quarta-feira, agosto 31, 2011

O Google comemora o 110º aniversário da Inauguração da primeira linha de carros eléctricos entre Cais do Sodré e Algés, em Lisboa.



Quem entrar hoje na página do Google Portugal pode ver as letras do nome da empresa entrar para um destes transportes.

Quem entrar no motor de pesquisa em Portugal vê as letras Google a entrar num tradicional eléctrico amarelo de Lisboa.

Como em outras efemérides, assinaladas pela empresa, se clicar na imagem, o motor de busca reencaminha-o para informação adicional sobre o eléctrico.

quinta-feira, agosto 25, 2011

Telemóveis poderão ser carregados pelo andar

Pesquisadores norte-americanos descobriram uma forma de transformar o movimento humano em electricidade, que pode ser utilizada para carregar vários aparelhos electrónicos, como smartphones, leitores de MP3 e computadores. Uma simples caminhada pode, em breve, ser suficiente para alimentar a bateria de um telemóvel.

Telemóveis poderão ser carregados pelo andar
O telemóvel poderá ser carregado ao camin

O mecanismo consiste em colocar um dispositivo, uma espécie de palmilha, dentro do calçado, que servirá para captar a energia de pequenas gotículas líquidas e convertê-la em correntes eléctricas.

O método baseia-se na energia cinética que já é utilizada para carregar aparelhos com doses menores de energia, como relógios e sensores.

O estudo foi realizado pela Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, e será publicado na revista especializada "Nature Communications".

''De uma forma geral, os humanos são máquinas muito poderosas de produção de energia", afirmou Tom Krupenkin, professor do Departamento de Energia Mecânica da universidade, citado pela BBC.

Segundo Krupenkin, ''ao correr, uma pessoa pode produzir até um quilowatt de energia", quantidade suficiente para carregar um telemóvel comum.

sábado, agosto 20, 2011

Lisboa no ranking das 10 cidades mais bonitas do Mundo


Lisboa foi considerada pelo guia de viagens online www.ucityguides.com como uma das 10 cidades mais bonitas do mundo. A calçada portuguesa, as fachadas e os tons da capital foram as características mais apreciadas.

Lisboa tem “uma atmosfera singular, difícil de encontrar noutras cidades” segundo a descrição do guia. “Estando num local tão espantoso, não admira que muitos dos maiores exploradores do mundo se interrogassem sobre que outras belezas estariam para lá do horizonte quando daqui partiram no século XV”, acrescenta o ucityguides.com.

Lisboa é uma das 10 cidades mais belas do mundo juntamente com Veneza, Paris, Praga, Rio de Janeiro, Amesterdão, Florença, Roma, Budapeste, Bruges.


terça-feira, agosto 16, 2011

Jornadas Mundiais da Juventude

Começa hoje as Jornadas Mundiais da Juventude, com a presença do Papa Bento XVI.

Para acompanhares todas as iniciativas clica aqui : http://www.madrid11.com/pt


domingo, agosto 14, 2011

O que é a JMJ? - responde Bento XVI


Qual é portanto a natureza do que acontece numa Jornada Mundial da Juventude? Que forças que agem nela?

Análises em voga tendem a considerar estas jornadas como uma espécie de festival rock em estilo eclesial com o Papa como estrela.

Há também vozes católicas que avaliam tudo como um grande espectáculo, até bonito, mas de pouco significado para a questão sobre a fé e sobre a presença do Evangelho no nosso tempo.

Seriam momentos de caloroso êxtase, mas que afinal de contas deixariam tudo como dantes, sem influenciar de modo mais profundo a vida.

Porém, dessa maneira a peculiaridade daquelas jornadas e o carácter particular da sua alegria, da sua força criadora de comunhão, fica sem explicação alguma.

O Papa não é a estrela que concenttra tudo à volta de si.
Ele é total e unicamente Vigário. Remete para o Outro que está no nosso meio.

