
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
A Enorme derrota da Igreja

quarta-feira, fevereiro 21, 2007
I only ask of God
Só peço a Deus
Que não me deixe indiferente ao sofrimento
Que o deserto da morte não me encontre
Vazio e sem ter dado tudo o que tinha
Só peço a Deus
Que não me deixe indiferente às guerras
É um grande monstro que esmaga
A pobreza e a inocência das pessoas
É um grande monstro que esmaga
A pobreza e a inocência das pessoas
People...people, people
Só peço a Deus
Que não me deixe indiferente à justiça
Que não me batam na outra face
Depois de uma garra ter rasgado todo o meu corpo
Só peço a Deus
Que não me deixe indiferente às guerras
É um grande monstro que esmaga
A pobreza e a inocência das pessoas
É um grande monstro que esmaga
A pobreza e a inocência das pessoas
People...people, people
Solo le pido a Dios^
Que la guerra no me sea indiferente
Es un monstro grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente
Es un monstro grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente
People...people...people
[Outlandish]
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
A luta continua .....

Faz hoje uma semana que Portugal deu um passo atrás na sua história civilizacional.
Qualquer mulher até as 10 semanas pode livremente abortar o filho que carrega no ventre
Não é esta a sociedade humanista que idealizo
Mas …fica aqui o compromisso, com muita, muita alegria, que continuarei no “terreno” a ajudar aquelas mulheres que querem ser ajudadas, que querem ter seus filhos.
Peço ao Deus vivo que tanto amo, que consiga continuar a ser instrumento nas suas mãos para estar ao serviço dos outros….. ao serviço da VIDA !
A luta continua …
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
Alberto João Jardim
«Não há testículos para se dizer que referendo não é vinculativo»O presidente do Governo Regional da Madeira entende que, «não há testículos» para se dizer que o referendo sobre o aborto «não é vinculativo». Alberto João Jardim avisou que se a lei for contra a Constituição vai «levantar a inconstitucionalidade».
O presidente do Governo Regional da Madeira considerou que os portugueses não têm «testículos» para considerarem que o referendo de domingo à despenalização do aborto «não é vinculativo».«Parece que, em Portugal, não há testículos para se dizer que o referendo acabou por ser um fracasso do regime político, o referendo não é vinculativo», afirmou Alberto João Jardim, no seu regresso de Bruxelas.Por isso, entende Jardim, «não tendo qualquer valor jurídico, a iniciativa que tiver a Assembleia da República é susceptível de ser impugnada por inconstitucional».«Se entender que a Assembleia da República está a fazer uma lei que atenta contra as normas da Constituição que defendem o valor da vida, vou levantar a inconstitucionalidade», avisou.
Noticia TSF- 16-02-2007
O Referendo

Ganhou a indiferença. Em segundo lugar, ficou a morte. Os portugueses, no passado dia 11, disseram não querer saber do direito à vida, disseram sim ao crime que é matar uma criança, um projecto de futuro, uma identidade com um percurso de existência já definido. É assim, por vezes, a democracia: os números podem mais que a razão, que os Valores, que a ética. Agora, Portugal vai legislar o direito à morte e, provavelmente, vai discutir se não será melhor alargar o prazo até às doze semanas, ou mesmo, porque não?, até ao nascimento.
As mesmas pessoas que se indignam quando um bebé é abandonado num caixote do lixo, defendem que a mãe, com o apoio da sociedade, o mate dentro de si. Não se compreende! Como não se compreende que um referendo onde a abstenção ultrapassa os cinquenta por cento, possa ter valor de lei, possa ser considerado definitivo. Este Portugal baralhou tudo! Entendeu ser mais moderno por legalizar a morte, considerou ser conservador se defendesse a vida. Este é o país que ainda não aprendeu a democracia e, por isso, nem se incomoda a ir às urnas quando em causa está o direito à defesa do futuro, à preservação da vida!Mas, como diz o povo, não adianta chorar sobre o leite derramado. A decisão está tomada e resta-nos desejar que o bom-senso prevaleça naquelas que vão ser mães… Agora, vai, provavelmente, vir a lume a discussão sobre a eutanásia, sobre a legalização das drogas, sobre as casas de chuto. E Portugal, porque quer ser moderno, vai dizer que sim. O nosso governo moderno, feliz, vai poder financiar a degradação humana nas casas de chuto, vai aumentar as receitas com a venda das drogas. Em nome, tudo, da modernidade e da liberdade.
Entretanto, as escolas continuam a não ter verbas nem condições para educar de facto, os hospitais continuam a fechar, os doentes continuam a morrer até chegarem ao posto de atendimento mais próximo, as listas de espera para cirurgias continuam a crescer. Enquanto as verbas, as que restam, vão sendo canalizadas para a morte e degradação humanas, os idosos lutam por uma velhice digna, as famílias desesperam com os custos de leites e fraldas, quem trabalha sufoca com o peso dos impostos. Como é bom fazer parte de um Portugal assim: Moderno!
Maria Luisa Moreira
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
Fazer negócio com vida humana

Andei a dizer de lés a lés deste país que o que estava em causa , não era despenalização nenhuma , mas sim a legalização e o negócio com a vida humana.
E aqui está o que dizia, apenas dois dias após o referendo as clinicas para lucrar com vidas humanas a movimentar-se para os lucros .
Aqui fica a noticia do Jornal Diario de Noticias :
Três clínicas de aborto preparadas para abrir portas
O resultado do referendo sobre o aborto veio aumentar o interesse das clínicas estrangeiras em Portugal. Até ao momento há duas espanholas interessadas - uma delas vai abrir portas em Março - e uma fundação inglesa. Mas, enquanto a nova lei não entrar em vigor, os médicos contactados pelo DN afirmam que "as consciências já mudaram" e haverá tendência para praticar mais abortos dentro dos limites legais da actual lei. Em particular, na alínea que permite a interrupção voluntária da gravidez por questões de saúde física e psicológica da mãe.
A primeira clínica estrangeira a abrir, já em Março em Lisboa, (na zona da Avenida da Liberdade) deverá ser a espanhola Los Arcos (de Badajoz). O espaço "está na última fase de construção" e será "uma clínica de cirurgia em ambulatório com profissionais portugueses para mulheres portuguesas", afirmou a responsável Yolanda Hernandez Dominguez à Lusa. A iniciativa é seguida pela El Bosque, de Madrid. (.....)
Fonte : DN - Rute Araújo - 13-02-2007
segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Caro amigo leitor,
Sinto-me hoje profundamente triste.
Ontem, em Portugal a maioria dos Portugueses que votaram permitiram que a simples pedido da mulher, ela possa até as 10 semanas abortar. Isto é, que a tal nova lei de que se fala irá ignorar deliberadamente, sem apresentar razões a ponderar para tal, que o valor da vida dos não nascidos até as 10 semanas, que ainda não tem voz, possam reclamar o direito dos direitos: o direito a nascer e à vida.
Quero agradecer a todos que comigo trabalharam e se empenharam nestes dias árduos de esclarecimento para o referendo sobre a liberalização do aborto. Gosto muito de vós e admiro-vos muito. A minha vida, a das pessoas que por nós passam é maior e melhor porque existimos e porque voluntariamente nos batemos pela verdade e pela vida com abundância para todos.Comove-me pensar nestes dias passados e ver todos os rostos daqueles que vivem quotidianamente o grande desafio da defesa e da protecção da vida em todas as suas etapas e circunstâncias e que se exauriram num trabalho de dia e de noite para defender o que já vivem e o que ajudam outros a viver, sem qualquer interesse pessoal, sem discussões abstractas e com simplicidade, numa batalha desigual contra os 9 anos de preparação das consciências para o falso alarme legislativo e judiciário e contra a máquina pesada de partidos, do Governo e da maioria da Comunicação Social.Sinto-me triste e revoltado pela liberalização do extermínio de inocentes, pelo sofrimento e solidão das mulheres atiradas para a legitimação social do aborto «limpo» e pelo relativismo ético na sociedade actual.
Porém, não pararei no trabalho convicto de contribuir para robustecer uma cultura de vida para todos contra uma cultura fria e mecânica de eugenia de comportamentos. Não pararei nos esforços de não deixar propagar a Caixa de Pandora que ontem foi aberta. Sabemos que a morte não tem a última palavra.
Volto com muita alegria para o meu trabalho social para os meus meninos de rua, os meus meninos abandonados onde estão tantos dos tais filhos indesejados e abandonados a quem algumas vozes não reconhecem o direito de viver. Não esqueço essas crianças que me pediam a semana passada o direito de votar contra a liberalização referendada, poderão sair grandes homens e mulheres de paz profunda, que vêem mais longe e que não se resignarão.
Termino partilhado um artigo por mim, escrito a alguns anos atrás, em que mais uma vez se prova que “Vale a pena Viver”.
A luta pela vida vai continuar!
“ Nada acontece por acaso “
(Sabedoria popular)
Sem olhar a datas e a ordens, tirei o meu caderno da gaveta, e compartilho convosco, amigos leitores, três histórias reais que me fizeram cada vez mais lutar pelo o direito à vida e contra a legalização da Eliminação Voluntária da Gravidez
Aqui ficam:
Cheguei agora a casa; as minhas mãos ainda tremem.
Tremem porque hoje de manhã, depois de dar catequese a um grupo de jovens que acompanho há nove anos, uma senhora, na casa dos seus setenta anos, dirigiu-se-me, à porta da igreja, quando ia para a missa.
Lembro-me da sua face, marcada pela caminhada da vida, e dos seus olhos bem azuis, olhou então para mim, agarrou-me nas mãos e perguntou: “ É você o Cláudio Anaia”?
Espantado e sem estar à espera, disse com um sorriso : “ Sim, sou eu....” ... Então, com uma calma espantosa, aquela senhora disse-me: “Parabéns,, você é um defensor dos bebes .. !! “
Não reagi.... apenas agradeci à senhora e pedi que rezasse por mim.
Às vezes, nós que escrevemos e damos algumas opiniões em público, não temos bem a noção de que o que dizemos ou escrevemos é ouvido e lido por pessoas que nunca vimos, nem conhecemos.
Estes pequenos apoios são fundamentais, quando cada vez mais sou criticado e levantam falsos testemunhos sobre mim, apenas porque optei pela a VIDA, contra o Aborto.
Não tem sido fácil esta cruzada que escolhi como missão... mas saber que existe pelo menos uma pessoa que está a torcer e reza por mim.... para alguns não é nada, mas para mim é reconfortante. Embora politicamente possa ter hipotecado uma possível carreira política, sinto que com estes pequenos exemplos, Deus me mostra que conta comigo. Ganhar, não ganho nada, mas fico com a alegria de saber que existe uma idosa que nunca vi, me agarra nas mãos e me incentiva a lutar pelo o Dom mais bonito de todos.
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“ Cláudio , Cláudio .. estou grávida “: era assim que uma amiga gritava no meio da estação de metro da Baixa - Chiado. Olhei para trás e retribuí a sua alegria com um beijo e um abraço.
A correria das horas de ponta fez com que apenas trocássemos dois dedos de conversa, e cada um seguiu o seu caminho.
A caminho do metro parei e pensei:
Quantas vezes, nestes últimos dois meses me encontrei com esta rapariga, e na meia hora de barco Barreiro – Lisboa falávamos abertamente sobre o Aborto. Ela pela a legalização, com aqueles argumentos já conhecidos, e eu sempre pela a Vida dizendo que abortar não é correcto.
Houve dias que até levava, livros, panfletos e objectos para mostrar como ela estava errada e que cada mulher que está grávida transporta dentro de si uma vida.
Na verdade, ela também estava grávida e com dúvidas, e eu não tinha conhecimento desse facto!
Felizmente ela tomou a opção de seguir em frente e ter a criança apesar de estar em situação financeira difícil e ser solteira.
Sem saber, tive influência na vida daquela minha amiga e do seu bebé...
Ontem vi-a de novo, e sem me deixar falar disse: “ Nasce em Dezembro.... vai ser a melhor prenda de Natal da minha vida ...”
Valeu a pena!
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Tinha sido convidado para um debate sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez: não correu bem; a maior parte das pessoas no auditório era a favor, nas perguntas e respostas com a assistência cheguei a ser ofendido, disseram :: “ Você é um “papa hóstias” que não sabe o que defende.”.. e poucas pessoas vieram em minha defesa. Não gostei muito desta troca de palavras, e daquela opinião generalizada de que ser contra o Aborto é “ ser antiquado.....”
Estava desejoso de me ir embora, logo que acabasse o debate; agarrei na minha pasta e papéis, despedi-me de algumas pessoas e ia sair em jeito de corrida ...... mas de repente, vejo um homem , de andar meio torcido, a vir na minha direcção, com uma voz meio estranha e que se arrastava e afirmou : “ Ainda bem que existem pessoas como o senhor! “
Estranhei. Cumprimentei, aquele homem que visivelmente era deficiente físico: tinha uma perna meio torcida para dentro e um braço muito parado.
E perguntei: “ Mas por que me diz , isso caro amigo ?? “ Ele respondeu...depois de uma pausa : “Porque graças a pessoas como você é que sou uma pessoa feliz , com uma profissão, com uma mulher que me ama, e uma filha de 2 anos , linda ! “
Na altura, com a pressa, não percebi bem e disse: “ Ok, ainda bem.......”
Só alguns momentos depois, quando ia a entrar no autocarro, é que relacionei: eu, naquele debate, tinha sustentado que a vida deve ser defendida em todas as situações, mesmo naquelas em que há deficiências. Aquele homem que me tinha abordado estava referir-se a ele, à história da sua vida.
Sem dúvida, um debate que não me tinha corrido bem e que tinha sido uma das maiores provas de força para convictamente defender o Dom mais bonito: “ A Vida “
Deixo aqui estes três testemunhos reais, para que antes de formar a sua opinião, pense nestes exemplos, três histórias reais da minha vida !
Barreiro, 12 de Fevereiro 2007
Cláudio Anaia
Um Português em Movimento na defesa da Vida
domingo, fevereiro 11, 2007
Perdemos uma batalha, mas não a guerra!

