sexta-feira, novembro 05, 2010

Viver ou Juntar dinheiro?


Do Brasil recebi um email do qual transcrevo :


Há determinadas mensagens que, de tão interessante, não precisam nem sequer de comentários.
Como esta que recebi recentemente.
Li em uma revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. Aprendi, por exemplo, que se tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia,
nos últimos quarenta anos, teria economizado 30 mil reais. Se tivesse deixado de comer uma pizza por mês, 12 mil reais. E assim por diante.

Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas. Para minha surpresa, descobri que hoje poderia estar milionário. Bastaria não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei.
Principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis.
Ao concluir os cálculos, percebi que hoje poderia ter quase 500 mil reais na minha conta bancária.
É claro que não tenho este dinheiro. Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?
Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar em itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que quisesse e tomar cafezinhos à vontade.

Por isso, me sinto muito feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro por prazer e com prazer. E recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com uma montanha de dinheiro, mas sem ter vivido a vida.


Que tal um Cafezinho ?

quarta-feira, novembro 03, 2010




Quando no início comecei a ver este vídeo não pude deixar de fazer um paralelismo com a parábola do semeador (Mt 13, 1-23). No entanto, à medida que o filme ia avançando fui-me distanciando desta ideia e a razão é simples: a pessoa que aparece no filme não se compara com o Semeador do Evangelho. Ele observa rápida e duramente, sem carinho algum, o resultado de cada semente semeada, ficando-nos até a dúvida se foi ele quem semeou. Não passa de um cientista a testar a semente e as condições perfeitas para o seu crescimento, rotulando o que está mal e concentrando-se apenas naquele vaso de barro com terra fértil que, depois de semeado em determinadas condições, dá bons resultados.

O Semeador do Evangelho não é assim.
Não só temos a certeza que é Ele quem semeia, sendo portanto a semente de excelente qualidade, como também sabemos que apesar de muitas vezes não nos desenvolvermos, crescermos mal, endurecermos, sufocarmos, etc… o Semeador nunca desiste de nós.

Rita Casqueiro

segunda-feira, novembro 01, 2010

Vida. Para sempre.


Com Novembro, aceitamos que chegou, efectivamente, o Outono. Os dias ficam mais pequenos. As cores suavizam-se. Somos convidados a ficar mais em casa. Na nossa. Na dos amigos. Naquela que é o interior de cada um. O nosso de espaço de estar parece mais limitado. Parece haver mais lugar para o silêncio.

No início de Novembro, a igreja convida-nos a visitar este silêncio, a fazer memória daqueles que povoam a nossa vida e o nosso coração. Os que nos precederam e, de alguma forma, marcaram e marcam a nossa identidade. Somos convidados a olhar o ser humano que experimenta a impotência , os seus limites e a sua finitude. Pensar num ser humano, sem pensar na morte, é pensar num ser que não seria humano. Somos seres limitados. E ainda que possamos, por vezes, parecer viver sem experimentar os nossos limites, há sempre um tempo que chega em que eles se fazem sentir. Fazer memória da morte de alguém que nos é querido, que faz parte da nossa vida, é tomar consciência da nossa humanidade, da nossa fragilidade. Fazer memória da morte de alguém é pedirem-me para acolher algo que nunca poderei compreender totalmente. Fica a saudade. Fica a recordação. Mas, principalmente, fica a vida que foi aceite viver. E que fica, para sempre, a fazer parte da minha vida, em comunhão.

Margarida Corsino da Silva

segunda-feira, outubro 25, 2010

" SER FELIZ OU TER RAZÃO? "



Oito da noite, numa avenida movimentada. O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos. O endereço é novo e ela consultou no mapa antes de sair. Ele conduz o carro. Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado. Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados. Mas ele ainda quer saber: - Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devias ter insistido um pouco mais... E ela diz: - Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!

MORAL DA HISTÓRIA:

Esta pequena história foi contada por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não. Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais frequência: 'Quero ser feliz ou ter razão?


quarta-feira, outubro 20, 2010

Uma boa homenagem a Michael Jackson




Estes são os dançarinos prisioneiros do Centro de Detenção e Reabilitação daProvíncia de Cebu, na Filipinas. Têm imensas coreografias - que fazem sucesso, muitas noyoutube e que foram uma idéia de Byron Garcia, um consultor de segurança do governo da província de Cebu. Ele afirma que a nova rotina de exercícios melhorou "drasticamente" o comportamento dos presos e dois ex-detidos transformaram-se em dançarinos desde então.

"Usando a música, pode envolver o corpo e a mente. Os prisioneiros têm que contar, memorizar passos e seguir a música", disse Garcia à BBC.
"Os prisioneiros dizem-me: "precisa colocar a sua mente longe da vingança,da loucura ou de planos para escapar da prisão ou juntar-se a uma gangue'",acrescentou Garcia.

A dança é obrigatória para todos os 1,6 mil detidos na prisão de Cebu,excepto para os idosos e doentes.

Deixo o comentário abaixo, tal como o recebi

Já tinha visto outros vídeos da mesma autoria deste, mas não podia deixar de enviar este. Trata-se de mais um vídeo realizado por prisioneiros filipinos,que estão cada vez melhor naquilo que fazem... até já filmam em HD e tudo!

Na minha opinião, o melhor dos vídeos realizados pelos já famososprisioneiros filipinos, e digo isto não só pela coreografia (do filme ThisIs It) mas também pela letra (They don't care about us) e pela mensagem que transmite.

Simplesmente fantástico!!!

quinta-feira, outubro 14, 2010

Nota da Direcção da Ajuda de Berço sobre a situação da Associação


Nota da Direcção da Ajuda de Berço sobre a situação da Associação

(a propósito de um email que circula na net pedindo ajuda para nós)

Lisboa, 7 de Outubro de 2010


Caros amigos

Antes de mais muito obrigada pelo seu/sua pronto interesse. Sensibiliza-nos muito.

De facto a Ajuda de Berço está a atravessar um momento muito difícil, mas “falência” é uma força de expressão que nós não utilizamos porque não somos uma empresa, e “bebés na rua” muito menos, pois o nosso trabalho é precisamente o oposto: acolher bebés em situação de abandono e/ou risco. Dar-lhes casa, colo, segurança, estabilidade e sobretudo muito afecto. Trabalhamos no seu projecto de vida para que encontrem um futuro digno e feliz.

Como qualquer instituição sem fins lucrativos, a nossa sobrevivência é assegurada por um pequeno subsídio do Estado (que cobre apenas um quarto das nossas despesas) e tudo o resto é angariado junto de pessoas singulares e empresas. Pedimos apoios em géneros e dinheiro. Com esta tremenda crise que não abranda, muito pelo contrário, os donativos em dinheiro têm vindo a diminuir drasticamente. E estes dois centros de acolhimento não subsistem só com géneros, também precisam de dinheiro para as múltiplas despesas com que se deparam diariamente.

Por isso é tão importante angariarmos associados e todas as ajudas que forem possíveis. Caso contrário será de facto muito difícil manter esta obra. Mas começámos do zero em 1998 e hoje temos dois centros de acolhimento a funcionar em pleno. Acreditamos que com o empenho e a boa vontade de todos será possível atravessar esta dificuldade e continuar. Muitas campanhas estão a ser feitas, outras agendadas. Até ao Natal acreditamos que vamos dar a volta a esta situação. Estes bebés precisam muito de nós.

