terça-feira, março 22, 2005
Hoje tenho como convidado, Edmundo Assunção, um associativista por natureza e um bom trabalhado da Camara Municipal do Barreiro no sector da Educação.
Aqui fica o seu relato sobre um trabalho realizado numa colectividade no Concelho do Barreiro .
Santoantoniense F. C. marca com o Basquetebol em Cadeira de Rodas
O S. F. C. escreveu mais uma página desportiva relevante na sua história ao tomar a opção de implementar o Basquetebol em Cadeira de Rodas. Deu ainda, mais um contributo ao Concelho do Barreiro, mesmo considerando-se que, este tem um capital precioso neste campo. Registe-se em síntese, que, este Clube de Santo António da Charneca tem em funcionamento as modalidades de Xadrez, Karaté e Luta Greco-Romana. Prepara o arranque de outras actividades e o estabelecimento muito em breve com a Câmara Municipal do Barreiro do protocolo relativo ao Parque Desportivo, o que possibilitará novamente a prática do futebol.
Este Clube constituiu-se como o primeiro do sul do país (entre o Tejo e o Algarve) e afigura-se como o impulsionador de novos Clubes nesta região nesta modalidade do Basquetebol em Cadeira de Rodas. Não tem sido fácil, os obstáculos são diversos e complexos, mas, têm sido ultrapassados. Houve a necessidade de adaptar o acesso do Pavilhão Municipal, as instalações do Clube, a aquisição de cadeiras de rodas. Está em curso o trabalho de angariação de fundos para a compra de carrinha adaptada.
A Direcção do S. F. C. está de parabéns e em especial o principal impulsionador da actividade o António Barreto. Com o seu entusiasmo e querer juntou com relativa facilidade os seus pares e as diversas Entidades Públicas (Câmara Municipal do Barreiro, Juntas de Freguesia, Governo Civil, …) e Privadas. Esta é a fase inicial do projecto, mas, mais não fosse, dada a elevada envolvência de parceiros e recursos, poderá existir algum optimismo quanto ao desenvolvimento desta modalidade no futuro.
Daí, acontecer com toda a naturalidade um jantar-convívio entre 50 pessoas (aprox.), no Santoantoniense no passado dia 11 de Março, com a presença de Eleitos Locais do Concelho do Barreiro. Entre as ilustres presenças, destaque-se a Equipa de Basquetebol em Cadeira de Rodas e seus Familiares, Dirigentes deste Clube, Autarcas da Câmara Municipal do Barreiro e das Juntas de Freguesia. Fizeram-se representar as Juntas de Freguesia de Santo António da Charneca, Palhais, Santo André, Verderena e Lavradio, em sinal do seu apoio ao projecto em curso. Estas Juntas de Freguesia, a do Barreiro e Alto Seixalinho apoiaram a compra das cadeiras de rodas, pelo que estão igualmente de parabéns. O anfitrião já referido, bem como, um dos seus pares primordiais, o Presidente da Direcção António Varandas, entre outros Dirigentes, tiveram ainda, o privilégio de contar com a presença do Presidente da Câmara Municipal do Barreiro Engenheiro Emídio Xavier e do Vereador do Pelouro Dr Amílcar Romano.
Esta actividade, como outras, será motivo para mais encontros e convívios. Mas, a oportunidade da presença de um número acentuado de eleitos locais (9), já constituiu um acontecimento único, que muito honra o Santoantoniense, que está por isso também de parabéns.
Edmundo Assunção
segunda-feira, março 21, 2005
sábado, março 19, 2005
quinta-feira, março 17, 2005
"Acabo de completar 50 anos, mas a minha aparência é de alguém com 85. Tenho sérios problemas renais porque bebo muito pouca água. Creio que me resta pouco tempo. Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade. Recordo quando tinha 5 anos.
Tudo era muito diferente. Havia muitas árvores nos parques, as casas tinham bonitos jardins e eu podia disfrutar de um banho de chuveiro cerca de uma hora. Agora usamos toalhas de azeite mineral para limpar a pele. Antes, todas as mulheres mostravam as suas formosas cabeleiras. Agora, devemos rapar a cabeça para a manter limpa sem água.
Antes, o meu pai lavava o carro com a água que saía de uma mangueira. Hoje, os meninos não acreditam que a água se utilizava dessa forma. Recordo que havia muitos anuncios que diziam CUIDA DA ÁGUA,só que ninguém lhes ligava - pensávamos que a água jamais podia acabar. Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos acuíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados. Antes, a quantidade de água indicada como ideal para beber eram oito copos por dia por pessoa adulta. Hoje só posso beber meio copo.
A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo e tivémos que voltar a usar os poços sépticos (fossas) como no século passado já que as redes de esgotos não se usam por falta de àgua. A aparência da população é horrorosa; corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele provocadas pelos raios ultravioletas que já não tem a capa de ozono que os filtrava na atmosfera. Imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados. As infecções gastrointestinais, as enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas de morte.
A industria está paralizada e o desemprego é dramático. As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam-nos em agua potável o salário. Os assaltos por um bidão de agua são comuns nas ruas desertas. A comida é 80% sintética. Pela ressequidade da pele, uma jovem de 20 anos está como se tivesse 40. Os cientistas investigam, mas não parece haver solução possivel. Não se pode fabricar agua, o oxigénio também está degradado por falta de arvores e isso ajuda a diminuir o coeficiente intelectual das novas gerações. Alterou-se também a morfologia dos espermatozoides de muitos individuos e como consequência há muitos meninos com insuficiências, mutações e deformações.
O governo cobra-nos pelo ar que respiramos (137 m3 por dia por habitante adulto). As pessoas que não podem pagar são retiradas das "zonas ventiladas". Estas estão dotadas de gigantescos pulmões mecanicos que funcionam a energia solar. Embora não sendo de boa qualidade, pode-se respirar. A idade média é de 35 anos. Em alguns países existem manchas de vegetação normalmente perto de um rio, que é fortemente vigiado pelo exercito. A água tornou-se num tesouro muito cobiçado - mais do que o ouro ou os diamantes. Aqui não há arvores, porque quase nunca chove e quando se regista precipitação, é de chuva ácida. As estações do ano tem sido severamente alteradas pelos testes atómicos.
Advertiam-nos que deviamos cuidar do meio ambiente e ninguém fez caso. Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando era jovem descrevo o bonito que eram os bosques, lhe falo da chuva, das flores, do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a agua que quisesse, o saudável que era a gente, ela pergunta-me: - Papá! Porque se acabou a agua? Então, sinto um nó na garganta; não deixo de me sentir culpado, porque pertenço à geração que foi destruindo o meio ambiente ou simplesmente não levámos em conta tantos avisos. Agora os nossos filhos pagam um preço alto e sinceramente creio que a vida na terra já não será possivel dentro de muito pouco tempo porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversivel. Como gostaria voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse isto, quando ainda podiamos fazer algo para salvar ao nosso planeta terra !
Documento extraído da revista biográfica "Crónicas de los Tiempos" de Abril de 2002."
terça-feira, março 15, 2005
Senhores Políticos ... e agora o que dizem ?
Dois milhões de pobres em Portugal
Números têm vindo a agravar-se nos últimos anos
Em Portugal há pelo menos dois milhões de pobres, mas o número poderá ter aumentado nos últimos anos esta é a conclusão do economista Rogério Roque Amaro, que defende a adopção de uma diversidade de soluções para os diferentes tipos de pobreza.
No IV Congresso da Associação Cais "Economia para Todos" que termina hoje na Fundação Luso-Americana, em Lisboa, Rogério Roque Amaro realçou a "diversidade" da pobreza, que se tem agravado nos últimos anos. De acordo com o economista, actualmente a pobreza atinge com mais incidência os idosos com pensões baixas, os desempregados de longa duração e recorrentes, as famílias monoparentais, as minorias étnicas e os pequenos agricultores.
