quinta-feira, dezembro 08, 2005

Filme da Semana : "O Fiel Jardineiro"



Escolho para filme da semana, um filme de um dos meus realizadores preferidos, Fernando Meirelles .

O Filme conta a história de uma zona remota do norte do Quénia, onde uma brilhante activista Tessa Quayle (Rachel Weisz) é encontrada brutalmente assassinada. O seu companheiro de viagem, um médico local, desapareceu. E como tal, tudo indica tratar-se de um crime passional.

Os membros do Alto Comissariado Britânico em Nairobi partem do princípio que Justin Quayle (Ralph Fiennes), o marido de Tessa, um pacato diplomata sem ambições, deixará o assunto ao cuidado deles. Mas não podiam estar mais enganados... Assombrado pelo remorso e revoltado com os rumores sobre a infidelidade da sua mulher, Justin embarca numa perigosa odisseia para limpar o nome de Tessa e também para "terminar o que ela iniciara".

Uma viagem que o levará aos meandros da poderosa indústria farmacêutica e às terríveis verdades que a mulher estava à beira de revelar. Baseado no "best-seller" homónimo de John Le Carré, "O Fiel Jardineiro" é um "thriller" sobre o amor e a busca da verdade, realizado por Fernando Meirelles ("Cidade de Deus").

Com Publico.PT

terça-feira, dezembro 06, 2005

Religião ou Superstição ?



“ Eu sou o caminho a verdade e a vida “
Jesus Cristo


Quantas vezes já ouviu dizer que se cruzar um gato preto à sua frente vai ter azar? Quantas vezes se recusou a passar por baixo de um escadote?

Mesmo nos chamados tempos modernos em que a objectividade e a racionalidade são mais valorizadas, são raras as pessoas que não nutrem secretamente crenças irracionais ou superstições.

As superstições servem muitas vezes para satisfazer necessidades emocionais do indivíduo como a rejeição, a solidão e o fracasso.

Para lidar com emoções como o medo e a ansiedade, reforçadas pela predisposição humana para a fantasia e para a preguiça mental, recorrem aos encantamentos e aos amuletos, aos rosários de contas pendurados por aí e medalhinhas exibidas em redor do pescoço.

Também a ideia de nós sermos os únicos responsáveis pelo nosso destino e que Deus nos deu o Livre Arbítrio é assustadora para alguns. Muitas pessoas procuram refúgio em crenças e depositam a sua confiança em coisas absurdas, sem nenhum nexo .

Nalguns casos o medo leva a que entreguem todo o seu pensamento crítico a um líder, guru que se lhes ordenarem passar um cheque, obedecem sem hesitação, porque recusar significa terem que enfrentar a própria liberdade.
Uma lógica desleixada tão fácil que não é de admirar que muitos lancem mão nela.
A predisposição para o mágico e o fantástico é reforçada pelos média em particular pelas televisões e pela indústria cinematográfica.
Os média vivem para os desejos de entretenimento das suas audiências, pelo que, dado o amplo fascínio com a magia, lançam uma corrente constante de filmes e mini séries e notícias devotadas ao tema.
Estes programas abordam tudo, desde vampiros e espíritos até conspirações irracionais e a intervenção de anjos. Esta atenção contínua para com o fantástico aumenta a aceitação pública e explicações supersticiosas.
Crendices e superstições, fantasmas, almas penadas, sacrifício para salvação, entre outro tipo de crenças não tenham nada a ver com o Cristianismo.
Deus é omnipotente, omnipresente, omnisciente, imutável e eterno.
Quem é de Cristo não fica por ai às voltas à espera de reencarnar procurando um “milagreiro “ para fazer o bem à procura de pagar os seus pecados.
Quando Deus perdoa não faz por metade. Quando salva não o faz por metade.
O sacrifício necessário à nossa salvação foi feito na cruz do calvário por Jesus. O povo de Deus não ficará errante no mundo “sobrenatural “, esperando vez para ser purificado.
Por isso convém não esquecer que somos salvos não apenas pelas boas obras. O homem não pode comprar a sua própria salvação.
Quem tem fé não pode acreditar numa vida eterna, cheia de pesar, de sentimentos de culpa, de necessidade de voltar à terra vezes sem conta. Vida eterna significa que Deus é Amor e que anseia fazer-nos felizes apenas e só n´Ele .
Nas palavras de Jesus não encontro nada que tenha a ver com magias, ocultismos, feitiçarias. Jesus vem-nos dar uma nova perspectiva de vida baseada na confiança do Pai, na intimidade da Santíssima Trindade. São Paulo adverte-nos para que rejeitemos os ídolos e as vãs doutrinas (Gálatas 3, 1-5).
E Santo Agostinho adverte-nos de que "o coração humano tão sequioso de amor só encontra descanso em Deus ". O ser humano só se plenifica na intimidade com Deus. Tudo o resto é engano.
..
Deus dotou-nos de razão e livre arbítrio para que possamos criar o nosso caminho sermos responsáveis pelos nossos actos, livres de pensamento.
O escravo da superstição entrega-se a regras que não podem ser questionadas, uma moral coerciva baseada na culpa, no medo, na ameaça.

Há uma tendência à repetição de comportamentos exercidos pelo grupo numa tentativa de se enquadrar num modelo social já realizado.

O submisso da crendice tem tendência ao sectarismo – exclusão de pessoas pertencentes a outros grupos ou que não partilham das mesmas ideias.
Preconceitos que transformam homens em seres mecanizados guiados pelo medo que origina, conserva e alimenta a superstição.

Quem acredita em superstições e crendices vive as presas das suas próprias alusões e crenças por elas mesmo criada.

O psicólogo americano Michael Shermer que se dedica ao combate a superstições afirma que desde há 25 anos que o irracionalismo tem vindo a aumentar. Cada vez mais se acredita nas experiências extra-sensoriais, bruxas, alienígenas e discos voadores.

O “crendeiro” está em toda a parte, em qualquer meio social, entre o povo e a alta sociedade, entre pobres e ricos, ignorantes e eruditos.

Santa Teresa de Ávila disse “Quem a Deus tem, nada lhe falta. Só Deus basta”, que bom seria se todos assim pensassem.