Agradecemos mais uma vez todo o interesse e ajuda que nos queiram dar.

A Direcção

Junto enviamos o nosso site para saber como pode ajudar: www.ajudadeberco.pt


terça-feira, outubro 05, 2010

Sevilha, capital da vida





Vai decorrer dia 23 de Outubro(sabádo) um encontro internacional dos comerciantes do Aborto em Sevilha.

Aqui fica o manifesto de quem é contra e irá fazer uma manifestação por causa disso .

Sevilha, capital da vida

Em Sevilha, Espanha, está prestes a ser marcada por uma mancha de sangue: Vai Organizar o IX Congresso Internacional de Profissionais do Aborto

Empresários do aborto de todo o mundo compartilham suas melhores técnicas para matar as crianças com um único objetivo: ficar ainda mais rico às custas do sofrimento de suas mães e acabam impiedosamente com as vidas de milhões de crianças a cada ano.

Os politicos de Sevilha e da Andaluzia em vez de criticar e não aceitar esta data como uma data de angústia, morte e tristeza. Fizeram exactamente o contrário, tanto a câmara Municipal como a Junta da Andaluzia, deram apoio institucional e financeiro a este encontro descrevendo-o como um evento de "Saúde e interesse científico."

Por tudo isto, os espanhóis vão levantar a voz em Sevilha para pedir ao governo, a cidade de Sevilha e Andaluzia:

"Parar imediatamente com o financiamento do nosso dinheiro a favor indústria do aborto."
"Que esse orçamento seja consagrado à promoção integral maternidade e ajuda mulheres com gravidez indesejada."
"Isso não é de Sevilha, com este congresso, marcado com o sinal de morte, como a capital mundial do aborto.

Apelamos e incentivamos a sociedade como um todo Sevilha, Andaluzia e espanhol para ir a 23 de Outubro ao meio dia para Sevilha, a capital do mundo da vida.

Para mais informações ir :

http://sevillavida.derechoavivir.org/

http://socialistasporlavida.org/

sábado, setembro 04, 2010

Yo-Yo Ma toca Bach



Yo-Yo Ma nasceu na França numa família de origem chinesa com forte influência musical. Sua mãe, Marina Lu, era cantora, e seu pai, Hiao-Tsiun Ma, era maestro e compositor. Ma começou estudando violino e depois viola, antes de se interessar pelo violoncelo, instrumento que começou a manipular aos quatro anos de idade, com seu pai. Depois de um primeiro concerto em Paris, aos seis anos de idade, a família de Ma se muda para Nova York.

Ma era uma criança prodígio, tendo aparecido na televisão norte-americanda com oito anos de idade, em um concerto conduzido por Leonard Bernstein. Ele entrou para a Juilliard School (na qual tinha aulas com Leonard Rose), e passou um semestre estudando na Universidade de Columbia antes de se matricular na Universidade de Harvard, mas se questionava sobre se valeria a pena continuar a estudar até que, nos anos 70, o estilo de Pablo Casals o inspirou.

Retorna à França para tocar com a Orquestra Nacional da França e com a Orquestra de Paris, sob a direção de Myung-Whun Chung.

Já desde sua infância e adolescência, Ma possuia uma fama bastante estável e havia tocado com algumas das melhores orquestras do mundo. Suas gravações e interpretações das Suites para violoncelo solo de Johann Sebastian Bach são particularmente aclamadas.

Não deixe de ouvir !

quarta-feira, setembro 01, 2010

Petição para Acabar com o Tráfico Sexual de Crianças e Jovens.


A empresa The Body Shop e a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima acabam de lançar em Portugal a Petição para Acabar com o Tráfico Sexual de Crianças e Jovens. Esta iniciativa enquadra-se numa campanha global, desenvolvida internacionalmente com a ECPAT (End Child Prostitution, Child Pornography and Trafficking of Children for Sexual Purposes), e que tem como parceiro nacional a APAV, que presta apoio especializado a este tipo de vítimas através da UAVIDRE - Unidade de Apoio à Vítima Imigrante e de Discriminação Racial ou Étnica.

Estima-se que todos os anos 1,2 milhões de crianças e jovens sejam traficadas, sendo vítimas de exploração e abusos sexuais. O tráfico humano é o terceiro maior crime a nível internacional e, de acordo com o Gabinete das Nações Unidas contra a Droga e o Crime, este é o crime que mais está a crescer em todo o mundo.

Sandra Costa explica o motivo pelo qual The Body Shop está a apoiar esta campanha: “The Body Shop nunca virou as costas a questões e causas controversas, muitas das quais ignoradas por outros. De facto, era um dos desejos da nossa Fundadora Anita Roddick acabar com este “comércio de escravatura moderno” – o tráfico humano. Porque consideramos que pouco ou nada se está a fazer para acabar com este problema, juntamo-nos à APAV e vamos lançar uma petição que será enviada ao governo, instigando-o a reforçar a legislação e as medidas de protecção e, ao fazê-lo, erradicar esta terrível violação dos direitos das crianças”.

The Body Shop e a APAV convidam todos os portugueses a assinar esta petição contra o Tráfico Sexual de Crianças e Jovens, como sinal de tolerância zero. A petição estará disponível nas lojas The Body Shop.

A petição poderá ser assinada online:

http://www.peticaopublica.com/?pi=STOPTSCJ

quarta-feira, agosto 25, 2010

Isto chama-se FORÇA DE VONTANDE




Vinod Thakur é um rapaz indiano, com 21 anos, que nasceu sem pernas, mas isso não é impedimento para dançar breakdance. Thakur concorreu ao India´s Got Talent, um concurso de televisão onde se caçam talentos, e o júri do programa apurou-o para a próxima fase.

Thakur aprendeu a andar com as mãos rapidamente. Começou a praticar a modalidade da dança, já que tinha o sonho de fazer breakdance: ““Ele descia as escadas mais rápido que os seus colegas de escola”, contou Kmata Chopra, a sua professora.


Actualmente é uma estrela no local onde vive, East Delhi, na Índia e está entusiasmado com a próxima fase do concurso: “Estou ansioso pela próxima fase. Tenho tido muito apoio dos meus amigos e família”. “Eles querem sentir-se orgulhosos e vou dar o meu melhor”, acrescentou.


Além disso, na região de East Delhi, não só o apoiam, como pedem que ensine uns passos de dança: “Depois de me verem na televisão, as pessoas mudaram a opinião que tinham sobre mim. Algumas até me pediram para ensinar aos seus filhos”, disse Thakur à imprensa britânica.

domingo, agosto 22, 2010

Passe bem !

Não é certamente possível ter escolas e creches abertas e maternidades a funcionarem, se nascem cada vez menos crianças e Portugal tem uma das mais baixas taxas de natalidade da Europa.

Nos últimos anos, todas as políticas dominantes foram no sentido de atacar a família, de a desestruturar e de dificultar que os casais tenham filhos. Na mesma semana da notícia do fecho das escolas, foi promulgada a lei das uniões de facto. Esta lei vem no seguimento de toda uma legislação concebida para considerar a instituição familiar - ou, como escreveram Marx e Engels, a «família patriarcal-burguesa» - algo de obsoleto.

