Quem entrar hoje na página do Google Portugal pode ver as letras do nome da empresa entrar para um destes transportes.
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| O telemóvel poderá ser carregado ao camin |
O mecanismo consiste em colocar um dispositivo, uma espécie de palmilha, dentro do calçado, que servirá para captar a energia de pequenas gotículas líquidas e convertê-la em correntes eléctricas.
O método baseia-se na energia cinética que já é utilizada para carregar aparelhos com doses menores de energia, como relógios e sensores.
O estudo foi realizado pela Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, e será publicado na revista especializada "Nature Communications".
''De uma forma geral, os humanos são máquinas muito poderosas de produção de energia", afirmou Tom Krupenkin, professor do Departamento de Energia Mecânica da universidade, citado pela BBC.
Segundo Krupenkin, ''ao correr, uma pessoa pode produzir até um quilowatt de energia", quantidade suficiente para carregar um telemóvel comum.
Lisboa tem “uma atmosfera singular, difícil de encontrar noutras cidades” segundo a descrição do guia. “Estando num local tão espantoso, não admira que muitos dos maiores exploradores do mundo se interrogassem sobre que outras belezas estariam para lá do horizonte quando daqui partiram no século XV”, acrescenta o ucityguides.com.
Lisboa é uma das 10 cidades mais belas do mundo juntamente com Veneza, Paris, Praga, Rio de Janeiro, Amesterdão, Florença, Roma, Budapeste, Bruges.
Começa hoje as Jornadas Mundiais da Juventude, com a presença do Papa Bento XVI.
Qual é portanto a natureza do que acontece numa Jornada Mundial da Juventude? Que forças que agem nela?
Análises em voga tendem a considerar estas jornadas como uma espécie de festival rock em estilo eclesial com o Papa como estrela.
Há também vozes católicas que avaliam tudo como um grande espectáculo, até bonito, mas de pouco significado para a questão sobre a fé e sobre a presença do Evangelho no nosso tempo.
Seriam momentos de caloroso êxtase, mas que afinal de contas deixariam tudo como dantes, sem influenciar de modo mais profundo a vida.
Porém, dessa maneira a peculiaridade daquelas jornadas e o carácter particular da sua alegria, da sua força criadora de comunhão, fica sem explicação alguma.
O Papa não é a estrela que concenttra tudo à volta de si.
Ele é total e unicamente Vigário. Remete para o Outro que está no nosso meio.
A Liturgia solene é o centro do conjunto, porque nela acontece o que nós não podemos realizar e de que, contudo, estamos sempre à espera. Ele está presente. Ele vem para o meio de nós. O céu rasga-se e a terra fica cheia de luz.
É isto que torna feliz e aberta a vida e une uns aos outros numa alegria que não é comparável com o êxtase de um festival rock.
Nietzsche certa vez disse: "A habilidade não consiste em organizar uma festa,
mas em encontrar as pessoas capazes de sentir alegria nela".
Segundo a Escritura, a alegria é fruto do Espírito Santo.
Mas será que a identidade, em particular a da cultura europeia, se há-de necessariamente afirmar pela negação do “outro” e do “diferente”, da sua dignidade e do seu valor?
Também virá a propósito relembrar as polémicas suscitadas pelos discursos de Ângela Merkel e David Cameron a respeito do falhanço do multiculturalismo, enquanto coexistência e tolerância passiva das diversidades culturais das comunidades imigrantes na Europa (em especial as muçulmanas), mantidas no seu isolamento e sem a preocupação de adesão a valores culturais comuns das sociedades que as acolhem. Ângela Merkel ligou tais valores à herança judaico-cristã. David Cameron, por seu turno, falou num «liberalismo musculado muito mais activo», no «reforço dos valores da igualdade e da lei» e numa «visão de sociedade» de que estes imigrantes «queiram fazer parte».
Os representantes dessas comunidades muçulmanas não reagiram nada bem a estes discursos. Temem que a eles esteja subjacente a mesma reacção de rejeição e hostilidade que conduziu ao sucesso eleitoral de partidos extremistas anti-islâmicos na Holanda e nos países nórdicos, países que até aqui também apostaram no modelo multiculturalista, contra o qual se insurgia, de forma extrema, Anders Breivik.
