segunda-feira, janeiro 02, 2006

Porquê ?


Existem pessoas que, constantemente, na sua vida, lamentam-se e perguntam “Porquê?”.

Perdem o seu tempo, questionando-se: “Porquê eu?”, “Se isto me aconteceu, foi com que objectivo?”, “Eu não merecia isto! Porquê comigo?”.

Para mim ficam agarrados ao passado, tipo estátuas, a olhar para trás sem saídas e passam pela vida sem fazer a principal pergunta: não “Porquê”, mas sim “Para quê?”…

domingo, janeiro 01, 2006

Mudança

Pelo o facto das pessoas na passagem de ano poderem propor-se a mudar, só por isso, já é positivo mudar de calendário de 365 em 365 dias.

sábado, dezembro 31, 2005


Caros Amigos e Leitores,

O meu Blog tem 2 anos e 2 meses e teve até hoje 21.174 visitas.
Depois de muitas vontades, mudanças e hesitações decidi, a “pedido de muitas famílias”, actualizá-lo diariamente no novo ano de 2006 que agora se aproxima.

É um desafio para mim e para si, que sempre que quiser pode dar o seu contributo.

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Vida



Acredito que hoje existem menos cristãos porque é mais facil viver no mundo não o sendo .

quarta-feira, dezembro 28, 2005

O importante é viver


Morre lentamente quem não viaja,quem não lê, quem não ouve música,quem destrói o seu amor próprio,quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajecto, quem não muda as marcas no supermercado, não arrisca vestir uma cor nova, não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão,quem prefere o "preto no branco" e os "pontos nos is"a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos,sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou daChuva incessante, desistindo de um projecto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhecee não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o simples acto de respirar.

Estejamos vivos, então!

Pablo Neruda

terça-feira, dezembro 27, 2005

Politica & Poltica


"Ao nascer cidadão de um Estado livre e membro de poder soberano, por mais fraca que seja a influência que a minha voz possa ter nas actividades públicas, basta-me o direito de nelas votar para me impor o dever de sobre elas me informar."

Jean-Jacques Rousseau in O Contrato Social
Parto de uma citação de Jean-Jacques Rousseau para desenvolver o meu artigo, uma breve nota biográfica sobre este autor:

Jean-Jacques Rousseau nasceu em Genebra, a 28 de Junho de 1712, e morreu a 2 de Julho de 1778. Filósofo e enciclopedista, Rousseau aflorou na sua condição de livre-pensador variados assuntos entre os quais destaco o tema da dificuldade de ajustar a natureza humana à organização social.

A escolha desta obra como inspiração deriva da forma quase única como atravessou os séculos sem que a sua actualidade e validade fossem beliscados. Não me acusem os profundos conhecedores deste autor e da sua obra de desvirtuar as citações às quais recorro. O meu objectivo não passa por analisar o sentido que Rousseau lhes quis imprimir, mas sim partir das minhas interpretações para desenvolver assuntos que se impõem como pertinentes.

Afinal de contas a magia de todas as artes é não só a da obra em si, como foi pensada por quem de devido direito e arte a idealizou e elaborou, mas também a liberdade de interpretação do vulgo apreciador.

Venho por este meio exprimir a minha opinião e descontentamento sobre a forma como aquilo a que chamamos "política" se dissocia do sentido lato do conceito de política e ainda rejeitar que a responsabilidade seja exclusivamente da classe política. Para não me perder em divagações vou tentar ser o mais conciso possível.

As conquistas de Abril permitiram que se instalasse no nosso Portugal um regime de democracia semi-presidencialista. Na prática, seria de esperar que a classe política representasse os cidadãos da nossa nação nos diferentes órgãos institucionais. No entanto, julgo que de facto o cidadão médio não se sente minimamente representado pela classe política e a classe política tenta representar, de forma pouco forçada, quem não aceita com naturalidade essa mesma representação. Existe portanto uma falta de cumplicidade entre os representantes e os representados e uma certa inversão da ordem natural das coisas.

É já quase um lugar comum culpar a classe política por este distanciamento, talvez aqui a minha opinião seja de certa forma inovadora, já Almeida Garrett "pela boca" de Frei Luís de Souza indagava numa divagação sobre o estado da igreja, se era "o sal que não salgava ou o mar que não se deixava salgar". Aqui se impõe uma questão semelhante, será que as pessoas não se deixam representar ou que os políticos não as conseguem representar?
Obviamente que muita da responsabilidade é da classe política, mas a verdade é que a população enquanto massa amorfa tem também uma grande quota-parte da responsabilidade. São exemplos disso, os níveis de abstenção, o reduzido número de plataformas cívicas (felizmente com tendência de crescimento) e a fraca afluência dos cidadãos nos diversos fóruns políticos (Assembleias de junta, municipais e da Republica).
Desafio desde já todo o cidadão que cultiva este sentimento em relação à classe política a dar um passo em frente - a informar-se, a comparecer e opinar nas sedes próprias, a votar, no fundo a intervir.