Além da pobreza, Rogério Roque Amaro referiu-se também à exclusão social em que vivem os idosos em geral, "não só os que possuem pensões baixas", os filhos de pais "viciados" em trabalho, os reclusos, os toxicodependentes, as minorias étnicas e os sem abrigo. Para minorar os problemas da pobreza e exclusão social, o economista defendeu políticas "diferenciadas" consoante o território e os grupos sociais.
Defendeu igualmente uma combinação de políticas sociais e económicas para atacar a pobreza e a exclusão social, bem como a necessidade de "dar tempo ao tempo" lembrando que as políticas não podem mudar conforme o ciclo político. No entender do presidente da Associação Cais, Pedro Pais de Almeida, quanto mais o país se vai desenvolvendo, maior é o fosso entre os pobres e excluídos e a restante população. Apesar de não existirem estatísticas, o presidente da Cais realçou também o aumento da pobreza e da exclusão social, sobretudo na população imigrante.
sexta-feira, março 11, 2005
quinta-feira, março 10, 2005
Boas Notícias : Cura para Diabetes !!
Pela primeira vez no Reino Unido um diabético do tipo 1 ficou curado depois de receber o transplante de células do pâncreas de dadores de órgãos. Esta técnica revolucionária é o mais importante passo para a cura dos insulinodependentes.
Richard Lane, de 61 anos, pôs fim a 30 anos de injecções diárias de insulina depois de receber as células pancreáticas de três dadores. “É um avanço científico no tratamento da diabetes do tipo 1 mas para que mais doentes beneficiem ainda vai necessário mais algum tempo de investigação”, afirma José Manuel Boavida, endocrinologista e presidente da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal.Em
Londres, Lane foi o terceiro diabético tratado no Hospital King College com esta técnica desenvolvida na Universidade de Alberta, Canadá, pelo especialista James Shapiro. O sucesso do transplante neste paciente foi total, ao contrário de dois diabéticos anteriores, que reduziram – mas não eliminaram – a necessidade de se injectar com insulina.
quarta-feira, março 09, 2005
terça-feira, março 08, 2005
Mourinho e o Aborto
Que posição tem em relação à despenalização do aborto?
Penso que essa é uma questão grave, gravíssima. Ou melhor, será mais uma questão delicadíssima. Defender uma e outra não é fácil. Trata-se de um ser humano, sem dúvida. Sou muito religioso, sou católico e nesta questão estou ao lado da Igreja quando defende que é um ser humano logo desde o início, não só a partir de determinada altura.
Excerto da Entrevista de José Mourinho ao Diário de Noticias
domingo, março 06, 2005
quinta-feira, março 03, 2005
A lei é igual para Todos !
Supremo mantém decisão favorável ao Estado português
Interdição ao Barco do Aborto
O Supremo Tribunal Administrativo decidiu não apreciar o recurso das associações pró-aborto sobre o caso do chamado Barco do Aborto. O tribunal mantém a sentença da instância anterior que deu razão ao governo português, que impediu a entrada em águas nacionais da embarcação Borndiep, em Agosto do ano passado.
Com esta decisão do Supremo Tribunal Administrativo, última instância para este tipo de processos, esgotam-se todos os recursos previstos na lei portuguesa. No final de Agosto de 2004, a organização holandesa "Women on Waves", seis cidadãos holandeses e quatro associações portuguesas moveram uma acção contra o Ministério da Defesa Nacional e o Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos, sob a forma de um processo urgente de intimação para protecção de direitos, liberdades e garantias. Os responsáveis do Borndiep vieram a Portugal para disponibilizar a pílula abortiva e promover o debate em torno da legalização do Aborto.
quarta-feira, março 02, 2005
terça-feira, março 01, 2005
Começa a sentir- se as consequencias da sociedade "louca" em que vivemos
Consumo de antidepressivos aumentou 45 por cento nos últimos cinco anos
O consumo de medicamentos antidepressivos aumentou 45 por cento nos últimos cinco anos: em 2000 foram compradas em Portugal cerca de quatro milhões de embalagens, no ano passado foram quase seis milhões.
É o que revelam dados fornecidos pelo Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed). Os ansiolíticos e tranquilizantes seguem a mesma tendência de subida.
Os antidepressivos estão a ser cada vez mais dispensados pelos médicos portugueses. De 2003 para 2004 a venda total de embalagens de medicamentos em farmácias subiu 2,5 por cento, mas no subgrupo dos antidepressivos o crescimento ascendeu a 11 por cento (mais 627.467 caixas) — de cerca de cinco milhões passou-se para quase seis milhões. As regiões de Lisboa e Vale do Tejo e o Norte são as recordistas.
domingo, fevereiro 27, 2005
Maturidade
Maturidade é o poder de controlar a raiva e de resolver problemas sem violência e destruição. Maturidade é paciência. É disposição para abrir mão de um prazer imediato com vistas a uma vantagem a longo prazo.
Maturidade é perseverança. É empenhar-se fundo em um trabalho, a despeito da oposição doscontratempos desalentadores.
Maturidade é abnegação. É atender as necessidades alheias. Maturidade é a capacidade de enfrentar o desagradável e a decepção, sem se tornar amargo.
quinta-feira, fevereiro 24, 2005
quarta-feira, fevereiro 23, 2005
Os Velhos
“Quando te tornares senil, não o saberás”
Bill Cosby
Há já algum tempo que visito Lares de idosos, para acompanhar a realidade dos nossos idosos. É com amargura que sou defrontado, regularmente, com muitos casos em que o idoso é abandonado na sua casa pela família, largado à sua própria sorte ou, então, num lar onde espera uma morte vigiada.
Foi numa dessas visitas que conheci o Sr. Joaquim. Olhar cansado, sempre rente ao chão, sentado numa poltrona. Sem qualquer aspiração esperava, sentado, pelo melhor remédio contra a velhice abandonada .
Conversávamos longas horas dos mais variados assuntos, transmitia-me a sua experiência de vida. Para mim, velhice significa conhecimento, por isso, considerava o Sr. Joaquim uma “ biblioteca ambulante.”
Pesavam-lhes os anos e a ingratidão. Acabou sozinho, esquecido pela família. Vivia na expectativa do dia em que o telefone tocasse e fosse uma voz amiga do outro lado da linha ou, quando se atrevia a sonhar mais alto, que a porta se abrisse e recebesse um sorriso conhecido.
Sinto-me feliz e orgulhoso por ter feito parte da sua vida por lhe ter dado o abraço merecido e arrependo-me dos dias que não desfrutei da sua companhia.
Miguel Torga um dia disse: “ A velhice é isto ou se chora sem motivo, ou os olhos ficam secos de lucidez” O Sr. Joaquim lamentava-se mas já não chorava. Sentado no sofá esperava ,um dia atrás do outro, que já não tivesse que abrir os olhos para vislumbrar a sua solidão. E assim foi.
Recentemente ao dirigir-me à instituição onde permanecia, para apreciar mais uma vez um pouco da sua companhia, disseram-me que tinha falecido. Quando perguntei se tinha conseguido contactar os seus familiares a resposta veio baixinho, em tom envergonhado: “quando dei a noticia responderam-me : mas ele ainda estava vivo?!! ”.
Senti-me revoltado, O que levará um filho, um irmão, um neto, a esquecer quem um dia já lhe deu, pão ? Tratar um ser humano como um objecto inútil, sem serventia, porque está desgastado pelo tempo é, para mim, crime perverso. Ou então, quem faz isto, talvez queira fugir do seu próprio destino, a velhice, como diz uma canção de Mafalda Veiga .
Defendo que as famílias, as instituições vocacionadas para a problemática da terceira idade e, sobretudo, cada cidadão, deverá dar o seu contributo para evitar a exclusão do idoso. Pois, na verdade, o envelhecimento é inevitável chegando um dia destes a todos nós .
terça-feira, fevereiro 22, 2005
Respirar pode matar
Respirar pode ser fatal. De acordo com um estudo realizado pela Comissão Europeia apresentado ontem, em Portugal, perdem a vida, todos os anos, cerca de quatro mil pessoas vítimas da poluição atmosférica.
