sexta-feira, dezembro 15, 2006
quarta-feira, dezembro 13, 2006
segunda-feira, dezembro 11, 2006
Se cruzarmos o que dizem os responsáveis pela oferta do Serviço Nacional de Saúde com a ponderação do número de abortos que terão lugar anualmente no País a conclusão é só uma: se o referendo der o ‘sim’ à legalização, está em marcha mais um excelente negócio privado pago com dinheiro dos contribuintes.
O serviço público não tem capacidade de resposta para um mínimo de 25 mil abortos que terão lugar anualmente em Portugal. Este tipo de intervenção médica não é passível de lista de espera. Logo, o que o Estado vai fazer é canalizar largas verbas para as clínicas privadas que se preparam para abraçar o negócio.A este passo do raciocínio, ecoa-me aquele extraordinário argumento dos que defendem a eutanásia: como pode um Estado negar o direito à morte a quem a pede de forma consciente e sustentada se, por outro lado, nega o direito à vida aos que ainda não têm voz?Na casa dos princípios, quando se abre uma porta o vento não mais pára de soprar.
Octávio Ribeiro
In Correio da Manhã – 10. 12. 2006
sábado, dezembro 09, 2006
quarta-feira, dezembro 06, 2006
Aborto a pedido ? Não .

O Grupo de Cidadãos "Aborto a pedido? NÃO!", anunciou hoje, em Coimbra, que pretende dar um contributo "sereno e determinado" para a campanha do referendo, esclarecendo os aspectos éticos, médicos, sociais e jurídicos relacionados com o aborto. Apresentado hoje em Coimbra, o grupo promete que "procurará contribuir para o debate, de forma serena e determinada, promovendo o esclarecimento dos as pectos éticos, médicos, sociais e jurídicos relacionados com a questão do aborto e sua liberalização".
Entre os 54 mandatários do grupo - que se classifica como "supra-partidário, trans-confessional e inter-classista" - figuram o director do Centro de Cirurgia Cardiotorácica dos Hospitais da Universidade de Coimbra, Manuel Antunes, o pioneiro em Portugal dos transplantes renais, Linhares Furtado, e os antigos presidentes da Assembleia da República e do Tribunal Constitucional Barbosa de Melo (PSD) e Cardoso da Costa, respectivamente. A cabeça de lista do PS pelo círculo de Coimbra, Matilde Sousa Franco, o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, o professor da Faculdade de Direito de Coimbra Jonatas Machado e o pediatra Jorge Biscaia, do Conselho Nacional da Ética para as Ciências da Vida, fazem também parte da lista de mandatários. "Como se vai tornando cada vez mais claro, o que está em causa, a 11 de Fevereiro, é a completa liberalização do aborto até às 10 semanas. Se a tese a referendo vingasse, o aborto até essa data não deixaria apenas de ser crime mas passaria a constituir também um direito de qualquer grávida, que o Estado deveria assegurar. Até às 10 semanas, a lei ignoraria completamente a vida da criança" , lê-se no manifesto constitutivo. No documento divulgado hoje, o grupo sublinha que "não existe nenhuma descontinuidade essencial na vida humana desde a concepção até à morte natural", pelo que "não tem qualquer sentido que Portugal legalize a destruição de vidas humanas durante os seus primeiros meses, a mero pedido da mãe grávida, ainda que a esta pareça não haver alternativas".
"O aborto provocado é uma chaga pessoal e social que tem de ser combatida através da promoção de uma cultura de responsabilidade e de respeito pelo valor de cada vida, tendo o Estado e a sociedade inalienáveis deveres na criação de condições para que todas as mulheres que engravidam possam ter verdadeiras alternativas de vida e não façam escolhas de morte", sustenta. Com a sua base territorial em Coimbra, o Grupo "Aborto a Pedido? NÄO!", vai desenvolver a sua actividade numa perspectiva nacional, articulando-se com outros movimentos que pugnam pela vitória do "Não" no referendo do dia 11 de Fev ereiro. Outros nomes que integram a lista de mandatários são Adriano Vaz Serra, catedrático da Faculdade de Medicina de Coimbra que preside à Sociedade Portuguesa de Psiquiatria, Cruz Vilaça, presidente do Conselho Nacional de Ética da Ordem dos Médicos, Alexandra Teté, da Associação Mulheres em Acção, e Cláudio Anaia , antigo dirigente nacional e milirtante Honorário da JS.
