domingo, novembro 29, 2009
Novo "talento" na TV Inglesa!
Depois do fenómeno Susan Boyle, quem diria que o 'Britain’s Got Talent' conseguiria atrair para si mais atenção em relação a novos valores.
Pois aconteceu.
O programa trouxe nova surpresa, uma menina de 10 anos, Hollie Steel.
Quando Simon Cowell ía premir o botão de reprovação pelo bailado, a pequena Hollie começou a cantar e deixou todos boquiabertos.
sexta-feira, novembro 27, 2009
Às sextas .... com a Margarida

O sonho…
Sentir a tua pele nas minhas mãos...
Seda ...
Perder-me nos teus olhos.
Sentir o cheiro das florestas encantadas de desejos e histórias profundas e belas.
De olhos fechados, sempre de olhos fechados,
solta-se um sorriso nos meus lábios,
fruto da minha emoção...
Um simples toque e sinto, surgem tantos mundos, tantas sensações...
Num simples toque, o universo, parece infimo.
Eu pequena particula de alma sorriso, apenas um sopro de existencia...
Encontro-me num espaço só nosso.
De olhos abertos...
Descobrir novos mundos, novas imagens de criação.
Reinventar, desenhar imagens em paredes de tempo invisiveis.
Conseguir captar os cheiros, odores e emoções.
Histórias de tempos recondidos, escondidos e encontrados,
Tratá-los como tesouros...
Mensagens de beleza éterea, a pairar sobre as nossas cabeças.
Sinto-me ...sinto-te...sem te tocar.
Apenas um olhar felino, que se cruza de relance na noite...
Os teus olhos, que deslumbram os meus.
Uma imagem, não é apenas uma imagem.
Abraçada a ti...apenas para sentir o teu calor.
O conforto dos teus braços, a segurança que me dás,
Mesmo na escuridão,
Não nos perdemos da luz.
Não tenho medo das palavras,
Não tenho medo das sombras.
A luz vive agora dentro de mim, de ti!
Eu acendo o archote e tu caminhas ...
Sempre que dás um passo, acendes uma chama.
Olha agora!
Vês o caminho de luz que criaste?
Um dragão de fogo desenhado, na imensidão da noite.
Os lobos uivam,
As sombras dançam, em tons de azul.
São livres para seguir o seu caminho.
O azul e o vermelho, o verde e o castanho...
Degradé uma paleta de cores.
Este é o momento em que os mundos fluem e se libertam.
Sou floresta e mar.
És terra e fogo.
O prazer de sentir, sem medo que o mundo nos caia em cima.
O prazer de sentir, as horas como se fossem minutos.
Não existe tempo, nem espaço...
Existe a noite que nasce em ti e desagua em mim.
A lua espreita por entre as cortinas de nuvéns e brinda-nos com a sua magnitude.
A lua testemunha da nossa humilde criação...
Apenas a lua pode contar a nossa história:
A mais bela obra do mundo, que se chama, amor.
Texto Margarida Louro
Foto Margarida Louro 2009
quinta-feira, novembro 26, 2009
Uma sociedade sem dinheiro é possível?

Actualmente, perante o panorama mundial, estamos de volta de mais uma crise que teima em não sair do nosso quotidiano. Todos os dias ouvimos fábricas que fecharam, que o desemprego não pára de aumentar. Já para não falar das sucessivas manifestações contra o governo, relativamente à falta de verbas para subsidiar algumas instituições, como por exemplo, a educação.
quarta-feira, novembro 25, 2009
Às quartas com .... a Renata
Rosto singelo delicado,
Fotografado pelo artista,
Artista de olhares,
Artista de rostos...
Rosto reluzente,
Portador de quimeras escondidas.
Singelos cabelos deslizantes,
Que tapa esse perfil divinamente...
Talvez cansado, talvez feliz,
Talvez emotivo, talvez sereno,
Fechando os olhos,
Esse rosto adormece...
