quarta-feira, novembro 24, 2010
O olhar, o ver, o entender o outro: o sofrimento do outro, a arrogância dos outros, a solidão que os outros provocam naquele outro. E por fim, fazer-se próximo, mesmo que longe; encurtar as distâncias, querer ser igual no que o outro tem de diferente. Não é por isto que estamos À Espera? De um OUTRO que se fez igual, na estranheza da nossa diferença?
Bernardo Caldas
quinta-feira, novembro 18, 2010
O compromisso com um país que é nosso

No rescaldo da discussão e aprovação do Orçamento de Estado, temos vivido tempos de manifestações e cartazes de descontentamento, denúncias de desperdícios aberrantes de dinheiros públicos, a confusão da greve geral convocada em conjunto pelas duas intersindicais (coisa que não acontecia desde 1988), unidas perante um “inimigo comum”. Não é possível ignorar o cenário de desânimo, medo e acusação recíproca. Porque quem devia ter feito não fez, ou fez mal, porque muitos tinham previsto e ninguém os ouviu, porque se aperta o cinto a uns e não a outros. A verdade é que, de uma forma ou de outra, agora todos vão ser atingidos: uns porque são funcionários públicos e vão ver os seus salários reduzidos, outros porque recebiam abono de família e deixarão de o receber, e todos – não há como escapar – porque passaremos a pagar um IVA de 23% quando formos às compras. O país já estava em crise, o desemprego já superara a barreira dos 10%, as instituições de solidariedade já se viam a braços com sucessivas vagas de novos pobres a quem acudir. Já tinha havido vários PEC, já todos tínhamos refilado, mas nunca como agora o país se assustou. A corrupção era crónica, a cultura do mérito já fora destronada pela figura do “espertalhão”. Mas agora é que as consequências vieram ao de cima e deixou de ser possível camuflá-las. No descontentamento geral que se sente, porém, notam-se dois fenómenos, que muitos apelidariam de “tipicamente portugueses”, mas talvez sejam simplesmente “humanos”. Por um lado, o facto de a tendência de nos interessarmos pelas medidas do governo e de refilarmos contra elas acontecer porque “nos vão ao bolso”. Os funcionários públicos teriam organizado uma manifestação se não tivessem sido alvo de um corte de salários? Haveria tantos grevistas no dia 24 de Novembro se a bancarrota do país não tivesse um impacto directo no seu poder de compra? Por outro lado, é notório o vício de nos unirmos para encontrar bodes expiatórios para o mal de que padecemos, em vez de olharmos para o que nos compete fazer em favor do bem comum. O abono de família a que renuncio é algo que me é “roubado”. Se deixar de ter subsídio de férias ou de Natal, é porque “eles” mos “cortaram”. Tudo me é tirado à força, não são sacrifícios que faço, juntamente com os que me rodeiam, com a consciência de que há períodos assim (sempre os houve na História) e serão certamente ultrapassados, com o esforço de todos. Claro que há culpados, claro que há irresponsabilidade. E sem dúvida que muita gente permanecerá impune, apesar das más decisões tomadas, ou decisões difíceis por tomar. Mas o espírito de apontar o dedo sem olhar para os privilégios que eu ainda tenho e de que posso abdicar (sim, porque receber 14 meses quando se trabalha 12 não deixa de ser um privilégio), não leva a lado nenhum. Como disse Hugo Gonçalves no seu “elogio da crise”, «nós, os filhos do pós-revolução, crescemos com televisões a cores, jogos de computador, os videoclips da MTV a açucarar-nos a vida. (…) Recebemos o conforto que faltou aos nossos pais. Trabalhamos num escritório com ar condicionado e wi-fi, numa rua com dezenas de multibancos. (…) Cruzámos os braços. Não fomos votar no referendo do aborto. Comprámos, por fim, a casa. (…) Em breve, caso a depressão económica nos arrase, deixaremos de ter subsídios de férias e segurança social e ar que se respire. Em breve seremos mais frugais, mais sensatos, obrigatoriamente mais activos. Precisamos muito desta crise.» Precisamos dela para nos desinstalarmos, para nos virarmos para aqueles que estão muito pior do que nós, para reconhecermos que ter limites para as próprias aspirações não é tabu, e que de facto, até agora, fomos talvez uma geração mimada. Está na altura de nos perguntarmos: qual o meu papel neste tempo novo de reconstrução? | |
|
domingo, novembro 14, 2010
Simular a terceira dimensão
A terceira dimensão costuma ser uma realidade que exerce um fascínio quase irresistível.