A coesão social da Europa só terá a ganhar com uma mais sólida integração dos seus imigrantes, incluindo os de religião muçulmana. Mas será insensato pensar que essa integração há-de dar-se só com a condição de essas comunidades sacrificarem as suas riquezas culturais e religiosas, como se os muçulmanos tivessem de deixar de o ser para serem plenamente europeus. Só o diálogo entre uma e outra das culturas em presença permitirá uma autêntica integração. Para tal, há que valorizar os expoentes da cultura muçulmana (que também os há) que procuram conciliar o Islão com os valores de liberdade e igualdade próprios das sociedades europeias.
E, para que esse diálogo seja fecundo, também importa que da parte das sociedades europeias haja uma valorização da sua própria identidade. Para que nos imigrantes muçulmanos cresça o sentimento de pertença às sociedades europeias (para que eles destas «queiram fazer parte»), certamente que, antes de mais, tem de ser sólido o próprio sentimento de pertença dos europeus a essas sociedades. E, para que este sentimento de pertença possa atrair mais do que o que é proporcionado pelos grupos fundamentalistas, será necessário que os imigrantes muçulmanos não se deparem com sociedades pobres de valores éticos e espirituais (é também esta pobreza que delas faz um terreno de conquista desses grupos).
A identidade das pessoas e dos povos não deve afirmar-se contra o outro (como faz a “ideologia da identidade” de Anders Breivik), mas através da adesão coerente a valores éticos que dão sentido à convivência humana. As pessoas e os povos não se realizam contra o outro, mas quando doam o melhor de si mesmos. Uma Europa consciente das suas raízes cristãs (em que imperem os valores liberais, mas não só), que veja nessas raízes muito mais do que a memória de tradições ancestrais ou a preservação de sinais externos, que seja, pois, coerente com a autenticidade dos valores cristãos, há-de saber acolher os imigrantes muçulmanos, com eles dialogar e identificar valores éticos e espirituais comuns.
Pedro Vaz Patto

A Suíça estremece.Splitscreen: A Love Story from JW Griffiths on Vimeo.
| Uma história contada por dois olhares. Contada por distintos e minuciosos olhares que revelam e transformam uma realidade desejosa de sentido. Pelo caminho procuram registar e observar etapas, relações, pessoas e acontecimentos que atravessaram a sensibilidade da retina. Porém, este percurso fotográfico será certamente visitado pelo fascínio de uma uniformidade que nos quer como sujeitos-metades portadores de um olhar fotocopiado, igual e simetricamente correto. E este género de história – que até pode ser a do amor – bate certo, mas a coisa continua a dar para o torto. De facto, já não suportamos o uniforme e desejamos vestirmo-nos de uma nova unidade que narrando uma única história, oferecerá descrições cheias de diferença e de originalidade. | |
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| Tenho por mim que todos nós ansiamos pelas férias. Não o escrevo isto com um tom azedo de quem acha este desejo ser uma fraqueza humana, mas com o tom expectante de homem fraco que deseja férias! É bom sonhar com aquele tempo onde não nos podemos preocupar com nada e ficamos nervosos só de ouvir a palavra prazo. É sempre um tempo onde vemos sol, calor e tudo feito com muita calma. Alguns ficam por cá, outros, mais sortudos, vão viajar. Para estes sugerimos o Museu de Arte Moderna em São Paulo. Sempre se junta o útil ao agradável… A expressão tempo de férias encerra já em si uma realidade difícil de aceitar. Pois se as férias são nossas, o tempo já não. Por mais que se planeie, por mais que se deseje, por mais que se sonhe, as nossas férias não são a greve da vida. Creio que é para isto que a Reflexão nos alerta: o descanso para a liberdade, a liberdade para a disponibilidade. No seguimento disto, não posso fechar o editorial sem escrever o nome de Maria José Nogueira Pinto. Paradoxo dos paradoxos, é quando se prepara para descansar, para desligar das preocupações, que a vida a põe defronte da besta. E MJNP responde “Esperando o pior, mas confiando no melhor. Seja qual for o desfecho, o Senhor é meu pastor, nada me faltará” | |
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Passos Coelho anunciou hoje a criação de uma taxa especial sobre o IRS a ser aplicada só em 2011 para acelerar a descida do défice. "O Governo está a preparar a adopção, com carácter extraordinário, de uma Contribuição Especial para o Ajustamento Orçamental que incidirá sobre todos os rendimentos que estão sujeitos a englobamento no IRS, respeitando o princípio da universalidade, isto é, abrangendo todos os tipos de rendimento. Esta medida cujo detalhe técnico está ainda a ser ultimado será apresentada nas próximas duas semanas. Mas posso adiantar que a intenção é que o peso desta medida fiscal temporária seja equivalente a 50% do subsídio de Natal acima do salário mínimo nacional", anunciou Passos Coelho. A medida vigorará apenas em 2011 e será explicada em detalhe nas próximas duas semanas.
