quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Qualquer semelhança com a realidade



Esta é uma história verídica: uma amiga estacionou o seu carrito em cima da passadeira e foi à sua vida. Passadas duas horas, quando regressou, tinha o mesmo todo riscado e com o braço do limpa-vidros traseiro totalmente destruído. No pára-brisas encontrava-se uma notinha que dizia apenas (em letra feminina): Deve julgar que os peões têm asas.

Não estacione na passadeira!!!.Imaginamos uma senhora, na casa dos 40, a atravessar a passadeira. Quando está a chegar ao passeio, repara que um carro lhe bloqueia o caminho. Furiosa com o transtorno, pensa para com os seus botões: "Que falta de civismo. Isto é uma vergonha. As pessoas não se sabem comportar e são uns incivilizados. Ah, mas isto não fica assim! Em vez de chamar a polícia, vou arrancar aqui o braço do limpa-vidros e riscar o carro todo deste selvagem".Esta pequena história, para além de dizer muito da vida sexual desta senhora, tem uma moral curiosa.

Substituam o carro por um cartoon, a passadeira pelo respeito às convicções religiosas e o braço do limpa-vidros por uma embaixada estrangeira. Curioso não é? Agora imaginem que o nosso MNE estava ali no café mesmo em frente e tinha visto todo o episódio.

Obviamente, diria apenas: "Não se deve estacionar o carro de qualquer maneira, já que o estacionamento à balda é licencioso". No dia seguinte, o marido da senhora diria aos vizinhos: "O Freitas é um gajo fixe. Já agora, e muito a propósito, gostaria de vos comunicar que estive a fazer umas contas e descobri que o Holocausto e o buraco no défice nunca existiram".

Victor Lazlo

domingo, fevereiro 19, 2006

Filme da Semana : Munique

Em Setembro de 1972 um ataque terrorista sem precedentes ocorre nos Jogos Olímpicos de Verão, em Munique. Um grupo extremista Palestiniano invadiu a Aldeia Olímpica, matando dois membros da equipa Olímpica Israelita e capturando nove elementos como reféns. Avner, um jovem patriota israelita, oficial dos serviços secretos, é infiltrado numa missão que visa perseguir e matar os 11 homens acusados pela secreta israelita de terem arquitectado o ataque em Munique. [ www.7arte.net ]

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Um génio chamado : Agostinho da Silva

Agostinho da Silva é para mim um dos grandes pensadores contemporâneos.
Se fosse vivo faria hoje 100 anos .
Aqui fica aqui a minha homenagem :