Talvez porque a esta tridimensionalidade possa explicar o que somos: cada um de nós tem uma identidade própria, através do qual nos pomos em relação com os outros ao longo de uma história concreta. Esta história real e mostrada em 3D nem sempre é clara.
Nela, muitas vezes, se confundem a imagem e a imaginação, a realidade e a ficção, a verdade e a representação. Para que não percamos o sentido verdadeiro do real, serão necessários três passos. Recordar o que somos e o que recebemos. Entender e interpretar os acontecimentos da nossa história. E, por fim, a necessária vontade para mudar o que necessita de conversão. É esta visão tridimensional que nos pode fascinar.
Nuno Branco
quarta-feira, novembro 10, 2010
.Ora aqui está o diálogo inteligente do Estado....

Utilizador - Pagador
Contribuinte - Gostava de comprar um carro.
Estado - Muito bem. Faça o favor de escolher.
Contribuinte - Já escolhi tenho que pagar alguma coisa?
Estado - Sim. De acordo com o valor do carro (IVA)
Contribuinte - Ah. Só isso.
Estado - e uma "coisinha" para o por a circular (selo)
Contribuinte - Ah!
Estado - e mais uma coisinha na gasolina necessária para que o carro efectivamente circule (ISP)
Contribuinte - mas sem gasolina eu não circulo.
Estado - Eu sei.
Contribuinte - mas eu já pago para circular.
Estado - claro.
Contribuinte - então vai cobrar-me pelo valor da gasolina?
Estado - também. mas isso é o IVA. o ISP é outra coisa diferente.
Contribuinte - diferente?
Estado - muito. o ISP é porque a gasolina existe.
Contribuinte - porque existe?
Estado - há muitos milhões de anos os dinossauros e o carvão fizeram petroleo. e você paga.
Contribuinte - só isso?
Estado - Só. Mas não julgue que pode deixar o carro assim como quer.
Contribuinte - como assim?
Estado - Tem que pagar para o estacionar.
Contribuinte - para o estacionar?
Estado - Exacto.
Contribuinte - Portanto pago para andar e pago para estar parado?
Estado - Não. Se quiser mesmo andar com o carro precisa de pagar seguro.
Contribuinte - Então pago para circular, pago para conseguir circular e pago por estar parado.
Estado - Sim. Nós não estamos aqui para enganar ninguém. O carro é novo?
Contribuinte - Novo?
Estado - é que se não for novo tem que pagar para vermos se ele está em condições de andar por aí.
Contribuinte - Pago para você ver se pode cobrar?
Estado - Claro. Acha que isso é de borla? Só há mais uma coisinha...
Contribuinte - Mais uma coisinha?
Estado - Para circular em auto-estradas
Contribuinte - mas eu já pago imposto de circulação.
Estado - mas esta é uma circulação diferente.
Contribuinte - Diferente?
Estado - Sim. Muito diferente. É só para quem quiser.
Contribuinte - Só mais isso?
Estado - Sim. Só mais isso.
Contribuinte - E acabou?
Estado - Sim. Depois de pagar os 25 euros acabou.
Contribuinte - Quais 25 euros?
Estado - Os 25 euros que custa pagar para andar nas auto-estradas.
Contribuinte - Mas não disse que as auto-estradas eram só para quem quisesse?
Estado - Sim. Mas todos pagam os 25 euros.
Contribuinte - Quais 25 euros?
Estado - Os 25 euros é quanto custa.
Contribuinte - custa o quê?
Estado - Pagar.
Contribuinte - custa pagar?
Estado - sim. Pagar custa 25 euros.
Contribuinte - Pagar custa 25 euros?
Estado - Sim. Paga 25 euros para pagar.
Contribuinte - Mas eu não vou circular nas auto-estradas.
Estado - Imagine que um dia quer...tem que pagar
Contribuinte - tenho que pagar para pagar porque um dia posso querer?
Estado - Exactamente. Você paga para pagar o que um dia pode querer.
Contribuinte - E se eu não quiser?
Estado - Paga multa.
