terça-feira, janeiro 16, 2007

Falar VERDADE


Vejamos os argumentos do Sim:

1º O problema do aborto clandestino em Portugal é dramático .
Ninguém o nega, mas esse drama é usado demagogicamente por aqueles que querem liberalizá-lo
sem esclarecer muitos aspectos:
Esses abortos clandestinos são feitos em situações que a despenalização até às dez semanas iria evitar?
Quantos abortos clandestinos são realizados depois das dez semanas?
Quantos abortos clandestinos poderiam, na verdade, ter sido praticados no actual quadro legal?
As mulheres recorrem ao aborto clandestino porque ele é proibido ou porque têm medo de perder o anonimato
se forem ao hospital?
Será que as campanhas pró-liberalização não têm contribuido para criar um clima de medo
que leva as mulheres a evitar o hospital em situações em que o aborto seria autorizado?

2º A nossa lei é a mais restritiva da Europa .
É mentira. É uma mentira descarada e desonesta.
Quem argumenta isso, aproveita-se do facto de a maioria das pessoas não procurar informar-se sobre o assunto.
A lei portuguesa é tão restritiva como a espanhola. É absolutamente igual.
Porque é que em Espanha se fazem abortos a pedido? Por duas razões:
A primeira é que em Espanha se criaram clínicas especializadas em abortos
que têm equipas médicas multi-disciplinares destinadas, apenas,
a assegurar que todos os casos previstos na lei se "encaixam" nos casos pedidos:
à falta de melhor, a razão de carácter psicológico serve para tudo e é fácil de encobrir porque,
eliminada a causa - a gravidez - é impossível averiguar a sua veracidade.
Essas clínicas não rejeitam nenhum pedido (ou rejeitam o mínimo possível) porque vivem,
precisamente, de fazer abortos.
Mas há outra razão: as portuguesas que recorrem a essas clínicas são, para todos os efeitos, estrangeiras.
Um aborto realizado - ainda que fora do quadro legal espanhol
- a uma estrangeira é virtualmente impossível de controlar .
A estrangeira chega, no mesmo dia é observada, é passada a respectiva prescrição, é realizado o aborto,
a estrangeira vai-se embora. Depois de passar a fronteira quem é que a vai procurar?...
Fácil, não é? Ninguém se lembrou de fazer o mesmo do lado de cá para as espanholas abortarem
fora do quadro legal deles...

3º O que se pretende é despenalizar e não liberalizar .
Outra mentira desonesta. Querem enganar quem? «Não é de graça, é mas é de borla?»
... Se a pergunta diz, claramente «a pedido da mulher» isso significa que a mulher chega ao hospital ou à clínica,
pede para fazer um aborto, fazem-lhe a ecografia para determinar o tempo de gestação e aborta. Mais nada.
É aborto a pedido. Livre. Sem mais perguntas. Em estados de direito, tudo o que não é proibido é permitido.
Portanto, se até às dez semanas o aborto não for proibido, passa a ser permitido. Isso é liberalizar.
Tudo o resto são jogos de palavras.

4º Uma mudança na lei acabará - ou reduzirá drasticamente - os abortos clandestinos .
Não é possível saber. Era necessário saber qual o tempo de gestação médio dos abortos clandestinos
para poder afirmar isso com segurança. Para além das dez semanas continuará a haver abortos clandestinos
a menos que, mais dia, menos dia, queiram alargar o prazo para dez, doze, dezasseis...
até que nenhum aborto seja clandestino, mesmo aos oito meses. Convençamo-nos:
vai continuar a haver mulheres a recorrer ao aborto, faça-se o que se fizer .

5º Nenhuma mulher realiza um aborto de ânimo leve .
Isso não é, sequer, argumento. Há mulheres que espancam e matam os filhos e atiram bébés a lixeiras.

Quanto ao argumento do direito ao corpo, por exemplo, nem vou perder tempo com ele.
Esta carta não se destina a quem acha que isso é argumento.

Resumindo e concluíndo, esta carta é um apelo às pessoas que pensam, que se preocupam
com o seu semelhante mas que não se deixam levar por lamechices .
Porque, convenhamos, há argumentos lamechas dos dois lados: desde as pobres "mártires"
que abortam no vão de escada ao famoso e infeliz «Zézinho», tudo isso é areia para os olhos
e só serve para desviar o assunto do essencial:
liberalizar o aborto significa banalizá-lo e torná-lo um substituto da contracepção,
uma forma de controlo de natalidade.

Se o "Sim" ganhar, o aborto clandestino não vai acabar, a penalização do aborto,
a partir das dez semanas, vai continuar e continuará a haver julgamentos de mulheres .
Por outro lado, a sociedade vai descansar sobre o assunto, as consciências vão ficar mais tranquilas
e questões como a sexualidade responsável, a contracepção e a educação sexual vão passar para último plano
da agenda política. Ao mesmo tempo, todo um conjunto de problemas se vão acumular aos que já existem:
aspectos logísticos relacionados com os serviços públicos de saúde, listas de espera, etc.

Se o "Não" ganhar, ainda é possível fazer alguma coisa para diminuir o aborto clandestino .
Campanhas de informação que expliquem às mulheres que não tenham medo de recorrer ao hospital
ou ao seu médico de família e colocar o seu problema: há muitas situações em que o aborto pode ser realizado
legalmente, designadamente aquelas relacionadas com aspectos psicológicos, que a actual Lei prevê.
As mulheres que recorrem ao aborto por desespero (e há situações terríveis que nem gosto de imaginar)
terão a ajuda do médico e, se for justificável, o aborto será realizado dentro da lei.
As mulheres que recorrem ao aborto levianamente (também as há) continuarão a ser impedidas legalmente de o fazer.
Qual é o problema?

Pense bem antes de pôr o "Sim" no dia do referendo. O "Sim" é irreversível .
Ninguém vai pedir outro referendo, daqui a oito anos, se ganhar o "Sim".

O "Sim" acaba com a discussão.

O "Não", bom... pela mesma lógica, o "Não" também deveria ser irreversível. Mas, principalmente,

o "Não" é um incentivo a que se procurem outras soluções, mais dignas e mais humanas .

O "Não" é um sinal de que os portugueses não se demitem das suas responsabilidades.

O "Não" é um sinal claro de que queremos uma sociedade melhor, de que escolhemos o certo em detrimento do fácil.

O "Não" não é uma condenação a mulheres desesperadas.

É uma mensagem de esperança em que é possível fazer melhor do isto.

É possível resolver os problemas em vez de os ignorar e atirar o lixo para baixo do tapete.

Vote em consciência e com informação.
Se votar "Sim", tenha a consciência de que não está a ajudar ninguém, nem a evitar problemas a ninguém,
nem a salvar a vida de ninguém.
Está a poupar, isso sim, muitas dores de cabeça aos políticos e a ajudar o negócio das clínicas de aborto "a granel".

Se votar "Não" tenha consciência de que não estará a mandar mais mulheres
para a prisão nem a condenar ninguém à morte.
Estará, isso sim, a evitar a banalização do aborto e a contribuir para encontrar soluções.

Vote em consciência. Eu vou votar "Não" e tenho a consciência muito tranquila.

Maria Clara Assunção

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Mulheres presas por aborto : 0 (zero)



Que as mulheres vão presas é a maior mentira dos defensores da liberalização total do Aborto.

Na verdade nenhuma mulher foi presa em Portugal por praticar aborto e com a nova revisão do Codigo Penal crimes até três anos (como o aborto) serão suspensos.

AQui fica a noticia do Jornal Sol :

37 mulheres foram constituídas arguidas desde 1997. Mas o Ministério da Justiça não sabe quantas eram grávidas ou parteiras, nem em quantos casos se tratava de gravidez até às dez semanas

O ministro da Justiça não conseguiu, na resposta ao movimento Independentes pelo Não, dar conta de uma única mulher que tenha sido presa por ter abortado até às dez semanas. Em resposta à carta enviada por aquele movimento, Alberto Costa reconhece a incapacidade dos serviços em dar resposta a essa e a outras perguntas.