Para Agostinho da silva, o tema mais candente da sua obra foi a cultura de língua portuguesa, num fraternal abraço ao Brasil e aos países lusófonos. Todavia, a questão das filosofias nacionais não é para si decisiva, parecendo-lhe antes uma questão académica: «Não sei se há filosofias nacionais, e não sei se os filósofos, exactamente porque reflectem sobre o geral, se não internacionalizam desde logo».
O problema de que parte é a procura de uma razão de ser para Portugal: o que eu quero é que a filosofia que haja por estes lados arranque do povo português, faça que o povo português tenha confiança em si mesmo», entendendo por «povo português» não apenas os portugueses de Portugal, mas também os do Brasil, laçados de índios e negros, os portugueses de África, tribais e pretos, como também os da Índia, de Macau e de Timor.
Embarcando num sonho universalista em que os portugueses que vivem apenas para Portugal não têm razão de ser, apresentou-se aos olhos tantas vezes desconcertados dos seus leitores como um cavaleiro do Quinto Império, um reinado do Espírito Santo, respirando um misto de franciscanismo e de joaquimismo e, em todo o caso, obra mais de cigarras que de formigas como era próprio das crianças: «Restaurar a criança em nós, e em nós a coroarmos Imperador, eis aí o primeiro passo para a formação do império», o que é dizer que o primeiro passo dos impérios está sempre no espírito dos homens, aptos para servir, como os antigos templários ou os cavaleiros da Ordem de Cristo.
Um império sem clássicos imperadores, que leve aos povos do mundo uma filosofia capaz de abranger a liberdade por que se bate a América, a segurança económica conseguida pela União Soviética, e a renúncia aos bens que depois de ter estado na filosofia de Lao-tsé, diz estar também na de Mao-tsé, mas uma filosofia que as três possam corrigir, purgando a primeira de imperialismos, a segunda da burocracia, e a terceira de catecismos.
É esta uma filosofia que, como gostava de dizer, não parte imediatamente de uma reflexão sobre as ciências exactas, como em Descartes ou Leibniz, mas da fé, como em Espinosa. Partir de crenças como ponto vital e tomar como símbolo preferido que a palavra «crer» parece ter a mesma origem que a palavra «coração», fazendo depois como o Infante, abrindo-se à ciência dos seus pilotos, astrónomos e matemáticos.
Tudo dito e defendido com a tranquilidade de quem sabe que até hoje ninguém desvendou os mistérios do mundo e conhece por isso os limites das soluções positivas.Assim, seria possível valorizar aquilo que a seu ver nos distinguiria como povo e como cultura: um povo e uma cultura capazes de albergar em si «tranquilamente, variadas contradições impenetráveis, até hoje, ao racionalizar de qualquer pensamento filosófico».
Império do futuro precavido e purgado dos males que arruinaram os quatro anteriores, sem manias de mando, ambições de ter e de poder, sem trabalho obrigatório, sem prisões e sem classes sociais, sem crises ideológicas e metafísicas. Esse já não era o império europeu, dessa Europa ávida de saber e de poder, e por isso esgotada como modelo para os outros 80% da humanidade, menos ávida de poder e mais preocupada com o ser.
Trazer por isso o mundo à Europa, como outrora levámos a Europa ao mundo, tal a missão da cultura de língua portuguesa, construindo o seu domínio com uma base espiritual e sem base em terra, porque a propriedade escraviza e só não ter nos torna livres.

Obras Sentido histórico das civilizações clássicas, 1929; A religião grega, 1930; Glosas, 1934; Sete cartas a um jovem filósofo, 1945; Diário de Alcestes, 1945; Moisés e outras páginas bíblicas, 1945; Reflexão, 1957; Um Fernando Pessoa, 1959; As aproximações, 1960; Educação de Portugal, 1989; Do Agostinho em torno do Pessoa; Dispersos, 1988.BibliografiaAntónio Quadros, Introdução à Filosofia da História, Lisboa, 1982.

Pedro Calafate

sábado, fevereiro 04, 2006

VOLTAMOS PARA A ERA DOS FARAÓS ... PORÉM COM TECNOLOGIA AVANÇADA....



Gelado, mas rico


Além de congelarem o corpo, muitos investem para ser milionários numa segunda vida


Riqueza não se leva para o túmulo? Bem, há um grupo de americanos e europeus com planos de voltar da morte e usufruir o dinheiro que vão deixar de herança para si próprios.

Explica-se: eles têm contrato com empresas especializadas para que seus corpos sejam congelados em nitrogênio líquido o mais rápido possível depois da morte. O objetivo é conservá-los até que a ciência encontre a cura da doença que causou a morte e, obviamente, descubra como reviver os mortos.

Há pelo menos 1.000 pessoas à espera do momento de ser congeladas. Uma dúzia delas, todas milionárias, tomou o cuidado adicional de criar fundos de investimentos cujos beneficiários serão elas próprias, numa segunda vida. "A questão é que, além de voltar a viver, elas querem ter dinheiro para gastar", diz Robert Ettinger, diretor do Cryonics Institute, empresa que vende pacotes de congelamento post mortem.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Táxi em forma de coco é atração em Havana


Circula pelas ruas do centro de Havana o famoso Cocotaxi, veículo amarelo que parece um coco.

O carro foi criado no final dos anos 90 como mais um atrativo para os turistas. Mas a facilidade de locomoção do mini-carro fez com que a população também o adotasse como meio de transporte.

Fonte :www.terra.com.br

terça-feira, janeiro 31, 2006

Bill Gates em Portugal


A Microsoft Portugal pretende formar um milhão de portugueses em tecnologias da informação nos próximos cinco anos. Esta iniciativa vai contar com o apoio do Governo português.

