| Relance 247
Assim vai o mundo ,,,,, Mais de mil milhões de pessoas sobrevivem, no Mundo, com um rendimento inferior a um dólar (cerca de 76 cêntimos) por dia. Outros 2700 milhões lutam pela sobrevivência com menos de dois dólares por dia. Em alguns países extremamente pobres menos de metade das crianças tem acesso à escola primária e menos de 20% acedem ao ensino secundário. No Mundo inteiro, existem 114 milhões de crianças a quem está vedado o ensino básico e há 584 milhões de mulheres que são analfabetas."As consequências desta pobreza extrema - que são as principais causas dos conflitos violentos, da guerra civil e do fracasso dos governos - transcendem largamente as sociedades por ela directamente atingidas", lê-se no Relatório do Projecto do Milénio da ONU ("Investir no Desenvolvimento - Um Plano Prático para atingir os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio"), que foi apresentado, ontem, ao Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan. O Projecto do Milénio das ONU é um organismo consultivo independente a quem o secretário-Geral das Nações Unidas encarregou, em 2002, de elaborar um plano de acção concreto para que o Mundo erradique a pobreza extrema, a fome e a doença que afectam um sexto da população mundial (ler "Recomendações" ao lado).Com base neste trabalho, Kofi Annan deverá apresentar aos membros da ONU, no próximo mês de Março, um relatório contendo as suas recomendações, antes da reunião do G8, em Julho, que precederá a cimeira mundial agendada para Setembro, em Nova Iorque, que irá assinalar o 60.º aniversário das Nações Unidas. Para os mais de mil milhões de pessoas que vivem em condições de extrema pobreza, os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) representam uma questão de vida ou de morte. Segundo o relatório, a pobreza extrema pode definir-se como "pobreza que mata", uma vez que priva as pessoas dos recursos essenciais para enfrentarem a fome, a doença e os riscos ambientais. Nas regiões onde domina esta forma de pobreza, a esperança média de vida é metade daquela de que usufruem os habitantes do chamado Mundo desenvolvido - 40 anos em vez de 80. Na Cimeira do Milénio das Nações Unidas, realizada em Setembro de 2000, 189 dirigentes mundiais aprovaram, por unanimidade, a Declaração do Milénio, que levou à formulação de oito objectivos concretos, entre 1990 e 2015. E que são os seguintes reduzir para metade a pobreza extrema e a fome; alcançar o ensino primário universal; promover a igualdade entre homens e mulheres; reduzir em dois terços a mortalidade infantil; reduzir em três quartos a mortalidade materna; controlar e começar a reduzir a propagação da sida/VIH, a malária e outras doenças graves; garantir a sustentabilidade do meio ambiente; criar uma parceria mundial para o desenvolvimento ."Reduzir a metade a pobreza extrema até 2015 tornou-se muito difícil, devido ao tempo precioso que perdemos nos primeiros dez anos", declarou ontem Mark Malloch Brown, administrador do Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) e novo chefe de gabinete de Kofi Annan. |
quarta-feira, janeiro 19, 2005
segunda-feira, janeiro 17, 2005
A causa do aborto «O aborto é uma prática muito traumatizante para a mulher.» POR obscuras razões, o aborto tornou-se para muita gente uma bandeira. As mulheres que abortam - e o assumem - são elevadas à condição de heroínas. As declarações dos políticos favoráveis ao aborto têm imenso destaque na comunicação social.
Edotorial do Jornal Expresso do dia 15 de Janeiro de 2005 |
sábado, janeiro 15, 2005
Relance 245 Não entendo e não percebo o mundo que me rodeia.
Por onde caminhamos ....???
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quarta-feira, janeiro 12, 2005
Relances 244
" A infancia e a velhice parecem muito distantes, mas estão muito proximas . Num instante parecem eternos e noutro uma pagina na História. Por ser tão breve a vida , deveríamos vivê-la com sabedoria para sermos pais, educadores e professionais cada vez mais inteligentes, jovens mais sabios e amigos mais afectuosos " |
segunda-feira, janeiro 10, 2005
sábado, janeiro 01, 2005
Oração de São Francisco de Assis
Senhor,Fazei de mim um instrumento de vossa paz !
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz !
Ó Mestre,fazei que eu procure mais.
Consolar, que ser consolado
Compreender, que ser compreendido.
Amar, que ser amado.Pois é dando, que se recebe.
Perdoando, que se é perdoado e é morrendo, que se vive para a vida eterna !
quarta-feira, dezembro 01, 2004
segunda-feira, novembro 22, 2004
Relance 240 Vergonha, Vergonha , Vergonha !!
Em 70 por cento dos acidentes mortais, o responsável vai a tribunal. Nos últimos cinco anos, autoridades registaram seis mil crimes de homicídio por negligência em acidentes de viação
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quarta-feira, novembro 17, 2004
Relance 238 Tabaco
As primeiras conclusões do seu segundo estudo confirmaram que fumar causa cancro do pulmão, bem como doenças do coração.
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segunda-feira, novembro 15, 2004
quarta-feira, novembro 10, 2004
Cidadania, Desenvolvimento Comunitário e Saúde Mental
Dados recentes da Organização Mundial de Saúde assinalam que cerca de 450 milhões pessoas em todo o mundo são portadoras de problemas de ordem comportamental, neurológica ou mental. Mais, apontam para uma crescente incidência deste tipo de patologias, antecipando que a saúde mental será o principal problema de saúde pública do Séc.XXI.
Sendo evidente a urgência de uma abordagem dos seus custos económicos e sociais, poucos países lhe reservam mais do que 1% do total do investimento na área da Saúde. Consequentemente, as políticas de saúde mental, a intervenção legislativa, os recursos comunitários e os cuidados a prestar aos cidadãos portadores de doença mental, não têm merecido a devida prioridade
Abordada como um problema de saúde pública, a promoção da saúde mental deve fazer parte das estratégias de desenvolvimento de qualquer comunidade, e dessa forma, constituir-se como um problema de todos nós.
O ponto de interface entre o desenvolvimento comunitário e a saúde mental remete para o conhecimento dos mecanismos que suportam uma saúde mental positiva, cujos indicadores mais directos são a redução da delinquência juvenil, dos abusos e maus tratos a crianças, da violência doméstica a mulheres e idosos, das toxicodependências, da depressão e de outras doenças mentais.
Concorrem como variáveis fundamentais para a saúde mental de uma dada comunidade, o seu capital social, o nível de participação comunitária, os suportes sociais disponibilizados e a coesão social.
A colaboração entre os agentes comunitários que actuam nas áreas da investigação e da intervenção, tendo como esteio o respeito pela diversidade, equidade e inclusão social, deve estreitar-se.
O envolvimento cívico de todos os cidadãos, na faculdade de uma consciência crítica acerca dos mecanismos de funcionamento e processos de decisão com impacto nas suas vidas, é imperativo como motor dos decursos de mudança. Cabe a cada um de nós a responsabilidade de estar atentos e de intervir na implementação de soluções concretas e alternativas, na análise e gestão das micropolíticas sociais levadas a cabo pelos interlocutores com maior capacidade de intervenção: autarquias, escolas, organizações não governamentais e outras.
Assim se reforça a defesa de causas comuns, e se proporciona um ambiente social onde todos os indivíduos se sentem motivados e capazes de se interrelacionarem e organizarem, com vista à melhoria do seu bem-estar físico e mental.É imperativo que exerçamos a nossa cidadania como “um processo de luta, conquistas e perdas. Exercer cidadania não é uma dádiva, é conquista, é ser íntegro, não se deixar corromper. É o exercício dos direitos e deveres” (Rita Chardelli, 2000).
