quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Estado terá gasto 100 milhões com aborto legal

O Estado terá gasto mais de 100 milhões de euros com o aborto legal nos últimos quatro anos. Os números estão a ser avançados pela Rádio Renascença, que cita dados da Federação Portuguesa pela Vida, que hoje entrega uma petição na Assembleia da República, pedindo a discussão e revisão da lei.
“Estimamos que o aborto legal, hoje, já chega a mais de 100 milhões de euros gastos pelo Estado, não só na prática do acto, como nos subsídios pagos por efeito do aborto”, disse à Renascença Isilda Pegado, da Federação Portuguesa pela Vida.

“Esta situação é muito grave, tanto mais que o país se confronta com o futuro do Estado social. Temos que definir o que queremos, se o Estado continua a financiar e a promover o aborto ou se, pelo contrário, deve ter medidas de incentivo à natalidade”, acusa a responsável.

Isilda Pegado considera que falta acompanhamento às mulheres que se encontram em situações de risco e indica que muitas delas são reincidentes, com o aborto a ser utilizado, em muitos casos, como mais um método de planeamento familiar.

A jurista contesta ainda a discriminação que o Estado faz entre uma mulher que está em casa doente ou que tem um filho doente. “Recebe 65% do seu vencimento, enquanto uma mulher que faz o aborto a pedido tem 100% do seu vencimento durante aquele mês. Esta é uma questão que o país tem de conhecer e tem de debater, porque tem de ter consciência do uso que está a ser feito dos seus impostos e dos sacrifícios que lhe estão a ser pedidos”, argumenta.

A petição a entregar hoje na Assembleia da República, quase quatro anos depois da legalização do aborto, decorreu on-line e recolheu mais de cinco mil assinaturas.

Fonte : Jornal de Negócios , para ver a noticia clique aqui

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Vamos apoiar !!



Ao ligar, está a apoiar !


A ANIMAL tem como missão defender, estabelecer e proteger os direitos de todos os animais não-humanos que sejam seres sencientes, acreditando que cada animal importa por si próprio enquanto indivíduo.

A ANIMAL rege-se pelo princípio central de que os animais não-humanos não são propriedade dos humanos e que, nesse sentido, não são nossos para que sejam comidos, usados como roupa, calçado ou acessório, usados como instrumentos de pesquisa e experimentação, como objectos de entretenimento ou usados de qualquer outra forma ou com qualquer outro fim.

Veja o site da associação aqui

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

José Mourinho: Deus e a carreira de sucesso



José Mourinho acredita que Deus também faz parte da sua carreira de sucesso e, rejeitando superstições, gosta de ler algumas páginas da Bíblia antes dos jogos não para “Lhe pedir” ajuda, mas porque “acredita que Ele está”.

“Quando leio a Bíblia não estou propriamente a pedir-Lhe para que me ajude. Eu não peço para que me ajude num jogo. Mas penso que se eu for um bom homem, um bom pai, um bom marido, um bom amigo, se tiver uma vida social compatível com aquilo que são os Seus ideais, penso que tenho mais possibilidade de... É uma coisa que me alimenta na fé”, refere o treinador da equipa de futebol profissional do Real Madrid.

Mais pormenores, clica aqui

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

TEMPO (D)E MUDANÇA



Fevereiro. Ainda há pouco lutávamos para corrigir a tendência de continuar a escrever 2010 no final das datas em documentos oficiais ou nos nossos moleskines e eis-nos entrados, desapercebidos, no segundo mês do ano. Alguns planos que fizemos no começo de 2011 talvez nos comecem a parecer algo inviáveis ou, pelo menos, difíceis de concretizar. Relapsos, persistimos nos mesmos velhos erros que nos tínhamos proposto corrigir. Subitamente, o ano novo não é assim tão novo, ou tanto quanto gostaríamos. E, todavia, nenhuma impressão é mais falsa, porque mais fácil. Basta termos a coragem de dar ao olhar o seu uso próprio, que só o espelho subverte: o Norte de África agita-se em busca da liberdade, numa sequência de revoluções impensáveis em Dezembro; entre nós, dezenas de colégios ameaçam fechar, com a renegociação dos contratos de associação.