Entre 1997 e 2005, foram constituídas arguidas 37 mulheres, tendo havido condenação para 17. No entanto, não é possível distinguir quantas dessas mulheres eram grávidas que deram o seu consentimento ao aborto e quantas foram implicadas por participarem na sua prática (médicas, enfermeiras, parteiras). Também não é possível saber quantos casos são relativos à prática de aborto até às dez semanas e após as dez semanas.
«A questão é grave», reagiu o movimento. «No fundo, o Estado devolveu aos cidadãos a responsabilidade de se pronunciarem acerca de um problema que o Estado não demonstra existir. Mas é também muito grave que os defensores do ‘sim’ apostem agora fortemente numa campanha que tem como mote ‘acabar com a prisão’», considera o movimento de que fazem parte as jornalistas Laurinda Alves e Maria João Avillez.

domingo, janeiro 14, 2007

Ser de Esquerda é Ser pela Vida

SEMPRE PELA VIDA

“Esteja onde estiver, exerça os cargos que exercer pugnarei, sempre pelo Dom mais importante de todos: A Vida”

Já vivemos numa sociedade burocrata, nas empresas existem os burocratas, e parece que existem por ai agora os políticos “sexocratas”.
Explico:
O que está em voga e é, hoje em dia, politicamente correcto discutir, principalmente pelos nossos políticos, são assuntos que têm a ver com causas ditas fracturantes, isto é, questões de valores que dividem a sociedade. Os nossos órgãos de comunicação social não se cansam de falar nas uniões de facto entre homossexuais (nalguns casos até com direito a adopção), na pílula do dia seguinte (leia-se pílula abortiva) e agora ultimamente com repetição através de referendo sobre o aborto ou, como costumam dizer mais “adocicadamente”, Interrupção Voluntária da Gravidez. Será que os problemas da Educação, da Saúde, do primeiro Emprego, da Habitação não serão assuntos muito mais importantes – que não dividem mas unem as pessoas – e que nos deverão preocupar como cidadãos portugueses?

Parece que não! O que importa – como se fosse a prioridade das prioridades – são essas questões chamadas fracturantes, como o aborto. No congresso do meu Partido, em que fui delegado – esse assunto voltou a estar na ordem do dia e dominou a actualidade política através de varias moções globais. Por vezes, fico com a sensação que parece ser usado como manobra para desviar a nossa atenção daquelas que são verdadeiras causas da esquerda.

Mas o que me entristece em tudo isto, é que as pessoas falam do aborto como se fosse uma questão de política partidária, e esquecem-se que o que está em causa é a VIDA, uma VIDA única, irrepetível e que deve ser respeitada.

Mais uma vez aqui deixo e reafirmo as convicções que me levam a dizer Não ao aborto:


- A morte nunca foi solução nem resposta para nada.
- Não posso concordar que exista o aborto livre, a simples pedido da mãe. Isto é, que até às 10 semanas um ser humano fique sem qualquer protecção legal.
- Defendo que tem que se valorizar a maternidade, promovendo redes de solidariedade social que ofereçam alternativas concretas às mulheres grávidas em situação difícil.
- O aborto não se combate legalizando, mas sim criando verdadeiras alternativas solidárias: uma educação sexual esclarecida, um planeamento familiar sério e uma aposta decidida na prevenção.
- Ao contrário do que se diz por aí, este assunto não diz só respeito às mulheres. O pai tem um papel fundamental. Não pode nem deve demitir-se das responsabilidades, muito menos ser excluído por terceiros.

Amigos e pessoas do meu partido com responsabilidades políticas, muitas vezes já me aconselharam a não falar nestas matérias porque “estava a queimar-me“, mas respondo na mesma forma como acabo este meu texto:

Esteja onde estiver, exerça os cargos que exercer, pugnarei sempre pela Vida!

Cláudio Anaia
Dirigente do Partido Socialista
Militante Honorário da Juventude Socialista


sexta-feira, janeiro 12, 2007

Partidarizar o aborto

Por muito que se atenue nas palavras, o aborto consiste em destruir um ser humano

É natural que, a um mês do Referendo do sim ou não ao aborto - é disso que se trata - algumas dúvidas se levantem a quem tem de fazer uma escolha no dia 11 de Fevereiro, ainda que seja não votar ou votar em branco. Como conciliar o uso da firmeza e da tolerância neste complexo debate? Que diferença de método e de espírito entre esta campanha e uma campanha eleitoral comum? Que lugar ocupam os partidos neste xadrez? Onde começa e acaba a liberdade de consciência num tema tão delicado como a destruição da vida humana?

Torna-se claro que o objecto colocado em referendo não é referendável: a vida. A frase adoçada - interrupção voluntária da gravidez - tenta quebrar a brutalidade do acto abortivo como agressão a um ser indiscutivelmente vivo, humano e indefeso. Não há ciência que possa negar a humanidade dum ser com quatro, cinco ou nove semanas, mesmo que se não entre no preciosismo (?) do segundo exacto em que começa a vida. Ninguém deseja que a mulher, seja qual for a razão por que decidiu provocar o aborto, vá para a cadeia. O seu sofrimento já é uma pesada pena. Mas o que está em causa é a liberalização, o sancionamento social, jurídico e económico dum gesto que, por muito que se atenue nas palavras, consiste em destruir um ser humano na evolução do seu crescimento. Esta é a real questão que deve ser colocada, sem eufemismos e com o maior respeito pela vida da mulher e do homem. É este problema que precisa ser frontalmente colocado como um tema humano e não religioso, inscrito na lei natural e formulado na Lei de Deus. Todo o arrepio que acompanha qualquer descrição pormenorizada deste acto, procede do ser contra natura e não de qualquer estreita lei dum obstinado legislador. Mais ou menos explicitamente os Mandamentos de Deus estão inscritos em dois lugares: na alma humana, no âmago mais profundo e sincero da sua contemplação, e no Decálogo com formulação verbal expressa.
Estamos perante uma questão que não pertence aos partidos políticos, aos poderes estabelecidos, nem sequer às religiões institucionais. Pertence ao mais secreto e sacro do ser humano. Mas não é uma questão privada ou individual. Tinha razão o Patriarca de Lisboa quando dizia que o aborto não é uma questão religiosa.

António Rego

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Conferência no Barreiro

"Abortar por opção sabendo que já bate um Coração? Não Obrigado”, e “Contribuir com os meus Impostos para Financiar Clínicas de Aborto? Não Obrigado”, são os slogans do movimento que defende o “Não”, à despenalização do aborto, no Barreiro. É nestes panfletos de campanha que este movimento chama a atenção para “os avanços recentes na cardiologia fetal que mostram que o desenvolvimento do coração ocorre entre as 3 e as 6 semanas de gestação e que por volta do 20º dia o coração já bate.”

Para os defensores do “Não”, “a liberalização do aborto desvia os recursos escassos do Serviços Nacional de Saúde para o financiamento do aborto em clínicas privadas. Os impostos pagos pelos contribuintes devem ser canalizados para o planeamento familiar responsável e o apoio ás mulheres grávidas em dificuldades e não para financiar abortos.”

Foram alguns destes excertos dos panfletos de campanha que deram o mote à sessão, conduzida por Cláudio Anaia, mandatário nacional do Movimento “Aborto a Pedido? Não”, Tiago Cabanas, dirigente associativo, Ana Teresa Xavier, médica e Isabel Amado, advogada.

Fonte : Jornal do Barreiro - Jornalista Filipa Domingos

quarta-feira, janeiro 10, 2007


Com liberdade, responda a estas 10 perguntas. No final, some os "Sim" e os "Não". Terá descoberto, através deste Exercício de Amor, qual o sentido de voto que a sua consciência lhe pede.

1 - A uma mulher com dificuldades na vida, é a morte do filho que a sociedade oferece?
2 - Liberalizar o aborto torna a sociedade solidária?
3 - A mulher é mais digna, por poder abortar?
4 - Uma sociedade que nega o direito a nascer, respeita os Direitos Humanos?
5 - É maior o direito da mãe a abortar, do que o direito da criança a viver?
6 - Sem razão clínica, abortos são cuidados de saúde?
7 - Concorda que a saúde de outras mulheres fique à espera? (para que o aborto se faça até às 10 semanas)
8 - Aborto "a pedido da mulher". Há filho sem pai?
9 - Quem engravida gera um filho. Mata-se o filho?
10 - É-se mais humano às 10 semanas e 1 dia do que às 10 semanas?

Fonte: www.positivamentenao.com

terça-feira, janeiro 09, 2007



Ministro da Saúde explicou à SIC o que pode mudar após a consulta popular


O ministro da Saúde revelou à SIC o que poderá mudar após o referendo ao aborto. Cada intervenção poderá custar ao Estado entre 350 e 700 euros. Além disso, os hospitais do Serviço Nacional de Saúde serão obrigados a realizar abortos a pedido da mulher se o sim ganhar o referendo em Fevereiro.