Patricia Boto Machado
domingo, novembro 07, 2004
sábado, novembro 06, 2004
Relance 233 Poder Podre
Incomoda-me ver certas "terreolas" chamadas cidades ,serem comandadas por gente sem capacidade e mediocre que se serve desse "poderzinho" para se mostrarem aos amigos lá do bairro. Mais grave, quando se sabe que tiram dividendos pessoais para eles . De quem falo ? Todos sabem ! |
quarta-feira, novembro 03, 2004
Relance 232 A censura “Primeiro eles vieram atrás dos comunistas . E eu não disse nada porque não era comunista.Depois vieram atrás dos judeus E eu não disse nada porque não era judeu.Depois vieram atrás dos sindicalistas . E eu não disse nada porque não era sindicalista.Então vieram atrás de mim .E já não havia mais ninguém para falar por mim." |
segunda-feira, novembro 01, 2004
Relances 231 Geração Doente Por "Grande Reportagem" de há duas semanas denunciava uma história de terror, dessas que se lêem e não se acredita. Ou melhor, não se quer acreditar. Um jovem - de nome Diogo - quartanista de Arquitectura fora praxado até à morte pelos colegas da Tuna Universitária a que pertencia. O caso a que João Cândido da Silva já se referiu, na sua última crónica, com o sugestivo subtítulo de "Javardos", passou-se em Portugal vai para três anos. Só agora, ultrapassado o doloroso luto, saltou para os jornais, denunciado pela família num justificado alerta contra essa coisa sinistra dos rituais praxistas que continuamos a fingir não ver. Rituais que já começam a invadir o próprio ensino secundário, onde exibem a mesma ou pior violência. Fica assim minada toda a formação da personalidade de gerações inteiras dos nossos miúdos. A reportagem justificava o editorial de Joaquim Vieira "Cultura rasca". Contra ele escreve violentamente, na edição desta semana, uma jovem socióloga de 26 anos a frequentar o mestrado. Lemos e voltamos a não querer acreditar. Em sua defesa, e dos da sua geração, a leitora começa por alertar para o seguinte: "os nossos valores são incutidos pela sociedade que foi por vós constituída". Embora o argumento seja lapalissiano só posso concordar e partilhar a culpa na parte que me toca. OK. Posso até concordar com o argumento seguinte: o que se passou não foi "praxe", foi sobretudo um "crime" que a Justiça com a inoperância habitual, exercida por várias gerações (e não por uma única geração como sustenta a jovem), foi incapaz de castigar. E isso é grave. Gravíssimo. Mas, logo a seguir, a mestranda tenta exibir a sua superioridade moral afirmando o seguinte: "Ao invés do Diogo, optei por me impor (sublinhado meu) e recusei participar nas praxes, sem nunca ser posta de parte. Limitei-me a aparecer nas aulas após o fecho das praxes, alegadamente por estar doente. No harm done diriam os ingleses". Chegámos ao ponto. Posso até admitir que não tinha outra solução senão fugir para não enfrentar o gang acéfalo e maioritário. Nem sempre a fuga é pura cobardia, mas a fuga travestida de colaboracionismo, para gozar dos privilégios inerentes, só pode ter esse nome. Para esta jovem, que se faz porta-voz de uma geração, "impor-se" resume-se à adopção do comportamento desprezível mas corriqueiro de apresentar atestado médico falso. Estamos entendidos! Fica explicada a tendência compulsiva para a doença falsa e fica-se a perceber melhor por que raio a nova geração de professores, em busca de colocação, pode subitamente surgir tão achacada. Enfrentar o "sistema", mesmo o mais injusto, dá, no mínimo, muita chatice. Além disso, corre-se o risco de poder ficar à margem do rebanho, sem direito à festa, à borga, aos copos (lá se ia a companhia para as ponchas da Madeira que a jovem académica diz tanto apreciar). E claro, lá se iria também o traje. Dizer "não", como a minha geração era useira e vezeira, pode sempre trazer problemas ao enfrentar a turba, recusar a humilhação, denunciar, não pactuar com o sistema de abuso abjecto dos mais fracos imposto por uma ordem absurda onde a "antiguidade" é um posto e a burrice assumida premiada na dupla categoria idiota dos "veteranos". Na minha geração os que "optavam" assim tinham um nome: cobardes, como diriam os portugueses. "Cowards" na versão anglo-saxónica... "Jamais vu!" Entre a esquerda libertária e a direita libertina só não digo venha o diabo e escolha porque, por princípio, não gosto de lhe conceder qualquer direito Em comum, elas têm um pensamento intolerante e único em matérias morais (ou imorais) que, no mínimo, começa a tornar-se irritante. Pensar o contrário deixou de ser reprovável e improvável para passar a ser "impossível". Fora das duas correntes e com a agravante de não me identificar nem com a direita liberal, nem com a esquerda clássica, vejo-me entre os "opinion makers" da praça como uma espécie de raridade em vias de extinção. Teria a vantagem de me colocar ao abrigo do risco do "déjà vu", não fosse transformar as minhas humildes opiniões em sérias candidatas à classificação de "jamais vu". Não é que eu posso mesmo, e sem "corar", responder ao repto aqui lançado pelo professor Prado Coelho (a que sempre me habituei a respeitar a óbvia superioridade intelectual), informando-o que nem todos os católicos apostólicos romanos vivem a respectiva religião envergonhadamente e "à la carte". Ou seja, que faço parte daqueles milhões que tenta viver em consonância com o Vaticano, sem que tenhamos de suportar o insulto de ultraconservadores reaccionários. Que fique claro: em Itália nunca votaria no senhor Buttiglione, nem no seu partido, nem no seu Governo. Não partilho muitas das suas ideias sobre a família (que extravasam em muito as posições da Igreja) ou sobre a imigração. No Parlamento Europeu raramente votaria com ele e talvez até votasse frequentemente contra ele mas, porque ambos partilhamos a mesma noção de pecado, fico a saber que, como ele, jamais poderei ser comissária. Paciência, adeus regresso a Bruxelas. E o meu "pecado" incapacitante parece ser o de, como muitos outros, seguirmos a doutrina de João Paulo II, tanto na condenação firme da guerra preventiva (com a consequente oposição à actual política norte-americana), como na opção preferencial pelos pobres (com a defesa acérrima de uma maior justiça social) - dois pontos que regra geral agradam à esquerda e a direita gosta de omitir -, como nas questões morais que vivemos com maior ou menor dificuldade dada a condição de simples pecadores. Mas, enfim, vivemos, pregamos e publicamente defendemos. Coisas tão fora de moda como o apelo à vida casta dos solteiros, ou dos homossexuais e divorciados com anterior casamento católico (porque para os católicos o matrimónio é indissolúvel). Isso não significa perseguir ninguém, nem desrespeitar a sua escolha, ainda que decidam viver pública e assumidamente em situações que a Igreja identifica claramente como situações "de pecado". Não se trata de perseguir os homossexuais, pactuar com a sua discriminação, atentar contra a sua dignidade, privá-los dos seus direitos, como não significa marginalizar os recasados ou criminalizar o adultério. Dá para entender? Pelo contrário, o próprio Cristo impediu a lapidação (era a pena de então, numa sociedade que ironicamente autorizava o divórcio) da mulher adúltera, mandando-a em paz com esta simples advertência: "vai e não voltes a pecar". Bem podia ter-lhe dito: "vai que isso não é mais pecado", segundo a minha nova lei. Não disse. Como não o disse à Samaritana, casada pela quinta vez e a viver em união de facto com um homem casado com outra. Há dois mil anos a vida sentimental não era muito mais tranquila do que a actual. É esse Cristo que Paulo pregou, com escândalo, a uma sociedade onde a homossexualidade era tão ou mais comum do que na actual, que continua a escandalizar-nos com as suas propostas radicais. Um Cristo a exigir loucuras de fé. Intriga-me apenas que quem tem as maiores dúvidas sobre a própria existência de Deus, como Eduardo Prado Coelho, possa ter tão profundas certezas sobre quais os comportamentos que O ofendem ou não (é isso que significa pecado, ofensa a Deus). Eu não tive nenhuma revelação divina. À falta de fonte mais segura, para tentar evitar ofendê-Lo, sigo as instruções do magistério. Todos os meus amigos homossexuais sabem como penso e há mesmo alguns que pensam como eu. Os meus amigos que vivem em adultério (e são muitos mais!), também. Somos todos pecadores de variadíssimos pecados, mas isso não nos deve impedir a todos de ambicionar a santidade. E ela é possível. Hoje celebra-se a sua vitória no Céu e na terra. É porque os Santos existem que hoje é feriado. Sabiam? Não costumo fazer destas crónicas palco de apostolado (deixo a minha catequese para outros "fora"). Aqui não acho próprio. Mas o meu silêncio perante o repto do professor soava a cobardia. E não gosto de cobardes. Graça Franco |
sábado, outubro 30, 2004
quinta-feira, outubro 28, 2004
Relance 229
Até Sempre, Padre José Vítor !
