quarta-feira, novembro 23, 2005

Terror em Linyi


Cartaz incentivando o controle de natalidade


Funcionários públicos obrigam mulheresa fazer abortos e esterilizações

A cidade de Linyi, na província de Shandong, no leste da China, está mergulhada no terror.
Desde março passado, funcionários públicos já forçaram pelo menos 7 000 mulheres a fazer aborto ou a se submeter a cirurgias de esterilização. Os relatos impressionam pela violência. Um deles narra a história de uma mulher que, no nono mês de gestação, foi rendida dentro de sua própria casa. Agentes do governo aplicaram-lhe uma injeção no ventre e dez horas depois ela deu à luz uma menina – morta. Nas famílias com mais de um filho, muitas mulheres simplesmente foram arrastadas às clínicas de esterilização. Parentes que resistiram à medida foram ameaçados, presos ou torturados. Essas atrocidades são reflexo da rígida política de controle de natalidade que vigora no país há mais de vinte anos. Os funcionários das províncias que registram as menores taxas de nascimento ao longo de um ano são promovidos e recebem benefícios extras. Em 2004, como Linyi foi a recordista de nascimentos em toda Shandong, os servidores partiram para a solução da força, a fim de cumprir suas "metas".

Na China, o aborto é legal e, em algumas regiões, até incentivado, como forma de conter o avanço demográfico. Em 1949, ano da criação da República Popular da China, o país contava com 540 milhões de habitantes. Vinte anos mais tarde, chegava a 800 milhões de pessoas. Entre o fim da década de 70 e o início dos anos 80, a população do país chegou a 1 bilhão. Como forma de conter esse aumento, o governo implementou um rígido programa de controle de natalidade. Sob pena de multas pesadas e outras sanções, os chineses foram proibidos de ter mais de um filho. Exceção feita aos pais de meninas, moradores de áreas rurais, e àqueles casais que geraram crianças com deficiências físicas. Ainda assim, a China conta hoje com 1,3 bilhão de habitantes.

( Fonte: Revista Veja)

terça-feira, novembro 22, 2005

Vamos ajudar os Sem Abrigo !!


Amigos!

Estamos numa altura do ano em que começa a chover e o frio ja anda por aí .

Por isso a vida de quem dorme na rua está mais complicada.

Quase sempre por esta altura começamos a preparar as nossas roupas de Inverno para a nova estação. Se por acaso encontrarem alguma coisa que já não precisem e que deixaram de gostar, essas coisas são muito bem vindas para quem nada tem.

Estou a colaborar na Comunidade Vida e Paz, que trabalha com os sem abrigo na zona de Lisboa e estarei disponível para levar essas coisas roupas,meias, calçado, mantas, brinquedos,...), que podem ser de Homem ou Mulher e, infelizmente, também de Criança.

Ou se preferirem podem ir entregar directamente à Comunidade que está quase sempre aberta, inclusive ao fim-de-semana

Obrigado!

Ana Margarida Santos

Comunidade Vida e Paz
LISBOA - SÃO JOÃO DE BRITO
Rua Domingos Bontempo 7 Lisboa
1700-142 LISBOA

segunda-feira, novembro 21, 2005

Maior Arvore Natal da Europa


Maior árvore de Natal da Europa iluminada em Lisboa
Mais de dois milhões de luzes iluminam a Praça do Comércio, em Lisboa, na maior árvore de Natal da Europa. Com 72 metros de altura, uma altura que corresponde a 23 andares, e 170 toneladas de peso, a montagem da estrutura envolveu 350 pessoas, ao longo de 44 dias consecutivos de trabalho.

sábado, novembro 19, 2005

Mensagem



"Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós .... "

Jesus Cristo

João 15:20 - Biblia Sagrada

sexta-feira, novembro 18, 2005

Bom Exemplo


Os deputados ingleses nos Parlamentos,

1 . não tem lugar certo onde sentar-se na Câmara dos Comuns;
2 . não têm escritórios, não têm secretários nem automóveis,
3 . não têm residência (pagam pela sua em Londres ou nas províncias);
4 . não têm passagem de avião gratuita, salvo quando a serviço do próprio Parlamento.
Tudo isso têm que pagar de seu bolso.
E seu salário equipara-se ao de um Chefe de Seção de qualquer repartição.

quinta-feira, novembro 17, 2005

Boas Noticias !




