
Resultados Oficias em:
http://www.legislativas2009.mj.pt/legislativas2011/



'Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê.
Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.
Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.
Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos.
A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima. Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!'
João Pereira Coutinho, Jornalista


Segundo o relatório, o total de abortos em 2010, independentemente dos motivos, foi de 19 436. Desses, 97 por cento (18 911) foram realizados a pedido da mulher.
Duarte Vilar, da Associação Portuguesa de Planeamento Familiar, afirmou ao CM que "a repetição dos abortos aconteceu de forma clandestina". Nessas circunstâncias, diz, "não há técnicos a encaminhar as mulheres para as unidades de consultas de planeamento familiar". Segundo o sociólogo, 13% das mulheres não usam contraceptivo e "importa perceber porquê e porque repetem os abortos". A associação está a ultimar um estudo, a divulgar dentro de dois meses, sobre "o problema das repetições de aborto".
Já o obstetra e coordenador do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, Miguel Oliveira Silva, defende que as mulheres que abortam nos hospitais públicos e faltam à posterior consulta de planeamento deveriam pagar a intervenção.
"Não devemos pagar com os nossos impostos um segundo aborto a uma pessoa que, irresponsavelmente após o primeiro, falta à consulta", disse.
Lisa Vicente, da DGS, considera "fundamental que o Estado proporcione consultas de planeamento e contraceptivos gratuitos".
MAIS DE 100 ADOLESCENTES ABORTARAM
A maioria dos abortos foram feitos por mulheres entre os 20 e os 34 anos. Porém, foram realizadas 101 interrupções por raparigas com menos de 15 anos. Dos 15 aos 19 anos abortaram 2214 jovens, revela o relatório da Direcção-Geral da Saúde. Quase 40 por cento das mulheres (7494) que abortaram em 2010 não tinham filhos, 5492 tinham um, 4321 dois e 1176 três filhos. A maioria das interrupções foi feita nos hospitais públicos (12 946). O método cirúrgico com anestesia geral foi o mais escolhido no sector privado (5651 das 6061 interrupções), enquanto no público a opção recai sobre o medicamentoso (12 404 das 12 535 efectuadas). Lisboa é a cidade com maior número de interrupções da gravidez (6842).

Com o Decreto Regulamentar n.º 2/2011, de 3 de Março foram criados novos sinais de trânsito. Conheça-os!O presente decreto regulamentar cria novos símbolos e sinais de informação relativos:
Em primeiro lugar, são criados novos sinais destinados a avisarem o utente de que se encontra numa área sujeita à cobrança electrónica de portagens.
A introdução de portagens em auto -estradas onde actualmente se encontra instituído o regime «Sem custos para o utilizador» (SCUT) encontra-se prevista, no Programa
de Estabilidade e Crescimento 2010-2013, para obter a necessária consolidação das contas públicas e assegurar uma maior equidade e justiça social.
A introdução das portagens em lanços e sublanços de auto-estrada fica sujeita ao modelo de cobrança electrónica, não existindo, em regra, uma zona delimitada de portagens como a conhecemos actualmente.
Nessa medida, importa prestar aos utentes daquelas infra-estruturas rodoviárias informação relativa a esta nova realidade, através de um símbolo adequado e da correspondente sinalização, dando a conhecer que o mesmo se encontra numa zona sujeita a cobrança electrónica de portagens.
A regulação dos sinais em questão visa a garantia do consumidor para que o mesmo possa saber e conhecer, através da sinalização, que está a entrar numa estrada com
portagens ou que se encontra na sua linha de radar.
Em segundo lugar, são aprovados novos sinais destinados a avisar o utente de que este se encontra numa área de fiscalização automática de velocidade.
A Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária, aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 54/2009, de 26 de Junho, prevê como objectivo o controlo automático da velocidade, através da implementação de um sistema nacional de fiscalização automática da velocidade, que tem como desiderato o cumprimento dos limites legais da velocidade e, consequentemente, a redução da sinistralidade rodoviária.
O sistema de fiscalização automática da velocidade, a nível nacional, é inovador. Assim, importa prestar aos utentes das vias, onde os equipamentos para o efeito são instalados, informação relativa a esta realidade através de símbolo adequado e respectiva sinalização.
Entrou em vigor hoje dia 4 de Março de 2011.