A Liturgia solene é o centro do conjunto, porque nela acontece o que nós não podemos realizar e de que, contudo, estamos sempre à espera. Ele está presente. Ele vem para o meio de nós. O céu rasga-se e a terra fica cheia de luz.

É isto que torna feliz e aberta a vida e une uns aos outros numa alegria que não é comparável com o êxtase de um festival rock.

Nietzsche certa vez disse: "A habilidade não consiste em organizar uma festa,
mas em encontrar as pessoas capazes de sentir alegria nela"
.

Segundo a Escritura, a alegria é fruto do Espírito Santo.


sexta-feira, agosto 12, 2011

Identidade e Multiculturalismo

Ainda não refeitos do choque provocado pelo assassinato perpetrado pelo norueguês Anders Breivik, é natural que nos interroguemos sobre até onde pode ir a defesa exacerbada da identidade. Descontando o que possa situar-se no domínio da patologia, parece ser essa defesa exacerbada a inspirar o ideário desde há bastante tempo por ele difundido. “Ideologia da identidade” – foi assim que Massimo Introvigne qualificou tal ideário, de forma mais correcta do que a de “fundamentalismo cristão”, tão distante está da mensagem de amor universal do cristianismo. A etiqueta “cristã” poderá ser instrumentalizada, neste como noutros casos, como simples factor de identidade e diferenciação no confronto com o outro (é essa como poderia ser qualquer outra), sem qualquer conexão com a fé e a doutrina cristãs (por isso, Anders Breivik até falava em “cristãos ateus e agnósticos”).

Mas será que a identidade, em particular a da cultura europeia, se há-de necessariamente afirmar pela negação do “outro” e do “diferente”, da sua dignidade e do seu valor?

Também virá a propósito relembrar as polémicas suscitadas pelos discursos de Ângela Merkel e David Cameron a respeito do falhanço do multiculturalismo, enquanto coexistência e tolerância passiva das diversidades culturais das comunidades imigrantes na Europa (em especial as muçulmanas), mantidas no seu isolamento e sem a preocupação de adesão a valores culturais comuns das sociedades que as acolhem. Ângela Merkel ligou tais valores à herança judaico-cristã. David Cameron, por seu turno, falou num «liberalismo musculado muito mais activo», no «reforço dos valores da igualdade e da lei» e numa «visão de sociedade» de que estes imigrantes «queiram fazer parte».

Os representantes dessas comunidades muçulmanas não reagiram nada bem a estes discursos. Temem que a eles esteja subjacente a mesma reacção de rejeição e hostilidade que conduziu ao sucesso eleitoral de partidos extremistas anti-islâmicos na Holanda e nos países nórdicos, países que até aqui também apostaram no modelo multiculturalista, contra o qual se insurgia, de forma extrema, Anders Breivik.

A coesão social da Europa só terá a ganhar com uma mais sólida integração dos seus imigrantes, incluindo os de religião muçulmana. Mas será insensato pensar que essa integração há-de dar-se só com a condição de essas comunidades sacrificarem as suas riquezas culturais e religiosas, como se os muçulmanos tivessem de deixar de o ser para serem plenamente europeus. Só o diálogo entre uma e outra das culturas em presença permitirá uma autêntica integração. Para tal, há que valorizar os expoentes da cultura muçulmana (que também os há) que procuram conciliar o Islão com os valores de liberdade e igualdade próprios das sociedades europeias.

E, para que esse diálogo seja fecundo, também importa que da parte das sociedades europeias haja uma valorização da sua própria identidade. Para que nos imigrantes muçulmanos cresça o sentimento de pertença às sociedades europeias (para que eles destas «queiram fazer parte»), certamente que, antes de mais, tem de ser sólido o próprio sentimento de pertença dos europeus a essas sociedades. E, para que este sentimento de pertença possa atrair mais do que o que é proporcionado pelos grupos fundamentalistas, será necessário que os imigrantes muçulmanos não se deparem com sociedades pobres de valores éticos e espirituais (é também esta pobreza que delas faz um terreno de conquista desses grupos).

