sábado, novembro 11, 2006

Intervenção no Congresso



Aqui fica na integra a minha intervenção no XV Congresso do Partido Socialista

Ser de Esquerda é ser Pela vida ……


Caro Camarada José Sócrates,

Caros Camaradas,

No que respeita ao ponto 4. “Vencer o referendo e despenalizar a interrupção voluntária da gravidez até às 10 semanas”, gostaria de chamar a atenção para o seguinte:

I Em primeiro lugar, não me parece que esta posição do PS – que admito seja maioritária dentro do “aparelho” – seja respeitadora da diversidade que sobre este assunto existe quer entre a base popular de apoio do Partido, quer entre os deputados que foram eleitos, quer entre os apoiantes do Governo. Julgo que deveria haver mais “espaço” para aqueles que advogam uma posição contrária à legalização do aborto.

II Em segundo lugar, os argumentos utilizados parecem-me fracos:
a) Por um lado, “uma resposta justa e adequada para o doloroso drama vivido por muitas mulheres na sociedade portuguesa”, (para utilizar os termos da Moção), não passa necessariamente pelo oferecimento do aborto pelo SNS a quem quer que o peça sem justificação alguma. E, já agora, qual a resposta que se dá às mulheres que abortam às 11 semanas? A “sua sujeição ao calvário judicial”, como diz o mesmo texto? Qual é a coerência disto?
A nossa camarada Edite Estrela disse em debate televisivo que a “ lei deveria ser cumprida logo a partir das 10 semanas e um dia. “

b) Por outro lado, todos sabem que o aborto clandestino não vai acabar. Como diz o Prof. Miguel Oliveira da Silva, (apoiante do Sim) “temos que assumir com toda a franqueza que o circuito clandestino não vai acabar. As clínicas que fazem abortos ilegais não vão deixar de os fazer.
c) É preciso dizer de forma clara que o que se propõe é mesmo uma liberalização total
do aborto até às 10 semanas. Não adianta fingir. O que se propõe é o aborto livre, universal e gratuito, a pedido da mulher, até às 10 semanas. Toda a gente percebe isto.



III – Os defensores da Liberalização defendem que “ não querem que as mulheres sejam presas “ . Na verdade em 30 anos de Democracia nunca nenhuma mulher foi presa. E esta questão será resolvida quando a nova revisão do Código penal for aprovado que prevê que as penas até três ano de cadeia não sejam cumpridas efectivamente.

IV – Acho que o papel do estado deveria ser de responsabilidade e de apoio às mulheres com dificuldades e ajuda – las a ter os seus filhos. Para mais, num país e numa Europa cuja a taxa de Natalidade está muito em baixo.

V- Por fim, custa-me que o PS entregue à Direita a causa do respeito e a defesa pela vida, e ande a reboque do BE e do PCP. Porque a esquerda humanista, em que eu acredito – cuja tradição é precisamente a defesa dos mais débeis e vulneráveis – deveria estar na primeira linha na promoção desse valor, em vez de contribuir para a banalização do aborto. E a banalização do aborto é o triunfo dos mais fortes sobre os mais fracos e indefesos, que são – mais que ninguém – os não nascidos, a quem se nega o seu primeiro direito: o de nascer.

Não esqueço as palavras do nosso amigo e saudoso Prof. Sousa Franco : “A legislação do Aborto Livre é a passagem de uma fronteira. Essa não é a sociedade humana que sempre idealizei (…)“


O Delegado ao XV Congresso Nacional o Partido Socialista

Cláudio Anaia

quinta-feira, novembro 09, 2006

Rumo errado



Porque as pessoas para se justificarem seus erros, buscam nos outros culpas para se sentirem bem com elas próprias?

Esse é o rumo errado, as pessoas que seguem esse caminho e não se assumem, não crescem e vivem de forma incorrecta.

quarta-feira, novembro 08, 2006

Arrependimento



Porque o arrependimento, como o desejo, não procura analisar-se, mas sim satisfazer-se .

Marcel Proust

quinta-feira, novembro 02, 2006

Relances adere ao Vídeos




Este Blog dá mais um passo.

Teremos a partir de hoje, neste espaço videos que irei partilhar com todos "cibernauticos"
Para começar escolhi um muito interessante em que me identifico quase por completo na sua mensagem. São pouco mais de 7 Minuntos, que aconselho vivamente a ser visto.

segunda-feira, outubro 30, 2006

Aquecimento Global



"O desastre não irá acontecer num futuro fictício, dentro de muitos e muitos anos, mas a tempo de atingir a esta geração."

Nicholas Stern

Os Governates em nome do lucro, começam a comprometer as póximas gerações.

Um relatório hoje divulgado alertou para o risco de o aquecimento global causar o encolhimento em 20% da economia do mundo, caso não haja uma ação imediata e vigorosa para se conter o problema.
O estudo, encomendado pelo governo britânico e conduzido pelo ex-economista-chefe do Banco Mundial Nicholas Stern, diz que, se o planeta mantiver as emissões de carbono no ritmo atual, a temperatura da Terra poderia subir até cinco graus dentro dos próximos cem anos, com graves conseqüências.


Stern disse que, se forem tomadas medidas imediatas para se combater o problema, o custo dessas medidas seriam equivalente a se pagar somente “1% a mais por tudo”, o que, segundo ele, seria viável.
O desastre não irá acontecer em um futuro fictício, dentro de muitos e muitos anos, mas a tempo de atingir a esta geração.

Para ele, o aquecimento global atingirá todos os países, mas os países pobres serão os que mais sofrerão.

sábado, outubro 28, 2006

O Aborto dá dinheiro ......


Ao ler a Revista Sábado desta semana, mais uma vez confirmei aquilo já sabia.

O Aborto em muitos casos já não se discute na questão moral , interesses financeiros são prioritários.

Na minha opinião ganhar dinheiro ou ter lucro com a morte de bebés, é sujo e indigno, numa sociedade capitalista em que até a vida, quer dizer a morte, pode ser lucrativa .

Na revista que falei uma senhora dona de clínicas abortivas e que se pretende instalar no centro de Lisboa fala em que um aborto custa 450 Euros.

Por exemplo se fizer 10 Abortos num dia são 4500 Euros.

A luta continua …. Vamos para a rua e sem medo, contra ditaduras do politicamente correcto dizer que “Vale a pena Viver”

quinta-feira, outubro 26, 2006


A saga de um Pensador foi o livro mais recente que li e “devorei” em dois dias.
Para mim, um dos melhores lidos recentemente.

Um livro que posso dizer, uma verdadeira uma obra de arte. A arte e a capacidade de tocar emoções e focar factos no sentido de falar ao nosso interior.

Este é daqueles livros que irei reler varias vezes na vida . Fala do Espectáculo que é a vida e que em muitas passagens me identifiquei com o principal protagonista .

Se vai a livraria compre, garanto, não se arrependerá.

terça-feira, outubro 24, 2006

Diário de um bebé que está por nascer


5 de Outubro: Hoje começa minha vida, meu pais ainda não sabem. Sou tão pequena quanto uma semente de maçã, mas já existo e sou única no mundo e diferente de todas as demais. E, apesar de quase não ter forma ainda, serei uma menina. Terei cabelos loiros e olhos azuis, e sei que gostarei muito de flores. Os cientistas diriam que tudo isto já tenho impresso no meu código genético.19 de Outubro: Cresci um pouco, mas ainda sou muito pequena para poder fazer algo por mim mesma. A mamã faz tudo por mim. Mas o mais engraçado é que ainda não sabe que existo, precisamente debaixo de seu coração, alimentando-me com seu próprio sangue.

23 de Outubro: Minha boca começa a tomar forma. Parece incrível! Dentro de um ano, mais ou menos, estarei rindo, e mais tarde já poderei falar. A partir de agora sei qual será minha primeira palavra: Mamã: Quem se atreve a dizer que ainda não sou uma pessoa viva? É claro que sou, tal como a diminuta migalha de pão é verdadeiramente pão.

27 de Outubro: Hoje meu coração começou a bater sozinho. De agora em diante baterá constantemente toda minha vida, sem parar para descansar. Então, depois de muitos anos, sentirá cansaço e irá parar e eu morrerei de forma natural. Mas agora não estou no final, e sim no começo da minha vida.