Já foi apresentado o "computador a 100 dólares" (cerca de 85 euros). Mas não o poderá comprar: estas máquinas, ainda em protótipo, destinam-se a serem oferecidas a crianças dos países menos desenvolvidos.


É verde e tem uma manivela amarela para poder funcionar onde nem sequer há electricidade. Tem um desenho de excepcional versatilidade. Faz tudo o que os computadores grandes fazem, incluindo acesso à Internet sem fios. Só tem um ecrã mais pequeno e pouca memória de discos.

Usa o sistema operativo Linux, pode ser alimentado normalmente ou com a manivela incluída, ligações Wifi e USB. Os protótipos têm um processador de 500 Mhz e 1GB de memória. É um sonho de Nicolas Negroponte, um dos "gurus" das novas tecnologias que agora conseguiu o importante apoio de Kofi Annan.

Negroponte tenciona conseguir encomendas na casa dos 5 a 10 milhões de computadores, todos para serem oferecidos a crianças e escolas de alguns dos países mais pobres do mundo. Estão a decorrer negociações com a Nigéria, Egipto, Brasil, Argentina, Tailândia, China e Índia. Ainda não foram escolhidos os fabricantes, mas Negroponte espera ter alguns milhares de máquinas em 2006, apontando metas ambiciosas, na ordem das dezenas de milhões, no início de 2007.

A prioridade é conseguir distribuir as máquinas gratuitamente, mas Negroponte não exclui a possibilidade de serem vendidos computadores com a mesma tecnologia a preços até mais elevados, seria mais uma forma de financiar o programa "um computador portátil para cada criança". Nos países onde Negroponte quer colocar a "máquina verde", 85 euros é muito dinheiro. Levar tais tecnologias a populações que lutam pela comida diária não é uma iniciativa pacífica. É um dos mais ambiciosos programas para levar a sociedade de informação de facto a todos. Utopia ou iniciativa genial, loucura ou um programa que ficará na história da humanidade, tudo indica que a resposta está para breve.

Apresentação do computador de 100 dólares no MIT: http://laptop.media.mit.edu/

Noticia retirado do site : www.sic.pt


quinta-feira, novembro 10, 2005

terça-feira, novembro 08, 2005

domingo, novembro 06, 2005

14 verdades sobre Aborto


“ O Aborto é o pior inimigo da Paz”
Madre Teresa de Calcutá

Os nossos políticos, as vezes parece que não tem mais com que se preocupar, do que tentar liberalizar totalmente o Aborto.

Será que esses senhores esquecem que uma situação humana que não pode flutuar ao vento dos humores e engenhos políticos, circunstâncias que engendram com jogos de poder, estratégias de agenda política ou de campanhas eleitorais?

A vida é um dom único e o mais especial de todos, por isso deveria ser preservado de gritarias e falácias, onde se diz mais o que convém, do que aquilo que mais respeita ao ser humano.Por isso, nos últimos tempos andámos com atabalhoamentos de calendário e Referendo, sobre o aborto sem que o povo perceba o que se está a passar.

O tapete político exige pronunciamentos que embaracem as próximas presidenciais, numa pressa sem limites de referendar o que o povo já referendou. O povo esse que já disse NAO ao aborto .

Mas como nunca é demais saber , hoje aqui deixo 14 verdades que respondem alguns argumentos daqueles que defendem a legalização do Aborto

.1 – QUAL A QUESTÃO QUANDO SE FALA DE DESPENALIZAÇÃO DO ABORTO?

