sexta-feira, outubro 28, 2011

Uma proposta para Portugal

Resumo

Este documento descreve uma proposta para ser implementada a partir do ano de 2012. Esta ideia tem como objectivo diminuir a economia paralela existente em Portugal.

1 Introdução

A economia paralela é constituída por um conjunto de atividades que não são registadas oficialmente escapando ao sistema fiscal nacional. Esta está dividida em três categorias: economia subterrânea (inclui produção de bens e serviços que foi ocultada das autoridades para evitar o pagamento de impostos e outros encargos), economia ilegal (inclui a produção de bens e serviços ilegais) e economia informal (inclui produção de bens para autoconsumo que não são declaradas devido à pequena dimensão da actividade).[2]

Portugal é um dos países onde a economia paralela mais tem crescido nos últimos 40 anos. Em 2009, esse valor era superior a 30 mil milhões de euros, o que representa um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) [4, 3]. É necessário tomar medidas para travar este aumento, que tem provocado grandes estragos à economia atual.

Este documento descreve uma possível medida a ser tomada no próximo ano para diminuir drasticamente a economia paralela em Portugal. Esta medida denomina-se de Lotaria de Faturas.

2 Descrição

A Lotaria de Faturas é uma medida já implementada na República da China [5, 6] para combater a evasão fiscal.

Quando é emitida uma fatura, é gerado um número que automaticamente fica habilitado ao concurso da lotaria feita para esse fim. Esta acção de venda

de produto ou serviço fará com que o cliente peça sempre a respetiva fatura, ou seja, quanto mais faturas o cliente adquirir, mais hipóteses tem de ganhar.

O sorteio será realizado mensalmente e haverá sempre prémios à semelhança da lotaria [1].

2.1 Implementação

Para implementar a lotaria de Faturas, numa primeira fase tem que ser criada uma aplicação web que gere números únicos associados a cada entidade. No futuro, todos os programas de faturação tinham de pedir esse número único à aplicação web. Desta forma garantia-se que os números fossem válidos e estivessem associados a uma entidade cruzando os dados das finanças e o dos números gerados.

3 Conclusão

A Lotaria de Faturas é uma medida que diminuirá a economia paralela que existe em Portugal. Premiando aqueles que solicitam a fatura, não haverá desculpa para que qualquer produto ou serviço seja emitido sem a mesma.

Hugo Monteiro

Referências

[1] Taiwan receipt lottery. http://www.tainanbulletin.com/taiwan-receipt- lottery/435.

[2] Eugénia Maria de Faria Carvalho. Economia gestão - economia paralela, Outubro 2008. http://eco-gest.blogspot.com/2011/03/economia-paralela.html.

[3] Friedrich Schneider. Using electronic payments systems to combat the shadow economy. The Shadow Economy in Europe, 2011.

[4] Rosa Soares. Economia paralela representa 24,2 por cento do pib português, Dezembro 2010. http://economia.publico.pt/Noticia/economia- paralela-representa-242-por-cento-do-pib-portugues1470241.

[5] Junmin Wan. The lottery receipt experiment in china. Faculty of Economics, Fukuoka University, Japan. http://www.econ.fukuoka-u.ac.jp/researchcenter/workingpapers/WP-2009-014.pdf.

[6] Junmin Wan. The lottery receipt. Faculty of Economics, Fukuoka Uni- versity, Japan, Março 2009. Prepared for the International Conference on Econometrics and the World Economy, Mar. 23-24, 2009, Fukuoka University.

quarta-feira, outubro 26, 2011

O Homem que disse a verdade na TV



Em Portugal, quem faz este papel é designado por "maluco ou louco" pelas classes de interesses instaladas.
Ora vejam, e não digam lá que eu não tenho razão....

domingo, outubro 23, 2011

Calculadora: Saiba qual o corte que vai sofrer no subsídio de férias e de Natal

O Orçamento do Estado que o governo entregou esta semana, na Assembleia da República, prevê cortes nos subsídios de férias e Natal dos funcionários públicos e pensionistas em 2012 e 2012.

O salário que será tido em conta para efeitos do corte no subsídio de férias e de Natal será a remuneração base mensal. Isto significa que o pagamento de subsídios de férias e de Natal será integralmente “suspenso” aos funcionários e trabalhadores do Estado cuja remuneração base mensal seja superior a 1.000 euros. Na prática, a pessoa até pode ganhar mais, mas se a sua remuneração base mensal for inferior a 1.000 euros não perderá integralmente os dois subsídios.

Já no caso dos funcionários que têm uma remuneração base mensal inferior a 1.000 euros, a fórmula para o cálculo do valor que vai receber será a seguinte: subsídio a receber = 941,75 – 0.94175 X remuneração base mensal.

Aqui fica uma calculadora ( clicar no link em baixo) , para saber em quanto será afectado. Se é funcionário público, basta introduzir a sua remuneração mensal bruta. Fica a saber quanto receberá do subsídio e que percentagem esse valor corresponde da sua remuneração.

Clicar AQUI para aceder a Calculadora


Fonte : Jornal de Negócios

quarta-feira, outubro 19, 2011

Calma e velocidade


Ao entrar no Museu, os Mobiles de Calder mostram “a velocidade lenta com que se move, a calma dessa velocidade, desse tempo”.

Parece que são, à partida, dois termos concorrentes e inconciliáveis. Ou se está calmo ou se anda em velocidade. Começa o ano de trabalho e fica para trás a calma das férias para entrar na velocidade do horário, da agenda, dos transportes. Ainda a ganhar velocidade (aí está) de cruzeiro, permanece a nostalgia de se ter perdido um tempo dourado de dias livres para serem ocupados com o que se quiser.

Mas se “Setembro é o mês de reunião e de comunhão”, seria um grande desafio para os leitores do Essejota conciliar algo que não é óbvio, mas que continua a ser tão necessário quanto possível. Um dia-a-dia veloz movido pela calma. Onde tudo o que acontece encaixa perfeitamente num espaço definido de liberdade e objectivos concretos que definem quem sou e o que quero ser.

Um espaço de contemplação de fins e metas, de segredos e desejos, de escuta de Palavras que só poderão ser as de Deus. Uma velocidade que não viva da calma e nela encontre a sua razão de ser, ficará como um conjunto de dias monótonos, que não trazem nada de novo. Se não podemos fugir da velocidade, façamos dela uma oportunidade de visitar constantemente novos campos de expansão da nossa bondade pessoal. Esta, na calma de quem sabe estar onde está, porque sabe com Quem está.

António Valério sj

sábado, outubro 15, 2011

Afinal, por que foi preciso cortar salários e pensões?

Num mês, o governo mudou de estratégia e vai adoptar no Orçamento do Estado para 2012 um plano de consolidação orçamental que depende em grande medida de cortes em salários na função pública e nas pensões. O anúncio chegou na quinta-feira, com uma comunicação ao País do primeiro-ministro, que garantiu não ter outra hipótese.

Contudo, ainda há um mês, no documento de estratégia orçamental, esse caminho não era sequer admitido. Afinal o que justifica a necessidade dos novos cortes que, em conjunto, podem valer mais de dois mil milhões de euros?

Do ponto de vista de estratégia há uma alteração central: ao contrário do inscrito no documento de estratégia orçamental, o Governo apostará no OE na minimização de riscos para a execução de 2012. Por exemplo, em vez de previsões de receitas de venda de património e ou de poupança incertas que estava a planear, Vítor Gaspar impôs agora cortes certos nos salários e pensões, uma das variáveis mais eficientes na consolidação orçamental – mais até que o aumento de impostos, especialmente em ano de recessão.

Ao que o Negócios conseguiu apurar, no documento de estratégia orçamental (DEO) o Governo inscreveu previsões de receitas de alienação de património avaliadas em cerca de 300 a 400 milhões de euros, e estimou de poupanças com consumos intermédios e reestruturações na máquina do Estado (institutos, sector empresarial, etc) na ordem dos 1500 milhões de euros.