Valores que colocam o País no meio da tabela, à frente da Finlândia, Dinamarca ou Suécia.Os valores variam consoante os estados-membros da União Europeia (UE), mas no total, as mortes prematuras por ano ascendem aos 300 mil. Números negros, aos quais se juntam ainda os da diminuição da esperança de vida de todos residentes na UE, que cai, em média, nove meses devido à má qualidade do ar que respiramos.
Os especialistas não têm dúvidas em apontar o dedo às partículas inaláveis – que resultam da queima de combustíveis fósseis – e ao ozono ao nível do solo, responsáveis, respectivamente, por 288 mil e 21 400 vidas perdidas antes do tempo.
domingo, fevereiro 20, 2005
sexta-feira, fevereiro 18, 2005
Perigo á Vista ???
430 mil em risco de AVC nos próximos dez anos
40 por cento poderiam ser evitados se terapêutica fosse mais eficiente, revela estudo
Cerca de 430 mil portugueses correm o risco de sofrer acidentes vasculares cerebrais nos próximos dez anos, mas 40 por cento destes poderiam ser evitados se a terapêutica fosse mais eficiente, revela um estudo a apresentar hoje no Algarve.
Os resultados do estudo sobre a probabilidade de risco de ocorrência de acidentes vasculares cerebrais (AVC) em Portugal nos próximos dez anos vão ser apresentados durante a 2ª Reunião Científica da Sociedade Portuguesa de Hipertensão, no Hotel Tivoli Almansor, no Algarve.
O estudo incidiu sobre 20.005 utentes do Serviço Nacional de Saúde com idades compreendidas entre os 55 e os 84 anos e envolveu 1.101 médicos e 240 especialistas.
A investigação concluiu que "a probabilidade média de risco de AVC aumenta com a idade, em ambos os sexos, sendo superior nos homens" e que "a situação é particularmente grave em Portugal".
A aplicação dos dados do estudo permite assim estimar que nos próximos dez anos 429.182 portugueses correm o risco de vir a sofrer de AVC.
No entanto, o estudo ressalva que "se a terapêutica fosse mais eficiente, poderiam ser evitados em Portugal 179.069 casos, o que corresponde a 40 por cento das pessoas que correm risco de AVC".
quinta-feira, fevereiro 17, 2005
terça-feira, fevereiro 15, 2005
Na Net também estamos em último :(
Somos o país da UE com menos utilizadores.
Bruxelas diz que preços de computadores são elevados
Portugal está na cauda da União Europeia quanto ao número de utilizadores da Internet.
Aliás, pior que nós, só a Turquia, Roménia e Bulgária, países que ainda são candidatos à adesão.
A notícia é avançada esta terça-feira pelo Jornal de Notícias e tem como base um relatório divulgado em Bruxelas, cujas informações são relativas a Junho de 2003.
Segundo Bruxelas na base deste resultado estão os níveis de educação, riqueza e idade. Todavia, a comissão alerta também para preço excessivo dos computadores como um dos obstáculos.
O relatório, produzido pela Comissão Europeia, revela que em Junho de 2003 apenas 21 por cento dos portugueses usava a Internet. Aqui Portugal é logo seguido da Grécia com 22 por cento de utilizadores. Quanto aos novos estados-membros, as percentagens variam entre 25 por cento na Hungria e 44 por cento na Estónia. Sendo que a média da Europa dos Quinze era de 43,6 por cento e a média da Europa dos «25» era de 41,4 por cento.
Segundo do Jornal de Notícias a Comissão alerta, no relatório, para os riscos de exclusão da sociedade e do emprego já que as competências informáticas se tornaram uma exigência comum. Os idosos, as mulheres e as pessoas com baixos rendimentos e poucos estudos são os mais atingidos.
No entanto, entre 2000 e 2003, mulheres e os idosos recuperaram terreno e reduziram a chamada «fractura numérica» no acesso à Sociedade de Informação. Os homens também têm mais conhecimentos na área que as mulheres.
No território nacional a percentagem de utilizadores da Internet divide-se: entre 16,5 por cento na Região Norte e 26,8 por cento no grupo de regiões do Sul e Ilhas (Algarve, Alentejo, Madeira e Açores). As taxas para o Centro e para Lisboa e Vale do Tejo são de 23,3 por cento e 21,7 por cento, respectivamente. À escala nacional, a percentagem de computadores pessoais é de 31,1 e a de formação no sector informático de 20,4 por cento.
Noticia do Jornal On Line : Portugal Díario
segunda-feira, fevereiro 14, 2005
domingo, fevereiro 13, 2005
Faleceu a Irmã Lúcia
A irmã Lúcia, um dos três pastorinhos que afirmaram ter visto Nossa Senhora em Fátima no ano de 1917, morreu hoje aos 97 anos. Prima de Jacinta e Francisco Marto, os dois outros pastorinhos que viram a Virgem Maria, na Cova da Iria, Lúcia era a única que ainda estava viva.
Nascida a 22 de Março de 1907, em Aljustrel, paróquia de Fátima, Lúcia de Jesus dos Santos, o seu nome de baptismo, dedicou a sua vida à oração e contemplação, como resposta à mensagem de Fátima. Lúcia terá sido a única dos três primos que ouviu as palavras da Virgem.
Em 13 de Outubro de 1930 o então bispo de Leiria torna público, oficialmente, que as aparições eram dignas de crédito.Desde então, o Santuário de Fátima ganhou expressão internacional, uma exposição que não era procurada pela irmã Lúcia.
Em 1921, ingressou no Asilo de Vilar, no Porto, dirigido pelas religiosas de Santa Doroteia. Depois foi para Tuy, em Espanha, onde tomou o hábito, com o nome de Maria Lúcia das Dores.
Fez a profissão religiosa de votos temporários em 3 de Outubro de 1928 e, em 3 de Outubro de 1934, a de votos perpétuos. Em 1946 regressou a Portugal e, dois anos depois, entrou para o Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra, onde professou como carmelita a 31 de Maio de 1949 e assumiu o nome de Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado.
Escreveu dois volumes com as suas "Memórias" e os "Apelos da Mensagem de Fátima".Em 1991, o Papa visitou Fátima e encontrou-se com irmã Lúcia, com quem esteve reunido cerca de 12 minutos. A 13 de Maio de 2000, João Paulo II beatificou Jacinta e Francisco Marto, em Fátima.
sexta-feira, fevereiro 11, 2005
O Sermão da Campanha
O calendário litúrgico garantia que aquele era apenas mais um domingo do chamado "tempo comum", que separa o Natal da caminhada para a Páscoa. Talvez por isso, no domingo passado o calendário litúrgico não conseguiu cativar as atenções do padre Lereno, que viu os seus pensamentos fugirem para um outro calendário mais sedutor o calendário eleitoral.
É preciso compreender a situação, tal como a terá visto o padre do seu púlpito. Aquele era o dia de arranque oficial da campanha para as eleições. A direita, a sua querida direita, parecia estar em apuros e a esquerda, a maldita esquerda, ameaçava regressar ao poder. Uma "esquerda moderna", é certo. Mas isso só podia piorar as coisas se a esquerda lhe causava alergia, a simples palavra "moderna" causava-lhe arrepios. Depois, o microfone estava mesmo ali, mesmo a jeito.
E ainda por cima a missa ia ser transmitida em directo pela rádio. Francamente, "um homem não é feito de ferro!", terá pensado o padre Lereno, com a sabedoria de uma vida inteira a ouvir os pecados dos outros. E se bem o pensou, pior o fez: o padre cedeu à tentação e resolveu transformar a sua (?) missa no comício de abertura da campanha eleitoral.