Caros Amigos,
Quero agradecer a todos as mensagens e o apoio que me deram durante este referendo.
Se é verdade que perdemos, também não é menos verdade, que continuarei no "terreno" como sempre na luta ao lado das mães que precisam de ajuda, das mães que querem ter os seus filhos,
Continuarei em luta pelo o direito á vida.
Gostaria de destacar, na minha cidade no Barreiro onde tivemos um aumento de votos (cerca de 1500). No meu distrito de Setúbal (quase mais 19 500 votos) e comparativamente a 1998. o melhor resultado do país
No distrito de Coimbra, movimento onde fui mandátario com mais 8015 votos.
A todos os meus parabéns e continuemos unidos e determinados em defender o dom mais precioso: A Vida
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
O Feto e a verruga

O FETO E A VERRUGA
João Carlos Pereira (militante PCP)
Em primeiro lugar, quero felicitar-me e felicitar todos os que me ouvem (ou lêem) neste preciso momento. Porquê? Porque estamos vivos. E se estamos vivos, é porque nascemos. E, se nascemos, é porque as nossas mães, quando estavam grávidas de nós, não quiseram interromper a vida que já éramos dentro delas. Agradeçamos, por isso, às nossas mães, ou à sua memória, o facto de nos terem dado à luz.
E agradeçamos ainda mais àquelas que (como a minha, por exemplo) poucas ou nenhumas condições tinham para nos trazer ao mundo, mas que optaram pela vida, em vez de terem optado, egoística e cobardemente, por nos levarem a uma assassina qualquer de vão de escada, para ali sermos trucidados, e assim se livrarem de nós.Essas mulheres, aquelas que nos pariram, foram mulheres de esquerda, porque de esquerda são a Vida, a Luta, a Esperança e a Coragem. De esquerda não são, seguramente, o comodismo, o facilitismo, o egoísmo, a irresponsabilidade, a cobardia e a insensibilidade perante o gesto obsceno de destroçar uma vida indefesa. É bom, por isso, que ninguém se esqueça que todos nós fomos, um dia, um feto de dez semanas, onde aquilo que hoje somos já estava, nessa altura, perfeitamente constituído e completamente definido. Um ser com identidade própria.Por isso, quando no dia 11 for deitar o meu voto, como louvor à minha mãe e a todas as mães sofridas e corajosas de todo o mundo, votarei NÃO em plena consciência e, também, com a convicção de que estou a defender valores de uma moral superior (que é a superioridade moral dos homens verdadeiramente de esquerda), obedecendo às únicas leis que respeito e a que me subordino: as leis da natureza.
Porém, e para que não fiquem dúvidas a ninguém – e a ninguém se dê oportunidade de tirar conclusões tipo cassete ou «chapa cinco», à moda daquele idiota que governa os Estados Unidos, e que costuma dizer que quem não estiver com a América, está contra ela – quero deixar bem claro que não penso desta forma por razões de natureza religiosa, dado que não professo qualquer religião, nem por alinhamentos ideológicos ou partidários, mas por profundas convicções pessoais, porque a minha consciência e a minha visão da vida e do mundo a isso me conduzem. Bem andaria a nossa democracia se todos fizessem o mesmo.Já aqui o disse uma vez, mas é preciso repeti-lo hoje. Pelo Sim, estão pessoas de todos os quadrantes políticos, muitas delas tidas pela esquerda como gente da direita pura e dura, como Rui Rio, José Sócrates e quase todo o bando de pardais cor-de-rosa que tem destroçado o país e atirado milhões de portugueses para as ruas da amargura.
Pelo Sim estão, também – e aos montões – anticomunistas de primeira água, mas parece que, nesta vertigem referendária, tal convivência é tida como saudável, natural e nada incomodativa. E, quanto a mim, muito bem, não fosse dar-se o caso de não se ter igual critério quando alguém de esquerda defende o voto Não. Aí, caem logo o Carmo e a Trindade, e o facto de se votar igual a certas figuras de direita é tido, estúpida e sectariamente, como uma conversão ideológica.Haja um pouco de decoro – caso não seja, apenas, falta de inteligência – e aceite-se que não estamos a falar, neste referendo, de modelos de sociedade nem de questões ideológicas fundamentais. De facto – e por muito que isto se esconda – a questão do aborto não é, nem de perto, nem de longe, a grande questão nacional. Se há problemas graves neste país – e infinitamente mais graves e trágicos – são eles os que afectam os mais de dois milhões de portugueses que vivem na miséria, número este que todos os dias sobe.
É o desemprego, essa chaga social que leva o desespero e a fome a centenas de milhares de famílias. É uma política infame que veda ou dificulta o acesso à Saúde, cada vez mais distante e mais cara, retirando a milhões de portugueses o direito a uma vida saudável ou, em muitos casos, à simples sobrevivência. Ou já nos esquecemos das taxas moderadoras, cada vez mais – e mais caras – ou das comparticipações a baixarem, ou das as vacinas que podiam salvar do cancro mais de um milhar de mulheres em cada ano, mas que só estão ao alcance das mais ricas? Não é isto mais infame e grave do que o aborto clandestino, pois uma mulher contrai cancro sem querer e sem qualquer tipo de culpa, o que não é o caso de um aborto? Não é isso bem mais dramático e atentatório da dignidade da mulher e dos seus direitos?
Não é igualmente infame uma política que obriga uma grávida a ter de ir parir a Badajoz, ou um cego a ter de ir recuperar a visão à Ucrânia? Não é uma indignidade, acima de qualquer outra, centenas de milhares de pensionistas sobreviverem com reformas miseráveis, deixando, em muitos casos, de aviar os medicamentos de que necessitam, ou vendo-se obrigados a aviá-los a bochechos? Não morrem, verdadeiramente assassinados, muitos portugueses vítimas desta política? Já nos esquecemos, também, dos salários em atraso, outra fonte de miséria e de dramas terríveis? Mas será tudo isto menos grave, menos infame, menos indigno e menos problemático do que a questão do aborto clandestino?
Dir-me-ão que não. Mas se não, então porque não vejo as forças que agora se agruparam em torno do Sim, igualmente activas – e igualmente aguerridas e igualmente vigorosas – no combate às chagas que acabei de enunciar? Não serão, afinal, muitas dessas chagas que conduzem ao aborto? E se não posso pedir isso a todas essas forças, porque muitas delas são as responsáveis pelas misérias que referi, algumas há a quem devo perguntar porque não se põe em todas as lutas a mesma intensidade que se está a pôr na luta pela liberalização do aborto?Por outro lado, considero extremamente desonesta muita da argumentação utilizada, como desonesta é a própria pergunta do referendo. Sob a capa de despenalizar a mulher que aborta até às dez semanas, abre-se a porta, no caso de o Sim ganhar, ao aborto sem qualquer condicionante. A pedido. Isto, por muito que custe aos defensores do Sim ouvir dizê-lo, é a liberalização pura e simples do aborto. Ou seja, o aborto ao nível do preservativo, da pílula ou do aparelho intra-uterino. E, está claro, pago pelo Estado. Para a campanha do Sim, a questão do aborto começa e acaba na mulher. Não há o outro autor da concepção – o homem – não há feto nem vida humana dentro do útero.
Por isso, os defensores do Sim nem querem ouvir falar do feto. É o seu calcanhar de Aquiles. Que chatice haver feto, não é? Que aborrecimento, haver quem mostre «aquilo» desmembrado, a pasta de sangue onde ainda se vislumbra o crânio, ou os olhos, enfim, o pequeno ser humano em miniatura completamente destroçado, o ser a quem, por bondade da lei, passou a ser normal – normalíssimo – interromper a vida. É verdade. Vão aos arames, sentem-se incomodados, desconversam, descontrolam-se quando se lhes toca no pequeno ser. Que bom seria se, em vez de um feto, fosse uma verruga. Porém, não é uma verruga. É vida. Negam, dizem que não é vida, ou – por especial condescendência – que não se pode dizer se é vida, ou não. Mas se o feto com menos de dez semanas não é vida humana, o que será então? Um feijão frade?Ná. Não vão por aí. Modernaços, não lhes chega a modernidade ao ponto de falarem de ecografias de fetos com sete, oito, dez semanas, apesar de as ecografias, que hoje se vulgarizaram, entre outros meios de observação do que se passa no ventre materno, mostrarem como a tal «verruga» – que eles gostariam que fosse – não é mera parte do corpo da mãe, nem um defeito, mas é já um ser com vida própria, onde bate um coração, e com movimentos autónomos da vontade da progenitora.
Fica claro, assim, que há duas ordens de razão para o meu voto NÃO:A primeira, porque, em consciência, me repugna transformar o acto abortivo numa prática comum, como se eliminar uma vida fosse algo tão simples e normal como retirar um quisto ou desencravar uma unha. Ou ainda mais simples e banal do que isso.A segunda, porque a campanha do Sim não me pareceu séria nem frontal. Fugiu como o diabo da cruz de aspectos que não podem ser ignorados – ou que só podem ser ignorados por quem se sente incomodado com a verdade.E se alguns defensores do Não foram – e são – hipócritas, a campanha do Sim não se ficou atrás.Afinal, meus amigos – e doa a quem doer – um feto não é uma verruga.
Crónica de: João Carlos Pereira (militante do Partido Comunista Português)
Lida nas “Provocações” da Rádio Baía em 07/02/2007.(Não deixe de ouvir em 98.7 Mhz e participar pelos telefones 212277046 ou 212277047 todas as quartas-feiras entre as 09H00 e as 10H00).
11 de Fevereiro - Vota NÃO