Dando um exemplo prático daquilo que aqui afirmo, é desolador que para a maioria dos jovens a política seja um assunto entediante, é desolador que numa simples sessão de Assembleia de Junta o tempo reservado a intervenções do público seja quase invariavelmente não utilizado ou sirva como espaço para pessoas mandatadas exprimirem conteúdos que não são seus.
É obvio que entendo o carácter paradigmático daquilo que aqui argumento, muitos por certo não se inibiram de afirmar que a responsabilidade cai sobre os ombros daqueles que não conseguem cativar. Em antecipação contra-argumento com um raciocínio muito simples: a inoperância e/ou erros dos políticos podem eventualmente ser responsáveis pela existência deste afastamento mas em ultima análise a cobardia daqueles que se desinteressam perpetua-a.
A todos lanço um desafio, participem, informem-se sejam activos e construtivamente críticos.
A política no seu sentido mais estrito, não pertence ou não devia pertencer a uma elite, mas sim a toda a população. A prática da política não se deve cingir a um qualquer fórum ou sala de reuniões, mas sim ocupar cafés, transportes públicos, conversas de rua, etc.
Cumpram o dever de se informar usem o direito de intervir e votar.

"Aqueles que se julgam demasiado inteligentes para governar, acabam governados pelos mais estúpidos."

- André A.P. Batista

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Aquilo que Jesus não é

Deus deu à espécie humana aquilo que eu chamo bons sonhos: quero dizer, histórias piegas espalhadas pelas religiões pagãs acerca de um deus que morre e regressa à vida e, pela sua morte, de algum modo, dá vida nova ao homem. Ele também escolheu um povo particular e gastou vários séculos a martelar nas suas cabeças o tipo de Deus que Ele era – que Ele era Um e que Ele se preocupava com a boa conduta. Essa gente eram os Judeus e o Velho Testamento dá-nos conta do processo da martelada.

É aí que entra o verdadeiro choque. Entre estes Judeus, de repente há um homem que começa a falar como se Ele fosse Deus. Ele diz que perdoa os pecados. Ele diz que Ele existiu sempre. Ele diz que vem para julgar o mundo no fim dos tempos. Aqui tenhamos isto claro. Entre os Panteístas, como os Indianos, qualquer um pode dizer que é uma parte de Deus, ou um com Deus: isto não será nada estranho. Mas este homem, que era Judeu, não podia querer dizer que era esse tipo de Deus. Deus na língua daquela gente, significava o Ser fora do mundo que tinha feito o mundo e que era infinitamente diferente de qualquer outra coisa. E quando se percebe isto, pode-se ver como o que aquele homem dizia era, simplesmente, a coisa mais chocante alguma vez sussurrada por lábios humanos.

Uma parte da pretensão tende a passar ao nosso lado despercebida porque a ouvimos tantas vezes que já não sabemos de que se trata. Estou a falar da pretensão de perdoar os pecados: quaisquer pecados. A não ser que quem diz isto seja Deus, isto é tão prepóstero como cómico. Todos podemos compreender como um homem perdoa as ofensas contra si próprio. Pisas-me o dedo do pé e eu desculpo-te, roubas-me o dinheiro e eu desculpo-te. Mas o que pensar de um homem, que não foi roubado ou pisado, que anunciou que te perdoou por ter pisado os dedos do pé de outro homem e roubado o dinheiro de outro homem? Fatuidade asinina é a descrição mais moderada que daríamos a esta conduta. Contudo, isto é o que Jesus fez. Ele disse às pessoas que os seus pecados estavam perdoados sem nunca ter esperado para consultar todas as outras pessoas a quem aqueles pecados tinham sem dúvida prejudicado. Ele comportava-se deliberadamente como se Ele fosse a principal parte interessada, a pessoa mais gravemente ofendida com todas as ofensas. Isto só faz sentido se Ele for realmente o Deus cujas leis são quebradas e cujo amor é ferido com cada pecado. Na boca de quem quer que não seja Deus estas palavras implicariam o que eu só consigo classificar como tontice e presunção nunca antes rivalizadas por qualquer personagem na história.

Porém (e isto é a coisa estranha e significativa) mesmo os Seus inimigos quando liam as Escrituras, não ficavam usualmente com a impressão de tontice e presunção. Ainda menos ficarão os leitores sem preconceito. Cristo diz que Ele é humilde e doce e nós acreditamo-lO, não reparando, que se Ele fosse meramente um homem, humildade e doçura são das últimas características que poderíamos atribuir a algumas das Suas palavras.

