da segurança social.

Noticia TSF

Ministro afasta alteração à lei do Aborto

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, afastou, na passada quarta-feira, a possibilidade de alterar a lei do Aborto, pois embora reconheça os «custos significativos» que tem para o Serviço Nacional de Saúde. No final de um encontro onde o ministro falou sobre «O Futuro do Sistema de Saúde Português», um advogado presente na plateia questionou Paulo Macedo sobre as suas intenções quanto à actual lei da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG). «O referendo resultou favorável à despenalização do aborto. O Estado tem promovido o aborto pagando a IVG. São 100 milhões de euros de despesa total com uma medida que, ainda por cima, contribui para a diminuição da natalidade. Tenciona alterar este regime ou manter», questionou. Paulo Macedo respondeu que essa foi uma decisão política com os custos inerentes à sua tomada e na qual não tenciona mexer. (....)

Noticia TVI 24

A minha opinião:

Como podemos ver nas duas notícias acima, Portugal é o 2º pais do mundo com a taxa de fecundidade mais baixa. Estamos em crise, um país em bancarrota onde teve que entrar o FMI, e .... o ministro Paulo Macedo diz que gastar mais de 100 milhões de euros em abortos" é um regime para manter."

Além de pouco inteligente é teimoso!

Cláudio Anaia


sexta-feira, outubro 28, 2011

Uma proposta para Portugal

Resumo

Este documento descreve uma proposta para ser implementada a partir do ano de 2012. Esta ideia tem como objectivo diminuir a economia paralela existente em Portugal.

1 Introdução

A economia paralela é constituída por um conjunto de atividades que não são registadas oficialmente escapando ao sistema fiscal nacional. Esta está dividida em três categorias: economia subterrânea (inclui produção de bens e serviços que foi ocultada das autoridades para evitar o pagamento de impostos e outros encargos), economia ilegal (inclui a produção de bens e serviços ilegais) e economia informal (inclui produção de bens para autoconsumo que não são declaradas devido à pequena dimensão da actividade).[2]

Portugal é um dos países onde a economia paralela mais tem crescido nos últimos 40 anos. Em 2009, esse valor era superior a 30 mil milhões de euros, o que representa um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) [4, 3]. É necessário tomar medidas para travar este aumento, que tem provocado grandes estragos à economia atual.

Este documento descreve uma possível medida a ser tomada no próximo ano para diminuir drasticamente a economia paralela em Portugal. Esta medida denomina-se de Lotaria de Faturas.

2 Descrição

A Lotaria de Faturas é uma medida já implementada na República da China [5, 6] para combater a evasão fiscal.

Quando é emitida uma fatura, é gerado um número que automaticamente fica habilitado ao concurso da lotaria feita para esse fim. Esta acção de venda

de produto ou serviço fará com que o cliente peça sempre a respetiva fatura, ou seja, quanto mais faturas o cliente adquirir, mais hipóteses tem de ganhar.

O sorteio será realizado mensalmente e haverá sempre prémios à semelhança da lotaria [1].

2.1 Implementação

Para implementar a lotaria de Faturas, numa primeira fase tem que ser criada uma aplicação web que gere números únicos associados a cada entidade. No futuro, todos os programas de faturação tinham de pedir esse número único à aplicação web. Desta forma garantia-se que os números fossem válidos e estivessem associados a uma entidade cruzando os dados das finanças e o dos números gerados.

3 Conclusão

A Lotaria de Faturas é uma medida que diminuirá a economia paralela que existe em Portugal. Premiando aqueles que solicitam a fatura, não haverá desculpa para que qualquer produto ou serviço seja emitido sem a mesma.

Hugo Monteiro

Referências

[1] Taiwan receipt lottery. http://www.tainanbulletin.com/taiwan-receipt- lottery/435.

[2] Eugénia Maria de Faria Carvalho. Economia gestão - economia paralela, Outubro 2008. http://eco-gest.blogspot.com/2011/03/economia-paralela.html.

[3] Friedrich Schneider. Using electronic payments systems to combat the shadow economy. The Shadow Economy in Europe, 2011.

[4] Rosa Soares. Economia paralela representa 24,2 por cento do pib português, Dezembro 2010. http://economia.publico.pt/Noticia/economia- paralela-representa-242-por-cento-do-pib-portugues1470241.

[5] Junmin Wan. The lottery receipt experiment in china. Faculty of Economics, Fukuoka University, Japan. http://www.econ.fukuoka-u.ac.jp/researchcenter/workingpapers/WP-2009-014.pdf.

[6] Junmin Wan. The lottery receipt. Faculty of Economics, Fukuoka Uni- versity, Japan, Março 2009. Prepared for the International Conference on Econometrics and the World Economy, Mar. 23-24, 2009, Fukuoka University.

quarta-feira, outubro 26, 2011

O Homem que disse a verdade na TV



Em Portugal, quem faz este papel é designado por "maluco ou louco" pelas classes de interesses instaladas.
Ora vejam, e não digam lá que eu não tenho razão....

domingo, outubro 23, 2011

Calculadora: Saiba qual o corte que vai sofrer no subsídio de férias e de Natal

O Orçamento do Estado que o governo entregou esta semana, na Assembleia da República, prevê cortes nos subsídios de férias e Natal dos funcionários públicos e pensionistas em 2012 e 2012.

O salário que será tido em conta para efeitos do corte no subsídio de férias e de Natal será a remuneração base mensal. Isto significa que o pagamento de subsídios de férias e de Natal será integralmente “suspenso” aos funcionários e trabalhadores do Estado cuja remuneração base mensal seja superior a 1.000 euros. Na prática, a pessoa até pode ganhar mais, mas se a sua remuneração base mensal for inferior a 1.000 euros não perderá integralmente os dois subsídios.

Já no caso dos funcionários que têm uma remuneração base mensal inferior a 1.000 euros, a fórmula para o cálculo do valor que vai receber será a seguinte: subsídio a receber = 941,75 – 0.94175 X remuneração base mensal.