O caso tem uma importância diminuta para a campanha. Em primeiro lugar, porque se trata de uma voz pouco representativa no interior da Igreja e nada significativa no plano mediático; em segundo lugar, porque os leigos católicos, entre os quais me incluo, estão suficientemente acostumados a homilias menos felizes ou até incompetentes para saberem dar o devido desconto quando tal se torna necessário; em terceiro lugar, porque o tom quase medieval com que foram abordados temas muito complexos da actualidade social e eclesial ("divórcio nunca!", chegou-se a proclamar) traduz uma tão confrangedora incapacidade para perceber o mundo de hoje que só pode suscitar indiferença ou rejeição.
Quem não entende o mundo, dificilmente se fará entender por ele. A verdadeira questão que este sermão coloca é outra e diz respeito às relações da Igreja com a política. E é na qualidade de católico que aqui deixo algumas notas sobre o assunto.Primeiro ponto é perfeitamente legítimo que a Igreja recorde aos cristãos as implicações sociais e políticas (em sentido amplo) do cristianismo. Essas implicações existem e não são poucas, como decorre da vastíssima doutrina social da Igreja (DSI), do Concílio Vaticano II e dos documentos pastorais dos bispos. Neste sentido, tem todo o cabimento não só o apelo ao voto, enquanto cumprimento de um dever cívico de participação política, como a afirmação da relevância dos princípios da doutrina da Igreja para efeitos da determinação do sentido de voto de cada cristão, de acordo com a sua livre consciência individual e tendo em conta que a DSI, no seu conjunto, é compatível com diferentes programas partidários.
Foi isto que fez, com razoabilidade e equilíbrio, a própria Conferência Episcopal, em nota pastoral emitida a propósito destas eleições.Segundo ponto a intervenção do padre Lereno manifestamente não partilha da razoabilidade e do equilíbrio revelados pela Conferência Episcopal. Desde logo, porque se permitiu utilizar uma homilia para, a despropósito das leituras, dar orientações para o voto; depois, porque o fez sem se conformar com a nota pastoral dos bispos (incluindo o seu próprio bispo), facto especialmente grave porque se tratou de uma homilia transmitida pelos meios de comunicação social.
De facto, o padre Lereno pecou, simultaneamente, por excesso e por defeito. Por excesso, porque pretendeu deduzir dos princípios um determinado julgamento de certas propostas políticas concretas apresentadas pelos partidos concorrentes às eleições; por defeito, porque ostensivamente omitiu ou secundarizou outros princípios da mesma doutrina, assim fazendo eclipsar toda a dimensão social, não obstante os bispos a terem expressamente apresentado como igualmente relevante para a determinação do sentido de voto. O resultado deste exercício selectivo foi, como obviamente estava pensado para ser, um sermão manifestamente tendencioso do ponto de vista político-partidário.Terceiro ponto os partidos políticos, de um modo geral, reagiram bem, sem se mostrarem excessivamente incomodados.
Veremos se, quando chegar o tempo oportuno, a Igreja reage bem, sem se mostrar excessivamente comodista.
Pedro Silva Pereira
quinta-feira, fevereiro 10, 2005
Conviccções
No Partido Socialista sou muitas vezes criticado por ser um Socialista Católico Praticante que se empenha na luta contra a legalização do Aborto .
Na igreja Católica alguns secotes criticam me por ser um Católico de esquerda militante do Partido Socialista .
Será que essas pessoas nao percebem que tanto a Doutrina Social da Igreja como Socialismo Democrático têm muito pontos em comum ?
sábado, fevereiro 05, 2005
Relance 255 Católicos dirigem carta aberta aos eleitores
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quinta-feira, fevereiro 03, 2005
| Relance 254
Debate Que país é este que num debate entre os dois principais candidatos a Primeiro-Ministero , a primeira pergunta tenha sido a discussão de boatos e isinuações sobre a vida privada dos mesmos ??? Acrescentando que a resposta a esta questão teve a duração de 15 minuntos num debate que durou 90 . |
quarta-feira, fevereiro 02, 2005
terça-feira, fevereiro 01, 2005
Relance 252 As eleições constituem um acto cívico da maior importância.
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sexta-feira, janeiro 28, 2005
EÇA DE QUEIROZ - 1871
«O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os caracteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. (...)
O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. (...)
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte: o país está perdido!»
Eça de Queirós, 1871
quarta-feira, janeiro 26, 2005
eu voto SIM!
Os portugueses deviam utilizar as próximas eleições como um referendo.
Creio que já é tempo de nós, todos aqueles que achamos que a nossa política é um autêntico teatro, fazermos algo mais do que ir para a praia no dia das eleições. Por exemplo, ir votar SIM. Os seja, nulo.
SIM, quero que isto mude!
SIM, quero que se reveja este sistema que permite que os políticos nunca
sejam responsabilizados pela sua má gestão e pelos seus crimes!
SIM, quero os “boys” vão todos para o desemprego!
SIM, quero gente séria e honesta na política!
SIM, quero que as promessas eleitorais sejam cumpridas!
Este sistema não tem qualquer representatividade! Não nos podemos esquecer que um governo, em Portugal, é eleito com pouco mais de um milhão de votos e que nós, os desiludidos, os que nos abstemos, somos quase 3 milhões. Quase 3 milhões de portugueses cuja opinião os políticos, convenientemente, ignoram.
Ou seja, já que não nos revemos em nenhuma força política, podemos utilizar o nosso voto para exigir a mudança. E para dar um exemplo ao mundo. Se formos em número suficiente, esta é uma realidade que os políticos, as Opus Dei, as Maçonarias e os restantes lobbies não poderão mais ignorar. E a comunicação social também não.
Chega de corrupção, chega de sustentar os “boys” dos partidos (que são já umas larguíssimas dezenas de milhar com “tachos” pagos por todos nós), chega de actores na política.
Isto não é democracia. De que adianta escolher entre este ou aquele partido, se quem realmente manda são os grandes grupos económicos, os empreiteiros, a banca?
Não estamos já cansados disto?
Não é já tempo de o Estado passar a ser uma pessoa de bem ..................
É tempo de os detentores de cargos públicos deixarem de ser os todo-poderosos deste mundo. Eles são os nossos empregados, aqueles a quem pagamos para nos organizarem a sociedade. Se não cumprem, devem ser despedidos. Definitivamente. Chega de ficarmos a pagar reformas principescas a incompetentes.
Por tudo isto, desta vez, vou votar SIM. Acho que é uma boa ideia. Melhor, pelo menos, do que ficar em casa e depois passar mais quatro anos a queixar-me.