«Todo o mundo é composto de mudança», dizia o Poeta. A ilusão da continuidade é tanto mais perigosa quanto se apresenta como uma deturpação da própria ideia sagrada de eternidade. Somos seres no Tempo, e o tempo é história («intensa e aberta», como um conto de Flannery O’Connor) e a história é acção. Em muitos aspectos, esta edição do essejota é um convite a que, de facto, contrariando os primeiros sinais de re-acomodação e o rápido esvair da força das boas intenções do começo do ano, não adormeçamos (Deus cuidará de, pelos seus mensageiros, nos despertar), antes assumamos, conscientes, a tarefa cristã de sermos profetas, anunciadores de boas palavras, fundados na Palavra. Há, porém, que cultivar a coerência entre os gestos e a mensagem, ou esta fica esvaziada da sua credibilidade. Ser um verdadeiro cristão implica, portanto, face ao Fim que nos propomos, procurar os meios para tal, e unir o pensamento à mão (para citar Sophia), como a entrevistada deste número.

Não é, certamente, um caminho simples, e é demasiado fácil desistir. O nosso esforço, tantas vezes, parece não dar frutos, também porque os queremos imediatos (à letra: sem meios), mas «a força à pressa é desajeitada». A mudança é, o mais das vezes, morosa, se quer ser profunda, e é preciso aprendermos o valor das pequenas conquistas, que só a força pura, a graça, pode trabalhar. É a abertura a esta graça que, como se lê na rúbrica da Imagem, «nos dá a incrível sabedoria de voar sem tirar os pés da terra». Porque a mudança cristã nunca é utópica, uma declaração de bons propósitos, desligada das condições reais do mundo em que operamos. Deus, porém, não nos dispensa do possível, e nós podemos mais do que imaginamos. Saibamos tão-só aceitar o Seu desafio para mudar e, assim, «este vai ser o melhor 2011 de sempre», como anunciava alguém na passagem de ano, entrevistado por um repórter. A frase, se pensarem nela, é bem mais sábia do que cómica: esta bem pode ser, afinal, (e não vale aqui evocar Leibniz: o sentido é outro) a melhor vida de sempre, se a soubermos viver — Deus não nos fez para menos que isso. «Vim para que tenhais vida, e vida em abundância»: sob as neves de Fevereiro, esconde-se já a Primavera.

João Diogo Loureiro

sexta-feira, janeiro 28, 2011

Nomeados para os Óscares 2011


Melhor Filme
  • O Cisne Negro
  • The Fighter
  • A Origem
  • O Discurso do Rei
  • A Rede Social
  • Os Miúdos Estão Bem
  • Toy Story 3
  • 127 Horas
  • Indomável
  • Winter's Bone
Resultado : 27 Fevereiro 2011

Mais pormenores em : http://www.oscars.org/awards/index.html

terça-feira, janeiro 25, 2011

Papa Bento XVI abençoa as redes sociais



O Papa Bento XVI deu a sua bênção às redes sociais mas alertou que não podem substituir o contacto humano verdadeiro. No Dia Mundial das Comunicações da Igreja Católica, comemorado na passada segunda-feira, o pontífice enviou uma mensagem escrita aos cristãos, em que reconhece as vantagens das redes sociais e aprova a sua utilização.

"Gostaria de convidar os Cristãos, confiantes, informados e com uma criatividade responsável, a juntarem-se à rede de relações que a era digital tornou possível", escreveu Bento XVI na mensagem intitulada "Verdade, Proclamação e Autenticidade da Vida na Era Digital", segundo a revista Time .

O Papa pede aos utilizadores das redes sociais que sejam abertos e honestos nas suas comunicações e avisa-os a não confundir as amizades online com amizades mais profundas e duradouras. "É importante ter sempre presente que o contacto virtual não consegue e não deve tomar o lugar do contacto humano direto com as pessoas a todos os níveis da nossa vida", acrescentou o pontífice.

Bento XVI, 83 anos, não tem página pessoal no Facebook, nem Twitter, mas o Vaticano utiliza as redes sociais para transmitir mensagens do Papa através do site oficial, Pope2you , que liga os utilizadores a páginas do YouTube e do Facebook e até disponibiliza uma aplicação para o iPhone.