Ora, de final Agosto para cá o Governo passou a considerar que estes quase dois mil milhões de euros terão de ser garantidos por outra via. Os salários e as pensões foram a solução encontrada. Acresce que, face ao DEO, o Governo diz que foi ainda surpreendido com uma factura com que não contava, conta uma fonte governamental: tratam-se dos juros associados a empréstimos que o Estado assumiu relativos ao BPN e a outras empresas públicas e que, segundo afirmou Pedro Passos Coelho no Parlamento, poderão ascender a 800 milhões de euros. Ao todo são quase três mil milhões de euros que é preciso colmatar.

“É um seguro contra todos os riscos”, explica uma fonte governamental. “Assumiu-se que algumas poupanças e receitas pura e simplesmente seriam impossíveis”, diz outra fonte governamental. “Gaspar está a dizer que afinal não pode confiar nas poupanças do PREMAC (Plano de Redução e Melhoria da Administração Central do Estado)”, garante ainda uma outra fonte, esta da área socialista e pertencente ao anterior executivo.

O Negócios sabe ainda que, nas contas do Ministério das Finanças, está ainda uma degradação mais grave que a assumida até agora na conjuntura económica, o que é um risco adicional à execução orçamental do próximo ano.

Derrapagem este ano está contida

Dada a violência das medidas anunciadas esta semana houve quem considerasse que a derrapagem orçamental anunciada pelo Governo em Julho poderia ser ainda maior que o esperado, forçando assim a consolidação orçamental adicional em 2012. Essa hipótese é contudo excluída pelos especialistas ouvidos pelo Negócios.

Entre os peritos ouvidos, admite-se que o agravar da situação económica explique uma segunda metade deste ano pior que o esperado em termos de receitas fiscais. E também que 2012 seja, ao nível das receitas, um ano muito arriscado para a execução orçamental, dada a degradação da situação económica interna e externa. Mas, ainda assim, ninguém admite desvios significativos para lá dos dois mil milhões de euros estimados pelo Governo e validados pela troika (e já acautelados no DEO).

“Não há nada nos números de execução que indique uma derrapagem orçamental que justifique as medidas anunciadas”, diz Paulo Trigo Pereira, professor do ISEG, especialista em Finanças Públicas, e que tem seguido a execução orçamental mês a mês. Trigo Pereira considera que este é um sinal de má governação: para ele o Governo está a admitir que não conseguirá as poupanças que se comprometeu com a reforma do Estado – “até agora não fizeram nada” – optando pelo caminho mais fácil e cego: os salários e pensões.

“É difícil de perceber o que justifica medidas desta dimensão”, reconhece, por outro lado, Nuno de Sousa Pereira, que já foi director-geral no ministério das Finanças. “É possível que a informação de Setembro tenha dado conta de uma queda muito forte nas receitas fiscais”, admite, vaticinando que 2012 será “dramático” ao nível da receita fiscal. Mesmo assim, não encontra explicação nos dados conhecidos até agora para medidas tão drásticas como as que foram anunciadas.

Ambos os especialistas esperam pelo Orçamento para perceber melhor a estratégia do Governo. É também claro para o conjunto de peritos ouvidos que, para além do agravar da situação económica, 2012 tem ainda outro grande risco orçamental de grande dimensão: problemas adicionais no sector empresarial do Estado

Fonte : Jornal Económico

sexta-feira, outubro 14, 2011

Função Pública sem subsídios de Férias e Natal até 2013




Os funcionários públicos e os pensionistas do Estado vão ficar sem subsídio de férias e de Natal.

Pedro Passos Coelho acabou de anunciar que o pagamento do 13º e do 14º mês vai ficar suspenso durante a vigência do programa de ajustamento, ou seja, até 2013. A medida visa tanto os trabalhadores no activo como os reformados que recebem pensão pela Caixa Geral de Aposentações (CGA) e atinge todos os salários superiores a 1.000 euros mensais.

Quem tiver rendimentos entre o salário mínimo - 485 euros - e os 1.000 euros será alvo de uma taxa progressiva que, na prática, vai corresponder à perda de um subsídio.

No discurso ao País, Pedro Passos Coelho argumentou que a derrapagem orçamental da primeira metade do ano vai obrigar a um "esforço redobrado" para cumprir as metas do défice. Nesse sentido, o Governo decidiu avançar com medidas fortes e estruturais a partir do próximo ano, tais como a de cortar o 13º e 14º meses à Função Pública.


quarta-feira, outubro 12, 2011

Cada hora de TV reduz esperança de vida até 22 minutos

Ver demasiada televisão é tão perigoso como fumar ou ter excesso de peso, um "comportamento sedentário" que deve ser abordado como um "problema de saúde pública". Estas são as conclusões extraídas de um estudo segundo o qual qualquer pessoa que passe seis horas por dia em frente à TV corre o risco de morrer cinco anos mais cedo que indivíduos mais activos.

No decorrer de um estudo publicado no British Journal of Sports Medicine, J Lennert Veerman e os seus colegas analisaram os resultados de um inquérito feito a 11.247 australianos, em 1999 e 2000, sobre quantas horas de televisão viam por dia, e os níveis de mortalidade na Austrália. O grupo de cientistas desenvolveu um modelo que comparou a esperança de vida para adultos que vêem televisão com a daqueles que não se sentam em frente à "caixa mágica". Conclusão: por cada hora passada em frente à TV, a esperança de vida cai 21,8 minutos, o que representa menos 4,8 anos de vida para as pessoas que passam seis horas do seu dia a ver televisão.

"O tempo que se passa a ver TV pode ter consequências para a saúde que rivalizam com as causadas por falta de actividade física, obesidade e tabaco", escreveram os peritos da Universidade de Queensland, Austrália, citados pelo Daily Telegraph, defendendo que se devem recolher mais provas e avançar com alertas de saúde pública que recomendem aos adultos que reduzam o tempo que passam em frente à televisão, à semelhança das campanhas que já existem relativamente às crianças.

segunda-feira, outubro 10, 2011

Instituto do Cancro da Mama - Pedido importante !



O Instituto do Cancro da Mama está com uma importante campanha.
Cabe a nós atendermos sua solicitação e ampará-lo .

Vamos manter o site do cancro da mama? Não custa nada.

O site do cancro da mama está com problemas pois não tem o número de acessos e cliques necessários para alcançar a quota que lhes permite oferecer UMA mamografia gratuita diariamente a mulheres de baixa rendimento.

Demora menos de um segundo ir ao site e clicar na tecla cor-de-rosa que diz 'Campanha da Mamografia Digital Gratuita'.

Não custa nada e é por meio do número diário de pessoas que clicam, que os patrocinadores oferecem a mamografia em troca de publicidade.

Para ires ao site
clica aqui

sábado, outubro 01, 2011

Outubro


O mês de Outubro confirma o que Setembro nos propõe. Aquilo que Setembro já não é - já não é tempo de férias -, mas, também, ainda não parece ser - às vezes, não parece que o trabalho tomou o nosso tempo - convida-nos a entrar em Outubro e a acolher aquilo que nos é proposto no nosso tempo comum.

Com um novo olhar, revemos rostos, revisitamos locais do nosso quotidiano, retomamos conversas. E, principalmente, tomamos consciência daquilo que nos é pedido.

Ao pensar nisto, recordei-me de um artigo, que li há já algum tempo, de Jean-Louis Chrétien. Houve um parágrafo que me tocou particularmente: «Apenas um viajante sem bagagem pode empreender uma viagem livre em direcção ao que verdadeiramente interessa, pois apenas ele, que se sabe pobre, pode ousar pedir e ousar receber e apenas ele, que se sabe fraco, não possuindo força, a inventa e a procura, para a poder dar. Assim, eu não terei que me questionar se serei suficientemente corajoso, suficientemente paciente, suficientemente inteligente para tal tarefa ou para tal acção, mas, apenas, se tal tarefa é necessária e tal acção requerida.»

Uma proposta clara de uma vida de humildade que começa no interior e não nos pede senão que nos conheçamos em verdade. A coragem de assim nos conhecermos torna-nos livres, pois sabemos que não há força, nem virtude, nem talento de que sejamos proprietários e nos quais nos possamos fazer fortes por nós mesmos. «O humilde é aquele que tem confiança de que receberá o suficiente para comer se o caminho que faz é verdadeiramente o seu, em vez de preparar toda a vida provisões para uma viagem que não fará jamais.»