2 de Novembro: A cada dia cresço um pouquinho, meus braços e pernas estão a tomar forma. Mas quanto terei de esperar até que minhas perninhas me levem correndo para os braços da minha mãe, até que meus braços possam abraçar meu pai!

12 de Novembro: Nas minhas mãos começam a formar alguns pequeninos dedos. É estranho como são pequenos; contudo, como serão maravilhosos! Acariciarão um cachorrinho, lançarão uma bola, irão recolher flores, tocarão outra mão. Talvez algum dia meus dedos possam tocar violino ou pintar um quadro.20 de Novembro: Hoje o médico anunciou a minha mamã pela primeira vez, que eu estou a viver aqui debaixo do seu coração. Não se sentes feliz mamã? Logo estarei nos teus braços!

25 de Novembro: Meus pais ainda não sabem que sou uma menina, talvez esperam um menino. Ou talvez gémeos! Mas dar-lhes-ei uma surpresa; quero me chamar Catarina, como minha mãe.13 de Dezembro: Já posso ver um pouquinho, mas estou rodeada ainda pela escuridão. Mas logo, os meus olhos se abrirão para o mundo do sol, das flores, e dos sonhos. Nunca vi o mar, nem uma montanha, nem mesmo o arco-íris. Como serão na realidade? Como é você, mamã?

24 de Dezembro: Mamã, posso ouvir teu coração bater. Tu podes ouvir o meu? Lup-dup, lup-dup..., mamã devias ter uma filhinha saudável. Sei que algumas crianças têm dificuldades para entrar no mundo, mas há médicos que ajudam as mães e os recém nascidos. Sei também que muitas mães teriam preferido não ter o filho que levam no ventre. Mas eu estou ansiosa para estar nos teus braços, tocar o teu rosto, olhar nos teus olhos, esperas-me com a mesma alegria que eu?28 de Dezembro: O que está a acontecer? O que estão a fazer? Mamã, não deixes que me matem! Não, não!Mamã, por que permitiste que acabassem com minha vida?

Teríamos sido tão felizes...

domingo, outubro 22, 2006

A Perfeição



A perfeição não consiste na quantidade, mas na qualidade. Tudo o que é muito bom sempre foi pouco e raro: o muito é descrédito. Mesmo entre os homens, os gigantes costumam ser os verdadeiros anões. Alguns avaliam os livros pela corpulência, como se escritos para exercitar mais os braços do que os engenhos. A extensão sozinha nunca pôde exceder a mediocridade, e essa é a praga dos homens universais: por quererem estar em tudo, estão em nada. A intensidade dá eminência, e é heróica se em matéria sublime.

Baltasar Gracián y Morales, in 'A Arte da Prudência'

quinta-feira, outubro 19, 2006

Criticas


Porque será que o Homem tem mais apetência para a critica negativa do que Positiva?

segunda-feira, outubro 16, 2006

Um em cada cinco portugueses vive no limiar da pobreza

A Associação CAIS organizou um Manifesto para assinalar o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, que divulga alguns dados estatísticos sobre a pobreza em Portugal.

Fome e Falta de condições básicas
os dados estatísticos, consta que um em cada cinco portugueses vive no limiar da pobreza, o que corresponde a 21 por cento da população total.
Cerca de 300 mil famílias (oito por cento da população) viviam, em 2001, em habitações sem condições mínimas.
Em relação aos dados de 1999 e 2000, há um agravamento, em 2005, de 20 a 25 por cento da situação de pessoas sem-abrigo.

A CAIS revela ainda que em 2005 12.4 por cento da população activa (ou seja, 686 mil de 5531.6 milhões) ganhava o salário mínimo nacional (374,7 euros).

Desemprego

Já em 2006, 7,3 por cento da população activa está desempregada e 52,9 por cento dos desempregados são mulheres.
Este ano, 268 384 recebem o Rendimento Social de Inserção (no valor de 171,73 euros), enquanto que em 2003 69 por cento da população dos beneficiários do Rendimento Mínimo Garantido eram mulheres.

Educação e Trabalho Infantil

Em 2005, 79,4 por cento da população activa não tinha terminado o ensino secundário e 45,5 por cento da população em idade escolar abandonou de forma precoce a escola.
Em 2006, 8,9 por cento dos portugueses são analfabetos, enquanto que, em 2001, a taxa de analfabetismo era de 11,5 por cento para as mulheres e de 6,3 por cento para os homens.

Desigualdade entre géneros

Em 2005, os homens ganhavam mais 9 por cento do que as mulheres;

Envelhecimento

Em 2004, 41 por cento das pessoas com mais de 65 anos, a viver sozinhas, estavam abaixo do limiar da pobreza.
Em 2005, 26,3 por cento recebia menos de 200 euros por mês de reforma.

Desigualdade social

Em 2005, as 100 maiores fortunas portuguesas representavam 17 por cento do Produto Interno Bruto Nacional (22.4 mil milhões de euros).
O país tinha a pior distribuição de riqueza no seio da União Europeia com os 20 por cento mais ricos a controlar 45.9 por cento do rendimento nacional, em 2005.
Em 2005, 10 800 pessoas tinham rendimentos de cerca de 816 mil euros anuais;
Em 2001, a Segurança Social gastou com cada português apenas 56,9 por cento do que habitualmente gastam os outros países da União Europeia.
Foto: BBC

sábado, outubro 14, 2006

Portugal, vale a pena !!


Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade de recém-nascidos do mundo, melhor que a média da União Europeia.Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores.Mas onde outra é líder mundial na produção de feltros para chapéus.

Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende para mais de meia centena de mercados.E que tem também outra empresa que concebeu um sistema através do qual você pode escolher, pelo seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.Eu conheço um país que inventou um sistema biométrico de pagamentos nas bombas de gasolina e uma bilha de gás muito leve que já ganhou vários prémios internacionais.

E que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, onde se fazem operações que não é possível fazer na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos. Que fez mesmo uma revolução no sistema financeiro e tem as melhores agências bancárias da Europa (três bancos nos cinco primeiros). Eu conheço um país que está avançadíssimo na investigação da produção de energia através das ondas do mar. E que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os clientes de toda a Europa por via informática.Eu conheço um país que tem um conjunto de empresas que desenvolveram sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos a pequenas e médias empresas. Eu conheço um país que conta com várias empresas a trabalhar para a NASA ou para outros clientes internacionais com o mesmo grau de exigência. Ou que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas.

Ou que vai lançar um medicamento anti-epiléptico no mercadomundial. Ou que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça. Ou que produz um vinho que "bateu" em duas provas vários dos melhores vinhos espanhóis. E que conta já com um núcleo de várias empresas a trabalhar para a Agência Espacial Europeia. Ou que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamentos de cartões pré-pagos para telemóveis. E que está a construir ou já construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelentequalidade um pouco por todo o mundo.O leitor, possivelmente, não reconhece neste País aquele em que vive - Portugal.Mas é verdade. Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses. Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Primavera Software, Critical Software, Out Systems, WeDo, Brisa, Bial, Grupo Amorim, Quinta do Monte d'Oiro, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Space Services. E, obviamente, Portugal Telecom Inovação. Mas também dos grupos Pestana, Vila Galé, Porto Bay, BES Turismo e Amorim Turismo.E depois há ainda grandes empresas multinacionais instaladas no País, mas dirigidas por portugueses, trabalhando com técnicos portugueses, que há anos e anos obtêm grande sucesso junto das casas mãe, como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal, McDonalds (que desenvolveu em Portugal um sistema em tempo real que permite saber quantas refeições e de que tipo são vendidas em cada estabelecimento da cadeia norte-americana). É este o País em que também vivemos.

É este o País de sucesso que convive com o País estatisticamente sempre na cauda da Europa, sempre com péssimos índices na educação, e com problemas na saúde, no ambiente, etc.Mas nós só falamos do País que está mal. Daquele que não acompanhou o progresso. Do que se atrasou em relação à média europeia. Está na altura de olharmos para o que de muito bom temos feito. De nos orgulharmos disso. De mostrarmos ao mundo os nossos sucessos - e não invariavelmente o que não corre bem, acompanhado por uma fotografia de uma velhinha vestida de preto, puxando pela arreata um burro que, por sua vez,puxa uma carroça cheia de palha.