Se o sim ganhar no próximo dia 11 de Fevereiro, as interrupções voluntárias de gravidez serão tratadas como qualquer outro acto médico e os hospitais públicos com serviço de ginecologia e obstetrícia vão ter de as fazer. A ideia não é nova.

Em França, os hospitais criaram unidades funcionais só para praticar abortos. Em Portugal poderá acontecer o mesmo. Ou, então, as direcções hospitalares terão de encaminhar as mulheres para o sector privado. Será o orçamento do hospital a pagar os custos. É, aliás, o que já acontece com as interrupções de gravidez permitidas pela lei actual.

O procedimento obriga uma resolução da Assembleia da República. Correia de Campos ainda não sabe quanto irá gastar o Ministério da Saúde se o sim ganhar o referendo, mas já fez contas a quanto poderá custar cada uma das interrupções de gravidez feitas nos hospitais públicos. Diz o ministro que é possível que os preços variem entre 350 e 700 euros. Para chegar a estes valores, o ministro teve como base os custos do aborto nos hospitais espanhóis.

Até porque, foi à lei espanhola que Correia de Campos foi buscar muitas das suas intenções. Por exemplo, as mulheres que não quiserem ser identificadas não poderão ser atendidas nos hospitais do Estado. Esta é uma das razões que leva Correia de Campos a admitir que a maioria das interrupções de gravidez seja feita por privadas e só uma pequena parte nos hospitais públicos.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

ABORTO: REFERENDO DE FEVEREIRO VAI CUSTAR CERCA DE 10 MILHÕES


Como sempre disse, este referendo é um erro ! E na minha opinião nada correcto numa democracia para todos. Na verdade ainda á 8 anos houve um referendo sobre esta matéria (não existia a necessidade de fazer já um á pressa para satisfazer a vontade de alguns.....) e mais uma vez vai se gastar 10 milhões, repito 10 milhões, que poderiam ser aplicados em casas e instituições para ajudar mulheres grávidas que precisassem de ser ajudadas.

Aqui está um exemplo de como é mal gerido o dinheiro dos nossos impostos e como a nossa sociedade funciona tantas vezes ao contrário.
Aqui fica a noticia :
O referendo sobre o aborto, a 11 de Fevereiro, vai custar cerca de 10 milhões de euros, disse esta quarta-feira à Agência Lusa Jorge Miguéis, director do Secretariado Técnico dos Assuntos para o Processo Eleitoral (STAPE ).
«Este é um valor indicativo e é normal num acto eleitoral deste tipo. Se pudermos gastar menos, gastamos», disse Jorge Miguéis à Lusa.
Quatro milhões de euros serão gastos no pagamento de membros das mesas e outro tanto nas despesas dos tempos de antenas dos movimentos e dos partidos políticos, a favor ou contra, que vão participar no referendo, acrescentou.
Os restantes dois milhões de euros serão gastos noutras despesas, por exemplo, com a impressão de boletins.
De acordo com a Lei Orgânica do Regime do Referendo, e depois das dificuldades na constituição de mesas nos referendos de 1998 (aborto e regionalização), cada membro passa a receber 71,65 euros.
A segunda consulta sobre a despenalização do aborto - o primeiro referendo foi em 1998 e ganhou o «não», apesar de o resultado não ter sido vinculativo - foi convocada pelo Presidente da República, Cavaco Silva, a 29 de Novembro de 2006.
«Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?», é a pergunta aprovada, igual à do referendo de 1998.
A campanha para o referendo vai decorrer entre 30 de Janeiro e 9 de Fevereiro.

sábado, janeiro 06, 2007

Factos e Números

(feto abortado com 9 semanas)

Desde que o Aborto foi legalizado o número em percentagem têm o seu aumento nos seguintes valores :

Suécia ----------- 1134%

Reino Unido ----- 733%

Espanha --------- 375.9%

Grécia ---------- 200.8%

[Fonte: EUROSTAT]

quinta-feira, janeiro 04, 2007

"Votar "não" é que é moderno!", diz Matilde Sousa Franco


A deputada do PS marcou presença ao lado de Lobo Xavier e de Aguiar-Branco

"Votar "não" é que é moderno!"
Depois de sucessivos apelos à participação na campanha do referendo pelo "não" à despenalização da interrupção voluntária da gravidez até às dez semanas, a deputada socialista Matilde Sousa Franco reclamou, ontem, no Porto, na apresentação do Movimento Norte pela Vida, políticas pró-natalidade para combater "a bomba-relógio demográfica que está prestes a explodir", conforme reconheceu a Comisão Europeia.

A deputada pegou, de resto, nas preocupações da CE para dizer que países como "Portugal, Hungria, Chipre, República Checa, Grécia e Eslovénia devem seguir o exemplo da Alemanha, que adoptou já um conjunto de medidas de apoio à maternidade, que entraram em vigor no dia 1 de Janeiro deste ano". "Só com grande apoio à maternidade se pode começar, de imediato, a desactivar esta poderosíssima bomba-relógio demográfica", ou seja, "só assim será possível combater o impacto do declínio e envelhimento da população".

Alegando que o que "está em causa no referendo do próximo dia 11 de Fevereiro é a liberalização do aborto até às 10 semanas e não a despenalização, porque se uma mulher fizer um aborto às dez semanas e um dia é penalizada e eu não quero mulheres nos tribunais, quero ajudá-las", Matilde Sousa Franco garantiu que "em todos os países onde se liberalizou o aborto este aumentou". E deixou exemplos: "No Reino Unido triplicou, na Austrália ficou dez vezes maior e em Espanha, entre 1993 e 2003, verificou-se um aumento de 75,3 por cento".

segunda-feira, janeiro 01, 2007

Começa hoje na Alemanha ....



Os valores muito baixos de natalidade na Alemanha levaram o Governo a dar um incentivo monetário a todas as crianças que nasçam a partir do dia 1 de Janeiro.

Para aumentar a natalidade, que tem registado valores muito baixos, o governo alemão decidiu dar um incentivo monetário de 25 mil euros por cada criança que nasça a partir das zero horas do dia 1 de Janeiro.

O dinheiro está a seduzir as grávidas alemãs, que têm feito de tudo para aguentar o feto mais uns dias. Kerstin Lücking, parteira na Alemanha, tem recebido muitos pedidos de informação para prolongar o tempo de gestação. Verena Spiess foi mãe há pouco tempo. A criança nasceu nos últimos dias deste mês, por isso não recebeu o subsídio. A recente mãe assume que teria ficado contente se o filho nascesse no dia 1, embora ter tido um filho saudável a deixe completamente feliz.

Nos hospitais, os médicos já estão a preparar-se para uma enchente de grávidas em fim de tempo a partir das 24 horas do dia 31 de Dezembro.

quinta-feira, dezembro 28, 2006



Um não dito com convicção é melhor e mais importante
que um sim dito meramente para agradar, ou,
pior ainda, para evitar complicações
(M. Gandhi)


segunda-feira, dezembro 25, 2006

Um Santo Natal



Para que neste Natal continuemos como sempre, a defender o mais importante dom de todos : A VIDA

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Curiosidade :


Uma mulher britânica com dois úteros pode ter sido a primeira no mundo nessa condição a dar à luz trigêmeos.

Hannah Kersey, de 23 anos, da cidade britânica de Northam, teve as gêmeas univitelinas Ruby e Tilly, nascidas um mesmo útero, e a outra, Grace, nascida do outro.
Os bebês vieram ao mundo em setembro, sete semanas prematuros, e tiveram de permanecer no hospital por nove semanas após o parto por cesariana, mas já estão em casa.
A chance de trigêmeos nascerem de dois úteros é de cerca de uma em 25 milhões.
Estima-se que há apenas 70 casos no mundo inteiro de mulheres que ficaram grávidas em dois úteros.
No caso de Kersey, os bebês foram gerados a partir de dois óvulos diferentes. Cada um foi fertilizado aproximadamente ao mesmo tempo por dois espermatozóides diferentes e se fixou em cada útero.
Um óvulo se dividiu, produzindo as gêmeas univitelinas (idênticas) Ruby e Tilly. O outro gerou um único bebê, Grace.

