quinta-feira, março 23, 2006

Lealdade



“ Nos homens a lealdade é dos valores que mais admiro “

Cláudio Anaia

terça-feira, março 21, 2006

Esquizofrénia


" Estaremos nôs a viver num mundo cada vez mais esquizofrénico ? "
Cláudio Anaia

domingo, março 19, 2006


“ Antes de cometer um erro, pensa bem nas consequências que dai advém “

Cláudio Anaia

domingo, março 12, 2006

Construir



"Os Homens concentram-se mais tempo a falar e a ouvir do que a fazer"

Cláudio Anaia

sábado, março 11, 2006

Silêncio



"Na vida o silencio é mais arrasador do que uma conversa com mais de mil palavras"

Cláudio Anaia

quinta-feira, março 09, 2006

quarta-feira, março 08, 2006

Dia de S Receber



Embora falar da arte
Da arte de sobreviver
Daquela que se descobre
Quando não há que comer
Há os que roubam ao banco
Os que não pagam por prazer
Os que pedem emprestado
E os que fazem render
Este dia a dia é duro
É duro de se levar
É de casa pró trabalho
E do trabalho pró lar
Leva assim uma vida
Na boínha sem pensar
Mas há-de chegar o dia
Em que tens de me pagar
Ai é o dia De S. Receber
Dia de S. Receber
Já não chega o que nos
Tiram à hora de pagar
É difícil comer solas
Estufadas ao jantar
De histórias mal contadas
Anda meio mundo a viver
Enquanto o outro meio
Fica à espera de receber
Ai é o dia de S. Receber
Dia de S. Receber
Ai a minha vida
Ai a minha vida
É assim esta diálise
Entre o deve e o haver
Sei que para o patrão custa
Enfrentar este dever
O dinheiro para mim não conta
Eu trabalho por prazer
Mas o dia que eu mais gosto
É o dia de S. Receber
letra: Tim
música: Xutos & Pontapés

terça-feira, março 07, 2006

Mensagem de Quaresma



MENSAGEM DE SUA SANTIDADE O PAPA BENTO XVI PARA A QUARESMA DE 2006

«Jesus, ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão por elas» (Mt 9, 36).
Caríssimos irmãos e irmãs!

A Quaresma é o tempo privilegiado da peregrinação interior até Àquele que é a fonte da misericórdia. Nesta peregrinação, Ele próprio nos acompanha através do deserto da nossa pobreza, amparando-nos no caminho que leva à alegria intensa da Páscoa. Mesmo naqueles «vales tenebrosos» de que fala o Salmista (Sl 23, 4), enquanto o tentador sugere que nos abandonemos ao desespero ou deponhamos uma esperança ilusória na obra das nossas mãos, Deus guarda-nos e ampara-nos. Sim, o Senhor ouve ainda hoje o grito das multidões famintas de alegria, de paz, de amor. Hoje, como aliás em todos os períodos, elas sentem-se abandonadas.
E todavia, mesmo na desolação da miséria, da solidão, da violência e da fome que atinge indistintamente idosos, adultos e crianças, Deus não permite que as trevas do horror prevaleçam. De facto, como escreveu o meu amado Predecessor João Paulo II, há um «limite imposto ao mal, (…) a Misericórdia Divina» (Memória e identidade, 58). Foi nesta perspectiva que quis colocar, ao início desta Mensagem, a observação evangélica de que «Jesus, ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão por elas» (Mt 9, 36). À luz disto, queria deter-me a reflectir sobre uma questão muito debatida pelos nossos contemporâneos: o desenvolvimento. Também hoje o «olhar» compassivo de Cristo pousa incessantemente sobre os homens e os povos.
Olha-os ciente de que o «projecto» divino prevê o seu chamamento à salvação. Jesus conhece as insídias que se levantam contra esse projecto, e tem compaixão das multidões: decide defendê-las dos lobos, mesmo à custa da sua própria vida. Com aquele olhar, Jesus abraça os indivíduos e as multidões e entrega-os todos ao Pai, oferecendo-Se a Si mesmo em sacrifício de expiação.
Iluminada por esta verdade pascal, a Igreja sabe que, para promover um desenvolvimento integral, é necessário que o nosso «olhar» sobre o homem seja idêntico ao de Cristo. De facto, não é possível de modo algum separar a resposta às necessidades materiais e sociais dos homens da satisfação das necessidades profundas do seu coração. Isto deve ser ressaltado muito mais numa época como a nossa, de grandes transformações, em que nos damos conta de forma cada vez mais viva e urgente da nossa responsabilidade em relação aos pobres do mundo.
Já o meu venerado Predecessor Papa Paulo VI com exactidão classificava os danos do subdesenvolvimento como uma subtracção de humanidade. Neste sentido, ele denunciava, na Encíclica Populorum progressio, «as carências materiais dos que são privados do mínimo vital, e as carências morais dos que são mutilados pelo egoísmo... as estruturas opressivas, quer provenham dos abusos da posse ou do poder, da exploração dos trabalhadores ou da injustiça das transacções» (n. 21). Como antídoto para esses males, Paulo VI sugeria não só «a consideração crescente da dignidade dos outros, a orientação para o espírito de pobreza, a cooperação no bem comum, a vontade da paz», mas também «o reconhecimento, pelo homem, dos valores supremos, e de Deus que é a origem e o termo deles» (ibid.). Nesta linha, o Papa não hesitava em propor, «finalmente e sobretudo, a fé, dom de Deus acolhido pela boa vontade do homem, e a unidade na caridade de Cristo» (ibid.). Por conseguinte, o «olhar» de Cristo sobre a multidão obriga-nos a afirmar os verdadeiros conteúdos daquele «humanismo total» que, sempre segundo Paulo VI, consiste no «desenvolvimento integral do homem todo e de todos os homens» (ibid., n. 42). Por isso, a primeira contribuição que a Igreja oferece para o desenvolvimento do homem e dos povos não se consubstancia em meios materiais nem em soluções técnicas, mas no anúncio da verdade de Cristo que educa as consciências e ensina a autêntica dignidade da pessoa e do trabalho, promovendo a formação duma cultura que corresponda verdadeiramente a todas as exigências do homem.
À vista dos tremendos desafios da pobreza de grande parte da humanidade, a indiferença e a encerramento no próprio egoísmo apresentam-se em contraste intolerável com o «olhar» de Cristo. O jejum e a esmola, juntamente com a oração, que a Igreja propõe de modo especial no período da Quaresma, são uma ocasião propícia para nos conformarmos àquele «olhar». Os exemplos dos Santos e as múltiplas experiências missionárias que caracterizam a história da Igreja constituem indicações preciosas quanto ao melhor modo de apoiar o desenvolvimento. Mesmo neste tempo da interdependência global, pode-se verificar como nenhum projecto
económico, social ou político substitua aquele dom de si mesmo ao outro que brota da caridade.
Quem age segundo esta lógica evangélica, vive a fé como amizade com o Deus encarnado e, como Ele, provê às necessidades materiais e espirituais do próximo. Olha-o como mistério incomensurável, digno de infinito cuidado e atenção. Sabe que, quem não dá Deus, dá demasiado pouco; como dizia frequentemente a Beata Teresa de Calcutá, a primeira pobreza dos povos é não conhecer Cristo. Por isso, é preciso levar a encontrar Deus no rosto misericordioso de Cristo: sem esta perspectiva, uma civilização não é construída sobre bases sólidas.