E ao mostrarmos ao mundo os nossos sucessos, não só futebolísticos, colocamo-nos também na situação de levar muitos outros portugueses a tentarem replicar o que de bom se tem feito. Porque, na verdade, se os maus exemplos são imitados, porque não hão-de os bons serem também seguidos?

Nicolau Santos, Director - adjunto do Jornal Expresso In Revista Exportar

quinta-feira, outubro 12, 2006

Novidade do momento :Coca-Cola anuncia bebida que 'queima calorias'


Passe a publicidade a Coca-Cola quer se adaptar aos novos tempos e anunciou que vai colocar no mercado uma nova bebida que, segundo a empresa, queima calorias.

A bebida, um refrigerante com nome de Enviga, é feita à base de chá verde, contendo também cafeína e nutrientes de plantas.
Segundo a Coca-Cola, um recente estudo em colaboração com a Universidade de Lausanne, na Suíça, mostrou que o consumo de três latas de Enviga ao longo do dia resulta na queima de entre 60 e 100 calorias em pessoas saudáveis de peso normal, uma "queima considerável", segundo a empresa.
A quantidade de calorias queimadas é equivalente às de uma maçã média (64 calorias) ou uma colher de sopa de maionese (100 calorias).

Segundo a Coca-Cola, a substância EGCG (Epigallocatechin Gallate), presente no chá verde, possui propriedades antioxidantes que aceleram o metabolismo e aumentam o uso de energia, principalmente quando combinada com a cafeína.
“Nós observamos uma mudança nas atitudes dos consumidores em relação a dieta, saúde e bem-estar, com mais consumidores procurando produtos que apóiam um estilo de vida saudável, ao invés de apenas eliminarem algumas coisas de sua dieta”, diz um comunicado da empresa.
A bebida será vendida em três sabores: chá verde, frutas silvestres e pêssego. O produto começa a chegar às prateleiras nos Estados Unidos em novembro.

E esta hein ?

terça-feira, outubro 10, 2006

A Paixão e o Amor


Na marginal de Cascais. Final de tarde de domingo. Cinco e meia da tarde. Decidiram desligar o rádio da carrinha para fazer silêncio. Uma delas perguntou: Nuno, fala-nos da paixão e do amor. Vocês não preferem serem vocês a falar primeiro e eu fico para o fim?
A paixão é superficial, respondera prontamente uma delas. É superficial porque não se aguenta. Aquela marginal estava cheia de rotundas e sinalizações. Com um ouvido na estrada e outro na conversa, procurava memorizar todas as questões. Como é que eu sei se gosto realmente daquela pessoa? Desculpem, viro aqui à direita?
Eu a mim, disseram-me que a paixão dura dois anos. Pois não sei…vá lá Nuno o que é que achas? Pessoalmente - respondi - vejo que a paixão vive muito dos sentidos – do que se sente, ou do que não se sente – e de uma adrenalina sensível em que a opção obedece passivamente às pulsações vertiginosas do coração. A paixão, sendo passageira, procura satisfazer egocentricamente o apaixonado. A pessoa satisfaz-se no beijo e no abraço com o risco de coisificar o amante. O outro torna-se objecto da minha satisfação amorosa. Se a paixão vive dos sentidos, o amor vive do sentido. O sentido profundo da relação altruísta, toda ela voltada para o outro. É passagem do egocentrismo – o eu como centro gravitacional das relações – para o altruísmo – o outro como centro. E no amor a sensibilidade apaixonada diminui para dar lugar a uma relação renovada, inteira e profunda. A pessoa abandona os apetites, a gulodice, o sentimento da posse para entrar da dimensão do querer e da aceitação da diferença. Nuno, na próxima rotunda viras à esquerda! E portanto, parece-me que pode ser isto: amar é sair da nossa rotunda de interesses e de apetites e sair amorosamente ao encontro da vontade do outro. Tá bem Nuno mas, no casamento já não se vive apaixonado?
É possível amar sem sentir? O que é que se faz quando já não se sente? É preciso experimentar uma relação fora do casamento para sabermos se ainda amamos a pessoa?

Nuno Branco
(este texto foi retirado do blog Toques de Deus)

domingo, outubro 08, 2006

A Batalha das Palavras



As “batalhas” do aborto parece que começam por questões semânticas, pelas palavras. Afinal, no referendo que se aproxima, está em discussão a despenalização e descriminalização do aborto, ou, antes, a sua legalização e liberalização?


Os partidários do sim preferem falar em descriminalização, ou mesmo em simples despenalização, e não em legalização ou liberalização. É provável que a pergunta a submeter a referendo venha a ser formulada desse modo. Mas não estará, antes, em causa a legalização e liberalização do aborto?


Compreende-se a preferência dos partidários do sim pelas expressões descriminalização e despenalização. Têm uma conotação mais moderada e menos radical, e poderão ir de encontro ao sentir de muitas pessoas que afirmam que «são contra o aborto, mas não querem que as mulheres sejam penalizadas». Estas pessoas poderão defender a despenalização, mas, porque «são contra o aborto», não aceitarão que o Estado passe a colaborar activamente na sua prática. Ora, no referendo não está em jogo apenas (e sobretudo) a despenalização ou descriminalização do aborto (esta poderia verificar-se sem que o aborto passasse a ser lícito, a ter cobertura legal e a ser realizado com a colaboração activa do Estado), está em jogo a sua legalização e liberalização.


Se vencer o sim, o aborto realizado até às dez semanas de gravidez por vontade da mulher passará a ser lícito, passará a ter cobertura legal e passará a ser praticado com a colaboração activa do Estado (o Ministro da Saúde até tem lamentado o facto de, actualmente, se realizarem nos hospitais públicos abortos em número que considera reduzido). Daí que se deva falar em legalização.


E, no que se refere a tal período da gravidez, essa licitude não depende da verificação de qualquer pressuposto para além da simples vontade da mulher. Deixará de vigorar um regime de “indicações”, como se verifica no regime legal vigente, em que a licitude do aborto não depende da simples vontade da mulher, mas da verificação de alguma das seguintes situações: perigo para a vida da mulher, grave perigo para a saúde da mulher, malformação ou doença grave e incurável do nascituro ou gravidez resultante de violação. Não estaremos perante um alargamento a outro tipo de “indicações” (razões sócio-económicas, por exemplo, como se verifica na legislação italiana ou outras). Estaremos perante um regime de aborto livre ou aborto a pedido. Daí que se deva falar em liberalização.
Alguns exemplos poderão ajudar-nos a compreender estas distinções entre descriminalização (ou despenalização) e legalização (ou liberalização).


Nem todas as condutas ilícitas são crimes. A falta de pagamento de dívidas, por exemplo, não é crime, mas não deixa de ser uma conduta ilícita. Os crimes são condutas ilícitas particularmente graves, porque atingem valores fundamentais e estruturantes da vida comunitária.


Há alguns anos, foi descriminalizado (e despenalizado) o consumo de droga. Mas isso não tornou o consumo de droga uma conduta lícita. O consumo de droga passou a ser considerado uma contra-ordenação, uma infracção menos grave do que um crime, sancionada com coima (e não com pena). O consumo de droga não passou a ser livre, a venda de droga não passou a ser livre, nem o Governo passou a fornecer droga a quem o queira. Isto porque o consumo de droga não foi legalizado ou liberalizado. Mas tal sucederá com o aborto até às dez semanas, se vencer o sim. O Estado passará a garantir a sua prática livre, e até em instituições públicas ou com o recurso a financiamento público.


Também foi descriminalizada a emissão de cheque sem provisão em determinadas circunstâncias (quanto aos chamados cheques “pré-datados” ou aos cheques de reduzido valor). Isso não significa que a emissão de cheque sem provisão nessas circunstâncias tenha passado a ser lícita (não foi legalizada). Não deixa de haver uma responsabilidade civil, uma obrigação de indemnização que recai sobre a pessoa que emite o cheque.


O exercício da prostituição também está descriminalizado e despenalizado. Mas esta actividade não tem actualmente entre nós (ao contrário do que se verifica na Holanda) cobertura legal e a exploração da prostituição (o proxenetismo ou “lenocínio”) é criminalizada. Há, por isso, quem defenda a legalização dessa actividade entre nós, que é, assim, diferente da sua descriminalização e despenalização.


Outros esclarecimentos se impõem, ainda.