Rodrigo Moita de Deus
segunda-feira, novembro 08, 2010
ROSTO DA MULHER ATRAVÉS DE 500 ANOS DE ARTE - MAGNIFICO !!
O rosto da mulher através de 500 anos de arte...
Este vídeo é uma verdadeira obra de arte digital.
Foi visto por mais de 5,3 milhões de visitantes no YouTube e deu origem a mais de 10.000 comentários em 2 meses.
Lindo!!!
Preste atenção como o foco do olhar não se perde...incrível!!
sexta-feira, novembro 05, 2010
Viver ou Juntar dinheiro?

Do Brasil recebi um email do qual transcrevo :
Há determinadas mensagens que, de tão interessante, não precisam nem sequer de comentários.
Como esta que recebi recentemente.
Li em uma revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. Aprendi, por exemplo, que se tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia,
nos últimos quarenta anos, teria economizado 30 mil reais. Se tivesse deixado de comer uma pizza por mês, 12 mil reais. E assim por diante.
Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas. Para minha surpresa, descobri que hoje poderia estar milionário. Bastaria não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei.
Principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis.
Ao concluir os cálculos, percebi que hoje poderia ter quase 500 mil reais na minha conta bancária.
É claro que não tenho este dinheiro. Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?
Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar em itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que quisesse e tomar cafezinhos à vontade.
Por isso, me sinto muito feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro por prazer e com prazer. E recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com uma montanha de dinheiro, mas sem ter vivido a vida.
Que tal um Cafezinho ?
quarta-feira, novembro 03, 2010
Quando no início comecei a ver este vídeo não pude deixar de fazer um paralelismo com a parábola do semeador (Mt 13, 1-23). No entanto, à medida que o filme ia avançando fui-me distanciando desta ideia e a razão é simples: a pessoa que aparece no filme não se compara com o Semeador do Evangelho. Ele observa rápida e duramente, sem carinho algum, o resultado de cada semente semeada, ficando-nos até a dúvida se foi ele quem semeou. Não passa de um cientista a testar a semente e as condições perfeitas para o seu crescimento, rotulando o que está mal e concentrando-se apenas naquele vaso de barro com terra fértil que, depois de semeado em determinadas condições, dá bons resultados.
O Semeador do Evangelho não é assim.
Não só temos a certeza que é Ele quem semeia, sendo portanto a semente de excelente qualidade, como também sabemos que apesar de muitas vezes não nos desenvolvermos, crescermos mal, endurecermos, sufocarmos, etc… o Semeador nunca desiste de nós.
Rita Casqueiro
segunda-feira, novembro 01, 2010
Vida. Para sempre.

Com Novembro, aceitamos que chegou, efectivamente, o Outono. Os dias ficam mais pequenos. As cores suavizam-se. Somos convidados a ficar mais em casa. Na nossa. Na dos amigos. Naquela que é o interior de cada um. O nosso de espaço de estar parece mais limitado. Parece haver mais lugar para o silêncio.
No início de Novembro, a igreja convida-nos a visitar este silêncio, a fazer memória daqueles que povoam a nossa vida e o nosso coração. Os que nos precederam e, de alguma forma, marcaram e marcam a nossa identidade. Somos convidados a olhar o ser humano que experimenta a impotência , os seus limites e a sua finitude. Pensar num ser humano, sem pensar na morte, é pensar num ser que não seria humano. Somos seres limitados. E ainda que possamos, por vezes, parecer viver sem experimentar os nossos limites, há sempre um tempo que chega em que eles se fazem sentir. Fazer memória da morte de alguém que nos é querido, que faz parte da nossa vida, é tomar consciência da nossa humanidade, da nossa fragilidade. Fazer memória da morte de alguém é pedirem-me para acolher algo que nunca poderei compreender totalmente. Fica a saudade. Fica a recordação. Mas, principalmente, fica a vida que foi aceite viver. E que fica, para sempre, a fazer parte da minha vida, em comunhão.