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Mozart de Parabéns



Festas e concertos celebram nesta sexta-feira os 250 anos do nascimento de Wolfgang Amadeus Mozart. O palco central das comemorações é a sua cidade natal, Salzburgo, na Áustria. Mozart nasceu no dia 27 de janeiro de 1756.


Mozart foi uma criança prodígio. Com 5 anos, o compositor já fascinava as cortes da europa tocando piano e violino. Aos 25 anos, ele vai para Viena porque acreditava que o provincianismo de Salzburgo estava limitando seu estilo.


Viena realizou três dias de festivais de rua e concertos para celebrar o gênio que escreveu suas obras-primas mais duradouras ali. Na França, a Ópera de Paris apresentará uma nova produção de "Don Giovanni", dirigida pelo cineasta avant-garde Michael Haneke. Nos EUA, a Filarmônica de Nova York dará início a três semanas de eventos voltados para o maestro.

quinta-feira, janeiro 26, 2006

2005 foi o ano mais quente da história da Humanidade



O ano de 2005 foi o mais quente desde o início dos registros globais de temperatura, no fim do século XIX. De acordo com uma pesquisa divulgada pela Nasa, o ano passado teve uma temperatura média mundial de 14,6 graus, superando a média de 1998, que detinha o recorde até agora. Conforme os cientistas da Nasa, a poluição foi a causa maior dessa elevação.


O pesquisador James Hansen, diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais, ligado à Nasa, ressaltou que a alta na temperatura foi bastante significativa, até porque 1998, o recordista anterior, teve a "ajuda" do fenômeno El Niño.


Segundo Hansen, a Terra tem vindo a aquecer gradualmente há 30 anos. No total, porém, essa variação ainda é pequena, porém num futuro distante poderá vir a ocasionar catástrofes globais.

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Ser Verdadeiro


Serei verdadeiro, porque há quem confie em mim;
serei puro,porque há quem me queira;
serei forte, porque há muito para sofrer;
serei carojoso, porque há muito o que enfrentar;
serei amigo de todos-dos inimigos, dos sem amigos;
Quero dar e esquecer a dádiva;
Quero ser humilde, porque conheço a minha fraqueza;
Quero olhar para cima-e rir-e amar-e elevar-me .

Howard Walter (1883-1918)

terça-feira, janeiro 24, 2006

Sabia que ......


Guilherme III firmou a primeira declaração preocupada com os direitos humanos

Os direitos do ser humano são objeto de preocupação desde 1689, quando Guilherme III, da Inglaterra, firmou a primeira declaração nesse sentido. Em 1789, os revolucionários franceses aboliram os privilégios da nobreza. Em 1948, a ONU definiu os direitos fundamentais do homem, que continuam sendo violados em vários países.

segunda-feira, janeiro 23, 2006


Existe muitas pessoas que pensam em mudar a humanidade, mas esquecem se do principal, mudar-se a si mesmo

domingo, janeiro 22, 2006

sábado, janeiro 21, 2006

Dia Mundial da Religião




Dia 21 de janeiro: Dia Mundial da Religião.


A religião acompanha a história do homem desde a época mais remota. Independente da designação que receba, ela baseia se sempre em rituais praticados sozinho ou em grupo e na crença em uma força maior, para a qual são dedicados sentimentos de amor, confiança ou respeito.


Todos os grupos sociais no mundo inteiro têm suas religiões. O que elas costumam ter em comum é a fé em um ser superior, a intermediação de um sacerdote com essa força além da humana e um senso de comunidade, de conjunto.

sexta-feira, janeiro 20, 2006

JOrnalista Francesa fala de Portugal


Às vésperas da eleição presidencial deste domingo, o país, que depende mais do que nunca da Europa, está às voltas com o marasmo econômico e político

Apesar do chuvisco e do frio, várias centenas de pessoas lotavam a Feira de Trofa, ao norte de Porto. Elas vieram para ouvir o antigo presidente da República, o socialista Mario Soares, que é candidato, neste domingo (22/01), no primeiro turno da eleição presidencial, frente ao seu antigo adversário, o ex-primeiro-ministro de direita, o professor Aníbal Cavaco Silva, a quem as pesquisas atribuem uma dianteira de mais de 20 pontos.