Cláudio Anaia

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Comentários


A partir de hoje o Relances esta aberto a comentários .
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domingo, dezembro 04, 2005

SOBRE O CRUCIFIXO: HAJA COERÊNCIA!



1. Há crucifixos (ou simples cruzes) em algumas escolas públicas!
Há que limpar as escolas dos perturbadores crucifixos, clama uma obscura associação e, por reflexo, emite uma circular o Ministério da Educação!
O país acorda, estremunhado, com tal anúncio revelador de "atraso" e de "anti-modernidade", em pleno século XXI! Perante este dito problema que importa tudo o resto neste Portugal feliz e encantado!

Ora aí está o mais decisivo problema da escola em Portugal: a cruz! O resto é adjectivo. A reforma educativa prossegue. Outros símbolos e outras manifestações da dita modernidade até podem ser subsidiados. E os pais vão dormir descansados: vai deixar de haver crucifixos em algumas escolas…

2. É recorrente nestas alturas falar-se da separação compulsiva entre o Estado e a Igreja.
A receita para tal intervenção é a habitual: o Estado é constitucionalmente laico. No sentido cru e árido da interpretação jurídica até pode ser que possam esgrimir com esta razão estritamente formal e legalista.
Porém, a esta nova investida de raiz jacobina subjazem várias falácias.
A primeira é a de que a neutralidade religiosa torna obrigatório um Estado que transforma a laicidade pura e dura numa nova forma de religião. Como há poucos anos a Conferência Episcopal Portuguesa reafirmou em Carta Pastoral, a louvável e imperativa neutralidade religiosa do Estado não pode, porém, transformar este num Estado anti-religião, um Estado confessional de sinal contrário. Um Estado laico, não confessional não é necessariamente um Estado ateu que faz da laicidade uma espécie de nova religião do Estado.

A segunda é a confusão propositada e enviesada entre Estado e Sociedade, no sentido de que a laicidade do Estado tem que implicar a laicidade da Sociedade.
A separabilidade entre Estado e religião (curiosamente uma ideia que só se concretizou com o cristianismo) não tem que significar necessariamente neutralidade obsessiva seja por hostilidade activa, omissão, indiferença, abstenção, ignorância, desrespeito ou desconhecimento dos fenómenos religiosos.

A liberdade religiosa não se limita ao plano do direito individual na esfera privada intimista, introspectiva. Exprime-se também como direito social, colectivo, comunitário. É uma liberdade de consciência individual, em primeiro lugar, sem deixar também de corporizar uma liberdade colectiva de expressão, de comunicação, de associação, de reunião. Uma liberdade, porém, que nada impõe aos que não professam a mesma fé.

3. Perante esta determinação de pragmatismo secular do Ministério da Educação, e a título de exemplo, pergunto às autoridades políticas e seus úteis (e às vezes bem subsidiados) satélites laicistas da sociedade:
- Sendo a escola não apenas betão armado, mas sobretudo pessoas, professores, alunos e funcionários para quando a proibição de os que são fiéis poderem levar crucifixos ao pescoço ou outros símbolos da sua fé, ainda que de outra religião? Quererão enveredar pelo caminho do jacobinismo republicano francês de que já se estão a ver algumas desastrosas consequências?
- Por que há feriados dias santos neste Estado tão laico? Não serão inconstitucionais? Por que razão o Estado colabora na celebração da paixão e morte do Senhor, da sua Ascensão, ou da Assunção de Nossa Senhora? E sendo dias santos, por que se dispensam de trabalhar nesses dias os ateus e agnósticos que não querem crucifixos nas escolas?
- Por que não são proibidos presépios e árvores de Natal em locais ou estabelecimentos públicos para não ferirem a laicidade do todo-poderoso Estado? Ou será que um crucifixo é mais "perigoso" que a representação simbólica do nascimento de Cristo?
- Por que razões se vêem autoridades públicas, desde o Presidente da República ao mais modesto autarca, a participar nessa qualidade em manifestações da Igreja?
- Por que continua o Estado a pavonear-se em cerimónias religiosas como casamentos e funerais e outras manifestações?
- Por que não acabam com o chamado serviço público da transmissão dominical da missa na televisão do Estado?
- Por que razão alguns intolerantes para com a Igreja a utilizam em proveito próprio quando isso lhes convém nas transacções eleitorais ou populares?
- Por que não proíbem atletas e jogadores das selecções de Portugal de fazerem o sinal da cruz ou de se persignarem publica e abertamente nos seus jogos ou actividades?
- Por que não acabam com esses cartões de boas festas natalícias que os Ministros, Secretários de Estado, Directores-Gerais e tantos responsáveis do Estado gastam com o dinheiro dos contribuintes?
- Por que não erradicam das escolas, hospitais, museus e outros locais públicos todos os resquícios de cristianismo ou outras religiões, desde as chagas de Cristo na Bandeira Nacional até à audição de oratórias, requiems, magnificat e outras músicas sacras?
- Por que não mandam fazer uma auditoria a todos os espaços públicos para retirar todas as manifestações artísticas, designadamente de pinturas, alusivas a Cristo?
- Por que são estes arautos do pragmatismo secular e da denúncia de qualquer sinal religioso no Estado, os primeiros a meterem-se na vida intraeclesial, opinando com "autoridade" sobre o celibato do clero, a não dissolução do matrimónio religioso, o acesso das mulheres à ordenação, etc?

4. Por aqui me fico. A tolerância não se decreta ou despacha. Exercita-se no respeito pela diferença e por essa realidade fundamental, às vezes tão desprezada, que se chama família A intolerância, por seu lado, é uma prova de falta de inteligência e de cegueira.. E a demonstração de que a história e a tradição são desprezíveis para certas mentes, tal o ódio que destilam perante a Igreja.
Sei que está na moda este tipo de actuação. E que para proteger as minorias, nada melhor que desprezar as maiorias!
Mas como católicos, não é tanto de tolerância que temos necessidade, mas de respeito. E como afirmava Jean Guitton, "pretender que se é neutro, que todas as opiniões são verdadeiras, é pressupor que são todas falsas. Eis o cepticismo: a cada um a sua verdade e todos estarão tranquilos".