Estou a tentar aqui evitar que alguém diga a coisa realmente idiota que as pessoas dizem muitas vezes d’Ele: ‘Estou pronto a aceitar Jesus como um grande mestre de moral, mas não aceito a Sua pretensão de ser Deus.’ Esta é a coisa que não devemos dizer. Um homem que fosse meramente homem e dissesse as coisas que Jesus disse não seria um grande mestre de moral. Seria ou um lunático – ao nível de um homem que diz que é um ovo escalfado – ou então seria o Diabo do Inferno. Temos que fazer a nossa escolha. Ou este homem era, e é, o Filho de Deus ou então é um louco ou qualquer coisa pior. Pode-se ignorá-lo como um louco, pode-se cuspir-Lhe e matá-Lo como um demónio; ou pode-se cair a Seus pés e chamar-Lhe Deus e Senhor. Mas deixemo-nos de vir com disparates condescendentes acerca d’Ele ser um grande mestre humano. Ele não nos deixou essa saída. Ele não fez tenções disso.

C.S. Lewis

Autor de As Crónicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa)

sábado, dezembro 24, 2005

Verdadeiro significado do Natal

O Natal surge como o aniversário do nascimento de Jesus Cristo, Filho de Deus, sendo actualmente uma das festas católicas mais importantes.
Inicialmente, a Igreja Católica não comemorava o Natal. Foi em meados do século IV d.C. que se começou a festejar o nascimento do Menino Jesus, tendo o Papa Júlio I fixado a data no dia 25 de Dezembro, já que se desconhece a verdadeira data do Seu nascimento.

Uma das explicações para a escolha do dia 25 de Dezembro como sendo o dia de Natal prende-se como facto de esta data coincidir com a Saturnália dos romanos e com as festas germânicas e célticas do Solstício de Inverno, sendo todas estas festividades pagãs, a Igreja viu aqui uma oportunidade de cristianizar a data, colocando em segundo plano a sua conotação pagã. Algumas zonas optaram por festejar o acontecimento em 6 de Janeiro, contudo, gradualmente esta data foi sendo associada à chegada dos Reis Magos e não ao nascimento de Jesus Cristo.

O Natal é, assim, dedicado pelos cristãos a Cristo, que é o verdadeiro Sol de Justiça (Mateus 17,2; Apocalipse 1,16), e transformou-se numa das festividades centrais da Igreja, equiparada desde cedo à Páscoa.
Apesar de ser uma festa cristã, o Natal, com o passar do tempo, converteu-se numa festa familiar com tradições pagãs, em parte germânicas e em parte romanas.

Sob influência franciscana, espalhou-se, a partir de 1233, o costume de, em toda a cristandade, se construírem presépios, já que estes reconstituíam a cena do nascimento de Jesus. A árvore de Natal surge no século XVI, sendo enfeitada com luzes símbolo de Cristo, Luz do Mundo. Uma outra tradição de Natal é a troca de presentes, que são dados pelo Pai Natal ou pelo Menino Jesus, dependendo da tradição de cada país.
Apesar de todas estas tradições serem importantes (o Natal já nem pareceria Natal se não as cumpríssemos), a verdade é que não nos podemos esquecer que o verdadeiro significado de Natal prende-se com o nascimento de Cristo, que veio ao Mundo com um único propósito: o de justificar os nossos pecados através da sua própria morte. Nesses tempos, sempre que alguém pecava e desejava obter o perdão divino, oferecia um cordeiro em forma de sacrifício. Então, Deus enviou Jesus Cristo que, como um cordeiro sem pecados, veio ao mundo para limpar os pecados de toda a Humanidade através da Sua morte, para que um dia possamos alcançar a vida eterna, por intermédio Dele, Cristo, Filho de Deus.

Assim, não se esqueçam que o Natal não se resume a bonitas decorações e a presentes, pois a sua essência é o festejo do nascimento Daquele que deu a Sua vida por nós, Jesus Cristo.

Fonte : www.natal.no.sapo.pt

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Construtores de Pontes...


De todos os títulos que há no mundo, o que mais me agrada é o de Pontífice, que quer dizer, literalmente, construtor de pontes. Um título do qual, não sei porquê, se apoderaram o Papa e os Bispos, mas que na antiguidade Cristã se referia a todos os Sacerdotes e que, em boa lógica, ficaria muito bem a todas as pessoas que vivem de coração aberto.

É um título que me entusiasma, porque não há tarefa mais formosa do que dedicar-se a estender pontes entre os homens e as coisas. Sobretudo, num tempo em que são tão abundantes os construtores de barreiras. Num mundo de tantas valas, que coisa melhor do que dedicar-se a superá-las?

Mas fazer pontes e, sobretudo, fazer de ponte, é uma tarefa muito dura. Não se faz sem muito sacrifício. Uma ponte é alguém que é fiel às duas margens, mas que não pertence a nenhuma delas. Quando se pede a um Padre que seja ponte entre Deus e os homens, quase se está a obrigar a ser um pouco menos homem, a renunciar provisoriamente à sua condição humana, para intentar esse duro ofício de mediador e de transportador de margem a margem.

Se a ponte não pertence por inteiro a nenhuma das margens, tem de estar firmemente assente em ambas. Não “é” margem, mas apoia-se nelas, é súbdita de ambas, depende de uma e de outra. Ser ponte é renunciar a toda a liberdade pessoal. Só se serve quando se renunciou.