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quarta-feira, outubro 27, 2004
Relance 228 Carta Aberta Exmo. Sr. ou Sr.ª:Vem isto a propósito do caso Prof. Marcelo Rebelo de Sousa.Nasci e tenho vivido num pequeno concelho (Pombal) do Litoral-Centro(Distrito de Leiria). Não milito em nenhum grupo partidário. Sou um simplescidadão nascido seis anos antes do 25 de Abril de 1974.E como cidadão, ingénuo a pensar que haveria liberdade de expressão e deopinião, criei em Julho passado um "blog" na Internet que pretendia ser umespaço de reflexão e de debate de ideias, com críticas construtivas, sobreque está a acontecer na minha Terra. Nomeadamente sobre a actividade darespectiva Câmara Municipal e outras instituições. Esse "blog" num espaço dedois meses registou mais de 6.700 visitas, tendo sido comentado em grandenúmero por outros cidadãos/munícipes.A respectiva autarquia, presidida pelo social-democrata Eng. Narciso Mota,nunca usou o princípio do contraditório. Apesar de reconhecer que alguns dostemas abordados tinham a sua veracidade, alterou alguns procedimentos, dandorazão ao que por lá se escrevia.Reconhecendo que o "blog" era incómodo para o Poder (leia-se, CâmaraMunicipal), o senhor presidente entendeu que a melhor forma de usar o"contraditório" era acabar com o mesmo. Vai daí, entrou em contacto com adirecção/administração da empresa onde eu trabalhava e denunciou a suaexistência, fazendo ver que o "blog" era "gerido" em horas de expediente.A direcção da empresa de imediato, e justificando que aquela situação lesavaa relação institucional com a Câmara Municipal, até porque necessitava destapara legalizar algumas situações pendentes, despediu-me.Isto, não argumentando com falta de profissionalismo ou de produtividade.Mas sim, porque o senhor presidente da Câmara assim os contactou para oefeito. Esclareci a situação e comprometi-me a eliminar de imediato o"blog", o que foi feito e aceite. Precisamente um mês depois, e pelo meioalguns encontros realizados entre o presidente da Câmara e adirecção/administração da empresa, fui novamente confrontado com odespedimento. E perante duas opções: instauração de processo disciplinar oudemissão voluntária, optei pela segunda.Ou seja, a intervenção do senhor presidente da Câmara Municipal de Pombalneste processo é um facto. Tanto o é que um dos seus vereadores afirmouperante algumas pessoas "já acabámos com o blog".Esta situação é notoriamente idêntica à que aconteceu com o Prof. MarceloRebelo de Sousa. Na sua proporção, obviamente. Mas, com um senão... o meufuturo. Estou desempregado, com duas crianças de 20 meses para criar, casa ecarro para pagar. E esposa também desempregada.E tanto mais que, ainda há dias, ouvi da boca de um eventual empregador:"reconheço que és a pessoa indicada para o meu projecto, mas quando o senhorpresidente da Câmara soubesse, caía o Carmo e a Trindade. E eu não quero terproblemas com esse senhor".É triste que 30 anos depois de uma revolução, ainda haja quem de uma formanojenta e vergonhosa, censure as vozes discordantes para que estas nãoexpressem livremente as suas opiniões. Com os melhores cumprimentos Atentamente Orlando Manuel S. Cardoso |
segunda-feira, outubro 25, 2004
| Relance 227
Texto Conheci o Nuno Banza, há mais de 15 anos... estudamos na mesma escola secundária. Actualmente voltamo-nos a encontar na Autarquia Barreirense. Nuno Banza coordena o departamento do Ambiente . Recebi a sua simpatica mensagem que aqui publico hoje . Caro amigo Cláudio, Foi com natural prazer e sem surpresa que visitei o “teu” blogue e constatei o seu cariz de liberdade e debate aberto e sincero de questões do nosso quotidiano. A cada dia que passa, pergunto-me repetidamente mas sem sucesso, porque será tão difícil manter acesa a chama, não da paixão, mas da genuinidade e sinceridade na relação entre os seres humanos em geral. Os valores de humanidade, da sinceridade, do respeito e da seriedade que em jovens nos marcam especialmente – vejo – desaparecem para dar lugar a um conjunto de outros interesses mais particulares e individualistas, com consequências desastrosas. Diariamente a nossa sociedade segrega centenas de milhares de toneladas de géneros alimentícios quando, ao mesmo tempo, crianças e jovens adultos (porque não tendo condições para chegar a idades mais avançadas) MORREM À FOME! Diariamente a nossa sociedade rejeita milhões de litros de água potável em usos como a rega, as lavagens, as simples perdas nas redes de distribuição e em tantos outros lados quando, ao mesmo tempo, pessoas MORREM DE SEDE! Tenho cada vez mais dificuldade em reagir aos estímulos da nossa sociedade, em especial pela futilidade em que caímos, pela superficialidade com que tratamos assuntos importantes, ao mesmo tempo que nos empenhamos arduamente contra pessoas, quando valorizamos coisas completamente insignificantes, gastando toda a nossa energia disponível. Houve já quem dissesse algo que me recuso todos os dias a aceitar – é mais facil unir pessoas para fazer o mal que para fazer o bem! Hitler não uniu os alemães a favor da raça ariana – uniu-os contra os Judeus! Recuso-me todos os dias a dispender a minha energia em causas menores, enquanto a minha consciência me relembrar as grandes causas da humanidade, mesmo quando estão longe do nosso alcance, e é pequena a capacidade de fazermos a diferença. Recuso-me a tratar com leviandade questões que merecem a máxima atenção, e para as quais cada vez é mais difícil trazer adeptos, como são aquelas que se referem a pessoas e em especial quando estão em situações de desvantagem. Recuso-me a faltar ao respeito áqueles que me ensinaram os valores da amizade, da seriedade, da partilha e acima de tudo da sinceridade, porque só sendo sincero com os outros consigo ser sincero comigo. Mas aplaudo com redobrado prazer as pessoas que são capazes de pensar! E ao pensarem, serem capazes de intervir de forma saudável e activa nas questões realmente importantes da vida – as que envolvem pessoas – e lutarem por objectivos nobres sendo capazes de motivar uniões pela positiva. É aqui que vejo este espaço e é neste grupo que coloco o seu autor. A profundidade na abordagem, a postura positiva, a união pelo BEM! Que o tempo te não retire a força e a motivação para, em conjunto, continuares a lutar pelos ideias dos Direitos Humanos e mantenhas uma intervenção permanente na nossa já tão apagada e desinteressada sociedade. Parabéns pelo Blogue! Um abraço amigo, Nuno Banza |
domingo, outubro 24, 2004
sábado, outubro 23, 2004
| Relance 225
Carácter Polítíco “O mal só prospera quando os homens de bem se calam” Edmund Burk Segundo o dicionário de português, a política é uma arte. A arte de governar. Será assim? Ou será que a política é uma disputa de poder em que os que nela intervêm, normalmente, se esquecem do que nos diz o sempre fiel dicionário?Vejamos... Em períodos eleitorais são sempre feitas um rol de promessas para acabarem com os problemas dos eleitores que, na maioria das vezes, durante o mandato, são esquecidos, ou seja, ficam por resolver. Os mesmos períodos são usados até à exaustão, para passar uma mensagem precisa e meticulosamente pensada para uso exclusivo da campanha eleitoral. O objectivo é claro. As informações transmitidas nesse período são para a denominada “caça ao voto”. O alvo é específico. Os analfabetos, os menos esclarecidos, os pobres e dependentes que, por ignorância, não questionam. Como diria Espinosa “A forma mais eficaz de controlar o povo é continuar com a ignorância”. Talvez por isso a aposta na educação e na formação seja tão escassa. Um povo esclarecido não seria mais difícil de controlar? A influência no eleitor é passada através de mensagens curtas e simplistas, nos meios de comunicação social. Principalmente na televisão onde têm direitos de antena, períodos gratuitos para propaganda política.Cada um em dez portugueses não sabe ler ou escrever, sendo um alvo fácil de levar a comprar “gato por lebre”. Assim, o político, pode continuar a manipular aproveitando-se de conhecer os desejos e necessidades do eleitorado para ganhar o precioso voto. Utilizando o ingénuo em prol dos seus interesses e dos grupos económicos que os patrocinam.Oferecem-se bonés, canetas e porta-chaves, sorrisos e promessas. Muitas promessas deste mundo e do outro... O povo deixa-se manipular pelo marketing político, que consegue fazer passar um desgraçado por um herói e vota inconsciente, “anestesiado” pela terra dos sonhos prometida.Razão pela qual se justifica este “milagre”, que me incomoda, de indivíduos débeis e fracos, candidatos a pseudo políticos, continuarem a subir.Assim funciona o aparelho político e talvez por isso, os mais inteligentes e esclarecidos não se metam na política.É uma pena. Este factor leva a que os medíocres e mesquinhos, sem formação ou actividade, encontrem na política um óptimo lugar para chegar e vencer, com o único propósito de obter protagonismo – carreirismo político. São estas as mentes políticas que temos. Assim se justifica o desinteresse do povo pouco informado, como revelam as elevadíssimas taxas de abstenção.A política é uma arte que está a ser constantemente violada. Quem tem poder, garante não só os jobs for the boys, como os grandes grupos económicos que os apoiam. Será esta a arte de servir e bem prestar?Caro leitor, poderá questionar, então, por que estou envolvido no meio político?? Esclareço, primeiro, não tenho qualquer ambição de poder. Segundo, porque presto serviço social, em prol dos mais pobres. Através da política consigo mais apoios. Por último, encontro-me dentro do aparelho político para denunciar situações erróneas, como as que acabo de vos descrever que, apesar das muitas pressões, não temo.Mesmo assim acredito que, no meio da promiscuidade política, ainda existam pessoas Deixo um conselho. Guarde os programas eleitorais, acompanhe de “olhos bem abertos” os mandatos e verifique o que foi cumprido e o que foi “esquecido”. Para a próxima estará mais informado, elucidado, preparado para questionar.Era esta a realidade esperada pós 25 de Abril? Cláudio Anaia |
quinta-feira, outubro 21, 2004
O que é o almoço no Pato Bravo??