Fonte : Jornal Expresso

domingo, janeiro 23, 2011

Resultados das Eleições Presidenciais


Cavaco Silva -52.94% (2230104 votos)

Manuel Alegre - 19.75%(831959 votos)

Fernando Nobre - 14.1% (593868 votos)

Francisco Lopes - 7.14% (300840 votos)

Manuel Coelho - 4.5% (189340 votos)

Defensor Moura -1.57% (66091 votos)

Votos Brancos - 4.26% (191159 votos)

Votos Nulos - 1.93% (86543 votos)

Abstenção - 53,36 %

segunda-feira, janeiro 10, 2011

"em termos políticos....nada, mas no desporto, muito"



Apesar de jovem, já estou na vida politica há quase 26 anos e por isso hoje dei uma entrevista a um jornal local sobre esse assunto, o jornalista perguntou-me : "O que ambiciona no futuro em termos de cargos políticos ?" Respondi : "em termos políticos....nada, mas no desporto, muito" O repórter olhou espantado e perguntou : " O quê ?" Respondi : "Gostava de ser Presidente do "meu" BENFICA !

sexta-feira, janeiro 07, 2011

A beleza de uma intimidade!


A oração é um momento único de intimidade, expressa num gesto singular de entrega e confiança e envolta num mistério de sublimidade. O encontro interior e invisível com Deus transforma a nossa expressão visível e a nossa presença no mundo. Por isso é que é uma intimidade de singular beleza.

Gonçalo Castro Fonseca

sábado, janeiro 01, 2011

Um ano de simplicidade


Chegamos ao início deste novo ano com a sensação de que estão para começar tantas coisas importantes, entre sonhos e desejos, entre compromissos já marcados. Um novo ano é sempre um tempo de energia e motivação, uma espécie de “agora é que vai ser” ou “chegou a altura de…”.

Porém, um olhar mais atento ao ano que começa leva-nos a colocar algumas questões que, por muito que queiramos, não podemos evitar. Vivemos um tempo em que a palavra do dia é a crise. E temos a certeza que este ano que começa será um ano em que não deixaremos de sentir os seus efeitos. Percebemos a instabilidade que nos pode trazer e àqueles que conhecemos, para além do sentimento de insegurança, desencanto, sensação de que o país vai de mal a pior, etc. É fácil que a desmotivação e a crítica sejam um dos temas principais das nossas conversas de café.

Se, por um lado, é importante ter consciência de que não estamos a viver tempos fáceis, por outro, somos desafiados a tentar criar, desde nós mesmos, um modo diferente de nos colocarmos perante a vida e os seus desafios: a capacidade de olhar uma crise como oportunidade de desenvolver o que está ao meu alcance, de aprender com a experiência, de ser mais atento às consequências do que fazemos quando não pensamos muito nos seus efeitos. A crise acaba por se instalar devido aos pequenos consentimentos que todos vamos fazendo às injustiças e desequilíbrios já estabelecidos, sem tomar uma opção clara por algo que seja contra-corrente.

Este ano poderia ser uma oportunidade de sermos mais nós mesmos, de vivermos de forma mais simples, despojada, sem grandes preocupações em ter tudo, mas muito mais centrados em ser mais, em estar de forma mais inteira. Sobretudo em agradecer os mínimos detalhes e dons de cada dia, não fazer tantas contas de dinheiro mas muitas mais contas de relações positivas, simples e abertas a quem precisa de atitudes de esperança e compromisso.

Pe. António Valério sj

terça-feira, dezembro 28, 2010

Jesus de Plastico




Num tempo virado para a imagem, num mundo que vive de imagens, ocupamo-nos afincadamente com o exterior. A árvore de Natal está montada, os enfeites espalhados pelas ruas, as músicas inundam o ar, o presépio colocado à entrada de casa. Por fora, tudo pronto.

E por dentro? Quando nos viramos do avesso, subtil, mas não menos intenso, está este Jesus a chamar-nos a uma relação diária com Ele, a não o tratarmos todo o ano como se Ele não fosse “Deus connosco”.

Um desafio para este Natal: que não O troquemos por um Jesus de plástico, mas que O deixemos nascer, de uma vez para sempre, nas nossas vidas!

Bernardo Caldas

sábado, dezembro 25, 2010

O Natal de Jesus


Normalmente não gosto desta altura festiva do Natal.

Barulho por todo lado, compras, créditos e esbanjamento de dinheiro para as prendas e mais prendas. As pessoas esquecem que o Natal existe porque Jesus nasceu….Vimos um Natal travestido de Pai Natal, mais uma época que continua a lógica do Ter sobre o Ser…. E lembrar que Jesus nasceu num estábulo na pobreza!