É lógico que sai muito caro servir de ponte. É um ofício pelo qual se paga muito mais do que se recebe. Uma ponte é fundamentalmente alguém que suporta o peso de todos os que passam por ela. A resistência, a solidez, são as suas virtudes.

Numa ponte, conta menos a beleza e a simpatia (embora seja muito bela uma ponte formosa), conta sobretudo a capacidade de serviço, a utilidade.

Uma ponte vive no desagradecimento: ninguém fica a viver em cima da ponte. Usa-se para passar, e pára-se na outra margem. Quem quiser carinhos escolha outra profissão. O mediador acaba a sua tarefa quando mediou. A sua tarefa posterior é o esquecimento.

Uma ponte é até a primeira coisa a ser bombardeada durante uma guerra. Por isso, está o mundo cheio de pontes destruídas.

Apesar disso, meus amigos, que grande ofício é ser ponte entre as pessoas, entre as coisas, entre as ideias, entre gerações! O mundo deixaria de ser habitável no dia em que houvesse nele mais construtores de valas do que de pontes.

Há que estender pontes em primeiro lugar para nós mesmos, para a nossa própria alma, que está tantas vezes incomunicada dentro de nós. Uma ponte de respeito e de aceitação de nós mesmos, uma ponte que impeça esse estar interiormente divididos, que nos converte em neuróticos.

Uma ponte em direcção aos outros. Nunca esquecerei a melhor lição de oratória que me deram quando era estudante. Foi um Professor que me disse: «nunca fales “às” pessoas, fala “com” as pessoas». Então, dei-me conta de que todo o orador que não estende uma ponte de “ida e volta” para o seu público, nunca conseguirá esse milagre de comunicação que tão poucas vezes se realiza.

Também aprendi que não se pode amar sem se converter em ponte, isto é, sem sair um pouco de si mesmo. Gosto da definição que Buscaglia dá de amor: “os que amam são os que esquecem as suas próprias necessidades”. Está certo: não se ama sem “pôr o pé” na outra pessoa, sem “perder um pouco o pé” na própria margem.

Bendito o ofício de ser ponte entre pessoas de diversas ideias, de diversos critérios, de distintas idades e crenças!

Feliz a casa que consegue ter um dos seus membros com essa vocação pontifícia!

E a grande ponte entre a vida e a morte? Thorton Wilder diz, numa das suas comédias, que neste mundo há duas grandes cidades, a da vida e a da morte, e que ambas estão separadas e unidas pela ponte do amor. A maioria das pessoas, embora se julguem vivas, moram na cidade da morte.Têm a muito curta distância a cidade da vida, mas não se decidem a cruzar a ponte que as separa.

Quando se ama, começa-se a viver, sem mais, na cidade da vida...

In, Razões para a Alegria, 1992

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Sínais dos tempos ?


Cibernáutico fica on-line por dez dias e morre de esgotamento

Um sul-coreano de 38 anos, que jogou na internet ininterruptamente por dez dias, morreu de esgotamento, informou nesta sexta-feira uma fonte policial.
O incidente aconteceu ontem, quando ele iniciava uma nova partida em um cybercafé de Incheon (oeste). "Ele foi levado para um hospital próximo, mas morreu ao chegar", contou um policial à agência de notícias France Press. A fonte não informou o título do jogo (ou jogos) no qual o sul-coreano era viciado.

No dia 3 de agosto, um homem de 28 anos morreu no mesmo país após passar 50 horas quase ininterruptas em frente ao computador, jogando em um cybercafé. A causa da morte foi uma parada cardíaca que aconteceu minutos depois de ele finalizar a maratona. De acordo com fontes da polícia, o jogador teria passado todo esse tempo on-line jogando simuladores de batalhas. O internauta apenas saía da frente do micro para ir ao banheiro e tirar breves sestas numa cama improvisada.

terça-feira, dezembro 13, 2005

Água ou Coca Cola ?