António Bagão Félix
Dezembro de 2005

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Será ?



Todas as Cartas de Amor são Ridículas

Todas as cartas de amor são Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras, Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser Ridículas.
Mas, afinal, Só as criaturas que nunca escreveram Cartas de amor
É que são Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso Cartas de amor Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas, Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente Ridículas.)

Alvaro de Campos

quarta-feira, novembro 23, 2005

Madre Teresa de Calcutá




"Não posso dar-me ao luxo da política. Fiquei 5 minuntos a escutar um político e morreu-me 1 velhinho em Calcutá. "

Madre Teresa de Calcutá

Terror em Linyi


Cartaz incentivando o controle de natalidade


Funcionários públicos obrigam mulheresa fazer abortos e esterilizações

A cidade de Linyi, na província de Shandong, no leste da China, está mergulhada no terror.
Desde março passado, funcionários públicos já forçaram pelo menos 7 000 mulheres a fazer aborto ou a se submeter a cirurgias de esterilização. Os relatos impressionam pela violência. Um deles narra a história de uma mulher que, no nono mês de gestação, foi rendida dentro de sua própria casa. Agentes do governo aplicaram-lhe uma injeção no ventre e dez horas depois ela deu à luz uma menina – morta. Nas famílias com mais de um filho, muitas mulheres simplesmente foram arrastadas às clínicas de esterilização. Parentes que resistiram à medida foram ameaçados, presos ou torturados. Essas atrocidades são reflexo da rígida política de controle de natalidade que vigora no país há mais de vinte anos. Os funcionários das províncias que registram as menores taxas de nascimento ao longo de um ano são promovidos e recebem benefícios extras. Em 2004, como Linyi foi a recordista de nascimentos em toda Shandong, os servidores partiram para a solução da força, a fim de cumprir suas "metas".

Na China, o aborto é legal e, em algumas regiões, até incentivado, como forma de conter o avanço demográfico. Em 1949, ano da criação da República Popular da China, o país contava com 540 milhões de habitantes. Vinte anos mais tarde, chegava a 800 milhões de pessoas. Entre o fim da década de 70 e o início dos anos 80, a população do país chegou a 1 bilhão. Como forma de conter esse aumento, o governo implementou um rígido programa de controle de natalidade. Sob pena de multas pesadas e outras sanções, os chineses foram proibidos de ter mais de um filho. Exceção feita aos pais de meninas, moradores de áreas rurais, e àqueles casais que geraram crianças com deficiências físicas. Ainda assim, a China conta hoje com 1,3 bilhão de habitantes.

( Fonte: Revista Veja)

terça-feira, novembro 22, 2005

Vamos ajudar os Sem Abrigo !!


Amigos!

Estamos numa altura do ano em que começa a chover e o frio ja anda por aí .

Por isso a vida de quem dorme na rua está mais complicada.

Quase sempre por esta altura começamos a preparar as nossas roupas de Inverno para a nova estação. Se por acaso encontrarem alguma coisa que já não precisem e que deixaram de gostar, essas coisas são muito bem vindas para quem nada tem.

Estou a colaborar na Comunidade Vida e Paz, que trabalha com os sem abrigo na zona de Lisboa e estarei disponível para levar essas coisas roupas,meias, calçado, mantas, brinquedos,...), que podem ser de Homem ou Mulher e, infelizmente, também de Criança.

Ou se preferirem podem ir entregar directamente à Comunidade que está quase sempre aberta, inclusive ao fim-de-semana

Obrigado!

Ana Margarida Santos

Comunidade Vida e Paz
LISBOA - SÃO JOÃO DE BRITO
Rua Domingos Bontempo 7 Lisboa
1700-142 LISBOA

segunda-feira, novembro 21, 2005

Maior Arvore Natal da Europa


Maior árvore de Natal da Europa iluminada em Lisboa
Mais de dois milhões de luzes iluminam a Praça do Comércio, em Lisboa, na maior árvore de Natal da Europa. Com 72 metros de altura, uma altura que corresponde a 23 andares, e 170 toneladas de peso, a montagem da estrutura envolveu 350 pessoas, ao longo de 44 dias consecutivos de trabalho.

sábado, novembro 19, 2005

Mensagem



"Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós .... "

Jesus Cristo

João 15:20 - Biblia Sagrada

sexta-feira, novembro 18, 2005

Bom Exemplo


Os deputados ingleses nos Parlamentos,

1 . não tem lugar certo onde sentar-se na Câmara dos Comuns;
2 . não têm escritórios, não têm secretários nem automóveis,
3 . não têm residência (pagam pela sua em Londres ou nas províncias);
4 . não têm passagem de avião gratuita, salvo quando a serviço do próprio Parlamento.
Tudo isso têm que pagar de seu bolso.
E seu salário equipara-se ao de um Chefe de Seção de qualquer repartição.

quinta-feira, novembro 17, 2005

Boas Noticias !




Já foi apresentado o "computador a 100 dólares" (cerca de 85 euros). Mas não o poderá comprar: estas máquinas, ainda em protótipo, destinam-se a serem oferecidas a crianças dos países menos desenvolvidos.


É verde e tem uma manivela amarela para poder funcionar onde nem sequer há electricidade. Tem um desenho de excepcional versatilidade. Faz tudo o que os computadores grandes fazem, incluindo acesso à Internet sem fios. Só tem um ecrã mais pequeno e pouca memória de discos.

Usa o sistema operativo Linux, pode ser alimentado normalmente ou com a manivela incluída, ligações Wifi e USB. Os protótipos têm um processador de 500 Mhz e 1GB de memória. É um sonho de Nicolas Negroponte, um dos "gurus" das novas tecnologias que agora conseguiu o importante apoio de Kofi Annan.

Negroponte tenciona conseguir encomendas na casa dos 5 a 10 milhões de computadores, todos para serem oferecidos a crianças e escolas de alguns dos países mais pobres do mundo. Estão a decorrer negociações com a Nigéria, Egipto, Brasil, Argentina, Tailândia, China e Índia. Ainda não foram escolhidos os fabricantes, mas Negroponte espera ter alguns milhares de máquinas em 2006, apontando metas ambiciosas, na ordem das dezenas de milhões, no início de 2007.