Senão, vejamos. O aborto passou a ser considerado um direito, o que teve como consequência imediata transformar-se num banal método anticoncepcional. Da legislação que existia em Portugal e que apenas pretendia evitar a prisão das mulheres que, perante um drama que por vezes acontece nas curvas da vida, partiu-se para esse caminho e os resultados estão à vista. Hoje, há jovens mulheres que banalizaram o aborto na sua vida e já realizaram dois ou três abortos legais, desde que a lei foi aprovada, em hospitais públicos, ou em clínicas espanholas. Alguns dos inspiradores da lei já vieram, alarmados, penalizar-se pelos resultados da lei que fizeram e reconhecer que nem conseguem que essas jovens passem, depois de abortar, por uma consulta de planeamento familiar. Voltam apenas, pouco tempo depois, para um novo aborto. Um direito nunca pressupõe culpa e a lei aprovada banalizou o aborto a pedido, sem drama , sem culpa, como se não existisse uma vida interrompida.

Em simultâneo, facilitou-se de tal forma o divórcio sem qualquer salvaguarda da parte mais frágil do casal: os filhos e (quase sempre) a mulher, surgindo dramas terríveis de casamentos desfeitos com um «passa bem». Os filhos vêem-se de repente transformados num fardo que circula de casa em casa, sem quarto, porque o que dá mais jeito é que uma semana «chateiem» um, outra outro e, muitas vezes, ainda rodem pelos vários avós. As crianças deixaram de ser, tantas vezes, o centro do vida familiar para se transformarem em novos nómadas e as mulheres em novos pobres, «despedidas» mais facilmente que qualquer empregado sindicalizado.

Do ponto de vista fiscal, o casamento e os filhos penalizam quem tem a ideia antiquada de casar e imagine-se… ter filhos e ter uma família. As uniões de facto estão de tal forma equiparadas ao casamento que o melhor para quem não deseja nenhum compromisso é mesmo garantir, publicamente, em notário que, apesar de solteiro, viúvo ou divorciado, vive só, assegurando que ninguém entra lá em casa. Homem ou mulher.
O casamento civil foi, assim, equiparado à união de facto, transformado num contrato a (curto) prazo, quando já tinha sido recentemente equiparado o casamento de homossexuais com o de heterossexuais. Com filhos ou sem filhos, o importante é, na ideologia dominante, acabar com a opressão da família burguesa.
Não modernas as teorias que originaram estas leis mas, felizmente, também não corremos ainda os riscos das teses extremistas do fim da família, teorizado por Marx e Engels como um objectivo de luta. Marx escreveu que «a primeira divisão do trabalho é a de homem e mulher para a procriação de filhos». Engels cita-o e acrescenta que «a primeira oposição de classes que aparece na história coincide com o desenvolvimento do antagonismo de homem e mulher no casamento singular e que a primeira opressão de classe coincide com a do sexo feminino pelo masculino» (in A Origem da Família, da Propriedade e do Estado, F. Engels.).

No seguimento desta teoria, nasceram as feministas radicais com a Kolontai e o ataque à família levado a cabo nos países comunistas que foi um dos maiores atentados aos direitos humanos nesses países. Na URSS, os pais não faziam férias com os filhos. Os filhos passavam férias nos Pioneiros, enquanto os pais seguiam para as férias nos sindicatos. Na China de Mao Tse-Tung, além de ser proibido pelo Estado ter mais que um filho e o aborto ser obrigatório, chegou-se ao ponto de proibir as cozinhas nas casas das famílias e de se ter de comer e cozinhar nos refeitórios comunitários. Refeitórios masculinos e femininos.
Com leis que dificultam cada vez mais ter filhos, com modelos dominantes desestruturantes da família, ainda há quem proteste por se fecharem escolas, creches, ATL, maternidades, jardins-escolas? Espantoso é que ainda haja quem seja feliz e acredite no futuro, olhando e vivendo filhos e netos.

Zita Seabra

terça-feira, agosto 10, 2010

Padre skater faz sucesso no Youtube




Se não fosse pecado, muitos skaters teriam inveja da perícia do padre Zonltan Lendvai sobre a tábua. De batina negra até aos pés, o pároco húngaro descobriu neste desporto radical uma forma de atrair mais jovens para a igreja. Na internet já ultrapassou 450 mil visitas. Veja o vídeo.

A pequena cidade húngara de Redics ganhou outra agitação desde que o padre Zoltan Lendvai se transformou numa estrela do YouTube.

Fonte : JN

quinta-feira, agosto 05, 2010

Bill Gates convence 40 milionários a doar 50% da fortuna

Os milionários Bill Gates e Warren Buffet anunciaram hoje que contam com as assinaturas de 40 indivíduos e famílias norte-americanos que se comprometem em doar metade das suas fortunas para a caridade.

O The Giving Pledge ('o compromisso para dar', numa tradução literal) foi um projecto lançado há seis semanas pelo fundador da Microsoft e o famoso investidor.

A ideia é conseguir o compromisso dos mais ricos de que metade da sua fortuna será aplicada em acções de caridade ainda durante a sua vida ou a título póstumo.

Entre os milionários que subscreveram a campanha estão, segundo o site oficial, o mayor de Nova York, Michael Bloomberg, o executivo do sector de entretenimento Barry Diller, o co-fundador da Oracle Larry Ellison, o magnata do sector energético T. Boone Pickens, o magnata dos media Ted Turner, bem como os famosos investidores David Rockefeller e Ronald Perelman.

A organização afirma ainda que muitos dos subscritores se comprometeram a doar mais de metade da sua fortuna, o mínimo pedido.

No entanto, ressalva o The Giving Pledge, este é um 'compromisso moral', sem qualquer valor legal.

Bill Gates, junto com a sua mulher, Melinda, criou a maior fundação do mundo para acções de caridade e ajuda aos povos necessitados. Warren Buffett doou, em 2006, 99 por cento da sua fortuna à Fundação Bill e Melinda Gates.

segunda-feira, agosto 02, 2010

O princípio do fim


Em 2010 já deveria ser tempo de percebermos que o facto de determinada actividade ser uma tradição não deve ser, obrigatoriamente, sinónimo de que esta seja algo de bom, defensável e perpetuável. Simplificando, as boas tradições devem ser preservadas, e as más devem ser lamentadas e reduzidas ao seu lugar na história. Dizem os defensores da tauromaquia que Espanha é "O país da afición", mas a verdade é que a "aficionada" Espanha, ao longo dos últimos anos, e em resposta a várias sondagens que têm vindo a ser feitas nesse país, tem dito que cada vez tem menos interesse nesse tipo de evento. Essa "aficionada" Espanha - dizem os números oficiais - tem cada vez menos público nas praças de touros, e, ainda, é nessa mesma "aficionada" Espanha que cada vez há mais grupos locais, nacionais, e até internacionais, a fazerem campanhas de sensibilização para o horror que é a tauromaquia, levando a que cada vez mais localidades deixem de incluir animais nas suas fiestas. Têm sido estas pequenas grandes vitórias que, somadas à pioneira proibição das touradas nas Canárias (em 1991), têm demonstrado ao mundo aficionado das touradas que Espanha já não é "O país da afición".