Chegamos hoje ao último dia de campanha para o referendo sobre a legalização total e livre do Aborto. Se o Sim ganhar qualquer mulher a simples pedido pode abortar até as 10 semanas de gestação com o dinheiro dos meus e seus impostos.
Numa Europa envelhecida, cada vez com menos crianças e num Serviço Nacional de Sáude cada vez mais débil, esta lei que querem criar não é humana, não é justa.
Mas mais importante, o que está em causa é a defesa do dom mais importante de todos : O direito a Vida.
Queridos Amigos,
Neste momento a lei permite o aborto:Até às 12 semanas por problemas de saúde física ou psíquica da mulher, ou até aos 9 meses se houver perigo de vida ou grave risco de saúde para ela
Até às 24 semanas (6 meses) por deficiência do feto, ou até aos 9 meses se este for inviável
Até às 16 semanas por violação ou gravidez muito jovem.
VOTA NÃO:
1 – Quem é contra a lei actualmente vigente porque defende o direito à vida em todas as circunstâncias e não quer ver o aborto livre até às 10 semanas
2 – Quem acha a lei actual equilibrada, mas é contra o aborto totalmente livre até às 10 semanas
3 – Quem não quer que as mulheres que abortam sejam julgadas, mas também não está de acordo em patrocinar clínicas de aborto com dinheiros públicos, nem quer despenalizar quem faz do aborto um negócio, e por isso exige que os projectos neste sentido que estão "esquecidos" na Assembleia da República sejam discutidos e postos em prática depois do Não ganhar.
4 - Quem não se preocupa muito com o problema do aborto mas é contra o facto dos seus impostos servirem para pagar abortos em vez de servirem para coisas mais positivas e urgentes
5 – Quem quer resolver o problema do aborto clandestino não através da sua legalização, que faz disparar o número geral de abortos sem resolver as situações de clandestinidade, mas sim exigindo ao Estado que tome medidas para combater as suas causas
6 – Votam Não todos os homens que querem ter uma palavra a dizer sobre se os seus filhos devem ou não nascer
VOTA SIM:
1 - Quem está de acordo com o aborto totalmente livre e pago pelo Estado até às 10 semanas
2 - Quem está de acordo que às 10 semanas e um dia as mulheres sejam julgadas e presas.Se o sim ganhar, a nova lei permitirá que qualquer mulher saudável, rica ou pobre, com problemas ou sem problemas, sem ter que dar qualquer razão, e mesmo contra a vontade do pai da criança, vá aos hospitais públicos e até a clínicas privadas abortar um bebé saudável, gerado por relações sexuais livremente mantidas, com os serviços pagos pelo Estado. Toda a mulher que abortar fora do prazo das 10 semanas ou fora dos estabelecimentos autorizados, será considerada criminosa, poderá ser julgada e condenada a pena de prisão.Em consciência, com que grupo se indentifica?
No dia 11 por favor vá votar, e passe palavra aos seus amigos, principalmente aos indecisos...
VOTE NÃO .......... conto consigo
As mulheres portuguesas merecem melhor!

quinta-feira, fevereiro 08, 2007
Eu digo" não" !