Noticia: BBC

domingo, dezembro 17, 2006

Jovens pelo Não

Cerca de quatro dezenas de jovens reuniram-se para a apresentação do movimento Diz Que Não

"Acreditamos que entre 1998 e 2007 a vida não perdeu valor, pelo contrário, é mais evidente e observável." Foi com esta frase que Manuel Nobre Gonçalves, de 20 anos, justificou a criação do movimento Diz Que Não, constituído por jovens, que pretende apelar ao "não" no referendo de dia 11 de Fevereiro sobre a interrupção voluntária da gravidez (IVG) até às dez semanas.

Na apresentação do movimento, em Lisboa, no Bar do Rio, os jovens questionaram a validade das dez semanas como prazo para interromper uma gravidez. "Queremos que as pessoas compreendam que não há razoabilidade quando através de legislação se estipula que a vida até às dez semanas não tem valor e a partir das dez semanas já tem", afirmou Manuel Nobre Gonçalves, que também é um dos representantes do Diz Que Não, perante cerca de quatro dezenas de jovens.

E questionaram a legitimidade do Estado para definir o prazo da IVG. "Qual é a racionalidade desta lógica? E quem tem legitimidade para estipular o prazo de validade de uma vida? O Estado?" O Diz Que Não afirma que um dos motivos da criação do movimento é a necessidade de mostrar que existe uma juventude "que não compreende que a vida tenha um prazo de validade e consequentemente, algures, não tenha valor". Defendendo que a IVG é um drama humano, consideram que ela não é um método contraceptivo, nem uma luta política. Brigadas Diz Que NãoO movimento pretende fazer uma campanha moderna virada para os jovens, principalmente para os que não tinham idade para votar em 1998. "É o voto dos jovens que pode dar um rumo diferente a este referendo", afirmou Catarina Almeida, 20 anos, outra das representantes do Diz Que Não.

Para passar a mensagem o Diz Que Não vai realizar várias sessões de esclarecimento em locais onde se concentram, habitualmente, os jovens (universidades e escolas) e desenvolver acções de sensibilização "que despertem a atenção de toda a gente para a importância de valorizar a vida". A campanha do Diz Que Não será operacionalizada através das Brigadas Diz Que Não, compostas por grupos de jovens voluntários. "As Brigadas Diz Que Não vão andar na rua, identificadas com o movimento, em locais onde se encontram outros jovens, onde desenvolverão acções de esclarecimento e sensibilizarão o público para a questão da valorização da vida", afirmou Marta Pestana, 20 anos, também representante do movimento

quarta-feira, dezembro 13, 2006

segunda-feira, dezembro 11, 2006


Se cruzarmos o que dizem os responsáveis pela oferta do Serviço Nacional de Saúde com a ponderação do número de abortos que terão lugar anualmente no País a conclusão é só uma: se o referendo der o ‘sim’ à legalização, está em marcha mais um excelente negócio privado pago com dinheiro dos contribuintes.

O serviço público não tem capacidade de resposta para um mínimo de 25 mil abortos que terão lugar anualmente em Portugal. Este tipo de intervenção médica não é passível de lista de espera. Logo, o que o Estado vai fazer é canalizar largas verbas para as clínicas privadas que se preparam para abraçar o negócio.A este passo do raciocínio, ecoa-me aquele extraordinário argumento dos que defendem a eutanásia: como pode um Estado negar o direito à morte a quem a pede de forma consciente e sustentada se, por outro lado, nega o direito à vida aos que ainda não têm voz?Na casa dos princípios, quando se abre uma porta o vento não mais pára de soprar.

Octávio Ribeiro

In Correio da Manhã – 10. 12. 2006

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Aborto a pedido ? Não .


O Grupo de Cidadãos "Aborto a pedido? NÃO!", anunciou hoje, em Coimbra, que pretende dar um contributo "sereno e determinado" para a campanha do referendo, esclarecendo os aspectos éticos, médicos, sociais e jurídicos relacionados com o aborto. Apresentado hoje em Coimbra, o grupo promete que "procurará contribuir para o debate, de forma serena e determinada, promovendo o esclarecimento dos as pectos éticos, médicos, sociais e jurídicos relacionados com a questão do aborto e sua liberalização".

Entre os 54 mandatários do grupo - que se classifica como "supra-partidário, trans-confessional e inter-classista" - figuram o director do Centro de Cirurgia Cardiotorácica dos Hospitais da Universidade de Coimbra, Manuel Antunes, o pioneiro em Portugal dos transplantes renais, Linhares Furtado, e os antigos presidentes da Assembleia da República e do Tribunal Constitucional Barbosa de Melo (PSD) e Cardoso da Costa, respectivamente. A cabeça de lista do PS pelo círculo de Coimbra, Matilde Sousa Franco, o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, o professor da Faculdade de Direito de Coimbra Jonatas Machado e o pediatra Jorge Biscaia, do Conselho Nacional da Ética para as Ciências da Vida, fazem também parte da lista de mandatários. "Como se vai tornando cada vez mais claro, o que está em causa, a 11 de Fevereiro, é a completa liberalização do aborto até às 10 semanas. Se a tese a referendo vingasse, o aborto até essa data não deixaria apenas de ser crime mas passaria a constituir também um direito de qualquer grávida, que o Estado deveria assegurar. Até às 10 semanas, a lei ignoraria completamente a vida da criança" , lê-se no manifesto constitutivo. No documento divulgado hoje, o grupo sublinha que "não existe nenhuma descontinuidade essencial na vida humana desde a concepção até à morte natural", pelo que "não tem qualquer sentido que Portugal legalize a destruição de vidas humanas durante os seus primeiros meses, a mero pedido da mãe grávida, ainda que a esta pareça não haver alternativas".

"O aborto provocado é uma chaga pessoal e social que tem de ser combatida através da promoção de uma cultura de responsabilidade e de respeito pelo valor de cada vida, tendo o Estado e a sociedade inalienáveis deveres na criação de condições para que todas as mulheres que engravidam possam ter verdadeiras alternativas de vida e não façam escolhas de morte", sustenta. Com a sua base territorial em Coimbra, o Grupo "Aborto a Pedido? NÄO!", vai desenvolver a sua actividade numa perspectiva nacional, articulando-se com outros movimentos que pugnam pela vitória do "Não" no referendo do dia 11 de Fev ereiro. Outros nomes que integram a lista de mandatários são Adriano Vaz Serra, catedrático da Faculdade de Medicina de Coimbra que preside à Sociedade Portuguesa de Psiquiatria, Cruz Vilaça, presidente do Conselho Nacional de Ética da Ordem dos Médicos, Alexandra Teté, da Associação Mulheres em Acção, e Cláudio Anaia , antigo dirigente nacional e milirtante Honorário da JS.

Os médicos Carlos Ramalheira e Nuno Freitas, o juiz Pedro Vaz Pato, a jurista Filomena Encarnação e os docentes universitários Henriqueta Coimbra da Silva (Genética), Manuel Queiró (Engenharia Civil), Margarida Caetano (Farmácia) e Ana Ramalheira (Literatura Alemã) são outros dos mandatários, todos unidos "na firme oposição à liberalização completa do aborto até às 10 semanas de gestação". "São pessoas muito diversas mas que têm em comum um passado e um presente de intervenção cívica na defesa dos seus ideais. Uma boa parte deles está ligada à região Centro e, em especial, a Coimbra", é referido na nota de divulgação da sessão de apresentação, que decorreu ao final da tarde de hoje no auditório do Instituto Português da Juventude.

Fonte: Lusa

domingo, dezembro 03, 2006

Portugal tem défice de 47 mil nascimentos/ano



Em Portugal nascem cada vez menos bebés. Contas feitas, estima-se que para uma renovação de gerações, ou seja, para que o número de partos fosse superior ao número de óbitos, seriam necessários mais 47 mil nascimentos por ano. Isto porque nas duas últimas décadas a quebra na natalidade fez com que ‘não nascessem’ 900 mil crianças.

A interpretação é feita pela Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN) face aos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) referentes ao número de nascimentos no País.O presidente da APFN, Fernando Castro, explica: “Para haver uma renovação de gerações era necessário que nascesse uma média de 2,1 filhos por cada mulher.

Para que isso acontecesse seriam necessários mais 47 mil nascimentos. Ora isso não acontece, porque a média de nascimentos por cada mulher é de apenas 1,4.”O panorama da fecundidade em Portugal é ainda mais negro, segundo Fernando Castro – pai de 13 filhos, com idades que variam entre os quatro e os 32 anos. É que desde 1983 tem-se registado uma diminuição contínua do número de partos. A consequência do défice demográfico traduz-se em números: nasceram menos 900 mil crianças.“Essa falta de nascimentos faz com que hoje se fechem escolas, a seguir as universidades também serão encerradas”, afirma.