Desde 1984, é legal em Portugal abortar-se por perigo de vida ou razões de saúde da mãe, malformação do feto e violação. O referendo de 2006 propõe que a mulher possa abortar até às dez semanas, nos nossos hospitais e clínicas privadas, com os serviços pagos pelos nossos impostos, sem ter que dar qualquer razão. Vários partidos propõem também alargar os prazos legais.

2 - O BEBÉ TEM ALGUMA PROTECÇÃO LEGAL?

Por enquanto ainda vivemos numa sociedade que considera que todos, e especialmente os mais fracos e desprotegidos, merecem protecção legal; mesmo na lei de 1984 este era o princípio base, no qual se abriam algumas excepções. Se a despenalização passar, é o princípio base que muda, é como se a sociedade portuguesa dissesse que há seres humanos com direitos de vida ou de morte sobre outros seres humanos. É admitir que o mais forte (a mulher) imponha a sua vontade ao mais fraco (o bebé), sem que este tenha quem o defenda.

3 - DIZEM QUE O FETO AINDA NÃO É PESSOA E POR ISSO NÃO TEM DIREITOS...

Dentro da mãe não está de certo um animal ou uma planta, está um ser humano em crescimento com todas as suas características em potência desde o momento da concepção. Dependente da mãe, como estará durante muito tempo depois de nascer (se deixarmos um bebé no berço sem o alimentarmos ele morre), dependente como muitos doentes ou idosos (será que por isso estes também não são pessoas nem têm direitos?). É por serem mais frágeis que os bebés, dentro ou fora do seio materno, os doentes e idosos, precisam mais da protecção legal dada por toda a sociedade.

4 - E OS PROBLEMAS DA MULHER?

A suposta solução dos problemas dum ser humano não pode passar pela morte doutro ser humano. Esse é o erro que está na base de todas as guerras e de toda a violência. A mulher em dificuldade precisa de ajuda positiva para a sua situação. A morte do seu filho será um trauma físico e psicológico que em nada resolve os seus problemas de pobreza, desemprego, falta de informação, etc.. Para além disso, a proibição protege a mulher que muitas vezes é fortemente pressionada a abortar contra vontade pelo pai da criança e outros familiares, a quem pode responder que recusa fazer algo proibido por lei (nos estudos que existem referentes aos países onde o aborto é legal, mais de metade das mulheres que abortaram disseram que o fizeram obrigadas).

5 - MAS A MULHER NÃO TEM O DIREITO DE USAR O SEU CORPO?

A mulher não tem o direito de dispor do corpo de outro. O bebé não é um apêndice que se quer tirar, é um ser humano único e irrepetível, diferente da mãe e do pai, com um coração que bate desde os 18 dias (quando a mãe ainda nem sabe, muitas vezes, que está grávida), com actividade cerebral visível num electroencefalograma desde as 6 semanas, com as características físicas e muitas da sua personalidade futura presentes desde o momento da concepção.

6 - E O PAI DA CRIANÇA, TEM ALGUM DIREITO OU DEVER NESTA DECISÃO?

Não, o homem fica sem nenhuma responsabilidade, e também sem nenhum direito. A mulher pode matar o filho dum homem contra a vontade dele. Quando a mulher decide ter a criança a lei exige que o pai, mesmo contra vontade, lhe dê o nome, pensão de alimentos, etc., mas se decide não o ter o pai não pode impedir o aborto - fica excluído na decisão de vida ou de morte do seu próprio filho.

7 - E QUANTO À QUESTÃO DA SAÚDE DA MULHER QUE ABORTA?

Legal ou ilegal, o aborto representa sempre um risco e um traumatismo físico e psicológico para a mulher. Muitas vezes o aborto é-lhe apresentado como a solução dos seus problemas, e só tarde demais ela vem a descobrir o erro dessa opção. O aborto por sucção ou operação em clínicas e hospitais legais, provoca altas percentagens de cancro de mama, de esterilidade, de tendência para aborto espontâneo, de infecções que podem levar à histerectomia, de depressões e até suicídios.