Margarida Corsino da Silva
segunda-feira, outubro 25, 2010
" SER FELIZ OU TER RAZÃO? "

MORAL DA HISTÓRIA:
Esta pequena história foi contada por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não. Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais frequência: 'Quero ser feliz ou ter razão?
quarta-feira, outubro 20, 2010
Uma boa homenagem a Michael Jackson
Estes são os dançarinos prisioneiros do Centro de Detenção e Reabilitação daProvíncia de Cebu, na Filipinas. Têm imensas coreografias - que fazem sucesso, muitas noyoutube e que foram uma idéia de Byron Garcia, um consultor de segurança do governo da província de Cebu. Ele afirma que a nova rotina de exercícios melhorou "drasticamente" o comportamento dos presos e dois ex-detidos transformaram-se em dançarinos desde então.
"Usando a música, pode envolver o corpo e a mente. Os prisioneiros têm que contar, memorizar passos e seguir a música", disse Garcia à BBC.
"Os prisioneiros dizem-me: "precisa colocar a sua mente longe da vingança,da loucura ou de planos para escapar da prisão ou juntar-se a uma gangue'",acrescentou Garcia.
A dança é obrigatória para todos os 1,6 mil detidos na prisão de Cebu,excepto para os idosos e doentes.
Deixo o comentário abaixo, tal como o recebi
Já tinha visto outros vídeos da mesma autoria deste, mas não podia deixar de enviar este. Trata-se de mais um vídeo realizado por prisioneiros filipinos,que estão cada vez melhor naquilo que fazem... até já filmam em HD e tudo!
Na minha opinião, o melhor dos vídeos realizados pelos já famososprisioneiros filipinos, e digo isto não só pela coreografia (do filme ThisIs It) mas também pela letra (They don't care about us) e pela mensagem que transmite.
Simplesmente fantástico!!!
quinta-feira, outubro 14, 2010
Nota da Direcção da Ajuda de Berço sobre a situação da Associação

(a propósito de um email que circula na net pedindo ajuda para nós)
Caros amigos
Antes de mais muito obrigada pelo seu/sua pronto interesse. Sensibiliza-nos muito.
De facto a Ajuda de Berço está a atravessar um momento muito difícil, mas “falência” é uma força de expressão que nós não utilizamos porque não somos uma empresa, e “bebés na rua” muito menos, pois o nosso trabalho é precisamente o oposto: acolher bebés em situação de abandono e/ou risco. Dar-lhes casa, colo, segurança, estabilidade e sobretudo muito afecto. Trabalhamos no seu projecto de vida para que encontrem um futuro digno e feliz.
Como qualquer instituição sem fins lucrativos, a nossa sobrevivência é assegurada por um pequeno subsídio do Estado (que cobre apenas um quarto das nossas despesas) e tudo o resto é angariado junto de pessoas singulares e empresas. Pedimos apoios em géneros e dinheiro. Com esta tremenda crise que não abranda, muito pelo contrário, os donativos em dinheiro têm vindo a diminuir drasticamente. E estes dois centros de acolhimento não subsistem só com géneros, também precisam de dinheiro para as múltiplas despesas com que se deparam diariamente.
Por isso é tão importante angariarmos associados e todas as ajudas que forem possíveis. Caso contrário será de facto muito difícil manter esta obra. Mas começámos do zero em 1998 e hoje temos dois centros de acolhimento a funcionar
Agradecemos mais uma vez todo o interesse e ajuda que nos queiram dar.
A Direcção
Junto enviamos o nosso site para saber como pode ajudar: www.ajudadeberco.pt
terça-feira, outubro 05, 2010
Sevilha, capital da vida
Vai decorrer dia 23 de Outubro(sabádo) um encontro internacional dos comerciantes do Aborto em Sevilha.
Aqui fica o manifesto de quem é contra e irá fazer uma manifestação por causa disso .
Sevilha, capital da vida
Em Sevilha, Espanha, está prestes a ser marcada por uma mancha de sangue: Vai Organizar o IX Congresso Internacional de Profissionais do Aborto
Empresários do aborto de todo o mundo compartilham suas melhores técnicas para matar as crianças com um único objetivo: ficar ainda mais rico às custas do sofrimento de suas mães e acabam impiedosamente com as vidas de milhões de crianças a cada ano.
Os politicos de Sevilha e da Andaluzia em vez de criticar e não aceitar esta data como uma data de angústia, morte e tristeza. Fizeram exactamente o contrário, tanto a câmara Municipal como a Junta da Andaluzia, deram apoio institucional e financeiro a este encontro descrevendo-o como um evento de "Saúde e interesse científico."