O essejota.net desta quinzena, nas suas secções, convida-nos a aproximarmo-nos dos outros e a prepararmo-nos para acolher as suas limitações e qualidades, em humildade. E confiar, também, no seu acolhimento. E, desta forma, estarmos prontos para percorrer o nosso caminho, aquele que é verdadeiramente nosso, realizando aquilo que nos é pedido, por isso mesmo, porque é necessário e nos é requerido.

Margarida Corsino da Silva

sexta-feira, setembro 30, 2011

Deus de Amor



Oxalá nos tornemos de novo, nestes dias, cientes de quanto Deus nos ama e de como Ele é bom, para colocarmos, com plena confiança, nas suas mãos o nosso próprio ser e tudo o que faz mover o nosso coração e é importante para nós”,

Papa Bento XVI em declarações dirigida aos cidadãos de Friburgo na sua visita no passado fim de semana á Alemanha.

segunda-feira, setembro 26, 2011

Eu ja assinei, assina tu também !


Vamos entregar a petição «Criar e Aprovar o Estatuto do Doente Crónico, tal como a Tabela Nacional de Incapacidade e Funcionalidades da Saúde» (http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N2218), que conta com mais de 10000 subscritores, na próxima terça-feira, dia 27 (amanhã) , às 16h no gabinete da Sua Excelência Vice-Presidente da Assembleia da República, Dra. Teresa Caeiro.

Se ainda não assinou, assine. Ajude-nos a divulgar esta petição que é para TODOS, doentes crónicos e seus familiares. O seu apoio é fundamental. Envie este email aos vossos contactos.

Para assinar esta petição, clica aqui .

No fim do texto da petição encontra um ícon (rectângulo) onde deve clicar para assinar a petição. Vai aceder a um novo ecrã para o preenchimento dos seus dados. O nome completo, email e o nº do Bilhete de Identidade são de preenchimento obrigatório. No fim da página, encontra outro ícon para assinar.

Um doente crónico para ver reconhecida a sua situação tem de solicitar um atestado multiusos. Contudo, porque não existe uma Tabela Nacional de Incapacidade e Funcionalidades da Saúde, a avaliação de incapacidade é calculada de acordo com a Tabela Nacional de Incapacidades. Em Portugal, as juntas médicas, ao atribuírem os diferentes graus de incapacidade, utilizam uma Tabela que se aplica às doenças profissionais e acidentes de trabalho e viação. Esta situação cria muitas injustiças e não salvaguarda os doentes crónicos pois, para as mesmas doenças, podemos ver aplicados critérios diferentes. É esta a razão que nos leva a entregar a petição.

sábado, setembro 24, 2011

À volta do Mundo em 60 segundos

Em apenas um minuto, a Estação Espacial Internacional, mostra-nos o planeta. Dar a volta ao mundo é agora mais rápido e cómodo.

O vídeo é uma compilação de imagens tiradas da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla original).

segunda-feira, setembro 19, 2011

Você emprestaria dinheiro a um país assim?


"Primeiro foi a instituição militar a fazer novas contratações e a aumentar a despesa sem cobertura na lei. Depois foi a contratação de 6500 funcionários para o Estado, também sem cobertura legal. Esta semana soubemos que na Faculdade de Direito se continuam a abrir "concursos de progressão de carreira". Também proibidos por lei. Ontem o Governo anunciou o fecho de 137 organismos do Estado mas disse não saber quantos dos funcionários afectados têm vínculo à função pública! Como? Então o Estado não sabe o que tem em casa?

Estas situações são a confirmação de que existe em Portugal um Estado dentro do Estado: uma organização com vida própria, que não acata as decisões de quem foi eleito para tomar decisões. Assim percebe-se porque sobe continuamente a despesa pública. Assim percebem-se as derrapagens financeiras das regiões autónomas, o sobreendividamento das autarquias, os investimentos desenhados para modernizar o país mas que servem apenas os interesses dos "lobbies"...

Era a isto que se referia Vítor Gaspar quando dizia que a reforma do Estado passa pela alteração da sua forma de funcionamento? Esperemos que sim. Porque nenhum país se pode reger desta maneira: sem informação estatística fiável (experimente perguntar a Paulo Macedo ou a Nuno Crato se têm informação credível sobre o universo dos seus ministérios…) e com um exército de decisores que faz o que quer e o que lhe apetece. Pisando a lei.

Em qualquer país sério coisas destas seriam sancionadas com processos judiciais. E, provavelmente, com cadeia. Em Portugal damo-nos ao luxo de assistir a este terceiro mundismo sem que alguém seja responsabilizado. Caro leitor, você emprestaria dinheiro a um país assim?"

(Camilo Lourenço)

sábado, setembro 17, 2011

Imaginação



É fantástico como podemos pegar na monotonia do nosso dia-a-dia, dar largas à imaginação e transformar a nossa rotina num sonho extraordinário!

Não será assim também que nascem as grandes obras de ficção?

Rita Casqueiro

quarta-feira, setembro 14, 2011

Mais de metade dos jovens portugueses valorizam a leitura


Há mais jovens a considerar que a leitura é importante para a sua vida pessoal. Em 2007, entre os que tinham 15 a 24 anos, 30,6% consideraram-na "muito importante". Em Março passado, neste grupo etário, já eram 52,4% os que afirmaram o mesmo. Este aumento de 22 pontos percentuais regista-se entre o primeiro e o quinto ano de vigência do Plano Nacional de Leitura (PNL), frisa-se no relatório de avaliação externa daquele programa, que será hoje apresentado em Lisboa.

Os resultados do último Barómetro de Opinião Pública PNL, com um inquérito desenvolvido em Março passado junto de uma amostra de 1257 indivíduos, mostram que é no grupo dos 15 aos 24 anos que se registou um maior aumento entre aqueles que consideram a leitura "muito importante" para a sua vida pessoal. A avaliação externa do plano é feita por uma equipa do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, coordenada por António Firmino da Costa. O primeiro estudo de avaliação foi divulgado em 2008.

Jornal Público

domingo, setembro 11, 2011

11.09 - Dez anos depois....



10 anos depois dos atentados terroristas aos Estados Unidos aqui fica a minha homenagem as vitimas e seus familiares.

quarta-feira, setembro 07, 2011

Bispo do Porto critica Igreja velha e distante da realidade


D. Manuel Clemente defende uso de uma linguagem menos fechada e recuperação da doutrina social da Igreja.

Numa conferência em Fátima, o bispo do Porto socorreu-se do trabalho feito nas dioceses e paróquias portuguesas para elencar 19 "sombras" e vinte "luzes de esperança" da Igreja Católica em Portugal.

D. Manuel Clemente salienta a necessidade de recuperar a doutrina social, fala numa igreja envelhecida, em rituais litúrgicos distantes da vida e "homilias extensas e tristes", mas destaca o esforço feito na promoção do diálogo ecuménico e inter-religioso e reconhece o "papel importante da mulher" na Igreja. O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa e o bispo de Viseu dizem que isto não é uma abertura ao fim do celibato nem à ordenação das mulheres.

Noticia : DN

domingo, setembro 04, 2011

'Bíblia Comigo' no telemóvel, computador ou tablet


A Bíblia vai ficar mais próxima dos fiéis graças a um projeto que está a ser desenvolvido pelos Franciscanos Capuchinhos para permitir aceder gratuitamente ao texto sagrado em qualquer lugar, através de telemóvel, computador ou tablet.

O responsável pelo projeto "Bíblia Comigo", frei Hermano Filipe, dos Franciscanos Capuchinhos, está satisfeito com os resultados conseguidos nas últimas semanas em que decorreu uma fase de teste.

Hermano Filipe garantiu que, para já, a iniciativa tem "superado as expetativas", dando o exemplo de um jovem de Barcelos, com cerca de 18 anos, que participou nas Jornadas Mundiais da Juventude.

"Logo que chegou a Portugal, telefonou-me a agradecer pela 'Bíblia Comigo' porque tinha ficado de levar a edição em papel para a oração de grupo e esqueceu-se, lembrando-se depois que tinha a Bíblia no telemóvel e, portanto, fizeram a oração de grupo a partir do telemóvel", explicou.

Sem que existam números concretos sobre as pessoas que já aderiram ao 'Bíblia Comigo', o frei Hermano Filipe acredita que será extremamente útil para todos, mas essencialmente para seminaristas e para uso na catequese, por catequistas e catequizandos.