A prova acabada de que a indústria da tauromaquia tem os dias contados em Espanha é a recente (do passado dia 30 de Julho) proibição das touradas na região da Catalunha. Depois da apresentação de uma Iniciativa Legislativa Popular (ILP) que pedia esta proibição, e de muitos meses de trabalho árduo por parte das organizações abolicionistas que trabalham em Espanha, o "sim" ganhou. O "sim" à razão, à civilidade, à cultura, ao respeito, ganhou. E, com ele, ganhou o movimento de defesa dos direitos dos animais, e, mais do que tudo, ganharam os animais que não serão utilizados por essa indústria macabra que os cria somente para os humilhar, ferir e matar, satisfazendo assim a avidez de sangue de um grupo cada vez mais pequeno de pessoas. Esta decisão não é apenas o princípio do fim das touradas naquele país, cremos. Ela representa, na verdade, a primeira peça do dominó, aquela que é empurrada para cima das outras e que as faz a todas tombar, uma a uma. As restantes peças são os restantes oito países (dois deles na Europa) onde a tauromaquia ainda existe, e esta é uma certeza: As touradas estão a começar a acabar!

Grupos de outras regiões espanholas estão já a avançar com as suas próprias ILP, as campanhas pela abolição da tauromaquia estão, e serão, cada vez mais fortes e mais apoiadas por países que, tendo uma noção de civilidade que ainda não temos, estão de olhos postos em nós, e utilizarão todas as formas possíveis para que esta lamentável peça da nossa cultura seja eliminada. Em Portugal, e já não é de agora, a indústria lamenta a falta de público nas praças, e afirma a necessidade de se levarem praças desmontáveis a localidades que não têm qualquer tradição tauromáquica. Estes são sinais de decadência de um negócio que já não é o que era, que cada vez é mais impopular e que não está a saber aceitar que o seu tempo acabou.

A história tem-nos mostrado que os movimentos sociais de defesa de minorias, que em determinada altura são ridicularizados, combatidos e atacados, têm, aos poucos, vencido as batalhas da justiça contra a injustiça, da razão contra a brutalidade, e estamos certos de que o mesmo sucederá com o movimento de defesa dos direitos dos animais não humanos. O respeito por quem partilha o planeta connosco e a capacidade de aceitar essa partilha sem o preconceito especista que impera são objectivos que defendemos e perseguimos com veemência. Pela parte da organização que represento, posso reiterar o compromisso de que continuaremos a desenvolver o mesmo esforço de sempre na defesa dos animais, continuando, claro está, a trabalhar pelo fim da tauromaquia. Assim, e já no início do próxima sessão parlamentar, a ANIMAL conta dar início a uma inédita campanha pela abolição desta actividade em Portugal.

Rita Silva, Presidente da associação ANIMAL

domingo, agosto 01, 2010

Verão de sonho


Agosto, o mês que todos esperam, sonham e preparam ao longo de todo um ano de trabalho. Em cada ano procuramos superar o vivido no ano anterior, e planeamos aquelas férias inesquecíveis, que durante alguns dias nos farão esquecer a dureza ou monotonia do dia-a-dia. Será que em Agosto tudo se torna cor-de-rosa, luminoso e fácil? Afinal para que servem verdadeiramente as férias?

Para alguns é a oportunidade para por de lado o trabalho e as preocupações, uma espécie de balão de oxigénio no meio dos afazeres e obrigações diárias. As férias podem igualmente ser vividas como aquele prémio que dá sentido ao esforço de um ano inteiro, a própria razão de ser daquilo que investimos no quotidiano. Ou então, podemos aproveitar este tempo para descansar e acertar os ritmos interiores, parar e olhar para trás agradecidos, encarar o futuro com esperança.

O mês de Agosto não tem de ser espectacular, idílico, perfeito. Como diz a sabedoria popular: quem tudo quer, tudo perde. Há com certeza espaço para sonhar alto e arriscar, mas sobretudo somos convidados a descobrir o que é verdadeiramente essencial nestas férias. As dificuldades e a crise económica não desaparecem, a tristeza e a amargura daqueles que nos são próximos e estão a atravessar momentos mais difíceis pedem o nosso consolo, o sofrimento e a injustiça em tantos lugares do mundo continuam aí, a reclamar a nossa atenção.

Este mês, em vez das duas edições quinzenais, o essejota.net propõe-lhe uma edição única, com contribuições de todas as secções, para ler, ver, escutar, mas também reflectir e meditar. Trata-se de um convite a saborear este tempo, sem fugas nem ilusões, centrados naquilo que importa verdadeiramente, naquilo que tem futuro.

Boas férias!

António Ary

http://www.essejota.net/

terça-feira, julho 27, 2010

" Sem espinhas " Despacho de Alberto João sobre Crucifixos


«P R E S I D Ê N C I A DO GOVERNO REGIONAL DA MADE I R A

Despacho n.º 17/2010


Considerando que a Região Autónoma da Madeira não deve pactuar comaquilo a que se chama «euroesclerose», marcada por um ataque aosValores que suportam a civilização europeia, consequência também dascorrentes auto-denominadas de «pós - modernismo» .

Considerando que não é possível, sob o ponto de vista da realidade cultural e da sua necessária pedagogia escolar, conceber a Europa ePortugal sem as bases fundamentais do Cristianismo .

Considerando que, por tal, a laicidade do Estado não é minimamente lesada pela presença de Crucifixos nas Escolas e, pelo contrário,incumbe ao Estado laico dar uma perspectiva correcta da génese civilizacional dos povos, bem como dos Valores que suportam o respectivo desenvolvimento cultural.

Considerando que os Crucifixos não representam em particular apenas a Igreja Católica, mas todos os Cultos fundados na mesma Raiz que moldou a civilização europeia.

Não há, assim, qualquer razão para a retirada dos mesmos Crucifixos das Escolas, pelo que determino a sua manutenção.

O presente Despacho vai para publicação no «Jornal Oficial» da Região

Autónoma da Madeira e para execução pelo Senhor Secretário Regional de Educação e Cultura.


Funchal, 14 de Julho de 2010.

O PRESIDENTE DO GOVERNO REGIONAL DA MADEIRA,

Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim

domingo, julho 25, 2010

Pedalar pelo Gaiato



Luís Monteiro de Aguiar, sobrinho-neto do fundador da Casa do Gaiato vai pedalar 365 km para angariar donativos e sensibilizar os portugueses para as causas sociais. Ao invés de ir de férias de carro, escolheu percorrer os 365km em duas rodas .

Não tenho tempo para perder tempo» era o lema do Padre Américo, fundador da Casa do Gaiato. Quem também agora não pode perder tempo para sensibilizar os portugueses para as necessidades crescentes das instituições que recebem cada vez mais pedidos de ajuda é Luís Monteiro de Aguiar, sobrinho-neto do Padre Américo.