A prioridade é conseguir distribuir as máquinas gratuitamente, mas Negroponte não exclui a possibilidade de serem vendidos computadores com a mesma tecnologia a preços até mais elevados, seria mais uma forma de financiar o programa "um computador portátil para cada criança". Nos países onde Negroponte quer colocar a "máquina verde", 85 euros é muito dinheiro. Levar tais tecnologias a populações que lutam pela comida diária não é uma iniciativa pacífica. É um dos mais ambiciosos programas para levar a sociedade de informação de facto a todos. Utopia ou iniciativa genial, loucura ou um programa que ficará na história da humanidade, tudo indica que a resposta está para breve.

Apresentação do computador de 100 dólares no MIT: http://laptop.media.mit.edu/

Noticia retirado do site : www.sic.pt


quinta-feira, novembro 10, 2005

terça-feira, novembro 08, 2005

domingo, novembro 06, 2005

14 verdades sobre Aborto


“ O Aborto é o pior inimigo da Paz”
Madre Teresa de Calcutá

Os nossos políticos, as vezes parece que não tem mais com que se preocupar, do que tentar liberalizar totalmente o Aborto.

Será que esses senhores esquecem que uma situação humana que não pode flutuar ao vento dos humores e engenhos políticos, circunstâncias que engendram com jogos de poder, estratégias de agenda política ou de campanhas eleitorais?

A vida é um dom único e o mais especial de todos, por isso deveria ser preservado de gritarias e falácias, onde se diz mais o que convém, do que aquilo que mais respeita ao ser humano.Por isso, nos últimos tempos andámos com atabalhoamentos de calendário e Referendo, sobre o aborto sem que o povo perceba o que se está a passar.

O tapete político exige pronunciamentos que embaracem as próximas presidenciais, numa pressa sem limites de referendar o que o povo já referendou. O povo esse que já disse NAO ao aborto .

Mas como nunca é demais saber , hoje aqui deixo 14 verdades que respondem alguns argumentos daqueles que defendem a legalização do Aborto

.1 – QUAL A QUESTÃO QUANDO SE FALA DE DESPENALIZAÇÃO DO ABORTO?

Desde 1984, é legal em Portugal abortar-se por perigo de vida ou razões de saúde da mãe, malformação do feto e violação. O referendo de 2006 propõe que a mulher possa abortar até às dez semanas, nos nossos hospitais e clínicas privadas, com os serviços pagos pelos nossos impostos, sem ter que dar qualquer razão. Vários partidos propõem também alargar os prazos legais.

2 - O BEBÉ TEM ALGUMA PROTECÇÃO LEGAL?

Por enquanto ainda vivemos numa sociedade que considera que todos, e especialmente os mais fracos e desprotegidos, merecem protecção legal; mesmo na lei de 1984 este era o princípio base, no qual se abriam algumas excepções. Se a despenalização passar, é o princípio base que muda, é como se a sociedade portuguesa dissesse que há seres humanos com direitos de vida ou de morte sobre outros seres humanos. É admitir que o mais forte (a mulher) imponha a sua vontade ao mais fraco (o bebé), sem que este tenha quem o defenda.

3 - DIZEM QUE O FETO AINDA NÃO É PESSOA E POR ISSO NÃO TEM DIREITOS...

Dentro da mãe não está de certo um animal ou uma planta, está um ser humano em crescimento com todas as suas características em potência desde o momento da concepção. Dependente da mãe, como estará durante muito tempo depois de nascer (se deixarmos um bebé no berço sem o alimentarmos ele morre), dependente como muitos doentes ou idosos (será que por isso estes também não são pessoas nem têm direitos?). É por serem mais frágeis que os bebés, dentro ou fora do seio materno, os doentes e idosos, precisam mais da protecção legal dada por toda a sociedade.

4 - E OS PROBLEMAS DA MULHER?

A suposta solução dos problemas dum ser humano não pode passar pela morte doutro ser humano. Esse é o erro que está na base de todas as guerras e de toda a violência. A mulher em dificuldade precisa de ajuda positiva para a sua situação. A morte do seu filho será um trauma físico e psicológico que em nada resolve os seus problemas de pobreza, desemprego, falta de informação, etc.. Para além disso, a proibição protege a mulher que muitas vezes é fortemente pressionada a abortar contra vontade pelo pai da criança e outros familiares, a quem pode responder que recusa fazer algo proibido por lei (nos estudos que existem referentes aos países onde o aborto é legal, mais de metade das mulheres que abortaram disseram que o fizeram obrigadas).

5 - MAS A MULHER NÃO TEM O DIREITO DE USAR O SEU CORPO?

A mulher não tem o direito de dispor do corpo de outro. O bebé não é um apêndice que se quer tirar, é um ser humano único e irrepetível, diferente da mãe e do pai, com um coração que bate desde os 18 dias (quando a mãe ainda nem sabe, muitas vezes, que está grávida), com actividade cerebral visível num electroencefalograma desde as 6 semanas, com as características físicas e muitas da sua personalidade futura presentes desde o momento da concepção.

6 - E O PAI DA CRIANÇA, TEM ALGUM DIREITO OU DEVER NESTA DECISÃO?

Não, o homem fica sem nenhuma responsabilidade, e também sem nenhum direito. A mulher pode matar o filho dum homem contra a vontade dele. Quando a mulher decide ter a criança a lei exige que o pai, mesmo contra vontade, lhe dê o nome, pensão de alimentos, etc., mas se decide não o ter o pai não pode impedir o aborto - fica excluído na decisão de vida ou de morte do seu próprio filho.

7 - E QUANTO À QUESTÃO DA SAÚDE DA MULHER QUE ABORTA?

Legal ou ilegal, o aborto representa sempre um risco e um traumatismo físico e psicológico para a mulher. Muitas vezes o aborto é-lhe apresentado como a solução dos seus problemas, e só tarde demais ela vem a descobrir o erro dessa opção. O aborto por sucção ou operação em clínicas e hospitais legais, provoca altas percentagens de cancro de mama, de esterilidade, de tendência para aborto espontâneo, de infecções que podem levar à histerectomia, de depressões e até suicídios.