"O 'Bíblia Comigo' é quase um prolongamento do trabalho que nós, os Franciscanos Capuchinhos, temos feito e desenvolvido em Portugal já desde a época de 1950, antes do concilio do Vaticano II", sublinhou.

Na altura os Franciscanos Capuchinhos foram responsáveis pela publicação de edições do Novo Testamento e de outros estudos bíblicos em edições económicas e em português, "o que era uma novidade na altura porque era tudo em latim".

"É assim de uma forma mais ou menos natural que surge o 'Bíblia Comigo', procurando ir ao encontro das pessoas e usando aqueles meios que a pessoas usam", referiu.

No site www.bibliacomigo.com podem ser encontrados para 'download' gratuito todos os programas disponíveis para telemóvel (nos sistemas Java -- que funciona em 80 por cento dos aparelhos disponíveis no mercado -, Iphone, Ipod e Android) e para computador (nos sistemas Windows, Linux e Mac).

No caso dos programas disponíveis para Iphone, Ipod e Android ainda só está disponível o Novo Testamento.

"Entretanto, continuamos a desenvolver o mesmo módulo da bíblia, mas vamos incluir imagens bíblicas, introduções e notas de rodapé, que ajudam as pessoas a entender alguns textos da bíblia por vezes um bocadinho mais difíceis", revelou Hermano Filipe.

Grande parte do projeto 'Bíblia Comigo', que disponibiliza o texto sagrado numa edição da Difusora Bíblica, foi realizado em Timor-Leste, onde frei Hermano Filipe é missionário.

"Lá trabalho 'offline' e depois, uma vez por semana, vou à capital, a Díli, onde há internet, para fazer 'update' quer dos nossos websites quer deste tipo de projetos", concluiu.


quarta-feira, agosto 31, 2011

O Google comemora o 110º aniversário da Inauguração da primeira linha de carros eléctricos entre Cais do Sodré e Algés, em Lisboa.



Quem entrar hoje na página do Google Portugal pode ver as letras do nome da empresa entrar para um destes transportes.

Quem entrar no motor de pesquisa em Portugal vê as letras Google a entrar num tradicional eléctrico amarelo de Lisboa.

Como em outras efemérides, assinaladas pela empresa, se clicar na imagem, o motor de busca reencaminha-o para informação adicional sobre o eléctrico.

quinta-feira, agosto 25, 2011

Telemóveis poderão ser carregados pelo andar

Pesquisadores norte-americanos descobriram uma forma de transformar o movimento humano em electricidade, que pode ser utilizada para carregar vários aparelhos electrónicos, como smartphones, leitores de MP3 e computadores. Uma simples caminhada pode, em breve, ser suficiente para alimentar a bateria de um telemóvel.

Telemóveis poderão ser carregados pelo andar
O telemóvel poderá ser carregado ao camin

O mecanismo consiste em colocar um dispositivo, uma espécie de palmilha, dentro do calçado, que servirá para captar a energia de pequenas gotículas líquidas e convertê-la em correntes eléctricas.

O método baseia-se na energia cinética que já é utilizada para carregar aparelhos com doses menores de energia, como relógios e sensores.

O estudo foi realizado pela Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, e será publicado na revista especializada "Nature Communications".

''De uma forma geral, os humanos são máquinas muito poderosas de produção de energia", afirmou Tom Krupenkin, professor do Departamento de Energia Mecânica da universidade, citado pela BBC.

Segundo Krupenkin, ''ao correr, uma pessoa pode produzir até um quilowatt de energia", quantidade suficiente para carregar um telemóvel comum.

sábado, agosto 20, 2011

Lisboa no ranking das 10 cidades mais bonitas do Mundo


Lisboa foi considerada pelo guia de viagens online www.ucityguides.com como uma das 10 cidades mais bonitas do mundo. A calçada portuguesa, as fachadas e os tons da capital foram as características mais apreciadas.

Lisboa tem “uma atmosfera singular, difícil de encontrar noutras cidades” segundo a descrição do guia. “Estando num local tão espantoso, não admira que muitos dos maiores exploradores do mundo se interrogassem sobre que outras belezas estariam para lá do horizonte quando daqui partiram no século XV”, acrescenta o ucityguides.com.

Lisboa é uma das 10 cidades mais belas do mundo juntamente com Veneza, Paris, Praga, Rio de Janeiro, Amesterdão, Florença, Roma, Budapeste, Bruges.


terça-feira, agosto 16, 2011

Jornadas Mundiais da Juventude

Começa hoje as Jornadas Mundiais da Juventude, com a presença do Papa Bento XVI.

Para acompanhares todas as iniciativas clica aqui : http://www.madrid11.com/pt


domingo, agosto 14, 2011

O que é a JMJ? - responde Bento XVI


Qual é portanto a natureza do que acontece numa Jornada Mundial da Juventude? Que forças que agem nela?

Análises em voga tendem a considerar estas jornadas como uma espécie de festival rock em estilo eclesial com o Papa como estrela.

Há também vozes católicas que avaliam tudo como um grande espectáculo, até bonito, mas de pouco significado para a questão sobre a fé e sobre a presença do Evangelho no nosso tempo.

Seriam momentos de caloroso êxtase, mas que afinal de contas deixariam tudo como dantes, sem influenciar de modo mais profundo a vida.

Porém, dessa maneira a peculiaridade daquelas jornadas e o carácter particular da sua alegria, da sua força criadora de comunhão, fica sem explicação alguma.

O Papa não é a estrela que concenttra tudo à volta de si.
Ele é total e unicamente Vigário. Remete para o Outro que está no nosso meio.

A Liturgia solene é o centro do conjunto, porque nela acontece o que nós não podemos realizar e de que, contudo, estamos sempre à espera. Ele está presente. Ele vem para o meio de nós. O céu rasga-se e a terra fica cheia de luz.

É isto que torna feliz e aberta a vida e une uns aos outros numa alegria que não é comparável com o êxtase de um festival rock.

Nietzsche certa vez disse: "A habilidade não consiste em organizar uma festa,
mas em encontrar as pessoas capazes de sentir alegria nela"
.

Segundo a Escritura, a alegria é fruto do Espírito Santo.


sexta-feira, agosto 12, 2011

Identidade e Multiculturalismo

Ainda não refeitos do choque provocado pelo assassinato perpetrado pelo norueguês Anders Breivik, é natural que nos interroguemos sobre até onde pode ir a defesa exacerbada da identidade. Descontando o que possa situar-se no domínio da patologia, parece ser essa defesa exacerbada a inspirar o ideário desde há bastante tempo por ele difundido. “Ideologia da identidade” – foi assim que Massimo Introvigne qualificou tal ideário, de forma mais correcta do que a de “fundamentalismo cristão”, tão distante está da mensagem de amor universal do cristianismo. A etiqueta “cristã” poderá ser instrumentalizada, neste como noutros casos, como simples factor de identidade e diferenciação no confronto com o outro (é essa como poderia ser qualquer outra), sem qualquer conexão com a fé e a doutrina cristãs (por isso, Anders Breivik até falava em “cristãos ateus e agnósticos”).

Mas será que a identidade, em particular a da cultura europeia, se há-de necessariamente afirmar pela negação do “outro” e do “diferente”, da sua dignidade e do seu valor?

Também virá a propósito relembrar as polémicas suscitadas pelos discursos de Ângela Merkel e David Cameron a respeito do falhanço do multiculturalismo, enquanto coexistência e tolerância passiva das diversidades culturais das comunidades imigrantes na Europa (em especial as muçulmanas), mantidas no seu isolamento e sem a preocupação de adesão a valores culturais comuns das sociedades que as acolhem. Ângela Merkel ligou tais valores à herança judaico-cristã. David Cameron, por seu turno, falou num «liberalismo musculado muito mais activo», no «reforço dos valores da igualdade e da lei» e numa «visão de sociedade» de que estes imigrantes «queiram fazer parte».

Os representantes dessas comunidades muçulmanas não reagiram nada bem a estes discursos. Temem que a eles esteja subjacente a mesma reacção de rejeição e hostilidade que conduziu ao sucesso eleitoral de partidos extremistas anti-islâmicos na Holanda e nos países nórdicos, países que até aqui também apostaram no modelo multiculturalista, contra o qual se insurgia, de forma extrema, Anders Breivik.