Parece que os partidários do sim preferem, agora, falar em despenalização, e não em descriminalização. E que a pergunta a submeter a referendo incluirá a primeira dessas expressões. Compreende-se que assim seja, pelas razões atrás invocadas. A expressão é ainda mais suave, inegavelmente. Mas não é correcta (é, para este efeito, ainda menos correcta do que descriminalização) .


Embora, normalmente, descriminalização e despenalização coincidam (como nos exemplos atrás referidos), porque ao crime corresponde, em princípio, uma pena, poderia verificar-se uma despenalização sem descriminalização. O Código Penal prevê, nalgumas situações, a dispensa de pena quando se verifica a prática de um crime. Na proposta de alteração do regime penal do aborto em tempos sugerida pelo Prof. Freitas do Amaral, o aborto continuaria a ser crime (uma conduta objectivamente censurável como tal definida pela Lei), mas estaria, em regra, excluída a culpa da mulher, por se verificar uma situação de “estado de necessidade desculpante”, o que afastaria a aplicação de qualquer pena. Mas não é nada disto que se verifica na proposta a submeter a referendo. De acordo com essa proposta, o aborto realizado, por vontade da mulher grávida, nas primeiras dez semanas de gravidez e em estabelecimento legalmente autorizado, será descriminalizado.


Importa também esclarecer que não são necessárias a descriminalização e despenalização do aborto para evitar a prisão, e até o julgamento, das mulheres que abortam.


Quanto à prisão, esta é, no nosso sistema penal, um último recurso (não o primeiro, nem o principal). Não há notícia de mulheres condenadas por aborto em pena de prisão. Em relação a muitos outros crimes (injúrias, difamação, condução ilegal, condução em estado de embriaguez) está prevista a pena de prisão, mas esta não se aplica na prática, sobretudo quando se trata de uma primeira condenação. E mesmo o julgamento dessas mulheres pode ser evitado, através do recurso à suspensão provisória do processo.


No fundo, o essencial da questão a discutir no referendo não reside na realização de julgamentos das mulheres que abortam (estes podem ser evitados no actual quadro legal). E não reside sequer na criminalização ou descriminalização do aborto. Reside, antes, na sua legalização e liberalização. Reside em saber se o Estado deve facilitar e colaborar activamente na prática do aborto ou se, pelo contrário, deve colaborar activamente na criação de condições que favoreçam a maternidade e a paternidade, alternativas ao aborto que todos reconhecerão como mais saudáveis e mais portadoras de felicidade para a mulher, o homem e a criança.

Pedro Vaz Pinto

sábado, outubro 07, 2006

3 Anos de Blog



O tempo não passa….. corre !
Faz hoje três anos que este blog foi criado.
Como em tudo na vida há quem goste muito, há que não goste nada.
Fica aqui a minha promessa de este espaço para partilhar as minhas particularidades e actualidades e a todos aqueles que queiram de forma construtiva dar a sua opinião.

Obrigado a todos pelas 28 219 visitas .

quarta-feira, outubro 04, 2006

Surpreendente!

Alguma vez já viram uma ponte que contenha água?
Vejam e compreendam.... Chama-se Cruzamento de ruas de água. É um canal-ponte sobre o Rio Elba e une a rede de canais da Alemanha Oriental com a Ocidental. Faz parte do projecto de unificação de ambas.
Está na cidade de Magdeburgo, próxima de Berlim. Levaram 6 anos a fazê-lo, tem 918m e custou cerca de 500 milhões de euros. A sua função principal é facilitar o comércio.
A foto é do dia da sua inauguração.

segunda-feira, outubro 02, 2006

Colabore!

O Instituto Português de Oncologia (IPO) está a angariar filmes VHS para os doentes da unidade de transplantes que estão em isolamento.
«Sãocrianças e adultos que precisam de um transplante de medula e de estar ocupados durante o tempo de internamento», explicou ao Portugal Diário aenfermeira responsável pela unidade, Elsa Oliveira.
A «falta de "stocks"» torna necessária a ajuda da população: «Precisamos de filmes para as pessoas mais desfavorecidas que não têm possibilidade de os trazer. Algumas crianças trazem os seus próprios filmes e brinquedos mas depois quando têm alta levam-nos», acrescenta.
O IPO aceita todos os géneros de filmes, mas a preferência vai para a «comédia». Numa altura menos feliz das suas vidas, «um sorriso vai fazer bem a quem passa dias inteiros numa cama de hospital». Rir é sempre um bom remédio.
As cassetes de vídeo ou DVD's antigos podem ser enviadas para: Instituto Português de Oncologia de Francisco Gentil Rua Professor Lima Basto 1093 Lisboa Codex Ou então, informe-se pelo telefone: 21 726 67 85

terça-feira, setembro 26, 2006

Advérbio de Negação

Não quero voltar,
Ao tempo da ventura de saber,
Que no mundo pode haver,
Entes que se podem amar!.....

Tenho medo, dos meus olhos,
Noutros olhos fitar,
Para de novo ter que esquecer,
A forma do verbo AMAR!

Tenho medo de tudo.
Medo, do violento pulsar,
Do meu destroçado coração.
Medo, de só saber dizer,
O advérbio de NEGAÇÂO

Tenho medo de sentir,
As minhas mãos fechadas e frias,
Há quem a sorrir me entenda,
As suas mãos, algum dia……

Que me importa dar, ou sonhar na vida!
Que me importa amar, se sou chama amortecida,
Pelos açoites da vida!....

Não tenho medo de espectros ou duendes,
Tenho medo. Sim, tenho medo,
De só saber dizer: NÃO ! …
Sandra Carla

sexta-feira, setembro 22, 2006

Concurso Europeu pela Paz



No âmbito do Dia Internacional da Paz, celebrado ontem 21 de Setembro, a secção portuguesa da Pax Christi propôs um concurso para promover junto dos jovens a reflexão sobre a paz e ao mesmo tempo incentivar a sua criatividade sobre o tema “Viver juntos na Escola”.
Trata-se de um concurso europeu, organizado em parceria com as secções alemã, britânica, francesa e belga do movimento e destina-se a todos os jovens, entre os 15 e os 18 anos, que frequentam o ensino secundário público, privado e cooperativo.
A partir da interpelação “A Paz também depende de ti!”, os jovens, em equipas de quatro, são convidados a analisar os comportamentos escolares que podem estar na origem de conflitos e criar, numa sequência com a duração máxima de 2 minutos (em Power Point), um «spot» de sensibilização convidando os colegas a modificar um desses comportamentos.
O prémio será uma viagem-encontro sobre o tema “Viver juntos na Europa”, com as equipas vencedoras dos países participantes: França, Reino Unido, Alemanha, Bélgica e Portugal.
Porque é urgente aprender a viver juntos e convencidos que a paz depende de todos, agradecemos antecipadamente toda a divulgação possível desta iniciativa.


Mais informações e material para divulgação disponíveis em: http://paxchristiportugal.no.sapo.pt/.

quinta-feira, setembro 21, 2006

Cultura


"A cultura é o que fica depois de se ter esquecido o que se aprendeu"

M. de La Palisse.

quarta-feira, setembro 20, 2006

Lugares Altos



Dedico este texto ao amor da minha vida, o Senhor Jesus .......

Ele é a minha força a minha Salvação.

Oro que para todos homens entendam que só Ele é o caminho a verdade e a vida

O Senhor é a minha força

Ele faz os meus pés como os da corsa

O Senhor, o soberano

Me faz andar em lugares altos

Ele me faz andar

Ele me faz andar

Ele me faz andar em lugares altos

Ele me faz andar

Ele me faz andar

Ele me faz andar em lugares altos

Acima dos problemas , acima das tribulações

Acima do pecado, acima das tentações

Acima das minhas dores, acima das perseguições

Acima deste mundo, acima das desilusões

O Senhor...Acima dos problemas...