FUTURO “DRAMÁTICO”

Fernando Castro sublinha que as perspectivas futuras “são dramáticas, uma vez que gente que não nasce não vai estar a trabalhar e por isso não haverá pessoas suficientes para pagar as pensões de reforma e contribuir para a sustentabilidade da Segurança Social”.Esta conclusão leva o dirigente da APFN a defender que o número de filhos devia ser um factor a entrar para o cálculo da pensão de reforma das famílias. Pela mesma lógica, Fernando Castro considera o referendo sobre o aborto “um disparate”.

In Correio da Manhã - 2006-12-02

sábado, dezembro 02, 2006

A Esquerda e o Aborto

Já se sabe que a questão do aborto é "complexa", "transversal" e que as habituais cartilhas políticas não bastam para indicar respostas. Ainda assim, devo dizer que estranho muito não haver, à esquerda, mais defensores do "não" no referendo. De facto, e tirando talvez alguns dos chamados católicos progressistas, não se vê ninguém. Estranho-o porque, se há ainda algo capaz de distinguir a esquerda da direita, isso devia ser a vontade de uma real transformação da sociedade e do mundo - contra os realismos-pessimismos que, no fundamental, se satisfazem com o estado de coisas vigente. Ora, tal implica, antes de mais, não capitular perante a "tragédia do facto consumado".

Por outro lado, é óbvio que esse "sonho concreto" da esquerda tem de assentar em princípios básicos de humanidade e justiça - e estes não podem deixar de começar pela protecção da vida humana.Ao invés, as esquerdas (por uma vez, todas juntas, dos centros às margens...) cedem ao facilitismo do sim-porque-sim. Paradoxalmente, erguem o aborto a "causa" pós-ideológica, enquanto se rendem à lógica utilitarista (e direitista) que tende a ver o direito como mera regulação técnica de realidades existentes e o mundo como um palco onde são possíveis breves oscilações mas jamais verdadeiras mudanças.

Leia-se Pasolini: "(...) A propósito do aborto, é o primeiro, e único, caso em que os radicais e todos os abortistas democráticos mais puros e rigorosos fazem apelo à realpolitik, e assim recorrem à prevaricação 'cínica' dos factos consumados e do bom senso. (...) Reduzem-no a um caso de pura praticidade, a encarar exactamente com espírito prático. Mas isto (como eles bem sabem) é sempre condenável."No Portugal de 2006 é claro que deve ser encontrada uma solução melhor do que a actual, e que nenhuma mulher deve ser humilhada em tribunal por uma decisão terrível e íntima de que só ela conhecerá as circunstâncias exactas - mas cair neste extremo da liberalização total não será um erro maior? E, para a esquerda, não equivalerá o "sim" à aceitação tácita de um sistema de injustiça e desigualdade de oportunidades?Não será assim que a esquerda desiste definitivamente de si própria e aceita, afinal, ser só mais uma peça no jogo do conformismo, do pessimismo, do "politicamente correcto"?

Jacinto Lucas Pires

terça-feira, novembro 28, 2006

Lei Actual sobre o Aborto




Lei nº90/97, de 30-07


POR OPÇÃO DA MULHER

Aborto proibido
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POR RISCO DE VIDA DA MÃE, DA SUA SAÚDE FÍSICA OU PSÍQUICA

Se constituir o único meio de responder a estas situações: Aborto permitido em qualquer altura da gravidez

Se for um dos meios indicados para responder a estas situações: Aborto permitido até 12 semanas de gravidez

Necessita de atestado médico, escrito e assinado antes da intervenção por médico diferente daquele por quem o aborto é realizado.



Documento assinado pela mulher grávida* com antecedência mínima de 3 dias (sempre que possível) relativamente à data do aborto.

*No caso da mulher grávida ser menor de 16 anos ou psiquicamente incapaz o documento deve ser assinado pelo seu representante legal.
POR MALFORMAÇÃO OU GRAVE DOENÇA DA NASCITURO

Aborto permitido até 24 semanas de gravidez

Necessita de comprovação ecográfica ou por outro meio adequado
GRAVIDEZ RESULTANTE DE CRIME CONTRA A LIBERDADE E AUTODETERMINAÇÃO SEXUAL (VIOLAÇÃO OU CÓPULA COM MENOR DE 14 ANOS)

Aborto permitido até 16 semanas de gravidez
Necessita de atestado médico, escrito e assinado antes da intervenção por médico diferente daquele por quem o aborto é realizado.

Documento assinado pela mulher grávida* com antecedência mínima de 3 dias (sempre que possível) relativamente à data do aborto.

*No caso da mulher grávida ser menor de 16 anos ou psiquicamente incapaz o documento deve ser assinado pelo seu representante legal.
FETO INVIÁVEL


Aborto permitido em qualquer altura da gravidez

Necessita de atestado médico, escrito e assinado antes da intervenção por médico diferente daquele por quem o aborto é realizado.


Documento assinado pela mulher grávida* com antecedência mínima de 3 dias (sempre que possível) relativamente à data do aborto.

*No caso da mulher grávida ser menor de 16 anos ou psiquicamente incapaz o documento deve ser assinado pelo seu representante legal.

NOTA: Se não for possível obter o consentimento da mulher grávida e a efectivação do aborto for urgente, o médico decide em consciência face à situação.

domingo, novembro 26, 2006

“A Legalização do aborto livre é a passagem de uma fronteira decisiva”



Milhares de pessoas estão extremamente confusas quanto ao referendo ao aborto, pelo que urge fazer esclarecimentos. Assim o tenho procurado, aquando do referendo de 1998 e depois, mas agora, na iminência de igual iniciativa, é imprescindível intensificar as clarificações.
Será útil sublinhar alguns aspectos de extrema actualidade. Depois de eu ter escrito o texto que se segue, a Comissão Europeia recomendou políticas pró-natalidade e a Alemanha já implementou medidas neste sentido.
Neste âmbito, publica-se o texto que apresentei na Assembleia da República em 19 de Outubro de 2006, como Declaração de Voto aquando da votação deste referendo, ou seja do Projecto de Resolução nº 148/X/PS:

Votei contra o Projecto de Resolução acima mencionado que “propõe a realização de um referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez realizada por opção da mulher nas primeiras dez semanas”, porque, em consciência, tenho profunda discordância quanto a este referendo, conforme pus a questão ao Secretário-Geral do PS quando ele me convidou para ser deputada independente à Assembleia da República, como cabeça de lista por Coimbra. O Senhor Eng. José Sócrates de pronto me respondeu compreender as minhas convicções, numa completa abertura de posições. Logo na campanha eleitoral expus as minhas opiniões sobre o tema, as quais foram muito bem acolhidas.

Os referendos são bons apoios da democracia representativa que devem ser usados em assuntos de interesse nacional. Perante esta complexa situação, que se originou há muito, o referendo foi agora preferível à aprovação no Parlamento, dado que a actual composição da Câmara logo aprovaria a interrupção voluntária da gravidez (IVG). No entanto, tenho motivos para votar contra, porque não posso renunciar aos meus valores morais.

Penso que o aborto não é um problema apenas religioso (essencialmente cristão e islâmico), nem de políticas de esquerda ou direita. É sobretudo uma questão de consciência, mas até um assunto pragmático, porque, como nos avisou José Gil: “Portugal arrisca-se a desaparecer na medida em que demograficamente pode haver uma diminuição da população…” Por razões práticas, desde recentemente, a Suécia e a França fomentam políticas pró-natalidade.

José Vera Jardim, a propósito de “O Papel da Religião no Mundo Contemporâneo”, edição da Fundação Marquês de Pombal, Oeiras, 2001, disse que “o Estado deve criar condições legais e condições materiais para este fenómeno” (religioso em geral). Tais afirmações estão de acordo com o que proponho: adequada prevenção do aborto, apoio à maternidade, agilização da adopção (existem muito mais pedidos de adopção do que crianças adoptáveis), etc. Pretendo que se incentive uma cultura de afectos, essencial numa sociedade mais justa e solidária.

O referendo não vai sequer resolver graves problemas das mulheres. Não quero ver mulheres nos tribunais e, para isso, é necessário alterar em profundidade a legislação, designadamente a dos anos 80 do século passado. Antes, faziam-se abortos em hospitais públicos, em Portugal, por indicação médica, nas situações consideradas trágicas e desculpabilizantes como violação, mal formação do feto, perigo de vida para a mãe, e sem tribunais. Enquanto não se altera a legislação, subscrevi um abaixo-assinado procurando que, pelo menos, se suspendam os julgamentos das mulheres que abortam.