8 - MAS TEM QUE SE ACABAR COM O ABORTO CLANDESTINO

É verdade, temos mesmo é que acabar com o aborto, que ninguém precise dele, mas a despenalização não ajuda em nada à sua abolição. Os números provam que em praticamente todos os países, após a despenalização, não só aumentou muito o aborto legal, como não diminuiu o aborto clandestino, pois a lei não combate as suas causas (quem quer esconder a sua gravidez não a quer revelar no hospital, por exemplo). A diminuição do aborto passa por medidas reais e positivas de combate às suas causas (pela prevenção através da educação sexual e da educação para uma sexualidade responsável, pelo apoio às mães grávidas em dificuldade, etc.), e não há melhor forma de ajudar o governo a demitir-se destas prioridades do que despenalizar o aborto (“para quem tiver problemas já pusemos os serviços hospitalares à disposição, quem não os quiser usar, que resolva a sua própria situação...”).

9 - ENTÃO QUEREM QUE AS MULHERES QUE ABORTAM VÃO PARA A CADEIA?

Uma mãe apanhada a roubar pão para o filho com fome não vai presa, precisa é de ajuda, e lá por isso ninguém diz que o roubo deve ser despenalizado. É importante que as pessoas saibam que matar um ser humano, dentro ou fora do ventre materno, é um crime, e por isso é, como todos os crimes, punível por lei. Mas só ao juiz cabe decidir, tendo em atenção as circunstâncias atenuantes. Aliás, há mais de 30 anos que nenhuma mulher vai para a cadeia por ter abortado, os poucos casos referem-se a quem faz do aborto um negócio. Mais importante é ver quantas vidas uma lei salva.

10 - A DESPENALIZAÇÃO SERIA SÓ PARA AS MULHERES?

Não. A despenalização abrange todos: médicos, pessoas com fortes interesses económicos nesta prática, pessoas que induzem ao aborto, etc.. Estes, na lei de 1984, tinham penas muito mais pesadas que a própria mulher. As leis pró-aborto abrem as portas ao grande negócio das Clínicas Privadas Abortivas.

11 - MAS A DESPENALIZAÇÃO NÃO OBRIGA NINGUÉM A ABORTAR...

Está provado que a despenalização torna o aborto mais aceitável na mentalidade geral, e por isso mesmo leva na prática ao aumento do número de abortos. A lei não só reflecte as convicções duma sociedade como também enforma essa mesma sociedade. O que é legal passa, sub-repticiamente, a ser considerado legítimo, quando são duas coisas muito diferentes (lembremo-nos dos alemães em Nuremberga que diziam não ter responsabilidades no extermínio dos judeus porque se tinham limitado a cumprir a lei).

12 - PORQUE SE PROPÕEM PRAZOS PARA O ABORTO LEGAL?

Os próprios defensores da despenalização sabem que o aborto em si mesmo é um mal e que a lei tem uma função dissuasora necessária, por isso mesmo não pedem a despenalização até aos nove meses. No entanto, não há nenhuma razão científica, ética, ou mesmo lógica para qualquer prazo. Ou o bebé é um ser humano e tem sempre direito à vida, ou é considerado uma coisa que faz parte do corpo da mãe e sobre o qual esta tem sempre todos os direitos de propriedade. É de perguntar porque é que até às X semanas mulheres e médicos não fazem mal nenhum, e às X semanas e meia passam a ser todos criminosos.

13 - O ABORTO É SÓ UM PROBLEMA RELIGIOSO OU ABRANGE OS DIREITOS DO HOMEM?

O aborto ataca os Direitos do Homem. O direito à Vida é a base de todos os outros. O direito de opção, o direito ao uso livre do corpo, o direito de expressão, etc. - todos os direitos que as mulheres se arrogam para poderem abortar, só os têm porque estão vivas, porque lhes permitiram e permitem viver. Ao tirarem a vida aos filhos estão também a roubar-lhes todos os outros direitos.Além disso, a Declaração dos Direitos do Homem explicita que aqueles direitos são para todos, independentemente de raça, religião, sexo, etc.. A despenalização do aborto acrescenta um grande “Se...” à lista dos Direitos do Homem, ou seja, todo o ser humano tem direito a isto tudo, mas só se for desejado pela mãe, senão já não tem direito nenhum.

14 - SER CONTRA A DESPENALIZAÇÃO NÃO É SER INTOLERANTE E RADICAL?

Não. O aborto é que é totalmente intolerante e radical para com a criança, porque a mata; não lhe dá quaisquer direitos, não lhe dá opção nenhuma. Os pró-despenalização têm em conta a posição dum só dos intervenientes: a mulher. O “Não” ao aborto obriga-nos a todos, individualmente e como sociedade, a ter em consideração os dois intervenientes. Ao bebé temos obrigação de proteger e de permitir viver. À mulher temos obrigação de ajudar para que possa criar o seu filho com amor e condições dignas ou para que o possa entregar a quem o faça por ela, através de adopção, etc..O que importa é ajudar a ver as situações pelo lado positivo e da solidariedade, e não deixar que muitas mulheres se vejam desesperadamente sós em momentos extremamente difíceis das suas vidas. É preciso que elas saibam que há sempre uma saída que não passa pela morte de ninguém, e que há muitas .

Cláudio Anaia

sábado, outubro 29, 2005

Elogio ao Amor ?



Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito.

Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.

O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.

Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja.

Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino.

O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não está lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira.

E valê-la também .

Autor desconhecido

sexta-feira, outubro 28, 2005

Esquecimento



O Esquecimento é em muitas vezes uma boa almofada para esquecer o mal que fizemos

quinta-feira, outubro 27, 2005

Mascaras






A Mascara que muitos usam dificulta a aprendizagem que poderíamos ter uns com os outros

quarta-feira, outubro 26, 2005

Fazer mal




Tenho convicção que aqueles que fazem mal ao próximo , nunca são verdadeiramente felizes .

terça-feira, outubro 25, 2005

quinta-feira, outubro 20, 2005

Demagogia -1982


Aqui fica a letra uma música de Lena D'Água de 1982, que reprsenta, 23 anos depois, muito bem a actualidade dos dias de hoje .