Graças a homens e mulheres obedientes ao Espírito Santo, surgiram na Igreja muitas obras de caridade, visando promover o desenvolvimento: hospitais, universidades, escolas de formação profissional, micro-empresas. São iniciativas que, muito antes de outras fórmulas da sociedade civil, deram provas de sincera preocupação pelo homem por parte de pessoas animadas pela mensagem evangélica. Estas obras apontam uma estrada por onde guiar também o mundo de hoje para uma globalização que tenha, ao centro, o verdadeiro bem do homem e conduza assim à paz autêntica. Com a mesma compaixão que tinha Jesus pelas multidões, a Igreja sente hoje também como sua missão pedir, a quem tem responsabilidades políticas e competências no poder económico e financeiro, que promova um desenvolvimento baseado no respeito da dignidade de todo o homem. Um indicador importante deste esforço há-de ser a liberdade religiosa efectiva, entendida como possibilidade não simplesmente de anunciar e celebrar Cristo, mas de contribuir também para a edificação de um mundo animado pela caridade. Há que incluir neste esforço também a efectiva consideração do papel central que desempenham os autênticos valores religiosos na vida do homem enquanto resposta às suas questões mais profundas e motivação ética para as suas responsabilidades pessoais e sociais. Tais são os critérios sobre os quais os cristãos deverão aprender também a avaliar com sabedoria os programas de quem os governa.

Não podemos esconder que foram cometidos erros ao longo da história por muitos que se professavam discípulos de Jesus. Não raramente eles, confrontados com problemas graves, pensaram que se deveria primeiro melhorar a terra e depois pensar no céu. A tentação foi considerar que, perante necessidades urgentes, se deveria em primeiro lugar procurar mudar as estruturas externas. Para alguns, isto teve como consequência a transformação do cristianismo num moralismo, a substituição do crer pelo fazer. Por isso, com razão observava o meu Predecessor, de venerada memória, João Paulo II: «A tentação hoje é reduzir o cristianismo a uma sabedoria meramente humana, como se fosse a ciência do bom viver. Num mundo fortemente secularizado, surgiu uma gradual secularização da salvação, onde se procura lutar sem dúvida pelo homem, mas por um homem dividido a meio, reduzido unicamente à dimensão horizontal. Ora, nós sabemos que Jesus veio trazer a salvação integral» (Enc. Redemptoris missio, 11).

É precisamente a esta salvação integral que a Quaresma nos quer guiar, tendo em vista a vitória de Cristo sobre todo o mal que oprime o homem. Quando nos voltarmos para o Mestre divino, nos convertermos a Ele, experimentarmos a sua misericórdia através do sacramento da Reconciliação, descobriremos um «olhar» que nos perscruta profundamente e que pode reanimar as multidões e cada um de nós. Esse olhar devolve a confiança a quantos não se fecharem no cepticismo, abrindo à sua frente a perspectiva da eternidade feliz. Portanto, já na história – mesmo quando o ódio parece prevalecer –, o Senhor nunca deixa faltar o testemunho luminoso do seu amor. A Maria, «fonte viva de esperança» (Dante Alighieri, Paraíso, XXXIII, 12), confio o nosso caminho quaresmal, para que nos conduza ao seu Filho. De modo particular confio a Ela as multidões que, provadas ainda hoje pela pobreza, imploram ajuda, apoio, compreensão. Com estes sentimentos, a todos concedo de coração uma especial Bênção Apostólica.


BENEDICTUS PP. XVI

segunda-feira, março 06, 2006

Oscar Melhor Filme : Crash


Uma dona de casa e o seu marido advogado estatal.Um persa dono de uma loja.Dois polícias detectives que são também amantes. Um director de televisão afro-americano e a sua mulher.Um mexicano serralheiro.Dois ladrões de automóveis. Um polícia recruta. Um casal coreano de meia idade....Todos vivem em Los Angeles. E durante as próximas 36 horas irão entrar em colisão.
[ www.7arte.net ]

sábado, março 04, 2006

O que é o Amor ?