A coesão social da Europa só terá a ganhar com uma mais sólida integração dos seus imigrantes, incluindo os de religião muçulmana. Mas será insensato pensar que essa integração há-de dar-se só com a condição de essas comunidades sacrificarem as suas riquezas culturais e religiosas, como se os muçulmanos tivessem de deixar de o ser para serem plenamente europeus. Só o diálogo entre uma e outra das culturas em presença permitirá uma autêntica integração. Para tal, há que valorizar os expoentes da cultura muçulmana (que também os há) que procuram conciliar o Islão com os valores de liberdade e igualdade próprios das sociedades europeias.

E, para que esse diálogo seja fecundo, também importa que da parte das sociedades europeias haja uma valorização da sua própria identidade. Para que nos imigrantes muçulmanos cresça o sentimento de pertença às sociedades europeias (para que eles destas «queiram fazer parte»), certamente que, antes de mais, tem de ser sólido o próprio sentimento de pertença dos europeus a essas sociedades. E, para que este sentimento de pertença possa atrair mais do que o que é proporcionado pelos grupos fundamentalistas, será necessário que os imigrantes muçulmanos não se deparem com sociedades pobres de valores éticos e espirituais (é também esta pobreza que delas faz um terreno de conquista desses grupos).

A identidade das pessoas e dos povos não deve afirmar-se contra o outro (como faz a “ideologia da identidade” de Anders Breivik), mas através da adesão coerente a valores éticos que dão sentido à convivência humana. As pessoas e os povos não se realizam contra o outro, mas quando doam o melhor de si mesmos. Uma Europa consciente das suas raízes cristãs (em que imperem os valores liberais, mas não só), que veja nessas raízes muito mais do que a memória de tradições ancestrais ou a preservação de sinais externos, que seja, pois, coerente com a autenticidade dos valores cristãos, há-de saber acolher os imigrantes muçulmanos, com eles dialogar e identificar valores éticos e espirituais comuns.

Pedro Vaz Patto


terça-feira, agosto 02, 2011

Quem nos rouba o tempo ?



O filósofo Blaise Pascal dizia que toda a infelicidade humana provém de uma única coisa: não sabermos estar quietos num lugar. Mas não foi apenas a quietude a tornar-se hoje em dia uma virtude fora de moda. Nós próprios nos tornámos uma espécie de “doentes de tempo”. Parece que temos de viver sete vidas num dia só, ofegantes, ansiosos, desencontrados e meio insones. Um desenvolvimento sereno do tempo não nos basta. Desde os horários dilatados de trabalho às solicitações para uma comunicação praticamente ininterrupta, entramos num ciclo sôfrego de atenção, atividade e consumo. «Despacha-te, despacha-te» é o comando de uma voz que nos aprisiona e cujo rosto não vemos. «Despacha-te para quê?». Talvez, se tivéssemos de explicar as razões profundas dos nossos tráficos em vertigem, nem saberíamos dizer. E também disso, desse vazio de respostas, preferimos fugir.

Quem nos rouba o tempo? Um investigador social americano, Alec Mackenzie, divertiu-se a construir uma lista de “ladrões de tempo” e chegou à conclusão que os mais perigosos são aqueles interiores, os que nós próprios incorporamos. É claro que há uma quantidade impressionante de “ladrões exteriores”: o modo leviano como nos interrompemos uns aos outros com trivialidades; os telefonemas que chovem e se prolongam por coisa nenhuma; os compromissos e obrigações sociais de mero artificialismo; as reuniões sem uma agenda preparada em vista de objetivos… Mas os “ladrões” mais devastadores são os que atuam por dentro quando, por exemplo, as nossas próprias prioridades aparecem confusas e flutuantes; quando somos incapazes de traçar um plano diário ou mensal e ser fiel a ele; quando as responsabilidades estão mal repartidas e se resiste a delegar; quando não conseguimos dizer um não, com simplicidade; quando nos deixamos envolver numa avalanche de ativismo e desordem ou nos acomete o problema contrário: um perfecionismo idealizado que nos deixa paralisados.

A conquista de um ritmo humano para a vida não acontece de repente, nem avança com receitas de quatro tostões. Também aqui estamos perante um caminho de transformação que cada um tem de fazer e nos pede verdade, aprendizagem e renúncia. A primeira renúncia é àquela da obsessão pela omnipotência. Temos de ter a coragem de perceber e aceitar os limites, pedir ajuda mais vezes, e dizer “basta por hoje” sem o sentimento de culpa a martelar. A insegurança provocada pela velocidade a que tudo se dá, leva-nos a ter medo de apagar a luz ou de arrumar os papéis para continuar amanhã. Precisamos, por outro lado, aprender a planificar com sabedoria o dia a dia, hierarquizando as atividades, e concentrando melhor a nossa entrega. Precisamos aprender a racionalizar e a simplificar, sobretudo as tarefas que se podem prever ou se repetem. E ganhar assim tempo para redescobrir aqueles prazeres simples que só a lentidão nos faz aceder. São tão belos certos instantes de recolhimento e de pausa em que o nosso olhar ou o nosso passo se deslocam sem ser por nada, numa gratuidade que apenas cintila, reacendida.

José Tolentino Mendonça

sábado, julho 30, 2011

Cinema : Super 8





Chega finalmente ás salas portuguesas, o filme super 8 uma aventura juvenil de J.J. Abrams (realizador) e Steven Spielberg (produtor) que redescobre um modelo deentertainment que se interessa pelas emoções e desejos dos seus jovens heróis.

Super 8 , é um trabalho a fazer lembrar os filmes da década de 80 e o seu argumento conta a história de um rapaz chamado Joe, que tem um grupo de amigos que gosta fazer pequenos filmes, filmados numa camara super 8. Após convidarem Alice Dainard, uma adolescente, para fazer parte do novo filme deles, eles testemunham o descarrilamento de um comboio numa estação, e desde essa altura, tudo muda na cidade onde vivem.

Com a presença de um extraterreste, este filme de 112 minutos e um bom entretimento para ver numa sala de cinema com um pacote de pipocas.