Demagogia

Dão nas vistas em qualquer lugar
Jogando com as palavras como ninguém
Sabem como hão-de contornar
As mais directas perguntas

Aproveitam todo o espaço
Que lhes oferecem na rádio e nos jornais
E falam com desembaraço
Como se fossem formados em falar demais

Demagogia feita à maneira
É como queijo numa ratoeira

P’ra levar a água ao seu moinho
Têm nas mãos uma lata descomunal
Prometem muito pão e vinho
Quando abre a caça eleitoral

Desde que se vêem no poleiro
São atacados de amnésia total
Desde o último até ao primeiro
Vão-se curar em banquetes, numa social

Demagogia feita à maneira
É como queijo numa ratoeira



Letra e música de Luís Pedro Fonseca
Álbum Perto de ti, Lena d’Água 1982

quarta-feira, outubro 19, 2005



O facto de estarmos sozinhos muitas vezes, não quer dizer estarmos errados .
Pelo o contrario , muitas vezes estar sozinho é sinonimo de clareza e lucidez de não querer ser apenas mais um .

segunda-feira, outubro 17, 2005

A Maior Vergonha dos Políticos Portugueses : A Fome




17 de Outurbo - Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza

“A existência de 2 milhões de pessoas que vivem em situação de pobreza em Portugal, traduz uma injustiça e constitui uma ofensa à dignidade pessoal e um desrespeito pelos direitos humanos, que só nos pode incitar ao profundo inconformismo. "

Rede Europeia Anti-Pobreza em Portugal (REAPN)

sábado, outubro 15, 2005

O Professor Ateu


Um dia, na sala de aula, o professor estava explicando a teoria da evolução aos alunos.

Ele perguntou a um dos estudantes:- Tomás, vês a árvore lá fora?
- Sim, respondeu o menino.
O Professor voltou a perguntar:- Vês a Relva?
E o menino respondeu prontamente:- Sim.
Então o professor mandou Tomás sair da sala e lhe disse para olhar pra cima e ver se ele viu o céu.
Tomás entrou e disse:- Sim, professor, eu vi o céu.
- Viste a Deus? Perguntou o professor.
O menino respondeu que não.
O professor, olhando para os demais alunos disse:-
É disso que eu estou falando! Tomás não pode ver a Deus, porque Deus não está ali !
Podemos concluir então que Deus não existe.
Nesse momento Pedrinho se levantou e pediu permissão ao professor para fazer mais algumas perguntas a Tomás.
- Tomás,vês a relva lá fora?
- Sim.
- Vês as árvores?
- Sim.
- Vês o céu?
- Sim.
- Vês o professor?
- Sim.
- Vês o cérebro dele?
- Não - disse Tomás.
Pedrinho então, dirigindo-se aos seus companheiros, disse:
- Colegas, de acordo com o que aprendemos hoje, concluímos que o professor não tem cérebro.

sexta-feira, outubro 14, 2005

ILUSÕES DO AMANHÃ

Por que eu vivo procurando
Um motivo de viver,
Se a vida às vezes parece de mim esquecer?
Procuro em todas, mas todas não são você
Eu quero apenas viver
Se não for para mim que seja pra você.
Mas às vezes você parece me ignorar
Sem nem ao menos me olharMe machucando pra valer.
Atrás dos meus sonhos eu vou correr
Eu vou me achar, pra mais tarde em você me perder.
Se a vida dá presente pra cada umO meu, cadê?
Será que esse mundo tem jeito?Esse mundo cheio de preconceito.
Quando estou só, preso na minha solidão
Juntando pedaços de mim que caíam ao chão
Juro que às vezes nem ao menos sei, quem sou.
Talvez eu seja um tolo,Que acredita num sonho
Na procura de te esquecer
Eu fiz brotar a florPara carregar junto ao peito
E crer que esse mundo ainda tem jeito
E como príncipe sonhador
Sou um tolo que acredita ainda no amor.

PRÍNCIPE POETA (Alexandre Lemos - APAE)
Este poema foi escrito por um aluno da APAE, chamado, pela sociedade, deexcepcional.Excepcional é a sua sensibilidade! Ele tem 28 anos, com idade mental de 15 epeço que divulguem para prestigiá-lo. Se uma pessoa assim acredita tanto porque as que se dizem normais não acreditam?

(Emaill recebido Brasil)

sexta-feira, outubro 07, 2005

2 Anos de Blog


Neste mundo não tenho grandes projectos e ambições de vida. Quero apenas e só continuar a ser feliz . Nestes dois anos de blog , este espaço ajudou-me muitas vezes a sê-lo !

quinta-feira, outubro 06, 2005

Relance 390



Porque será que aqueles que nada fazem, são sempre os primeiros a criticarem aqueles que fazem ?

Pensemos nisso !

quarta-feira, outubro 05, 2005

Relance 389

Hoje dia da República Portuguesa , trago aqui um texto de um amigo, o MarceloMoniz .