É um facto que um espermatozóide sozinho não pode aspirar a ser um ser humano; um ovócito sozinho também não. Mas o zigoto que, em consequência do encontro livre entre dois seres humanos, resulta da fusão daquele gâmeta masculino, entre milhões que iniciaram a viagem, com o ovócito libertado, naquele ciclo menstrual concreto, será único. No seu genoma, que há 30 anos não se conhecia mas que hoje se conhece, está toda a informação necessária para ser uma vida humana. Desde que é apenas uma célula até ao momento em que será biliões delas há uma linha de continuidade, que hoje se ouve, vê e sente, desde o início, nas ecografias.
Quem tem direito ao futuro? Na língua portuguesa só existem três particípios futuros, e todos eles se ligam à esperança de continuidade da vida humana: “futuro” – o que vai ser; “nascituro” – aquele que vai nascer; “concepturo” – aquele que vai ser concebido. É nesse sentido que, por exemplo, as técnicas de reprodução medicamente assistida servem para que homens e mulheres que sofrem, muitas vezes durante muitos anos, por não terem os filhos que desejaram ter, venham a ser pais e mães.
Porquê então 10 semanas para certificar que alguém tem direito a nascer como criança, como se pergunta agora no referendo, se é a própria lei (ainda que sem financiamento público…) que faz pensar nos “filhos impossíveis”? Sabemos que por volta do 20.º dia um coração já bate… Na verdade, o coração já bate, e intensamente, tal como no momento em que um homem e uma mulher se aproximam a tal ponto de poderem ser pais, o que não pode nunca deixar de ser tido em conta.
Não é justo que haja filhos de primeira e de segunda, ou, como antigamente se dizia, filhos legítimos e ilegítimos. Tal como não é eticamente aceitável, e o Direito não o consente, que um homem casado, eventualmente praticando “sexo seguro”, contamine a sua mulher com SIDA e, depois, venha requerer o divórcio com fundamento na doença da mulher, também não é eticamente aceitável que se desproteja inteiramente a vida humana até às 10 semanas de gestação, sob o pretexto de que há imprevistos na vida ou homens irresponsáveis.
Os seres humanos não são assexuados. De facto, todas as crianças têm um pai e uma mãe. Como excluir então o pai da decisão de abortar? É um ponto de vista contrário ao entendimento hoje unânime na sociedade de que a mãe e o pai devem repartir as responsabilidades do sustento e da educação dos filhos, mesmo que não vivam juntos. Não faz pois sentido que o pai seja excluído da decisão grave de abortar e, ao mesmo tempo, seja responsabilizado pelos alimentos e pelo acompanhamento devidos ao filho nascido. Se o pai não se importa, há que obrigá-lo. A não ser que se aceite que a lei deve mudar de acordo com o comportamento de cada pai, independentemente de ser responsável ou não.
O Estado serve para garantir a liberdade humana, de modo a que os mais fracos não sejam espezinhados pelos mais fortes.
Como compreender então que à mulher seja dado o direito de invocar sozinha, com o apoio do Estado, a sua liberdade contra alguém? Só uma sociedade autoritária e, ao mesmo tempo, débil pode conceber tal hipótese.
As mulheres devem ter os filhos que desejam ter, sem medo, por exemplo, de perderem o emprego. Hoje discute-se se os patrões podem exigir às mulheres que procuram emprego a realização de testes de gravidez. Alguém acredita que se o “sim” ganhar os patrões de poucos escrúpulos não vão atirar esse direito à cara das mulheres? Se o “sim” ganhar, as mulheres passam a ter um “direito”, garantido pelo Estado, contra elas próprias.
O “sim” é insensato, porque, ao contrário do que eu e outros defendemos, não despenaliza efectivamente as mulheres que praticam abortos. Todas aquelas que os pratiquem a partir das 10 semanas ou fora de um estabelecimento legal de saúde continuarão a ser consideradas criminosas, julgadas e, eventualmente, condenadas.
O “sim” não despenaliza as mulheres; pelo contrário, descriminaliza, legaliza e liberaliza as actividades abortivas.
Se o “sim” ganhar, continuará a ser considerado um crime, e a meu ver bem, porque se trata de um mal, a destruição de ovos de perdiz ou de luras de coelho, mas deixará de ser crime destruir a vida humana na sua fase inicial, considerando-se que esta não vale a pena.
Se o “sim” ganhar, o aborto deixa de ser considerado socialmente um mal, porque passa a ser um direito. É isto a legalização. E isto faz-se afastando a ética da vida pública, incentivando comportamentos individualistas e diluindo as possibilidades de uma cultura de responsabilidade, solidariedade e amor.
Se o “sim” ganhar, as clínicas espanholas que fazem abortos em grande escala virão estabelecer-se em Portugal, porque, ávidas de lucros, sabem que o número de abortos aumentará.
Na última década, em Portugal, as associações defensoras do “não”, com muito poucos recursos, apoiaram milhares de mulheres grávidas em dificuldades, incluindo muitas que abortaram, e ajudaram a salvar muitas vidas. Não há mulheres arrependidas, e há muitas crianças felizes.
Se, no próximo domingo, o “sim” ganhar, todos sabemos o que acontecerá: mais aborto e menos solidariedade. Será que é esse o futuro que queremos?
João Caetano
Membro do Fórum Ciência e Futuro e do Grupo Cívico “Aborto a pedido? Não!”
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
14 Verdades sobre o Aborto - Ser de esquerda é Ser pela Vida !

Os nossos políticos, as vezes parece que não tem mais com que se preocupar, do que tentar liberalizar totalmente o Aborto.
Por isso, nos últimos tempos depois de se andar com atabalhoamentos de calendário cá esta por vontade de alguns com um novo Referendo. O tapete político exige pronunciamentos e estamos de novo a referendar o que o povo já referendou. Povo este que já disse NAO ao aborto há 8 anos atrás. Será que esses senhores esquecem que uma situação humana que não pode flutuar ao vento dos humores e engenhos políticos, circunstâncias que engendram com jogos de poder, estratégias de agenda política ou de campanhas eleitorais?
Mais revoltante ainda quando camaradas meus dizem que a despenalização do Aborto é uma causa do PS. Será que não sabem que ser de esquerda é precisamente a defesa dos mais débeis e vulneráveis e que deveria estar na primeira linha na promoção desse valor, em vez de contribuir para a banalização do aborto. E a banalização do aborto é o triunfo dos mais fortes sobre os mais fracos e indefesos, que são – mais que ninguém – os não nascidos, a quem se nega o seu primeiro direito: o de nascer ?A vida é um dom único e o mais especial de todos, por isso deveria ser preservado de gritarias e falácias, onde se diz mais o que convém, do que aquilo que mais respeita ao ser humano.Mas como nunca é demais saber , nesta ultima semana de campanha , hoje aqui deixo 14 verdades que respondem alguns argumentos daqueles que defendem a legalização do Aborto .
1 – QUAL A QUESTÃO QUANDO SE FALA DE DESPENALIZAÇÃO DO ABORTO?
Desde 1984, é legal em Portugal abortar-se por perigo de vida ou razões de saúde da mãe, malformação do feto e violação. O referendo de 2007 propõe que a mulher possa abortar até às dez semanas, nos nossos hospitais e clínicas privadas, com os serviços pagos pelos nossos impostos, sem ter que dar qualquer razão. Vários partidos propõem também alargar os prazos legais.
2 - O BEBÉ TEM ALGUMA PROTECÇÃO LEGAL?
Por enquanto ainda vivemos numa sociedade que considera que todos, e especialmente os mais fracos e desprotegidos, merecem protecção legal; mesmo na lei de 1984 este era o princípio base, no qual se abriam algumas excepções. Se a despenalização passar, é o princípio base que muda, é como se a sociedade portuguesa dissesse que há seres humanos com direitos de vida ou de morte sobre outros seres humanos. É admitir que o mais forte (a mulher) imponha a sua vontade ao mais fraco (o bebé), sem que este tenha quem o defenda.
3 - DIZEM QUE O FETO AINDA NÃO É PESSOA E POR ISSO NÃO TEM DIREITOS...
Dentro da mãe não está de certo um animal ou uma planta, está um ser humano em crescimento com todas as suas características em potência desde o momento da concepção. Dependente da mãe, como estará durante muito tempo depois de nascer (se deixarmos um bebé no berço sem o alimentarmos ele morre), dependente como muitos doentes ou idosos (será que por isso estes também não são pessoas nem têm direitos?). É por serem mais frágeis que os bebés, dentro ou fora do seio materno, os doentes e idosos, precisam mais da protecção legal dada por toda a sociedade.
4 - E OS PROBLEMAS DA MULHER?
A suposta solução dos problemas dum ser humano não pode passar pela morte doutro ser humano. Esse é o erro que está na base de todas as guerras e de toda a violência. A mulher em dificuldade precisa de ajuda positiva para a sua situação. A morte do seu filho será um trauma físico e psicológico que em nada resolve os seus problemas de pobreza, desemprego, falta de informação, etc.. Para além disso, a proibição protege a mulher que muitas vezes é fortemente pressionada a abortar contra vontade pelo pai da criança e outros familiares, a quem pode responder que recusa fazer algo proibido por lei (nos estudos que existem referentes aos países onde o aborto é legal, mais de metade das mulheres que abortaram disseram que o fizeram obrigadas).
5 - MAS A MULHER NÃO TEM O DIREITO DE USAR O SEU CORPO?
A mulher não tem o direito de dispor do corpo de outro. O bebé não é um apêndice que se quer tirar, é um ser humano único e irrepetível, diferente da mãe e do pai, com um coração que bate desde os 18 dias (quando a mãe ainda nem sabe, muitas vezes, que está grávida), com actividade cerebral visível num electroencefalograma desde as 6 semanas, com as características físicas e muitas da sua personalidade futura presentes desde o momento da concepção.
6 - E O PAI DA CRIANÇA, TEM ALGUM DIREITO OU DEVER NESTA DECISÃO?
Não, o homem fica sem nenhuma responsabilidade, e também sem nenhum direito. A mulher pode matar o filho dum homem contra a vontade dele. Quando a mulher decide ter a criança a lei exige que o pai, mesmo contra vontade, lhe dê o nome, pensão de alimentos, etc., mas se decide não o ter o pai não pode impedir o aborto - fica excluído na decisão de vida ou de morte do seu próprio filho.
7 - E QUANTO À QUESTÃO DA SAÚDE DA MULHER QUE ABORTA?
Legal ou ilegal, o aborto representa sempre um risco e um traumatismo físico e psicológico para a mulher. Muitas vezes o aborto é-lhe apresentado como a solução dos seus problemas, e só tarde demais ela vem a descobrir o erro dessa opção. O aborto por sucção ou operação em clínicas e hospitais legais, provoca altas percentagens de cancro de mama, de esterilidade, de tendência para aborto espontâneo, de infecções que podem levar à histerectomia, de depressões e até suicídios.
8 - MAS TEM QUE SE ACABAR COM O ABORTO CLANDESTINO
É verdade, temos mesmo é que acabar com o aborto, que ninguém precise dele, mas a despenalização não ajuda em nada à sua abolição. Os números provam que em praticamente todos os países, após a despenalização, não só aumentou muito o aborto legal, como não diminuiu o aborto clandestino, pois a lei não combate as suas causas (quem quer esconder a sua gravidez não a quer revelar no hospital, por exemplo). A diminuição do aborto passa por medidas reais e positivas de combate às suas causas (pela prevenção através da educação sexual e da educação para uma sexualidade responsável, pelo apoio às mães grávidas em dificuldade, etc.), e não há melhor forma de ajudar o governo a demitir-se destas prioridades do que despenalizar o aborto (“para quem tiver problemas já pusemos os serviços hospitalares à disposição, quem não os quiser usar, que resolva a sua própria situação...”).
9 - ENTÃO QUEREM QUE AS MULHERES QUE ABORTAM VÃO PARA A CADEIA?
Uma mãe apanhada a roubar pão para o filho com fome não vai presa, precisa é de ajuda, e lá por isso ninguém diz que o roubo deve ser despenalizado. É importante que as pessoas saibam que matar um ser humano, dentro ou fora do ventre materno, é um crime, e por isso é, como todos os crimes, punível por lei. Mas só ao juiz cabe decidir, tendo em atenção as circunstâncias atenuantes. Não esquecendo ainda que com a nova revisão do Código penal crimes ate três anos (como do Aborto) serão de imediato suspensos. Aliás, há mais de 30 anos que nenhuma mulher vai para a cadeia por ter abortado, os poucos casos referem-se a quem faz do aborto um negócio. Mais importante é ver quantas vidas uma lei salva.
10 - A DESPENALIZAÇÃO SERIA SÓ PARA AS MULHERES?
Não. A despenalização abrange todos: médicos, pessoas com fortes interesses económicos nesta prática, pessoas que induzem ao aborto, etc.. Estes, na lei de 1984, tinham penas muito mais pesadas que a própria mulher. As leis pró-aborto abrem as portas ao grande negócio das Clínicas Privadas Abortivas.
11 - MAS A DESPENALIZAÇÃO NÃO OBRIGA NINGUÉM A ABORTAR...
Está provado que a despenalização torna o aborto mais aceitável na mentalidade geral, e por isso mesmo leva na prática ao aumento do número de abortos. A lei não só reflecte as convicções duma sociedade como também enforma essa mesma sociedade. O que é legal passa, sub-repticiamente, a ser considerado legítimo, quando são duas coisas muito diferentes (lembremo-nos dos alemães em Nuremberga que diziam não ter responsabilidades no extermínio dos judeus porque se tinham limitado a cumprir a lei).
12 - PORQUE SE PROPÕEM PRAZOS PARA O ABORTO LEGAL?
Os próprios defensores da despenalização sabem que o aborto em si mesmo é um mal e que a lei tem uma função dissuasora necessária, por isso mesmo não pedem a despenalização até aos nove meses. No entanto, não há nenhuma razão científica, ética, ou mesmo lógica para qualquer prazo. Ou o bebé é um ser humano e tem sempre direito à vida, ou é considerado uma coisa que faz parte do corpo da mãe e sobre o qual esta tem sempre todos os direitos de propriedade. É de perguntar porque é que até às X semanas mulheres e médicos não fazem mal nenhum, e às X semanas e meia passam a ser todos criminosos.
13 - O ABORTO É SÓ UM PROBLEMA RELIGIOSO OU ABRANGE OS DIREITOS DO HOMEM?
O aborto ataca os Direitos do Homem. O direito à Vida é a base de todos os outros. O direito de opção, o direito ao uso livre do corpo, o direito de expressão, etc. - todos os direitos que as mulheres se arrogam para poderem abortar, só os têm porque estão vivas, porque lhes permitiram e permitem viver. Ao tirarem a vida aos filhos estão também a roubar-lhes todos os outros direitos.Além disso, a Declaração dos Direitos do Homem explicita que aqueles direitos são para todos, independentemente de raça, religião, sexo, etc.. A despenalização do aborto acrescenta um grande “Se...” à lista dos Direitos do Homem, ou seja, todo o ser humano tem direito a isto tudo, mas só se for desejado pela mãe, senão já não tem direito nenhum.
14 - SER CONTRA A DESPENALIZAÇÃO NÃO É SER INTOLERANTE E RADICAL?
Não. O aborto é que é totalmente intolerante e radical para com a criança, porque a mata; não lhe dá quaisquer direitos, não lhe dá opção nenhuma. Os pró-despenalização têm em conta a posição dum só dos intervenientes: a mulher. O “Não” ao aborto obriga-nos a todos, individualmente e como sociedade, a ter em consideração os dois intervenientes. Ao bebé temos obrigação de proteger e de permitir viver. À mulher temos obrigação de ajudar para que possa criar o seu filho com amor e condições dignas ou para que o possa entregar a quem o faça por ela, através de adopção, etc..O que importa é ajudar a ver as situações pelo lado positivo e da solidariedade, e não deixar que muitas mulheres se vejam desesperadamente sós em momentos extremamente difíceis das suas vidas. É preciso que elas saibam que há sempre uma saída que não passa pela morte de ninguém, e que há muitas .
Por isso como defensor da Esquerda Humanista em que acredito Voto NÃO
Cláudio Anaia
Dirigente do Partido Socialista
Militante Honorário da Juventude Socialista
terça-feira, fevereiro 06, 2007
Síndroma Pós-Aborto