Mais puro,mais puro, mais puro, mais puro

Mais santo, mais santo, mais santo, mais santo

Mais livre, mais livre, mais livre, mais livre

Mais alto, mais alto, mais alto, mais alto

Mais perto de Ti, mais perto de Ti ,mais perto de Ti ,mais perto de Ti

Mais perto de Ti, mais perto de Ti, mais perto de Ti, mais perto de Ti

Texto : Ana Paula Valadão

segunda-feira, setembro 18, 2006

3 Euros


Um menino, com voz tímida e os olhos cheios de admiração, perguntou ao pai, quando chega a casa do trabalho:
- Quanto ganha o pai por hora?
O pai, num gesto severo, respondeu:- Escuta aqui meu filho, isso que perguntas nem a tua mãe sabe. Não me aborreças... estou cansado.
Mas o filho insiste:- Mas, pai, por favor, diga-me quanto ganha por hora.
A reacção do pai foi menos severa e acabou por responder:- Três euros por hora.- Então poderia emprestar-me um euro?O pai, cheio de ira, e tratando o filho com brutalidade, respondeu:
- Então, é essa a razão de quereres saber quanto eu ganho. Vai dormir e não me aborreças mais.Já era noite, quando o pai começou a pensar no que havia acontecido e sentiu-se culpado.
Talvez, quem sabe, o filho precisasse de comprar algo importante para ele.Querendo descarregar a sua consciência dorida, foi até ao quarto do menino e, em voz baixa, perguntou:- Filho, estás a dormir?
- Não, pai - respondeu o garoto sonolento e choroso.
- Olha, aqui está o dinheiro que me pediste: um euro.
- Muito obrigado, pai! - disse o filho levantando-se e retirando mais dois euros de uma caixinha que estava junto da cama.- Pai, agora já completei!... Tenho três euros! Poderia vender-me uma hora do seu tempo?

sexta-feira, setembro 15, 2006

Conversas com.... Cláudio Anaia




Foi com alegria que aceitei o convite para ter um programa para conversar com homens e mulheres que partilham comigo e ouvintes a sua caminhada com Deus.

Hoje terei o primeiro programa, numa entrevista com o Dr. Bagão Felix.

As Conversas serão todas as sextas feiras as 19 horas em www.netradiocatolica.com

quinta-feira, setembro 14, 2006

Amar o que somos


Cada vez me espanta mais o número de pessoas que não estão contentes de serem o que são, de terem nascido onde nasceram, de morarem no século que moram. Se fizerem um inquérito aos jovens e lhes perguntarem quem gostariam de ser, noventa e nove por cento dizem que gostariam de ser Jackie Kennedy ou Michael Jackson, ou, com um pouco de sorte, Homero, Leonardo, Francisco de Assis.

Por mim sinto-me muito bem sendo o que sou. Não gosto de “como” sou, mas sim de ser o que sou. Aspiro, como diria Salinas, a tirar de mim o meu melhor eu, mas não queria ser outra pessoa, nem parecer-me com ninguém.Porque penso assim? Por várias razões: a primeira, por simples realismo. Porque, goste ou não goste, serei sempre o que sou.

Em segundo lugar, porque não só eu sou o melhor que tenho, mas o único que posso ter e ser. Em terceiro lugar, porque a experiência me ensinou que só quando alguém começa a aceitar-se e a amar-se a si mesmo é capaz de aceitar e amar os demais, inclusivamente, de aceitar e de amar a Deus.Um homem, uma mulher, têm de partir de uma aceitação e de uma decisão. Da aceitação de ser quem são (bonitos ou feios, corajosos ou cobardes). E da decisão de passar a vida superando-se a si mesmos, multiplicando-se.

Pobre do mundo se um dia se conseguisse que todos os homens corresponderem a padrões genericamente estabelecidos e obrigatórios. Convenhamos que um peixe deve ser um peixe, um peixe estupendo, magnífico, mas não tem de ser um pássaro. Um homem inteligente deve explorar a sua inteligência, e não se preocupar com triunfar nos desportos, na mecânica ou na arte. Uma menina feia dificilmente chegará a ser bonita; mas pode ser simpática, boa, e uma mulher maravilhosa.Sim, teríamos de fazer tudo aquilo que diz um personagem de um drama de Arthur Miller: “Cada qual deve acabar por pegar na própria vida nos braços e beijá-la”. Só quando começarmos a amar a sério o que somos, seremos capazes de converter o que somos numa maravilha.

Jose Luis Martin Descalzo

quarta-feira, setembro 13, 2006



Recentemente, recebi uma carta de Alguém muito especial que me veio recordar daquilo que eu, por vezes, quase que faço questão de esquecer: o infinito Amor que Deus tem por mim… e de quanto isso me faz sentir maravilhosamente amada e querida por Ele!

“ Minha filha:

Quero recordar-te uma vez mais que amo-te com amor eterno e gratuito. Amo-te…
Meu amor por ti é tão grande como o céu que se estende sobre a Terra.

Ao longo da tua vida tenho estado a teu lado. Tenho cuidado de ti. Tenho lavado as tuas feridas. Nunca te abandonei e nunca deixei de te amar.
És a filha da minha complacência. Eu me alegro em ti porque criei-te e formei-te.
Como o Pai afectuoso para com os seus filhos, assim sou terno para aqueles que me procuram.

Tu és valiosa para mim. Amo-te. Amo-te porque tu és uma obra-prima das minhas mãos.
Amo-te…

Amo-te como um Pai amoroso. Amo-te incondicionalmente e preocupo-me muitíssimo contigo.
Amo-te, sejas homem ou mulher, sejas rico ou pobre, operário ou agricultor.
Eu Amo-te como tu és. Amo-te com as tuas qualidades e defeitos.
Mesmo que fosses o maior pecador sobre a Terra eu não deixaria de amar-te.
Amo-te.

Muitas vezes sinto-me sozinho, mas tu não estavas. Estou sempre junto de ti, dia e noite.
Poderia a mãe esquecer-se do filho que ela gerou? Pois, de ti nunca me poderei esquecer.
Eu sou Amor e não posso deixar de te amar tal qual tu és.
Eu criei-te. Eu formei-te. Meu amor é incondicional, não muda.
Mesmo que montes balancem e as colinas mudem de lugar, o meu amor jamais se afastará de ti. Amo-te e continuarei a amar-te porque o meu amor por ti é para sempre.

Enquanto tu dormes, eu cuido de ti. Meu coração está junto de ti.
Quero que saibas que tu és o que mais quero. Tu és o que mais amo.

No meu coração, tu ocupas sempre, o lugar mais importante.
O meu amor por ti não te custa nada. É gratuito.
A única coisa que te peço hoje é que te deixes amar por mim.
Deixa-te amar por mim. Somente isso…


Amo-te
O teu Deus Pai”

Texto enviado pela Patrcia Pais

terça-feira, setembro 12, 2006

Um mulher muito especial


Ora, nesse tempo, aconteceu que um monge se apaixonou perdidamente poruma monja. Ryonen era bela, duma beleza radiosa, ao mesmo temporesplandecente e misteriosa. A pele, o porte da cabeça, o andar, tudo no seufísico encantador deslumbrava, mas ela acrescentava-lhe uma inteligênciapenetrante, um carácter decidido, e uma generosidade, uma atenção aosoutros, que a iluminavam com uma luz interior. Ryonen poderia terenlouquecido de amor os mais sábios dos homens, e dos monges talvez...Hashino amava-a com um amor louco, exacerbado.

Não comia, não dormia,distraía-se durante as cerimónias rituais, estava obcecado, só a via a ela,só vivia por ela, acelerava a sua perda. Uma noite, deu o grande passo,cometeu o crime supremo, introduziu-se na cela monacal, e suplicou-lhe que oamasse. Ryonen ficou então com o destino de Hashino nas mãos. Teria bastado quegritasse, que chamasse as irmãs, e o pior teria acontecido. Mas ela não sedebateu, não manifestou nenhum espanto. Disse apenas ao noviço, que ardia dedesejo: "Entregar-me-ei a ti, amanhã."

O dia seguinte era dia de grande festa. Na altura da iluminação doBuda, o imperador assistia às cerimónias. Foi aí no santuário do templo deTojaidji, que ela apareceu a Hashino completamente nua: "Toma-me, disse ela, agora!" Então Hashino sentiu o Satori, o Despertar. Como aqueles desenhos ondea forma e o fundo se transformam ao mudar ligeiramente de lugar, ele viu arealidade até aí escondida. Soube que o seu amor era superficial,fantasmagórico, os seus desejos loucos semelhantes aos reflexos mutantes dalua na água. O véu da ilusão tinha-se rompido. Acedeu à raiz do eu, àverdade, à paz.