"Quando minha avó ficou com artrite, e deixou de poder dobrar-se para pintar as unhas dos pés, o meu avô passou a pintar as unhas dela, apesar de ele também ter muita artrite."Rebecca, 8 anos.

"Amor é quando uma menina põe perfume e o menino põe loção pós- barba, depois saem juntos e se cheiram um ao outro."Karl, 5 anos.

"Amor é ter um namorado e ser -lhe sempre fiel ."Lauren, 4 anos.

"Amor é como uma velhinha e um velhinho que ainda são muito amigos, apesar de se conhecerem há muito tempo.."Tommy, 6 anos.

"Quando alguém te ama, a forma de dizer o teu nome é diferente..."Billy, 4 anos.

"Amor é quando tu sais para comer e ofereces as tuas batatinhas fritas sem esperares que a outra pessoa te ofereça as batatinhas dela."Chrissy, 6 anos.

"Amor é quando minha mãe faz café para o meu pai e toma um gole antes, para ter certeza que está ao gosto dele."Danny, 6 anos.

"Se queres aprender a amar melhor, deves começar com um amigo de quem não gostas."Nikka, 6 anos.

"Quando contas a alguém alguma coisa feia sobre ti próprio, e ficas com medo que essa pessoa por causa disso deixe de gostar de ti, aí ficas mesmo surpreendido, quando descobres que não só te continuam amando, como ainda te amam mais!"Samantha, 7 anos.

"Há dois tipos de amor: o nosso amor e o amor de Deus. Mas o amor de Deus consegue juntar os dois."Jenny, 4 anos.

"Amor é quando a nossa mãe vê o nosso papai chegar suado e mal cheiroso, e ainda diz que ele é mais bonito que o Robert Redford!"Chris, 8 anos.

Quando amas alguém, os teus olhos sobem e descem, e pequenas estrelas saem de ti!"Karen, 7 anos.

"Amor é quando o teu cão te lambe a cara, mesmo depois de o teres deixado sózinho o dia inteiro."Mary Ann , 4 anos.

Pros adultos, amor é fogo que arde sem se ver...:)

E POR FIM "Amor é quando a gente recebe estas mensagens lindas e o partilha com os nossos amigos" ....

quarta-feira, março 01, 2006

Filme da Semana : " Vai e Vive "



Este é um dos melhores filmes vistos por mim nestes últimos anos .

1984. Milhares de africanos oriundos de 26 países devastados pela fome encontram-se nos campos do Sudão. Numa iniciativa conjunta de Israel e dos Estados Unidos, é levada a cabo uma acção - a acção Moisés - para levar os milhares de Judeus etíopes para Israel. Uma mãe cristã obriga então o seu filho a declarar-se judeu para o salvar da fome e da morte. O rapaz chega à Terra Santa. Declarado órfão, é adoptado por uma família francesa sefardita que vive em Telavive. Vive no medo que o seu segredo, a sua dupla mentira, sejam descobertos: ele não é nem órfão, nem judeu, é apenas negro. Ele vai descobrir o amor, a cultura ocidental, o judaísmo, mas também a guerra e o racismo dos territórios ocupados. Vai tornar-se judeu, francês, israelita... uma verdadeira torre de Babel. Mas ele nunca esquecerá a sua verdadeira mãe, que ficou sozinha nos campos e que ele sonha um dia poder reencontrar.

PUBLICO.PT

terça-feira, fevereiro 28, 2006

Ser criticado

Sempre gostei de pessoas de quem os outros habualmente falam mal. Uma vez que, na maioria dos casos, estas pessoas têm conteúdo. Algo, invejado por esses que criticam .

Bolas de Manteiga


Uma querida colega de trabalho, tem um blog muito interessante e que aconselho todos a irem ver :

http://www.bolasdemanteiga.blogspot.com/

Vai valer a pena ! :)

sábado, fevereiro 25, 2006

Agressividade e Violência



Nunca te esqueças que sempre que usares sobre o teu semelhante agressividade ou violência estas a tornar –te um verdadeiro ignorante

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Caricaturas da Polémica

A polémica sobre as caricaturas não pára .

Se acho que se tem que respeitar os defensores de Maomé, estes tem que entender que não faz sentido tanta desgraça e mortes para defender a sua causa.

Aqueles que se dizem religiosos terão definitivamente perceber que Deus é sinónimo de Amor .

Outras Declarações sobre este tema :

" Eis a onde se chega na estrada do politicamente correcto: a intolerância religiosa não é de quem quer proibir os "cartoons", mas de quem os publica!"
Miguel Sousa Tavares

"A história das caricaturas dinamarquesas é extremamente simples e começa e acaba numa linha: é uma questão de liberdade. Ou há, ou não há. O que é novo e precupante são as toalhas de palavras e justificações que começam a ocultar o que devia ser absolutamente simples e onde qualquer palavra a mais é demais."

José Pacheco Pereira


Qualquer semelhança com a realidade



Esta é uma história verídica: uma amiga estacionou o seu carrito em cima da passadeira e foi à sua vida. Passadas duas horas, quando regressou, tinha o mesmo todo riscado e com o braço do limpa-vidros traseiro totalmente destruído. No pára-brisas encontrava-se uma notinha que dizia apenas (em letra feminina): Deve julgar que os peões têm asas.