VIVA A REPÚBLICA! VIVA PORTUGAL !
A implantação da República em Portugal, em 5 de Outubro de 1910 (completam-se agora 95 anos), não foi resultado exclusivo da revolta militar personificada na Rotunda pelo comandante Machado Santos e apoiada nas ruas pelas células carbonárias de lisboa .
Uma conspiração internacional, envolvendo a Maçonaria inglesa e a Família Real britânica, deu aos revoltosos portugueses a garantia prévia (e escrita) de que a Inglaterra, a França e a Espanha não levantariam um dedo para salvar a Dinastia de Bragança.
E só depois de obtida esta garantia o estado-maior revolucionário avançou para pôr fim à Monarquia mais antiga do Continente Europeu.Numa reconstituição historiográfica exaustiva, agora publicada em livro sob o título ?Com permissão de Sua Majestade?, o jornalista e investigador Jorge Morais sustenta que, em 5 de Outubro, as tropas revoltosas se limitaram a seguir o ?sinal verde? dado a partir de Londres pelo poderoso ?lobby? liberal radical (em que pontificavam altos dignitários maçons, homens de negócios ingleses com interesses na África portuguesa e jornalistas de influência internacional) com conhecimento e permissão de dois membros da Família Real britânica: o próprio Rei Jorge V e seu tio, o Duque de Connaught.Na sua obra, baseada em documentação de grande rigor historiográfico mas apresentada numa linguagem acessível ao leitor comum, o autor relata como, em Setembro de 1909, o Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, Sebastião de Magalhães Lima, viajou secretamente para Londres a fim de obter garantias da congénere inglesa (cujo Grão-Mestre era então o Duque de Connaught, filho favorito da Rainha Victoria e irmão do Rei Eduardo VII) de que o golpe em Lisboa teria a aprovação do Governo de Sua Majestade, chefiado por Asquith e integrado por Winston Churchill, Lloyd George e Edward Grey ? maçons de inegável peso na política mundial da época.Valendo-se de uma teia de cumplicidades maçónicas, políticas, jornalísticas e financeiras, Magalhães Lima voltou a Londres em Julho de 1910 (já com o Rei Jorge V no Trono), agora acompanhado pelo abastado homem de negócios e dirigente republicano José Relvas, para ouvir da boca de um membro do Governo inglês a confirmação de uma ?neutralidade compreensiva?.
A posição das autoridades de Londres, expressa por escrito num Memorandum secreto a que o autor teve acesso nos Arquivos Nacionais britânicos, permitiu aos revoltosos lançarem-se confiadamente numa revolução que, sem esse apoio, tinha falhado de tentativa em tentativa nos 20 anos anteriores.
E, com efeito, três meses após o seu encontro reservado no Foreign Office, a República estava implantada em Portugal.?Com permissão de Sua Majestade? traça o quadro político, nacional e internacional, em que decorre esta conspiração; comprova a ligação dos principais intervenientes à Maçonaria e ao ?lobby? radical europeu; transcreve correspondência, até hoje mantida no silêncio dos arquivos, entre a Grande Loja Unida de Inglaterra e altos dirigentes do Grande Oriente Lusitano; reconstitui as viagens do Grão-Mestre português e a sua passagem pelas Lojas de Londres; evidencia o ambíguo papel do Rei Jorge V (primo do último Monarca português, D. Manuel II) em toda a trama; e revela por extenso o Memorandum do Ministério britânico dos Negócios Estrangeiros que permitiu aos revolucionários de Lisboa implantarem, por fim, a República em 5 de Outubro de 1910.
Marcelo Moniz

segunda-feira, outubro 03, 2005

Relance 388


O primeiro eclipse solar do século em Portugal

Ocorreu hoje um dos fenómenos mais espectaculares que a natureza proporciona, um eclipse do Sol. Os eclipses solares não perderam o poder de fascinar os habitantes terrestres, agora dominados pelo prazer de verificar as previsões que os recursos físicos e matemáticos possibilitam, enquanto no passado o mesmo acontecimento sugeria os mais terríveis prenúncios de pestes, guerras ou outras calamidades. Em Portugal, este foi o primeiro eclipse do Sol neste século.

sábado, outubro 01, 2005

Relance 387


Continuamos a andar para trás

MADRID - O vereador Socialista madrileno e ferrenho militante em favor dos direitos dos gays e das lésbicas, Pedro Zerolo, casou-se neste sábado com seu noivo, Jesús Santos .

Agora sõ falta adoptarem uma criança e passearem todos juntos como se tudo fosse normal ...

sexta-feira, setembro 30, 2005

Relance 386


"A violência não é força, mas fraqueza, nem nunca poderá ser criadora de coisa alguma, apenas destruidora "

Benedetto Croce

Sempre achei a nossa classe poltica de uma forma geral mediocre e sem qualidade.
Hoje trago mais uma facto: a imprensa diz que"candidatos acusam outros candidatos de incentivarem a violência fisica . "

Mais palavras para quê ? São artistas portugueses !

Relance 385



A Terra vista do céu numa fotografia de Yan Arthus-Bertrand

terça-feira, setembro 27, 2005

Relance 384


Inicio da Campanha Eleitoral /Autárquicas 2005

"O politico é um acrobata. Ele mantém o balanço dizendo o oposto daquilo que fez "

Maurice Barres

domingo, setembro 11, 2005

Relance 381




ESCÂNDALO

Preços :

Gasóleo - 1.039 ( 208$30)

Gasolina sem Chumbo 95 - 1.299 ( 260$42)

Gasolina sem chumbo 98 - 1.364 (273$45 )

Gasolina Super Avtivada - 1.364 (273$45)

sexta-feira, setembro 09, 2005

Relance 380




O Pai , o Filho e o Burro

Um pai andava pelas ruas com o seu filho e um Burro . O pai ia montado no animal, enquanto o filho o conduzia, puxando o burrico por uma corda.

- Pobre criança ! - exclamou uma pessoa na rua . -Uma criança tão pequena se esforçando tanto ! Como pode o pai ficar ali sentado tão calmamente em cima do burro, assistindo ao filho a "morrer" de cansaço de tanto correr .

O Pai não gostou da observação, desmontou do burro e colocou o menino sobre a tela. Logo em seguida ouviram outro comentário :

- Que absurdo ! O pequeno fedelho vai lá sentado como um sultão enquanto o seu pobre e velho pai corre ao lado .

O mennino não gostou da observação, e então pediu ao pai que montasse também no burro, às suas costas .

- Onde ja se viu uma coisa dessas ! - resmungou uma mulher que passava. Tamanha cruelde com os animais ! O lombo do pobre jumento ja esta envergando de tanto sofrer. Como pode esse velho e seu filho usarem o animal como se ele fosse um sofá ? Pobre criatura !

Logo em seguida o pai e o filho sem dizer uma palavra, desmontaram .

Entretanto mal tinham dado uns passos, outro estranho fez troça deles : - Graças a Deus que não sou tão estupido assim ! Porque conduzem vocês dois esse jumento se ele não lhes presta serviço algum, nem mesmo serve de montaria para um de vocês ?