Pato Bravo é um restaurante no Lavradio no Concelho do Barreiro. As Quintas Feiras um grupo de amigos dos mais variados quadrantes políticos e sociológicos conversam livremente e sem complexos sobre temas da actualidade, que passam por analises internacionais, nacionais e principalmente locais. Sousa Pereira o principal incentivador e organizador destes almoços e faz hoje uma semana não esteve presente. Mas esteve presente uma psicóloga que achou curioso toda aquela actividade e dinâmica de palavras, por isso ..... fez um texto sobre tudo o que observou e aqui deixa em exclusivo, a sua visão :
ALMOÇO NO PATO BRAVO : POR UM OLHAR FEMINIL
Deixei-me levar pela mão e arrumei-me no parlatório como quem espreita por cima do muro.
A mesa do canto e a Maria já conheciam as conjuras. Eu descobri-as.
Rimaram em redondilha menor (presencial e virtual) + eu. Timidamente eu, envolta na virilidade enérgica de um verbosismo sonante e sem embagues, de homens densos, resolutos, quase intransigentes. Homens convictos, com a propriedade daqueles que se conciliam no empenho do protagonismo de sonhos paralelos, quais Demiurgos do humanismo à escala do burgo.
A cadência semanal da conferência, não só admitiu, como integrou a minha ocasional e singular presença num saudável judo de ideias e ideais, argumentos e tormentos, toleimas, inquietações e julgamentos. Com agrado, sobretudo, porque acredito que progredimos quando nos oferecemos à lucidez com o tempo de prever e temporizar, quando permitimos que cada raciocínio viva como rebate dos silogismo que alimentamos.
Degustada a Aguardente Velha, a beberagem de verbos deixou-me um gosto peréne na memória, um aroma que se solta deste anagrama: Pato Bravo : por um olhar feminil.
Patrícia Boto Machado
terça-feira, outubro 19, 2004
Relance 223 CARTA ABERTA DA MADRE TERESA A UM MÉDICO QUE FAZ ABORTOS(www.vidahumana.org)
Madre Teresa da Calcutá |
segunda-feira, outubro 18, 2004
Relance 222 Portugueses Pouco Preocupados com o Ambiente Por Ana Fernandes - Jornalista do Jornal Público Os portugueses não estão muito preocupados com alguns problemas ambientais na zona onde vivem como o ruído, a qualidade da água canalizada ou o excesso de construção. Mesmo em relação à poluição do ar, são mais os que se encontram descansados com o assunto, do que o contrário. Só o lixo surge como um factor que merece alguma atenção, mas mesmo assim, só metade dos inquiridos é que o apontou como preocupante.
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sábado, outubro 16, 2004
sexta-feira, outubro 15, 2004
Relance 220 Degradação Humana ?? Sabia que ja se pode divorciar por internet ?? É Verdade . A irresponsabilidade continua numa sociedade onde a familia e seus valores são cada vez mais descartáveis . Se duvidas tem, clique aqui http://http://www.divorcenet.com/ |
quinta-feira, outubro 14, 2004
quarta-feira, outubro 13, 2004
O Telelixo está de volta: a Quinta das celebridades
Andava eu tão contente, depois de ter acabado o “Big Brother”, o “Bar da Tv” e programas afins, quando dou por mim ja novos programas do tipo, andam ai de novo. Falo da “Quinta das celebridades”. Um programa com algumas celebridades, em decadência, que vêem aqui uma forma de voltar à ribalta, ao “Show Off” televisivo.
Um concurso, sem quaisquer escrúpulos, que indigna quem quer continuar sóbrio e a ver televisão sem “morrer intoxicado” com telelixo.
Pois é !... A manipulação de sentimentos, de jovens anónimos, como o Big Brother teve como resultado o que aconteceu ao Zé Maria... Vamos ver, agora, com estas celebridades, como é que isto vai acabar.
Na minha opinião, a Alta Autoridade Para a Comunicação Social (que, por vezes, não sei para que é que serve) já devia ter posto um travão a este tipo de programas. O governo, que deveria zelar pelo interesse público, há muito já deveria ter criado uma lei especifica para acabar com estes ataques à dignidade para acabar com esta degradação.
A televisão existe para dar dinheiro, apenas para o lucro. O que não posso concordar é que, para atingir esse objectivo, se sirvam, de uma forma vergonhosa, do ser humano, expondo-o a impactos e sensacionalismos.
A TV é cada vez mais, uma guerra de audiências, um fenómeno sócio económico, que cada vez é menos “sócio” e mais “económico”. Cada vez pior e com menos qualidade.
Este programa até coloca as ditas “celebridades” a tratar de animais, servindo-se das mesmas como marionetas, colocando os seus rostos permanentemente sob holofotes, vulgarizando os seus gestos, expressões, passos, fazendo-os viver, dia após dia, a representar uma farsa que tem tanto de improvisada, como de medíocre.
Vamos lá ver se vai haver envolvimentos, sexo, violência e todos os mais comportamentos anormais porque, s assim for, melhor ainda. É disso que o povo tanto gosta e a produção também.
Sou um optimista por natureza, mas estou preocupado. A auto-estima e outros valores, como a privacidade, que ainda há bem pouco tempo nem sequer eram postos em causa, foram esquecidos.
O país rendeu-se aos que trocaram, por valores mercantilistas, a sua privacidade . Um ataque à intimidade, formalizado com um contrato e tudo.
Quando será que as pessoas entendem que este tipo de programa não passa de um negócio?
Um contrato em que uns tantos abdicam da sua privacidade, para que outros a possam, tranquilamente, “violentar”, de preferência com o maior número possível de espectadores e de lucro.
Para mim seria provavelmente mais cómodo assistir, calado e resignado, a estes telelixos a que o Bispo de Liverpool apelidou de “Zoo Humano”. No entanto, e apesar de com este meu texto dar alguma importância, a este tipo de programas, faço-o com o objectivo de contribuir para uma consciencialização do balanço negativo, gerado por este tipo de programação, principalmente nas nossas crianças e adolescentes.
Caro leitor, espero que quem pode e quem manda perceba isto um dia.