Recebi esta mensagem por Emaill
segunda-feira, janeiro 24, 2005
sexta-feira, janeiro 21, 2005
quarta-feira, janeiro 19, 2005
| Relance 247
Assim vai o mundo ,,,,, Mais de mil milhões de pessoas sobrevivem, no Mundo, com um rendimento inferior a um dólar (cerca de 76 cêntimos) por dia. Outros 2700 milhões lutam pela sobrevivência com menos de dois dólares por dia. Em alguns países extremamente pobres menos de metade das crianças tem acesso à escola primária e menos de 20% acedem ao ensino secundário. No Mundo inteiro, existem 114 milhões de crianças a quem está vedado o ensino básico e há 584 milhões de mulheres que são analfabetas."As consequências desta pobreza extrema - que são as principais causas dos conflitos violentos, da guerra civil e do fracasso dos governos - transcendem largamente as sociedades por ela directamente atingidas", lê-se no Relatório do Projecto do Milénio da ONU ("Investir no Desenvolvimento - Um Plano Prático para atingir os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio"), que foi apresentado, ontem, ao Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan. O Projecto do Milénio das ONU é um organismo consultivo independente a quem o secretário-Geral das Nações Unidas encarregou, em 2002, de elaborar um plano de acção concreto para que o Mundo erradique a pobreza extrema, a fome e a doença que afectam um sexto da população mundial (ler "Recomendações" ao lado).Com base neste trabalho, Kofi Annan deverá apresentar aos membros da ONU, no próximo mês de Março, um relatório contendo as suas recomendações, antes da reunião do G8, em Julho, que precederá a cimeira mundial agendada para Setembro, em Nova Iorque, que irá assinalar o 60.º aniversário das Nações Unidas. Para os mais de mil milhões de pessoas que vivem em condições de extrema pobreza, os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) representam uma questão de vida ou de morte. Segundo o relatório, a pobreza extrema pode definir-se como "pobreza que mata", uma vez que priva as pessoas dos recursos essenciais para enfrentarem a fome, a doença e os riscos ambientais. Nas regiões onde domina esta forma de pobreza, a esperança média de vida é metade daquela de que usufruem os habitantes do chamado Mundo desenvolvido - 40 anos em vez de 80. Na Cimeira do Milénio das Nações Unidas, realizada em Setembro de 2000, 189 dirigentes mundiais aprovaram, por unanimidade, a Declaração do Milénio, que levou à formulação de oito objectivos concretos, entre 1990 e 2015. E que são os seguintes reduzir para metade a pobreza extrema e a fome; alcançar o ensino primário universal; promover a igualdade entre homens e mulheres; reduzir em dois terços a mortalidade infantil; reduzir em três quartos a mortalidade materna; controlar e começar a reduzir a propagação da sida/VIH, a malária e outras doenças graves; garantir a sustentabilidade do meio ambiente; criar uma parceria mundial para o desenvolvimento ."Reduzir a metade a pobreza extrema até 2015 tornou-se muito difícil, devido ao tempo precioso que perdemos nos primeiros dez anos", declarou ontem Mark Malloch Brown, administrador do Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) e novo chefe de gabinete de Kofi Annan. |
segunda-feira, janeiro 17, 2005
A causa do aborto «O aborto é uma prática muito traumatizante para a mulher.» POR obscuras razões, o aborto tornou-se para muita gente uma bandeira. As mulheres que abortam - e o assumem - são elevadas à condição de heroínas. As declarações dos políticos favoráveis ao aborto têm imenso destaque na comunicação social.
Edotorial do Jornal Expresso do dia 15 de Janeiro de 2005 |
sábado, janeiro 15, 2005
Relance 245 Não entendo e não percebo o mundo que me rodeia.
Por onde caminhamos ....???
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quarta-feira, janeiro 12, 2005
Relances 244
" A infancia e a velhice parecem muito distantes, mas estão muito proximas . Num instante parecem eternos e noutro uma pagina na História. Por ser tão breve a vida , deveríamos vivê-la com sabedoria para sermos pais, educadores e professionais cada vez mais inteligentes, jovens mais sabios e amigos mais afectuosos " |
segunda-feira, janeiro 10, 2005
sábado, janeiro 01, 2005
Oração de São Francisco de Assis
Senhor,Fazei de mim um instrumento de vossa paz !
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz !
Ó Mestre,fazei que eu procure mais.
Consolar, que ser consolado
Compreender, que ser compreendido.
Amar, que ser amado.Pois é dando, que se recebe.
Perdoando, que se é perdoado e é morrendo, que se vive para a vida eterna !
quarta-feira, dezembro 01, 2004
segunda-feira, novembro 22, 2004
Relance 240 Vergonha, Vergonha , Vergonha !!
Em 70 por cento dos acidentes mortais, o responsável vai a tribunal. Nos últimos cinco anos, autoridades registaram seis mil crimes de homicídio por negligência em acidentes de viação
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quarta-feira, novembro 17, 2004
Relance 238 Tabaco
As primeiras conclusões do seu segundo estudo confirmaram que fumar causa cancro do pulmão, bem como doenças do coração.
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segunda-feira, novembro 15, 2004
quarta-feira, novembro 10, 2004
Cidadania, Desenvolvimento Comunitário e Saúde Mental
Dados recentes da Organização Mundial de Saúde assinalam que cerca de 450 milhões pessoas em todo o mundo são portadoras de problemas de ordem comportamental, neurológica ou mental. Mais, apontam para uma crescente incidência deste tipo de patologias, antecipando que a saúde mental será o principal problema de saúde pública do Séc.XXI.
Sendo evidente a urgência de uma abordagem dos seus custos económicos e sociais, poucos países lhe reservam mais do que 1% do total do investimento na área da Saúde. Consequentemente, as políticas de saúde mental, a intervenção legislativa, os recursos comunitários e os cuidados a prestar aos cidadãos portadores de doença mental, não têm merecido a devida prioridade
Abordada como um problema de saúde pública, a promoção da saúde mental deve fazer parte das estratégias de desenvolvimento de qualquer comunidade, e dessa forma, constituir-se como um problema de todos nós.
O ponto de interface entre o desenvolvimento comunitário e a saúde mental remete para o conhecimento dos mecanismos que suportam uma saúde mental positiva, cujos indicadores mais directos são a redução da delinquência juvenil, dos abusos e maus tratos a crianças, da violência doméstica a mulheres e idosos, das toxicodependências, da depressão e de outras doenças mentais.
Concorrem como variáveis fundamentais para a saúde mental de uma dada comunidade, o seu capital social, o nível de participação comunitária, os suportes sociais disponibilizados e a coesão social.
A colaboração entre os agentes comunitários que actuam nas áreas da investigação e da intervenção, tendo como esteio o respeito pela diversidade, equidade e inclusão social, deve estreitar-se.
O envolvimento cívico de todos os cidadãos, na faculdade de uma consciência crítica acerca dos mecanismos de funcionamento e processos de decisão com impacto nas suas vidas, é imperativo como motor dos decursos de mudança. Cabe a cada um de nós a responsabilidade de estar atentos e de intervir na implementação de soluções concretas e alternativas, na análise e gestão das micropolíticas sociais levadas a cabo pelos interlocutores com maior capacidade de intervenção: autarquias, escolas, organizações não governamentais e outras.
Assim se reforça a defesa de causas comuns, e se proporciona um ambiente social onde todos os indivíduos se sentem motivados e capazes de se interrelacionarem e organizarem, com vista à melhoria do seu bem-estar físico e mental.É imperativo que exerçamos a nossa cidadania como “um processo de luta, conquistas e perdas. Exercer cidadania não é uma dádiva, é conquista, é ser íntegro, não se deixar corromper. É o exercício dos direitos e deveres” (Rita Chardelli, 2000).