(História Zen)

Esta história foi enviada por o budista Luis Fataca

segunda-feira, setembro 11, 2006

5 anos depois.......



...... de o maior atentado terrorista da história. O mundo nunca mais foi igual.

O ódio vitimou 2749 pessoas. Hoje rezei por elas .

sexta-feira, setembro 08, 2006

Quando um sonho se torna realidade



ESTRELAS

Quando um sonho se torna realidade,
a gente nem acredita.
Não sabe se chora, se ri ou se grita.
Se belisca.
Abre e fecha os olhos.
Apalpa.
Talvez esteja dentro da nossa natureza
não acreditar na realização
dos próprios sonhos.
Uma natureza pessimista.
A gente espera, certo,
mas no fundo não acredita.
Olhamos para eles como olhamos
para o arco-íris e as estrelas:
lindos, encantadores,
maravilhosos e inatingíveis.
Mas gostamos de olhar,
mesmo cientes de que
nunca poderemos tocá-los.
O facto de existirem já é um encanto
um milagre Divino.
Nos satisfazemos.
E justamente por que não acreditamos,
não corremos atrás, não construímos,
não tentamos.
Olhamos para o que outros conseguem
e nos dizemos que eles têm muita sorte.
Não nos incluímos nessa categoria.
Mas se um dia resolvemos
pegar as sete cores do arco-íris
e trazer pra realidade das nossas vidas,
veremos que nós também temos muita sorte,
que nós também podemos.
Se aproveitamos o brilho das estrelas
para iluminar nosso caminho
e não nos cegar,
veremos que teremos
uma caminhada mais nítida.
Só vivemos de cinza por opção,
pois a vida é colorida, é intensa.
Vamos olhá-la com olhos nus.
Tocá-la.
Vivê-la.
Amá-la.
Correr atrás do que desejamos
e esticar os braços até alcançarmos.
Subir escadas, transpor barreiras.
Lutar pelo que nos realizará.
Brigar, se for preciso.
Chorar, mas de pé.
Talvez assim a gente não se surpreendatanto
quando nossa mão atingir,
mesmo se timidamente,
uma das cores do arco-íris
ou a ponta de uma estrela.
Talvez outros se surpreendam.
Mas nós não.
Por que acreditamos.
Por que bem nos nosso íntimo
sabíamos que o caminho poderia ser longo,
mas que um dia chegaríamos lá.
(Letícia Thompson)

quinta-feira, setembro 07, 2006

História verídica


UMA HISTÓRIA DE AMOR

Como qualquer mãe, quando Karen soube que um bebé estava a caminho, fez todo o possível para ajudar o seu outro filho, Michael, com três anos de idade, a preparar-se para a chegada do bebé.
Os exames mostraram que era uma menina, e todos os dias Michael cantava perto da barriga de sua mãe. Ele já amava a sua irmãzinha mesmo antes dela nascer.

A gravidez desenvolveu-se normalmente. No tempo certo, vieram as contrações. Primeiro, a cada cinco minutos; depois a cada três; finalmente, a cada minuto, uma contração. Entretanto, surgiram algumas complicações e o trabalho de parto de Karen demorou horas.

Todos discutiam sobre a provável necessidade de uma cesariana. Até que, finalmente, depois de muito tempo, a irmãzinha de Michael nasceu. Só que ela estava muito mal.
Com a sirene no máximo volume, a ambulância levou a recém-nascida para a UTI neonatal do Hospital Saint Mary.

Entretanto, Michael, todos os dias, pedia aos pais que o levassem para conhecer a sua irmãzinha:
- Eu quero cantar pra ela - ele dizia.

Começou a segunda semana de UTI e esperava-se que a bebé não sobrevivesse até ao fim da semana.
Michael continuava a insistir, com os pais, para que o deixassem cantar para a sua irmã. Mas não era permitida a visita de crianças na UTI. Entretanto, Karen decidiu fazer-se acompanhar de Michael. De qualquer maneira ela levaria Michael ao hospital. Ele ainda não tinha visto a irmã e, se não fosse hoje, talvez já não a visse viva.
Vestiu Michael com uma roupa um pouco maior, para disfarçar a idade, e rumou para o hospital.
A enfermeira não permitiu que ele entrasse e exigiu que Karen retirasse o filho dali. Mas Karen insistiu:
- Ele não irá embora sem ver a irmãzinha!
Levou Michael até a incubadora. Ele olhou para aquela trouxinha de gente que perdia a batalha pela vida.

Depois de alguns segundos, olhando para a maninha, começou a cantar, com a sua voz pequenina:
"Você é o meu sol, o meu único sol. Você deixa-me feliz mesmo quando o céu está escuro..."

Nesse momento, o bebé pareceu reagir. A pulsação começou a baixar e estabilizou. Karen encorajou Michael a continuar a cantar.

"-Você não sabe, querida, quanto eu te amo. Por favor, não leve o meu sol embora..."

Enquanto Michael cantava, a respiração difícil do bebé foi se tornando mais suave.
- Continue, querido!, pediu Karen, emocionada.

"- Outra noite, querida, eu sonhei que você estava nos meus braços..."

O bebé começou a relaxar.

Cante mais um pouco, Michael, pedia a mãe. A enfermeira começou a chorar.
"- Você é o meu sol, o meu único sol. Você me deixa-me feliz mesmo quando o céu está escuro... Por favor, não leve o meu sol embora..."

No dia seguinte, a irmã de Michael já se tinha recuperado e, poucos dias depois, foi para casa.

AMOR É INCRIVELMENTE PODEROSO.

quarta-feira, setembro 06, 2006

Assis: nunca mais a guerra entre religiões

Assis (cidade da foto) volta acolher, durante dois dias, os líderes das maiores religiões de todo o mundo para um encontro de paz, 20 anos depois da jornada de oração convocada por João Paulo II na cidade natal de São Francisco, a 27 de Outubro de 1986. “Nunca mais a guerra entre religiões” poderia ser o mote para esta reunião convocada pela Comunidade de Santo Egídio, sob o tema “Por um mundo de paz. Religiões e culturas em diálogo”.
Representantes de várias confissões cristãs, muçulmanos, judeus e fiéis de outras religiões começaram esta manhã a delinear as ideias-chave que irão dar vida a estes dois dias de trabalho.
O Cardeal Paul Poupard, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, presidiu à abertura dos trabalhos e manifestou-se convencido de que o diálogo entre culturas e religiões, nos nossos dias, é hoje uma “necessidade absoluta” num mundo marcado pelo terrorismo, a violência e a instrumentalização das convicções religiosas.
Este membro da Cúria Romana observou que as religiões são, muitas vezes, acusadas de “fomentar o ódio e causar a violência”, mas assegurou que “longe de serem um problema, elas são parte da solução desejada para trazer paz e harmonia à sociedade”.
Para o Cardeal Poupard, o ecumenismo “antes de ser um acordo, é um modo de vida: olhar com amor para o outro é o mandamento do Senhor”.
O fundador da Comunidade de Santo Egídio, Andre Riccardi, levou os participantes até 1986, naquele que foi um encontro “de amizade e oração” para que todos os crentes estejam “uns ao lado dos outros e nunca mais uns contra os outros”. 20 anos depois, a repetição do encontro justifica-se “para que as distâncias entre os mundos religiosos e culturais não se alarguem ainda mais, através da publicidade do ódio e do desprezo”.
Bento XVI, na mensagem que enviou aos participantes do encontro, falava do encontro de 1986 como uma “profecia”, que os acontecimentos destas últimas décadas se encarregaram de confirmar.
A queda dos regimes comunistas e o fim da guerra fria foram momentos de “uma esperança geral de paz”, mas o surgimento do terrorismo marcou o início do terceiro milénio. Muitos dos conflitos parecem nascidos de uma instabilidade provocada “pelas diversidades culturais e pelas próprias diferenças religiosas”, pelo que o Papa convida todos os líderes religiosos mundiais a um “testemunho comum de paz”, como já tinha feito João Paulo II.

Agencia Ecclesia

segunda-feira, setembro 04, 2006

A Monstruosidade



Embora se calhar não tenham dado por isso, mas recentemente foi promulagado pelo o Presidente da República a “lei” da reprodução artificial .