A identidade das pessoas e dos povos não deve afirmar-se contra o outro (como faz a “ideologia da identidade” de Anders Breivik), mas através da adesão coerente a valores éticos que dão sentido à convivência humana. As pessoas e os povos não se realizam contra o outro, mas quando doam o melhor de si mesmos. Uma Europa consciente das suas raízes cristãs (em que imperem os valores liberais, mas não só), que veja nessas raízes muito mais do que a memória de tradições ancestrais ou a preservação de sinais externos, que seja, pois, coerente com a autenticidade dos valores cristãos, há-de saber acolher os imigrantes muçulmanos, com eles dialogar e identificar valores éticos e espirituais comuns.

Pedro Vaz Patto


terça-feira, agosto 02, 2011

Quem nos rouba o tempo ?



O filósofo Blaise Pascal dizia que toda a infelicidade humana provém de uma única coisa: não sabermos estar quietos num lugar. Mas não foi apenas a quietude a tornar-se hoje em dia uma virtude fora de moda. Nós próprios nos tornámos uma espécie de “doentes de tempo”. Parece que temos de viver sete vidas num dia só, ofegantes, ansiosos, desencontrados e meio insones. Um desenvolvimento sereno do tempo não nos basta. Desde os horários dilatados de trabalho às solicitações para uma comunicação praticamente ininterrupta, entramos num ciclo sôfrego de atenção, atividade e consumo. «Despacha-te, despacha-te» é o comando de uma voz que nos aprisiona e cujo rosto não vemos. «Despacha-te para quê?». Talvez, se tivéssemos de explicar as razões profundas dos nossos tráficos em vertigem, nem saberíamos dizer. E também disso, desse vazio de respostas, preferimos fugir.

Quem nos rouba o tempo? Um investigador social americano, Alec Mackenzie, divertiu-se a construir uma lista de “ladrões de tempo” e chegou à conclusão que os mais perigosos são aqueles interiores, os que nós próprios incorporamos. É claro que há uma quantidade impressionante de “ladrões exteriores”: o modo leviano como nos interrompemos uns aos outros com trivialidades; os telefonemas que chovem e se prolongam por coisa nenhuma; os compromissos e obrigações sociais de mero artificialismo; as reuniões sem uma agenda preparada em vista de objetivos… Mas os “ladrões” mais devastadores são os que atuam por dentro quando, por exemplo, as nossas próprias prioridades aparecem confusas e flutuantes; quando somos incapazes de traçar um plano diário ou mensal e ser fiel a ele; quando as responsabilidades estão mal repartidas e se resiste a delegar; quando não conseguimos dizer um não, com simplicidade; quando nos deixamos envolver numa avalanche de ativismo e desordem ou nos acomete o problema contrário: um perfecionismo idealizado que nos deixa paralisados.

A conquista de um ritmo humano para a vida não acontece de repente, nem avança com receitas de quatro tostões. Também aqui estamos perante um caminho de transformação que cada um tem de fazer e nos pede verdade, aprendizagem e renúncia. A primeira renúncia é àquela da obsessão pela omnipotência. Temos de ter a coragem de perceber e aceitar os limites, pedir ajuda mais vezes, e dizer “basta por hoje” sem o sentimento de culpa a martelar. A insegurança provocada pela velocidade a que tudo se dá, leva-nos a ter medo de apagar a luz ou de arrumar os papéis para continuar amanhã. Precisamos, por outro lado, aprender a planificar com sabedoria o dia a dia, hierarquizando as atividades, e concentrando melhor a nossa entrega. Precisamos aprender a racionalizar e a simplificar, sobretudo as tarefas que se podem prever ou se repetem. E ganhar assim tempo para redescobrir aqueles prazeres simples que só a lentidão nos faz aceder. São tão belos certos instantes de recolhimento e de pausa em que o nosso olhar ou o nosso passo se deslocam sem ser por nada, numa gratuidade que apenas cintila, reacendida.