Cláudio Anaia
terça-feira, outubro 12, 2004
Sabia que ....
Que os portugueses estão entre os que mais pagam pelas chamadas telefónicas na União Europeia?
Que em Portugal uma chamada de dez minutos custa em média 0,96 euros, mais do triplo do valor pago no Luxemburgo (0,31 euros)?
Que o serviço 118 da Portugal Telecom (PT) recebe uma média diária de 100 mil chamadas?
Que em Portugal já se venderam cerca de 10 milhões de cartões de telemóveis pré e pós-pagos?
Que no final de Setembro existiam cerca de 10, 68 milhões de utilizadores registados no Serviço Telefónico Móvel, sendo que 46,74% pertencem à TMN, 32,74% à Vodafone e 20,52% à Optimus?
Que a apresentadora e produtora de televisão Teresa Guilherme e o actor Joaquim Monchique vão estrear-se, respectivamente, como actriz e encenador no espectáculo «A Partilha», cuja estreia está agendada para 2005, no Teatro Tivoli?
Que Mafalda, a personagem do autor argentino Quino que se tornou famosa na banda desenhada (BD) comemora 40 anos de idade esta quarta-feira?
Que quase 10% dos infectados com VIH têm mais de 50 anos?
Que nove milhões visitaram o Oceanário em seis anos?
Que Onze milhões de crianças morreram, em 2002, antes dos cinco anos de idade por causas evitáveis?
Que 48% dos portugueses utiliza o automóvel diariamente?
Que os senhorios que decidam realizar obras de recuperação nos seus edifícios ao abrigo do programa de reabilitação urbana, criado no âmbito da nova Lei das rendas, não poderão vender o seu património durante um período de 10 anos?
Que a Coreia do Norte formou 500 hackers para guerra com EUA?
Que Kerry já arrecadou mais de 80 milhões de dólares através da NET?
sábado, outubro 09, 2004
quinta-feira, outubro 07, 2004
Relances - 1º Aniversário
Faz hoje um ano que foi criado este blog.
Convidei António Jesus de Sousa Pereira, pioneiro do Jornalismo On Line no Barreiro . Sousa Pereira é tambem um associativista , presidente da mais antiga e principal colectividade no Barreiro SFAL (Sociedade Filarmónica Agricola Lavradiense).
Gosto dele por ser um livre pensador, rebelde e grande protagonista ..... aqui fica o seu relato :
Claudio Anaia – “O Bloguista”
Claudio Anaia sei, é, um percursor do “bloguismo” no concelho do Barreiro.
Hoje telefonou-me para recordar que o seu BLOG existe, de forma permanente, há já um ano.
Não sei se foi por acaso, ou por mera coincidência, que ele escolheu esta data para lançar o seu BLOG.
È que, no dia de hoje, em tempos idos, comemorava-se o Feriado Municipal do Barreiro, dia da sua padroeira Nª Srª do Rosário.
É bom sinal, este, de manter, durante um ano, um BLOG.
Tentei a experiência e criei, também, dois blogs : “Fazer Associativismo” e “Com pés de Veludo”.
Ainda não adquiri a prática de os frequentar diariamente e, por vezes, até me esqueço que os criei, por isso, ao Cláudio, os meus parabéns e os sinceros votos de continuidade ...porque é preciso força de vontade e querer para manter vivos estes espaços.
Teu amigo,
Sousa Pereira
quarta-feira, outubro 06, 2004
IMPRESSÕES DIGITAIS
Faz impressão o trabalho que se tem em ser superficial
Faz-me impressão e baralho o vulgar e o intelectual
Sinto depressão conforme perco tempo essencial
Sofro uma pressão enorme para gostar do que é normal
Deixo tudo para mais logo não sou analógico sou criatura digital
Tendo para mais louco não sou patológico como um papel vegetal
Faz-me impressão ser seguido imitado por gente banal
Faz-me um favor estou perdido indica-me algo de fundamental
Acho que o que gosto em mim o que me motiva é uma preguiça transcendental
E em ti o que me torna afim que me cativa é esse sorriso vertical como um impressão digital
Sinto-te uma fotocópia prefiro o original
Edição revista e aumentada cordão umbilical
Exclusivo a morder a página em papel jornal
Faz-me impressão o trabalho a inércia faz-me mal
Rui Reininho
segunda-feira, outubro 04, 2004
sábado, outubro 02, 2004
quinta-feira, setembro 30, 2004
segunda-feira, setembro 27, 2004
Eu quero, porque eu PAGO!!!!
Em cada 100 euros que o patrão paga pela minha força de trabalho, o Estado, e muito bem, tira-me 20 euros para o IRS e 11 euros para a Segurança Social. O meu patrão, por cada 100 euros que paga pela minha força de trabalho, é obrigado a dar ao Estado, e muito bem, mais 23,75 euros para a SegurançaSocial. E por cada 100 euros de riqueza que eu produzo, o Estado, e muito bem, retira ao meu patrão outros 33 euros. Cada vez que eu, no supermercado, gasto os 100 euros que o meu patrãopagou, o Estado, e muito bem, fica com 19 euros para si. Em resumo:- Quando ganho 100 euros, o Estado fica quase com 55.- Quando gasto 100 euros, o Estado, no mínimo, cobra 19.- Quando lucro 100 euros, o Estado enriquece 33.- Quando compro um carro, uma casa, herdo um quadro, registo os meus negócios ou peço uma certidão, o Estado, e muito bem, fica com quase metadedas verbas envolvidas no caso. Eu pago e acho muito bem, portanto exijo: um sistema de ensino que garantacultura, civismo e futuro emprego para o meu filho. Serviços de saúde exemplares. Um hospital bem equipado a menos de 20 km da minha casa. Estradas largas, sem buracos e bem sinalizadas em todo o País.Auto-estradas sem portagens. Pontes que não caiam. Tribunais com capacidade para decidir processos em menos de um ano. Uma máquina fiscal que cobreIgualitariamente os impostos. Eu pago, e por isso quero ter, quando lá chegar, a reformagarantida e jardins públicos e espaços verdes bem tratados e seguros. Polícia eficiente e equipada. Os monumentos do meu País bem conservados e abertos ao público. Uma orquestra sinfónica. Filmes criados em Portugal. E, no mínimo, que não haja um único caso de fome e miséria nesta terra. Na pior das hipóteses, cada 300 euros em circulação em Portugal garantem ao Estado 100 euros de receita. Portanto Sr. Primeiro Ministro, governe-se com o dinheirinho que lhe dou porque eu quero e tenho direito a tudo isto.
Um português contribuinte.
sábado, setembro 25, 2004
PARALÍMPICOS
Mais duas medalhas de bronze para Portugal
Acabei de ver as noticias neste momento . Fiquei emocionado e contente ao ver o atleta João Martins (natação) que tinha ganho um medalha de bronze . Sem conseguir falar, o seu olhar transmitia vivacidade e muita alegria .
Aqui fica esta minha homenagem a estes homens e mulheres que continuam a ser tratados como cidadãos de segunda no nosso país. Por isso, parabéns a todos atletas pela coragem e determinação .
sexta-feira, setembro 24, 2004
As Crianças
Hoje passeio fim da tarde a jogar futebol com algumas crianças necessitadas
Corri, saltei , marquei golos.... de seguida eles falaram da escola e da nova professora e acabei a sujar o nariz de um gelado partilhado por 4 miudos ..... nem dei pelas horas passar . Voltar a ser criança e brincar de igual para igual é das melhores coisas que um adulto pode fazer.
Hoje foi por isso .... um grande dia na minha vida .
quarta-feira, setembro 22, 2004
terça-feira, setembro 21, 2004
Sera que isto nunca mais acaba ??
Mais 19 mortos na estrada na última semana
A última semana foi palco de 1.933 acidentes rodoviários dos quais resultaram 19 mortos, 40 feridos graves e 585 feridos ligeiros, anunciou esta segunda-feira a Brigada de Trânsito (BT) da Guarda Nacional Republicana (GNR), em comunicado. No período compreendido entre os dias 13 e 19 de Setembro, a GNR registou 2.083 infracções graves e 416 muito graves, num total de 1.933 acidentes rodoviários. Segundo a GNR, foram detectados 509 condutores com taxa de alcoolemia positiva, sendo que 168 foram detidos por apresentarem uma taxa igual ou superior a 1,20 gramas de litro por sangue. Além destes, a BT deteve ainda 54 indivíduos por não possuírem carta de condução e autuou 2.200 indivíduos em excesso de velocidade e 846 condutores e passageiros por não fazerem uso do cinto de segurança. Durante o mesmo período, a BT da GNR detectou ainda 43 veículos de mercadorias em excesso de peso e prestou auxílio a 1.291 condutores que se encontravam em dificuldades nas estradas.