Este referendo (e o de 1998) pergunta simplesmente aos Portugueses se aceitam a legalização do aborto livre, pondo um prazo limite de dez semanas de gestação e a sua prática num estabelecimento de saúde legalmente autorizado. Transcrevo um texto de António Luciano de Sousa Franco, com o qual inteiramente concordo, a propósito do referendo de 1998: “A legalização do aborto livre – diferente de justificação ou desculpabilização de casos concretos – é a passagem de uma fronteira decisiva, representando um grosseiro recuo nessa protecção, que permite – como outrora na lei da selva – o domínio dos fortes sobre os fracos, dos que já estão na vida sobre os que vêm depois. Essa não é a sociedade humana que sempre idealizei”.

Ao longo dos séculos, Portugal tem tido a coragem de se afirmar a nível mundial pelo Humanismo, sendo pioneiro nas abolições da escravatura e da pena de morte, vanguardista no apoio a crianças, na defesa e valorização das mulheres e nos cuidados para com os mais fracos em geral.

Voto contra este Projecto de Resolução, inclusivamente porque gostava que, mais uma vez, Portugal se distinguisse agora por ser pioneiro mundial do Humanismo, numa renovada cultura a favor dos Valores e da Vida.

Matilde Sousa Franco

Deputada do Partido Socialista

quinta-feira, novembro 23, 2006

O Aborto e a raiz do problema



Qualquer texto ou artigo de opinião sobre o aborto gera habitualmente no leitor, em função da sua convicção sobre o assunto, uma identificação ou uma rejeição da posição ideológica de quem escreve. De resto, já há muito tempo que este tema é debatido na sociedade portuguesa, por essa razão os argumentos de ambos os lados são bem conhecidos.

Julgo ainda que, quer ganhe o “sim” ou o “não” no novo referendo que se avizinha, pouca coisa mudará. Ou seja, o debate ideológico, embora importante, tem que ter uma repercussão prática, criando verdadeiras soluções, caso contrário não irá servir para realmente alterar as coisas. Por outras palavras, a raiz do problema permanecerá!

É relativamente consensual entre os que defendem a legalização do aborto e aqueles que se opõem, de que o aborto – independentemente das circunstâncias em que é realizado – é algo de mau, repugnante e de que ninguém deverá orgulhar-se. Mas o mais importante é que poderia ser evitado! Então, se pode ser evitado, por que é que a maioria das pessoas se fixa obsessivamente na luta ideológica e não procura encontrar soluções concretas?

Sem pretender criar estereótipos, sabemos que muitas das mulheres que abortam fazem-no por imaturidade, maus-tratos, abusos sexuais, solidão, abandono, dificuldades económicas, etc. Em suma, fazem-no por julgarem que não têm outras opções. A verdade é que muitas mulheres que abortam não têm muitas alternativas. Ficam entregues a si próprias, uma vez que a sociedade – salvo honrosas excepções de algumas instituições de solidariedade social – não lhes deu grandes hipóteses de escolha.

O Estado tem uma legislação específica para este assunto (Centros de Apoio à Vida), mas que hipocritamente os governos verdadeiramente nunca fizeram aplicar. Por outro lado, aqueles que procuram lutar contra o aborto “pela positiva”, estão desapoiados e não dispõe de estruturas suficientes para fazer face às reais necessidades desta calamidade. Várias mulheres que abortam ficam assim num beco sem saída, sem possibilidades de opção, sem apoio e, ao contrário daquilo que é dito, ficam privadas da sua liberdade. Ou seja, mesmo que queiram levar por diante a gravidez não lhes é dada essa oportunidade. E, caso estejam numa situação de “vida miserável”, ela certamente irá perdurar depois de terem abortado.

Estamos assim diante um problema complexo, necessitando por essa razão de respostas que envolvam várias entidades e diferentes técnicos: médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, etc. Mas por que não tentar fazer alguma coisa? Limitar o aborto a uma questão de planeamento familiar é uma visão demasiado redutora, atribuir-lhe apenas razões sociais e económicas é por sua vez demasiado fatalista. Ao mesmo tempo, aqueles que abordam com ligeireza a interrupção voluntária da gravidez como se esta se resumisse a retirar um piercing em função da vontade ou da circunstância da mulher, acabam por ser, do meu ponto de vista, demasiado radicais, menosprezando as vidas humanas inocentes que se perdem.

As razões sociais, psíquicas, económicas…; enfim, de desgraça humana relacionadas com o aborto não se resolvem simplesmente através do código penal, nem com exercícios de retórica política, ética, religiosa, etc. Torna-se por isso necessário encontrar soluções. É urgente combater este flagelo no terreno, até porque a resignação é o pior dos males!

Pedro Afonso in Expresso

terça-feira, novembro 21, 2006

Museu Olimpico de Lausanne




Depois de um fim de semana com passeios pelo o centro da cidade de bebidas e comidas quentes, eis que chega hoje o dia de visitar um dos principais locais historicos da cidade : O museu Olimpico.

Espetacular é assim que defino este museu onde se pode ver ao "vivo e a cores" as medalhas de todos jogos olimpicos ou peças de vestuario e calçado de vários campeões por todos nôs conhecidos .

Num local de grande organização e de uma equipa de acolhimento fantastica e muito simpatica.

Espero cá voltar, para permenores consulte o site : http://www.olympic.org/uk/index_uk.asp

sábado, novembro 18, 2006

Na Suiça.....os passeios continuam.






Hoje foi um dia de passeios. Comecei por visitar a bonita paisagem de Carrougel com uma vista lindissima sobre o Lago que separa Geneve de Lausanne e com casas bem tipicas como mostra a 1° foto deste post.

A paisagem continua a deslumbrar, ver a 2° foto.

Visitei,Vevey uma cidade de grande desenvolvimento ecónomico e com grande qualidade de vida, curiosamente uma estatua de Charlie Chaplin é uma das princiapais atracçòes turisticas (3° foto).

A terminar a lindissima cidade de Montreaux, onde artistas escolhem muitas vezes para local de descanso e de compra das suas casas próprias, com permenor consultar o site http://www.montreux.ch/ ( 3° e 4° foto)

sexta-feira, novembro 17, 2006

Passeio por Lausanne






Apesar da chuva miudinha, pus-me a caminho e visitei hoje pela a parte da tarde o centro histórico de Laussane.

Comecei pela a principal Catedral da cidade que é gerida inteligentemente de forma Ecúmenica. por Católicos e Protestantes. (1° foto)

Logo de seguida fui ao Chateau (casa), um edificio muito interessante e bem historico ( 2° foto )

Depois de um chocolate quente, pois na Suiça o frio aperta, conheci a praça de San Francois(3°foto)

Acabei o dia no meio de uma multidão na Praça da Gare, a estação. (4° foto)

quinta-feira, novembro 16, 2006

Cheguei a Geneve


Estarei uma semana na Suica.

A história desta cidade está associada à história da Reforma Protestante no espaço cultural francófono. Geneve o cognome de "Roma protestante" ou "a cidade de Calvino".
A partir de
1536, a história da cidade de Geneve passa a estar associada com a história da Reforma Protestante. Em vez de se alinhar à Savóia, que permanece associada ao catolicismo, Geneve vai acabar por optar por orientar-se pelas outras cidades da confederação, entre as quais Berna.
O líder protestante francês
João Calvino instalou-se em Geneve pela primeira vez em 1536 e definitivamente em 1541. Calvino faleceu em Geneve em 1564. A partir de 1536, Genebra passou a ser local de refúgio dos protestantes europeus. Nas palavras de A. Perrenoud, Geneve é um "posto avançado do protestantismo" numa paragem de católicos. De facto, a França permaneceu católica, muito pela acção combativa dos católicos (Ver Noite de São Bartolomeu, por exemplo). Genebra, juntamente com Neuchâtel e Waadtland são as poucas cidades ou regiões de língua francesa onde a Reforma Protestante teve assento, com reformadores como Guillaume Farel, Théodore de Bèze e sobretudo o próprio Calvino.

terça-feira, novembro 14, 2006

Pensamento do dia :






Primeiro ignoram-te, depois riem-se de ti, depois lutam contra ti, e depois tu ganhas.