Sabia que o Síndroma Pós-Aborto, causas, sintomas, consequências e cura, é estudado em todo o mundo por grandes especialistas na área da psiquiatria,psicologia e medicina?
Sabia que o aborto (mesmo feito em clínicas e hospitais legais) representasempre um traumatismo para a mulher, que pode deixar-lhe sequelas físicas e sobretudo psicológicas para o resto da vida?
Sabia que os sintomas do Trauma Pós-Aborto são semelhantes no aborto legal e ilegal, e que tanto podem revelar-se imediatamente como ficarem reprimidos durante muito tempo para se revelarem de forma violenta anos depois?
Sintomas do Trauma Pós Aborto
* Crises de choro
* Depressão
* Culpa
* Incapacidade de se auto perdoar
* Desgosto intenso / Tristeza
* Revolta /raiva….
* Entorpecimento emocional
* Problemas sexuais ou promiscuidade
* Desordens alimentares
* Redução da auto-estima
* Abuso de drogas e/ou álcool
* Pesadelos e distúrbios do sono
* Comportamentos suicidas
* Dificuldades nos relacionamentos
* Ataques de pânico e ansiedade
* Flashbacks - reviver involuntariamente a experiência de estar a fazer umaborto
* Abortos repetidos* Padrão de reincidência em gravidezes não planeadas
* Mal-estar na presença de bebés ou mulheres grávidas
* Medo / ambivalência perante a gravidez
Sabia que não há nenhuma mulher na cadeia há mais de 30 anos por ter abortado, e que há várias propostas “esquecidas” na Assembleia da República para que não vá sequer a julgamento (sem com isso se tornar o aborto livre, nem se proteger os interesses das clínicas abortistas)?
Sabia que nos países onde foi liberalizado o aborto legal disparou em flecha mas o aborto clandestino não desapareceu? (Dados da Eurostat)
Sabia que o aborto não interrompe nada mas acaba sempre, duma vez por todas, com uma pequena vida humana que precisa de protecção? Não lhe parece mais positivo que o Estado trabalhe na prevenção e na ajuda àgrávida, em vez de oferecer às mulheres portuguesas este presente envenenado?
É possível defender a mãe e o filho: No dia 11 de Fevereiro, por favor VOTE NÃO
domingo, fevereiro 04, 2007
O "NÃO" saiu à rua em Setúbal

"Setúbal vai votar 'Não'!" foi uma das frases mais repetidas pelos manifestantes que ontem encheram as ruas da cidade, na "Marcha Setúbal Pela Vida". Apesar das palavras de ordem, Cátia Sá Guerreiro, da Plataforma Não Obrigada, reconhece que "este é um distrito duro para o 'Não'" e afirma que, por esse motivo, a "forte adesão" à marcha foi "uma agradável surpresa". A iniciativa, da responsabilidade da Plataforma através da associação local VivaHáVida, contou, de acordo com a organização, com "mais de duas mil pessoas". A estimativa das autoridades é mais modesta mas ainda assim aponta para "muito mais de mil". Para além de pessoas "de todas as freguesias do distrito" estiveram presentes alguns "amigos de Lisboa", entre os quais o líder nacional do CDS-PP, Ribeiro e Castro.
Da Rua Francisco de Sá Carneiro à Praça do Bocage, o grupo de manifestantes foi aumentando e tornando-se mais ruidoso. Segundo Cláudio Anaia, mandatário do movimento Aborto a Pedido Não, “o objectivo é marcar posição pelo direito à vida” e “contra a liberalização do aborto”. Para isso, reuniram-se apoiantes de diversos movimentos cívicos, como o Juntos Pela Vida, Alentejo Pela Vida “e também muitos socialistas, com a sua campanha Esquerda Pela Vida”, salientou Cláudio Anaia, também ele do PS. Para este defensor do “Não” “a partidarização deste debate é um erro” já que “não se trata de uma questão política, filosófica e muito menos religiosa”, mas sim de “uma questão básica de direitos humanos”.
Cláudio Anaia acusa mesmo os partidários do “Sim” de fazerem “uma campanha enviezada” por “saberem de antemão que a despenalização do aborto está prestes a acontecer com a revisão do código penal”, a qual prevê que todos os crimes puníveis com pena até três anos “deixem de ir a julgamento”. Assim, na sua opinião, o que está realmente em causa no referendo é “uma liberalização total do aborto até às dez semanas”.
A mesma opinião tem Ribeiro e Castro que lamenta que “o PS não tenha feito o agendamento da proposta de duas deputadas suas” no sentido de “uma evolução da lei processual penal, nomeadamente da suspensão provisória dos processos” e avança que tem, ele próprio “uma proposta nesse sentido”. O presidente do CDS-PP considera que “Setúbal só será propício ao ‘Sim’ se triunfarem as forças do obscurantismo e da ignorância”, uma vez que “nos últimos nove anos surgiram novas evidências científicas da vida intra-uterina, que é uma verdade que tem de ser partilhada com toda a gente”.
Cátia Sá Guerreiro considera Setúbal “um distrito em que esta questão está muito partidarizada” e em que “há ainda um grande desconhecimento da lei actual”. Esta enfermeira, que já fez campanha um pouco por todo o país, afirma que em Setúbal “algumas pessoas ainda falam em violação e em mal-formações”, situações que estão enquadradas na lei “há mais de vinte anos”. A representante da Plataforma Não Obrigada faz no entanto “um balanço positivo da campanha até agora” sobretudo em resultado das “sessões de esclarecimento”.
A “Marcha Setúbal Pela Vida” foi acompanhada por várias motos da PSP. Segundo o Chefe Marques, da Esquadra de Trânsito de Setúbal, “toda a manifestação decorreu sem quaisquer incidentes”, tendo envolvido “muito mais que mil pessoas”.
Ana Lúcia Delgado - 04-02-2007 21:44
Clicar em : http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&rec=8891
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Setúbal - Vamos todos á Marcha pela vida !!