Fonte/D.Digital
segunda-feira, setembro 20, 2004
domingo, setembro 19, 2004
quarta-feira, setembro 15, 2004
sábado, setembro 11, 2004
sexta-feira, setembro 10, 2004
quinta-feira, setembro 09, 2004
O Barco da Eutanásia
Nuno Serras Pereira
Seis portuguesas fretaram, com o patrocínio de duas organizações norte-americanas, um barco apetrechado com uma clínica para praticar a eutanásia. Fizeram-se ao mar alto, rumo às águas internacionais no intento de eutanasiarem a tripulação do barco das women on waves.
A sempre pressurosa comunicação social, gulosa de mortes macabras, noticiou estrondosamente o feito. Odete Mata-bem, líder do grupo, e Roseta Despacha-depressa, sua assessora, em entrevistas às rádios e às televisões conclamaram que Portugal era um país reaccionário com leis fundamentalistas que oprimiam o direito de escolha das mulheres, as julgavam e ameaçavam de prisão, caso elas eutanasiassem alguém. Muitas eutanasiavam no vão de escada, sem condições de higiene, com grave risco para a sua integridade física e psicológica (devido, entre outras circunstâncias, às reacções dos eutanasiados). Ora, as mulheres são responsáveis e nenhuma eutanasia de ânimo leve; elas são as principais protagonistas e as grande vítimas da eutanásia. De resto, quem poderá decidir por elas? O governo, o parlamento, os homens? Querem esses movimentos pró-vida impedir policialmente que as mulheres possam ir à Holanda levar os seus para serem eutanasiados? Vão colocar um polícia no quarto de cada portuguesa para impedir as mulheres de eutanasiarem clandestinamente? Daí que fossem a águas internacionais, uma vez que lá não vigoram as leis intolerantes deste país, sempre na cauda da Europa. Lá “interromperiam a vida” das women on waves, era um direito e uma dignidade da qual não abdicariam.
O governo da nação, depois de titubear, proibiu a embarcação de sair das águas nacionais. O presidente da república, apelando à tolerância, manifestou o seu enorme desagrado por não ter sido consultado para a tomada de decisão. O primeiro-ministro comunicou que estava aberto para debater o problema, e que a lei podia sempre mudar, e que nesta matéria não se pode ser dogmático.
O BE e o PCP vomitaram raivas e cóleras contra a prepotência do governo, a JS dispôs uma embarcação para abalroar ou, pelo menos, distrair as fragatas da marinha de modo a proporcionar a fugida do barco da eutanásia para águas internacionais. Os candidatos à liderança do PS fizeram juras solenes de mudar a lei no parlamento ou em referendo. Para isso pediram a maioria absoluta dos votos a um povo que se diz maioritariamente católico. A RTP organizou um debate em que de seis pessoas, incluindo a entrevistadora, só uma era contra a eutanasia.
Os militantes pró-vida despertaram do letargo estival e colaram cartazes com uma frase considerada intolerável, discriminatória e hipócrita, um verdadeiro ultraje à dignidade e auto-determinação das mulheres: “Quem ama não mata”. Alguém do episcopado apressou-se a defender a liberdade de expressão e a exortar ao respeito de todas as opiniões. O senhor cardeal patriarca disse que a Igreja era muito clara em relação a essa matéria e que o governo “ofereceu de mão beijada o que esse movimento pretendia – um certo impacto mediático”.
Entretanto as women on waves solicitaram protecção governamental e imploraram aos movimentos pró-vida que não desistissem de as defender.
quarta-feira, setembro 08, 2004
Prato do dia : Politica à Portuguesa com “Jobs” e “Arranjinhos”
Tenho orgulho dos marinheiros que à mais de 500 anos deram “ novos mundos ao mundo”. Homens valentes que, com poucas condições, venceram e descobriram novos territórios, o que ninguém anteriormente tinha explorado.
Esses homens, bravos pioneiros, se vissem os políticos de hoje concerteza se iriam envergonhar.
Começando por Santana Lopes. Se me dissessem, num passado recente, que iria ser o primeiro ministro de Portugal, verificava, de imediato, se não seria primeiro de Abril!
Os políticos de Portugal esqueceram-se do bem comum. Como diz o povo “eles estão lá para se servirem a eles e aos seus”. E... Não é que têm razão?.
Se deixarmos a politica nacional e passarmos à regional, só me da vontade de rir. Na minha região, (salvo raríssimas excepções) predomina a falta de inteligência e a falta de ideias. É o marasmo da mediocridade politica!...E mais... Para nao dizerem que sou tendencioso, digo-vos, atravessa todos os partidos.
A politica do cacique, isto é, “o pastor manda e as ovelhas obedecem” é norma destes meios fechados e medíocres, onde o pensamento livre, é muitas vezes censurado. Quem pensa ou diz de forma diferente é rejeitado, colocado à parte.
Acho que Portugal, este pais que tanto amo, é um pais a brincar e onde se diz viver em Democracia ....
terça-feira, setembro 07, 2004
“Baixas Aceitáveis”
Temos sido invadidos por imagens de terror, de mais de 400 mortos, em Ossetia do Norte, na Russia, através da televisao. Carnaficinia!
Entre o fogo cruzado, do terrorismo e do poder politico, ficaram caídas centenas de vitimas, como já tinha acontecido no 11 de Março.
Putien mente descaramente. Primeiro o número de reféns que era apenas 300, depois o assalto à escola que aconteceu por “acaso”. Falou da Al Qaeda e do terrorismo internacional.
Tudo para evitar mencionar o real número de mortos. Posições semelhantes foram tomadas por Aznar, perante a tragédia do 11 de Março.
Sabe por quê amigo leitor? Porque ambos mentem. Porque, com as suas versões, teriam menos custos politicos.
É esta realidade que me revolta, que me indigna. Perante a morte e o horror, todos estes politicos, preocupam-se em primeiro lugar em enaltecer o seu poder e a sua imagem. As vitimas, os mortos e o sofrimento dos inocentes, ficam para segundo plano.
Assim vai o mundo de hoje... Onde quem quer, pode e manda, trata quem não tem poder como “baixas aceitaveis”.
segunda-feira, setembro 06, 2004
Anedoticamente... A maior democracia do mundo
Acompanho sempre, com particular atenção, as eleições americanas. Se fosse americano não votaria em nenhum dos candidatos, George W. Bush ou John Karry. Os seus discursos e os seus programas políticos são, na minha opinião, medíocres e incoerentes. O resultado da política “plástica” que se vive na maior potência mundial.
Quando estive há dois anos em Nova York, assisti de perto a pobreza nas ruas daquela gigantesca cidade. Mas os EUA vive de contrastes. Nada de mais ridiculo para o provar do que a convençao republicana que teve o passado fim-de-semana, precisamente em NY.
Se não, vejamos: Apesar dos milhares de manifestantes na rua anti-Bush, realizou-se, no exterior do Madison Square Guarden, a convenção que custou 5 milhões de doláres o seu aluguer, mais de 10 mil policias ao seu serviço. Teve 4, 853 delegados, mais de 50 mil participantes, mais de 15 mil jornalistas creditados. E mais... 13.373 bilhetes para os espectáculos da Broadway, distribuidos aos delegados, num total de 18 mil quartos de hotel reservados para os republicanos!
E tudo isto para quê? As ultimas estatiscas dão maioria a G.W. Bush. Tudo vai ficar na mesma!... Naquela que se diz ser a maior democracia do mundo.....
sexta-feira, setembro 03, 2004
Aborto, Barcos e 'Agit-prop'
Por ZITA SEABRA
Uma interrupção voluntária da gravidez, um aborto, é uma das situações mais dramáticas e solitárias pela qual uma mulher pode passar na sua vida.