Vive no outro lado,
Por escassos momentos,
Sorri miraculosamente,
Deixando transparecer a paz que respira...
Entorpece quem o contempla,
Contagia almas sonhadoras
Encontra-se nesse deserto...
Onde o corpo é vontade,
Numa imensa planície de prazer,
Prazer esse que delicia.
Autoria do poema: Renata Pereira Correia
terça-feira, novembro 24, 2009
Um aviso aos senhores que defendem a Eutanásia
Na Bélgica, um erro de diagnóstico fez um homem passar 23 anos consciente e «amarrado» a uma cama, noticia a BBC. Os médicos estavam convencidos de que o homem estava em coma.Rom Houben, que tinha 23 anos quando sofreu um acidente de carro que o deixou completamente paralisado, foi submetido a vários exames normalmente utilizados para diagnosticar o estado de coma.
Ao doente acabou por ser atribuído o estado de coma, mas o homem ouvia e via tudo o que acontecia à sua volta, sem conseguir comunicar com médicos, familiares e amigos. Só há alguns meses atrás exames com aparelhos de tomografia, de última geração, mostraram que o cérebro estava a funcionar de maneira praticamente normal.
Houben foi então submetido a várias sessões de fisioterapia e agora consegue digitar mensagens num ecrã de computador. «Nunca vou esquecer o dia em que descobriram qual era o meu verdadeiro problema. Foi o meu segundo nascimento», disse.
«Durante todo este tempo eu tentava gritar, mas não havia nada para as pessoas ouvirem», acrescentou.
O neurologista Steven Laureys, que liderou a equipa que descobriu a situação de Houben, publicou um estudo há dois meses alertando que muitos pacientes considerados em estado de coma, podem na verdade estar conscientes.
segunda-feira, novembro 23, 2009
Às segundas com.... o Miguel
E já agora... “Façam o favor de ser felizes!”
Ir a http://vimeo.com/7670776
quinta-feira, novembro 19, 2009
Às sextas com .... a Margarida
Sem legendas
Aquele olhar intenso, profundo, cúmplice…
O desejo inabalável de quem ama.
Aos vinte anos tudo é tão límpido.
Os sonhos não acabam e tudo é possível.
A magia do amor.
O calor intenso do olhar….
Emociona-me o carinho,
As mãos que se tocam e se prolongam como ramos de arvores.
Uma floresta que dança ao sabor do vento
O mundo pára e ele perde-se, ao encontrar uma estrela, no olhar da amada
Ela enrosca-se no seu ombro como um gato que ronrona baixinho a palavra: amor.
Eles não sabem que jamais se repetirá, um dia atrás do outro.
Devagar o tempo passa, pensam eles…
O tempo urge penso eu.
Dois seres que se completam a sintonia a metamorfose corporal e etérea, sem legendas…
Viro as costas e prossigo o meu caminho, sorrindo… talvez um dia encontre um amor assim…
Margarida Louro
História do Nuno e da Nela - A vitória da Vida !!
Nuno e Nela decidiram não abortar, depois de abordados pela Missão Mãos Erguidas.
Iam abortar no Hospital Santa Maria.
Como é?
Perdem registos?
Dão comprimidos para abortar em casa, sem qualquer assistência médica?
quarta-feira, novembro 18, 2009
Às quartas com .... a Renata
No castelo da nossa existência, pensamos nas batalhas que travamos, comemoramos as conquistas que fazemos. Intemporalmente, somos capazes de viver numa arena de emoções. Onde tiramos a nossa espada e lutamos até nos cansarmos, sangramos de uma constante ferida, uma ferida dilacerada por um qualquer movimento dos nossos sonhos.
Somos cavaleiros à procura de territórios, talvez perdidos num imaginário que desconhecemos, cavalgamos num balbuciar de sentimentos e fugimos, fugimos… galopando sem parar de territórios que não nos pertencem.