quinta-feira, fevereiro 01, 2007
Destruição sistemática de material de campanha do "Não"
quarta-feira, janeiro 31, 2007
terça-feira, janeiro 30, 2007
Blog comunista defende NÃO ao aborto
Despenalização do aborto Referendo dia 11 de Fevereiro de 2007
Liberdade, uma palavra tão gasta mas muito mal conhecida...
Estamos a pouco tempo do referendo sobre a despenalização do aborto. Forças politicas e civis expõem todos seus argumentos a favor e contra. A Bandeira Vermelha pretende ser, e é, um espaço na defesa dos mais fracos contra os poderosos deste mundo: Muitas vezes nos associamos aos ideais comunistas, somos um espaço de esquerda, mas não obrigatoriamente adeptos a nenhuma força politica. Aborto, tema que propomos hoje... Falei no inicio de liberdade e do uso errado que dela fazemos. A Bandeira Vermelha defende a liberdade, incluindo a liberdade de viver, liberdade essa que o aborto não respeita. Ninguém precisa mais de ser defendido do que um bebé ainda no ventre da mãe. Os políticos deste mundo preferem despenalizar o aborto em vez de ajudar às futuras mães que tanta vez optam por abortar por questões pessoais e económicas. É normal que uma jovem que engravidou e que está a estudar, vivendo muitas vezes ainda na dependência económica dos pais, opte por abortar. Até porque é seu futuro que está em risco. Uma família pobre sem recursos e com filhos já certamente optará pelo aborto pois não pode suportar economicamente mais um filho.Mas se o Estado ajudasse a jovem a criar seu filho dando-lhe possibilidade de poder continuar seus estudos, será que ela quereria abortar? Se a família pobre tivesse dinheiro, será que optaria pelo aborto?Claro que as autoridade governamentais preferem o que fica mais barato, (pagar as despesas com um aborto, em vez de financiar a criação duma criança) até porque a vida para eles pouco significa. O que importa é a concorrência num mundo cada vez mais competitivo e capitalista. Mas afinal, como A Bandeira Vermelha encara o aborto? Bom, para nós o aborto é crime pois entendemos que a vida começa quando o espermatozóide fertiliza o óvulo, por isso apoiamos o NÃO ao aborto.
Se se revê nos nossos ideais: VOTE NÃO DIA 11 DE FEVEREIRO DE 2007.
Mais pormenores em : http://abandeiravermelha.blogs.sapo.pt/
domingo, janeiro 28, 2007
Não ....
Não...... Não tolero ouvir nos media que mais um bebé foi abandonado numa qualquer casa de banho ou contentor do lixo.
Não consigo sequer compreender como uma mãe, ou qualquer outro grau de parentesco, possa maltratar, violar, descuidar ou até matar um bebé ou criança.
Não entendo palavras duras proferidas em tons de gritos a crianças e bebés que num instante de vida ainda aprendem, sempre pelo exemplo de quem lhes grita.
Não consigo disfarçar as lágrimas que se assombram no meu olhar quando visito o berçário do Refúgio Aboim Ascenção, ou as outras crianças que lá vivem.
Não consigo alterar a voz trémula que me escapa quando agradeço os abraços que todos eles me dão.
Não aguento de tanta dor perceber que a Humanidade não entende o direito à vida e confunde aborto com contracepção.
Não idealizo na minha mente mundos cor de rosa, mas imagino mentes esclarecidas... governos que gastem milhares em políticas de esclarecimento e doação de contraceptivos, em vez de milhares em campanhas políticas.
Não me enquadro nem me apetece tantas vezes, fazer parte de um eleitorado que aceita qualquer bagatela mentirosa que vem de alguém que quer viver à custa de um povo.
Não vou tolerar escusas e desta vez, farei parte da sociedade, acreditando nalguma mudança. Vou votar.
Porque não aguento mais que se duvide ou se ponha em causa quando e onde começa a vida. Começa em nós, meus senhores. O que geramos nas nossas barrigas, é apenas uma materialização daquilo que já somos: Vida. Se a matamos ao gerar, estamos a cometer também um crime contra nós mesmos.
Porque o caminho que cada Ser tem que percorrer não pode ser julgado por nós, ainda sem sequer ter nome. Mas já tem Vida. E quem somos nós para dispor dela?!
Se existem crianças abandonadas, maltratadas, e enfim, descuidadas, é porque a sociedade falha - e em muito -, principalmente na educação e no auxílio dos progenitores. Que fazemos então? Castigamos os seres que ainda estão para chegar, matando-os.
Faço o que sei de melhor: amo os meus filhos. E se os ensino a liberdade do amor, incondicional e livre, ensino-os a amar desde o primeiro instante: o gerar da Vida.
Porque sou mãe, porque os amo e porque já chega de brincar com coisas sérias, voto Não. Doída por dentro por todos aqueles que não percebem a benção da maternidade - pretendida ou acontecida -, mas consciente da Vida que se preserva.
Susana de Almeida Carvalho
Mãe da Mariana,8 anos, da Carolina de 7 anos e da Margarida de 4 meses.
sexta-feira, janeiro 26, 2007

No dealbar do século XXI, em que a esmagadora maioria das mulheres portuguesas tem acesso gratuito a consultas de planeamento familiar, bem como aos mais variados meios contraceptivos e à pílula do dia seguinte (que continua a ser vendida sem receita médica), e enquanto o Estado português persiste em ignorar o alarmante decréscimo da taxa de natalidade, fará de facto sentido liberalizar o aborto?
1. Será que os portugueses querem mesmo que o aborto seja liberalizado «por opção da mulher» até às 10 semanas, i.e., que qualquer mulher saudável possa abortar um bebé saudável apenas “porque sim”?
2. Será que os portugueses sabem que, por exemplo, dar uma bofetada é crime, que insultar alguém é crime ou que fotocopiar integralmente um livro é igualmente um crime com pena de prisão até 3 anos? Como é que aniquilar vida humana intra-uterina, apenas «por opção da mulher», pode deixar de ser crime?
3. Será que os portugueses acreditam mais na justiça quando lhes fazem crer que uma mulher que faz aborto até às 10 semanas não comete qualquer crime e que aquela que o pratica às 10 semanas e 1 dia ou às 11 semanas já deve ser julgada? Será que os portugueses não se interrogam sobre as razões (mais políticas do que pragmáticas) que levaram este governo a não aceitar discutir na Assembleia da República várias iniciativas legislativas que apelavam para a utilização da figura penal da «suspensão provisória do processo», tendente a conciliar a censura do aborto, enquanto atentado à vida humana, com uma atitude solidária para com as mulheres que são levadas a essa prática? Este instrumento processual penal, sem prescindir de uma função sancionatória, pedagógica ou de advertência, permitiria manter na lei o respeito pelo valor da vida humana, evitando o julgamento dessas mulheres e as desbragadas manifestações pró-aborto que teimam em acompanhá-lo, e sobretudo contribuiria para enfrentar, com medidas de apoio psico-social, as causas que levam à prática do aborto (cf. http://www.protegersemjulgar.com, em 26-11-06).
4. Mas será que os portugueses sabem que não há, nem nunca houve, qualquer mulher presa por crime de aborto em Portugal? Será que sabem que as mulheres que foram recentemente julgadas estavam grávidas de muitos meses, pelo que teriam sempre que responder em tribunal, não só em Portugal, mas em qualquer outro país da Europa? Estão cientes de que o aborto clandestino será sempre procurado pelas mulheres que querem abortar para além das 10 semanas de gestação?
5. Será que os portugueses estão conscientes de que irão pagar com os seus impostos os abortos praticados com base na mera «opção da mulher»? Será que os portugueses aceitam que o Serviço Nacional de Saúde possa vir a pagar a clínicas privadas (as espanholas estão preparadas para abrir em Lisboa com o aval do Ministério da Saúde) entre 829 e 1074 Euros por aborto (cf. Portaria 567, de 12-06-2006)? Será que os portugueses estão dispostos a aceitar que o mesmo Ministério que contratualiza abortos com clínicas espanholas feche maternidades por todo o país e obrigue mães portuguesas a deslocarem-se a Espanha para dar à luz?
6. Será que os portugueses estão dispostos a pagar um acto contra-natura, como é o aborto a pedido, quando têm de esperar largos meses, e até anos, por actos médicos curativos, como intervenções cirúrgicas da mais variada índole, tão ansiadas por tanta gente abandonada a um sofrimento que tolhe toda a qualidade de vida?
7. Será correcto legalizar um acto que toda a gente em consciência reprova, incluindo aqueles que defendem a sua liberalização? Será que os portugueses estão conscientes de que se o aborto for despenalizado estão tacitamente a aceitar a banalização do acto? Será que os portugueses estão dispostos a deixar que os seus filhos pensem que fazer aborto até às 10 semanas «tanto faz»? Terão, de facto, consciência de que a lei ficaria privada das suas primordias funções dissuasora e preventiva na promoção de uma cultura de vida, uma matéria em que sobrelevam especialmente os verdadeiros valores intemporais da Humanidade?
Ana Maria Pinhão Ramalheira
Professora universitária
quarta-feira, janeiro 24, 2007
Sabia que ...