Milhões de pessoas comemoram o Natal. Os pinheiros são enfeitados, as casas e ruas ficam cheias de luzes, ceias familiares são realizadas e muitos presentes são trocados. Mas, será que pode existir uma comemoração real sem a presença d´Aquele por causa de quem o Natal é festejado?
Vivemos uma época de decadência desenfreada rumo à capitalização e marketing desse dia 25 de Dezembro. Com o real significado do Natal cada vez mais esquecido….Vejo pelas crianças que já tem inteligência suficiente para saber que Pai Natal não existe, e que o Rudolph e os gnomos ajudantes são só uma continuação dessa mentira. E elas sabem quem é Jesus? Obviamente que não.


Mas coitadas das crianças! A culpa não é delas: a sociedade e principalmente os pais é que fazem essa “lavagem cerebral” ensinando aos filhos que o Pai Natal veio do Pólo Norte, que tem um trenó e tal, e simplesmente ignoram o nascimento do menino Jesus. Com o avançar da idade, os pequenos enganados descobrem que o velhote das barbas brancas não existe, e com isso, não fica nenhuma imagem de Cristo.

Para ajudar a esta situação, as lojas, mercados e indústrias aproveitam-se da data para vender, vender, vender. Vendem brinquedos, roupas, penduricalhos, comida para a ceia e principalmente os presentes, por que afinal, na cabeça das pessoas o que é o Natal sem compras? O Natal é justamente isso prendas e mais prendas!Sinto-me tantas vezes angustiado, numa época que deveria ser de comemoração do nascimento d`Aquele que mais amo, transformado no lixo consumista que se tornou esta sociedade que vivemos.
Temos um Natal transformado em dia de presentes e da ceia. E tantas vezes nem a ceia as pessoas sabem qual o seu verdadeiro significado.


Amigo Leitor, a verdade é que:Há 2000 anos, Jesus Cristo, o Nazareno nasceu em Belém. Agora ele quer passar o Natal com aqueles que O amam! No dia 25 de Dezembro o que se comemora é uma mensagem de Paz e Amor para todos.Realmente, sem Ele, o Natal perde o sentido! Sem um relacionamento vivo com o Redentor eterno, com Jesus Cristo, a vida é muitas vezes uma sequência de preocupações e aflições sem sentido.

Por isso, amigo leitor, neste Natal abra o seu coração. Deixe Jesus entrar na sua vida!!

Cláudio Anaia

sexta-feira, dezembro 24, 2010

Lugares de beleza

"Pôr a mesa, e em particular a mesa de Natal, pode constituir uma forma gráfica de criar um lugar de beleza"

Ao estender a toalha recém engomada e ao recontar novamente os convivas, ressoam na minha memória umas palavras de Bento XVI, em Lisboa, no Centro Cultural de Belém: “Fazei coisas belas, mas sobretudo fazei das vossas vidas lugares de beleza”.

Pôr a mesa, e em particular a mesa de Natal, pode constituir uma forma gráfica de criar um lugar de beleza, um acto de cultura, uma forma de arte. Efémeros, é certo; mas não são efémeras a maioria das obras de arte mais surpreendentes e imprescindíveis? Uma gota de chuva, um pôr-do-sol, uma flor?

Conjugo as cores da toalha, dos guardanapos, dos pratos, do centro de mesa. Coloco cada prato pensando na pessoa da família que se vai sentar nesse lugar. Tem que ter espaço, embora a família seja grande e ficar onde possa conversar. As crianças, o mais juntas possível, para ser mais fácil servi-las e ver o que comem.

O centro de mesa é uma coroa do Advento cujas 4 velas a criança mais nova foi acendendo, uma a uma, nos almoços dos 4 domingos anteriores ao Natal.

Acto de cultura é a disposição dos talheres. Não é indiferente. Não é preciso colher de sopa, porque na noite de consoada não se come sopa. (Aleluia!!! Dirão aqueles que não gostam deste prato da dieta mediterrânica.) Talheres de peixe, porque hoje é bacalhau.