Gandhi

sábado, novembro 11, 2006

Intervenção no Congresso



Aqui fica na integra a minha intervenção no XV Congresso do Partido Socialista

Ser de Esquerda é ser Pela vida ……


Caro Camarada José Sócrates,

Caros Camaradas,

No que respeita ao ponto 4. “Vencer o referendo e despenalizar a interrupção voluntária da gravidez até às 10 semanas”, gostaria de chamar a atenção para o seguinte:

I Em primeiro lugar, não me parece que esta posição do PS – que admito seja maioritária dentro do “aparelho” – seja respeitadora da diversidade que sobre este assunto existe quer entre a base popular de apoio do Partido, quer entre os deputados que foram eleitos, quer entre os apoiantes do Governo. Julgo que deveria haver mais “espaço” para aqueles que advogam uma posição contrária à legalização do aborto.

II Em segundo lugar, os argumentos utilizados parecem-me fracos:
a) Por um lado, “uma resposta justa e adequada para o doloroso drama vivido por muitas mulheres na sociedade portuguesa”, (para utilizar os termos da Moção), não passa necessariamente pelo oferecimento do aborto pelo SNS a quem quer que o peça sem justificação alguma. E, já agora, qual a resposta que se dá às mulheres que abortam às 11 semanas? A “sua sujeição ao calvário judicial”, como diz o mesmo texto? Qual é a coerência disto?
A nossa camarada Edite Estrela disse em debate televisivo que a “ lei deveria ser cumprida logo a partir das 10 semanas e um dia. “

b) Por outro lado, todos sabem que o aborto clandestino não vai acabar. Como diz o Prof. Miguel Oliveira da Silva, (apoiante do Sim) “temos que assumir com toda a franqueza que o circuito clandestino não vai acabar. As clínicas que fazem abortos ilegais não vão deixar de os fazer.
c) É preciso dizer de forma clara que o que se propõe é mesmo uma liberalização total
do aborto até às 10 semanas. Não adianta fingir. O que se propõe é o aborto livre, universal e gratuito, a pedido da mulher, até às 10 semanas. Toda a gente percebe isto.



III – Os defensores da Liberalização defendem que “ não querem que as mulheres sejam presas “ . Na verdade em 30 anos de Democracia nunca nenhuma mulher foi presa. E esta questão será resolvida quando a nova revisão do Código penal for aprovado que prevê que as penas até três ano de cadeia não sejam cumpridas efectivamente.

IV – Acho que o papel do estado deveria ser de responsabilidade e de apoio às mulheres com dificuldades e ajuda – las a ter os seus filhos. Para mais, num país e numa Europa cuja a taxa de Natalidade está muito em baixo.

V- Por fim, custa-me que o PS entregue à Direita a causa do respeito e a defesa pela vida, e ande a reboque do BE e do PCP. Porque a esquerda humanista, em que eu acredito – cuja tradição é precisamente a defesa dos mais débeis e vulneráveis – deveria estar na primeira linha na promoção desse valor, em vez de contribuir para a banalização do aborto. E a banalização do aborto é o triunfo dos mais fortes sobre os mais fracos e indefesos, que são – mais que ninguém – os não nascidos, a quem se nega o seu primeiro direito: o de nascer.

Não esqueço as palavras do nosso amigo e saudoso Prof. Sousa Franco : “A legislação do Aborto Livre é a passagem de uma fronteira. Essa não é a sociedade humana que sempre idealizei (…)“


O Delegado ao XV Congresso Nacional o Partido Socialista

Cláudio Anaia

quinta-feira, novembro 09, 2006

Rumo errado



Porque as pessoas para se justificarem seus erros, buscam nos outros culpas para se sentirem bem com elas próprias?

Esse é o rumo errado, as pessoas que seguem esse caminho e não se assumem, não crescem e vivem de forma incorrecta.

quarta-feira, novembro 08, 2006

Arrependimento



Porque o arrependimento, como o desejo, não procura analisar-se, mas sim satisfazer-se .

Marcel Proust

quinta-feira, novembro 02, 2006

Relances adere ao Vídeos




Este Blog dá mais um passo.

Teremos a partir de hoje, neste espaço videos que irei partilhar com todos "cibernauticos"
Para começar escolhi um muito interessante em que me identifico quase por completo na sua mensagem. São pouco mais de 7 Minuntos, que aconselho vivamente a ser visto.

segunda-feira, outubro 30, 2006

Aquecimento Global



"O desastre não irá acontecer num futuro fictício, dentro de muitos e muitos anos, mas a tempo de atingir a esta geração."

Nicholas Stern

Os Governates em nome do lucro, começam a comprometer as póximas gerações.

Um relatório hoje divulgado alertou para o risco de o aquecimento global causar o encolhimento em 20% da economia do mundo, caso não haja uma ação imediata e vigorosa para se conter o problema.
O estudo, encomendado pelo governo britânico e conduzido pelo ex-economista-chefe do Banco Mundial Nicholas Stern, diz que, se o planeta mantiver as emissões de carbono no ritmo atual, a temperatura da Terra poderia subir até cinco graus dentro dos próximos cem anos, com graves conseqüências.


Stern disse que, se forem tomadas medidas imediatas para se combater o problema, o custo dessas medidas seriam equivalente a se pagar somente “1% a mais por tudo”, o que, segundo ele, seria viável.
O desastre não irá acontecer em um futuro fictício, dentro de muitos e muitos anos, mas a tempo de atingir a esta geração.

Para ele, o aquecimento global atingirá todos os países, mas os países pobres serão os que mais sofrerão.

sábado, outubro 28, 2006

O Aborto dá dinheiro ......


Ao ler a Revista Sábado desta semana, mais uma vez confirmei aquilo já sabia.

O Aborto em muitos casos já não se discute na questão moral , interesses financeiros são prioritários.

Na minha opinião ganhar dinheiro ou ter lucro com a morte de bebés, é sujo e indigno, numa sociedade capitalista em que até a vida, quer dizer a morte, pode ser lucrativa .

Na revista que falei uma senhora dona de clínicas abortivas e que se pretende instalar no centro de Lisboa fala em que um aborto custa 450 Euros.

Por exemplo se fizer 10 Abortos num dia são 4500 Euros.

A luta continua …. Vamos para a rua e sem medo, contra ditaduras do politicamente correcto dizer que “Vale a pena Viver”

quinta-feira, outubro 26, 2006


A saga de um Pensador foi o livro mais recente que li e “devorei” em dois dias.
Para mim, um dos melhores lidos recentemente.

Um livro que posso dizer, uma verdadeira uma obra de arte. A arte e a capacidade de tocar emoções e focar factos no sentido de falar ao nosso interior.

Este é daqueles livros que irei reler varias vezes na vida . Fala do Espectáculo que é a vida e que em muitas passagens me identifiquei com o principal protagonista .

Se vai a livraria compre, garanto, não se arrependerá.

terça-feira, outubro 24, 2006

Diário de um bebé que está por nascer


5 de Outubro: Hoje começa minha vida, meu pais ainda não sabem. Sou tão pequena quanto uma semente de maçã, mas já existo e sou única no mundo e diferente de todas as demais. E, apesar de quase não ter forma ainda, serei uma menina. Terei cabelos loiros e olhos azuis, e sei que gostarei muito de flores. Os cientistas diriam que tudo isto já tenho impresso no meu código genético.19 de Outubro: Cresci um pouco, mas ainda sou muito pequena para poder fazer algo por mim mesma. A mamã faz tudo por mim. Mas o mais engraçado é que ainda não sabe que existo, precisamente debaixo de seu coração, alimentando-me com seu próprio sangue.

23 de Outubro: Minha boca começa a tomar forma. Parece incrível! Dentro de um ano, mais ou menos, estarei rindo, e mais tarde já poderei falar. A partir de agora sei qual será minha primeira palavra: Mamã: Quem se atreve a dizer que ainda não sou uma pessoa viva? É claro que sou, tal como a diminuta migalha de pão é verdadeiramente pão.

27 de Outubro: Hoje meu coração começou a bater sozinho. De agora em diante baterá constantemente toda minha vida, sem parar para descansar. Então, depois de muitos anos, sentirá cansaço e irá parar e eu morrerei de forma natural. Mas agora não estou no final, e sim no começo da minha vida.

2 de Novembro: A cada dia cresço um pouquinho, meus braços e pernas estão a tomar forma. Mas quanto terei de esperar até que minhas perninhas me levem correndo para os braços da minha mãe, até que meus braços possam abraçar meu pai!