Aqui fica uma calculadora ( clicar no link em baixo) , para saber em quanto será afectado. Se é funcionário público, basta introduzir a sua remuneração mensal bruta. Fica a saber quanto receberá do subsídio e que percentagem esse valor corresponde da sua remuneração.

Clicar AQUI para aceder a Calculadora


Fonte : Jornal de Negócios

quarta-feira, outubro 19, 2011

Calma e velocidade


Ao entrar no Museu, os Mobiles de Calder mostram “a velocidade lenta com que se move, a calma dessa velocidade, desse tempo”.

Parece que são, à partida, dois termos concorrentes e inconciliáveis. Ou se está calmo ou se anda em velocidade. Começa o ano de trabalho e fica para trás a calma das férias para entrar na velocidade do horário, da agenda, dos transportes. Ainda a ganhar velocidade (aí está) de cruzeiro, permanece a nostalgia de se ter perdido um tempo dourado de dias livres para serem ocupados com o que se quiser.

Mas se “Setembro é o mês de reunião e de comunhão”, seria um grande desafio para os leitores do Essejota conciliar algo que não é óbvio, mas que continua a ser tão necessário quanto possível. Um dia-a-dia veloz movido pela calma. Onde tudo o que acontece encaixa perfeitamente num espaço definido de liberdade e objectivos concretos que definem quem sou e o que quero ser.

Um espaço de contemplação de fins e metas, de segredos e desejos, de escuta de Palavras que só poderão ser as de Deus. Uma velocidade que não viva da calma e nela encontre a sua razão de ser, ficará como um conjunto de dias monótonos, que não trazem nada de novo. Se não podemos fugir da velocidade, façamos dela uma oportunidade de visitar constantemente novos campos de expansão da nossa bondade pessoal. Esta, na calma de quem sabe estar onde está, porque sabe com Quem está.

António Valério sj

sábado, outubro 15, 2011

Afinal, por que foi preciso cortar salários e pensões?

Num mês, o governo mudou de estratégia e vai adoptar no Orçamento do Estado para 2012 um plano de consolidação orçamental que depende em grande medida de cortes em salários na função pública e nas pensões. O anúncio chegou na quinta-feira, com uma comunicação ao País do primeiro-ministro, que garantiu não ter outra hipótese.

Contudo, ainda há um mês, no documento de estratégia orçamental, esse caminho não era sequer admitido. Afinal o que justifica a necessidade dos novos cortes que, em conjunto, podem valer mais de dois mil milhões de euros?

Do ponto de vista de estratégia há uma alteração central: ao contrário do inscrito no documento de estratégia orçamental, o Governo apostará no OE na minimização de riscos para a execução de 2012. Por exemplo, em vez de previsões de receitas de venda de património e ou de poupança incertas que estava a planear, Vítor Gaspar impôs agora cortes certos nos salários e pensões, uma das variáveis mais eficientes na consolidação orçamental – mais até que o aumento de impostos, especialmente em ano de recessão.

Ao que o Negócios conseguiu apurar, no documento de estratégia orçamental (DEO) o Governo inscreveu previsões de receitas de alienação de património avaliadas em cerca de 300 a 400 milhões de euros, e estimou de poupanças com consumos intermédios e reestruturações na máquina do Estado (institutos, sector empresarial, etc) na ordem dos 1500 milhões de euros.

Ora, de final Agosto para cá o Governo passou a considerar que estes quase dois mil milhões de euros terão de ser garantidos por outra via. Os salários e as pensões foram a solução encontrada. Acresce que, face ao DEO, o Governo diz que foi ainda surpreendido com uma factura com que não contava, conta uma fonte governamental: tratam-se dos juros associados a empréstimos que o Estado assumiu relativos ao BPN e a outras empresas públicas e que, segundo afirmou Pedro Passos Coelho no Parlamento, poderão ascender a 800 milhões de euros. Ao todo são quase três mil milhões de euros que é preciso colmatar.

“É um seguro contra todos os riscos”, explica uma fonte governamental. “Assumiu-se que algumas poupanças e receitas pura e simplesmente seriam impossíveis”, diz outra fonte governamental. “Gaspar está a dizer que afinal não pode confiar nas poupanças do PREMAC (Plano de Redução e Melhoria da Administração Central do Estado)”, garante ainda uma outra fonte, esta da área socialista e pertencente ao anterior executivo.

O Negócios sabe ainda que, nas contas do Ministério das Finanças, está ainda uma degradação mais grave que a assumida até agora na conjuntura económica, o que é um risco adicional à execução orçamental do próximo ano.

Derrapagem este ano está contida

Dada a violência das medidas anunciadas esta semana houve quem considerasse que a derrapagem orçamental anunciada pelo Governo em Julho poderia ser ainda maior que o esperado, forçando assim a consolidação orçamental adicional em 2012. Essa hipótese é contudo excluída pelos especialistas ouvidos pelo Negócios.

Entre os peritos ouvidos, admite-se que o agravar da situação económica explique uma segunda metade deste ano pior que o esperado em termos de receitas fiscais. E também que 2012 seja, ao nível das receitas, um ano muito arriscado para a execução orçamental, dada a degradação da situação económica interna e externa. Mas, ainda assim, ninguém admite desvios significativos para lá dos dois mil milhões de euros estimados pelo Governo e validados pela troika (e já acautelados no DEO).

“Não há nada nos números de execução que indique uma derrapagem orçamental que justifique as medidas anunciadas”, diz Paulo Trigo Pereira, professor do ISEG, especialista em Finanças Públicas, e que tem seguido a execução orçamental mês a mês. Trigo Pereira considera que este é um sinal de má governação: para ele o Governo está a admitir que não conseguirá as poupanças que se comprometeu com a reforma do Estado – “até agora não fizeram nada” – optando pelo caminho mais fácil e cego: os salários e pensões.