Economista e administrador de empresas, Luís de Aguiar explicou ao SOL como surgiu esta ideia: «Vivi muitos anos em Inglaterra, onde as corridas desportivas por causas sociais são muito comuns». O gosto pelo ciclismo levou, entretanto, o economista a pensar num transporte alternativo para se deslocar durante as férias. «Vou de férias para o Norte e em vez de ir de carro, vou de bicicleta», conta o desportista sem grandes preocupações: «Nas últimas cinco semanas pedalei cerca de 600 km a subir e a descer a Serra de Sintra, portanto estou mais do que preparado para percorrer 365km».

A viagem tem início em Setúbal, a 27 de Julho. A primeira escala será em Miranda do Corvo e termina em Paço de Sousa, Penafiel, a 31 de Julho, com um pic-nic com o objectivo de reunir fundos para a causa. Quando chegar à Casa do Gaiato de Paço de Sousa o sobrinho-neto do Padre Américo entregará aos representantes da Obra da Rua a totalidade dos donativos que durante o percurso conseguir angariar aos quais se juntam os que se esperam conseguir com o pic-nic.

O ciclista afirma que «não queremos nada para nós, mas aceitamos aquilo que quiserem dar à Obra da Rua, seja sob a forma de apoios financeiros pontuais ou duradouros, seja sob a forma de outros apoios materiais, para a Obra da Rua (materiais escolares, de construção e bens alimentares».

Quem estiver interessado em apoiar esta iniciativa pode também fazer o seu donativo directamente para a conta da Casa do Gaiato de Miranda do Corvo (NIB 003504680000557733018 na Caixa Geral de Depósitos, indicando a referência 365kgaiato).

Obra de Rua da Casa do Gaiato

A Obra de Rua ou Obra do Padre Américo, também conhecida como ‘Gaiato’, é uma IPSS que nasceu da necessidade sentida pelo Padre Américo Monteiro de Aguiar em apoiar crianças e jovens carenciados. A finalidade das três Casas do Gaiato existentes em Portugal é acolher, educar e integrar na sociedade crianças e jovens que, por qualquer motivo, se viram privados de meio familiar normal A população média de cada Casa do Gaiato é de 150 rapazes distribuídos pelas diferentes idades desde o nascimento até cerca dos 25 anos.

Fonte : Sol

quinta-feira, julho 22, 2010

Filme da semana : Contraluz




Uma agradável surpresa este filme de Fernando Fragata , o primeiro filme realizado por um português em Hollywood.

Num bom argumento que conta a história de várias pessoas, sem ligação entre si, que se encontram em situações complicadas das suas vidas -entretanto algo inesperado acontece que irá mudar o rumo das suas vidas. Cada um terá nas suas mãos a oportunidade de mudar o seu destino de modo a reencontrar a felicidade.

Mas há destinos que só se alcançam depois de alterar o dos outros.

Bons pormenores de realização e musica oficial do filme da banda portuguesa, Santos e Pecadores

Em tempos de crise de valores, aqui está um filme a não perder.

Veja o 3 trillers em http://www.fernandofragata.com/contraluz

Cláudio Anaia


segunda-feira, julho 19, 2010

A doença do Século e as novas ditaduras



Em plena época de crise, somos autenticamente bombardeados pela imprensa que informa sobre as dificuldades dos países em manter as suas economias e mostrar as diferenças cada vez maiores entre os ricos e os pobres. Muito se fala sobre tudo isto, mas poucos dizem que isto é resultado da doença do século: O consumismo e as suas consequências que tem como resultado novas ditaduras.

Hoje irei falar de três delas:

1-A ditadura da beleza onde as mulheres são transformadas em objectos que desfilam em roupa que ninguém vê ou compra e tentam servir de modelo (modelo que na realidade não o é, porque não vejo na rua ninguém parecido com essas pessoas). São milhões de pessoas que, mais tarde ou mais cedo, ficam reféns por não serem iguais (só se passarem fome e tiverem bons patrocinadores) e amordaçam a sua liberdade, matam o seu bem-estar e destroem a sua auto-estima por não se aceitarem tal como são.
Cada vez me convenço mais de que em nome do lixo que anda por aí em alguma comunicação social as pessoas trocam a sua felicidade pelo esforço de tentarem ser “belas exteriormente”, não percebendo que devemos amarmo-nos tal como somos.

2 - A ditadura Ligth é mais uma palavra maldita, hoje em dia politicamente correcta, utilizada com a intenção de vender produtos de menor valor energético e que tem como objectivo atingir uma boa linha. Esses produtos estão por todo o lado: nas colas, nas manteigas, nos queijos, no café sem cafeína ou até na cerveja sem álcool.
Hoje em dia o Homem é um ser transfigurado, que procura cada vez mais mostrar o ter e nem sequer se preocupa com o ser…sim, tal como os produtos LIGHT!
Para o homem que se deixa conduzir pelo consumismo e pela publicidade massiva (que cria na maior parte das vezes falsas necessidades) o que importa é mostrar aos outros que se tem um estatuto, mas na verdade, na maior parte dos casos, interiormente evidencia-se uma debilidade, uma fraqueza e uma carência extremas, bem como a existência de um grande vazio moral, mesmo que materialmente possam ter quase tudo.


3- A ditadura do Relativismo Absoluto, como muitas vezes criticada pelo Papa Bento XVI. Vemos um homem permissivo onde não há proibições nem limitações. Tudo é válido, tudo é permitido desde que traga satisfação. Qualquer análise que se faça é positiva e negativa, pode ser boa ou má, dependendo do seu ponto de vista. Desta intolerância interminável nasce a indiferença pura. A verdade deste tipo de pessoa é imposta pelo politicamente correcto em comportamentos onde não há princípios sólidos e nem referências, onde as fronteiras entre o bem e o mal, o positivo e o negativo foram apagadas.

Com certeza, tal como o amigo leitor, eu também tenho amigos com estas “doenças” e sempre que saio com alguns deles é lamentável assistir a comportamentos em que tudo é plástico: as compras, a beleza e as marcas, num autêntico esbanjamento para dar a ideia do triunfador, do 'heroizinho' que tem êxito, prestigio social e, sobretudo, dinheiro… muito dinheiro.

Estará tudo perdido?

Quero acreditar que não. Tem que se começar por dar primazia às pessoas e àquilo que elas são. Dar dignidade, viver liberto daquilo que materialmente temos e deixarmo-nos de preocupar com o que os outros pensam.
Perceber definidamente que a aposta tem que ser no interior e que não vale a pena ser como aqueles bolos todos bonitos por fora e que à primeira dentada notamos logo que não tem creme nenhum.

A vida é simples. Todos somos seres humanos especiais e únicos e temos um lugar insubstituível neste mundo, que tem que ser mais solidário, fraterno, menos consumista e principalmente mais humilde. Se assim for, estas novas prisões como estas novas ditaduras poderão acabar, já que na verdade as pessoas valem por aquilo que são e não por aquilo que aparentam ser ou possuir.


Cláudio Anaia
claudioanaia@hotmail.com

sábado, julho 10, 2010

Perfeito




Quando se aproxima o tempo do descanso, perguntamos e procuramos fazer aquilo que nos enche de merecido repouso. Criamos, imaginamos e sonhamos lugares perfeitos. Desejamos sair do tempo para transformar lugares desgastados e desabitados em momentos de vida e cheios de humanidade. Não é fácil saber como fazê-lo. Queremos e merecemos o tempo, e fazemos dele lugar nosso. Unicamente para nós. Mas, que esta criação, embora seja merecida, não nos feche e não nos prenda porque quanto mais centrados nas nossas ocupações e projectos, maior é o desgaste e com isso, a eterna e contínua ausência de descanso.