quarta-feira, julho 27, 2011

A MAIOR LAVANDARIA DE DINHEIRO DO MUNDO AMEAÇA FALIR

A Suíça estremece.
Zurique alarma-se.
Os belos bancos, elegantes, silenciosos de Basileia e Berna estão ofegantes.
Poderia dizer-se que eles estão assistindo na penumbra a uma morte ou estão velando um moribundo.
Esse moribundo, que talvez acabe mesmo morrendo, é o segredo bancário suíço.
O ataque veio dos Estados Unidos, em acordo com o presidente Obama.
O primeiro tiro de advertência foi dado na quarta-feira.
A UBS - União de Bancos Suíços, gigantesca instituição bancária suíça viu-se obrigada a fornecer os nomes de 250 clientes americanos por ela ajudados para defraudar o fisco.
O banco protestou, mas os americanos ameaçaram retirar a sua licença nos Estados Unidos.
Os suíços, então, passaram os nomes.
E a vida bancária foi retomada tranquilamente.
Mas, no fim da semana, o ataque foi retomado.
Desta vez os americanos golpearam forte, exigindo que a UBS forneça o nome dos seus 52.000 clientes titulares de contas ilegais!
O banco protestou.
A Suíça está temerosa.
O partido de extrema-direita, UDC (União Democrática do Centro), que detém um terço das cadeiras no Parlamento Federal, propõe que o segredo bancário seja inscrito e ancorado pela Constituição federal.
Mas como resistir?
A União de Bancos Suíços não pode perder sua licença nos EUA, pois é nesse país que aufere um terço dos seus benefícios.
Um dos pilares da Suíça está sendo sacudido.
O segredo bancário suíço não é coisa recente.
Esse dogma foi proclamado por uma lei de 1934, embora já existisse desde 1714.
No início do século 19, o escritor francês Chateaubriand escreveu que neutros nas grandes revoluções nos Estados que os rodeavam, os suíços enriqueceram à custa da desgraça alheia e fundaram os bancos em cima das calamidades humanas.
Acabar com o segredo bancário será uma catástrofe económica.
Para Hans Rudolf Merz, presidente da Confederação Helvética, uma falência da União de Bancos Suíços custaria 300 biliões de francos suíços ou 201 milhões de dólares.
E não se trata apenas do UBS.
Toda a rede bancária do país funciona da mesma maneira.
O historiador suíço Jean Ziegler, que há mais de 30 anos denuncia a imoralidade helvética, estima que os banqueiros do país, amparados no segredo bancário, fazem frutificar três triliões de dólares de fortunas privadas estrangeiras, sendo que os activos estrangeiros chamados institucionais, como os fundos de pensão, são nitidamente minoritários.
Ziegler acrescenta ainda que se calcula em 27% a parte da Suíça no conjunto dos mercados financeiros offshore" do mundo, bem à frente de Luxemburgo, Caribe ou o extremo Oriente.
Na Suíça, um pequeno país de 8 milhões de habitantes, 107 mil pessoas trabalham em bancos.
O manejo do dinheiro na Suíça, diz Ziegler, reveste-se de um carácter sacramental.
Guardar, recolher, contar, especular e ocultar o dinheiro, são todos actos que se revestem de uma majestade ontológica, que nenhuma palavra deve macular e realizam-se em silêncio e recolhimento...
Onde param as fortunas recolhidas pela Alemanha Nazi?
Onde estão as fortunas colossais de ditadores como Mobutu do Zaire, Eduardo dos Santos de Angola, dos Barões da droga Colombiana, Papa-Doc do Haiti, de Mugabe do Zimbabwe e da Máfia Russa?
Quantos actuais e ex-governantes, presidentes, ministros, reis e outros instalados no poder, até em cargos mais discretos como Presidentes de Municípios têm chorudas contas na Suíça?
Quantas ficam eternamente esquecidas na Suíça, congeladas, e quando os titulares das contas morrem ou caem da cadeira do poder, estas tornam-se impossíveis de alcançar pelos legítimos herdeiros ou pelos países que indevidamente espoliaram?
Porquê após a morte de Mobutu, os seus filhos nunca conseguiram entrar na Suíça?
Tudo lá ficou para sempre e em segredo...
Agora surge um outro perigo, depois do duro golpe dos americanos.
Na mini cúpula europeia que se realizou em Berlim, (em preparação ao encontro do G-20 em Londres), França, Alemanha e Inglaterra (o que foi inesperado) chegaram a um acordo no sentido de sancionar os paraísos fiscais.
"Precisamos de uma lista daqueles que recusam a cooperação internacional", vociferou a chanceler Angela Merkel.
No domingo, o encarregado do departamento do Tesouro britânico Alistair Darling, apelou aos suíços para se ajustarem às leis fiscais e bancárias europeias.
Vale observar, contudo, que a Suíça não foi convidada para participar do G-20 de Londres, quando serão debatidas as sanções a serem adoptadas contra os paraísos fiscais.
Há muito tempo se deseja o fim do segredo bancário. Mas até agora, em razão da prosperidade económica mundial, todas as tentativas eram abortadas.
Hoje, estamos em crise.
Viva a crise!!!
Barack Obama, quando era senador, denunciou com perseverança a imoralidade desses remansos de paz para o dinheiro corrompido.
Hoje ele é presidente.
É preciso acrescentar que os Estados Unidos têm muitos defeitos, mas a fraude fiscal sempre foi considerada um dos crimes mais graves no país.
Nos anos 30, os americanos conseguiram caçar Al Capone.
Sob que pretexto?
Fraude fiscal!!!

Para muito em breve, a queda do império financeiro suíço!»

domingo, julho 17, 2011

A mesma história contada pela diferença

Splitscreen: A Love Story from JW Griffiths on Vimeo.



Uma história contada por dois olhares. Contada por distintos e minuciosos olhares que revelam e transformam uma realidade desejosa de sentido. Pelo caminho procuram registar e observar etapas, relações, pessoas e acontecimentos que atravessaram a sensibilidade da retina. Porém, este percurso fotográfico será certamente visitado pelo fascínio de uma uniformidade que nos quer como sujeitos-metades portadores de um olhar fotocopiado, igual e simetricamente correto. E este género de história – que até pode ser a do amor – bate certo, mas a coisa continua a dar para o torto. De facto, já não suportamos o uniforme e desejamos vestirmo-nos de uma nova unidade que narrando uma única história, oferecerá descrições cheias de diferença e de originalidade.

Nuno Branco
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sexta-feira, julho 15, 2011

Lançado às férias

Tenho por mim que todos nós ansiamos pelas férias. Não o escrevo isto com um tom azedo de quem acha este desejo ser uma fraqueza humana, mas com o tom expectante de homem fraco que deseja férias! É bom sonhar com aquele tempo onde não nos podemos preocupar com nada e ficamos nervosos só de ouvir a palavra prazo. É sempre um tempo onde vemos sol, calor e tudo feito com muita calma. Alguns ficam por cá, outros, mais sortudos, vão viajar. Para estes sugerimos o Museu de Arte Moderna em São Paulo. Sempre se junta o útil ao agradável…

A expressão tempo de férias encerra já em si uma realidade difícil de aceitar. Pois se as férias são nossas, o tempo já não. Por mais que se planeie, por mais que se deseje, por mais que se sonhe, as nossas férias não são a greve da vida. Creio que é para isto que a Reflexão nos alerta: o descanso para a liberdade, a liberdade para a disponibilidade.
No seguimento disto, não posso fechar o editorial sem escrever o nome de Maria José Nogueira Pinto. Paradoxo dos paradoxos, é quando se prepara para descansar, para desligar das preocupações, que a vida a põe defronte da besta. E MJNP responde “Esperando o pior, mas confiando no melhor. Seja qual for o desfecho, o Senhor é meu pastor, nada me faltará”

Manuel Vilhena
15.07.2011

quinta-feira, junho 30, 2011

Governo anuncia imposto extra equivalente a 50% do subsídio de Natal

Passos Coelho anunciou hoje a criação de uma taxa especial sobre o IRS a ser aplicada só em 2011 para acelerar a descida do défice.

"O Governo está a preparar a adopção, com carácter extraordinário, de uma Contribuição Especial para o Ajustamento Orçamental que incidirá sobre todos os rendimentos que estão sujeitos a englobamento no IRS, respeitando o princípio da universalidade, isto é, abrangendo todos os tipos de rendimento. Esta medida cujo detalhe técnico está ainda a ser ultimado será apresentada nas próximas duas semanas. Mas posso adiantar que a intenção é que o peso desta medida fiscal temporária seja equivalente a 50% do subsídio de Natal acima do salário mínimo nacional", anunciou Passos Coelho. A medida vigorará apenas em 2011 e será explicada em detalhe nas próximas duas semanas.

Na primeira intervenção enquanto primeiro-ministro no Parlamento, Passos Coelho disse que com os números do INE ontem divulgados - que mostraram um défice das administrações públicas de 7,7% -, "ficámos a saber que, preparados para todos os cenários, é com o mais indesejado e exigente que teremos de trabalhar".

Nesse sentido, o chefe do Governo anunciou que "anteciparemos já para este terceiro trimestre medidas estruturais" previstas no acordo da ‘troika', entre as quais o programa de privatizações.

No entanto, "o Estado das contas públicas força-me a pedir mais sacrifícios aos portugueses", continuou Passos, justificando o anúncio de medidas austeridade adicionais para não submeter "o País a quaisquer riscos" em termos de cumprimento do acordo com a ‘troika', que prevê um défice de 5,9% do PIB este ano.

Chamar a concertação social

O primeiro-ministro também prometeu hoje levar a sede de concertação social todas as medidas estruturantes da economia.

"É indispensável para podermos cumprir [o programa do Governo] reunir apoio social", reconheceu Passos Coelho, garantindo, por isso, que o Governo não deixará de "sujeitar à concertação social todas as matérias relevantes com implicações estruturantes" para a economia.

"O governo não faz as reformas. O governo lidera as reformas", admitiu o primeiro-ministro, defendendo que "a mudança será concretizada se envolvermos as forças sociais".