“É difícil de perceber o que justifica medidas desta dimensão”, reconhece, por outro lado, Nuno de Sousa Pereira, que já foi director-geral no ministério das Finanças. “É possível que a informação de Setembro tenha dado conta de uma queda muito forte nas receitas fiscais”, admite, vaticinando que 2012 será “dramático” ao nível da receita fiscal. Mesmo assim, não encontra explicação nos dados conhecidos até agora para medidas tão drásticas como as que foram anunciadas.

Ambos os especialistas esperam pelo Orçamento para perceber melhor a estratégia do Governo. É também claro para o conjunto de peritos ouvidos que, para além do agravar da situação económica, 2012 tem ainda outro grande risco orçamental de grande dimensão: problemas adicionais no sector empresarial do Estado

Fonte : Jornal Económico

sexta-feira, outubro 14, 2011

Função Pública sem subsídios de Férias e Natal até 2013




Os funcionários públicos e os pensionistas do Estado vão ficar sem subsídio de férias e de Natal.

Pedro Passos Coelho acabou de anunciar que o pagamento do 13º e do 14º mês vai ficar suspenso durante a vigência do programa de ajustamento, ou seja, até 2013. A medida visa tanto os trabalhadores no activo como os reformados que recebem pensão pela Caixa Geral de Aposentações (CGA) e atinge todos os salários superiores a 1.000 euros mensais.

Quem tiver rendimentos entre o salário mínimo - 485 euros - e os 1.000 euros será alvo de uma taxa progressiva que, na prática, vai corresponder à perda de um subsídio.

No discurso ao País, Pedro Passos Coelho argumentou que a derrapagem orçamental da primeira metade do ano vai obrigar a um "esforço redobrado" para cumprir as metas do défice. Nesse sentido, o Governo decidiu avançar com medidas fortes e estruturais a partir do próximo ano, tais como a de cortar o 13º e 14º meses à Função Pública.


quarta-feira, outubro 12, 2011

Cada hora de TV reduz esperança de vida até 22 minutos

Ver demasiada televisão é tão perigoso como fumar ou ter excesso de peso, um "comportamento sedentário" que deve ser abordado como um "problema de saúde pública". Estas são as conclusões extraídas de um estudo segundo o qual qualquer pessoa que passe seis horas por dia em frente à TV corre o risco de morrer cinco anos mais cedo que indivíduos mais activos.

No decorrer de um estudo publicado no British Journal of Sports Medicine, J Lennert Veerman e os seus colegas analisaram os resultados de um inquérito feito a 11.247 australianos, em 1999 e 2000, sobre quantas horas de televisão viam por dia, e os níveis de mortalidade na Austrália. O grupo de cientistas desenvolveu um modelo que comparou a esperança de vida para adultos que vêem televisão com a daqueles que não se sentam em frente à "caixa mágica". Conclusão: por cada hora passada em frente à TV, a esperança de vida cai 21,8 minutos, o que representa menos 4,8 anos de vida para as pessoas que passam seis horas do seu dia a ver televisão.

"O tempo que se passa a ver TV pode ter consequências para a saúde que rivalizam com as causadas por falta de actividade física, obesidade e tabaco", escreveram os peritos da Universidade de Queensland, Austrália, citados pelo Daily Telegraph, defendendo que se devem recolher mais provas e avançar com alertas de saúde pública que recomendem aos adultos que reduzam o tempo que passam em frente à televisão, à semelhança das campanhas que já existem relativamente às crianças.

segunda-feira, outubro 10, 2011

Instituto do Cancro da Mama - Pedido importante !



O Instituto do Cancro da Mama está com uma importante campanha.
Cabe a nós atendermos sua solicitação e ampará-lo .

Vamos manter o site do cancro da mama? Não custa nada.

O site do cancro da mama está com problemas pois não tem o número de acessos e cliques necessários para alcançar a quota que lhes permite oferecer UMA mamografia gratuita diariamente a mulheres de baixa rendimento.

Demora menos de um segundo ir ao site e clicar na tecla cor-de-rosa que diz 'Campanha da Mamografia Digital Gratuita'.

Não custa nada e é por meio do número diário de pessoas que clicam, que os patrocinadores oferecem a mamografia em troca de publicidade.

Para ires ao site
clica aqui

sábado, outubro 01, 2011

Outubro


O mês de Outubro confirma o que Setembro nos propõe. Aquilo que Setembro já não é - já não é tempo de férias -, mas, também, ainda não parece ser - às vezes, não parece que o trabalho tomou o nosso tempo - convida-nos a entrar em Outubro e a acolher aquilo que nos é proposto no nosso tempo comum.

Com um novo olhar, revemos rostos, revisitamos locais do nosso quotidiano, retomamos conversas. E, principalmente, tomamos consciência daquilo que nos é pedido.

Ao pensar nisto, recordei-me de um artigo, que li há já algum tempo, de Jean-Louis Chrétien. Houve um parágrafo que me tocou particularmente: «Apenas um viajante sem bagagem pode empreender uma viagem livre em direcção ao que verdadeiramente interessa, pois apenas ele, que se sabe pobre, pode ousar pedir e ousar receber e apenas ele, que se sabe fraco, não possuindo força, a inventa e a procura, para a poder dar. Assim, eu não terei que me questionar se serei suficientemente corajoso, suficientemente paciente, suficientemente inteligente para tal tarefa ou para tal acção, mas, apenas, se tal tarefa é necessária e tal acção requerida.»

Uma proposta clara de uma vida de humildade que começa no interior e não nos pede senão que nos conheçamos em verdade. A coragem de assim nos conhecermos torna-nos livres, pois sabemos que não há força, nem virtude, nem talento de que sejamos proprietários e nos quais nos possamos fazer fortes por nós mesmos. «O humilde é aquele que tem confiança de que receberá o suficiente para comer se o caminho que faz é verdadeiramente o seu, em vez de preparar toda a vida provisões para uma viagem que não fará jamais.»