Nuno Branco

domingo, julho 04, 2010

Relances associa-se ao documentário “ Blood Money”



Já sabemos que de uma forma geral comunicação social portuguesa não vai falar e muito menos comentar este documentário que esta a causar grande polémica nos Estados Unidos.

Por isso peço-lhe que divulgue em todos os seus contactos este vídeo e quem sabe se possível trazer este trabalho até Portugal.

Este é um novo filme independente que retrata a indústria do aborto com o nome “Blood Money” e que têm como objectivo expor a corrupção da Planned Parenthood.

Os produtores fazem deste trabalho um apelo mundial contra o Aborto e por isso apelam todos a ir a :

http://www.bloodmoneyfilm.com/

quinta-feira, julho 01, 2010

Kaká apoia campanha contra prostituição




Kaká deu seu apoio a uma campanha de Ashton Kutcher contra a prostituição, através de seu Twitter, nesta terça-feira, 29.

O jogador, que tem fama de bom rapaz, fez um post com uma foto onde aparece com a camisa da Selecção Brasileira virada para aparecer seu nome e um cartaz com o nome da campanha na mão: "Real Men Don't Buy Girls", que quer dizer "Homens de verdade não compram mulheres".

segunda-feira, junho 28, 2010

Presidente do Conselho de Ética defende revisão da lei do aborto



Este médico foi um dos grandes apoiantes dos grupos pró-liberalização do Aborto. Agora diz que se está a cair num abuso. Aquilo que nós, Pró-Vida já sabíamos e que avisámos com muito tempo de antecedência está a acontecer ....

" Tenho outra inquietação. O número de abortos está a subir. De 12 mil passou para 18 mil em 2008 e para 19 mil em 2009." -afirma

Ver toda a entrevista, clica aqui

sexta-feira, junho 25, 2010

Campeonato do Mundo?

Como qualquer pessoa - ou, se quiserem, como qualquer pessoa da minha idade - perco horas por semana a ver os jogos do Campeonato do Mundo de Futebol, o que tem sido, como sabem, um sacrifício inexplicável e, ainda por cima, inútil. Não falo de Portugal (que passou depressa). Falo de toda a gente com a evidente excepção da Argentina e do Brasil. Mas, no meio da sonolência e da irritação com a monotonia e a mediocridade do que tenho visto, comecei pouco a pouco a perceber a explicação daquele desastre: o Campeonato do Mundo de Futebol não é, de facto, o Campeonato do Mundo de Futebol, é campeonato dos jogadores da Europa (e aqui incluo na Europa, embora em pequena medida, a Rússia europeia) e da Turquia, arbitrariamente divididos por nacionalidade de origem.

Verdade que se tocam hinos e se mostram bandeiras e que uns milhares de entusiastas pintam a cara e agitam bandeiras. Mas seria informativo e didáctico indicar a que clube está neste momento ligado cada jogador e fornecer um pequeno sumário da sua carreira. Isto, porque a maioria foi educada na Europa e continua na Europa. Normalmente, nos países mais ricos: na Alemanha, em Inglaterra, em Espanha, em Itália, em França, na Holanda ou na Bélgica. Mas também na Grécia, na Turquia e até, em certa medida, em Portugal. Por isso, quase sem excepção, jogam como se joga na Europa. A "nacionalidade" futebolística, como existia há 20 anos, desapareceu. Já não há surpresas. Há uma rotina de anos, que se reproduz num cenário novo e com um aparato diferente.

A fraqueza de equipas como a Inglaterra ou França vem precisamente desta uniformidade geral. A Europa compra o talento da África, da América do Sul e mesmo da Ásia. Quando um clube europeu precisa de um atacante ou de um médio ou um defesa, não o procura em casa, compra no mercado universal, mais prometedor e barato. Não admira que a seguir às selecções verdadeiramente nacionais faltem jogadores de qualidade para lugares decisivos (como, por exemplo, falta à Inglaterra um guarda-redes). Pior ainda: as secções juvenis dos grandes clubes não hesitam em importar adolescentes do Mali ou do Chile, para os desenvolver e treinar para seu benefício (ou os mandar embora sem educação e sem destino, se falharem). O Campeonato do Mundo acabou por se tornar uma falsificação. É um negócio e uma bolsa de jogadores. Pouco mais.

Vasco Pulido Valente

quarta-feira, junho 23, 2010

UMA HISTORIA BONITA



É a história de um casal, filho de uma amiga minha muito querida. Têm 4 filhos, o mais novo dos quais com 1 ano. Têm uma vida organizada e trabalham os dois duro para levar a familia para a frente. E... Espantem-se...!!!! Resolveram adoptar mais um filho... uma menina de 6 meses. NÃO É UMA MARAVILHA? UM EXEMPLO DE GENEROSIDADE ENORME QUE NOS DÁ VONTADE DE VIVER A CANTAR, A DANÇAR, A AGRADECER, E A LOUVAR AO SABER DE CASOS DESTES?

MAS... a história, LINDA, não acaba aqui. A criança que adoptaram e que chegou "a casa" esta semana, é portadora de Trissomia 21 (para quem não sabe o que quer dizer, o bebezinho é mongolóide - ou seja, é uma criança "diferente"), o que levou os pais - a mãe - a não a quererem...

Estamos em crise? Que crise nos pode vencer com gestos destes? Estamos em crise? Sim, estamos em crise - uma crise que está no coração das pessoas, nos valores em que vivem, para que vivem, com que vivem...

É OU NÃO UMA HISTÓRIA LINDA?


Para a completar, vou explicar o que é a "Trissomia 21" através de uma carta escrita por uma jovem mãe que há 2 meses deu à luz (ou nos deu luz) um bébé com Trissomia 21. Também filha de uma grande amiga minha, ela própria me é muito querida. Escreve assim, em nome da filha:

Olá, eu sou a Carminho e tenho Trissomia 21… mas não sou doente! Até sou bastante saudável!!! Sei que é complicado os pais dos meus primos e dos meus amigos explicarem aos filhos o que é a T21 por isso resolvi deixar aqui umas dicas! Sabem uma coisa? Sou um bebé igual aos outros: gosto de dormir, de comer e de tomar banho. Choro quando tenho fome, grito quando a minha mãe me limpa o nariz e fico muito excitada quando os meus irmãos chegam a casa e me enchem de beijos! Gosto que peguem em mim ao colo e que me tratem como tratam qualquer outro bebé! E quando crescer vou para a escola e vou aprender a ler e a escrever! Também vou ser teimosa mas parece-me que nem chegarei aos calcanhares do meu irmão!!! É certo que cada uma das minhas células tem 47 cromossomas em vez de 46. Mas tenho mais e não menos, repararam? Serei um pouco diferente, talvez muito pouco diferente, mas não somos todos diferentes? Por ter T21 tenho algumas particularidades como o formato dos olhos e da boca, ou seja, basta olharem para mim para verem que sou um bebé 21. Quando os vossos filhos começarem a fazer perguntas sobre mim devem explicar que eu tenho T21, mas não que tenho uma doença. Também quando virem outro “trissómico” não devem dizer que tem a mesma doença que eu, podem dizer que tem T21 como eu! Por isso já perceberam que não sou doente mas diferente!
Muitos bjs para todos

Carminho

terça-feira, junho 22, 2010

A saúde mental dos Portugueses

Recentemente ficámos a saber, através do primeiro estudo epidemiológico nacional de Saúde Mental, que Portugal é o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população. No último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destas perturbações durante a vida.