Contudo, a despeito dos tambores ensurdecedores da orquestra e dos slogans que anunciam o retorno, aos 81 anos, daquele que forçou a incorporação "histórica" do seu país à Europa, em 1º de janeiro de 1986, o ambiente estava desanimado.Assim como eram os vendedores desses stands sinistrados e às moscas, de lingerie e de calçados "made in Portugal", vitrines dessas indústrias tradicionais que fazem viver a região numa proporção de 70% do mercado e que enfrentam inúmeras dificuldades para resistir à concorrência chinesa e às terceirizações. "Em Portugal, no campo da política, nós vivemos por muito tempo acreditando no mito de Dom Sebastião, o rei que desapareceu durante uma batalha no século 16 e que deveria retornar para salvar o país", confiava, irônica, Maria João Pedroso, que se reconverteu na olaria depois da falência da sua empresa de calçados. "Isso tudo acabou; ninguém acredita mais no salvador; a crise nos tornou realistas", prossegue a comerciante. "Soares é respeitável, mas ele pertence ao passado. Então, é melhor que ele se contente em dar seu nome a estádios ou a supermercados.

E que Cavaco, que é um economista, e que gerenciou os anos positivos [1985-1995], mostre que ele sabe também gerenciar os anos ruins. Vejam os jornais! Nós estamos à beira do precipício!". Naquela manhã, a imprensa repercutia os resultados de uma pesquisa explicando que Portugal é o país o mais pobre da Europa (comparado com os 14 outros países da UE, antes da sua recente ampliação para 25), com 20% da população vivendo com menos de 350 euros por mês (R$ 983,90). Pelo sexto ano consecutivo, em 2006, Portugal estará abaixo da média européia, com 0,8% de crescimento. Não era preciso de muito mais para que a campanha eleitoral, que coincide com o 20º aniversário da integração do país na Europa, se transforme numa espécie de mal-estar existencial coletivo e que ela seja um pretexto para fazer um balanço.

E qual será este balanço? "Quinze anos de aproximação da Europa e cinco anos de estagnação", anunciava a manchete do diário "Público", lembrando que entre 1985 e 2004 o produto interno bruto (PIB) per capita de Portugal passou de 53% da média européia para 76%. Os anos 80-90 terão sido aqueles do "bom aluno português" que, por meio da dádiva dos fundos europeus, construía auto-estradas e atraía os investidores em função da sua mão-de-obra de baixo custo, enquanto a redução das taxas de juros induzida pela marcha rumo ao euro dopava a economia. Os dirigentes dos países do Leste viajavam até Lisboa para aprender a preparar o futuro.Com o desaquecimento de 2001, tudo começou a desmoronar. A Espanha até então geminada a Portugal levantava vôo, enquanto Portugal se deixava distanciar. Sergio Figueiredo, o diretor do "Jornal de Negócios", conta o que aconteceu: "Vinte anos atrás, nós sabíamos em qual nível estávamos: sentados à mesa da Europa, porém, num canto e numa extremidade, em concorrência com os gregos", explica.

"Em 1998, com a Exposição Universal em Lisboa e com o crescimento, o país parecia ter adquirido asas. Agora, nós estamos pagando o preço pelo nosso ingresso na zona do euro e pela abertura dos mercados: nós estamos imobilizados por um torno, em competição com o Marrocos e o Paquistão". "Seríamos nós vítimas da UE? Não. De nós mesmos", conclui Figueiredo.O diagnóstico é unânime. Os governos sucessivos, principalmente aquele do socialista Antonio Guterres, que se demitiu em 2001, permitiram que as despesas públicas aumentassem no momento em que o "modelo português" estava ficando ultrapassado. Naquele ano, os déficits públicos passaram para 4,2%, e com isso Portugal foi o primeiro a violar o pacto de estabilidade. O centrista José Manuel Barroso tenta corrigir o rumo da política econômica, congelando os salários públicos e recorrendo a receitas extraordinárias, mas ele não se arriscou nem a reformar o monstro da administração (730.000 funcionários), nem a enfrentar a economia paralela (um quinto do PIB) ou o código do trabalho herdado da revolução (a Revolução dos Cravos, de 1974, que pôs fim à ditadura, com o advento da segunda República).