Sabia que ....
Em 2005 realizaram-se 906 abortos legais em Portugal.
Em 2005 houve 73 casos, e não milhares, de mulheres atendidas na sequência de abortos clandestinos.
O número de abortos clandestinos está calculado em 1800 por ano.
62% dos abortos realizados em países europeus com legislação semelhante à pretendida em Portugal, são realizados por mulheres com rendimentos familiares superiores a 65.000 euros por ano.
6% dos abortos realizados em países europeus com legislação semelhante à pretendida em Portugal, são realizados por mulheres com rendimentos familiares inferiores a 7000 euros.
Em todo o mundo, o aborto sem invocar qualquer razão é permitido em 22 de um total de 193 países.
A pílula do dia seguinte é comercializada em Portugal desde 1999, sem necessidade de receita médica. É dispensada gratuitamente em centros de saúde desde 1 de Dezembro de 2005.
A taxa de natalidade em Portugal baixou para metade nos últimos 40 anos.
Em 2005, a média de filhos por casal foi de 1,5, tendo-se registado apenas 109.000 nascimentos, permanecendo abaixo do nível de renovação das gerações (2,1).
Em 2006, a Alemanha aprovou um incentivo à natalidade de 25 mil euros por cada nascimento.Não há mulheres detidas pelo crime de aborto em Portugal.
Em 2005 realizaram-se 906 abortos legais em Portugal.
Em 2005 houve 73 casos, e não milhares, de mulheres atendidas na sequência de abortos clandestinos.
O número de abortos clandestinos está calculado em 1800 por ano.
62% dos abortos realizados em países europeus com legislação semelhante à pretendida em Portugal, são realizados por mulheres com rendimentos familiares superiores a 65.000 euros por ano.
6% dos abortos realizados em países europeus com legislação semelhante à pretendida em Portugal, são realizados por mulheres com rendimentos familiares inferiores a 7000 euros.
Em todo o mundo, o aborto sem invocar qualquer razão é permitido em 22 de um total de 193 países.
A pílula do dia seguinte é comercializada em Portugal desde 1999, sem necessidade de receita médica. É dispensada gratuitamente em centros de saúde desde 1 de Dezembro de 2005.
A taxa de natalidade em Portugal baixou para metade nos últimos 40 anos.
Em 2005, a média de filhos por casal foi de 1,5, tendo-se registado apenas 109.000 nascimentos, permanecendo abaixo do nível de renovação das gerações (2,1).
Em 2006, a Alemanha aprovou um incentivo à natalidade de 25 mil euros por cada nascimento.
segunda-feira, janeiro 22, 2007
Site do momento : www.assimnao.org/

A não perder as seguintes frases, cliquem em :
http://www.assimnao.org/dizemassim.htm
Esclarecedor.... não acham ??
sexta-feira, janeiro 19, 2007
quinta-feira, janeiro 18, 2007
Vida Humana - O Bem Maior
No seio duma mulher
É vida humana sagrada,
Tenha a idade que tiver.
Embora não possa ver-se,
Minúscula, em embrião,
É vida a desenvolver-se
Com direito a protecção
Mistério de Amor e Graça,
Chama que em nós se acendeu,
Não é ilusão que passa,
Sonho que um dia morreu.
É dádiva imerecida,
Presente que Deus nos dá;
É luz que, um dia acendida,
Nunca mais se extinguirá.
A morte é expiação
Da nossa vida presente,
Dolorosa condição
Pra viver eternamente.
Metamorfose dorida
Da nossa vida mortal,
É passagem requerida
Para uma vida imortal.
Porque é dádiva de Deus,
Pois é Deus o Seu Autor,
Dos bens da Terra e dos Céus
É a Vida o Bem Maior!
terça-feira, janeiro 16, 2007
Falar VERDADE

1º O problema do aborto clandestino em Portugal é dramático .
Ninguém o nega, mas esse drama é usado demagogicamente por aqueles que querem liberalizá-lo
sem esclarecer muitos aspectos:
Esses abortos clandestinos são feitos em situações que a despenalização até às dez semanas iria evitar?
Quantos abortos clandestinos são realizados depois das dez semanas?
Quantos abortos clandestinos poderiam, na verdade, ter sido praticados no actual quadro legal?
As mulheres recorrem ao aborto clandestino porque ele é proibido ou porque têm medo de perder o anonimato
se forem ao hospital?
Será que as campanhas pró-liberalização não têm contribuido para criar um clima de medo
que leva as mulheres a evitar o hospital em situações em que o aborto seria autorizado?
2º A nossa lei é a mais restritiva da Europa .
É mentira. É uma mentira descarada e desonesta.
Quem argumenta isso, aproveita-se do facto de a maioria das pessoas não procurar informar-se sobre o assunto.
A lei portuguesa é tão restritiva como a espanhola. É absolutamente igual.
Porque é que em Espanha se fazem abortos a pedido? Por duas razões:
A primeira é que em Espanha se criaram clínicas especializadas em abortos
que têm equipas médicas multi-disciplinares destinadas, apenas,
a assegurar que todos os casos previstos na lei se "encaixam" nos casos pedidos:
à falta de melhor, a razão de carácter psicológico serve para tudo e é fácil de encobrir porque,
eliminada a causa - a gravidez - é impossível averiguar a sua veracidade.
Essas clínicas não rejeitam nenhum pedido (ou rejeitam o mínimo possível) porque vivem,
precisamente, de fazer abortos.
Mas há outra razão: as portuguesas que recorrem a essas clínicas são, para todos os efeitos, estrangeiras.
Um aborto realizado - ainda que fora do quadro legal espanhol
- a uma estrangeira é virtualmente impossível de controlar .
A estrangeira chega, no mesmo dia é observada, é passada a respectiva prescrição, é realizado o aborto,
a estrangeira vai-se embora. Depois de passar a fronteira quem é que a vai procurar?...
Fácil, não é? Ninguém se lembrou de fazer o mesmo do lado de cá para as espanholas abortarem
fora do quadro legal deles...
3º O que se pretende é despenalizar e não liberalizar .
Outra mentira desonesta. Querem enganar quem? «Não é de graça, é mas é de borla?»
... Se a pergunta diz, claramente «a pedido da mulher» isso significa que a mulher chega ao hospital ou à clínica,
pede para fazer um aborto, fazem-lhe a ecografia para determinar o tempo de gestação e aborta. Mais nada.
É aborto a pedido. Livre. Sem mais perguntas. Em estados de direito, tudo o que não é proibido é permitido.
Portanto, se até às dez semanas o aborto não for proibido, passa a ser permitido. Isso é liberalizar.
Tudo o resto são jogos de palavras.
4º Uma mudança na lei acabará - ou reduzirá drasticamente - os abortos clandestinos .
Não é possível saber. Era necessário saber qual o tempo de gestação médio dos abortos clandestinos
para poder afirmar isso com segurança. Para além das dez semanas continuará a haver abortos clandestinos
a menos que, mais dia, menos dia, queiram alargar o prazo para dez, doze, dezasseis...
até que nenhum aborto seja clandestino, mesmo aos oito meses. Convençamo-nos:
vai continuar a haver mulheres a recorrer ao aborto, faça-se o que se fizer .
5º Nenhuma mulher realiza um aborto de ânimo leve .
Isso não é, sequer, argumento. Há mulheres que espancam e matam os filhos e atiram bébés a lixeiras.
Quanto ao argumento do direito ao corpo, por exemplo, nem vou perder tempo com ele.
Esta carta não se destina a quem acha que isso é argumento.
Resumindo e concluíndo, esta carta é um apelo às pessoas que pensam, que se preocupam
com o seu semelhante mas que não se deixam levar por lamechices .
Porque, convenhamos, há argumentos lamechas dos dois lados: desde as pobres "mártires"
que abortam no vão de escada ao famoso e infeliz «Zézinho», tudo isso é areia para os olhos
e só serve para desviar o assunto do essencial:
liberalizar o aborto significa banalizá-lo e torná-lo um substituto da contracepção,
uma forma de controlo de natalidade.
Se o "Sim" ganhar, o aborto clandestino não vai acabar, a penalização do aborto,
a partir das dez semanas, vai continuar e continuará a haver julgamentos de mulheres .
Por outro lado, a sociedade vai descansar sobre o assunto, as consciências vão ficar mais tranquilas
e questões como a sexualidade responsável, a contracepção e a educação sexual vão passar para último plano
da agenda política. Ao mesmo tempo, todo um conjunto de problemas se vão acumular aos que já existem:
aspectos logísticos relacionados com os serviços públicos de saúde, listas de espera, etc.
Se o "Não" ganhar, ainda é possível fazer alguma coisa para diminuir o aborto clandestino .
Campanhas de informação que expliquem às mulheres que não tenham medo de recorrer ao hospital
ou ao seu médico de família e colocar o seu problema: há muitas situações em que o aborto pode ser realizado
legalmente, designadamente aquelas relacionadas com aspectos psicológicos, que a actual Lei prevê.
As mulheres que recorrem ao aborto por desespero (e há situações terríveis que nem gosto de imaginar)
terão a ajuda do médico e, se for justificável, o aborto será realizado dentro da lei.
As mulheres que recorrem ao aborto levianamente (também as há) continuarão a ser impedidas legalmente de o fazer.
Qual é o problema?
Pense bem antes de pôr o "Sim" no dia do referendo. O "Sim" é irreversível .
Ninguém vai pedir outro referendo, daqui a oito anos, se ganhar o "Sim".
O "Sim" acaba com a discussão.
O "Não", bom... pela mesma lógica, o "Não" também deveria ser irreversível. Mas, principalmente,
o "Não" é um incentivo a que se procurem outras soluções, mais dignas e mais humanas .
O "Não" é um sinal de que os portugueses não se demitem das suas responsabilidades.
O "Não" é um sinal claro de que queremos uma sociedade melhor, de que escolhemos o certo em detrimento do fácil.
O "Não" não é uma condenação a mulheres desesperadas.
É uma mensagem de esperança em que é possível fazer melhor do isto.
É possível resolver os problemas em vez de os ignorar e atirar o lixo para baixo do tapete.
Vote em consciência e com informação.
Se votar "Sim", tenha a consciência de que não está a ajudar ninguém, nem a evitar problemas a ninguém,
nem a salvar a vida de ninguém.
Está a poupar, isso sim, muitas dores de cabeça aos políticos e a ajudar o negócio das clínicas de aborto "a granel".
Se votar "Não" tenha consciência de que não estará a mandar mais mulheres
para a prisão nem a condenar ninguém à morte.
Estará, isso sim, a evitar a banalização do aborto e a contribuir para encontrar soluções.
Vote em consciência. Eu vou votar "Não" e tenho a consciência muito tranquila.
Maria Clara Assunção
segunda-feira, janeiro 15, 2007
Mulheres presas por aborto : 0 (zero)