Ao ler o blogue Spe Deus deparei-me com um texto de Aura Miguel, Contra-corrent, sobre os pastorinhos Jacinta e Francisco Marta, que em determinada altura coloca a seguinte questão: “Como é que se explica que duas crianças analfabetas, perdidas no Portugal profundo, com 7 e 9 anos, continuem a fascinar meninos do século XXI e até mesmo adultos, que desejam para o seu coração o mesmo fogo de amor e simplicidade que os definia?”
Fiquei presa a esta questão que me reportou para o essencial da vida. Tantos textos escritos, tantos debates, tantos discursos e teses na procura do que torna o ser humano feliz e, afinal, é o amor, como tão bem sabemos, que continua a fascinar…
Cristina Ribas
Cisne Negro é dos filmes mais falados e vistos da actualidade que apesar de algumas cenas forçadas é bom de se assistir. Os Óscares de Hollywood nomearam-no para : MELHOR FILME, MELHORREALIZAÇÃO (Darren Aronofsky)MELHOR ACTRIZ PRINCIPAL (Natalie Potman), MELHOR FOTOGRAFIA e MELHOR MONTAGEM.
Relata a trajectória de sucesso e auto-destruição de uma bailarina que suplanta os desafios do corpo e da alma para atingir a perfeição. Nina (Natalie Portman) , enfrenta os seus fantasmas entre a rivalidade de um show de rigor, a esquizofrenia e a auto-flagelação que conjuntamente se vai libertando de um obsessivo controlo maternal. Sublime a orquestração musical que combina eficazmente o clássico com o moderno.
É considerado por muitos como melhor filme de ballet de sempre.

Depois da Federação Portuguesa pela Vida entregar no Parlamento a petição para a revisão da lei sobre o aborto, os Socialistas Católicos defendem a realização de um novo referendo.
Em declarações à Renascença, o líder do Movimento lembra que, quatro anos após referendo, o número de interrupções voluntárias da gravidez continua a aumentar.
Cláudio Anaia critica a “injustiça social” dos gastos com o aborto, numa altura em que se corta cortes nos abonos de família, e alerta para a crise demográfica em Portugal.
De acordo com a Federação Portuguesa pela Vida, desde a entrada em vigor da nova lei, o Estado gastou mais de 100 milhões de euros.
Cláudio Anaia defende que esse dinheiro pode ser investido no apoio a associações sociais e que “querem ajudar as mulheres grávidas que querem ter os seus filhos”.
No próximo fim-de-semana, o Movimento de Socialistas Católicos vai desencadear uma iniciativa para defender a realização de um novo referendo do aborto.

Armado com dez mil folhetos e autocolantes e dois mil cartazes, o Movimento Socialistas Católicos tentará sensibilizar a opinião pública para a convocação de um nova consulta popular sobre o aborto, marcando o quarto aniversário da despenalização.
Cláudio Anaia, líder do grupo de 70 militantes do PS diz que «há novos argumentos para pedir um novo referendo». Numa altura em que «se corta nos abonos de família», a lei isenta de taxas moderadoras as mulheres que abortam e concede-lhes licenças até 30 dias.
Este grupo pró-vida sublinha ainda que o número de interrupções legais da gravidez tem continuado a subir, quando «já devia ter começado a decrescer». Mas, desde 2007, todos os anos o número de abortos nos hospitais tem subido, notam.
Os Socialistas Católicos defendem o referendo com a expectativa de que «o aborto deixe de ser um negócio e que o Estado deixe de o financiar». O financiamento deve ser canalizado «para associações pró-vida».
Cláudio Anaia gostaria de estar representado «com uma moção» no congresso do PS que vai realizar-se em Abril, mas não alimenta muitas esperanças. «As intervenções são controladas, os congressos são feiras de vaidades», diz ao SOL.
Daí a intervenção em paralelo que ocorre em Lisboa, Porto, Coimbra e Setúbal, no mesmo fim-de-semana em que José Sócrates realiza a convenção Novas Fronteiras.
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