Por tudo isto, os espanhóis vão levantar a voz em Sevilha para pedir ao governo, a cidade de Sevilha e Andaluzia:
"Parar imediatamente com o financiamento do nosso dinheiro a favor indústria do aborto."
"Que esse orçamento seja consagrado à promoção integral maternidade e ajuda mulheres com gravidez indesejada."
"Isso não é de Sevilha, com este congresso, marcado com o sinal de morte, como a capital mundial do aborto.
Apelamos e incentivamos a sociedade como um todo Sevilha, Andaluzia e espanhol para ir a 23 de Outubro ao meio dia para Sevilha, a capital do mundo da vida.
Para mais informações ir :
sábado, setembro 04, 2010
Yo-Yo Ma toca Bach
Yo-Yo Ma nasceu na França numa família de origem chinesa com forte influência musical. Sua mãe, Marina Lu, era cantora, e seu pai, Hiao-Tsiun Ma, era maestro e compositor. Ma começou estudando violino e depois viola, antes de se interessar pelo violoncelo, instrumento que começou a manipular aos quatro anos de idade, com seu pai. Depois de um primeiro concerto em Paris, aos seis anos de idade, a família de Ma se muda para Nova York.
Ma era uma criança prodígio, tendo aparecido na televisão norte-americanda com oito anos de idade, em um concerto conduzido por Leonard Bernstein. Ele entrou para a Juilliard School (na qual tinha aulas com Leonard Rose), e passou um semestre estudando na Universidade de Columbia antes de se matricular na Universidade de Harvard, mas se questionava sobre se valeria a pena continuar a estudar até que, nos anos 70, o estilo de Pablo Casals o inspirou.
Retorna à França para tocar com a Orquestra Nacional da França e com a Orquestra de Paris, sob a direção de Myung-Whun Chung.
Já desde sua infância e adolescência, Ma possuia uma fama bastante estável e havia tocado com algumas das melhores orquestras do mundo. Suas gravações e interpretações das Suites para violoncelo solo de Johann Sebastian Bach são particularmente aclamadas.
Não deixe de ouvir !
quarta-feira, setembro 01, 2010
Petição para Acabar com o Tráfico Sexual de Crianças e Jovens.

Estima-se que todos os anos 1,2 milhões de crianças e jovens sejam traficadas, sendo vítimas de exploração e abusos sexuais. O tráfico humano é o terceiro maior crime a nível internacional e, de acordo com o Gabinete das Nações Unidas contra a Droga e o Crime, este é o crime que mais está a crescer em todo o mundo.
Sandra Costa explica o motivo pelo qual The Body Shop está a apoiar esta campanha: “The Body Shop nunca virou as costas a questões e causas controversas, muitas das quais ignoradas por outros. De facto, era um dos desejos da nossa Fundadora Anita Roddick acabar com este “comércio de escravatura moderno” – o tráfico humano. Porque consideramos que pouco ou nada se está a fazer para acabar com este problema, juntamo-nos à APAV e vamos lançar uma petição que será enviada ao governo, instigando-o a reforçar a legislação e as medidas de protecção e, ao fazê-lo, erradicar esta terrível violação dos direitos das crianças”.
The Body Shop e a APAV convidam todos os portugueses a assinar esta petição contra o Tráfico Sexual de Crianças e Jovens, como sinal de tolerância zero. A petição estará disponível nas lojas The Body Shop.
A petição poderá ser assinada online:
http://www.peticaopublica.com/?pi=STOPTSCJ
quarta-feira, agosto 25, 2010
Isto chama-se FORÇA DE VONTANDE
Vinod Thakur é um rapaz indiano, com 21 anos, que nasceu sem pernas, mas isso não é impedimento para dançar breakdance. Thakur concorreu ao India´s Got Talent, um concurso de televisão onde se caçam talentos, e o júri do programa apurou-o para a próxima fase.
Thakur aprendeu a andar com as mãos rapidamente. Começou a praticar a modalidade da dança, já que tinha o sonho de fazer breakdance: ““Ele descia as escadas mais rápido que os seus colegas de escola”, contou Kmata Chopra, a sua professora.