Os médicos Carlos Ramalheira e Nuno Freitas, o juiz Pedro Vaz Pato, a jurista Filomena Encarnação e os docentes universitários Henriqueta Coimbra da Silva (Genética), Manuel Queiró (Engenharia Civil), Margarida Caetano (Farmácia) e Ana Ramalheira (Literatura Alemã) são outros dos mandatários, todos unidos "na firme oposição à liberalização completa do aborto até às 10 semanas de gestação". "São pessoas muito diversas mas que têm em comum um passado e um presente de intervenção cívica na defesa dos seus ideais. Uma boa parte deles está ligada à região Centro e, em especial, a Coimbra", é referido na nota de divulgação da sessão de apresentação, que decorreu ao final da tarde de hoje no auditório do Instituto Português da Juventude.
Fonte: Lusa
domingo, dezembro 03, 2006
Portugal tem défice de 47 mil nascimentos/ano

Em Portugal nascem cada vez menos bebés. Contas feitas, estima-se que para uma renovação de gerações, ou seja, para que o número de partos fosse superior ao número de óbitos, seriam necessários mais 47 mil nascimentos por ano. Isto porque nas duas últimas décadas a quebra na natalidade fez com que ‘não nascessem’ 900 mil crianças.
A interpretação é feita pela Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN) face aos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) referentes ao número de nascimentos no País.O presidente da APFN, Fernando Castro, explica: “Para haver uma renovação de gerações era necessário que nascesse uma média de 2,1 filhos por cada mulher.
Para que isso acontecesse seriam necessários mais 47 mil nascimentos. Ora isso não acontece, porque a média de nascimentos por cada mulher é de apenas 1,4.”O panorama da fecundidade em Portugal é ainda mais negro, segundo Fernando Castro – pai de 13 filhos, com idades que variam entre os quatro e os 32 anos. É que desde 1983 tem-se registado uma diminuição contínua do número de partos. A consequência do défice demográfico traduz-se em números: nasceram menos 900 mil crianças.“Essa falta de nascimentos faz com que hoje se fechem escolas, a seguir as universidades também serão encerradas”, afirma.
FUTURO “DRAMÁTICO”
Fernando Castro sublinha que as perspectivas futuras “são dramáticas, uma vez que gente que não nasce não vai estar a trabalhar e por isso não haverá pessoas suficientes para pagar as pensões de reforma e contribuir para a sustentabilidade da Segurança Social”.Esta conclusão leva o dirigente da APFN a defender que o número de filhos devia ser um factor a entrar para o cálculo da pensão de reforma das famílias. Pela mesma lógica, Fernando Castro considera o referendo sobre o aborto “um disparate”.
In Correio da Manhã - 2006-12-02
sábado, dezembro 02, 2006
A Esquerda e o Aborto
Por outro lado, é óbvio que esse "sonho concreto" da esquerda tem de assentar em princípios básicos de humanidade e justiça - e estes não podem deixar de começar pela protecção da vida humana.Ao invés, as esquerdas (por uma vez, todas juntas, dos centros às margens...) cedem ao facilitismo do sim-porque-sim. Paradoxalmente, erguem o aborto a "causa" pós-ideológica, enquanto se rendem à lógica utilitarista (e direitista) que tende a ver o direito como mera regulação técnica de realidades existentes e o mundo como um palco onde são possíveis breves oscilações mas jamais verdadeiras mudanças.
Leia-se Pasolini: "(...) A propósito do aborto, é o primeiro, e único, caso em que os radicais e todos os abortistas democráticos mais puros e rigorosos fazem apelo à realpolitik, e assim recorrem à prevaricação 'cínica' dos factos consumados e do bom senso. (...) Reduzem-no a um caso de pura praticidade, a encarar exactamente com espírito prático. Mas isto (como eles bem sabem) é sempre condenável."No Portugal de 2006 é claro que deve ser encontrada uma solução melhor do que a actual, e que nenhuma mulher deve ser humilhada em tribunal por uma decisão terrível e íntima de que só ela conhecerá as circunstâncias exactas - mas cair neste extremo da liberalização total não será um erro maior? E, para a esquerda, não equivalerá o "sim" à aceitação tácita de um sistema de injustiça e desigualdade de oportunidades?Não será assim que a esquerda desiste definitivamente de si própria e aceita, afinal, ser só mais uma peça no jogo do conformismo, do pessimismo, do "politicamente correcto"?