Na primeira intervenção enquanto primeiro-ministro no Parlamento, Passos Coelho disse que com os números do INE ontem divulgados - que mostraram um défice das administrações públicas de 7,7% -, "ficámos a saber que, preparados para todos os cenários, é com o mais indesejado e exigente que teremos de trabalhar".
Nesse sentido, o chefe do Governo anunciou que "anteciparemos já para este terceiro trimestre medidas estruturais" previstas no acordo da ‘troika', entre as quais o programa de privatizações.
No entanto, "o Estado das contas públicas força-me a pedir mais sacrifícios aos portugueses", continuou Passos, justificando o anúncio de medidas austeridade adicionais para não submeter "o País a quaisquer riscos" em termos de cumprimento do acordo com a ‘troika', que prevê um défice de 5,9% do PIB este ano.
Chamar a concertação social
O primeiro-ministro também prometeu hoje levar a sede de concertação social todas as medidas estruturantes da economia.
"É indispensável para podermos cumprir [o programa do Governo] reunir apoio social", reconheceu Passos Coelho, garantindo, por isso, que o Governo não deixará de "sujeitar à concertação social todas as matérias relevantes com implicações estruturantes" para a economia.
"O governo não faz as reformas. O governo lidera as reformas", admitiu o primeiro-ministro, defendendo que "a mudança será concretizada se envolvermos as forças sociais".
Na sequência das reuniões preliminares com o ministro da Economia, Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP, já classificou algumas das medidas que estão na calha para o mercado de trabalho como "disparates".

Cláudio Anaia, anunciou em primeira mão ao AUDIÊNCIA que existem já movimentos interessados em sensibilizar a população e recolher assinaturas para lembrar ao futuro primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, que as promessas têm de ser cumpridas. Em causa estão as declarações do líder social-democrata durante a campanha eleitoral para as eleições legislativas, onde Passos Coelho prometeu rever a questão do aborto e realizar um novo referendo se houvesse disposição por parte da população.
“Achamos que está na hora de Pedro Passos Coelho cumprir a promessa. Exigimos que, em consonância com a promessa que fez, traga este assunto para a discussão política e pública”, refere o líder dos Socialistas Católicos, grupo formado em 1997 e que irá também fazer parte deste movimento. “Nós, Socialistas Católicos, concordamos com essa postura e achamos que é fundamental mexer na lei por vários motivos. Não só pela questão moral, porque para nós o aborto é sempre a morte de um inocente, mas também pela questão da justiça social”, explica.
Cláudio Anaia adianta que, segundo dados da Federação Portuguesa pela Vida, três anos depois da legalização do aborto em Portugal, já se gastaram 100 milhões de euros, algo que o líder não compreende. “Num país que está em crise, onde se corta abonos de famílias, onde a taxa de natalidade está cada vez mais em queda, achamos que é fundamental a lei ser modificada”, declara.
Também o facto de a legalização do aborto ter criado um negócio de milhões, com os hospitais públicos a não terem capacidade de resposta e a “chutarem” as mulheres para os hospitais privados, é algo que incomoda os Socialistas Católicos, que referem ainda o facto de estas mulheres serem tratadas de forma diferente dos restantes pacientes.
“Que país é este onde uma mulher que queira abortar vai a um hospital público, não paga taxas moderadoras, passa à frente de toda a gente, tem um subsídio dito de maternidade, que é pago a 100 por cento - quando os subsídios por baixa não passam dos 75 por cento – e ainda tem direito a 20 ou 30 dias de descanso?”, questiona o líder.
Cláudio Anaia está convencido de que, caso os movimentos avancem, conseguirão obter milhares de assinaturas para voltar a realizar um referendo sobre o assunto, da mesma forma que acredita que Passos Coelho cumprirá a promessa. “Eu sei que a classe política está descredibilizada, e não conheço Pedro Passos Coelho intimamente para saber se vai cumprir o que prometeu ou não, mas acho que está na hora de sermos coerentes”.
Nova liderança no partido pode trazer melhoria nas relações
Apoiante assumido de António José Seguro para próximo Secretário-Geral do PS, o líder dos Socialistas Católicos espera vir a ter uma relação diferente da que tinha com José Sócrates, mais à semelhança da que mantinha com António Guterres, também ele Socialista Católico.
in JORNAL AUDIÊNCIA (on line) - 23 Junho 2011