O essejota.net desta quinzena, nas suas secções, convida-nos a aproximarmo-nos dos outros e a prepararmo-nos para acolher as suas limitações e qualidades, em humildade. E confiar, também, no seu acolhimento. E, desta forma, estarmos prontos para percorrer o nosso caminho, aquele que é verdadeiramente nosso, realizando aquilo que nos é pedido, por isso mesmo, porque é necessário e nos é requerido.

Margarida Corsino da Silva

sexta-feira, setembro 30, 2011

Deus de Amor



Oxalá nos tornemos de novo, nestes dias, cientes de quanto Deus nos ama e de como Ele é bom, para colocarmos, com plena confiança, nas suas mãos o nosso próprio ser e tudo o que faz mover o nosso coração e é importante para nós”,

Papa Bento XVI em declarações dirigida aos cidadãos de Friburgo na sua visita no passado fim de semana á Alemanha.

segunda-feira, setembro 26, 2011

Eu ja assinei, assina tu também !


Vamos entregar a petição «Criar e Aprovar o Estatuto do Doente Crónico, tal como a Tabela Nacional de Incapacidade e Funcionalidades da Saúde» (http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N2218), que conta com mais de 10000 subscritores, na próxima terça-feira, dia 27 (amanhã) , às 16h no gabinete da Sua Excelência Vice-Presidente da Assembleia da República, Dra. Teresa Caeiro.

Se ainda não assinou, assine. Ajude-nos a divulgar esta petição que é para TODOS, doentes crónicos e seus familiares. O seu apoio é fundamental. Envie este email aos vossos contactos.

Para assinar esta petição, clica aqui .

No fim do texto da petição encontra um ícon (rectângulo) onde deve clicar para assinar a petição. Vai aceder a um novo ecrã para o preenchimento dos seus dados. O nome completo, email e o nº do Bilhete de Identidade são de preenchimento obrigatório. No fim da página, encontra outro ícon para assinar.

Um doente crónico para ver reconhecida a sua situação tem de solicitar um atestado multiusos. Contudo, porque não existe uma Tabela Nacional de Incapacidade e Funcionalidades da Saúde, a avaliação de incapacidade é calculada de acordo com a Tabela Nacional de Incapacidades. Em Portugal, as juntas médicas, ao atribuírem os diferentes graus de incapacidade, utilizam uma Tabela que se aplica às doenças profissionais e acidentes de trabalho e viação. Esta situação cria muitas injustiças e não salvaguarda os doentes crónicos pois, para as mesmas doenças, podemos ver aplicados critérios diferentes. É esta a razão que nos leva a entregar a petição.

sábado, setembro 24, 2011

À volta do Mundo em 60 segundos

Em apenas um minuto, a Estação Espacial Internacional, mostra-nos o planeta. Dar a volta ao mundo é agora mais rápido e cómodo.

O vídeo é uma compilação de imagens tiradas da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla original).

segunda-feira, setembro 19, 2011

Você emprestaria dinheiro a um país assim?


"Primeiro foi a instituição militar a fazer novas contratações e a aumentar a despesa sem cobertura na lei. Depois foi a contratação de 6500 funcionários para o Estado, também sem cobertura legal. Esta semana soubemos que na Faculdade de Direito se continuam a abrir "concursos de progressão de carreira". Também proibidos por lei. Ontem o Governo anunciou o fecho de 137 organismos do Estado mas disse não saber quantos dos funcionários afectados têm vínculo à função pública! Como? Então o Estado não sabe o que tem em casa?

Estas situações são a confirmação de que existe em Portugal um Estado dentro do Estado: uma organização com vida própria, que não acata as decisões de quem foi eleito para tomar decisões. Assim percebe-se porque sobe continuamente a despesa pública. Assim percebem-se as derrapagens financeiras das regiões autónomas, o sobreendividamento das autarquias, os investimentos desenhados para modernizar o país mas que servem apenas os interesses dos "lobbies"...

Era a isto que se referia Vítor Gaspar quando dizia que a reforma do Estado passa pela alteração da sua forma de funcionamento? Esperemos que sim. Porque nenhum país se pode reger desta maneira: sem informação estatística fiável (experimente perguntar a Paulo Macedo ou a Nuno Crato se têm informação credível sobre o universo dos seus ministérios…) e com um exército de decisores que faz o que quer e o que lhe apetece. Pisando a lei.

Em qualquer país sério coisas destas seriam sancionadas com processos judiciais. E, provavelmente, com cadeia. Em Portugal damo-nos ao luxo de assistir a este terceiro mundismo sem que alguém seja responsabilizado. Caro leitor, você emprestaria dinheiro a um país assim?"

(Camilo Lourenço)

sábado, setembro 17, 2011

Imaginação



É fantástico como podemos pegar na monotonia do nosso dia-a-dia, dar largas à imaginação e transformar a nossa rotina num sonho extraordinário!

Não será assim também que nascem as grandes obras de ficção?

Rita Casqueiro

quarta-feira, setembro 14, 2011

Mais de metade dos jovens portugueses valorizam a leitura


Há mais jovens a considerar que a leitura é importante para a sua vida pessoal. Em 2007, entre os que tinham 15 a 24 anos, 30,6% consideraram-na "muito importante". Em Março passado, neste grupo etário, já eram 52,4% os que afirmaram o mesmo. Este aumento de 22 pontos percentuais regista-se entre o primeiro e o quinto ano de vigência do Plano Nacional de Leitura (PNL), frisa-se no relatório de avaliação externa daquele programa, que será hoje apresentado em Lisboa.

Os resultados do último Barómetro de Opinião Pública PNL, com um inquérito desenvolvido em Março passado junto de uma amostra de 1257 indivíduos, mostram que é no grupo dos 15 aos 24 anos que se registou um maior aumento entre aqueles que consideram a leitura "muito importante" para a sua vida pessoal. A avaliação externa do plano é feita por uma equipa do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, coordenada por António Firmino da Costa. O primeiro estudo de avaliação foi divulgado em 2008.