Jacinto Lucas Pires
terça-feira, novembro 28, 2006
Lei Actual sobre o Aborto

Lei nº90/97, de 30-07
POR OPÇÃO DA MULHER
Aborto proibido
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POR RISCO DE VIDA DA MÃE, DA SUA SAÚDE FÍSICA OU PSÍQUICA
Se constituir o único meio de responder a estas situações: Aborto permitido em qualquer altura da gravidez
Se for um dos meios indicados para responder a estas situações: Aborto permitido até 12 semanas de gravidez
Necessita de atestado médico, escrito e assinado antes da intervenção por médico diferente daquele por quem o aborto é realizado.
Documento assinado pela mulher grávida* com antecedência mínima de 3 dias (sempre que possível) relativamente à data do aborto.
*No caso da mulher grávida ser menor de 16 anos ou psiquicamente incapaz o documento deve ser assinado pelo seu representante legal.
POR MALFORMAÇÃO OU GRAVE DOENÇA DA NASCITURO
Aborto permitido até 24 semanas de gravidez
Necessita de comprovação ecográfica ou por outro meio adequado
GRAVIDEZ RESULTANTE DE CRIME CONTRA A LIBERDADE E AUTODETERMINAÇÃO SEXUAL (VIOLAÇÃO OU CÓPULA COM MENOR DE 14 ANOS)
Aborto permitido até 16 semanas de gravidez
Necessita de atestado médico, escrito e assinado antes da intervenção por médico diferente daquele por quem o aborto é realizado.
Documento assinado pela mulher grávida* com antecedência mínima de 3 dias (sempre que possível) relativamente à data do aborto.
*No caso da mulher grávida ser menor de 16 anos ou psiquicamente incapaz o documento deve ser assinado pelo seu representante legal.
FETO INVIÁVEL
Aborto permitido em qualquer altura da gravidez
Necessita de atestado médico, escrito e assinado antes da intervenção por médico diferente daquele por quem o aborto é realizado.
Documento assinado pela mulher grávida* com antecedência mínima de 3 dias (sempre que possível) relativamente à data do aborto.
*No caso da mulher grávida ser menor de 16 anos ou psiquicamente incapaz o documento deve ser assinado pelo seu representante legal.
NOTA: Se não for possível obter o consentimento da mulher grávida e a efectivação do aborto for urgente, o médico decide em consciência face à situação.
domingo, novembro 26, 2006
“A Legalização do aborto livre é a passagem de uma fronteira decisiva”

Milhares de pessoas estão extremamente confusas quanto ao referendo ao aborto, pelo que urge fazer esclarecimentos. Assim o tenho procurado, aquando do referendo de 1998 e depois, mas agora, na iminência de igual iniciativa, é imprescindível intensificar as clarificações.
Será útil sublinhar alguns aspectos de extrema actualidade. Depois de eu ter escrito o texto que se segue, a Comissão Europeia recomendou políticas pró-natalidade e a Alemanha já implementou medidas neste sentido.
Neste âmbito, publica-se o texto que apresentei na Assembleia da República em 19 de Outubro de 2006, como Declaração de Voto aquando da votação deste referendo, ou seja do Projecto de Resolução nº 148/X/PS:
Votei contra o Projecto de Resolução acima mencionado que “propõe a realização de um referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez realizada por opção da mulher nas primeiras dez semanas”, porque, em consciência, tenho profunda discordância quanto a este referendo, conforme pus a questão ao Secretário-Geral do PS quando ele me convidou para ser deputada independente à Assembleia da República, como cabeça de lista por Coimbra. O Senhor Eng. José Sócrates de pronto me respondeu compreender as minhas convicções, numa completa abertura de posições. Logo na campanha eleitoral expus as minhas opiniões sobre o tema, as quais foram muito bem acolhidas.
Os referendos são bons apoios da democracia representativa que devem ser usados em assuntos de interesse nacional. Perante esta complexa situação, que se originou há muito, o referendo foi agora preferível à aprovação no Parlamento, dado que a actual composição da Câmara logo aprovaria a interrupção voluntária da gravidez (IVG). No entanto, tenho motivos para votar contra, porque não posso renunciar aos meus valores morais.
Penso que o aborto não é um problema apenas religioso (essencialmente cristão e islâmico), nem de políticas de esquerda ou direita. É sobretudo uma questão de consciência, mas até um assunto pragmático, porque, como nos avisou José Gil: “Portugal arrisca-se a desaparecer na medida em que demograficamente pode haver uma diminuição da população…” Por razões práticas, desde recentemente, a Suécia e a França fomentam políticas pró-natalidade.