Na sequência das reuniões preliminares com o ministro da Economia, Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP, já classificou algumas das medidas que estão na calha para o mercado de trabalho como "disparates".


sábado, junho 25, 2011

"Está na hora de Passos Coelho cumprir a promessa”



Depois de Pedro Passos Coelho ter prometido em campanha eleitoral que estaria disposto a rever a lei do aborto e a realizar um novo referendo, se houvesse disposição da população para tal, o líder dos Socialistas Católicos do PS espera agora que a promessa seja cumprida. Em declarações exclusivas ao AUDIÊNCIA, Cláudio Anaia garante que já existem movimentos a preparar acções de sensibilização e de recolha de assinaturas para que o futuro primeiro-ministro português não se esqueça do prometido.

Cláudio Anaia, anunciou em primeira mão ao AUDIÊNCIA que existem já movimentos interessados em sensibilizar a população e recolher assinaturas para lembrar ao futuro primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, que as promessas têm de ser cumpridas. Em causa estão as declarações do líder social-democrata durante a campanha eleitoral para as eleições legislativas, onde Passos Coelho prometeu rever a questão do aborto e realizar um novo referendo se houvesse disposição por parte da população.

“Achamos que está na hora de Pedro Passos Coelho cumprir a promessa. Exigimos que, em consonância com a promessa que fez, traga este assunto para a discussão política e pública”, refere o líder dos Socialistas Católicos, grupo formado em 1997 e que irá também fazer parte deste movimento. “Nós, Socialistas Católicos, concordamos com essa postura e achamos que é fundamental mexer na lei por vários motivos. Não só pela questão moral, porque para nós o aborto é sempre a morte de um inocente, mas também pela questão da justiça social”, explica.

Cláudio Anaia adianta que, segundo dados da Federação Portuguesa pela Vida, três anos depois da legalização do aborto em Portugal, já se gastaram 100 milhões de euros, algo que o líder não compreende. “Num país que está em crise, onde se corta abonos de famílias, onde a taxa de natalidade está cada vez mais em queda, achamos que é fundamental a lei ser modificada”, declara.

Também o facto de a legalização do aborto ter criado um negócio de milhões, com os hospitais públicos a não terem capacidade de resposta e a “chutarem” as mulheres para os hospitais privados, é algo que incomoda os Socialistas Católicos, que referem ainda o facto de estas mulheres serem tratadas de forma diferente dos restantes pacientes.

“Que país é este onde uma mulher que queira abortar vai a um hospital público, não paga taxas moderadoras, passa à frente de toda a gente, tem um subsídio dito de maternidade, que é pago a 100 por cento - quando os subsídios por baixa não passam dos 75 por cento – e ainda tem direito a 20 ou 30 dias de descanso?”, questiona o líder.

Cláudio Anaia está convencido de que, caso os movimentos avancem, conseguirão obter milhares de assinaturas para voltar a realizar um referendo sobre o assunto, da mesma forma que acredita que Passos Coelho cumprirá a promessa. “Eu sei que a classe política está descredibilizada, e não conheço Pedro Passos Coelho intimamente para saber se vai cumprir o que prometeu ou não, mas acho que está na hora de sermos coerentes”.

Nova liderança no partido pode trazer melhoria nas relações

Apoiante assumido de António José Seguro para próximo Secretário-Geral do PS, o líder dos Socialistas Católicos espera vir a ter uma relação diferente da que tinha com José Sócrates, mais à semelhança da que mantinha com António Guterres, também ele Socialista Católico.

in JORNAL AUDIÊNCIA (on line) - 23 Junho 2011

domingo, maio 15, 2011

Portugal é o 21º país com melhor qualidade de vida


Portugal está entre os 21 países com melhor qualidade de vida, segundo dados revelados pela revista International Living, que analisou 194 países.
Custo de vida, cultura e lazer, economia, ambiente, liberdade, saúde, infra-estruturas, segurança e risco e clima são os nove itens analisados.

A França ocupa, pelo quinto ano consecutivo, o primeiro lugar na lista dos países do mundo com melhor qualidade de vida.

O Uruguai ocupa a 19ª posição no ranking, sendo o país sul-americano mais bem situado, apesar de ter descido seis posições desde 2009.
Os Estados Unidos, por outro lado, caíram da terceira para a sétima posição.
A Somália surge em último lugar. Os últimos lugares do ranking são ocupados por países africanos.

A lista completa, clica aqui

quarta-feira, maio 04, 2011

Roda gigante realmente gigante



Vejam a Singapor Flyer, talvez a maior roda gigante do mundo, da qual você consegue ter uma vista panorâmica de Singapura, Malásia e Indonésia!!!

domingo, maio 01, 2011

Site da Canção Nova


Para quem quiser acompanhar todas as novidades da comunidade Canção Nova em Portugal (TV, rádio e outros) vai a :

www.cancaonova.pt

domingo, abril 17, 2011

1deMaio.LUZ



1 deMaio.LUZ

Um desafio, uma escolha, a resposta

Jovens para um Mundo Unido
Cidadela Arco-íris – Alenquer
11.00h – 17.30h

www.focolares.org.pt

quarta-feira, abril 13, 2011

O violinista mais rápido do mundo !!



The fastest violinist is David Garrett (Germany) who played "Flight of the Bumblebee" in 1 min 5.26 sec on the set of Guinness World Records: Die GroBten Weltrekorde in Germany, on 20 December 2008.

domingo, abril 10, 2011

O fim último da vida...‏



'Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê.

Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.

Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.

Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos.

A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima. Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!'

João Pereira Coutinho, Jornalista

quinta-feira, abril 07, 2011

Manobras incríveis na bicicleta!



Todos os dias vemos alguém fazendo manobras em bicicletas. Pois bem, as manobras deste vídeo, feitas por Danny MacAskill, são absolutamente incríveis!

São 5m30s de cenas fantásticas na bike. Boa diversão!

segunda-feira, abril 04, 2011

Convite Especial‏




É com grande alegria que estamos a dirigir-te este Convite:

Um convite a aumentar o nível de saúde e alegria,
a potenciar as respostas vitais pessoais
e a buscar o equilíbrio orgânico e existencial.
A reduzir os níveis de stresse
e os factores de desorganização pessoal e familiar.
A redescobrir o prazer de viver e conviver
a partir dos gestos que são naturais ao ser humano.
A exprimir a própria identidade
através da criatividade existencial no quotidiano.
A redescobrir o prazer dos movimentos simples e espontâneos,
feitos dança porque envolvidos de músicas.
A celebrar a superabundância da Vida.
A desenvolver todas as potencialidades humanas
a partir de cada um de nós.

Aceitas o Convite?
Vem conhecer o nosso

Grupo de Biodanza®
na Rua Carlos José Barreiros, 19 1000-032 LISBOA

Contactos :

Telefone: 912 588 055 (Cláudia Farinha)
Email: horacio@tornarsepessoa.com

http://biodanzaemportugues.wordpress.com

sexta-feira, abril 01, 2011

Há mulheres que já fizeram 10 abortos



Duzentos e cinquenta e uma mulheres já fizeram três ou mais abortos, revela um relatório da Direcção-Geral da Saúde (DGS), que identifica quatro mulheres que já abortaram mais de dez vezes.

Segundo o relatório, o total de abortos em 2010, independentemente dos motivos, foi de 19 436. Desses, 97 por cento (18 911) foram realizados a pedido da mulher.

Duarte Vilar, da Associação Portuguesa de Planeamento Familiar, afirmou ao CM que "a repetição dos abortos aconteceu de forma clandestina". Nessas circunstâncias, diz, "não há técnicos a encaminhar as mulheres para as unidades de consultas de planeamento familiar". Segundo o sociólogo, 13% das mulheres não usam contraceptivo e "importa perceber porquê e porque repetem os abortos". A associação está a ultimar um estudo, a divulgar dentro de dois meses, sobre "o problema das repetições de aborto".

Já o obstetra e coordenador do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, Miguel Oliveira Silva, defende que as mulheres que abortam nos hospitais públicos e faltam à posterior consulta de planeamento deveriam pagar a intervenção.

"Não devemos pagar com os nossos impostos um segundo aborto a uma pessoa que, irresponsavelmente após o primeiro, falta à consulta", disse.