Patricia Boto Machado
domingo, novembro 07, 2004
sábado, novembro 06, 2004
Relance 233 Poder Podre
Incomoda-me ver certas "terreolas" chamadas cidades ,serem comandadas por gente sem capacidade e mediocre que se serve desse "poderzinho" para se mostrarem aos amigos lá do bairro. Mais grave, quando se sabe que tiram dividendos pessoais para eles . De quem falo ? Todos sabem ! |
quarta-feira, novembro 03, 2004
Relance 232 A censura “Primeiro eles vieram atrás dos comunistas . E eu não disse nada porque não era comunista.Depois vieram atrás dos judeus E eu não disse nada porque não era judeu.Depois vieram atrás dos sindicalistas . E eu não disse nada porque não era sindicalista.Então vieram atrás de mim .E já não havia mais ninguém para falar por mim." |
segunda-feira, novembro 01, 2004
Relances 231 Geração Doente Por "Grande Reportagem" de há duas semanas denunciava uma história de terror, dessas que se lêem e não se acredita. Ou melhor, não se quer acreditar. Um jovem - de nome Diogo - quartanista de Arquitectura fora praxado até à morte pelos colegas da Tuna Universitária a que pertencia. O caso a que João Cândido da Silva já se referiu, na sua última crónica, com o sugestivo subtítulo de "Javardos", passou-se em Portugal vai para três anos. Só agora, ultrapassado o doloroso luto, saltou para os jornais, denunciado pela família num justificado alerta contra essa coisa sinistra dos rituais praxistas que continuamos a fingir não ver. Rituais que já começam a invadir o próprio ensino secundário, onde exibem a mesma ou pior violência. Fica assim minada toda a formação da personalidade de gerações inteiras dos nossos miúdos. A reportagem justificava o editorial de Joaquim Vieira "Cultura rasca". Contra ele escreve violentamente, na edição desta semana, uma jovem socióloga de 26 anos a frequentar o mestrado. Lemos e voltamos a não querer acreditar. Em sua defesa, e dos da sua geração, a leitora começa por alertar para o seguinte: "os nossos valores são incutidos pela sociedade que foi por vós constituída". Embora o argumento seja lapalissiano só posso concordar e partilhar a culpa na parte que me toca. OK. Posso até concordar com o argumento seguinte: o que se passou não foi "praxe", foi sobretudo um "crime" que a Justiça com a inoperância habitual, exercida por várias gerações (e não por uma única geração como sustenta a jovem), foi incapaz de castigar. E isso é grave. Gravíssimo. Mas, logo a seguir, a mestranda tenta exibir a sua superioridade moral afirmando o seguinte: "Ao invés do Diogo, optei por me impor (sublinhado meu) e recusei participar nas praxes, sem nunca ser posta de parte. Limitei-me a aparecer nas aulas após o fecho das praxes, alegadamente por estar doente. No harm done diriam os ingleses". Chegámos ao ponto. Posso até admitir que não tinha outra solução senão fugir para não enfrentar o gang acéfalo e maioritário. Nem sempre a fuga é pura cobardia, mas a fuga travestida de colaboracionismo, para gozar dos privilégios inerentes, só pode ter esse nome. Para esta jovem, que se faz porta-voz de uma geração, "impor-se" resume-se à adopção do comportamento desprezível mas corriqueiro de apresentar atestado médico falso. Estamos entendidos! Fica explicada a tendência compulsiva para a doença falsa e fica-se a perceber melhor por que raio a nova geração de professores, em busca de colocação, pode subitamente surgir tão achacada. Enfrentar o "sistema", mesmo o mais injusto, dá, no mínimo, muita chatice. Além disso, corre-se o risco de poder ficar à margem do rebanho, sem direito à festa, à borga, aos copos (lá se ia a companhia para as ponchas da Madeira que a jovem académica diz tanto apreciar). E claro, lá se iria também o traje. Dizer "não", como a minha geração era useira e vezeira, pode sempre trazer problemas ao enfrentar a turba, recusar a humilhação, denunciar, não pactuar com o sistema de abuso abjecto dos mais fracos imposto por uma ordem absurda onde a "antiguidade" é um posto e a burrice assumida premiada na dupla categoria idiota dos "veteranos". Na minha geração os que "optavam" assim tinham um nome: cobardes, como diriam os portugueses. "Cowards" na versão anglo-saxónica... "Jamais vu!" Entre a esquerda libertária e a direita libertina só não digo venha o diabo e escolha porque, por princípio, não gosto de lhe conceder qualquer direito Em comum, elas têm um pensamento intolerante e único em matérias morais (ou imorais) que, no mínimo, começa a tornar-se irritante. Pensar o contrário deixou de ser reprovável e improvável para passar a ser "impossível". Fora das duas correntes e com a agravante de não me identificar nem com a direita liberal, nem com a esquerda clássica, vejo-me entre os "opinion makers" da praça como uma espécie de raridade em vias de extinção. Teria a vantagem de me colocar ao abrigo do risco do "déjà vu", não fosse transformar as minhas humildes opiniões em sérias candidatas à classificação de "jamais vu". Não é que eu posso mesmo, e sem "corar", responder ao repto aqui lançado pelo professor Prado Coelho (a que sempre me habituei a respeitar a óbvia superioridade intelectual), informando-o que nem todos os católicos apostólicos romanos vivem a respectiva religião envergonhadamente e "à la carte". Ou seja, que faço parte daqueles milhões que tenta viver em consonância com o Vaticano, sem que tenhamos de suportar o insulto de ultraconservadores reaccionários. Que fique claro: em Itália nunca votaria no senhor Buttiglione, nem no seu partido, nem no seu Governo. Não partilho muitas das suas ideias sobre a família (que extravasam em muito as posições da Igreja) ou sobre a imigração. No Parlamento Europeu raramente votaria com ele e talvez até votasse frequentemente contra ele mas, porque ambos partilhamos a mesma noção de pecado, fico a saber que, como ele, jamais poderei ser comissária. Paciência, adeus regresso a Bruxelas. E o meu "pecado" incapacitante parece ser o de, como muitos outros, seguirmos a doutrina de João Paulo II, tanto na condenação firme da guerra preventiva (com a consequente oposição à actual política norte-americana), como na opção preferencial pelos pobres (com a defesa acérrima de uma maior justiça social) - dois pontos que regra geral agradam à esquerda e a direita gosta de omitir -, como nas questões morais que vivemos com maior ou menor dificuldade dada a condição de simples pecadores. Mas, enfim, vivemos, pregamos e publicamente defendemos. Coisas tão fora de moda como o apelo à vida casta dos solteiros, ou dos homossexuais e divorciados com anterior casamento católico (porque para os católicos o matrimónio é indissolúvel). Isso não significa perseguir ninguém, nem desrespeitar a sua escolha, ainda que decidam viver pública e assumidamente em situações que a Igreja identifica claramente como situações "de pecado". Não se trata de perseguir os homossexuais, pactuar com a sua discriminação, atentar contra a sua dignidade, privá-los dos seus direitos, como não significa marginalizar os recasados ou criminalizar o adultério. Dá para entender? Pelo contrário, o próprio Cristo impediu a lapidação (era a pena de então, numa sociedade que ironicamente autorizava o divórcio) da mulher adúltera, mandando-a em paz com esta simples advertência: "vai e não voltes a pecar". Bem podia ter-lhe dito: "vai que isso não é mais pecado", segundo a minha nova lei. Não disse. Como não o disse à Samaritana, casada pela quinta vez e a viver em união de facto com um homem casado com outra. Há dois mil anos a vida sentimental não era muito mais tranquila do que a actual. É esse Cristo que Paulo pregou, com escândalo, a uma sociedade onde a homossexualidade era tão ou mais comum do que na actual, que continua a escandalizar-nos com as suas propostas radicais. Um Cristo a exigir loucuras de fé. Intriga-me apenas que quem tem as maiores dúvidas sobre a própria existência de Deus, como Eduardo Prado Coelho, possa ter tão profundas certezas sobre quais os comportamentos que O ofendem ou não (é isso que significa pecado, ofensa a Deus). Eu não tive nenhuma revelação divina. À falta de fonte mais segura, para tentar evitar ofendê-Lo, sigo as instruções do magistério. Todos os meus amigos homossexuais sabem como penso e há mesmo alguns que pensam como eu. Os meus amigos que vivem em adultério (e são muitos mais!), também. Somos todos pecadores de variadíssimos pecados, mas isso não nos deve impedir a todos de ambicionar a santidade. E ela é possível. Hoje celebra-se a sua vitória no Céu e na terra. É porque os Santos existem que hoje é feriado. Sabiam? Não costumo fazer destas crónicas palco de apostolado (deixo a minha catequese para outros "fora"). Aqui não acho próprio. Mas o meu silêncio perante o repto do professor soava a cobardia. E não gosto de cobardes. Graça Franco |
sábado, outubro 30, 2004
quinta-feira, outubro 28, 2004
Relance 229
Até Sempre, Padre José Vítor !