O meu amigo Padre Nuno Serras Pereira fez um texto sobre este tema, aqui fica :

A Monstruosidade

O Presidente da República ao promulgar (no mês passado) a “lei” da reprodução artificial (“PMA”) cometeu, assim se afigura, um acto absolutamente injustificável, irracional, ímpio, obsceno e abominável; uma monstruosidade, enfim, que coopera formalmente com a perversidade desalmada, maléfica e luciferina da sua elaboração e aprovação no parlamento.

O elogio objectivamente hipócrita à necessidade de debate público, que não houve, e que veio a impedir com a mesma promulgação, e a farisaica parlenda a favor da vida, contrariado pelo próprio acto, revelarão, por desventura, um aleijão imane de carácter ou uma pachouchada de palúrdio? Sem intentar aquilatar da responsabilidade subjectiva nos secretos da consciência, que só Deus conhece, urge, no entanto, desvendar esta questão, pelo muito que importa para um futuro discernimento eleitoral.

Quem está familiarizado com a literatura e a política do século XIX sabe muito bem que o famoso título do artigo do Professor Cavaco Silva que designava o Orçamento de “monstro” não é nenhuma originalidade. Os louros por ele colhidos devem coroar outras cabeças, que não a sua. Mas enfim, sempre poderá haver quem considere feliz aquela recuperação. Só que o verdadeiro mostrengo desmarcado e desproporcional não é aquele. Monstro cruel, feroz, escalfúrnio, facinoroso é o que programa desapiedadamente a morte de inocentes, recorrendo aos serviços de saúde do Estado e aos impostos do povo, ignaro dos algozes celerados e imites que o governa ou representa.

Não restem dúvidas que esta disformidade medonha dizimará muitíssimos mais inocentes do que a hipotética liberalização do aborto até às dez semanas.

O público descaso, o tédio enfastiado, a tibieza com que a maioria dos pastores tem assistido ao mostrengar dos fiéis, dos políticos e da nação é arrepiante. O ornejar palonço continua a ignorar os concebidos não nascidos como se foram sumelgas, e não acaba de entender, contra toda a evidência racional, que “... O aborto é, para toda a família humana, uma violação dos direitos humanos incomparável em magnitude e em atrocidade” (Conferência Episcopal USA). Porque é também de aborto que se trata, uma vez que essa mole imensa de pessoas concebidas que é morta fora do ventre da mãe é, como ensinou João Paulo II, abortada (Cf. João Paulo II, Evangelium Vitae, 58 e 63).

Pe. Nuno Serras Pereira

sábado, setembro 02, 2006


Aqui trago mais um texto do meu amigo budista, Luis Fataca com a sua opinião.

Há uma oração adoptada pelos padres ortodoxos que me é muito querida, é assim: "Jesus Cristo, Senhor Salvador, tende piedade de mim,pecador." Diz-se que esta oração tem um poder tremendo e que há monges que arezam incessantemente. O que ela significa? A palavra pecado em grego é"amartia" que significa "fora do seu lugar" e o lugar é estar em união comDeus.

Na realidade quando o monge reza esta oração ele está a dizer: "tempiedade de mim que estou separado e alienado de Vós, minha verdadeira natureza."
Os místicos cristãos dizem que só há um pecado, o pecado contra oEspírito Santo, ou seja o estar alienado de deus. Todos os outros pecadossão filhos desse pecado! Os budistas falam da alienação da nossa verdadeiranatureza, é a mesma coisa, mudam as palavras!

A oração também me lembra o Cristo que toma sobre os seus ombros opecado do mundo.
O Ser humano gera tanto sofrimento que simplesmente o mundonão a consegue absorver e há seres fabulosos como Buda e Cristo quemetabolizam esse sofrimento! Lembro-me duma estória budista que é assim:

Quando Shan-hui, mais conhecido por Fu Ta-shih, fazia um sermão,apareceu o imperador e toda a comunidade se levantou em sinal se respeito.Só Shan-hui ficou sentado, completamente imóvel.

Alguém o repreendeu,dizendo: «Porque não se levanta quando Sua Majestade entra?» Shan-huiretorquiu: «Porque se o reino do Dharma for perturbado, todo o mundo perderá a paz.»

Ou seja há seres que não podem perder a consciência da sua verdadeiranatureza, que metabolizam o sofrimento do mundo! Seja em pequena escala,como os monges cristãos e budistas (e outros)) em constante oração, seja emlarga escala como Cristo e Buda.

Como disse essa oração me é muito querida e não tenho nem de longe nemde perto a pretensão de lhe esgotar o significado! O significado é pordemais vasto e misterioso que nem minimamente pode ser apreendido! Diz-seque Santo Tomás de Aquino, que escreveu tanto sobre Deus teve umaexperiência de êxtase religioso durante uma liturgia e que quando saiudaquele estado disse que tudo o que havia escrito sobre Deus durante todosaqueles anos era tão insignificante, mas tão insignificante comparado comessa experiência que nunca mais escreveu uma palavra e morreu um ano depois.Ora Aquino tem tratados fabulosos e ele achou aquilo insignificante?

Há um ditado grego que é assim: "A mais profunda sabedoria humana é tola aos olhosde Deus." Mas isso também não quer dizer que não possamos falar sobre ascoisas, até mesmo sobre aquilo que é um mistério, mas tendo presente osdevidos limites! Pois temos boca é para falar, ainda que seja sobre omistério. Aliás o que não é um mistério?
Alguém disse que só existe omaravilhoso e nada mais que o maravilhoso...

Este blogue é um blogue cristão, mas tem um preocupação ecuménica,espero que não levem a mal ombrear Cristo e Buda.

Luis Fataca

quarta-feira, agosto 30, 2006

Toques de Deus


“Nada te perturbe,
Nada te espante,
Tudo passa,
Deus não muda,
A paciência tudo alcança;
Quem a Deus tem
Nada lhe falta:
Só Deus basta.”
[Santa Teresa d´Ávila]
As dificuldades e os problemas da vida não me têm permitido ter inspiração para escrever, para através das palavras exprimir ou partilhar aquilo em que acredito, aquilo que defendo.
Lidar com as incertezas e aceitar o mal que nos fazem não é fácil. É também difícil continuar a caminhada, sempre na certeza do que fazemos e com Cristo no centro das nossas vidas. Mas acredito que ao me abandonar nas mãos de Deus estou a seguir o caminho certo. Assim o faço e por isso, hoje, partilho três experiências que Ele me proporcionou, a que chamei “Toques de Deus”.
Derivado a alguns problemas, tenho estado mais sensível, agitado e uma noite destas tive pesadelos. Acordei com fortes dores de cabeça. angustiado e perturbado. Ergui os olhos ao céu e perguntei: “ Deus… mas por quê?”. Agarrei na minha toalha e fui até à praia, ver o mar, apanhar sol, na esperança de ficar melhor.
Durante a viagem no meu carro, ouvi músicas de louvor.
Já na praia uma menina de 6 ou 7 anos saudou-me: “ Olá …. Vais ao banho?”. Sorri e disse que sim. “Olha eu já fui…a água está mesmo boa”, replicou. Olhei em redor e vi os pais daquela criança. Tinham mais dois filhos. Apesar de aparentarem poucos recursos financeiros tinham uma alegria muito fora do normal, estavam realmente felizes.Como gosto imenso de crianças fiz mais dois amigos, os irmãos da Mariana (o nome da menina). Estava lançada a ponte para uma tarde recheada de brincadeira.
Jogámos à bola, falámos de Jesus (andavam na catequese) e acabámos a comer um gelado a meias.Uma tarde diferente, onde alegria e o sorriso daquelas crianças foram “Toques” para perceber que posso continuar a contar com Deus.
Há 20 anos conheci uma pessoa muito interessante. Um dia a forma e a intensidade com que falou comigo, talvez por ser apenas uma criança com 12 ou 13 anos, senti-me magoado e acabamos por nos afastar.
Apesar disso nunca a esqueci e lembrava-me dela com frequência como se estivesse perto, ligado a ela sem saber.
Sem saber bem como, 20 anos mais tarde, na Internet encontro-a. Que alegria! De imediato aproximamo-nos.
Hoje trocamos experiências, partilhamos o dia a dia, somos amigos. Este Deus fantástico em que creio, mais uma vez, se revelou mostrando que o amor que nos unia era maior que as nossas diferenças. Estava na hora de ultrapassar barreiras e continuar a descobrir que a união era o caminho.
Penso que hoje nada nos separaria. Reconquistar uma amiga, hoje tão importante para mim, foi um Toque de Deus.
Uma das coisas que gosto de fazer, sempre que posso, é viajar. Recentemente estive em S. Paulo. Numa estação de metro enquanto aproveitava alguns momentos de espera para fechar os olhos e meditar, fui saudado por uma senhora da limpeza que me sorriu e disse: “ Oi garoto, tudo beleza?”.
Acho curioso, a espontaneidade do povo brasileiro. A senhora começou a falar da sua vida, das dificuldades, do seu salário, do marido que é alcoólico, das filhas que tanto ama e por quem faz tudo, acrescentando que apesar dos obstáculos da vida era feliz. “Nunca perdi a fé, tenho Jesus comigo”, disse-me.
Enquanto ia limpando o pó das vitrines contava que deixou de viver dependente das aparências, que vive em constante oração, razão pela qual tinha conseguido ultrapassar as dificuldades. Apesar de não me conhecer não quis deixar de me passar o testemunho da sua força interior, da sua fé.
Estes “Toques” foram uma forma simples que Deus encontrou para me dizer que não estou sozinho e que posso contar com Ele. O seu amor entra na nossa vida não como um trovão ou um rugido, mas de leve como uma brisa, sempre que estivermos disponíveis para o receber no nosso coração.
Ele não usa telemóvel, megafone ou campainha. Entra de mansinho testemunhando que é um Deus Pai, bondoso e amoroso, renovando os nossos corações, mesmo nos momentos mais difíceis, dando-nos esperança, paz e alegria.
Os “Toques” são formas que Ele utiliza para nos demonstrar o seu amor e afirmar a sua presença constante nas nossas vidas.
Cláudio Anaia