José Tolentino Mendonça

sábado, julho 30, 2011

Cinema : Super 8





Chega finalmente ás salas portuguesas, o filme super 8 uma aventura juvenil de J.J. Abrams (realizador) e Steven Spielberg (produtor) que redescobre um modelo deentertainment que se interessa pelas emoções e desejos dos seus jovens heróis.

Super 8 , é um trabalho a fazer lembrar os filmes da década de 80 e o seu argumento conta a história de um rapaz chamado Joe, que tem um grupo de amigos que gosta fazer pequenos filmes, filmados numa camara super 8. Após convidarem Alice Dainard, uma adolescente, para fazer parte do novo filme deles, eles testemunham o descarrilamento de um comboio numa estação, e desde essa altura, tudo muda na cidade onde vivem.

Com a presença de um extraterreste, este filme de 112 minutos e um bom entretimento para ver numa sala de cinema com um pacote de pipocas.

quarta-feira, julho 27, 2011

A MAIOR LAVANDARIA DE DINHEIRO DO MUNDO AMEAÇA FALIR

A Suíça estremece.
Zurique alarma-se.
Os belos bancos, elegantes, silenciosos de Basileia e Berna estão ofegantes.
Poderia dizer-se que eles estão assistindo na penumbra a uma morte ou estão velando um moribundo.
Esse moribundo, que talvez acabe mesmo morrendo, é o segredo bancário suíço.
O ataque veio dos Estados Unidos, em acordo com o presidente Obama.
O primeiro tiro de advertência foi dado na quarta-feira.
A UBS - União de Bancos Suíços, gigantesca instituição bancária suíça viu-se obrigada a fornecer os nomes de 250 clientes americanos por ela ajudados para defraudar o fisco.
O banco protestou, mas os americanos ameaçaram retirar a sua licença nos Estados Unidos.
Os suíços, então, passaram os nomes.
E a vida bancária foi retomada tranquilamente.
Mas, no fim da semana, o ataque foi retomado.
Desta vez os americanos golpearam forte, exigindo que a UBS forneça o nome dos seus 52.000 clientes titulares de contas ilegais!
O banco protestou.
A Suíça está temerosa.
O partido de extrema-direita, UDC (União Democrática do Centro), que detém um terço das cadeiras no Parlamento Federal, propõe que o segredo bancário seja inscrito e ancorado pela Constituição federal.
Mas como resistir?
A União de Bancos Suíços não pode perder sua licença nos EUA, pois é nesse país que aufere um terço dos seus benefícios.
Um dos pilares da Suíça está sendo sacudido.
O segredo bancário suíço não é coisa recente.
Esse dogma foi proclamado por uma lei de 1934, embora já existisse desde 1714.
No início do século 19, o escritor francês Chateaubriand escreveu que neutros nas grandes revoluções nos Estados que os rodeavam, os suíços enriqueceram à custa da desgraça alheia e fundaram os bancos em cima das calamidades humanas.
Acabar com o segredo bancário será uma catástrofe económica.
Para Hans Rudolf Merz, presidente da Confederação Helvética, uma falência da União de Bancos Suíços custaria 300 biliões de francos suíços ou 201 milhões de dólares.
E não se trata apenas do UBS.
Toda a rede bancária do país funciona da mesma maneira.
O historiador suíço Jean Ziegler, que há mais de 30 anos denuncia a imoralidade helvética, estima que os banqueiros do país, amparados no segredo bancário, fazem frutificar três triliões de dólares de fortunas privadas estrangeiras, sendo que os activos estrangeiros chamados institucionais, como os fundos de pensão, são nitidamente minoritários.
Ziegler acrescenta ainda que se calcula em 27% a parte da Suíça no conjunto dos mercados financeiros offshore" do mundo, bem à frente de Luxemburgo, Caribe ou o extremo Oriente.
Na Suíça, um pequeno país de 8 milhões de habitantes, 107 mil pessoas trabalham em bancos.
O manejo do dinheiro na Suíça, diz Ziegler, reveste-se de um carácter sacramental.
Guardar, recolher, contar, especular e ocultar o dinheiro, são todos actos que se revestem de uma majestade ontológica, que nenhuma palavra deve macular e realizam-se em silêncio e recolhimento...
Onde param as fortunas recolhidas pela Alemanha Nazi?
Onde estão as fortunas colossais de ditadores como Mobutu do Zaire, Eduardo dos Santos de Angola, dos Barões da droga Colombiana, Papa-Doc do Haiti, de Mugabe do Zimbabwe e da Máfia Russa?
Quantos actuais e ex-governantes, presidentes, ministros, reis e outros instalados no poder, até em cargos mais discretos como Presidentes de Municípios têm chorudas contas na Suíça?
Quantas ficam eternamente esquecidas na Suíça, congeladas, e quando os titulares das contas morrem ou caem da cadeira do poder, estas tornam-se impossíveis de alcançar pelos legítimos herdeiros ou pelos países que indevidamente espoliaram?
Porquê após a morte de Mobutu, os seus filhos nunca conseguiram entrar na Suíça?
Tudo lá ficou para sempre e em segredo...
Agora surge um outro perigo, depois do duro golpe dos americanos.
Na mini cúpula europeia que se realizou em Berlim, (em preparação ao encontro do G-20 em Londres), França, Alemanha e Inglaterra (o que foi inesperado) chegaram a um acordo no sentido de sancionar os paraísos fiscais.
"Precisamos de uma lista daqueles que recusam a cooperação internacional", vociferou a chanceler Angela Merkel.
No domingo, o encarregado do departamento do Tesouro britânico Alistair Darling, apelou aos suíços para se ajustarem às leis fiscais e bancárias europeias.
Vale observar, contudo, que a Suíça não foi convidada para participar do G-20 de Londres, quando serão debatidas as sanções a serem adoptadas contra os paraísos fiscais.
Há muito tempo se deseja o fim do segredo bancário. Mas até agora, em razão da prosperidade económica mundial, todas as tentativas eram abortadas.
Hoje, estamos em crise.
Viva a crise!!!
Barack Obama, quando era senador, denunciou com perseverança a imoralidade desses remansos de paz para o dinheiro corrompido.
Hoje ele é presidente.
É preciso acrescentar que os Estados Unidos têm muitos defeitos, mas a fraude fiscal sempre foi considerada um dos crimes mais graves no país.
Nos anos 30, os americanos conseguiram caçar Al Capone.
Sob que pretexto?
Fraude fiscal!!!