A decisão de interromper o ciclo normal da vida e da gestação não deixa nunca de constituir um drama indimensionável, um momento de tal desespero e um desespero de tal dimensão capazes de fazer com que alguém não suporte uma gravidez e decida interrompê-la, seja em que condições for.
Perante este drama secular, os países democráticos, assentes num Estado de direito, procuraram aprovar legislação que dissuadisse e evitasse que, mesmo naquelas situações limite, esse caminho seja trilhado. Sobretudo que nestes casos extremos, com que a vida por vezes desafia as pessoas, o trilho não conduza ao vão de escada e à entrega nos meandros de um negócio que tem tanto de sórdido como de velho. O quadro legislativo pretendido pelos estados democráticos procurou apenas interferir no enquadrando legal de uma grave questão e não no terreno da ética e dos valores. A demonstrá-lo está o facto de apenas se terem demarcado as fronteiras, sem chegar nunca a legalizar e banalizar o aborto como um direito. Em todas as legislações que conheço os médicos, por exemplo, têm consagrado o direito à objecção de consciência, coisa que seria absurda se realmente se tratasse de garantir um direito cívico a cidadãs.
Não conheço igualmente nenhum país em que se tenha decidido pura e simplesmente - sem estipular condições - despenalizar o aborto. O que corresponderia em Portugal a retirá-lo por completo do enquadramento jurídico do Código Penal, em lugar de abrir excepções legais nas quais se preveja que a mulher não sofrerá penas de prisão.
Por tudo isto, é profundamente chocante ver este drama, este último recurso, transformado numa bandeira de luta, ou remetido banalmente para direito cívico, para já não falar num execrável acto de agitação e propaganda. Semelhante atitude é, além do mais, demonstrativa de um profundo desrespeito pela condição feminina, e por todas as mulheres e homens que fazem da maternidade e da paternidade um acto livre, responsável e muito, muito desejado. É um desrespeito por todas aquelas mulheres que, apesar das condições, das agruras da vida e das brutalidades que por vezes acontecem, decidem deixar, contra tudo e contra todos, prosseguir a gravidez que não desejaram, mas que lhes aconteceu.
É pois, uma evidência, que o aborto não pode, nem deve, numa sociedade desenvolvida e democrática, ser considerado um direito e ainda menos uma forma de contracepção. Conheço apenas dois países onde este cenário existiu ou existe ainda: a União Soviética, onde o aborto era a única forma de planeamento familiar legal e a China, onde era obrigatório para todas as mulheres e casais que já tivessem um filho. Como escrevi, em 1989, uma das principais reivindicações das mulheres na URSS e nos restantes países socialistas, durante a Perestroika, foi justamente o acesso a métodos de planeamento familiar que acabassem com a brutalidade dos abortos sucessivos. Tive mesmo oportunidade de visitar uma clínica, acompanhada pelo jornalista José Milhazes onde vi o que nunca imaginei poder ver. Felizmente hoje tal já não acontece, existem contraceptivos (de toda a espécie) à venda por todos esses países ex-socialistas.
Na URSS, a inexistência de contraceptivos chegou a gerar situações tão dramáticas que o PCP enviava clandestinamente embalagens de contraceptivos para as suas funcionárias que trabalhavam nos "países do socialismo real". Na China a situação era ainda pior (melhorou muito pouco infelizmente) pois as mulheres eram e são, forçadas pelo Estado a abortar. Para evitar explosões demográficas, o regime comunista desde o tempo de Mao Tse-Tung definiu que, por lei, cada casal podia ter apenas um filho. Se engravidarem segunda vez o Estado obriga-as a praticarem um aborto. Os testemunhos mais dramáticos que li na minha vida foram - agora que podem falar um bocadinho - os de mulheres chinesas relatando a forma como escondem gravidezes, como escondem filhos, de que a lei as obriga a abdicar da forma mais brutal e aviltante que imaginar se possa.
Digam o que disserem os promotores de campanhas de 'agit-prop', para uma mulher, uma interrupção voluntária da gravidez é e será sempre um último recurso, um acto de desespero, uma situação limite, um drama que lhe marca a vida e a inunda de sentimentos de culpa.
A questão do aborto colocou-se, pois, aos países democráticos não como a emergência de um direito mas como uma necessidade premente de procurar impedir que, perante a determinação de uma mulher em interromper uma gravidez que não deseja, não coloque em perigo - dentro de determinadas condições, que não variam muito nas soluções legislativas - a sua saúde e a sua vida e não mergulhe nos antros sórdidos do escabroso negócio do aborto clandestino.
É, porém, evidente que a obrigação do Estado é, antes do mais, garantir condições legais e sociais para que a maternidade e a paternidade não se transformem no pesadelo de como alimentar mais uma boca, ou como deitar mais um filho.
Por outro lado, só com uma enorme cegueira social se pode ver o Portugal de hoje como idêntico à realidade dos anos 1960 ou dos anos 1980, no que respeita ao planeamento familiar. Ouve-se frequentemente falar do aborto num discurso que remonta há 30 ou 40 anos. Porém, os progressos foram imensos e o acesso aos métodos de planeamento familiar não têm qualquer espécie de paralelo.
Nos anos 1980 ir a uma consulta médica de cuidados primários de saúde constituía a excepção e apenas uma elite restrita o fazia. Hoje, felizmente, não é assim. Há ainda franjas de desinformação, idades de risco, e uma grande demissão dos pais na formação dos filhos, mas é tempo de admitir que a imensa maiorias das mulheres portuguesas, operárias ou meninas empregadas dos cabeleireiros, conhecem e sabem muito bem usar o método contraceptivo que consideram adequado e na maioria dos casos sob vigilância médica.
A política de um Estado democrático deve ter como objectivo impedir que alguém recorra ao aborto por absoluto desconhecimento de alternativas, por desinformação, ou por uma tradição rural radicada nos desmanchos que as avós faziam.
Eis, porém, que alguns, na ausência de bandeiras de luta, de reivindicações mobilizadoras tiram da cartola o aborto como se tratasse de um pilar demarcador entre direita e esquerda, gerando dois tipos de reacção.
Alguma direita reage com tanto medo de voltar a parecer reaccionária, marreta, de costas para a História, com declarações mais progressistas que os progressistas e apressa a pôr-se "à la page", não vá o diabo tecê-las outra vez. Gato escaldado... Olhando para o século XX, é fácil perceber, e muitos têm-no escrito, que a direita teve uma importante vitória ideológica ao ver consagrada consensualmente a economia de mercado como a melhor forma de organização das sociedades para garantir a democracia e o bem-estar social e com essa vitória enterrou as ideologias de esquerda que se lhe opunham, nomeadamente o comunismo e mesmo o socialismo democrático, assente na planificação e estatização dos principais meios de produção mas, pelo outro lado, a esquerda vencia a direita em matéria de concepção de modelos de organização social (divórcio, planeamento familiar, divisão dos papéis tradicionais do homem e da mulher, etc) hoje inquestionáveis, não só no terreno pessoal de cada cidadão mas na realidade constitucional e jurídica dos estados democráticos.
Alguma esquerda, na falta de melhores bandeiras (proletariado já quase não há e a realidade laboral nas empresas ou na agricultura é radicalmente diferente da anterior) serve-se do aborto como de uma importante trincheira que resiste. Assistimos ciclicamente a lutas internas, a declarações e promessas de candidatos a secretários-gerais, de dirigentes partidários falando do aborto como se fosse a principal questão para avaliar da fidelidade à esquerda de um dirigente. E aqui está o aborto transformado em potencial direito cívico. Ou até em manobra de diversão como é o caso da vinda do barco holandês. Passa pela cabeça de alguém imaginar que alguma mulher, mais ou menos jovem, com mais ou menos dificuldades económicas, se dirige a um barco que é exibido de forma ostensiva e degradante nas televisões e lá entra para fazer um aborto em alto mar? Evidentemente que não.
Tanto mais que Portugal tem desde 1985 uma lei aprovada que foi, podemos dizê-lo sem medo, referendada há três anos pelos portugueses. Convém recordar que nesse momento se disse sim à legislação existente e não à sua alteração. Em referendo livre e democrático.