ou
ÁGUA
Um copo de água corta a sensação de fome durante a noite para quase 100% das pessoas em regime. É o que mostra um estudo na Universidade de Washington.
Falta de água é o factor nº 1 da causa de fadiga durante o dia. Estudos preliminares indicam que de 8 a 10 copos de água por dia poderiam aliviar significativamente as dores nas costas e nas articulações em 80% das pessoas que sofrem desses males.
Uma mera redução de 2% da água no corpo humano pode provocar incoerência na memória de curto prazo, problemas com matemática e dificuldade em focalizar um écran de computador ou uma página impressa.
Beber 5 copos de água por dia diminui o risco de cancro no cólon em 45%, pode diminuir o risco de cancro de mama em 79% e em 50% a probabilidade de se desenvolver cancro na bexiga.
COCA - COLA
Em muitos estados nos EUA as patrulhas rodoviárias carregam dois galões de Coca-Cola no porta-bagagens para serem usados na remoção de sangue na estrada depois de um acidente.
Se você puser um osso numa tigela com Coca-Cola ele dissolve-se em dois dias.Para limpar casas de banho: despeje uma lata de Coca-Cola dentro da sanita e deixe actuar durante uma hora. Descarregue o autoclismo.
O ácido cítrico da Coca-Cola remove manchas na louça. Para remover pontos de ferrugem dos pára-choques cromados de automóveis esfregue o pára choques com um chumaço de papel de alumínio (usado para embrulhar alimentos) molhado com Coca-Cola.
Para limpar corrosão dos terminais de baterias de automóveis despeje uma lata de Coca-Cola sobre os terminais e deixe efervescer sobre a corrosão.
Para soltar um parafuso enferrujado aplique um pano encharcado com Coca-cola sobre o parafuso enferrujado durante vários minutos.
Para remover manchas de graxa das roupas despeje uma lata de Coca-Cola dentro da máquina com as roupas com graxa, adicione detergente.
A Coca-cola ajudará a remover as manchas de graxa. A Coca-cola também ajuda a limpar o embaciamento do pára-brisa do seu carro.
Para sua informação: O ingrediente activo na Coca-Cola é o ácido fosfórico. Seu PH é 2,8, dissolve uma unha em cerca de 4 dias.

segunda-feira, dezembro 12, 2005

TRAZ A TUA LANTERNA E VEM BEBER UM CAFÉ CONNOSCO!


HOJE , no Terreiro do Paço a partir das 17,30 a Campanha PobrezaZero convida todos os cidadãos a trazer lanternas ao Terreiro do Paço em Lisboa, para tomar um café e iluminar o comércio justo.

O comércio internacional está doente. A conferência da Organização Mundial do Comércio que decorre na próxima semana em Hong Kong é a última oportunidade para fixar regras que beneficiem países ricos e pobres.

Até às 21h, vamos despertar a atenção da sociedade civil para a necessidade de mudança das regras do comércio internacional de forma a torná-lo mais justo. Esta iniciativa está enquadrada no 3º Dia da Banda Branca, promovido em todo o mundo pela Acção Global para a Luta Contra a Pobreza, uma coligação que reúne mais de 900 organizações em 70 países no sentido de melhorar as condições de vida nos países mais pobres. No dia 13 de Dezembro, começa em Hong Kong a 6ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), onde irão ser tomadas decisões importantes para o desenvolvimento dos países mais pobres. Uma banca de informação, café e chá do comércio justo e outras surpresas esperam-te no Terreiro do Paço.

Aparece e Faz Ouvir a Tua Voz!!

sábado, dezembro 10, 2005

Coincidências à volta do álcool


Não é que tive várias surpresas convergentes para um ponto. Foi assim.
Estava a chegar a Londres para uma reunião sobre as estratégias para reduzir os riscos e danos do álcool na União Europeia incluindo Portugal e zás uma série de coincidências convergentes. Ora vejam.
Logo pelos jornais de bordo e do metro a notícia chocante de que George Best, estrela do futebol mundial, estava a morrer na noite de 25/26 Nov 05 e morreu daí a pouco. E a notícia impressionou-me tanto mais quanto me recordou os Jogos da Taça do Mundo em 1966, precisamente quando eu era estudante em Londres e o desempenho da Equipa portuguesa do Eusébio que me empolgou.
E todas as notícias dos jornais, rádio e televisão, continuaram nesses dias com pormenores da morte prematura de Best e da sua causa: o consumo de álcool. Nem transplante do fígado há dois anos o salvou.
E isto ao mesmo tempo que nos mesmos jornais a nova lei inglesa que autoriza agora a abertura de bares e pubs nas 24 horas e que estava nos primeiros dias de ensaio, ocupava largas colunas. E com notícias contraditórias sobre os riscos dessa abertura. Algumas referiam a certeza de ir haver mais violência, mais desordens e mais doentes e feridos nos hospitais. Uma notícia referia a noite desgraçada que os médicos tinham tido na emergência do Hospital Universitário com os casos de excesso de álcool. Desde as 23 horas 98 % das ocorrências tinham sido devidas ao álcool, metade com ofensas aos médicos, 1/3 com suturas, 10% com vómitos, 1/3 com estragos na ambulância que os transportou,
Sobre desordens vinham também os juízes ameaçar noutra notícia que os bares e “pubs” onde se verificassem desordens seriam fechados sem apelo.
Mas não é tudo, um dos jornais vinha com a história que, apesar de Best ser um jogador estrela e ter ganho milhões e feito fortuna, foi assistido nesta última doença num hospital privado, por esmola, pois o álcool levou-o a derreter o fígado e toda a fortuna. E a despesa do hospital não foi nada pouca pois ascendeu a 100 mil libras (150 mil euros).
Para além destas notícias sobre o álcool ainda vinha o aviso em relação às raparigas que agora com o “binge drinking” (seis bebidas numa só ocasião ou beber descontrolado) as violações iam aumentar, pois os violadores sabem que o modo mais fácil de “dominar” as vítimas são as bebidas alcoólicas nos bares e discotecas. E ainda se podem defender e conseguir atenuantes dizendo que houve consentimento da parte delas.
Bem, voltando à reunião que era de organizações não governamentais em que havia cerca de 50 participantes, versou temas correntes e estratégias mais eficientes de prevenção primária em que os profissionais de saúde ainda pouco se comprometem, ao contrário das indústrias que inventam sempre novos truques para levar a beber quanto mais e mais cedo melhor …para os seus lucros.
Apesar de ser reunião de ONGs (não governamentais) associados na EUROCARE, que está com 15 anos de existência e da qual fui fundador por parte da SAAP e ISJD, havia representantes da Comissão Europeia (DG SANCO) e da OMS das quais a EUROCARE é parceiro qualificado para alguns importantes projectos em curso.
Houve ainda uma outra surpresa. Num dos jornais de Londres vinha a notícia de médicos que perante tantas pressões para tratar doentes estavam a pôr-se de acordo para se recusarem a tratar doentes que adoecem por si mesmos, cuja “doença é auto-infligida”. E o artigo referia que num inquérito um em cada cinco médicos(as) admite que já recusou tratamento a doentes desses ou seja que “bebem em excesso, fumam ou são obesos”. Vários justificam a recusa não como castigo mas porque um transplante de fígado a quem continua a beber, uma cirurgia à gangrena de um fumador que não pára, uma artoplastia ao obeso que não reduz o peso são tratamentos custosos e inúteis.
Uma notícia mais animadora para terminar. Em volta da estação Victória e da Catedral Católica de Westminster logo ao lado, notei menos pessoas sem abrigo deitadas nos passeios e nas saídas de calor dos aquecimentos. O Pe. Marco da Residência da Catedral, onde me hospedei naqueles dias, deu-me a razão: a Igreja tinha aberto, ali perto, na praça Sloane, um centro de dia e noite para imigrantes e outros sem abrigo. Centro de uns quarenta lugares em que se acolhe e se trabalha na sua integração.
28.Nov.2005
Aires Gameiro
(em voo de Londres para Lisboa)