Para muito em breve, a queda do império financeiro suíço!»

domingo, julho 17, 2011

A mesma história contada pela diferença

Splitscreen: A Love Story from JW Griffiths on Vimeo.



Uma história contada por dois olhares. Contada por distintos e minuciosos olhares que revelam e transformam uma realidade desejosa de sentido. Pelo caminho procuram registar e observar etapas, relações, pessoas e acontecimentos que atravessaram a sensibilidade da retina. Porém, este percurso fotográfico será certamente visitado pelo fascínio de uma uniformidade que nos quer como sujeitos-metades portadores de um olhar fotocopiado, igual e simetricamente correto. E este género de história – que até pode ser a do amor – bate certo, mas a coisa continua a dar para o torto. De facto, já não suportamos o uniforme e desejamos vestirmo-nos de uma nova unidade que narrando uma única história, oferecerá descrições cheias de diferença e de originalidade.

Nuno Branco
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sexta-feira, julho 15, 2011

Lançado às férias

Tenho por mim que todos nós ansiamos pelas férias. Não o escrevo isto com um tom azedo de quem acha este desejo ser uma fraqueza humana, mas com o tom expectante de homem fraco que deseja férias! É bom sonhar com aquele tempo onde não nos podemos preocupar com nada e ficamos nervosos só de ouvir a palavra prazo. É sempre um tempo onde vemos sol, calor e tudo feito com muita calma. Alguns ficam por cá, outros, mais sortudos, vão viajar. Para estes sugerimos o Museu de Arte Moderna em São Paulo. Sempre se junta o útil ao agradável…