Não estacione na passadeira!!!.Imaginamos uma senhora, na casa dos 40, a atravessar a passadeira. Quando está a chegar ao passeio, repara que um carro lhe bloqueia o caminho. Furiosa com o transtorno, pensa para com os seus botões: "Que falta de civismo. Isto é uma vergonha. As pessoas não se sabem comportar e são uns incivilizados. Ah, mas isto não fica assim! Em vez de chamar a polícia, vou arrancar aqui o braço do limpa-vidros e riscar o carro todo deste selvagem".Esta pequena história, para além de dizer muito da vida sexual desta senhora, tem uma moral curiosa.

Substituam o carro por um cartoon, a passadeira pelo respeito às convicções religiosas e o braço do limpa-vidros por uma embaixada estrangeira. Curioso não é? Agora imaginem que o nosso MNE estava ali no café mesmo em frente e tinha visto todo o episódio.

Obviamente, diria apenas: "Não se deve estacionar o carro de qualquer maneira, já que o estacionamento à balda é licencioso". No dia seguinte, o marido da senhora diria aos vizinhos: "O Freitas é um gajo fixe. Já agora, e muito a propósito, gostaria de vos comunicar que estive a fazer umas contas e descobri que o Holocausto e o buraco no défice nunca existiram".

Victor Lazlo

domingo, fevereiro 19, 2006

Filme da Semana : Munique

Em Setembro de 1972 um ataque terrorista sem precedentes ocorre nos Jogos Olímpicos de Verão, em Munique. Um grupo extremista Palestiniano invadiu a Aldeia Olímpica, matando dois membros da equipa Olímpica Israelita e capturando nove elementos como reféns. Avner, um jovem patriota israelita, oficial dos serviços secretos, é infiltrado numa missão que visa perseguir e matar os 11 homens acusados pela secreta israelita de terem arquitectado o ataque em Munique. [ www.7arte.net ]

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Um génio chamado : Agostinho da Silva

Agostinho da Silva é para mim um dos grandes pensadores contemporâneos.
Se fosse vivo faria hoje 100 anos .
Aqui fica aqui a minha homenagem :

Para Agostinho da silva, o tema mais candente da sua obra foi a cultura de língua portuguesa, num fraternal abraço ao Brasil e aos países lusófonos. Todavia, a questão das filosofias nacionais não é para si decisiva, parecendo-lhe antes uma questão académica: «Não sei se há filosofias nacionais, e não sei se os filósofos, exactamente porque reflectem sobre o geral, se não internacionalizam desde logo».
O problema de que parte é a procura de uma razão de ser para Portugal: o que eu quero é que a filosofia que haja por estes lados arranque do povo português, faça que o povo português tenha confiança em si mesmo», entendendo por «povo português» não apenas os portugueses de Portugal, mas também os do Brasil, laçados de índios e negros, os portugueses de África, tribais e pretos, como também os da Índia, de Macau e de Timor.
Embarcando num sonho universalista em que os portugueses que vivem apenas para Portugal não têm razão de ser, apresentou-se aos olhos tantas vezes desconcertados dos seus leitores como um cavaleiro do Quinto Império, um reinado do Espírito Santo, respirando um misto de franciscanismo e de joaquimismo e, em todo o caso, obra mais de cigarras que de formigas como era próprio das crianças: «Restaurar a criança em nós, e em nós a coroarmos Imperador, eis aí o primeiro passo para a formação do império», o que é dizer que o primeiro passo dos impérios está sempre no espírito dos homens, aptos para servir, como os antigos templários ou os cavaleiros da Ordem de Cristo.
Um império sem clássicos imperadores, que leve aos povos do mundo uma filosofia capaz de abranger a liberdade por que se bate a América, a segurança económica conseguida pela União Soviética, e a renúncia aos bens que depois de ter estado na filosofia de Lao-tsé, diz estar também na de Mao-tsé, mas uma filosofia que as três possam corrigir, purgando a primeira de imperialismos, a segunda da burocracia, e a terceira de catecismos.
É esta uma filosofia que, como gostava de dizer, não parte imediatamente de uma reflexão sobre as ciências exactas, como em Descartes ou Leibniz, mas da fé, como em Espinosa. Partir de crenças como ponto vital e tomar como símbolo preferido que a palavra «crer» parece ter a mesma origem que a palavra «coração», fazendo depois como o Infante, abrindo-se à ciência dos seus pilotos, astrónomos e matemáticos.
Tudo dito e defendido com a tranquilidade de quem sabe que até hoje ninguém desvendou os mistérios do mundo e conhece por isso os limites das soluções positivas.Assim, seria possível valorizar aquilo que a seu ver nos distinguiria como povo e como cultura: um povo e uma cultura capazes de albergar em si «tranquilamente, variadas contradições impenetráveis, até hoje, ao racionalizar de qualquer pensamento filosófico».
Império do futuro precavido e purgado dos males que arruinaram os quatro anteriores, sem manias de mando, ambições de ter e de poder, sem trabalho obrigatório, sem prisões e sem classes sociais, sem crises ideológicas e metafísicas. Esse já não era o império europeu, dessa Europa ávida de saber e de poder, e por isso esgotada como modelo para os outros 80% da humanidade, menos ávida de poder e mais preocupada com o ser.
Trazer por isso o mundo à Europa, como outrora levámos a Europa ao mundo, tal a missão da cultura de língua portuguesa, construindo o seu domínio com uma base espiritual e sem base em terra, porque a propriedade escraviza e só não ter nos torna livres.