José Vera Jardim, a propósito de “O Papel da Religião no Mundo Contemporâneo”, edição da Fundação Marquês de Pombal, Oeiras, 2001, disse que “o Estado deve criar condições legais e condições materiais para este fenómeno” (religioso em geral). Tais afirmações estão de acordo com o que proponho: adequada prevenção do aborto, apoio à maternidade, agilização da adopção (existem muito mais pedidos de adopção do que crianças adoptáveis), etc. Pretendo que se incentive uma cultura de afectos, essencial numa sociedade mais justa e solidária.
O referendo não vai sequer resolver graves problemas das mulheres. Não quero ver mulheres nos tribunais e, para isso, é necessário alterar em profundidade a legislação, designadamente a dos anos 80 do século passado. Antes, faziam-se abortos em hospitais públicos, em Portugal, por indicação médica, nas situações consideradas trágicas e desculpabilizantes como violação, mal formação do feto, perigo de vida para a mãe, e sem tribunais. Enquanto não se altera a legislação, subscrevi um abaixo-assinado procurando que, pelo menos, se suspendam os julgamentos das mulheres que abortam.
Este referendo (e o de 1998) pergunta simplesmente aos Portugueses se aceitam a legalização do aborto livre, pondo um prazo limite de dez semanas de gestação e a sua prática num estabelecimento de saúde legalmente autorizado. Transcrevo um texto de António Luciano de Sousa Franco, com o qual inteiramente concordo, a propósito do referendo de 1998: “A legalização do aborto livre – diferente de justificação ou desculpabilização de casos concretos – é a passagem de uma fronteira decisiva, representando um grosseiro recuo nessa protecção, que permite – como outrora na lei da selva – o domínio dos fortes sobre os fracos, dos que já estão na vida sobre os que vêm depois. Essa não é a sociedade humana que sempre idealizei”.
Ao longo dos séculos, Portugal tem tido a coragem de se afirmar a nível mundial pelo Humanismo, sendo pioneiro nas abolições da escravatura e da pena de morte, vanguardista no apoio a crianças, na defesa e valorização das mulheres e nos cuidados para com os mais fracos em geral.
Voto contra este Projecto de Resolução, inclusivamente porque gostava que, mais uma vez, Portugal se distinguisse agora por ser pioneiro mundial do Humanismo, numa renovada cultura a favor dos Valores e da Vida.
Matilde Sousa Franco
Deputada do Partido Socialista
quinta-feira, novembro 23, 2006
O Aborto e a raiz do problema

Qualquer texto ou artigo de opinião sobre o aborto gera habitualmente no leitor, em função da sua convicção sobre o assunto, uma identificação ou uma rejeição da posição ideológica de quem escreve. De resto, já há muito tempo que este tema é debatido na sociedade portuguesa, por essa razão os argumentos de ambos os lados são bem conhecidos.
Julgo ainda que, quer ganhe o “sim” ou o “não” no novo referendo que se avizinha, pouca coisa mudará. Ou seja, o debate ideológico, embora importante, tem que ter uma repercussão prática, criando verdadeiras soluções, caso contrário não irá servir para realmente alterar as coisas. Por outras palavras, a raiz do problema permanecerá!
É relativamente consensual entre os que defendem a legalização do aborto e aqueles que se opõem, de que o aborto – independentemente das circunstâncias em que é realizado – é algo de mau, repugnante e de que ninguém deverá orgulhar-se. Mas o mais importante é que poderia ser evitado! Então, se pode ser evitado, por que é que a maioria das pessoas se fixa obsessivamente na luta ideológica e não procura encontrar soluções concretas?
Sem pretender criar estereótipos, sabemos que muitas das mulheres que abortam fazem-no por imaturidade, maus-tratos, abusos sexuais, solidão, abandono, dificuldades económicas, etc. Em suma, fazem-no por julgarem que não têm outras opções. A verdade é que muitas mulheres que abortam não têm muitas alternativas. Ficam entregues a si próprias, uma vez que a sociedade – salvo honrosas excepções de algumas instituições de solidariedade social – não lhes deu grandes hipóteses de escolha.