A expressão tempo de férias encerra já em si uma realidade difícil de aceitar. Pois se as férias são nossas, o tempo já não. Por mais que se planeie, por mais que se deseje, por mais que se sonhe, as nossas férias não são a greve da vida. Creio que é para isto que a Reflexão nos alerta: o descanso para a liberdade, a liberdade para a disponibilidade.
No seguimento disto, não posso fechar o editorial sem escrever o nome de Maria José Nogueira Pinto. Paradoxo dos paradoxos, é quando se prepara para descansar, para desligar das preocupações, que a vida a põe defronte da besta. E MJNP responde “Esperando o pior, mas confiando no melhor. Seja qual for o desfecho, o Senhor é meu pastor, nada me faltará”

Manuel Vilhena
15.07.2011

quinta-feira, junho 30, 2011

Governo anuncia imposto extra equivalente a 50% do subsídio de Natal

Passos Coelho anunciou hoje a criação de uma taxa especial sobre o IRS a ser aplicada só em 2011 para acelerar a descida do défice.

"O Governo está a preparar a adopção, com carácter extraordinário, de uma Contribuição Especial para o Ajustamento Orçamental que incidirá sobre todos os rendimentos que estão sujeitos a englobamento no IRS, respeitando o princípio da universalidade, isto é, abrangendo todos os tipos de rendimento. Esta medida cujo detalhe técnico está ainda a ser ultimado será apresentada nas próximas duas semanas. Mas posso adiantar que a intenção é que o peso desta medida fiscal temporária seja equivalente a 50% do subsídio de Natal acima do salário mínimo nacional", anunciou Passos Coelho. A medida vigorará apenas em 2011 e será explicada em detalhe nas próximas duas semanas.

Na primeira intervenção enquanto primeiro-ministro no Parlamento, Passos Coelho disse que com os números do INE ontem divulgados - que mostraram um défice das administrações públicas de 7,7% -, "ficámos a saber que, preparados para todos os cenários, é com o mais indesejado e exigente que teremos de trabalhar".

Nesse sentido, o chefe do Governo anunciou que "anteciparemos já para este terceiro trimestre medidas estruturais" previstas no acordo da ‘troika', entre as quais o programa de privatizações.

No entanto, "o Estado das contas públicas força-me a pedir mais sacrifícios aos portugueses", continuou Passos, justificando o anúncio de medidas austeridade adicionais para não submeter "o País a quaisquer riscos" em termos de cumprimento do acordo com a ‘troika', que prevê um défice de 5,9% do PIB este ano.

Chamar a concertação social

O primeiro-ministro também prometeu hoje levar a sede de concertação social todas as medidas estruturantes da economia.

"É indispensável para podermos cumprir [o programa do Governo] reunir apoio social", reconheceu Passos Coelho, garantindo, por isso, que o Governo não deixará de "sujeitar à concertação social todas as matérias relevantes com implicações estruturantes" para a economia.

"O governo não faz as reformas. O governo lidera as reformas", admitiu o primeiro-ministro, defendendo que "a mudança será concretizada se envolvermos as forças sociais".

Na sequência das reuniões preliminares com o ministro da Economia, Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP, já classificou algumas das medidas que estão na calha para o mercado de trabalho como "disparates".


sábado, junho 25, 2011

"Está na hora de Passos Coelho cumprir a promessa”



Depois de Pedro Passos Coelho ter prometido em campanha eleitoral que estaria disposto a rever a lei do aborto e a realizar um novo referendo, se houvesse disposição da população para tal, o líder dos Socialistas Católicos do PS espera agora que a promessa seja cumprida. Em declarações exclusivas ao AUDIÊNCIA, Cláudio Anaia garante que já existem movimentos a preparar acções de sensibilização e de recolha de assinaturas para que o futuro primeiro-ministro português não se esqueça do prometido.