Jornal Público

domingo, setembro 11, 2011

11.09 - Dez anos depois....



10 anos depois dos atentados terroristas aos Estados Unidos aqui fica a minha homenagem as vitimas e seus familiares.

quarta-feira, setembro 07, 2011

Bispo do Porto critica Igreja velha e distante da realidade


D. Manuel Clemente defende uso de uma linguagem menos fechada e recuperação da doutrina social da Igreja.

Numa conferência em Fátima, o bispo do Porto socorreu-se do trabalho feito nas dioceses e paróquias portuguesas para elencar 19 "sombras" e vinte "luzes de esperança" da Igreja Católica em Portugal.

D. Manuel Clemente salienta a necessidade de recuperar a doutrina social, fala numa igreja envelhecida, em rituais litúrgicos distantes da vida e "homilias extensas e tristes", mas destaca o esforço feito na promoção do diálogo ecuménico e inter-religioso e reconhece o "papel importante da mulher" na Igreja. O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa e o bispo de Viseu dizem que isto não é uma abertura ao fim do celibato nem à ordenação das mulheres.

Noticia : DN

domingo, setembro 04, 2011

'Bíblia Comigo' no telemóvel, computador ou tablet


A Bíblia vai ficar mais próxima dos fiéis graças a um projeto que está a ser desenvolvido pelos Franciscanos Capuchinhos para permitir aceder gratuitamente ao texto sagrado em qualquer lugar, através de telemóvel, computador ou tablet.

O responsável pelo projeto "Bíblia Comigo", frei Hermano Filipe, dos Franciscanos Capuchinhos, está satisfeito com os resultados conseguidos nas últimas semanas em que decorreu uma fase de teste.

Hermano Filipe garantiu que, para já, a iniciativa tem "superado as expetativas", dando o exemplo de um jovem de Barcelos, com cerca de 18 anos, que participou nas Jornadas Mundiais da Juventude.

"Logo que chegou a Portugal, telefonou-me a agradecer pela 'Bíblia Comigo' porque tinha ficado de levar a edição em papel para a oração de grupo e esqueceu-se, lembrando-se depois que tinha a Bíblia no telemóvel e, portanto, fizeram a oração de grupo a partir do telemóvel", explicou.

Sem que existam números concretos sobre as pessoas que já aderiram ao 'Bíblia Comigo', o frei Hermano Filipe acredita que será extremamente útil para todos, mas essencialmente para seminaristas e para uso na catequese, por catequistas e catequizandos.

"O 'Bíblia Comigo' é quase um prolongamento do trabalho que nós, os Franciscanos Capuchinhos, temos feito e desenvolvido em Portugal já desde a época de 1950, antes do concilio do Vaticano II", sublinhou.

Na altura os Franciscanos Capuchinhos foram responsáveis pela publicação de edições do Novo Testamento e de outros estudos bíblicos em edições económicas e em português, "o que era uma novidade na altura porque era tudo em latim".

"É assim de uma forma mais ou menos natural que surge o 'Bíblia Comigo', procurando ir ao encontro das pessoas e usando aqueles meios que a pessoas usam", referiu.

No site www.bibliacomigo.com podem ser encontrados para 'download' gratuito todos os programas disponíveis para telemóvel (nos sistemas Java -- que funciona em 80 por cento dos aparelhos disponíveis no mercado -, Iphone, Ipod e Android) e para computador (nos sistemas Windows, Linux e Mac).

No caso dos programas disponíveis para Iphone, Ipod e Android ainda só está disponível o Novo Testamento.

"Entretanto, continuamos a desenvolver o mesmo módulo da bíblia, mas vamos incluir imagens bíblicas, introduções e notas de rodapé, que ajudam as pessoas a entender alguns textos da bíblia por vezes um bocadinho mais difíceis", revelou Hermano Filipe.

Grande parte do projeto 'Bíblia Comigo', que disponibiliza o texto sagrado numa edição da Difusora Bíblica, foi realizado em Timor-Leste, onde frei Hermano Filipe é missionário.

"Lá trabalho 'offline' e depois, uma vez por semana, vou à capital, a Díli, onde há internet, para fazer 'update' quer dos nossos websites quer deste tipo de projetos", concluiu.


quarta-feira, agosto 31, 2011

O Google comemora o 110º aniversário da Inauguração da primeira linha de carros eléctricos entre Cais do Sodré e Algés, em Lisboa.



Quem entrar hoje na página do Google Portugal pode ver as letras do nome da empresa entrar para um destes transportes.

Quem entrar no motor de pesquisa em Portugal vê as letras Google a entrar num tradicional eléctrico amarelo de Lisboa.

Como em outras efemérides, assinaladas pela empresa, se clicar na imagem, o motor de busca reencaminha-o para informação adicional sobre o eléctrico.

quinta-feira, agosto 25, 2011

Telemóveis poderão ser carregados pelo andar

Pesquisadores norte-americanos descobriram uma forma de transformar o movimento humano em electricidade, que pode ser utilizada para carregar vários aparelhos electrónicos, como smartphones, leitores de MP3 e computadores. Uma simples caminhada pode, em breve, ser suficiente para alimentar a bateria de um telemóvel.

Telemóveis poderão ser carregados pelo andar
O telemóvel poderá ser carregado ao camin

O mecanismo consiste em colocar um dispositivo, uma espécie de palmilha, dentro do calçado, que servirá para captar a energia de pequenas gotículas líquidas e convertê-la em correntes eléctricas.

O método baseia-se na energia cinética que já é utilizada para carregar aparelhos com doses menores de energia, como relógios e sensores.

O estudo foi realizado pela Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, e será publicado na revista especializada "Nature Communications".