Marie-Claude DecampsEnviada especial a Lisboa, Portugal

quinta-feira, janeiro 19, 2006

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Sinais dos tempos ...?


Verde por dentro, verde por fora

Este é um dos três porcos transgénicos verdes criados por uma equipa de investigadores da Universidade Nacional de Taiwan. Os cientistas injectaram uma proteína verde fluorescente nos embriões dos três animais. Já existem porcos parcialmente verdes em vários locais do mundo, mas estes três animais são os únicos que são verdes por dentro e por fora, incluindo coração e todos os órgãos internos.

Fonte : Público
Foto: Simon Lin/AP

terça-feira, janeiro 17, 2006

Vaticano II


Memórias do Concílio Vaticano II

Quarenta anos após a reunião que «mudou a face da Igreja», D. Eurico Nogueira lamenta não se ter permitido padres casados e o sacerdócio feminino

Havia sol em Roma quando, na Basílica de S. Pedro, cerca de três mil bispos participavam, a 8 de Dezembro de 1965, no encerramento do Concílio Ecuménico Vaticano II.

Quem disso tem memória é D. Eurico Dias Nogueira, 82 anos, arcebispo resignatário de Braga, Vila Cabral e Lubango. É uma das últimas testemunhas vivas dos prelados portugueses que, neste Concílio, mal foram vistos, com excepção de D. Sebastião Soares Resende, bispo da Beira, e D. António Ferreira Gomes, bispo do Porto, no exílio, ambos perseguidos pelo regime de Salazar.

Polémico quando dispara sobre o aborto, moral e costumes e mais recentemente a propósito da nomeação da comissão de comemorações dos cem anos da implantação da República, ao referir-se a um regime que ajudou à «perseguição» dos seus antepassados, D. Eurico recorda agora as «renhidas votações» dos documentos daquele Concílio que, em sua opinião, «mudaram a face da Igreja». Há 40 anos, a restauração do diaconado permanente (clérigos com poderes semelhantes aos dos padres, exceptuando a celebração da missa e confissão) tinha sido olhada por D. Eurico como provável passagem para a liberalização do celibato eclesiástico.

Assim não foi. O antigo arcebispo lamenta. «Não me repugna a existência de dois cleros.» Revela ainda ter tido vocação para as duas vidas: sacerdote celibatário ou homem casado.Se em 1965 não foi discutido o sacerdócio feminino, para D. Eurico essa é uma questão a que os teólogos terão de dar resposta. Ele gostaria que não houvesse nenhum impedimento. E não esconde, por outro lado, que um dos pecados históricos da Igreja foi a insuficiência de combate pela libertação da mulher e a falta de empenhamento para a eliminação da escravatura.Sem teólogos assessores, «a grande falha», ao contrário dos episcopados da Europa, os bispos portugueses tomaram parte, mesmo assim, nas votações do Concílio Vaticano II.

A colegialidade dos bispos foi, talvez, a sua maior inovação. Na liturgia, a introdução das línguas vernáculas e os altares voltados para o povo foram as alterações mais visíveis no exterior. «Pena foi a perda do latim.»Italianos abatidosO ecumenismo e o diálogo inter-religioso foram outras etapas de relevo. Mas o antigo arcebispo de Braga pensava que a aproximação da Igreja aos anglicanos e ortodoxos seria ainda para o seu tempo. A internacionalização da Cúria foi outro fruto relevante deste acontecimento. Os bispos e cardeais italianos foram abatidos, tendo, por isso, sido já eleitos dois papas estrangeiros. Portugal ainda não chegou lá «por ser cedo de mais», observa D. Eurico. Segundo o antigo arcebispo de Braga, o Concílio Vaticano II deu à Igreja a consciência da sua universalidade e de que o mundo não é terreiro das trevas.

Fonte : Revista Visão

domingo, janeiro 15, 2006

Critica


O mérito não esta em criticar, mas sim em discordar e logo de seguida apresentar alternativas.

sábado, janeiro 14, 2006

Maxima



" O maior prazer de um homem inteligente é fazer-se idiota diante de um idiota que se faz inteligente"
Confúcio