Interessa-me a saúde mental a saúde mental dos portugueses porque assisto com impotência a uma sociedade perturbada e doente em que violência, urdida nos jogos e na televisão, faz parte da ração diária das crianças e adolescentes. Neste redil de insanidade, vejo jovens infantilizados incapazes de construírem um projecto de vida, escravos dos seus insaciáveis desejos e adulados por pais que satisfazem todos os seus caprichos, expiando uma culpa muitas vezes imaginária.

Na escola, estes jovens adquiriram um estatuto de semideus, pois todos terão de fazer um esforço sobrenatural para lhes imprimirem a vontade de adquirir conhecimentos, ainda que estes não o desejem. É natural que assim seja, dado que a actual sociedade os inebria de direitos, criando-lhes a ilusão absurda de que podem ser mestres de si próprios.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque nos últimos quinze anos o divórcio quintuplicou, alcançando 60 divórcios por cada 100 casamentos (dados de 2008). As crises conjugais são também um reflexo das crises sociais. Se não houver vínculos estáveis entre seres humanos não existe uma sociedade forte, capaz de criar empresas sólidas e fomentar a prosperidade. Enquanto o legislador se entretém maquinalmente a produzir leis que entronizam o divórcio sem culpa, deparo-me com mulheres compungidas, reféns do estado de alma dos ex-cônjuges para lhes garantirem o pagamento da miserável pensão de alimentos.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque se torna cada vez mais difícil, para quem tem filhos, conciliar o trabalho e a família. Nas empresas, os directores insanos consideram que a presença prolongada no trabalho é sinónimo de maior compromisso e produtividade. Portanto é fácil perceber que, para quem perde cerca de três horas nas deslocações diárias entre o trabalho, a escola e casa, seja difícil ter tempo para os filhos. Recordo o rosto de uma mãe marejado de lágrimas e com o coração dilacerado por andar tão cansada que quase se tornou impossível brincar com o seu filho de três anos.

Interessa-me a saúde mental a saúde mental dos portugueses porque a taxa de desemprego em Portugal afecta mais de meio milhão de cidadãos. Tenho presenciado muitos casos de homens e mulheres que, humilhados pela falta de trabalho, se sentem rendidos e impotentes perante a maldição da pobreza. Observo as suas mãos, calejadas pelo trabalho manual, tornadas inúteis, segurando um papel encardido da segurança social.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque é difícil aceitar que alguém sobreviva dignamente com pouco mais de 600 euros por mês, enquanto outros, sem mérito e trabalho, se dedicam impunemente à actividade da pilhagem do erário público. Fito com assombro e complacência os olhos de revolta daqueles que estão cansados de escutar repetidamente que é necessário fazer mais sacrifícios quando já há muito foram dizimados pela praga da miséria.
Finalmente, interessa-me a saúde mental de alguns portugueses com responsabilidades governativas porque se dedicam obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas. Entretanto, com a sua displicência e inépcia, construíram um mecanismo oleado que vai inexoravelmente triturando as mentes sãs de um povo, criando condições sociais que favorecem uma decadência neuronal colectiva, multiplicando, deste modo, as doenças mentais.

E hesito prescrever antidepressivos e ansiolíticos a quem tem o estômago vazio e a cabeça cheia de promessas de uma justiça que se há-de concretizar; e luto contra o demónio do desespero, mas sinto uma inquietação culposa diante estes rostos que me visitam diariamente.

Pedro Afonso
Médico Psiquiatra
In jornal Público

domingo, junho 20, 2010

Man as Industrial Palace



O ano era 1927 quando Fritz Kahn escreveu o Body Machines.

Um livro que retratava o corpo humano como uma enorme fábrica. O resultado é uma forma surpreendentemente fácil de demonstrar e entender o funcionamento do nosso corpo. Ele reproduziu nosso sistema nervoso como um sistema complexo de sinais eletrônicos, com botões, quadros de energia e diversos trabalhadores da fábrica trabalhando em equipe e muito ocupados.

Ele explorou cada região usando metáforas da vida industrial moderna.

Um vídeo a não perder !

sexta-feira, junho 18, 2010

Qual Crise ?





No primeiro trimestre de 2010 venderam-se quase 14 mil telemóveis por dia, o que totaliza 1,24 milhões de equipamentos vendidos neste período.

Fonte DN


Segundo a Wikipedia a diferença entre o consumo e o consumismo é que no consumo as pessoas adquirem somente aquilo que lhes é necessário para sobrevivência. Já no consumismo a pessoa gasta tudo aquilo que tem em produtos supérfluos...

terça-feira, junho 15, 2010

CARTA ABERTA AOS PADRES DE PORTUGAL

Caras (os) Amigas (os),

Não sei se repararam na Página 42 do primeiro caderno do EXPRESSO desta semana (em anexo onde pode ser lido na sua íntegra) , uma Carta aberta aos padres de Portugal em que fala :

"Obrigado pelo vosso sim, repetido todos os dias, que resplandece como sinal de contradição no mundo sedento de verdade.

Obrigado pela vossa adesão livre e comprometida à vontade do Pai, que nos leva a procurar a paz que liberta e acende em nós o fogo do Amor de Deus.

Obrigado pela vossa união a Cristo e à Igreja por Ele fundada, que nos ajuda a reconhecer a grande graça de pertencermos à Igreja e de nos ancorarmos sobre a rocha da verdade de Cristo, quaisquer que sejam as tempestades.

Obrigado pelo vosso celibato vivido na alegria e no amor do Deus de ternura, que nos inspira a nos darmos uns aos outros na generosidade do dom total.

Obrigado pela vossa devoção à Santa Missa, milagre de eternidade que todos os dias ilumina e transforma as nossas limitações e nos permite fazer do Senhor eucarístico o princípio e o fim do nosso viver.

Obrigado por nos acompanharem nos momentos mais importantes da nossa vida: baptizando-nos, dando-nos o Senhor Jesus, ouvindo cheios de compaixão as nossas confissões, entusiasmando-nos a receber o Espírito Santo, juntando as nossas mãos no dia do nosso casamento, e preparando-nos para ir ao encontro de Deus. "

E a forma escolhida para agradecer a estes homens de Deus a sua entrega é simples :

Basta enviar um email para catolicosdeportugal@gmail.com ou deixando mensagem/sms no número 915 618 318, com o seu nome, Paróquia e/ou Diocese a que pertence.

No final de Junho, o original desta carta com os nomes recebidos, será entregue a cada um dos Bispos de Portugal.

domingo, junho 13, 2010

SALVAR O DOMINGO

Está em discussão pública, desde Março e durante seis meses, uma directiva da União Europeia sobre a duração do tempo de trabalho e nessa discussão se inclui a questão da salvaguarda da regra do domingo como dia de repouso.