8 - MAS TEM QUE SE ACABAR COM O ABORTO CLANDESTINO

É verdade, temos mesmo é que acabar com o aborto, que ninguém precise dele, mas a despenalização não ajuda em nada à sua abolição. Os números provam que em praticamente todos os países, após a despenalização, não só aumentou muito o aborto legal, como não diminuiu o aborto clandestino, pois a lei não combate as suas causas (quem quer esconder a sua gravidez não a quer revelar no hospital, por exemplo). A diminuição do aborto passa por medidas reais e positivas de combate às suas causas (pela prevenção através da educação sexual e da educação para uma sexualidade responsável, pelo apoio às mães grávidas em dificuldade, etc.), e não há melhor forma de ajudar o governo a demitir-se destas prioridades do que despenalizar o aborto (“para quem tiver problemas já pusemos os serviços hospitalares à disposição, quem não os quiser usar, que resolva a sua própria situação...”).

9 - ENTÃO QUEREM QUE AS MULHERES QUE ABORTAM VÃO PARA A CADEIA?

Uma mãe apanhada a roubar pão para o filho com fome não vai presa, precisa é de ajuda, e lá por isso ninguém diz que o roubo deve ser despenalizado. É importante que as pessoas saibam que matar um ser humano, dentro ou fora do ventre materno, é um crime, e por isso é, como todos os crimes, punível por lei. Mas só ao juiz cabe decidir, tendo em atenção as circunstâncias atenuantes. Aliás, há mais de 30 anos que nenhuma mulher vai para a cadeia por ter abortado, os poucos casos referem-se a quem faz do aborto um negócio. Mais importante é ver quantas vidas uma lei salva.

10 - A DESPENALIZAÇÃO SERIA SÓ PARA AS MULHERES?

Não. A despenalização abrange todos: médicos, pessoas com fortes interesses económicos nesta prática, pessoas que induzem ao aborto, etc.. Estes, na lei de 1984, tinham penas muito mais pesadas que a própria mulher. As leis pró-aborto abrem as portas ao grande negócio das Clínicas Privadas Abortivas.

11 - MAS A DESPENALIZAÇÃO NÃO OBRIGA NINGUÉM A ABORTAR...

Está provado que a despenalização torna o aborto mais aceitável na mentalidade geral, e por isso mesmo leva na prática ao aumento do número de abortos. A lei não só reflecte as convicções duma sociedade como também enforma essa mesma sociedade. O que é legal passa, sub-repticiamente, a ser considerado legítimo, quando são duas coisas muito diferentes (lembremo-nos dos alemães em Nuremberga que diziam não ter responsabilidades no extermínio dos judeus porque se tinham limitado a cumprir a lei).

12 - PORQUE SE PROPÕEM PRAZOS PARA O ABORTO LEGAL?

Os próprios defensores da despenalização sabem que o aborto em si mesmo é um mal e que a lei tem uma função dissuasora necessária, por isso mesmo não pedem a despenalização até aos nove meses. No entanto, não há nenhuma razão científica, ética, ou mesmo lógica para qualquer prazo. Ou o bebé é um ser humano e tem sempre direito à vida, ou é considerado uma coisa que faz parte do corpo da mãe e sobre o qual esta tem sempre todos os direitos de propriedade. É de perguntar porque é que até às X semanas mulheres e médicos não fazem mal nenhum, e às X semanas e meia passam a ser todos criminosos.

13 - O ABORTO É SÓ UM PROBLEMA RELIGIOSO OU ABRANGE OS DIREITOS DO HOMEM?