Actualmente é uma estrela no local onde vive, East Delhi, na Índia e está entusiasmado com a próxima fase do concurso: “Estou ansioso pela próxima fase. Tenho tido muito apoio dos meus amigos e família”. “Eles querem sentir-se orgulhosos e vou dar o meu melhor”, acrescentou.
Além disso, na região de East Delhi, não só o apoiam, como pedem que ensine uns passos de dança: “Depois de me verem na televisão, as pessoas mudaram a opinião que tinham sobre mim. Algumas até me pediram para ensinar aos seus filhos”, disse Thakur à imprensa britânica.
domingo, agosto 22, 2010
Passe bem !
Nos últimos anos, todas as políticas dominantes foram no sentido de atacar a família, de a desestruturar e de dificultar que os casais tenham filhos. Na mesma semana da notícia do fecho das escolas, foi promulgada a lei das uniões de facto. Esta lei vem no seguimento de toda uma legislação concebida para considerar a instituição familiar - ou, como escreveram Marx e Engels, a «família patriarcal-burguesa» - algo de obsoleto.
Senão, vejamos. O aborto passou a ser considerado um direito, o que teve como consequência imediata transformar-se num banal método anticoncepcional. Da legislação que existia em Portugal e que apenas pretendia evitar a prisão das mulheres que, perante um drama que por vezes acontece nas curvas da vida, partiu-se para esse caminho e os resultados estão à vista. Hoje, há jovens mulheres que banalizaram o aborto na sua vida e já realizaram dois ou três abortos legais, desde que a lei foi aprovada, em hospitais públicos, ou em clínicas espanholas. Alguns dos inspiradores da lei já vieram, alarmados, penalizar-se pelos resultados da lei que fizeram e reconhecer que nem conseguem que essas jovens passem, depois de abortar, por uma consulta de planeamento familiar. Voltam apenas, pouco tempo depois, para um novo aborto. Um direito nunca pressupõe culpa e a lei aprovada banalizou o aborto a pedido, sem drama , sem culpa, como se não existisse uma vida interrompida.
Em simultâneo, facilitou-se de tal forma o divórcio sem qualquer salvaguarda da parte mais frágil do casal: os filhos e (quase sempre) a mulher, surgindo dramas terríveis de casamentos desfeitos com um «passa bem». Os filhos vêem-se de repente transformados num fardo que circula de casa em casa, sem quarto, porque o que dá mais jeito é que uma semana «chateiem» um, outra outro e, muitas vezes, ainda rodem pelos vários avós. As crianças deixaram de ser, tantas vezes, o centro do vida familiar para se transformarem em novos nómadas e as mulheres em novos pobres, «despedidas» mais facilmente que qualquer empregado sindicalizado.
Do ponto de vista fiscal, o casamento e os filhos penalizam quem tem a ideia antiquada de casar e imagine-se… ter filhos e ter uma família. As uniões de facto estão de tal forma equiparadas ao casamento que o melhor para quem não deseja nenhum compromisso é mesmo garantir, publicamente, em notário que, apesar de solteiro, viúvo ou divorciado, vive só, assegurando que ninguém entra lá em casa. Homem ou mulher.
O casamento civil foi, assim, equiparado à união de facto, transformado num contrato a (curto) prazo, quando já tinha sido recentemente equiparado o casamento de homossexuais com o de heterossexuais. Com filhos ou sem filhos, o importante é, na ideologia dominante, acabar com a opressão da família burguesa.
Não modernas as teorias que originaram estas leis mas, felizmente, também não corremos ainda os riscos das teses extremistas do fim da família, teorizado por Marx e Engels como um objectivo de luta. Marx escreveu que «a primeira divisão do trabalho é a de homem e mulher para a procriação de filhos». Engels cita-o e acrescenta que «a primeira oposição de classes que aparece na história coincide com o desenvolvimento do antagonismo de homem e mulher no casamento singular e que a primeira opressão de classe coincide com a do sexo feminino pelo masculino» (in A Origem da Família, da Propriedade e do Estado, F. Engels.).
No seguimento desta teoria, nasceram as feministas radicais com a Kolontai e o ataque à família levado a cabo nos países comunistas que foi um dos maiores atentados aos direitos humanos nesses países. Na URSS, os pais não faziam férias com os filhos. Os filhos passavam férias nos Pioneiros, enquanto os pais seguiam para as férias nos sindicatos. Na China de Mao Tse-Tung, além de ser proibido pelo Estado ter mais que um filho e o aborto ser obrigatório, chegou-se ao ponto de proibir as cozinhas nas casas das famílias e de se ter de comer e cozinhar nos refeitórios comunitários. Refeitórios masculinos e femininos.