Lisa Vicente, da DGS, considera "fundamental que o Estado proporcione consultas de planeamento e contraceptivos gratuitos".

MAIS DE 100 ADOLESCENTES ABORTARAM

A maioria dos abortos foram feitos por mulheres entre os 20 e os 34 anos. Porém, foram realizadas 101 interrupções por raparigas com menos de 15 anos. Dos 15 aos 19 anos abortaram 2214 jovens, revela o relatório da Direcção-Geral da Saúde. Quase 40 por cento das mulheres (7494) que abortaram em 2010 não tinham filhos, 5492 tinham um, 4321 dois e 1176 três filhos. A maioria das interrupções foi feita nos hospitais públicos (12 946). O método cirúrgico com anestesia geral foi o mais escolhido no sector privado (5651 das 6061 interrupções), enquanto no público a opção recai sobre o medicamentoso (12 404 das 12 535 efectuadas). Lisboa é a cidade com maior número de interrupções da gravidez (6842).


quarta-feira, março 16, 2011

EMBRIÃO, QUEM ÉS TU?



Tem sido noticiada a intenção governativa de eliminar limites à investigação em células estaminais embrionárias humanas. Sobre os previsíveis resultados, no plano terapêutico, desse tipo de investigação, no confronto com a investigação em células estaminais adultas, muito haveria a dizer. Na verdade, até agora é este tipo de investigação (que não suscita os dilemas éticos suscitados pela investigação destruidora de embriões) a que tem dado mais imediatos e seguros resultados.

Mas a questão central e incontornável é, precisamente, de ordem ética e prende-se com a do estatuto do embrião humano: tem este a dignidade própria da pessoa humana, ou é um material manipulável; é ele um sujeito, ou um objecto?

Se ao embrião humano deve ser atribuída a dignidade de pessoa, não pode ele, de acordo com a lapidar máxima kantiana, ser reduzido a instrumento ao serviço de outros fins, mesmo os da investigação científica e do progresso da medicina. Os mais nobres fins não justificam meios em si mesmo eticamente reprováveis, como o da eliminação de vidas humanas inocentes.

O que é (ou quem é), então, o embrião humano?

A partir da concepção estamos perante um novo ser da espécie humana, com um património genético próprio (único e irrepetível, distinto da mãe e do pai), dotado de capacidade de evoluir, conservando sempre a mesma identidade (é sempre o mesmo até à idade adulta e à morte), através de um processo autónomo e coordenado, sem qualquer quebra de continuidade, de acordo com uma finalidade presente desde o início (um processo sumamente organizado e inteligente, pois, muito longe de um simples amontoado de células). No fundo, o embrião é aquilo que cada um de nós já foi e nenhum de nós teria atingido a fase da vida que hoje atravessa se não tivesse passado por essa fase inicial da vida, ou se tivesse sido impedido nessa fase tal processo de evolução natural.

Trata-se de um processo contínuo, sem saltos de qualidade. Isto significa que a dignidade da pessoa existe desde a concepção, não se adquire a partir de determinado momento, nem se vai adquirindo progressivamente. A dignidade própria da pessoa humana ou se tem, ou não se tem. Porque se trata de um processo contínuo, é arbitrário estabelecer qualquer fronteira (a actividade racional, a auto-suficiência, a capacidade de sentir dor ou de interagir socialmente) só a partir da qual se possa falar em dignidade de pessoa. Qualquer destas capacidades já existe em “germe” desde a concepção, vai sendo adquirida progressivamente e vai evoluindo antes e depois do nascimento. Algumas delas não existem na sua plenitude antes do nascimento, mas também não existem na sua plenitude até à idade adulta, tal como se podem perder na fase terminal da vida ou por motivo de doença. Por nenhum destes motivos a pessoa perde o seu estatuto de pessoa e a dignidade que lhe é própria. É o ser pessoa, e não uma sua qualquer capacidade, que funda tal dignidade.
A partir da concepção, não pode falar-se em “projecto de vida” ou “pessoa em potência”. A vida já existe, a pessoa já existe. Devemos falar, antes, em pessoa com potencialidades que ainda não se actualizaram, mas que se actualizarão no futuro se nada o impedir. E é assim não apenas no momento da concepção, também o é ao longo de toda a vida.

Não é a minúscula dimensão do embrião, a sua extrema debilidade ou a sua incapacidade de nos emocionar com a sua visibilidade que lhe retiram relevância ética. Para ele vale especialmente a advertência evangélica sobre o amor ao «mais pequeno dos meus irmãos». E também a regra de ouro comum a todas as religiões e correntes éticas laicas: «não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti» (a ti, que já fostes um embrião a quem ninguém impediu o natural desenvolvimento).

Muito grave seria se entre nós, a propósito da legislação proposta pelo governo, nem sequer encontrasse eco a discussão destas questões, que vêm ocupando os filósofos, juristas e políticos dos mais variados quadrantes. Seria grave no plano das prioridades éticas e no plano da legitimidade política democrática.

Pedro Vaz Patto

segunda-feira, março 07, 2011

Às segundas com a Cristina


É muito fácil lutar discando um número de telefone e fazendo ganhar uma canção, sentado no sofá. Ou é muito fácil lutar partilhando ligações de canções no facebook ou de qualquer outra forma. Mas isso leva-nos a participar de uma forma activa na nossa sociedade, na vida de todos os dias, em defesa dos valores em que acreditamos?

Isso leva-nos a ser corajosos quando por cobardia nos calamos por não sermos ou pensarmos como os outros ou como a maioria? Isso leva-nos a ser fiéis àquilo em que acreditamos?

Que o país está a ser governado por muitas pessoas sem escrúpulos que vivem mais dos seus interesses do que dos interesses do país, parece consensual para uma grande maioria, mas que queiramos acreditar que a intervenção começa a existir quando uma má canção, cantada por pessoas que não sabem cantar, ganha um festival da canção, tendo acesso à Eurovisão, é uma ilusão demasiado grave… Porque a verdadeira intervenção é aquela que é consequência da fidelidade àquilo em que acreditamos!

Cristina Ribas

sexta-feira, março 04, 2011

Novos sinais de trânsito

Com o Decreto Regulamentar n.º 2/2011, de 3 de Março foram criados novos sinais de trânsito. Conheça-os!

O presente decreto regulamentar cria novos símbolos e sinais de informação relativos:

  1. à cobrança electrónica de portagens em lanços e sublanços de auto-estradas;
  2. aos radares de controlos de velocidades.


Em primeiro lugar, são criados novos sinais destinados a avisarem o utente de que se encontra numa área sujeita à cobrança electrónica de portagens.

A introdução de portagens em auto -estradas onde actualmente se encontra instituído o regime «Sem custos para o utilizador» (SCUT) encontra-se prevista, no Programa
de Estabilidade e Crescimento 2010-2013, para obter a necessária consolidação das contas públicas e assegurar uma maior equidade e justiça social.
A introdução das portagens em lanços e sublanços de auto-estrada fica sujeita ao modelo de cobrança electrónica, não existindo, em regra, uma zona delimitada de portagens como a conhecemos actualmente.
Nessa medida, importa prestar aos utentes daquelas infra-estruturas rodoviárias informação relativa a esta nova realidade, através de um símbolo adequado e da correspondente sinalização, dando a conhecer que o mesmo se encontra numa zona sujeita a cobrança electrónica de portagens.
A regulação dos sinais em questão visa a garantia do consumidor para que o mesmo possa saber e conhecer, através da sinalização, que está a entrar numa estrada com
portagens ou que se encontra na sua linha de radar.


Em segundo lugar, são aprovados novos sinais destinados a avisar o utente de que este se encontra numa área de fiscalização automática de velocidade.

A Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária, aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 54/2009, de 26 de Junho, prevê como objectivo o controlo automático da velocidade, através da implementação de um sistema nacional de fiscalização automática da velocidade, que tem como desiderato o cumprimento dos limites legais da velocidade e, consequentemente, a redução da sinistralidade rodoviária.
O sistema de fiscalização automática da velocidade, a nível nacional, é inovador. Assim, importa prestar aos utentes das vias, onde os equipamentos para o efeito são instalados, informação relativa a esta realidade através de símbolo adequado e respectiva sinalização.

Entrou em vigor hoje dia 4 de Março de 2011.