terça-feira, agosto 29, 2006


Depois dos atentados terroristas este é o primeiro grande filme nos cinema sobre o acontecimento e que conta a história dos passageiros e tripulação, as suas famílias em terra e a torre de controlo que presenciou o crescente terror no voo 93 da United Airlines quando se tornou o quarto avião sequestrado no dia do pior ataque terrorista em solo americano: 11 de Setembro de 2001. Voo 93 recria a viagem em tempo real, desde a descolagem até ao sequestro por alguns que faziam parte dos passageiros do voo...

Site do filme : http://www.united93movie.com/index.php

segunda-feira, agosto 28, 2006

Amor perfeito?


Dois anos depois de ter escrito neste blogue, o meu amigo budista Luis Fataca volta novamente por aqui, para comentar uma bonita história de amor.

Um homem amava profundamente a sua companheira, que não era muito bela, pois desde menina tinha a cara picada pela varíola.
As suas noites eram de amor e de entrega sem limites, em carne e em espírito. Certo amanhecer, ela disse-lhe:
«Meu amado, nem sabes quanto lamento que a minha pele não seja suave como um nenúfar para os teus beijos.» «Por que dizes isso minha querida?», perguntou o homem, surpreso.
E ela, nesse instante, compreendeu que ele jamais tivera em consideração os seus feios sinais. Olhara para alémdisso, e assim - oh bem-aventurança! - achava-a realmente bela.

(História indiana)

Diz-se que a mulher mais bela é aquela que se ama. Ora isto é envolvimento emocional!
Numa relação a dois, se houver envolvimento emocional, vem ao de cima aspectos menos agradáveis de nós próprios, como por exemplo, a possessividade, o ciúme. Não é só o se queres conhecer alguém vai viver com ele, é também se te queres conhecer a ti mesmo vai viver com ele, ou sejaenvolvimento emocional.
E o que é a possessividade e o ciúme?
Faz parte das emoções negativas que nos impendem de amar verdadeiramente o outro e como se supera isso?
Permitindo-nos amar o outro! Quando o outro nos magoa somos expeditos a apontar-lhe o dedo, mas porque isso nos causa tanta irritação, porque isso desperta em nós uma reacção tão emotiva?
Ficamos chateados porque o outro feriu o nosso orgulho, porque pôs em causa o sentimento de posse do outro, mas é precisamente estas emoções negativas que nos levam areagir que têm um enorme potencial. Diz-se que é no inferno que estão asportas para o céu, ou seja é nas emoções negativas que está a passagem para o amor! Mas então o que nos leva a superar as emoções negativas?
Isto: deve-se sobrepor às emoções negativas o querer amar o outro e deixar que esse querer entre em nós e a pouco e pouco transforme as nossas emoções negativas e assim talvez se revele o amor. De facto o amor é muito forte comparado com as nossas emoções negativas, mas uma só mão nos olhos é capaz de nos vedar o céu, então há que deixar que o querer amar o outro se sobreponha a todas as dificuldades, que a pouco e pouco o céu se mostra...

Luis Fataca

sábado, agosto 26, 2006




A Democracia têm coisas engraçadas. Cada um diz os disparates que entende à vontade ....

sexta-feira, agosto 25, 2006

As borboletas e a vela


Uma noite as borboletas reuniram-se, atormentadas pelo desejo de se unirem à vela. Uma primeira borboleta foi até ao castelo distante e viu no interior a luz de uma vela. Voltou, contou precisamente o que tinha visto.

Mas a sábia borboleta que presidia à reunião disse que aquilo não lhes adiantava nada.

Uma segunda borboleta penetrou no castelo e foi mais perto da vela.Voou em seu redor , tocou até a chama com as suas asas e a vela ganhou.Voltou, com as asas queimadas, e contou a sua viagem.
Mas a borboleta sábia disse-lhe: - A tua explicação também não é exacta..

Então levantou-se uma terceira borboleta, ébria de amor. Penetrou no castelo, pousou no rebordo de um castiçal, depois ergueu-se nas patas traseiras e atirou-se violentamente sobre a chama. Os seus membros ficaram vermelhos como o fogo. Identificou-se com a chama.

Então a borboleta sábia - que tinha estado a ver ao longe - disse às outras:

Aprendeu o que queria saber. Mas só ela o compreendeu, e é tudo .

Fariduddin Attâr

quinta-feira, agosto 24, 2006

Unidade


O Valor Ecumenico muitas vezes fracassa porque os cristãos perdem mais tempo na necessidade de justificar as suas divisões do que procurar caminhos para a Unidade.

Será que não percebem que apesar das diferenças que se devem respeitar , deveriam entender que o papel do cristão é também a reconciliação?

quarta-feira, agosto 23, 2006

quinta-feira, agosto 17, 2006

Caos no Trânsito


S. Paulo, no Brasil é uma cidade que gosto de visitar não só pela sua diversidade cultural mas por ser dinâmica e cativante.
Mas..... na 3ª feira houve greve de metro que afectou 1,6 milhão de passageiros e causou o maior congestionamento na cidade. Por exemplo, as 9h, havia 188 km de lentidão. À noite, a situação crítica no trânsito repetiu-se, com congestionamento de 120 km .

Aqui esta um motivo forte que não me faz trocar Portugal por outro país.

quarta-feira, agosto 16, 2006


Uma forma de nos mantermos alegres e saudáveis é ignorar por completo as críticas destrutivas e negativas que nos fazem

terça-feira, agosto 15, 2006

Lençois



Um casal, recém-casado, mudou-se para um bairro muito tranqüilo. Na primeira manhã na casa, enquanto tomava café, a mulher reparou através da janela que uma vizinha pendurava lençóis no varal.
Que lençois sujos ela está pendurando no varal !!!
Está precisando de um sabão novo... Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas! O marido olhou e ficou calado.
Alguns dias depois, novamente, durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e a mulher comentou com o marido: Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar roupas!

E assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal. Passado um mês, a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis sendo estendidos, e empolgada foi dizer ao marido: Veja, ela aprendeu a lavar as roupas! Será que a outra vizinha ensinou??? Porque eu não fiz nada. O marido calmamente respondeu: Não, hoje eu levantei mais cedo e lavei os vidros da nossa janela !

E assim é. Tudo depende da janela, através da qual observamos os fatos. Antes de criticar, verifique se você fez alguma coisa para contribuir. Verifique seus próprios defeitos e limitações. Devemos olhar, antes de tudo, para nossa própria casa, para dentro de nós mesmos. Lave sua vidraça.

Abra sua janela.