Cláudio Anaia, anunciou em primeira mão ao AUDIÊNCIA que existem já movimentos interessados em sensibilizar a população e recolher assinaturas para lembrar ao futuro primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, que as promessas têm de ser cumpridas. Em causa estão as declarações do líder social-democrata durante a campanha eleitoral para as eleições legislativas, onde Passos Coelho prometeu rever a questão do aborto e realizar um novo referendo se houvesse disposição por parte da população.

“Achamos que está na hora de Pedro Passos Coelho cumprir a promessa. Exigimos que, em consonância com a promessa que fez, traga este assunto para a discussão política e pública”, refere o líder dos Socialistas Católicos, grupo formado em 1997 e que irá também fazer parte deste movimento. “Nós, Socialistas Católicos, concordamos com essa postura e achamos que é fundamental mexer na lei por vários motivos. Não só pela questão moral, porque para nós o aborto é sempre a morte de um inocente, mas também pela questão da justiça social”, explica.

Cláudio Anaia adianta que, segundo dados da Federação Portuguesa pela Vida, três anos depois da legalização do aborto em Portugal, já se gastaram 100 milhões de euros, algo que o líder não compreende. “Num país que está em crise, onde se corta abonos de famílias, onde a taxa de natalidade está cada vez mais em queda, achamos que é fundamental a lei ser modificada”, declara.

Também o facto de a legalização do aborto ter criado um negócio de milhões, com os hospitais públicos a não terem capacidade de resposta e a “chutarem” as mulheres para os hospitais privados, é algo que incomoda os Socialistas Católicos, que referem ainda o facto de estas mulheres serem tratadas de forma diferente dos restantes pacientes.

“Que país é este onde uma mulher que queira abortar vai a um hospital público, não paga taxas moderadoras, passa à frente de toda a gente, tem um subsídio dito de maternidade, que é pago a 100 por cento - quando os subsídios por baixa não passam dos 75 por cento – e ainda tem direito a 20 ou 30 dias de descanso?”, questiona o líder.

Cláudio Anaia está convencido de que, caso os movimentos avancem, conseguirão obter milhares de assinaturas para voltar a realizar um referendo sobre o assunto, da mesma forma que acredita que Passos Coelho cumprirá a promessa. “Eu sei que a classe política está descredibilizada, e não conheço Pedro Passos Coelho intimamente para saber se vai cumprir o que prometeu ou não, mas acho que está na hora de sermos coerentes”.

Nova liderança no partido pode trazer melhoria nas relações

Apoiante assumido de António José Seguro para próximo Secretário-Geral do PS, o líder dos Socialistas Católicos espera vir a ter uma relação diferente da que tinha com José Sócrates, mais à semelhança da que mantinha com António Guterres, também ele Socialista Católico.

in JORNAL AUDIÊNCIA (on line) - 23 Junho 2011

domingo, maio 15, 2011

Portugal é o 21º país com melhor qualidade de vida


Portugal está entre os 21 países com melhor qualidade de vida, segundo dados revelados pela revista International Living, que analisou 194 países.
Custo de vida, cultura e lazer, economia, ambiente, liberdade, saúde, infra-estruturas, segurança e risco e clima são os nove itens analisados.

A França ocupa, pelo quinto ano consecutivo, o primeiro lugar na lista dos países do mundo com melhor qualidade de vida.

O Uruguai ocupa a 19ª posição no ranking, sendo o país sul-americano mais bem situado, apesar de ter descido seis posições desde 2009.
Os Estados Unidos, por outro lado, caíram da terceira para a sétima posição.
A Somália surge em último lugar. Os últimos lugares do ranking são ocupados por países africanos.

A lista completa, clica aqui

quarta-feira, maio 04, 2011

Roda gigante realmente gigante



Vejam a Singapor Flyer, talvez a maior roda gigante do mundo, da qual você consegue ter uma vista panorâmica de Singapura, Malásia e Indonésia!!!

domingo, maio 01, 2011

Site da Canção Nova


Para quem quiser acompanhar todas as novidades da comunidade Canção Nova em Portugal (TV, rádio e outros) vai a :

www.cancaonova.pt