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Filme da Semana : "O Fiel Jardineiro"



Escolho para filme da semana, um filme de um dos meus realizadores preferidos, Fernando Meirelles .

O Filme conta a história de uma zona remota do norte do Quénia, onde uma brilhante activista Tessa Quayle (Rachel Weisz) é encontrada brutalmente assassinada. O seu companheiro de viagem, um médico local, desapareceu. E como tal, tudo indica tratar-se de um crime passional.

Os membros do Alto Comissariado Britânico em Nairobi partem do princípio que Justin Quayle (Ralph Fiennes), o marido de Tessa, um pacato diplomata sem ambições, deixará o assunto ao cuidado deles. Mas não podiam estar mais enganados... Assombrado pelo remorso e revoltado com os rumores sobre a infidelidade da sua mulher, Justin embarca numa perigosa odisseia para limpar o nome de Tessa e também para "terminar o que ela iniciara".

Uma viagem que o levará aos meandros da poderosa indústria farmacêutica e às terríveis verdades que a mulher estava à beira de revelar. Baseado no "best-seller" homónimo de John Le Carré, "O Fiel Jardineiro" é um "thriller" sobre o amor e a busca da verdade, realizado por Fernando Meirelles ("Cidade de Deus").

Com Publico.PT

terça-feira, dezembro 06, 2005

Religião ou Superstição ?



“ Eu sou o caminho a verdade e a vida “
Jesus Cristo


Quantas vezes já ouviu dizer que se cruzar um gato preto à sua frente vai ter azar? Quantas vezes se recusou a passar por baixo de um escadote?

Mesmo nos chamados tempos modernos em que a objectividade e a racionalidade são mais valorizadas, são raras as pessoas que não nutrem secretamente crenças irracionais ou superstições.

As superstições servem muitas vezes para satisfazer necessidades emocionais do indivíduo como a rejeição, a solidão e o fracasso.

Para lidar com emoções como o medo e a ansiedade, reforçadas pela predisposição humana para a fantasia e para a preguiça mental, recorrem aos encantamentos e aos amuletos, aos rosários de contas pendurados por aí e medalhinhas exibidas em redor do pescoço.

Também a ideia de nós sermos os únicos responsáveis pelo nosso destino e que Deus nos deu o Livre Arbítrio é assustadora para alguns. Muitas pessoas procuram refúgio em crenças e depositam a sua confiança em coisas absurdas, sem nenhum nexo .