''De uma forma geral, os humanos são máquinas muito poderosas de produção de energia", afirmou Tom Krupenkin, professor do Departamento de Energia Mecânica da universidade, citado pela BBC.

Segundo Krupenkin, ''ao correr, uma pessoa pode produzir até um quilowatt de energia", quantidade suficiente para carregar um telemóvel comum.

sábado, agosto 20, 2011

Lisboa no ranking das 10 cidades mais bonitas do Mundo


Lisboa foi considerada pelo guia de viagens online www.ucityguides.com como uma das 10 cidades mais bonitas do mundo. A calçada portuguesa, as fachadas e os tons da capital foram as características mais apreciadas.

Lisboa tem “uma atmosfera singular, difícil de encontrar noutras cidades” segundo a descrição do guia. “Estando num local tão espantoso, não admira que muitos dos maiores exploradores do mundo se interrogassem sobre que outras belezas estariam para lá do horizonte quando daqui partiram no século XV”, acrescenta o ucityguides.com.

Lisboa é uma das 10 cidades mais belas do mundo juntamente com Veneza, Paris, Praga, Rio de Janeiro, Amesterdão, Florença, Roma, Budapeste, Bruges.


terça-feira, agosto 16, 2011

Jornadas Mundiais da Juventude

Começa hoje as Jornadas Mundiais da Juventude, com a presença do Papa Bento XVI.

Para acompanhares todas as iniciativas clica aqui : http://www.madrid11.com/pt


domingo, agosto 14, 2011

O que é a JMJ? - responde Bento XVI


Qual é portanto a natureza do que acontece numa Jornada Mundial da Juventude? Que forças que agem nela?

Análises em voga tendem a considerar estas jornadas como uma espécie de festival rock em estilo eclesial com o Papa como estrela.

Há também vozes católicas que avaliam tudo como um grande espectáculo, até bonito, mas de pouco significado para a questão sobre a fé e sobre a presença do Evangelho no nosso tempo.

Seriam momentos de caloroso êxtase, mas que afinal de contas deixariam tudo como dantes, sem influenciar de modo mais profundo a vida.

Porém, dessa maneira a peculiaridade daquelas jornadas e o carácter particular da sua alegria, da sua força criadora de comunhão, fica sem explicação alguma.

O Papa não é a estrela que concenttra tudo à volta de si.
Ele é total e unicamente Vigário. Remete para o Outro que está no nosso meio.

A Liturgia solene é o centro do conjunto, porque nela acontece o que nós não podemos realizar e de que, contudo, estamos sempre à espera. Ele está presente. Ele vem para o meio de nós. O céu rasga-se e a terra fica cheia de luz.

É isto que torna feliz e aberta a vida e une uns aos outros numa alegria que não é comparável com o êxtase de um festival rock.

Nietzsche certa vez disse: "A habilidade não consiste em organizar uma festa,
mas em encontrar as pessoas capazes de sentir alegria nela"
.

Segundo a Escritura, a alegria é fruto do Espírito Santo.


sexta-feira, agosto 12, 2011

Identidade e Multiculturalismo

Ainda não refeitos do choque provocado pelo assassinato perpetrado pelo norueguês Anders Breivik, é natural que nos interroguemos sobre até onde pode ir a defesa exacerbada da identidade. Descontando o que possa situar-se no domínio da patologia, parece ser essa defesa exacerbada a inspirar o ideário desde há bastante tempo por ele difundido. “Ideologia da identidade” – foi assim que Massimo Introvigne qualificou tal ideário, de forma mais correcta do que a de “fundamentalismo cristão”, tão distante está da mensagem de amor universal do cristianismo. A etiqueta “cristã” poderá ser instrumentalizada, neste como noutros casos, como simples factor de identidade e diferenciação no confronto com o outro (é essa como poderia ser qualquer outra), sem qualquer conexão com a fé e a doutrina cristãs (por isso, Anders Breivik até falava em “cristãos ateus e agnósticos”).

Mas será que a identidade, em particular a da cultura europeia, se há-de necessariamente afirmar pela negação do “outro” e do “diferente”, da sua dignidade e do seu valor?

Também virá a propósito relembrar as polémicas suscitadas pelos discursos de Ângela Merkel e David Cameron a respeito do falhanço do multiculturalismo, enquanto coexistência e tolerância passiva das diversidades culturais das comunidades imigrantes na Europa (em especial as muçulmanas), mantidas no seu isolamento e sem a preocupação de adesão a valores culturais comuns das sociedades que as acolhem. Ângela Merkel ligou tais valores à herança judaico-cristã. David Cameron, por seu turno, falou num «liberalismo musculado muito mais activo», no «reforço dos valores da igualdade e da lei» e numa «visão de sociedade» de que estes imigrantes «queiram fazer parte».

Os representantes dessas comunidades muçulmanas não reagiram nada bem a estes discursos. Temem que a eles esteja subjacente a mesma reacção de rejeição e hostilidade que conduziu ao sucesso eleitoral de partidos extremistas anti-islâmicos na Holanda e nos países nórdicos, países que até aqui também apostaram no modelo multiculturalista, contra o qual se insurgia, de forma extrema, Anders Breivik.

A coesão social da Europa só terá a ganhar com uma mais sólida integração dos seus imigrantes, incluindo os de religião muçulmana. Mas será insensato pensar que essa integração há-de dar-se só com a condição de essas comunidades sacrificarem as suas riquezas culturais e religiosas, como se os muçulmanos tivessem de deixar de o ser para serem plenamente europeus. Só o diálogo entre uma e outra das culturas em presença permitirá uma autêntica integração. Para tal, há que valorizar os expoentes da cultura muçulmana (que também os há) que procuram conciliar o Islão com os valores de liberdade e igualdade próprios das sociedades europeias.