Obras Sentido histórico das civilizações clássicas, 1929; A religião grega, 1930; Glosas, 1934; Sete cartas a um jovem filósofo, 1945; Diário de Alcestes, 1945; Moisés e outras páginas bíblicas, 1945; Reflexão, 1957; Um Fernando Pessoa, 1959; As aproximações, 1960; Educação de Portugal, 1989; Do Agostinho em torno do Pessoa; Dispersos, 1988.BibliografiaAntónio Quadros, Introdução à Filosofia da História, Lisboa, 1982.

Pedro Calafate

sábado, fevereiro 04, 2006

VOLTAMOS PARA A ERA DOS FARAÓS ... PORÉM COM TECNOLOGIA AVANÇADA....



Gelado, mas rico


Além de congelarem o corpo, muitos investem para ser milionários numa segunda vida


Riqueza não se leva para o túmulo? Bem, há um grupo de americanos e europeus com planos de voltar da morte e usufruir o dinheiro que vão deixar de herança para si próprios.

Explica-se: eles têm contrato com empresas especializadas para que seus corpos sejam congelados em nitrogênio líquido o mais rápido possível depois da morte. O objetivo é conservá-los até que a ciência encontre a cura da doença que causou a morte e, obviamente, descubra como reviver os mortos.

Há pelo menos 1.000 pessoas à espera do momento de ser congeladas. Uma dúzia delas, todas milionárias, tomou o cuidado adicional de criar fundos de investimentos cujos beneficiários serão elas próprias, numa segunda vida. "A questão é que, além de voltar a viver, elas querem ter dinheiro para gastar", diz Robert Ettinger, diretor do Cryonics Institute, empresa que vende pacotes de congelamento post mortem.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Táxi em forma de coco é atração em Havana


Circula pelas ruas do centro de Havana o famoso Cocotaxi, veículo amarelo que parece um coco.

O carro foi criado no final dos anos 90 como mais um atrativo para os turistas. Mas a facilidade de locomoção do mini-carro fez com que a população também o adotasse como meio de transporte.

Fonte :www.terra.com.br

terça-feira, janeiro 31, 2006

Bill Gates em Portugal


A Microsoft Portugal pretende formar um milhão de portugueses em tecnologias da informação nos próximos cinco anos. Esta iniciativa vai contar com o apoio do Governo português.

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Mozart de Parabéns



Festas e concertos celebram nesta sexta-feira os 250 anos do nascimento de Wolfgang Amadeus Mozart. O palco central das comemorações é a sua cidade natal, Salzburgo, na Áustria. Mozart nasceu no dia 27 de janeiro de 1756.


Mozart foi uma criança prodígio. Com 5 anos, o compositor já fascinava as cortes da europa tocando piano e violino. Aos 25 anos, ele vai para Viena porque acreditava que o provincianismo de Salzburgo estava limitando seu estilo.


Viena realizou três dias de festivais de rua e concertos para celebrar o gênio que escreveu suas obras-primas mais duradouras ali. Na França, a Ópera de Paris apresentará uma nova produção de "Don Giovanni", dirigida pelo cineasta avant-garde Michael Haneke. Nos EUA, a Filarmônica de Nova York dará início a três semanas de eventos voltados para o maestro.

quinta-feira, janeiro 26, 2006

2005 foi o ano mais quente da história da Humanidade



O ano de 2005 foi o mais quente desde o início dos registros globais de temperatura, no fim do século XIX. De acordo com uma pesquisa divulgada pela Nasa, o ano passado teve uma temperatura média mundial de 14,6 graus, superando a média de 1998, que detinha o recorde até agora. Conforme os cientistas da Nasa, a poluição foi a causa maior dessa elevação.


O pesquisador James Hansen, diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais, ligado à Nasa, ressaltou que a alta na temperatura foi bastante significativa, até porque 1998, o recordista anterior, teve a "ajuda" do fenômeno El Niño.


Segundo Hansen, a Terra tem vindo a aquecer gradualmente há 30 anos. No total, porém, essa variação ainda é pequena, porém num futuro distante poderá vir a ocasionar catástrofes globais.

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Ser Verdadeiro


Serei verdadeiro, porque há quem confie em mim;
serei puro,porque há quem me queira;
serei forte, porque há muito para sofrer;
serei carojoso, porque há muito o que enfrentar;
serei amigo de todos-dos inimigos, dos sem amigos;
Quero dar e esquecer a dádiva;
Quero ser humilde, porque conheço a minha fraqueza;
Quero olhar para cima-e rir-e amar-e elevar-me .

Howard Walter (1883-1918)

terça-feira, janeiro 24, 2006

Sabia que ......


Guilherme III firmou a primeira declaração preocupada com os direitos humanos

Os direitos do ser humano são objeto de preocupação desde 1689, quando Guilherme III, da Inglaterra, firmou a primeira declaração nesse sentido. Em 1789, os revolucionários franceses aboliram os privilégios da nobreza. Em 1948, a ONU definiu os direitos fundamentais do homem, que continuam sendo violados em vários países.

segunda-feira, janeiro 23, 2006


Existe muitas pessoas que pensam em mudar a humanidade, mas esquecem se do principal, mudar-se a si mesmo

domingo, janeiro 22, 2006

sábado, janeiro 21, 2006

Dia Mundial da Religião




Dia 21 de janeiro: Dia Mundial da Religião.


A religião acompanha a história do homem desde a época mais remota. Independente da designação que receba, ela baseia se sempre em rituais praticados sozinho ou em grupo e na crença em uma força maior, para a qual são dedicados sentimentos de amor, confiança ou respeito.