Ao longe vemos um horizonte que queremos que seja nosso, carregado de uma magia incontornável. Adormecemos nesse monte de areia, a sonhar por uma batalha perdida, ou talvez por algo ainda nem sequer conquistado. Caminhamos cansados, e descansamos debaixo de uma árvore, com as folhas a fazer-nos sombra, e num salutar divagar por entre galopes de cavalos e sonhos de guerreiros, vivemos os nossos sonhos, quebramos aos pesadelos, e suspiramos por viver nesse castelo de sonhos que construímos a cada passo.
Texto: Renata Pereira Correia
Apresentação do Livro " Ensaios de Ficção" - LISBOA
Obra e autora serão apresentadas pelo poeta Xavier Zarco e pelo pintor e ilustrador Ricardo Campos e esta sessão contará com a leitura de poemas por Elsa Serra e Ângelo Vaz.
Esta sessão contará com animação musical pela Associação Sócio-Cultural Jovens da Ramada
terça-feira, novembro 17, 2009
«Aquelas coisas parvas que eu disse» (José Saramago)

As declarações bombásticas proferidas em Penafiel por José Saramago, Nobel da Literatura e destacado membro do partido comunista português, não deveriam contrariar o horizonte de expectativas de ninguém: «a Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana»; «o Deus da Bíblia não é de fiar»; «a Bíblia passou mil anos, dezenas de gerações, a ser escrita, mas sempre sob a dominante de um Deus cruel, invejoso e insuportável. É uma loucura!». José Saramago tem todo o direito de dizer o que pensa sobre a Bíblia e sobre Deus. Tem exactamente o mesmo direito à liberdade de expressão que assiste a todos os que reagiram às suas declarações nas diversas acções de lançamento do seu último romance.
Numa atabalhoada tentativa falhada, quase patética, de explicar «aquelas coisas parvas» (como ele próprio as qualificou posteriormente), Saramago convocou conferências de imprensa e desdobrou-se
Não me afecta minimamente aquilo que Saramago diz sobre a Bíblia ou sobre Deus; pouco me importa que Saramago interprete à letra narrativas literárias com mais de dois mil anos; pouco me interessa que o Nobel da Literatura não esteja disposto a compreender figuras literárias, como a parábola ou a alegoria, ou queira embarcar em bizarros revisionismos históricos; assim como não me perturba mesmo nada a legítima estratégia publicitária que rodeou o lançamento do seu romance. Cada um vê o mundo e a história com os olhos que tem, quer ou pode.
O que de facto, como católica, me indignou - e presumo que até Saramago admitirá que os católicos também têm o direito de manifestar livremente a sua indignação - foi o modo como, falando da Igreja Católica, se referiu ao sacramento do baptismo, dizendo que uma criança recebe «na boca um bocado de sal», é «ungida com uns óleos e passa a pertencer à companhia, a fazer parte da quadrilha». Uma quadrilha é um colectivo de ladrões, bandidos ou criminosos. Que Saramago não seja capaz de compreender o significado dos rituais cristãos posso admitir. Tenho contudo muito dificuldade em aceitar que insulte a comunidade católica, apelidando-a de «quadrilha», e que ridicularize e vilipendie os rituais da minha ou de qualquer outra religião! Parece até que Saramago, com o estatuto social que o Nobel lhe concedeu, está usar os «media» para, numa espécie de fogueiras do século XXI, queimar a «quadrilha» que tanto parece odiar.
Partilho da opinião elegantemente expressa pelo escritor António Lobo Antunes, na magnífica entrevista que há dias deu à jornalista Judite de Sousa. Aludiu de forma reticente à pessoa «que teve a infelicidade de dizer certas coisas, e que provavelmente continua muito satisfeito com elas», afirmando que o que sentira, com os poucos ecos que lhe chegaram da polémica, fora medo: medo de chegar à idade de Saramago com tão pouco sentido crítico.