Antigamente, na véspera das festas fazia-se abstinência – esse sacrifício de não comer carne. Comer peixe continua a ser coisa difícil para muita gente, em especial com os talheres específicos. Bacalhau não constitui uma refeição pobre, mas os sinais de contenção, de sobriedade, vão aparecendo no meio da festa: batatas e couves, doces feitos de pão duro disfarçado com mel e frutos secos, os restos aproveitados para a “roupa velha”… Apontamentos semi-ocultos que vão recordando que o Menino também nasceu em circunstâncias de crise.

Encontro lugar para os copos e todos os talheres de sobremesa. Primeiro a colher, pois virão mexidos vários, porque cada casa tem a sua variante e a aletria da tia é sempre melhor e mais amarelinha. Depois, o garfo e faca virados um para o outro, para as rabanadas ou a fruta. O aroma a mel e canela rescende das travessas antigas, herdadas dos avós. Dos avós herdámos também todas as receitas, os sabores, os rituais, a fé num Deus que nasceu numa família como a nossa.

Não significa isso que na nossa mesa não haja Coca-Cola e gomas ao lado dos pinhões e das nozes. Importa sim que cada um note e saboreie que é festa, que lhe entre por todos os sentidos o passado e o futuro, as tradições e o carinho de família, a alegria de ver encarnado, tangível nos olhos dos outros, o Deus-Amor que dorme no presépio.

Maria Amélia Freitas

quarta-feira, dezembro 22, 2010

Legalização : 53 Abortos / dia



Especialistas entendem que três anos e meio depois da legalização, os números já deveriam ter começado a decrescer

Este ano, por cada dia que passou, foram feitos 53 abortos legais. Em 2007, os números não ultrapassaram os 36. O número de interrupções voluntárias da gravidez tem crescido sucessivamente desde que a prática foi despenalizada há três anos. Em 2009, houve 19 572 contra os 18 607 abortos praticados em 2008 (mais 965). E, até Agosto de 2010, os casos já atingiram o patamar dos 13 mil. Ou seja, a manter-se a média actual, 2010 vai fechar ligeiramente acima do ano anterior, o que contraria a tendência decrescente noutros países europeus que optaram pela legalização.

Apesar de os números se aproximarem das estimativas iniciais - previa-se, com base na experiência de outros países europeus, que pudessem vir a praticar-se 20 mil abortos por ano -, especialistas entendem que três anos e meio depois da legalização do aborto, por opção da mulher, até às dez semanas já se deveria ter entrado numa lógica decrescente.

"A tendência no Norte da Europa é para uma estabilização passado dois ou três anos. E depois um decréscimo: na Dinamarca, por exemplo, ao fim de dois ou três anos os números começaram a baixar. Se cá não baixam é preocupante: legislou-se, mas não se iniciou um programa a sério de prevenção da gravidez", critica Luís Graça, director do serviço de obstetrícia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

O especialista, que foi um dos maiores defensores da aprovação da lei em 2007, está desiludido com os resultados. "Tomam-se medidas pontuais, mas não se tomam medidas de acompanhamento. Não há políticas preventivas e, assim, o aborto vai continuar a ser usado como um método de não concepção."

E, mais do que com os resultados, está desiludido com as mulheres: 354 foram reincidentes e fizeram mais do que um aborto em 2008 e 2009. "Fui ingénuo. Tenho pena que não tenham estimado uma lei feita para salvaguardar a sua saúde: era para protegê-las das complicações dos abortos clandestinos, não para fazerem dois ou três em dois anos."

O obstetra entende que a única bandeira que os defensores da despenalização ainda podem levantar é a da diminuição das complicações associadas a abortos ilegais "Antes tinha 20 a 22 consultas por mês devido a complicações decorrentes de abortos clandestinos. Agora, são duas ou três."

Crise ou conhecimento da lei? O agravamento do desemprego e da situação económica pode pesar na decisão de ter um filho, mas a maioria dos profissionais de saúde acredita não ser a razão principal para os números da interrupção voluntária da gravidez continuarem a não diminuir. As dificuldades decorrentes da crise económica são apenas parte da história: o maior conhecimento da lei pode explicar o resto.

"Este aumento não me surpreende. É natural que ao início os números não fossem tão altos. A prática tinha acabado de ser instituída: as pessoas não tinham ainda tanta informação", afirma Duarte Vilar, director-executivo da Associação para o Planeamento da Família.