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quarta-feira, outubro 27, 2004
Relance 228 Carta Aberta Exmo. Sr. ou Sr.ª:Vem isto a propósito do caso Prof. Marcelo Rebelo de Sousa.Nasci e tenho vivido num pequeno concelho (Pombal) do Litoral-Centro(Distrito de Leiria). Não milito em nenhum grupo partidário. Sou um simplescidadão nascido seis anos antes do 25 de Abril de 1974.E como cidadão, ingénuo a pensar que haveria liberdade de expressão e deopinião, criei em Julho passado um "blog" na Internet que pretendia ser umespaço de reflexão e de debate de ideias, com críticas construtivas, sobreque está a acontecer na minha Terra. Nomeadamente sobre a actividade darespectiva Câmara Municipal e outras instituições. Esse "blog" num espaço dedois meses registou mais de 6.700 visitas, tendo sido comentado em grandenúmero por outros cidadãos/munícipes.A respectiva autarquia, presidida pelo social-democrata Eng. Narciso Mota,nunca usou o princípio do contraditório. Apesar de reconhecer que alguns dostemas abordados tinham a sua veracidade, alterou alguns procedimentos, dandorazão ao que por lá se escrevia.Reconhecendo que o "blog" era incómodo para o Poder (leia-se, CâmaraMunicipal), o senhor presidente entendeu que a melhor forma de usar o"contraditório" era acabar com o mesmo. Vai daí, entrou em contacto com adirecção/administração da empresa onde eu trabalhava e denunciou a suaexistência, fazendo ver que o "blog" era "gerido" em horas de expediente.A direcção da empresa de imediato, e justificando que aquela situação lesavaa relação institucional com a Câmara Municipal, até porque necessitava destapara legalizar algumas situações pendentes, despediu-me.Isto, não argumentando com falta de profissionalismo ou de produtividade.Mas sim, porque o senhor presidente da Câmara assim os contactou para oefeito. Esclareci a situação e comprometi-me a eliminar de imediato o"blog", o que foi feito e aceite. Precisamente um mês depois, e pelo meioalguns encontros realizados entre o presidente da Câmara e adirecção/administração da empresa, fui novamente confrontado com odespedimento. E perante duas opções: instauração de processo disciplinar oudemissão voluntária, optei pela segunda.Ou seja, a intervenção do senhor presidente da Câmara Municipal de Pombalneste processo é um facto. Tanto o é que um dos seus vereadores afirmouperante algumas pessoas "já acabámos com o blog".Esta situação é notoriamente idêntica à que aconteceu com o Prof. MarceloRebelo de Sousa. Na sua proporção, obviamente. Mas, com um senão... o meufuturo. Estou desempregado, com duas crianças de 20 meses para criar, casa ecarro para pagar. E esposa também desempregada.E tanto mais que, ainda há dias, ouvi da boca de um eventual empregador:"reconheço que és a pessoa indicada para o meu projecto, mas quando o senhorpresidente da Câmara soubesse, caía o Carmo e a Trindade. E eu não quero terproblemas com esse senhor".É triste que 30 anos depois de uma revolução, ainda haja quem de uma formanojenta e vergonhosa, censure as vozes discordantes para que estas nãoexpressem livremente as suas opiniões. Com os melhores cumprimentos Atentamente Orlando Manuel S. Cardoso |
segunda-feira, outubro 25, 2004
| Relance 227
Texto Conheci o Nuno Banza, há mais de 15 anos... estudamos na mesma escola secundária. Actualmente voltamo-nos a encontar na Autarquia Barreirense. Nuno Banza coordena o departamento do Ambiente . Recebi a sua simpatica mensagem que aqui publico hoje . Caro amigo Cláudio, Foi com natural prazer e sem surpresa que visitei o “teu” blogue e constatei o seu cariz de liberdade e debate aberto e sincero de questões do nosso quotidiano. A cada dia que passa, pergunto-me repetidamente mas sem sucesso, porque será tão difícil manter acesa a chama, não da paixão, mas da genuinidade e sinceridade na relação entre os seres humanos em geral. Os valores de humanidade, da sinceridade, do respeito e da seriedade que em jovens nos marcam especialmente – vejo – desaparecem para dar lugar a um conjunto de outros interesses mais particulares e individualistas, com consequências desastrosas. Diariamente a nossa sociedade segrega centenas de milhares de toneladas de géneros alimentícios quando, ao mesmo tempo, crianças e jovens adultos (porque não tendo condições para chegar a idades mais avançadas) MORREM À FOME! Diariamente a nossa sociedade rejeita milhões de litros de água potável em usos como a rega, as lavagens, as simples perdas nas redes de distribuição e em tantos outros lados quando, ao mesmo tempo, pessoas MORREM DE SEDE! Tenho cada vez mais dificuldade em reagir aos estímulos da nossa sociedade, em especial pela futilidade em que caímos, pela superficialidade com que tratamos assuntos importantes, ao mesmo tempo que nos empenhamos arduamente contra pessoas, quando valorizamos coisas completamente insignificantes, gastando toda a nossa energia disponível. Houve já quem dissesse algo que me recuso todos os dias a aceitar – é mais facil unir pessoas para fazer o mal que para fazer o bem! Hitler não uniu os alemães a favor da raça ariana – uniu-os contra os Judeus! Recuso-me todos os dias a dispender a minha energia em causas menores, enquanto a minha consciência me relembrar as grandes causas da humanidade, mesmo quando estão longe do nosso alcance, e é pequena a capacidade de fazermos a diferença. Recuso-me a tratar com leviandade questões que merecem a máxima atenção, e para as quais cada vez é mais difícil trazer adeptos, como são aquelas que se referem a pessoas e em especial quando estão em situações de desvantagem. Recuso-me a faltar ao respeito áqueles que me ensinaram os valores da amizade, da seriedade, da partilha e acima de tudo da sinceridade, porque só sendo sincero com os outros consigo ser sincero comigo. Mas aplaudo com redobrado prazer as pessoas que são capazes de pensar! E ao pensarem, serem capazes de intervir de forma saudável e activa nas questões realmente importantes da vida – as que envolvem pessoas – e lutarem por objectivos nobres sendo capazes de motivar uniões pela positiva. É aqui que vejo este espaço e é neste grupo que coloco o seu autor. A profundidade na abordagem, a postura positiva, a união pelo BEM! Que o tempo te não retire a força e a motivação para, em conjunto, continuares a lutar pelos ideias dos Direitos Humanos e mantenhas uma intervenção permanente na nossa já tão apagada e desinteressada sociedade. Parabéns pelo Blogue! Um abraço amigo, Nuno Banza |
domingo, outubro 24, 2004
sábado, outubro 23, 2004
| Relance 225
Carácter Polítíco “O mal só prospera quando os homens de bem se calam” Edmund Burk Segundo o dicionário de português, a política é uma arte. A arte de governar. Será assim? Ou será que a política é uma disputa de poder em que os que nela intervêm, normalmente, se esquecem do que nos diz o sempre fiel dicionário?Vejamos... Em períodos eleitorais são sempre feitas um rol de promessas para acabarem com os problemas dos eleitores que, na maioria das vezes, durante o mandato, são esquecidos, ou seja, ficam por resolver. Os mesmos períodos são usados até à exaustão, para passar uma mensagem precisa e meticulosamente pensada para uso exclusivo da campanha eleitoral. O objectivo é claro. As informações transmitidas nesse período são para a denominada “caça ao voto”. O alvo é específico. Os analfabetos, os menos esclarecidos, os pobres e dependentes que, por ignorância, não questionam. Como diria Espinosa “A forma mais eficaz de controlar o povo é continuar com a ignorância”. Talvez por isso a aposta na educação e na formação seja tão escassa. Um povo esclarecido não seria mais difícil de controlar? A influência no eleitor é passada através de mensagens curtas e simplistas, nos meios de comunicação social. Principalmente na televisão onde têm direitos de antena, períodos gratuitos para propaganda política.Cada um em dez portugueses não sabe ler ou escrever, sendo um alvo fácil de levar a comprar “gato por lebre”. Assim, o político, pode continuar a manipular aproveitando-se de conhecer os desejos e necessidades do eleitorado para ganhar o precioso voto. Utilizando o ingénuo em prol dos seus interesses e dos grupos económicos que os patrocinam.Oferecem-se bonés, canetas e porta-chaves, sorrisos e promessas. Muitas promessas deste mundo e do outro... O povo deixa-se manipular pelo marketing político, que consegue fazer passar um desgraçado por um herói e vota inconsciente, “anestesiado” pela terra dos sonhos prometida.Razão pela qual se justifica este “milagre”, que me incomoda, de indivíduos débeis e fracos, candidatos a pseudo políticos, continuarem a subir.Assim funciona o aparelho político e talvez por isso, os mais inteligentes e esclarecidos não se metam na política.É uma pena. Este factor leva a que os medíocres e mesquinhos, sem formação ou actividade, encontrem na política um óptimo lugar para chegar e vencer, com o único propósito de obter protagonismo – carreirismo político. São estas as mentes políticas que temos. Assim se justifica o desinteresse do povo pouco informado, como revelam as elevadíssimas taxas de abstenção.A política é uma arte que está a ser constantemente violada. Quem tem poder, garante não só os jobs for the boys, como os grandes grupos económicos que os apoiam. Será esta a arte de servir e bem prestar?Caro leitor, poderá questionar, então, por que estou envolvido no meio político?? Esclareço, primeiro, não tenho qualquer ambição de poder. Segundo, porque presto serviço social, em prol dos mais pobres. Através da política consigo mais apoios. Por último, encontro-me dentro do aparelho político para denunciar situações erróneas, como as que acabo de vos descrever que, apesar das muitas pressões, não temo.Mesmo assim acredito que, no meio da promiscuidade política, ainda existam pessoas Deixo um conselho. Guarde os programas eleitorais, acompanhe de “olhos bem abertos” os mandatos e verifique o que foi cumprido e o que foi “esquecido”. Para a próxima estará mais informado, elucidado, preparado para questionar.Era esta a realidade esperada pós 25 de Abril? Cláudio Anaia |
quinta-feira, outubro 21, 2004
O que é o almoço no Pato Bravo??