É o mais elementar exercício de misericórdia para com um cidadão de tão provecta idade (já algo arrependido e baralhado), misericórdia essa também prescrita no tal «catálogo de maus costumes», que me leva a exprimir um voto: oxalá a Procuradoria da República esteja distraída e não se apresse a ver aqui configurado o crime público previsto no art.º 252 do Código Penal Português: «Quem publicamente vilipendiar acto de culto de religião ou dele escarnecer é punido com pena de prisão até um ano ou com pena de multa até 120 dias». Ou será que já foi a consciência da gravidade do referido insulto que levou Saramago a propor «um novo Direito do Homem: o direito à heresia»? Ficaria assim legalizada a possibilidade de se insultar qualquer religião ou quem a pratica. Oxalá esteja enganada!
Ana Maria Ramalheira
Professora Universitária
(Diário de Coimbra, em 10-11-2009)
segunda-feira, novembro 16, 2009
Liberdade de escolha ?
Este vídeo mostra um professor que é obrigado a ensinar a doutrina homossexual aos seus alunos.
sábado, novembro 14, 2009
Quase 10.000 abortos só no 1º semestre de 2009 !!!

A pouca vergonha, a irresponsabilidade e uma lei má e cruel, permitiu que em Portugal, um país onde a taxa de natalidade cai anos após ano, tenha feito quase 10.000 abortos no 1º semestre de 2009.
Fiquemos com a noticia do Jornal Público :
sexta-feira, novembro 13, 2009
Às sextas .... com a Margarida

Caixa de música
Estava sentada junto à janela deslumbrada com a paisagem que se avistava.
Tinha um ar sereno e sonhador.
O sol descia devagar e a sua pele ficava arrepiada aos poucos…
O vento entrava e fazia os cortinados dançar.
Ela …
Dos seus olhos uma lágrima escorria pelo rosto.
Uma lágrima que só os anjos saberiam o seu sabor.
O seu corpo iluminado nos seus olhos uma luz etérea.
Levantou-se e caminhou pelo espaço abriu a caixa de música e dançou.
Sorria e dançava, como se dentro da caixa de música dormisse o seu segredo e na solidão de um espaço pudesse libertá-lo egoistamente só para si.
Escrevia cartas e guardava-as lá dentro.
Talvez um dia alguém as lê-se e as sentisse suas.
O seu coração batia por um amor escondido, proscrito pelo mundo.
Tinha tanto medo de o perder que o guardava numa caixa de musica…que só abriu ao pôr-do-sol, depois do vento entrar e de lhe deixar o corpo em pele de galinha.
Era assim…é assim!
Texto Margarida Louro e Foto de José Luzio dos Santos
quinta-feira, novembro 12, 2009
De onde vêm os bebés?
Uma criança pergunta aos seus pais adoptivos de onde vêm os bebés...
No recente estudo de opinião efectuado pela Eurosondagem, 45,5% dos inquiridos concordam com o casamento homossexual, contra 49,5%, que se opõem. Contudo, à pergunta "E com a adopção por casais homossexuais?", o resultado do "não" (68,4%) mais que triplica o do "sim" (21,8%).~
quarta-feira, novembro 11, 2009
Às Quartas com a ..... Renata
Há muitos que não sonham,
Há muitos que não adormecem,
Não adormecem para sonhar,
Para não se extinguirem de uma realidade perdida,
Para não procurarem um rumo,
Um rumo que só alguns sentem,
Um rumo que só está acessível a alguns vagueantes.
Na pedra demarcada,
Vê-se o amor incansável
O amor com que rumamos na vida,
Seja ele qual for.
O que nos desperta sentidos,
O que nos preenche,
O que nos alimenta.
Só vive em amor,
Só vê amor,
Só sente amor,
Em tudo o que rodeia,
Quem habita nele,
Para sempre.