Serenamente o pai , agarra num monte de palha na boca do burro, pôs a mão sobre o ombro do filho e disse :

- Independetemente do que fazemos , sempre há alguém discordando das nossas atitudes . Na verdade, na vida iras encontrar pessoas que falaram mal de ti , criar calúnias e invejar-te .

O que importa é que continues a caminhar e acreditar nos teus valores e príncipios .

Alexandre Rangel

quinta-feira, setembro 08, 2005

Relance 379





Torres de Troia foram abaixo

Em segundos, duas das seis torres do complexo turístico da Torralta caíram através de 95 quilos de explosivos .

quarta-feira, setembro 07, 2005

Relance 378


O Cérebro e a Oração


Estudo revela que oração estimula parte do cérebro responsável por sistema imunológico.
Após estudo com milhares de pessoas, médicos norte-americanos descobriram que a fé faz bem à saúde. Segundo o estudo, pessoas que tem uma religião vivem mais.
Quem reza, ora ou freqüenta uma igreja vive 29% mais do que os ateus. Cerca de 125 mil pessoas, reunidas em 42 estudos, foram entrevistadas.

Dessas entrevistas, foram registrados mais de 10 mil casos de cura pela fé.

Para os cientistas, rezar ou orar faz bem à saúde. Eles ainda não conseguem explicar por que, mas suspeitam de que, orando, religiosos estimulam a parte do cérebro responsável pelo sistema imunológico.

Sendo assim, a fé fortalece o corpo e alimenta a alma. Em testes feitos em laboratório, os cientistas estimularam a parte do cérebro responsável pelo sistema imunológico, fazendo com que os pacientes experimentassem o sentimento da fé.

Mauro Victor
(Psicológo Clínico)

terça-feira, setembro 06, 2005

Relance 377



Para que serve o poder ?
Para que serve o dinheiro ?

Na verdade nem sequer os grandes edificios permanecem .
Levando pouco ou muito tempo todas as coisas desaparecem .

A única coisa que permanece é a alma humana .

quarta-feira, agosto 31, 2005

Relance 375


Portugalzinho…

“Portugal é um país de invejosos “
José Gil


Gosto de Portugal! Uma das melhores sensações que posso ter é regressar a este país à beira-mar plantado e ser recebido com a simpatia e hospitalidade que nos é tão característica. Gosto do meu país como se gosta de um grande amor, tal como ele é...

Portugalzinho… país pequenino, mas com feridas profundas que só não vê quem não quer; afinal já diz o velho ditado que “o pior cego é aquele que não quer ver”.

Onde numa revolução, em que ergueram cravos em vez de armas, clamavam ideais que ficaram por isso mesmo, por meras palavras. O 25 de Abril é uma fraude, e quem o fez deve sentir-se frustrado porque não conseguiu abolir as barreiras entre o poder e o povo. O país continua dividido entre o poder e o saber, entre a pobreza e a ignorância.

Portugalzinho… porque os séculos vão passando e as águas renovam-se enquanto o povo continua impávido e sereno assistindo de plateia à sua própria degradação. O português é temoroso, passivo e raramente dá o passo em frente afrontado pelo medo da mudança. Apesar não haver ninguém como nós, portugueses, para gritar. Nada de diálogos. Quem fala mais alto é quem ganha. De preferência faça-se de vítima, resulta quase sempre.

País de brandos costumes, que aceita tudo de forma leviana… os sindicatos não são mais do que correntes dos pensamentos políticos que se sentam na Assembleia. Mas nada é grave quando um político “desvia” em proveito próprio, tornando-se manchete, mas ao fim de algum tempo ainda consegue o pontapé de saída para um cargo superior.

Mas o político não é o único culpado! Português que se preze utiliza a técnica do “desenrasca” e até podia haver cursos de peritagem na fuga aos impostos onde, concerteza, seríamos os melhores.

Portugalzinho… que apresenta no pequeno ecrã sempre as mesmas caras para comentadores políticos ou políticos comentadores. Alguém já percebeu a diferença? É que as caras são as mesmas, as críticas e as opiniões também… Mas a televisão não pára de nos surpreender, próxima grelha: Télelixo como de costume, Big Brother’s, Quintas das Celebridades entre outros, em detrimento do indivíduo que quer continuar sóbrio e equilibrado. Óptimo para os políticos que preferem o ignorante.

Vivemos alienados com futebol e tudo gira em torno do mesmo. A arte, a leitura, enfim a nossa cultura, reduzida a uma bola no campo. Quem ganha são jornais desportivos que continuam a ser líderes.

Portugalzinho… que se apresenta com slogans anti-racismo mas depois de abrir fronteiras para as mais variadas etnias lhes dá em troca trabalhos forçados a baixo custo com o bónus de condições indignas de qualquer ser humano.

Somos a aberrante consequência de um capitalismo selvagem que não soube aproveitar os fundos comunitários europeus. Não investiu na educação, na economia ou na administração fiscal. Exemplo feliz de utilização desses mesmos fundos vive ao nosso lado, os nuestros hermanos que há 25 anos estavam atrás de nós…

Portugalzinho… por vezes mesquinho, que se contenta com a desgraça alheia, que prefere o produto estrangeiro, mas que gosta mesmo é das recordações “gratuitas” que encontra com facilidade no W.C. do avião, ou no hotel…

Portugal, Portugalzinho que tem tudo para ser uma potência, mas que prefere maldizer o seu próprio umbigo sem olhar à sua volta, onde o sol espreita e a geografia convida. Somos genuínos, sabemos sorrir com pão e vinho sobre a mesa porque afinal somos portugueses. Somos grandes em tanta coisa e não sabemos dar valor as qualidades e características de um povo que foi conquistador há 500 anos atrás.

Cláudio Anaia, O cogitador

terça-feira, agosto 30, 2005

Relance 374


Curioso… que as pessoas mais felizes que eu conheci, foram aquelas que não desejavam.

segunda-feira, agosto 29, 2005

Relance 373




(...) Por causa do amor a pira converte-se em trono,
(...) Por causa do amor o Demónio converte-se numa esposa
purificada
(...) Por causa do amor os leões são inofensivos como ratos.
Por causa do amor a doença passa a ser saúde.

Al Rumi