Representantes da Igreja Católica e de outras denominações cristãs mobilizam-se em prol da protecção do sentido tradicional do domingo, no que se unem a sindicatos e deputados europeus de várias tendências. Um simpósio com este objectivo decorreu em Bruxelas a 24 de Março. Está em causa uma norma europeia que garanta uma protecção mínima, que poderá coexistir com legislações nacionais mais restritivas, como são actualmente as da França e da Alemanha, por exemplo. Mas a questão também se discute no plano da legislação interna destes países. Em França, um documento da Conferência Episcopal a tal relativo, Le Dimanche au Risque de la Vie Actuelle, foi publicado em 2008.

Que o domingo se torne um dia igual aos outros – é o que poderá suceder se prosseguir uma tendência que hoje se faz sentir e que poderá reflectir-se na directiva que venha a ser aprovada. São, sobretudo, as vantagens para o funcionamento da economia que daí poderiam advir que são invocadas pelos representantes dessa tendência. Diz-se que bastaria que as pessoas pudessem optar por um qualquer dia de repouso, à sua escolha.

Importa, porém, considerar que diante de vantagens económicas há «valores mais altos que se levantam», porque «nem só de pão vive o Homem».

Está em causa – é certo – o significado religioso do domingo, dia em que os cristãos celebram a ressurreição de Jesus. Ainda que sejam minoritários no conjunto da população os que cumprem o preceito do culto dominical, o respeito pela liberdade religiosa não pode deixar de os considerar. Razões históricas, culturais e sociológicas explicam que nos países europeus de tradição cristã seja o domingo, e não o sábado ou a sexta-feira, o dia de repouso comum. Mas até na Índia, onde os cristãos são uma pequena minoria, é o domingo esse dia de repouso comum. Isso não é incompatível com o respeito pelos direitos das minorias, como os adventistas do sétimo dia, que guardam o sábado com grande zelo.

Mas o domingo tem também um significado humano. Porque é um dia dedicado a Deus, é também um dia dedicado ao Homem, cujo significado, neste aspecto, também diz respeito aos não cristãos. Na Antiguidade, como na Revolução Industrial, por exemplo, o respeito pelo domingo sempre representou um obstáculo à desumanização do trabalho. Garante um espaço de liberdade, gratuidade e convivialidade que rompe o ritmo (massacrante, se for exclusivo) da produção e do consumo. É uma exigência daquilo a que João Paulo II, e agora Bento XVI, chamam a “ecologia humana”.

Dir-se-á que para isso basta a salvaguarda de um qualquer dia de repouso, não necessariamente o domingo. Este raciocínio reflecte uma perspectiva individualista, que ignora a dimensão comunitária da realização da pessoa humana. A “ecologia humana” não se basta com um repouso isolado e solitário. Requer ritmos colectivos de repouso, antes de mais como uma exigência da vida familiar, porque o dia de descanso deve ser o mesmo para todos os membros da família, quem trabalhe e quem estude. E também como uma exigência da vida associativa em domínios tão variados como o religioso, o cultural, o político ou o desportivo. Se o domingo fosse um dia de trabalho como outro qualquer, muitas actividades nesses âmbitos não poderiam realizar-se, com o consequente empobrecimento da vitalidade da sociedade civil.

E não se diga que se trata de respeitar a opção individual do trabalhador por outro dia de repouso, pois este está normalmente numa situação de dependência que o leva a aceitar condições de trabalho que não escolhe, por não ter alternativas de emprego.

É uma questão de alcance civilizacional a que está em causa. Proteger o sentido tradicional do domingo é uma questão de fidelidade às raízes cristãs da cultura europeia (por aqui se vê que o reconhecimento jurídico deste facto histórico pode ter consequências). E também de fidelidade aos princípios em que assenta o chamado “modelo social europeu”, princípios que também alguma relação têm com essas raízes.

Pedro Vaz Patto

sexta-feira, junho 04, 2010

Arranca hoje o 26º FESTROIA


De hoje a 13 de Junho e contará com 190 filmes, oriundos de cerca de 40 países, números representativos da diversidade que caracteriza o único festival português incluído no prestigiado calendário anual da FIAPF (Federação Internacional de Associações de Produtores de Filmes).
Este ano o festival contará com duas salas em Setúbal – o Auditório da Anunciada e o Auditório Municipal Charlot, recentemente integrado na rede Europa Cinemas devido à qualidade da sua programação ao longo do ano – e extensões no Fórum Romeu Correia (Almada) e no Largo José Afonso (Setúbal).

Em termos de programação, o festival deste ano conta com as secções competitivas habituais – Secção Oficial, Primeiras Obras, Independentes Americanos e O Homem e a Natureza – e com diversas mostras não competitivas, entre as quais a Homenagem à Eslováquia e o ciclo de Histórias da Resistência, composto por filmes sobre homens e mulheres que, por toda a Europa, serviram de exemplo ao lutarem, de forma determinada, contra os mais variados tipos de opressão.De realçar ainda a pequena mostra de Grandes Realizadores Europeus, que exibirá filmes do português Manoel de Oliveira, do grego Theo Angelopoulos, do finlandês Mika Kaurismaki e do holandês Jos Stelling, o qual estará presente no Festroia para desempenhar as funções de presidente do Júri Oficial.
Para mais informações ir a www.festroia.pt

terça-feira, junho 01, 2010

Qual é o teu retrato


Este mês que começa oferece-nos vários retratos possíveis da realidade, vários modos de encarar os acontecimentos e o mundo que nos rodeia. Uma primeira atitude possível é olhar à nossa volta através dos “óculos” da crise e do aumento dos impostos, deixarmo-nos afundar no estudo e nos livros, ou realisticamente considerar as fracas possibilidades da nossa selecção no mundial de futebol.
Mas também podemos, com simplicidade, atrever-nos a agradecer e a saborear o sol e o calor, mesmo que seja apenas nos intervalos do estudo, aproveitar o final de ano para tomar decisões e construir o futuro, ou, porque não, sonhar com vitórias na África do Sul. O que separa estas duas perspectivas? Qual destas duas histórias vai ou está a ser escrita? Podemos com certeza esperar para ver, cruzar os braços e deixar os prognósticos para o fim do jogo. Ou então, porque não sermos nós a decidir, escolher o rumo e fazer a história acontecer? Sem gestos espectaculares, sem grandes revoluções nem actos heróicos, “as coisas dentro de nós”, nas palavras do poema desta edição, transformam o nosso olhar. Ao parar para avaliar os passos dados, procurando tomar consciência daquilo que nos move e do caminho a percorrer, ganhamos uma consistência interior que nos convida a encarar o futuro com esperança.
Num mundo e numa sociedade de fronteiras, que muitas vezes se tornam obstáculos, somos chamados a permanecer abertos ao encontro e à novidade. É amando este tempo que nos é dado a viver que encontramos, e recebemos, as forças para caminhar e a fidelidade aos ideais que nos animam. Assim tudo fica diferente e o futuro está (em grande medida) nas nossas mãos.
Bem vindos a Junho!
António Ary