E, para que esse diálogo seja fecundo, também importa que da parte das sociedades europeias haja uma valorização da sua própria identidade. Para que nos imigrantes muçulmanos cresça o sentimento de pertença às sociedades europeias (para que eles destas «queiram fazer parte»), certamente que, antes de mais, tem de ser sólido o próprio sentimento de pertença dos europeus a essas sociedades. E, para que este sentimento de pertença possa atrair mais do que o que é proporcionado pelos grupos fundamentalistas, será necessário que os imigrantes muçulmanos não se deparem com sociedades pobres de valores éticos e espirituais (é também esta pobreza que delas faz um terreno de conquista desses grupos).

A identidade das pessoas e dos povos não deve afirmar-se contra o outro (como faz a “ideologia da identidade” de Anders Breivik), mas através da adesão coerente a valores éticos que dão sentido à convivência humana. As pessoas e os povos não se realizam contra o outro, mas quando doam o melhor de si mesmos. Uma Europa consciente das suas raízes cristãs (em que imperem os valores liberais, mas não só), que veja nessas raízes muito mais do que a memória de tradições ancestrais ou a preservação de sinais externos, que seja, pois, coerente com a autenticidade dos valores cristãos, há-de saber acolher os imigrantes muçulmanos, com eles dialogar e identificar valores éticos e espirituais comuns.

Pedro Vaz Patto


terça-feira, agosto 02, 2011

Quem nos rouba o tempo ?



O filósofo Blaise Pascal dizia que toda a infelicidade humana provém de uma única coisa: não sabermos estar quietos num lugar. Mas não foi apenas a quietude a tornar-se hoje em dia uma virtude fora de moda. Nós próprios nos tornámos uma espécie de “doentes de tempo”. Parece que temos de viver sete vidas num dia só, ofegantes, ansiosos, desencontrados e meio insones. Um desenvolvimento sereno do tempo não nos basta. Desde os horários dilatados de trabalho às solicitações para uma comunicação praticamente ininterrupta, entramos num ciclo sôfrego de atenção, atividade e consumo. «Despacha-te, despacha-te» é o comando de uma voz que nos aprisiona e cujo rosto não vemos. «Despacha-te para quê?». Talvez, se tivéssemos de explicar as razões profundas dos nossos tráficos em vertigem, nem saberíamos dizer. E também disso, desse vazio de respostas, preferimos fugir.

Quem nos rouba o tempo? Um investigador social americano, Alec Mackenzie, divertiu-se a construir uma lista de “ladrões de tempo” e chegou à conclusão que os mais perigosos são aqueles interiores, os que nós próprios incorporamos. É claro que há uma quantidade impressionante de “ladrões exteriores”: o modo leviano como nos interrompemos uns aos outros com trivialidades; os telefonemas que chovem e se prolongam por coisa nenhuma; os compromissos e obrigações sociais de mero artificialismo; as reuniões sem uma agenda preparada em vista de objetivos… Mas os “ladrões” mais devastadores são os que atuam por dentro quando, por exemplo, as nossas próprias prioridades aparecem confusas e flutuantes; quando somos incapazes de traçar um plano diário ou mensal e ser fiel a ele; quando as responsabilidades estão mal repartidas e se resiste a delegar; quando não conseguimos dizer um não, com simplicidade; quando nos deixamos envolver numa avalanche de ativismo e desordem ou nos acomete o problema contrário: um perfecionismo idealizado que nos deixa paralisados.

A conquista de um ritmo humano para a vida não acontece de repente, nem avança com receitas de quatro tostões. Também aqui estamos perante um caminho de transformação que cada um tem de fazer e nos pede verdade, aprendizagem e renúncia. A primeira renúncia é àquela da obsessão pela omnipotência. Temos de ter a coragem de perceber e aceitar os limites, pedir ajuda mais vezes, e dizer “basta por hoje” sem o sentimento de culpa a martelar. A insegurança provocada pela velocidade a que tudo se dá, leva-nos a ter medo de apagar a luz ou de arrumar os papéis para continuar amanhã. Precisamos, por outro lado, aprender a planificar com sabedoria o dia a dia, hierarquizando as atividades, e concentrando melhor a nossa entrega. Precisamos aprender a racionalizar e a simplificar, sobretudo as tarefas que se podem prever ou se repetem. E ganhar assim tempo para redescobrir aqueles prazeres simples que só a lentidão nos faz aceder. São tão belos certos instantes de recolhimento e de pausa em que o nosso olhar ou o nosso passo se deslocam sem ser por nada, numa gratuidade que apenas cintila, reacendida.

José Tolentino Mendonça

sábado, julho 30, 2011

Cinema : Super 8





Chega finalmente ás salas portuguesas, o filme super 8 uma aventura juvenil de J.J. Abrams (realizador) e Steven Spielberg (produtor) que redescobre um modelo deentertainment que se interessa pelas emoções e desejos dos seus jovens heróis.

Super 8 , é um trabalho a fazer lembrar os filmes da década de 80 e o seu argumento conta a história de um rapaz chamado Joe, que tem um grupo de amigos que gosta fazer pequenos filmes, filmados numa camara super 8. Após convidarem Alice Dainard, uma adolescente, para fazer parte do novo filme deles, eles testemunham o descarrilamento de um comboio numa estação, e desde essa altura, tudo muda na cidade onde vivem.