Nalguns casos o medo leva a que entreguem todo o seu pensamento crítico a um líder, guru que se lhes ordenarem passar um cheque, obedecem sem hesitação, porque recusar significa terem que enfrentar a própria liberdade.
Uma lógica desleixada tão fácil que não é de admirar que muitos lancem mão nela.
A predisposição para o mágico e o fantástico é reforçada pelos média em particular pelas televisões e pela indústria cinematográfica.
Os média vivem para os desejos de entretenimento das suas audiências, pelo que, dado o amplo fascínio com a magia, lançam uma corrente constante de filmes e mini séries e notícias devotadas ao tema.
Estes programas abordam tudo, desde vampiros e espíritos até conspirações irracionais e a intervenção de anjos. Esta atenção contínua para com o fantástico aumenta a aceitação pública e explicações supersticiosas.
Crendices e superstições, fantasmas, almas penadas, sacrifício para salvação, entre outro tipo de crenças não tenham nada a ver com o Cristianismo.
Deus é omnipotente, omnipresente, omnisciente, imutável e eterno.
Quem é de Cristo não fica por ai às voltas à espera de reencarnar procurando um “milagreiro “ para fazer o bem à procura de pagar os seus pecados.
Quando Deus perdoa não faz por metade. Quando salva não o faz por metade.
O sacrifício necessário à nossa salvação foi feito na cruz do calvário por Jesus. O povo de Deus não ficará errante no mundo “sobrenatural “, esperando vez para ser purificado.
Por isso convém não esquecer que somos salvos não apenas pelas boas obras. O homem não pode comprar a sua própria salvação.
Quem tem fé não pode acreditar numa vida eterna, cheia de pesar, de sentimentos de culpa, de necessidade de voltar à terra vezes sem conta. Vida eterna significa que Deus é Amor e que anseia fazer-nos felizes apenas e só n´Ele .
Nas palavras de Jesus não encontro nada que tenha a ver com magias, ocultismos, feitiçarias. Jesus vem-nos dar uma nova perspectiva de vida baseada na confiança do Pai, na intimidade da Santíssima Trindade. São Paulo adverte-nos para que rejeitemos os ídolos e as vãs doutrinas (Gálatas 3, 1-5).
E Santo Agostinho adverte-nos de que "o coração humano tão sequioso de amor só encontra descanso em Deus ". O ser humano só se plenifica na intimidade com Deus. Tudo o resto é engano.
..
Deus dotou-nos de razão e livre arbítrio para que possamos criar o nosso caminho sermos responsáveis pelos nossos actos, livres de pensamento.
O escravo da superstição entrega-se a regras que não podem ser questionadas, uma moral coerciva baseada na culpa, no medo, na ameaça.

Há uma tendência à repetição de comportamentos exercidos pelo grupo numa tentativa de se enquadrar num modelo social já realizado.

O submisso da crendice tem tendência ao sectarismo – exclusão de pessoas pertencentes a outros grupos ou que não partilham das mesmas ideias.
Preconceitos que transformam homens em seres mecanizados guiados pelo medo que origina, conserva e alimenta a superstição.

Quem acredita em superstições e crendices vive as presas das suas próprias alusões e crenças por elas mesmo criada.

O psicólogo americano Michael Shermer que se dedica ao combate a superstições afirma que desde há 25 anos que o irracionalismo tem vindo a aumentar. Cada vez mais se acredita nas experiências extra-sensoriais, bruxas, alienígenas e discos voadores.

O “crendeiro” está em toda a parte, em qualquer meio social, entre o povo e a alta sociedade, entre pobres e ricos, ignorantes e eruditos.

Santa Teresa de Ávila disse “Quem a Deus tem, nada lhe falta. Só Deus basta”, que bom seria se todos assim pensassem.


Cláudio Anaia

segunda-feira, dezembro 05, 2005

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domingo, dezembro 04, 2005

SOBRE O CRUCIFIXO: HAJA COERÊNCIA!



1. Há crucifixos (ou simples cruzes) em algumas escolas públicas!
Há que limpar as escolas dos perturbadores crucifixos, clama uma obscura associação e, por reflexo, emite uma circular o Ministério da Educação!
O país acorda, estremunhado, com tal anúncio revelador de "atraso" e de "anti-modernidade", em pleno século XXI! Perante este dito problema que importa tudo o resto neste Portugal feliz e encantado!

Ora aí está o mais decisivo problema da escola em Portugal: a cruz! O resto é adjectivo. A reforma educativa prossegue. Outros símbolos e outras manifestações da dita modernidade até podem ser subsidiados. E os pais vão dormir descansados: vai deixar de haver crucifixos em algumas escolas…

2. É recorrente nestas alturas falar-se da separação compulsiva entre o Estado e a Igreja.
A receita para tal intervenção é a habitual: o Estado é constitucionalmente laico. No sentido cru e árido da interpretação jurídica até pode ser que possam esgrimir com esta razão estritamente formal e legalista.
Porém, a esta nova investida de raiz jacobina subjazem várias falácias.
A primeira é a de que a neutralidade religiosa torna obrigatório um Estado que transforma a laicidade pura e dura numa nova forma de religião. Como há poucos anos a Conferência Episcopal Portuguesa reafirmou em Carta Pastoral, a louvável e imperativa neutralidade religiosa do Estado não pode, porém, transformar este num Estado anti-religião, um Estado confessional de sinal contrário. Um Estado laico, não confessional não é necessariamente um Estado ateu que faz da laicidade uma espécie de nova religião do Estado.