Todos os grupos sociais no mundo inteiro têm suas religiões. O que elas costumam ter em comum é a fé em um ser superior, a intermediação de um sacerdote com essa força além da humana e um senso de comunidade, de conjunto.

sexta-feira, janeiro 20, 2006

JOrnalista Francesa fala de Portugal


Às vésperas da eleição presidencial deste domingo, o país, que depende mais do que nunca da Europa, está às voltas com o marasmo econômico e político

Apesar do chuvisco e do frio, várias centenas de pessoas lotavam a Feira de Trofa, ao norte de Porto. Elas vieram para ouvir o antigo presidente da República, o socialista Mario Soares, que é candidato, neste domingo (22/01), no primeiro turno da eleição presidencial, frente ao seu antigo adversário, o ex-primeiro-ministro de direita, o professor Aníbal Cavaco Silva, a quem as pesquisas atribuem uma dianteira de mais de 20 pontos.

Contudo, a despeito dos tambores ensurdecedores da orquestra e dos slogans que anunciam o retorno, aos 81 anos, daquele que forçou a incorporação "histórica" do seu país à Europa, em 1º de janeiro de 1986, o ambiente estava desanimado.Assim como eram os vendedores desses stands sinistrados e às moscas, de lingerie e de calçados "made in Portugal", vitrines dessas indústrias tradicionais que fazem viver a região numa proporção de 70% do mercado e que enfrentam inúmeras dificuldades para resistir à concorrência chinesa e às terceirizações. "Em Portugal, no campo da política, nós vivemos por muito tempo acreditando no mito de Dom Sebastião, o rei que desapareceu durante uma batalha no século 16 e que deveria retornar para salvar o país", confiava, irônica, Maria João Pedroso, que se reconverteu na olaria depois da falência da sua empresa de calçados. "Isso tudo acabou; ninguém acredita mais no salvador; a crise nos tornou realistas", prossegue a comerciante. "Soares é respeitável, mas ele pertence ao passado. Então, é melhor que ele se contente em dar seu nome a estádios ou a supermercados.

E que Cavaco, que é um economista, e que gerenciou os anos positivos [1985-1995], mostre que ele sabe também gerenciar os anos ruins. Vejam os jornais! Nós estamos à beira do precipício!". Naquela manhã, a imprensa repercutia os resultados de uma pesquisa explicando que Portugal é o país o mais pobre da Europa (comparado com os 14 outros países da UE, antes da sua recente ampliação para 25), com 20% da população vivendo com menos de 350 euros por mês (R$ 983,90). Pelo sexto ano consecutivo, em 2006, Portugal estará abaixo da média européia, com 0,8% de crescimento. Não era preciso de muito mais para que a campanha eleitoral, que coincide com o 20º aniversário da integração do país na Europa, se transforme numa espécie de mal-estar existencial coletivo e que ela seja um pretexto para fazer um balanço.

E qual será este balanço? "Quinze anos de aproximação da Europa e cinco anos de estagnação", anunciava a manchete do diário "Público", lembrando que entre 1985 e 2004 o produto interno bruto (PIB) per capita de Portugal passou de 53% da média européia para 76%. Os anos 80-90 terão sido aqueles do "bom aluno português" que, por meio da dádiva dos fundos europeus, construía auto-estradas e atraía os investidores em função da sua mão-de-obra de baixo custo, enquanto a redução das taxas de juros induzida pela marcha rumo ao euro dopava a economia. Os dirigentes dos países do Leste viajavam até Lisboa para aprender a preparar o futuro.Com o desaquecimento de 2001, tudo começou a desmoronar. A Espanha até então geminada a Portugal levantava vôo, enquanto Portugal se deixava distanciar. Sergio Figueiredo, o diretor do "Jornal de Negócios", conta o que aconteceu: "Vinte anos atrás, nós sabíamos em qual nível estávamos: sentados à mesa da Europa, porém, num canto e numa extremidade, em concorrência com os gregos", explica.

"Em 1998, com a Exposição Universal em Lisboa e com o crescimento, o país parecia ter adquirido asas. Agora, nós estamos pagando o preço pelo nosso ingresso na zona do euro e pela abertura dos mercados: nós estamos imobilizados por um torno, em competição com o Marrocos e o Paquistão". "Seríamos nós vítimas da UE? Não. De nós mesmos", conclui Figueiredo.O diagnóstico é unânime. Os governos sucessivos, principalmente aquele do socialista Antonio Guterres, que se demitiu em 2001, permitiram que as despesas públicas aumentassem no momento em que o "modelo português" estava ficando ultrapassado. Naquele ano, os déficits públicos passaram para 4,2%, e com isso Portugal foi o primeiro a violar o pacto de estabilidade. O centrista José Manuel Barroso tenta corrigir o rumo da política econômica, congelando os salários públicos e recorrendo a receitas extraordinárias, mas ele não se arriscou nem a reformar o monstro da administração (730.000 funcionários), nem a enfrentar a economia paralela (um quinto do PIB) ou o código do trabalho herdado da revolução (a Revolução dos Cravos, de 1974, que pôs fim à ditadura, com o advento da segunda República).

Marie-Claude DecampsEnviada especial a Lisboa, Portugal

quinta-feira, janeiro 19, 2006

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Sinais dos tempos ...?


Verde por dentro, verde por fora

Este é um dos três porcos transgénicos verdes criados por uma equipa de investigadores da Universidade Nacional de Taiwan. Os cientistas injectaram uma proteína verde fluorescente nos embriões dos três animais. Já existem porcos parcialmente verdes em vários locais do mundo, mas estes três animais são os únicos que são verdes por dentro e por fora, incluindo coração e todos os órgãos internos.