Com leis que dificultam cada vez mais ter filhos, com modelos dominantes desestruturantes da família, ainda há quem proteste por se fecharem escolas, creches, ATL, maternidades, jardins-escolas? Espantoso é que ainda haja quem seja feliz e acredite no futuro, olhando e vivendo filhos e netos.
Zita Seabra
terça-feira, agosto 10, 2010
Padre skater faz sucesso no Youtube
Se não fosse pecado, muitos skaters teriam inveja da perícia do padre Zonltan Lendvai sobre a tábua. De batina negra até aos pés, o pároco húngaro descobriu neste desporto radical uma forma de atrair mais jovens para a igreja. Na internet já ultrapassou 450 mil visitas. Veja o vídeo.
A pequena cidade húngara de Redics ganhou outra agitação desde que o padre Zoltan Lendvai se transformou numa estrela do YouTube.
Fonte : JN
quinta-feira, agosto 05, 2010
Bill Gates convence 40 milionários a doar 50% da fortuna

Os milionários Bill Gates e Warren Buffet anunciaram hoje que contam com as assinaturas de 40 indivíduos e famílias norte-americanos que se comprometem em doar metade das suas fortunas para a caridade.
O The Giving Pledge ('o compromisso para dar', numa tradução literal) foi um projecto lançado há seis semanas pelo fundador da Microsoft e o famoso investidor.
A ideia é conseguir o compromisso dos mais ricos de que metade da sua fortuna será aplicada em acções de caridade ainda durante a sua vida ou a título póstumo.
Entre os milionários que subscreveram a campanha estão, segundo o site oficial, o mayor de Nova York, Michael Bloomberg, o executivo do sector de entretenimento Barry Diller, o co-fundador da Oracle Larry Ellison, o magnata do sector energético T. Boone Pickens, o magnata dos media Ted Turner, bem como os famosos investidores David Rockefeller e Ronald Perelman.
A organização afirma ainda que muitos dos subscritores se comprometeram a doar mais de metade da sua fortuna, o mínimo pedido.
No entanto, ressalva o The Giving Pledge, este é um 'compromisso moral', sem qualquer valor legal.
Bill Gates, junto com a sua mulher, Melinda, criou a maior fundação do mundo para acções de caridade e ajuda aos povos necessitados. Warren Buffett doou, em 2006, 99 por cento da sua fortuna à Fundação Bill e Melinda Gates.
segunda-feira, agosto 02, 2010
O princípio do fim

Em 2010 já deveria ser tempo de percebermos que o facto de determinada actividade ser uma tradição não deve ser, obrigatoriamente, sinónimo de que esta seja algo de bom, defensável e perpetuável. Simplificando, as boas tradições devem ser preservadas, e as más devem ser lamentadas e reduzidas ao seu lugar na história. Dizem os defensores da tauromaquia que Espanha é "O país da afición", mas a verdade é que a "aficionada" Espanha, ao longo dos últimos anos, e em resposta a várias sondagens que têm vindo a ser feitas nesse país, tem dito que cada vez tem menos interesse nesse tipo de evento. Essa "aficionada" Espanha - dizem os números oficiais - tem cada vez menos público nas praças de touros, e, ainda, é nessa mesma "aficionada" Espanha que cada vez há mais grupos locais, nacionais, e até internacionais, a fazerem campanhas de sensibilização para o horror que é a tauromaquia, levando a que cada vez mais localidades deixem de incluir animais nas suas fiestas. Têm sido estas pequenas grandes vitórias que, somadas à pioneira proibição das touradas nas Canárias (em 1991), têm demonstrado ao mundo aficionado das touradas que Espanha já não é "O país da afición".