A segunda é a confusão propositada e enviesada entre Estado e Sociedade, no sentido de que a laicidade do Estado tem que implicar a laicidade da Sociedade.
A separabilidade entre Estado e religião (curiosamente uma ideia que só se concretizou com o cristianismo) não tem que significar necessariamente neutralidade obsessiva seja por hostilidade activa, omissão, indiferença, abstenção, ignorância, desrespeito ou desconhecimento dos fenómenos religiosos.

A liberdade religiosa não se limita ao plano do direito individual na esfera privada intimista, introspectiva. Exprime-se também como direito social, colectivo, comunitário. É uma liberdade de consciência individual, em primeiro lugar, sem deixar também de corporizar uma liberdade colectiva de expressão, de comunicação, de associação, de reunião. Uma liberdade, porém, que nada impõe aos que não professam a mesma fé.

3. Perante esta determinação de pragmatismo secular do Ministério da Educação, e a título de exemplo, pergunto às autoridades políticas e seus úteis (e às vezes bem subsidiados) satélites laicistas da sociedade:
- Sendo a escola não apenas betão armado, mas sobretudo pessoas, professores, alunos e funcionários para quando a proibição de os que são fiéis poderem levar crucifixos ao pescoço ou outros símbolos da sua fé, ainda que de outra religião? Quererão enveredar pelo caminho do jacobinismo republicano francês de que já se estão a ver algumas desastrosas consequências?
- Por que há feriados dias santos neste Estado tão laico? Não serão inconstitucionais? Por que razão o Estado colabora na celebração da paixão e morte do Senhor, da sua Ascensão, ou da Assunção de Nossa Senhora? E sendo dias santos, por que se dispensam de trabalhar nesses dias os ateus e agnósticos que não querem crucifixos nas escolas?
- Por que não são proibidos presépios e árvores de Natal em locais ou estabelecimentos públicos para não ferirem a laicidade do todo-poderoso Estado? Ou será que um crucifixo é mais "perigoso" que a representação simbólica do nascimento de Cristo?
- Por que razões se vêem autoridades públicas, desde o Presidente da República ao mais modesto autarca, a participar nessa qualidade em manifestações da Igreja?
- Por que continua o Estado a pavonear-se em cerimónias religiosas como casamentos e funerais e outras manifestações?
- Por que não acabam com o chamado serviço público da transmissão dominical da missa na televisão do Estado?
- Por que razão alguns intolerantes para com a Igreja a utilizam em proveito próprio quando isso lhes convém nas transacções eleitorais ou populares?
- Por que não proíbem atletas e jogadores das selecções de Portugal de fazerem o sinal da cruz ou de se persignarem publica e abertamente nos seus jogos ou actividades?
- Por que não acabam com esses cartões de boas festas natalícias que os Ministros, Secretários de Estado, Directores-Gerais e tantos responsáveis do Estado gastam com o dinheiro dos contribuintes?
- Por que não erradicam das escolas, hospitais, museus e outros locais públicos todos os resquícios de cristianismo ou outras religiões, desde as chagas de Cristo na Bandeira Nacional até à audição de oratórias, requiems, magnificat e outras músicas sacras?
- Por que não mandam fazer uma auditoria a todos os espaços públicos para retirar todas as manifestações artísticas, designadamente de pinturas, alusivas a Cristo?
- Por que são estes arautos do pragmatismo secular e da denúncia de qualquer sinal religioso no Estado, os primeiros a meterem-se na vida intraeclesial, opinando com "autoridade" sobre o celibato do clero, a não dissolução do matrimónio religioso, o acesso das mulheres à ordenação, etc?

4. Por aqui me fico. A tolerância não se decreta ou despacha. Exercita-se no respeito pela diferença e por essa realidade fundamental, às vezes tão desprezada, que se chama família A intolerância, por seu lado, é uma prova de falta de inteligência e de cegueira.. E a demonstração de que a história e a tradição são desprezíveis para certas mentes, tal o ódio que destilam perante a Igreja.
Sei que está na moda este tipo de actuação. E que para proteger as minorias, nada melhor que desprezar as maiorias!
Mas como católicos, não é tanto de tolerância que temos necessidade, mas de respeito. E como afirmava Jean Guitton, "pretender que se é neutro, que todas as opiniões são verdadeiras, é pressupor que são todas falsas. Eis o cepticismo: a cada um a sua verdade e todos estarão tranquilos".

António Bagão Félix
Dezembro de 2005

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Será ?



Todas as Cartas de Amor são Ridículas

Todas as cartas de amor são Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras, Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser Ridículas.
Mas, afinal, Só as criaturas que nunca escreveram Cartas de amor
É que são Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso Cartas de amor Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas, Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente Ridículas.)

Alvaro de Campos