Também Jorge Branco, coordenador do Programa Nacional de Saúde Reprodutiva, entende que "o aumento da confiança nos estabelecimentos de saúde onde é possível realizar um aborto" explica a tendência crescente dos números dos abortos praticados por via legal. A influência da crise, por contraste, "será muito residual, porque quando a lei foi criada já se sentiam estas dificuldades", recorda, o coordenador do Programa Nacional de Saúde Reprodutiva

Mulheres reincidentes Para Daniel Serrão, não há qualquer razão que justifique o aumento dos abortos praticados no país, já que "é uma intervenção completamente desnecessária, que, independentemente de ser feita de forma legal, só traz riscos para a mulher". Dos 13 033 abortos registados nos primeiros oito meses do ano, 12 676 foram feitos por opção da mulher: só em 357 casos, o aborto foi provocado por perigo de morte ou de saúde da grávida ou malformação do feto.

"A lei do aborto não foi acompanhada por medidas que educam para a sexualidade. Se os métodos contraceptivos são gratuitos, não há nenhuma razão para as mulheres não terem uma vida sexual sem necessidade de abortar", lamenta o médico e especialista em ética da vida.

Além das falhas no planeamento familiar, o especialista aponta para a necessidade de controlo das repetições de abortos. "Na maior parte dos países, as mulheres só podem fazer um aborto. Aqui é a la carte", acusa. O registo dos motivos que levam as mulheres a abortar seria, na opinião do especialista, o primeiro passo para perceber "se o fazem por fome ou miséria, por falta de companheiro ou só porque sim".

Jorge Branco, presidente do conselho de administração da Maternidade Alfredo da Costa, explica que na impossibilidade de recusar fazer um aborto a uma mulher que seja reincidente, resta aos profissionais de saúde apostar nos casos mais problemáticos e "dar a essas mulheres métodos contraceptivos menos falíveis e mais duradouros, como os implantes".

Ler a notícia aqui

sexta-feira, dezembro 03, 2010

Os incríveis estádios do Qatar para 2022. Não deixem de ver !



Os incríveis estádios do Qatar para 2022

Os cinco projectos de estádios de futebol apresentados pela candidatura do Qatar, vencedora da organização do Mundial de 2022, estão a dar que falar. Inspirados na história e paisagem do país, com alusão às tradições do Golfo Pérsico, os estádios, construídos em módulos, têm a possibilidade de serem readaptados após o evento, tornando-se mais pequenos.

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Bem vindos a Dezembro. Abram as agendas.


1 de Dezembro, dia da Restauração. Festejamos o facto de não sermos espanhóis.

Festejamos o nosso País. E este ano, parece-me, precisamos muito deste feriado. Não para tecer considerações sobre nuestros hermanos (estou convencida que nos faz bem a todos uma saudável picardia), mas para ter consciência de que temos, ou de que somos um País. Este País. Claro que somos muito modernos e globalizados e cidadãos do mundo e da era digital e tratamos por tu muitas cidades da Europa e do mundo etc. Mas a nossa raíz, o nosso poiso é este cantinho de fronteiras orgulhosamente mantidas durante tantos séculos. Este País. E este País, como todos estamos fartos de saber, já teve melhores dias. E diz-se que estamos cansados dos políticos, que a conjuntura isto, que a situção aquilo. Mas cansados de quê? De que lutas? De que esforços?

Anda no ar um cansaço de todos e de ninguém, que muitas vezes nos anestesia e nos serve de desculpa para não nos responsabilizarmos . E é este o grande desafio que temos pela frente: a responsabilidade – assumir o nosso papel neste país que teima em não funcionar. E assumi-lo com brio e com amor , mesmo nas coisas pequenas. Mesmo se parece que não chega . Não é altura para cansaços, há muito para fazer. Também nós na nossa vida concreta deste ano, vamos ser confrontados pela realidade do país à nossa volta, com uma opção fundamental: segurança & conforto ou simplicidade & comunhão?

Começou o Advento . Este ano, o nosso País pede-nos com muita urgência que o preparemos a também a ele para a vinda de Jesus.

Joana Cardoso

quarta-feira, novembro 24, 2010




O olhar, o ver, o entender o outro: o sofrimento do outro, a arrogância dos outros, a solidão que os outros provocam naquele outro. E por fim, fazer-se próximo, mesmo que longe; encurtar as distâncias, querer ser igual no que o outro tem de diferente. Não é por isto que estamos À Espera? De um OUTRO que se fez igual, na estranheza da nossa diferença?

Bernardo Caldas