A prova acabada de que a indústria da tauromaquia tem os dias contados em Espanha é a recente (do passado dia 30 de Julho) proibição das touradas na região da Catalunha. Depois da apresentação de uma Iniciativa Legislativa Popular (ILP) que pedia esta proibição, e de muitos meses de trabalho árduo por parte das organizações abolicionistas que trabalham em Espanha, o "sim" ganhou. O "sim" à razão, à civilidade, à cultura, ao respeito, ganhou. E, com ele, ganhou o movimento de defesa dos direitos dos animais, e, mais do que tudo, ganharam os animais que não serão utilizados por essa indústria macabra que os cria somente para os humilhar, ferir e matar, satisfazendo assim a avidez de sangue de um grupo cada vez mais pequeno de pessoas. Esta decisão não é apenas o princípio do fim das touradas naquele país, cremos. Ela representa, na verdade, a primeira peça do dominó, aquela que é empurrada para cima das outras e que as faz a todas tombar, uma a uma. As restantes peças são os restantes oito países (dois deles na Europa) onde a tauromaquia ainda existe, e esta é uma certeza: As touradas estão a começar a acabar!
Grupos de outras regiões espanholas estão já a avançar com as suas próprias ILP, as campanhas pela abolição da tauromaquia estão, e serão, cada vez mais fortes e mais apoiadas por países que, tendo uma noção de civilidade que ainda não temos, estão de olhos postos em nós, e utilizarão todas as formas possíveis para que esta lamentável peça da nossa cultura seja eliminada. Em Portugal, e já não é de agora, a indústria lamenta a falta de público nas praças, e afirma a necessidade de se levarem praças desmontáveis a localidades que não têm qualquer tradição tauromáquica. Estes são sinais de decadência de um negócio que já não é o que era, que cada vez é mais impopular e que não está a saber aceitar que o seu tempo acabou.
A história tem-nos mostrado que os movimentos sociais de defesa de minorias, que em determinada altura são ridicularizados, combatidos e atacados, têm, aos poucos, vencido as batalhas da justiça contra a injustiça, da razão contra a brutalidade, e estamos certos de que o mesmo sucederá com o movimento de defesa dos direitos dos animais não humanos. O respeito por quem partilha o planeta connosco e a capacidade de aceitar essa partilha sem o preconceito especista que impera são objectivos que defendemos e perseguimos com veemência. Pela parte da organização que represento, posso reiterar o compromisso de que continuaremos a desenvolver o mesmo esforço de sempre na defesa dos animais, continuando, claro está, a trabalhar pelo fim da tauromaquia. Assim, e já no início do próxima sessão parlamentar, a ANIMAL conta dar início a uma inédita campanha pela abolição desta actividade em Portugal.
Rita Silva, Presidente da associação ANIMALdomingo, agosto 01, 2010
Verão de sonho

| Agosto, o mês que todos esperam, sonham e preparam ao longo de todo um ano de trabalho. Em cada ano procuramos superar o vivido no ano anterior, e planeamos aquelas férias inesquecíveis, que durante alguns dias nos farão esquecer a dureza ou monotonia do dia-a-dia. Será que em Agosto tudo se torna cor-de-rosa, luminoso e fácil? Afinal para que servem verdadeiramente as férias? Para alguns é a oportunidade para por de lado o trabalho e as preocupações, uma espécie de balão de oxigénio no meio dos afazeres e obrigações diárias. As férias podem igualmente ser vividas como aquele prémio que dá sentido ao esforço de um ano inteiro, a própria razão de ser daquilo que investimos no quotidiano. Ou então, podemos aproveitar este tempo para descansar e acertar os ritmos interiores, parar e olhar para trás agradecidos, encarar o futuro com esperança. O mês de Agosto não tem de ser espectacular, idílico, perfeito. Como diz a sabedoria popular: quem tudo quer, tudo perde. Há com certeza espaço para sonhar alto e arriscar, mas sobretudo somos convidados a descobrir o que é verdadeiramente essencial nestas férias. As dificuldades e a crise económica não desaparecem, a tristeza e a amargura daqueles que nos são próximos e estão a atravessar momentos mais difíceis pedem o nosso consolo, o sofrimento e a injustiça em tantos lugares do mundo continuam aí, a reclamar a nossa atenção. Este mês, em vez das duas edições quinzenais, o essejota.net propõe-lhe uma edição única, com contribuições de todas as secções, para ler, ver, escutar, mas também reflectir e meditar. Trata-se de um convite a saborear este tempo, sem fugas nem ilusões, centrados naquilo que importa verdadeiramente, naquilo que tem futuro. Boas férias! | |
|
http://www.essejota.net/