Com a presença de um extraterreste, este filme de 112 minutos e um bom entretimento para ver numa sala de cinema com um pacote de pipocas.

quarta-feira, julho 27, 2011

A MAIOR LAVANDARIA DE DINHEIRO DO MUNDO AMEAÇA FALIR

A Suíça estremece.
Zurique alarma-se.
Os belos bancos, elegantes, silenciosos de Basileia e Berna estão ofegantes.
Poderia dizer-se que eles estão assistindo na penumbra a uma morte ou estão velando um moribundo.
Esse moribundo, que talvez acabe mesmo morrendo, é o segredo bancário suíço.
O ataque veio dos Estados Unidos, em acordo com o presidente Obama.
O primeiro tiro de advertência foi dado na quarta-feira.
A UBS - União de Bancos Suíços, gigantesca instituição bancária suíça viu-se obrigada a fornecer os nomes de 250 clientes americanos por ela ajudados para defraudar o fisco.
O banco protestou, mas os americanos ameaçaram retirar a sua licença nos Estados Unidos.
Os suíços, então, passaram os nomes.
E a vida bancária foi retomada tranquilamente.
Mas, no fim da semana, o ataque foi retomado.
Desta vez os americanos golpearam forte, exigindo que a UBS forneça o nome dos seus 52.000 clientes titulares de contas ilegais!
O banco protestou.
A Suíça está temerosa.
O partido de extrema-direita, UDC (União Democrática do Centro), que detém um terço das cadeiras no Parlamento Federal, propõe que o segredo bancário seja inscrito e ancorado pela Constituição federal.
Mas como resistir?
A União de Bancos Suíços não pode perder sua licença nos EUA, pois é nesse país que aufere um terço dos seus benefícios.
Um dos pilares da Suíça está sendo sacudido.
O segredo bancário suíço não é coisa recente.
Esse dogma foi proclamado por uma lei de 1934, embora já existisse desde 1714.
No início do século 19, o escritor francês Chateaubriand escreveu que neutros nas grandes revoluções nos Estados que os rodeavam, os suíços enriqueceram à custa da desgraça alheia e fundaram os bancos em cima das calamidades humanas.
Acabar com o segredo bancário será uma catástrofe económica.
Para Hans Rudolf Merz, presidente da Confederação Helvética, uma falência da União de Bancos Suíços custaria 300 biliões de francos suíços ou 201 milhões de dólares.
E não se trata apenas do UBS.
Toda a rede bancária do país funciona da mesma maneira.
O historiador suíço Jean Ziegler, que há mais de 30 anos denuncia a imoralidade helvética, estima que os banqueiros do país, amparados no segredo bancário, fazem frutificar três triliões de dólares de fortunas privadas estrangeiras, sendo que os activos estrangeiros chamados institucionais, como os fundos de pensão, são nitidamente minoritários.
Ziegler acrescenta ainda que se calcula em 27% a parte da Suíça no conjunto dos mercados financeiros offshore" do mundo, bem à frente de Luxemburgo, Caribe ou o extremo Oriente.
Na Suíça, um pequeno país de 8 milhões de habitantes, 107 mil pessoas trabalham em bancos.
O manejo do dinheiro na Suíça, diz Ziegler, reveste-se de um carácter sacramental.
Guardar, recolher, contar, especular e ocultar o dinheiro, são todos actos que se revestem de uma majestade ontológica, que nenhuma palavra deve macular e realizam-se em silêncio e recolhimento...
Onde param as fortunas recolhidas pela Alemanha Nazi?
Onde estão as fortunas colossais de ditadores como Mobutu do Zaire, Eduardo dos Santos de Angola, dos Barões da droga Colombiana, Papa-Doc do Haiti, de Mugabe do Zimbabwe e da Máfia Russa?
Quantos actuais e ex-governantes, presidentes, ministros, reis e outros instalados no poder, até em cargos mais discretos como Presidentes de Municípios têm chorudas contas na Suíça?
Quantas ficam eternamente esquecidas na Suíça, congeladas, e quando os titulares das contas morrem ou caem da cadeira do poder, estas tornam-se impossíveis de alcançar pelos legítimos herdeiros ou pelos países que indevidamente espoliaram?
Porquê após a morte de Mobutu, os seus filhos nunca conseguiram entrar na Suíça?
Tudo lá ficou para sempre e em segredo...
Agora surge um outro perigo, depois do duro golpe dos americanos.
Na mini cúpula europeia que se realizou em Berlim, (em preparação ao encontro do G-20 em Londres), França, Alemanha e Inglaterra (o que foi inesperado) chegaram a um acordo no sentido de sancionar os paraísos fiscais.
"Precisamos de uma lista daqueles que recusam a cooperação internacional", vociferou a chanceler Angela Merkel.
No domingo, o encarregado do departamento do Tesouro britânico Alistair Darling, apelou aos suíços para se ajustarem às leis fiscais e bancárias europeias.
Vale observar, contudo, que a Suíça não foi convidada para participar do G-20 de Londres, quando serão debatidas as sanções a serem adoptadas contra os paraísos fiscais.
Há muito tempo se deseja o fim do segredo bancário. Mas até agora, em razão da prosperidade económica mundial, todas as tentativas eram abortadas.
Hoje, estamos em crise.
Viva a crise!!!
Barack Obama, quando era senador, denunciou com perseverança a imoralidade desses remansos de paz para o dinheiro corrompido.
Hoje ele é presidente.
É preciso acrescentar que os Estados Unidos têm muitos defeitos, mas a fraude fiscal sempre foi considerada um dos crimes mais graves no país.
Nos anos 30, os americanos conseguiram caçar Al Capone.
Sob que pretexto?
Fraude fiscal!!!

Para muito em breve, a queda do império financeiro suíço!»

domingo, julho 17, 2011

A mesma história contada pela diferença

Splitscreen: A Love Story from JW Griffiths on Vimeo.



Uma história contada por dois olhares. Contada por distintos e minuciosos olhares que revelam e transformam uma realidade desejosa de sentido. Pelo caminho procuram registar e observar etapas, relações, pessoas e acontecimentos que atravessaram a sensibilidade da retina. Porém, este percurso fotográfico será certamente visitado pelo fascínio de uma uniformidade que nos quer como sujeitos-metades portadores de um olhar fotocopiado, igual e simetricamente correto. E este género de história – que até pode ser a do amor – bate certo, mas a coisa continua a dar para o torto. De facto, já não suportamos o uniforme e desejamos vestirmo-nos de uma nova unidade que narrando uma única história, oferecerá descrições cheias de diferença e de originalidade.

Nuno Branco
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