Fonte : Público
Foto: Simon Lin/AP

terça-feira, janeiro 17, 2006

Vaticano II


Memórias do Concílio Vaticano II

Quarenta anos após a reunião que «mudou a face da Igreja», D. Eurico Nogueira lamenta não se ter permitido padres casados e o sacerdócio feminino

Havia sol em Roma quando, na Basílica de S. Pedro, cerca de três mil bispos participavam, a 8 de Dezembro de 1965, no encerramento do Concílio Ecuménico Vaticano II.

Quem disso tem memória é D. Eurico Dias Nogueira, 82 anos, arcebispo resignatário de Braga, Vila Cabral e Lubango. É uma das últimas testemunhas vivas dos prelados portugueses que, neste Concílio, mal foram vistos, com excepção de D. Sebastião Soares Resende, bispo da Beira, e D. António Ferreira Gomes, bispo do Porto, no exílio, ambos perseguidos pelo regime de Salazar.

Polémico quando dispara sobre o aborto, moral e costumes e mais recentemente a propósito da nomeação da comissão de comemorações dos cem anos da implantação da República, ao referir-se a um regime que ajudou à «perseguição» dos seus antepassados, D. Eurico recorda agora as «renhidas votações» dos documentos daquele Concílio que, em sua opinião, «mudaram a face da Igreja». Há 40 anos, a restauração do diaconado permanente (clérigos com poderes semelhantes aos dos padres, exceptuando a celebração da missa e confissão) tinha sido olhada por D. Eurico como provável passagem para a liberalização do celibato eclesiástico.

Assim não foi. O antigo arcebispo lamenta. «Não me repugna a existência de dois cleros.» Revela ainda ter tido vocação para as duas vidas: sacerdote celibatário ou homem casado.Se em 1965 não foi discutido o sacerdócio feminino, para D. Eurico essa é uma questão a que os teólogos terão de dar resposta. Ele gostaria que não houvesse nenhum impedimento. E não esconde, por outro lado, que um dos pecados históricos da Igreja foi a insuficiência de combate pela libertação da mulher e a falta de empenhamento para a eliminação da escravatura.Sem teólogos assessores, «a grande falha», ao contrário dos episcopados da Europa, os bispos portugueses tomaram parte, mesmo assim, nas votações do Concílio Vaticano II.

A colegialidade dos bispos foi, talvez, a sua maior inovação. Na liturgia, a introdução das línguas vernáculas e os altares voltados para o povo foram as alterações mais visíveis no exterior. «Pena foi a perda do latim.»Italianos abatidosO ecumenismo e o diálogo inter-religioso foram outras etapas de relevo. Mas o antigo arcebispo de Braga pensava que a aproximação da Igreja aos anglicanos e ortodoxos seria ainda para o seu tempo. A internacionalização da Cúria foi outro fruto relevante deste acontecimento. Os bispos e cardeais italianos foram abatidos, tendo, por isso, sido já eleitos dois papas estrangeiros. Portugal ainda não chegou lá «por ser cedo de mais», observa D. Eurico. Segundo o antigo arcebispo de Braga, o Concílio Vaticano II deu à Igreja a consciência da sua universalidade e de que o mundo não é terreiro das trevas.

Fonte : Revista Visão

domingo, janeiro 15, 2006

Critica


O mérito não esta em criticar, mas sim em discordar e logo de seguida apresentar alternativas.

sábado, janeiro 14, 2006

Maxima



" O maior prazer de um homem inteligente é fazer-se idiota diante de um idiota que se faz inteligente"
Confúcio

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Filme Português do Ano : Odete


Numa noite, à porta de uma discoteca em Lisboa, dois rapazes, Pedro e Rui, beijam-se apaixonadamente. Namoram há um ano. Trocam alianças e fazem juras de amor. Pedro vai-se embora de carro e Rui entra na discoteca onde trabalha. Minutos mais tarde, Pedro tem um acidente de viação brutal. Rui, desesperado, corre até ele. Pedro morre-lhe nos braços. Sozinho, Rui sente-se perdido, sem esperança nem vontade de viver. Mas o amor de Pedro e Rui é eterno. Ao mesmo tempo, noutra parte da cidade, Odete trabalha como patinadora num hipermercado. Sonha ter um filho. Namora com Alberto, um segurança do hipermercado. Quando Odete insiste em engravidar, ele foge. Alberto não quer compromissos. Abandonada, Odete fica sozinha, encerrada num mundo de ilusões. O sonho de ter um filho transforma-se numa obsessão. Ao chegar a casa, Odete vê a mãe de Pedro que sai a chorar para o velório do filho. Odete mal conhecia Pedro, um vizinho do andar de cima, mas os seus destinos vão-se cruzar. Num estranho impulso, veste-se de preto e segue-a até à capela funerária. A tristeza do abandono de Alberto, fá-la chorar a morte de Pedro. Odete transfere para o corpo do morto a dor do desaparecimento de Alberto e deixa-se levar pela ilusão. E o fantasma de Pedro chama-a...
Fonte :[ www.7arte.net ]

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Liberdade


Lutar, não desistir, não calar e enfrentar está em mim, se assim não o fosse...... eu não seria eu .

terça-feira, janeiro 10, 2006


“viver é sempre escrever sem borracha, não se pode emendar o que ficou para trás; se {o remorso} pudesse, ao menos, ajudar a remendar o que fica para a frente já não seria mau”

A.Lobo Antunes

segunda-feira, janeiro 09, 2006

domingo, janeiro 08, 2006

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Dia de Reis



Os Três Reis Magos são personagens da narrativa cristã que teriam visitado Jesus quando de seu nascimento.
Os reis magos aparecem na tradição popular cristã. Popularmente têm os nomes de Baltazar, Melchior e Gaspar.
Como se pretendia dizer que representavam os reis de todo o mundo, normalmente Gaspar é apresentado como negro, representando a África, mas também como rei da Índia; Melchior, rei da Pérsia; e Baltazar, rei da Arábia. Em hebreu, esses nomes significavam “rei da luz” (melichior), “o branco” (gathaspa) e “senhor dos tesouros” (bithisarea)representano as 3 raças existentes conhecidas.
Fazendo referência à profecia contida no Salmo 72: “Todos os reis cairão diante dele”.
Devemos aos magos a tradição de dar presentes no Natal. No ritual da antigüidade, ouro era o presente para um rei. Incenso, para um religioso representando a espiritualidade. E mirra, para um profeta (a mirra era usada para embalsamar corpos e, simbolicamente, representava a imortalidade).