Pato Bravo é um restaurante no Lavradio no Concelho do Barreiro. As Quintas Feiras um grupo de amigos dos mais variados quadrantes políticos e sociológicos conversam livremente e sem complexos sobre temas da actualidade, que passam por analises internacionais, nacionais e principalmente locais. Sousa Pereira o principal incentivador e organizador destes almoços e faz hoje uma semana não esteve presente. Mas esteve presente uma psicóloga que achou curioso toda aquela actividade e dinâmica de palavras, por isso ..... fez um texto sobre tudo o que observou e aqui deixa em exclusivo, a sua visão :
ALMOÇO NO PATO BRAVO : POR UM OLHAR FEMINIL
Deixei-me levar pela mão e arrumei-me no parlatório como quem espreita por cima do muro.
A mesa do canto e a Maria já conheciam as conjuras. Eu descobri-as.
Rimaram em redondilha menor (presencial e virtual) + eu. Timidamente eu, envolta na virilidade enérgica de um verbosismo sonante e sem embagues, de homens densos, resolutos, quase intransigentes. Homens convictos, com a propriedade daqueles que se conciliam no empenho do protagonismo de sonhos paralelos, quais Demiurgos do humanismo à escala do burgo.
A cadência semanal da conferência, não só admitiu, como integrou a minha ocasional e singular presença num saudável judo de ideias e ideais, argumentos e tormentos, toleimas, inquietações e julgamentos. Com agrado, sobretudo, porque acredito que progredimos quando nos oferecemos à lucidez com o tempo de prever e temporizar, quando permitimos que cada raciocínio viva como rebate dos silogismo que alimentamos.
Degustada a Aguardente Velha, a beberagem de verbos deixou-me um gosto peréne na memória, um aroma que se solta deste anagrama: Pato Bravo : por um olhar feminil.
Patrícia Boto Machado
terça-feira, outubro 19, 2004
Relance 223 CARTA ABERTA DA MADRE TERESA A UM MÉDICO QUE FAZ ABORTOS(www.vidahumana.org)
Madre Teresa da Calcutá |
segunda-feira, outubro 18, 2004
Relance 222 Portugueses Pouco Preocupados com o Ambiente Por Ana Fernandes - Jornalista do Jornal Público Os portugueses não estão muito preocupados com alguns problemas ambientais na zona onde vivem como o ruído, a qualidade da água canalizada ou o excesso de construção. Mesmo em relação à poluição do ar, são mais os que se encontram descansados com o assunto, do que o contrário. Só o lixo surge como um factor que merece alguma atenção, mas mesmo assim, só metade dos inquiridos é que o apontou como preocupante.
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sábado, outubro 16, 2004
sexta-feira, outubro 15, 2004
Relance 220 Degradação Humana ?? Sabia que ja se pode divorciar por internet ?? É Verdade . A irresponsabilidade continua numa sociedade onde a familia e seus valores são cada vez mais descartáveis . Se duvidas tem, clique aqui http://http://www.divorcenet.com/ |
quinta-feira, outubro 14, 2004
quarta-feira, outubro 13, 2004
O Telelixo está de volta: a Quinta das celebridades
Andava eu tão contente, depois de ter acabado o “Big Brother”, o “Bar da Tv” e programas afins, quando dou por mim ja novos programas do tipo, andam ai de novo. Falo da “Quinta das celebridades”. Um programa com algumas celebridades, em decadência, que vêem aqui uma forma de voltar à ribalta, ao “Show Off” televisivo.
Um concurso, sem quaisquer escrúpulos, que indigna quem quer continuar sóbrio e a ver televisão sem “morrer intoxicado” com telelixo.
Pois é !... A manipulação de sentimentos, de jovens anónimos, como o Big Brother teve como resultado o que aconteceu ao Zé Maria... Vamos ver, agora, com estas celebridades, como é que isto vai acabar.
Na minha opinião, a Alta Autoridade Para a Comunicação Social (que, por vezes, não sei para que é que serve) já devia ter posto um travão a este tipo de programas. O governo, que deveria zelar pelo interesse público, há muito já deveria ter criado uma lei especifica para acabar com estes ataques à dignidade para acabar com esta degradação.
A televisão existe para dar dinheiro, apenas para o lucro. O que não posso concordar é que, para atingir esse objectivo, se sirvam, de uma forma vergonhosa, do ser humano, expondo-o a impactos e sensacionalismos.
A TV é cada vez mais, uma guerra de audiências, um fenómeno sócio económico, que cada vez é menos “sócio” e mais “económico”. Cada vez pior e com menos qualidade.
Este programa até coloca as ditas “celebridades” a tratar de animais, servindo-se das mesmas como marionetas, colocando os seus rostos permanentemente sob holofotes, vulgarizando os seus gestos, expressões, passos, fazendo-os viver, dia após dia, a representar uma farsa que tem tanto de improvisada, como de medíocre.
Vamos lá ver se vai haver envolvimentos, sexo, violência e todos os mais comportamentos anormais porque, s assim for, melhor ainda. É disso que o povo tanto gosta e a produção também.
Sou um optimista por natureza, mas estou preocupado. A auto-estima e outros valores, como a privacidade, que ainda há bem pouco tempo nem sequer eram postos em causa, foram esquecidos.
O país rendeu-se aos que trocaram, por valores mercantilistas, a sua privacidade . Um ataque à intimidade, formalizado com um contrato e tudo.
Quando será que as pessoas entendem que este tipo de programa não passa de um negócio?
Um contrato em que uns tantos abdicam da sua privacidade, para que outros a possam, tranquilamente, “violentar”, de preferência com o maior número possível de espectadores e de lucro.
Para mim seria provavelmente mais cómodo assistir, calado e resignado, a estes telelixos a que o Bispo de Liverpool apelidou de “Zoo Humano”. No entanto, e apesar de com este meu texto dar alguma importância, a este tipo de programas, faço-o com o objectivo de contribuir para uma consciencialização do balanço negativo, gerado por este tipo de programação, principalmente nas nossas crianças e adolescentes.
Caro leitor, espero que quem pode e quem manda perceba isto um dia.
Cláudio Anaia