O Estado tem uma legislação específica para este assunto (Centros de Apoio à Vida), mas que hipocritamente os governos verdadeiramente nunca fizeram aplicar. Por outro lado, aqueles que procuram lutar contra o aborto “pela positiva”, estão desapoiados e não dispõe de estruturas suficientes para fazer face às reais necessidades desta calamidade. Várias mulheres que abortam ficam assim num beco sem saída, sem possibilidades de opção, sem apoio e, ao contrário daquilo que é dito, ficam privadas da sua liberdade. Ou seja, mesmo que queiram levar por diante a gravidez não lhes é dada essa oportunidade. E, caso estejam numa situação de “vida miserável”, ela certamente irá perdurar depois de terem abortado.
Estamos assim diante um problema complexo, necessitando por essa razão de respostas que envolvam várias entidades e diferentes técnicos: médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, etc. Mas por que não tentar fazer alguma coisa? Limitar o aborto a uma questão de planeamento familiar é uma visão demasiado redutora, atribuir-lhe apenas razões sociais e económicas é por sua vez demasiado fatalista. Ao mesmo tempo, aqueles que abordam com ligeireza a interrupção voluntária da gravidez como se esta se resumisse a retirar um piercing em função da vontade ou da circunstância da mulher, acabam por ser, do meu ponto de vista, demasiado radicais, menosprezando as vidas humanas inocentes que se perdem.
As razões sociais, psíquicas, económicas…; enfim, de desgraça humana relacionadas com o aborto não se resolvem simplesmente através do código penal, nem com exercícios de retórica política, ética, religiosa, etc. Torna-se por isso necessário encontrar soluções. É urgente combater este flagelo no terreno, até porque a resignação é o pior dos males!
Pedro Afonso in Expresso
terça-feira, novembro 21, 2006
Museu Olimpico de Lausanne

Depois de um fim de semana com passeios pelo o centro da cidade de bebidas e comidas quentes, eis que chega hoje o dia de visitar um dos principais locais historicos da cidade : O museu Olimpico.
Espetacular é assim que defino este museu onde se pode ver ao "vivo e a cores" as medalhas de todos jogos olimpicos ou peças de vestuario e calçado de vários campeões por todos nôs conhecidos .
Num local de grande organização e de uma equipa de acolhimento fantastica e muito simpatica.
Espero cá voltar, para permenores consulte o site : http://www.olympic.org/uk/index_uk.asp
sábado, novembro 18, 2006
Na Suiça.....os passeios continuam.





Hoje foi um dia de passeios. Comecei por visitar a bonita paisagem de Carrougel com uma vista lindissima sobre o Lago que separa Geneve de Lausanne e com casas bem tipicas como mostra a 1° foto deste post.
A paisagem continua a deslumbrar, ver a 2° foto.
Visitei,Vevey uma cidade de grande desenvolvimento ecónomico e com grande qualidade de vida, curiosamente uma estatua de Charlie Chaplin é uma das princiapais atracçòes turisticas (3° foto).
A terminar a lindissima cidade de Montreaux, onde artistas escolhem muitas vezes para local de descanso e de compra das suas casas próprias, com permenor consultar o site http://www.montreux.ch/ ( 3° e 4° foto)
sexta-feira, novembro 17, 2006
Passeio por Lausanne




Apesar da chuva miudinha, pus-me a caminho e visitei hoje pela a parte da tarde o centro histórico de Laussane.
Comecei pela a principal Catedral da cidade que é gerida inteligentemente de forma Ecúmenica. por Católicos e Protestantes. (1° foto)
Logo de seguida fui ao Chateau (casa), um edificio muito interessante e bem historico ( 2° foto )
Depois de um chocolate quente, pois na Suiça o frio aperta, conheci a praça de San Francois(3°foto)
Acabei o dia no meio de uma multidão na Praça da Gare, a estação. (4° foto)
quinta-feira, novembro 16, 2006
Cheguei a Geneve

Estarei uma semana na Suica.
A história desta cidade está associada à história da Reforma Protestante no espaço cultural francófono. Geneve o cognome de "Roma protestante" ou "a cidade de Calvino".
A partir de 1536, a história da cidade de Geneve passa a estar associada com a história da Reforma Protestante. Em vez de se alinhar à Savóia, que permanece associada ao catolicismo, Geneve vai acabar por optar por orientar-se pelas outras cidades da confederação, entre as quais Berna.