O aborto ataca os Direitos do Homem. O direito à Vida é a base de todos os outros. O direito de opção, o direito ao uso livre do corpo, o direito de expressão, etc. - todos os direitos que as mulheres se arrogam para poderem abortar, só os têm porque estão vivas, porque lhes permitiram e permitem viver. Ao tirarem a vida aos filhos estão também a roubar-lhes todos os outros direitos.Além disso, a Declaração dos Direitos do Homem explicita que aqueles direitos são para todos, independentemente de raça, religião, sexo, etc.. A despenalização do aborto acrescenta um grande “Se...” à lista dos Direitos do Homem, ou seja, todo o ser humano tem direito a isto tudo, mas só se for desejado pela mãe, senão já não tem direito nenhum.

14 - SER CONTRA A DESPENALIZAÇÃO NÃO É SER INTOLERANTE E RADICAL?

Não. O aborto é que é totalmente intolerante e radical para com a criança, porque a mata; não lhe dá quaisquer direitos, não lhe dá opção nenhuma. Os pró-despenalização têm em conta a posição dum só dos intervenientes: a mulher. O “Não” ao aborto obriga-nos a todos, individualmente e como sociedade, a ter em consideração os dois intervenientes. Ao bebé temos obrigação de proteger e de permitir viver. À mulher temos obrigação de ajudar para que possa criar o seu filho com amor e condições dignas ou para que o possa entregar a quem o faça por ela, através de adopção, etc..O que importa é ajudar a ver as situações pelo lado positivo e da solidariedade, e não deixar que muitas mulheres se vejam desesperadamente sós em momentos extremamente difíceis das suas vidas. É preciso que elas saibam que há sempre uma saída que não passa pela morte de ninguém, e que há muitas .

Cláudio Anaia

sábado, outubro 29, 2005

Elogio ao Amor ?



Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito.

Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.

O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.

Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja.

Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino.

O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não está lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira.

E valê-la também .

Autor desconhecido

sexta-feira, outubro 28, 2005

Esquecimento



O Esquecimento é em muitas vezes uma boa almofada para esquecer o mal que fizemos

quinta-feira, outubro 27, 2005

Mascaras






A Mascara que muitos usam dificulta a aprendizagem que poderíamos ter uns com os outros

quarta-feira, outubro 26, 2005

Fazer mal




Tenho convicção que aqueles que fazem mal ao próximo , nunca são verdadeiramente felizes .

terça-feira, outubro 25, 2005

quinta-feira, outubro 20, 2005

Demagogia -1982


Aqui fica a letra uma música de Lena D'Água de 1982, que reprsenta, 23 anos depois, muito bem a actualidade dos dias de hoje .


Demagogia

Dão nas vistas em qualquer lugar
Jogando com as palavras como ninguém
Sabem como hão-de contornar
As mais directas perguntas

Aproveitam todo o espaço
Que lhes oferecem na rádio e nos jornais
E falam com desembaraço
Como se fossem formados em falar demais

Demagogia feita à maneira
É como queijo numa ratoeira

P’ra levar a água ao seu moinho
Têm nas mãos uma lata descomunal
Prometem muito pão e vinho
Quando abre a caça eleitoral

Desde que se vêem no poleiro
São atacados de amnésia total
Desde o último até ao primeiro
Vão-se curar em banquetes, numa social

Demagogia feita à maneira
É como queijo numa ratoeira



Letra e música de Luís Pedro Fonseca
Álbum Perto de ti, Lena d’Água 1982

quarta-feira, outubro 19, 2005



O facto de estarmos sozinhos muitas vezes, não quer dizer estarmos errados .
Pelo o contrario , muitas vezes estar sozinho é sinonimo de clareza e lucidez de não querer ser apenas mais um .

segunda-feira, outubro 17, 2005

A Maior Vergonha dos Políticos Portugueses : A Fome




17 de Outurbo - Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza

“A existência de 2 milhões de pessoas que vivem em situação de pobreza em Portugal, traduz uma injustiça e constitui uma ofensa à dignidade pessoal e um desrespeito pelos direitos humanos, que só nos pode incitar ao profundo inconformismo. "

Rede Europeia Anti-Pobreza em Portugal (REAPN)