Renata Correira
terça-feira, novembro 10, 2009
segunda-feira, novembro 09, 2009
Às segundas com.... o Miguel

As “sugestões do Chefe” para esta semana englobam alguns sites de nos deixar de queixo caído...avance e...
Ouça e veja a Orquestra Filarmónica de Berlim
http://dch.berliner-philharmoniker.de/#/en/tour/
Delicie-se com as fotos da turca Osenol Zorlu
http://www.egofoto.net/site.html
Assuma o comando de mais 15 câmeras num concerto fantástico dos Radiohead
http://wowow.co.jp/music/radiohead/special/
Bom apetite e até para a semana!
domingo, novembro 08, 2009
Excelência da Caridade - Instituição Cassac
As colaboradoras do Cassac que fazem a visita diária mostram-nos no seu semblante a alegria de poderem estar com pessoas tão especiais.
sexta-feira, novembro 06, 2009
A homossexualidade está na moda?
O casamento entre homossexuais tornou-se um dos ex libris do PS. Melhor: um dos ex libris do PS de Sócrates – visto que o PS de Guterres era muito mais cauteloso em matéria de costumes. Não fosse Guterres católico praticante.
Julgo que, para esta abertura de Sócrates aos novos ventos, muito contribuiu a sua relação com Fernanda Câncio – que curiosamente chegou a ser minha jornalista no Expresso. Era na altura uma jovem vistosa mas profissionalmente discreta, que escrevia (e assinava) a duas mãos com uma colega, pelo que nunca se revelou.
Saiu dali para trabalhar na Elle, na época em que esta era dirigida por Margarida Marante. E foi Marante quem um dia me disse: «Tenho cá uma excelente jornalista que veio aí do Expresso». Fiquei à espera do nome. E confesso que me surpreendi quando ela disse: «A Fernanda Câncio».
Segundo julgo, foi também Margarida Marante quem apresentou Câncio a Sócrates. Este era um dos colaboradores residentes de um programa de Marante na SIC chamado Sete à Sexta, e Fernanda Câncio fazia parte da equipa do programa – o que propiciou a aproximação. Esta época revelar-se-ia, aliás, decisiva para o actual primeiro-ministro, não só porque conheceu a futura namorada mas também porque foi aí que iniciou a sua ascensão rumo ao poder.
Como?
Na sequência dessa colaboração na SIC, Sócrates foi convidado por Emídio Rangel (que entretanto se mudara para a RTP) para um programa semanal de debate, em que tinha como adversário Santana Lopes. Os debates correram bem a Sócrates, que desse modo foi catapultado para a ‘primeira divisão’ da política portuguesa.
‘P OR trás de um grande homem está sempre uma grande mulher’, diz o ditado. No caso de José Sócrates, está uma mulher que o tem influenciado no sentido do apoio a rupturas sociais.
O problema não teria importância se Sócrates não fosse primeiro-ministro e não quisesse transformar essas ‘causas’ em ‘assuntos de Estado’. A verdade é que, se pudesse, Sócrates já teria feito aprovar o casamento entre homossexuais, a adopção por casais homossexuais, a eutanásia, etc.
Sou em geral contra estas rupturas – e logo à partida contra o casamento entre homossexuais. Uma sociedade organizada vive de referências. E uma das principais referências é a família, da qual o casamento é o acto fundador.
Ora uma relação entre homossexuais é uma coisa diferente. Não é o acto fundador de uma família. Tem um carácter mais efémero, até porque não pode haver descendentes: dois homens ou duas mulheres que decidam viver juntos renunciam a ter filhos comuns.
Mexer nestas coisas é baralhar referências – e representa abrir uma caixa de Pandora.
Quando se debate homossexualidade convém separar duas coisas: a ‘propensão genética’ e o ‘fenómeno de moda’ ou de imitação.