O líder protestante francês João Calvino instalou-se em Geneve pela primeira vez em 1536 e definitivamente em 1541. Calvino faleceu em Geneve em 1564. A partir de 1536, Genebra passou a ser local de refúgio dos protestantes europeus. Nas palavras de A. Perrenoud, Geneve é um "posto avançado do protestantismo" numa paragem de católicos. De facto, a França permaneceu católica, muito pela acção combativa dos católicos (Ver Noite de São Bartolomeu, por exemplo). Genebra, juntamente com Neuchâtel e Waadtland são as poucas cidades ou regiões de língua francesa onde a Reforma Protestante teve assento, com reformadores como Guillaume Farel, Théodore de Bèze e sobretudo o próprio Calvino.
terça-feira, novembro 14, 2006
sábado, novembro 11, 2006
Intervenção no Congresso

Aqui fica na integra a minha intervenção no XV Congresso do Partido Socialista
Ser de Esquerda é ser Pela vida ……
Caro Camarada José Sócrates,
Caros Camaradas,
No que respeita ao ponto 4. “Vencer o referendo e despenalizar a interrupção voluntária da gravidez até às 10 semanas”, gostaria de chamar a atenção para o seguinte:
I Em primeiro lugar, não me parece que esta posição do PS – que admito seja maioritária dentro do “aparelho” – seja respeitadora da diversidade que sobre este assunto existe quer entre a base popular de apoio do Partido, quer entre os deputados que foram eleitos, quer entre os apoiantes do Governo. Julgo que deveria haver mais “espaço” para aqueles que advogam uma posição contrária à legalização do aborto.
II Em segundo lugar, os argumentos utilizados parecem-me fracos:
a) Por um lado, “uma resposta justa e adequada para o doloroso drama vivido por muitas mulheres na sociedade portuguesa”, (para utilizar os termos da Moção), não passa necessariamente pelo oferecimento do aborto pelo SNS a quem quer que o peça sem justificação alguma. E, já agora, qual a resposta que se dá às mulheres que abortam às 11 semanas? A “sua sujeição ao calvário judicial”, como diz o mesmo texto? Qual é a coerência disto?
A nossa camarada Edite Estrela disse em debate televisivo que a “ lei deveria ser cumprida logo a partir das 10 semanas e um dia. “
b) Por outro lado, todos sabem que o aborto clandestino não vai acabar. Como diz o Prof. Miguel Oliveira da Silva, (apoiante do Sim) “temos que assumir com toda a franqueza que o circuito clandestino não vai acabar. As clínicas que fazem abortos ilegais não vão deixar de os fazer.
c) É preciso dizer de forma clara que o que se propõe é mesmo uma liberalização total
do aborto até às 10 semanas. Não adianta fingir. O que se propõe é o aborto livre, universal e gratuito, a pedido da mulher, até às 10 semanas. Toda a gente percebe isto.
III – Os defensores da Liberalização defendem que “ não querem que as mulheres sejam presas “ . Na verdade em 30 anos de Democracia nunca nenhuma mulher foi presa. E esta questão será resolvida quando a nova revisão do Código penal for aprovado que prevê que as penas até três ano de cadeia não sejam cumpridas efectivamente.
IV – Acho que o papel do estado deveria ser de responsabilidade e de apoio às mulheres com dificuldades e ajuda – las a ter os seus filhos. Para mais, num país e numa Europa cuja a taxa de Natalidade está muito em baixo.
V- Por fim, custa-me que o PS entregue à Direita a causa do respeito e a defesa pela vida, e ande a reboque do BE e do PCP. Porque a esquerda humanista, em que eu acredito – cuja tradição é precisamente a defesa dos mais débeis e vulneráveis – deveria estar na primeira linha na promoção desse valor, em vez de contribuir para a banalização do aborto. E a banalização do aborto é o triunfo dos mais fortes sobre os mais fracos e indefesos, que são – mais que ninguém – os não nascidos, a quem se nega o seu primeiro direito: o de nascer.
Não esqueço as palavras do nosso amigo e saudoso Prof. Sousa Franco : “A legislação do Aborto Livre é a passagem de uma fronteira. Essa não é a sociedade humana que sempre idealizei (…)“
O Delegado ao XV Congresso Nacional o Partido Socialista
Cláudio Anaia
quinta-feira, novembro 09, 2006
Rumo errado
quarta-feira, novembro 08, 2006
Arrependimento
segunda-feira, novembro 06, 2006
quinta-feira, novembro 02, 2006
Relances adere ao Vídeos
Este Blog dá mais um passo.
Teremos a partir de hoje, neste espaço videos que irei partilhar com todos "cibernauticos"
Para começar escolhi um muito interessante em que me identifico quase por completo na sua mensagem. São pouco mais de 7 Minuntos, que aconselho vivamente a ser visto.