Na verdade nenhuma mulher foi presa em Portugal por praticar aborto e com a nova revisão do Codigo Penal crimes até três anos (como o aborto) serão suspensos.
AQui fica a noticia do Jornal Sol :
37 mulheres foram constituídas arguidas desde 1997. Mas o Ministério da Justiça não sabe quantas eram grávidas ou parteiras, nem em quantos casos se tratava de gravidez até às dez semanas
O ministro da Justiça não conseguiu, na resposta ao movimento Independentes pelo Não, dar conta de uma única mulher que tenha sido presa por ter abortado até às dez semanas. Em resposta à carta enviada por aquele movimento, Alberto Costa reconhece a incapacidade dos serviços em dar resposta a essa e a outras perguntas.
Entre 1997 e 2005, foram constituídas arguidas 37 mulheres, tendo havido condenação para 17. No entanto, não é possível distinguir quantas dessas mulheres eram grávidas que deram o seu consentimento ao aborto e quantas foram implicadas por participarem na sua prática (médicas, enfermeiras, parteiras). Também não é possível saber quantos casos são relativos à prática de aborto até às dez semanas e após as dez semanas.
«A questão é grave», reagiu o movimento. «No fundo, o Estado devolveu aos cidadãos a responsabilidade de se pronunciarem acerca de um problema que o Estado não demonstra existir. Mas é também muito grave que os defensores do ‘sim’ apostem agora fortemente numa campanha que tem como mote ‘acabar com a prisão’», considera o movimento de que fazem parte as jornalistas Laurinda Alves e Maria João Avillez.
domingo, janeiro 14, 2007
Ser de Esquerda é Ser pela Vida
SEMPRE PELA VIDA“Esteja onde estiver, exerça os cargos que exercer pugnarei, sempre pelo Dom mais importante de todos: A Vida”
Já vivemos numa sociedade burocrata, nas empresas existem os burocratas, e parece que existem por ai agora os políticos “sexocratas”.
Explico:
O que está em voga e é, hoje em dia, politicamente correcto discutir, principalmente pelos nossos políticos, são assuntos que têm a ver com causas ditas fracturantes, isto é, questões de valores que dividem a sociedade. Os nossos órgãos de comunicação social não se cansam de falar nas uniões de facto entre homossexuais (nalguns casos até com direito a adopção), na pílula do dia seguinte (leia-se pílula abortiva) e agora ultimamente com repetição através de referendo sobre o aborto ou, como costumam dizer mais “adocicadamente”, Interrupção Voluntária da Gravidez. Será que os problemas da Educação, da Saúde, do primeiro Emprego, da Habitação não serão assuntos muito mais importantes – que não dividem mas unem as pessoas – e que nos deverão preocupar como cidadãos portugueses?
Parece que não! O que importa – como se fosse a prioridade das prioridades – são essas questões chamadas fracturantes, como o aborto. No congresso do meu Partido, em que fui delegado – esse assunto voltou a estar na ordem do dia e dominou a actualidade política através de varias moções globais. Por vezes, fico com a sensação que parece ser usado como manobra para desviar a nossa atenção daquelas que são verdadeiras causas da esquerda.
Mas o que me entristece em tudo isto, é que as pessoas falam do aborto como se fosse uma questão de política partidária, e esquecem-se que o que está em causa é a VIDA, uma VIDA única, irrepetível e que deve ser respeitada.
Mais uma vez aqui deixo e reafirmo as convicções que me levam a dizer Não ao aborto:
- A morte nunca foi solução nem resposta para nada.
- Não posso concordar que exista o aborto livre, a simples pedido da mãe. Isto é, que até às 10 semanas um ser humano fique sem qualquer protecção legal.
- Defendo que tem que se valorizar a maternidade, promovendo redes de solidariedade social que ofereçam alternativas concretas às mulheres grávidas em situação difícil.
- O aborto não se combate legalizando, mas sim criando verdadeiras alternativas solidárias: uma educação sexual esclarecida, um planeamento familiar sério e uma aposta decidida na prevenção.
- Ao contrário do que se diz por aí, este assunto não diz só respeito às mulheres. O pai tem um papel fundamental. Não pode nem deve demitir-se das responsabilidades, muito menos ser excluído por terceiros.
Amigos e pessoas do meu partido com responsabilidades políticas, muitas vezes já me aconselharam a não falar nestas matérias porque “estava a queimar-me“, mas respondo na mesma forma como acabo este meu texto:
Esteja onde estiver, exerça os cargos que exercer, pugnarei sempre pela Vida!
Cláudio Anaia
Dirigente do Partido Socialista
Militante Honorário da Juventude Socialista
sexta-feira, janeiro 12, 2007
Partidarizar o aborto
É natural que, a um mês do Referendo do sim ou não ao aborto - é disso que se trata - algumas dúvidas se levantem a quem tem de fazer uma escolha no dia 11 de Fevereiro, ainda que seja não votar ou votar em branco. Como conciliar o uso da firmeza e da tolerância neste complexo debate? Que diferença de método e de espírito entre esta campanha e uma campanha eleitoral comum? Que lugar ocupam os partidos neste xadrez? Onde começa e acaba a liberdade de consciência num tema tão delicado como a destruição da vida humana?
Torna-se claro que o objecto colocado em referendo não é referendável: a vida. A frase adoçada - interrupção voluntária da gravidez - tenta quebrar a brutalidade do acto abortivo como agressão a um ser indiscutivelmente vivo, humano e indefeso. Não há ciência que possa negar a humanidade dum ser com quatro, cinco ou nove semanas, mesmo que se não entre no preciosismo (?) do segundo exacto em que começa a vida. Ninguém deseja que a mulher, seja qual for a razão por que decidiu provocar o aborto, vá para a cadeia. O seu sofrimento já é uma pesada pena. Mas o que está em causa é a liberalização, o sancionamento social, jurídico e económico dum gesto que, por muito que se atenue nas palavras, consiste em destruir um ser humano na evolução do seu crescimento. Esta é a real questão que deve ser colocada, sem eufemismos e com o maior respeito pela vida da mulher e do homem. É este problema que precisa ser frontalmente colocado como um tema humano e não religioso, inscrito na lei natural e formulado na Lei de Deus. Todo o arrepio que acompanha qualquer descrição pormenorizada deste acto, procede do ser contra natura e não de qualquer estreita lei dum obstinado legislador. Mais ou menos explicitamente os Mandamentos de Deus estão inscritos em dois lugares: na alma humana, no âmago mais profundo e sincero da sua contemplação, e no Decálogo com formulação verbal expressa.
Estamos perante uma questão que não pertence aos partidos políticos, aos poderes estabelecidos, nem sequer às religiões institucionais. Pertence ao mais secreto e sacro do ser humano. Mas não é uma questão privada ou individual. Tinha razão o Patriarca de Lisboa quando dizia que o aborto não é uma questão religiosa.
António Rego
quinta-feira, janeiro 11, 2007
Conferência no Barreiro
Para os defensores do “Não”, “a liberalização do aborto desvia os recursos escassos do Serviços Nacional de Saúde para o financiamento do aborto em clínicas privadas. Os impostos pagos pelos contribuintes devem ser canalizados para o planeamento familiar responsável e o apoio ás mulheres grávidas em dificuldades e não para financiar abortos.”
Foram alguns destes excertos dos panfletos de campanha que deram o mote à sessão, conduzida por Cláudio Anaia, mandatário nacional do Movimento “Aborto a Pedido? Não”, Tiago Cabanas, dirigente associativo, Ana Teresa Xavier, médica e Isabel Amado, advogada.
Fonte : Jornal do Barreiro - Jornalista Filipa Domingos
quarta-feira, janeiro 10, 2007

Com liberdade, responda a estas 10 perguntas. No final, some os "Sim" e os "Não". Terá descoberto, através deste Exercício de Amor, qual o sentido de voto que a sua consciência lhe pede.
1 - A uma mulher com dificuldades na vida, é a morte do filho que a sociedade oferece?
2 - Liberalizar o aborto torna a sociedade solidária?
3 - A mulher é mais digna, por poder abortar?
4 - Uma sociedade que nega o direito a nascer, respeita os Direitos Humanos?
5 - É maior o direito da mãe a abortar, do que o direito da criança a viver?
6 - Sem razão clínica, abortos são cuidados de saúde?
7 - Concorda que a saúde de outras mulheres fique à espera? (para que o aborto se faça até às 10 semanas)
8 - Aborto "a pedido da mulher". Há filho sem pai?
9 - Quem engravida gera um filho. Mata-se o filho?
10 - É-se mais humano às 10 semanas e 1 dia do que às 10 semanas?
Fonte: www.positivamentenao.com