Fonte : Wikipédia

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Tribunal italiano vai decidir se Jesus existiu


Esqueça o debate nos Estados Unidos sobre criacionismo versus evolução. Um tribunal italiano está questionando Jesus -- e se a Igreja Católica Romana está infringindo a lei ao ensinar que ele existiu há 2 mil anos.

O caso colocou frente a frente dois homens na casa dos 70 anos, da mesma cidade italiana e que frequentaram o mesmo seminário durante a adolescência.

O réu, Enrico Righi, tornou-se padre e escreve para o jornal de sua paróquia. O acusador, Luigi Cascioli, virou um ateu declarado que, após anos de burocracia legal, vai ter seu dia no tribunal no final deste mês.

"Entrei com esse processo porque quero dar o último pontapé contra a Igreja, defensora do obscurantismo e da regressão", disse Cascioli à Reuters.
Ele sustenta que Righi, e, por extensão, toda a Igreja, violaram duas leis italianas. A primeira é o "Abuso di Credulità Popolare" (Abuso da Credulidade Popular), criada para proteger o povo contra golpes e esquemas. O segundo crime, diz ele, é "Sostituzione di Persona", ou falsa identidade.

"A Igreja construiu Cristo a partir da personalidade de João de Gamala", diz Cascioli, se referindo ao judeu do século 1 que lutou contra o exército romano.

Um tribunal em Viterbo vai ouvir Righi, que ainda não foi indiciado, numa audiência preliminar em 27 de janeiro. Na ocasião, será determinado se o caso tem mérito suficiente para continuar.
"No meu livro, Fábula de Cristo, apresento provas de que Jesus não existiu enquanto figura histórica. Agora ele deve refutar isso mostrando provas da existência de Cristo", disse Cascioli.
Em entrevista à Reuters, Righi, 76, parecia frustrado com a situação e sem entender por que Cascioli -- que, como ele, nasceu na cidade de Bagnoregio -- o escolheu em sua cruzada contra a Igreja.

"Somos os dois de Bagnoregio. Frequentamos o seminário juntos. Aí ele escolheu outro caminho e nunca mais nos vimos", disse Righi.
"Como sou um padre e escrevo no jornal da paróquia, ele está me processando porque eu 'engano' as pessoas".

Righi afirma que há muitas provas da existência de Jesus, incluindo textos históricos. Ele diz ainda que a Justiça está ao seu lado. O juiz que vai presidir a audiência tentou, várias vezes, arquivar o caso.
"Cascioli diz que ele não existe. Eu digo que ele existe", afirmou. "O juiz é quem vai decidir se Cristo existe ou não".

Mesmo Cascioli admite que suas chances são mínimas, especialmente na Itália Católica Romana.
"Vai ser um milagre se eu ganhar", brincou.

Por Phil Stewart
ROMA (Reuters)

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Indianos arriscam a vida por 83 euros



A ÍNDIA tornou-se o maior tubo de ensaio do mundo. As grandes farmacêuticas aproveitam-se da mão-de-obra qualificada e da grande pobreza dos habitantes para fazerem os testes clínicos dos seus produtos, noticia o site da revista “Wired”.

Durante décadas, a Índia não fazia testes clínicos. Os cientistas limitavam-se a fabricar versões genéricas de medicamentos patenteados e desenvolvidos noutros países. Mas, em Março deste ano, tudo mudou com a pressão da Organização Mundial do Comércio para o país proibir esta prática. As multinacionais de farmácia invadiram o mercado indiano, que deixou de representar uma concorrência com o corte nos genéricos, e começaram a realizar os testes exigidos para a aprovação dos seus produtos.

As pessoas submetem-se aos ensaios sem serem devidamente informadas sobre os eventuais efeitos, em troca de 100 dólares (83 euros). Pode parecer-lhes um valor aliciante, mas na realidade é um montante irrisório, comparado com os custos de investigação dos países industrializados. Segundo um estudo da Rabo India Finance, os custos dos testes clínicos representam 40 por cento do total das despesas para o desenvolvimento de um fármaco, mas quando se realizam na Índia este valor baixa 60 por cento.

Fonte: Metro

terça-feira, janeiro 03, 2006

Ser Grande


Os homens hoje em dia para serem felizes querem ter casas, carros, dinheiros, querem poder!
Esquecem que esse não é o caminho, porque é sendo pequeno na grandeza de Deus que se consegue atingir a verdadeira felicidade.

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Porquê ?


Existem pessoas que, constantemente, na sua vida, lamentam-se e perguntam “Porquê?”.

Perdem o seu tempo, questionando-se: “Porquê eu?”, “Se isto me aconteceu, foi com que objectivo?”, “Eu não merecia isto! Porquê comigo?”.

Para mim ficam agarrados ao passado, tipo estátuas, a olhar para trás sem saídas e passam pela vida sem fazer a principal pergunta: não “Porquê”, mas sim “Para quê?”…