12 de Novembro: Nas minhas mãos começam a formar alguns pequeninos dedos. É estranho como são pequenos; contudo, como serão maravilhosos! Acariciarão um cachorrinho, lançarão uma bola, irão recolher flores, tocarão outra mão. Talvez algum dia meus dedos possam tocar violino ou pintar um quadro.20 de Novembro: Hoje o médico anunciou a minha mamã pela primeira vez, que eu estou a viver aqui debaixo do seu coração. Não se sentes feliz mamã? Logo estarei nos teus braços!

25 de Novembro: Meus pais ainda não sabem que sou uma menina, talvez esperam um menino. Ou talvez gémeos! Mas dar-lhes-ei uma surpresa; quero me chamar Catarina, como minha mãe.13 de Dezembro: Já posso ver um pouquinho, mas estou rodeada ainda pela escuridão. Mas logo, os meus olhos se abrirão para o mundo do sol, das flores, e dos sonhos. Nunca vi o mar, nem uma montanha, nem mesmo o arco-íris. Como serão na realidade? Como é você, mamã?

24 de Dezembro: Mamã, posso ouvir teu coração bater. Tu podes ouvir o meu? Lup-dup, lup-dup..., mamã devias ter uma filhinha saudável. Sei que algumas crianças têm dificuldades para entrar no mundo, mas há médicos que ajudam as mães e os recém nascidos. Sei também que muitas mães teriam preferido não ter o filho que levam no ventre. Mas eu estou ansiosa para estar nos teus braços, tocar o teu rosto, olhar nos teus olhos, esperas-me com a mesma alegria que eu?28 de Dezembro: O que está a acontecer? O que estão a fazer? Mamã, não deixes que me matem! Não, não!Mamã, por que permitiste que acabassem com minha vida?

Teríamos sido tão felizes...

domingo, outubro 22, 2006

A Perfeição



A perfeição não consiste na quantidade, mas na qualidade. Tudo o que é muito bom sempre foi pouco e raro: o muito é descrédito. Mesmo entre os homens, os gigantes costumam ser os verdadeiros anões. Alguns avaliam os livros pela corpulência, como se escritos para exercitar mais os braços do que os engenhos. A extensão sozinha nunca pôde exceder a mediocridade, e essa é a praga dos homens universais: por quererem estar em tudo, estão em nada. A intensidade dá eminência, e é heróica se em matéria sublime.

Baltasar Gracián y Morales, in 'A Arte da Prudência'

quinta-feira, outubro 19, 2006

Criticas


Porque será que o Homem tem mais apetência para a critica negativa do que Positiva?

segunda-feira, outubro 16, 2006

Um em cada cinco portugueses vive no limiar da pobreza

A Associação CAIS organizou um Manifesto para assinalar o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, que divulga alguns dados estatísticos sobre a pobreza em Portugal.

Fome e Falta de condições básicas
os dados estatísticos, consta que um em cada cinco portugueses vive no limiar da pobreza, o que corresponde a 21 por cento da população total.
Cerca de 300 mil famílias (oito por cento da população) viviam, em 2001, em habitações sem condições mínimas.
Em relação aos dados de 1999 e 2000, há um agravamento, em 2005, de 20 a 25 por cento da situação de pessoas sem-abrigo.

A CAIS revela ainda que em 2005 12.4 por cento da população activa (ou seja, 686 mil de 5531.6 milhões) ganhava o salário mínimo nacional (374,7 euros).

Desemprego

Já em 2006, 7,3 por cento da população activa está desempregada e 52,9 por cento dos desempregados são mulheres.
Este ano, 268 384 recebem o Rendimento Social de Inserção (no valor de 171,73 euros), enquanto que em 2003 69 por cento da população dos beneficiários do Rendimento Mínimo Garantido eram mulheres.

Educação e Trabalho Infantil

Em 2005, 79,4 por cento da população activa não tinha terminado o ensino secundário e 45,5 por cento da população em idade escolar abandonou de forma precoce a escola.
Em 2006, 8,9 por cento dos portugueses são analfabetos, enquanto que, em 2001, a taxa de analfabetismo era de 11,5 por cento para as mulheres e de 6,3 por cento para os homens.

Desigualdade entre géneros

Em 2005, os homens ganhavam mais 9 por cento do que as mulheres;

Envelhecimento

Em 2004, 41 por cento das pessoas com mais de 65 anos, a viver sozinhas, estavam abaixo do limiar da pobreza.
Em 2005, 26,3 por cento recebia menos de 200 euros por mês de reforma.

Desigualdade social

Em 2005, as 100 maiores fortunas portuguesas representavam 17 por cento do Produto Interno Bruto Nacional (22.4 mil milhões de euros).
O país tinha a pior distribuição de riqueza no seio da União Europeia com os 20 por cento mais ricos a controlar 45.9 por cento do rendimento nacional, em 2005.
Em 2005, 10 800 pessoas tinham rendimentos de cerca de 816 mil euros anuais;
Em 2001, a Segurança Social gastou com cada português apenas 56,9 por cento do que habitualmente gastam os outros países da União Europeia.
Foto: BBC

sábado, outubro 14, 2006

Portugal, vale a pena !!


Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade de recém-nascidos do mundo, melhor que a média da União Europeia.Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores.Mas onde outra é líder mundial na produção de feltros para chapéus.

Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende para mais de meia centena de mercados.E que tem também outra empresa que concebeu um sistema através do qual você pode escolher, pelo seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.Eu conheço um país que inventou um sistema biométrico de pagamentos nas bombas de gasolina e uma bilha de gás muito leve que já ganhou vários prémios internacionais.

E que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, onde se fazem operações que não é possível fazer na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos. Que fez mesmo uma revolução no sistema financeiro e tem as melhores agências bancárias da Europa (três bancos nos cinco primeiros). Eu conheço um país que está avançadíssimo na investigação da produção de energia através das ondas do mar. E que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os clientes de toda a Europa por via informática.Eu conheço um país que tem um conjunto de empresas que desenvolveram sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos a pequenas e médias empresas. Eu conheço um país que conta com várias empresas a trabalhar para a NASA ou para outros clientes internacionais com o mesmo grau de exigência. Ou que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas.

Ou que vai lançar um medicamento anti-epiléptico no mercadomundial. Ou que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça. Ou que produz um vinho que "bateu" em duas provas vários dos melhores vinhos espanhóis. E que conta já com um núcleo de várias empresas a trabalhar para a Agência Espacial Europeia. Ou que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamentos de cartões pré-pagos para telemóveis. E que está a construir ou já construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelentequalidade um pouco por todo o mundo.O leitor, possivelmente, não reconhece neste País aquele em que vive - Portugal.Mas é verdade. Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses. Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Primavera Software, Critical Software, Out Systems, WeDo, Brisa, Bial, Grupo Amorim, Quinta do Monte d'Oiro, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Space Services. E, obviamente, Portugal Telecom Inovação. Mas também dos grupos Pestana, Vila Galé, Porto Bay, BES Turismo e Amorim Turismo.E depois há ainda grandes empresas multinacionais instaladas no País, mas dirigidas por portugueses, trabalhando com técnicos portugueses, que há anos e anos obtêm grande sucesso junto das casas mãe, como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal, McDonalds (que desenvolveu em Portugal um sistema em tempo real que permite saber quantas refeições e de que tipo são vendidas em cada estabelecimento da cadeia norte-americana). É este o País em que também vivemos.

É este o País de sucesso que convive com o País estatisticamente sempre na cauda da Europa, sempre com péssimos índices na educação, e com problemas na saúde, no ambiente, etc.Mas nós só falamos do País que está mal. Daquele que não acompanhou o progresso. Do que se atrasou em relação à média europeia. Está na altura de olharmos para o que de muito bom temos feito. De nos orgulharmos disso. De mostrarmos ao mundo os nossos sucessos - e não invariavelmente o que não corre bem, acompanhado por uma fotografia de uma velhinha vestida de preto, puxando pela arreata um burro que, por sua vez,puxa uma carroça cheia de palha.

E ao mostrarmos ao mundo os nossos sucessos, não só futebolísticos, colocamo-nos também na situação de levar muitos outros portugueses a tentarem replicar o que de bom se tem feito. Porque, na verdade, se os maus exemplos são imitados, porque não hão-de os bons serem também seguidos?

Nicolau Santos, Director - adjunto do Jornal Expresso In Revista Exportar