Não há dúvida de que existem pessoas com inclinações homossexuais naturais. Contava-me uma empregada minha que numa casa onde em tempos trabalhou havia um menino que só gostava de brincar com bonecas, tachos e panelas. A minha empregada começou a achar aquilo estranho. E a verdade é que, na saída da adolescência, o menino revelou a sua inclinação homossexual. Este caso deverá ser extremo, mas não há dúvida de que em certas pessoas a inversão sexual se manifesta muito cedo.
Inversão que, aliás, também se verifica no reino animal. Diz-se que nas relações entre animais há cerca de 10% de práticas homossexuais.
Discutir a homossexualidade não é fácil, por pressão do ‘politicamente correcto’. Instituiu-se uma espécie de ditadura que impede um debate aberto e descomplexado sobre o assunto. As pessoas têm medo de o abordar publicamente, receando represálias. Veja-se o que sucedeu a Manuela Ferreira Leite quando disse espontaneamente que «o casamento é para ter filhos»: foi ridicularizada na praça pública, como se fosse do tempo das cavernas. E a partir daí a líder do PSD passou a falar do tema a medo e com pinças.
Mas por que não haveremos de falar abertamente da homossexualidade e das questões que coloca?
Como eu dizia, há uma homossexualidade decorrente de ‘propensão genética’ e outra induzida por fenómenos de moda e de imitação. Em Paris visitei recentemente uma zona – o Marais – frequentada à noite por multidões de homossexuais, e confesso que fiquei muito impressionado com o que vi: milhares de jovens, alguns no início da adolescência, exibiam ostensivamente a sua atracção (real, forçada?) por pessoas do seu sexo.
Em certos meios, ser homossexual pode ser hoje sinal de modernidade, de desinibição, de desafio às convenções. No mundo da moda, por exemplo, a homossexualidade é hoje a regra.
E aqui é que importa parar para reflectir.
Estas modas que enfrentam regras e convenções, e que alastram em certos ambientes generalizando comportamentos minoritários ou marginais, não serão um sinal preocupante?
Olhando para a História, não é verdade que os fenómenos deste tipo ficaram a assinalar períodos de declínio?
E depois há o problema dos filhos.
Dir-se-á que um casal homossexual poderá sempre ter filhos adoptivos. Mas, com a vulgarização do aborto, a cedência de crianças para adopção tenderá a diminuir. E depois, não é a mesma coisa. Não é a mesma coisa ter um filho natural ou adoptado. Nem para os pais adoptivos nem para as crianças – que, para começar, não terão um pai e uma mãe mas dois pais ou duas mães.
E que dizer de casos como o de uma apresentadora de TV chamada Solange F, que só teve relações sexuais com um homem para engravidar, sonegando deliberadamente ao filho o direito básico a ter pai?
Sempre condenei a homofobia. Sempre defendi a tolerância. Trabalho com homossexuais e tenho amigos que assumidamente o são. Mas fazer da homossexualidade uma ‘moda’ é uma parvoíce. E exibi-la publicamente – falando do ‘orgulho gay’ – é ridículo.
Como dizem os homossexuais, é preciso ter sempre presente que não somos todos iguais. Que há diferenças entre as pessoas. Os ‘casais’ homossexuais são diferentes dos heterossexuais – e para situações diferentes deve haver legislação diferente.
Para rematar, uma clarificação: fala-_-se hoje muito em ‘opção sexual’. Ora fará isto algum sentido? Será que uma pessoa chega a certa idade e interroga-se: ‘Qual irá ser a minha opção sexual? Optarei por ser heterossexual? Ou vou optar antes por ser gay?’.
As inclinações homossexuais não são uma ‘opção’.
Ou resultam de uma inclinação genética ou de fenómenos de moda ou de imitação. Mas aqui também não há propriamente ‘opção’: há seguidismo, há o ir na onda, há cedência ao ar do tempo.
Estes homossexuais sem propensão genética serão potencialmente os mais infelizes – porque não se sentirão bem na sua pele. E passarão ao lado da possibilidade de terem uma família, mulher e filhos. Em troca de quê?
José António Saraiva