Não se pode deixar de questionar: porque vem um barco para Portugal e não para a Argélia, ou para a Arábia Saudita? Ou para vastas zonas do globo onde as mulheres são casadas à força com quem nunca viram, como acontece ainda em muitos países islâmicos? Porque não navegam até ao Irão onde bater na mulher é um direito do seu dono? Uma coisa é certa, encheriam o barco! Mas falta-lhes a coragem... Não se resiste a perguntar ainda que razão as impede de salvar mulheres africanas, condenadas à morte por apedrejamento, acusadas de adultério, e aí sim fazem o que já Cristo fez há 2 mil anos? Houve no entanto quem fizesse uma campanha solidária que salvou a vida de Amina, grávida e condenada por um tribunal a ser apedrejada até morrer.
O drama da interrupção voluntária da gravidez merece ser tratado com mais respeito e com mais seriedade.
quinta-feira, setembro 02, 2004
Women on Waves, as novas missionarias??
Infelizmente continua na ordem do dia e a suscitar grandes discussões a tentativa de embarque, na costa Portuguesa, do conhecido barco do aborto.
Pelo facto de, publicamente, sempre me expressar contra a legalização do aborto e fazer parte de varias associações Pro Vida, tenho sido, por várias vezes solicitado para expressar opinião em diversos órgãos de comunicação social. Não o tenho feito. Por que o faço?? Faço-o porque não estou disponível para alinhar na “palhaçada” do show-off que a nossa comunicação social tanto gosta de fazer.
Mas, amigo leitor, por respeito a si e porque alguns de vós, continuamente, me tenham pedido a minha opinião, não quero deixar de expressar, neste espaço, a minha opinião sobre o dito barco do aborto. Acompanho a existência deste barco desde a sua última viagem à Polónia.
Vejo, com tristeza, que as ditas senhoras se armam em missionárias de uma causa que as devia envergonhar.
Se algumas duvidas ainda existem basta ver a declaração de uma delas em que compara tirar uma vida do ventre, de uma mulher, ao simples acto de cortar as unhas dos pés.
Continuo a defender que, actualmente, quem defende a total liberalização do aborto revela falta de encaixe democrático e desrespeito pela opinião maioritária dos portugueses. Pois, há mais de 20 anos, que foram chumbadas todas as propostas, sobre esta matéria na assembleia da República, ou então, no referendo de 1998.
Enfim… muitas vezes outros valores, neste caso, económicos, falam mais alto do que o direito à vida. Sim. Porque o aborto dá dinheiro. Por exemplo, nos EUA movimenta mais de 1 bilião de dólares por ano.
Por este andar, num curto espaço de tempo, ir ao médico numa clínica, para tratar de um braço ou uma perna será igual a ir fazer um aborto.
São estas as consequências da sociedade em que vivemos onde, cada vez mais, se da primazia à irresponsabilidade e ao facilitismo. E é esta sociedade que me recuso a viver.
terça-feira, agosto 31, 2004
"Ter problemas na vida é inevitável, ser derrotado por eles é opcional."
Um Homem de idade vivia sozinho em Minnesota.Ele queria virar a terra de seu jardim para plantar flores, mas era um trabalho muito pesado.Seu único filho, que normalmente o ajudava nesta tarefa, estava na prisão.O homem então escreveu a seguinte carta ao filho, reclamando de seu problema:"Querido Filho, Estou triste porque, ao que parece, não vou poder plantar seu jardim este ano.Detesto não poder fazê-lo porque sua mãe sempre adorava flores e esta é a época do plantio.
Mas eu estou velho demais para cavar a terra.Se você estivesse aqui, eu não teria esse problema, mas sei que você não pode me ajudar com o jardim, pois estás na prisão. Com amor, Seu Pai".Pouco depois o pai recebeu o seguinte telegrama:"Pelo Amor de Deus, pai não escave o jardim! Foi lá que eu escondi os corpos".Às quatro da manhã do dia seguinte, uma dúzia de Agentes do FBI e policiais apareceram e cavaram o jardim inteiro, sem encontrar nenhum corpo.Confuso, o velho escreveu uma carta para o filho contando o que acontecera.Esta foi a resposta do filho:"Pode plantar seu jardim agora, pai. Isso é o máximo que eu posso fazer no momento."
ESTRATÉGIA é tudo ...Nada como uma boa estratégia, para conseguir coisas que parecem impossíveis.Assim, é importante repensar nas pequenas coisas que muitas vezes, nós mesmos colocamos como obstáculos nas nossas vidas .
sexta-feira, agosto 27, 2004
EU sou EU (Especial e Unico)
Um famoso palestrante começou um seminário numa sala com 200 pessoas, segurando uma nota de 100 Euros . Ele perguntou: - "Quem quer esta nota de 100 Euros" Todos ergueram a mão. Então, ele disse: - "Darei esta nota a um de vocês. Mas primeiro deixem-me fazer isto!" Aí, ele amassou a nota. E perguntou, outra vez: - "Quem ainda quer esta nota?" As mãos continuaram erguidas - "Bom - ele disse - e se eu fizer isto?" Ele deixou a nota cair no chão e começou a pisá-la e a esfregá-la. Depois, pegou a nota, agora imunda e amassada, e perguntou: - "E agora? Quem ainda quer esta nota?" Todas as mãos continuaram erguidas. O palestrante virou para a platéia e disse que tinha ensinado uma lição: -"Não importa o que eu faça com o dinheiro vocês ainda irão querer esta nota, porque ela não perde o valor. Essa situação também acontece com a gente. - Muitas vezes, em nossas vidas, somos amassados, pisoteados, e ficamos nos sentindo sem importância. - Mas, não importa... jamais perderemos nosso valor. Sujos ou limpos, amassados ou inteiros, nada disso altera a importância que temos. O preço de nossas vidas não é pelo que fazemos ou que sabemos, mas pelo que somos!" Somos especiais.
Jamais se esqueça disso.
terça-feira, agosto 24, 2004
Também eu.. sou do Glorioso “
“Ser Benfiquista é ter na alma a chama imensa”
Tinha apenas 16 anos a ouvir o relato de um jogo com uns amigos, quando parti uma perna a comemorar um golo. Os tratamentos, idas aos hospitais, ficaram reduzidas a pó na minha memória, porque, por razões que não consigo explicar, o facto de ter sido pelo Benfica, o que me acontecera, ganhara outro significado. Comemorar reduzira a minha dor.
Sofrer pelo clube da Águia não é penoso, é uma honra, um dever. Não há momentos da minha vida, que me consiga recordar, por mais difíceis que tenham sido, me tirassem a atenção dos jogos e, essencialmente, do Benfica.
Ser do Glorioso acaba por ser uma devoção. Eu costumo dizer, a brincar entre amigos, “primeiro Deus, depois o Benfica”. Não me interpretem como um fanático que não sou. Sei reconhecer quando erramos.
No entanto, confesso, que pelo Benfica e apenas por ele, perco a razão. Sou parcial, tendencioso e incoerente quando me “salta a águia que há em mim”. Sou réu e juiz em cada partida, como se pudesse ser dono do destino.
Sempre me dediquei a causas, a defender aquilo que acredito com convicção. Pelo Benfica transcendo-me, exalto-me, enervo-me, sofro e comovo-me. Festejo cada vitória como se fosse a primeira. Vivo cada minuto da partida como se fosse o último.
Defendo-o, Glorioso, porque faz parte de mim. Tenho, na catedral, um lar. Caminho ao lado de milhares de adeptos, unidos por uma forma vermelha, única e explosiva, que não escolhe sexo, raça, idade, profissão ou credo.
Sinto-me no relvado e sofro com o treinador. Deixo cair a lágrima na derrota. Perco a cabeça em cada remate, e rezo em cada canto. Sustenho a respiração numa grande penalidade.
Ergo o cachecol, e entoo o cântico glorioso até ficar roxo, de tanto me esforçar, para me fazer ouvir. Tenho em cada jogador um amigo, abraço um adepto como a um irmão. A águia é o meu amuleto da sorte.
Vivo assim, orgulhoso, honrado, por pertencer a esta gigantesca família que fica triste com a derrota mas não desanima e rejubila com a vitória. Somos claramente o melhor clube de Portugal e um dos melhores do mundo .
A chama vermelha continua acesa e intensa, espalhada pelos quadros cantos do mundo, sendo embaixadora e imperatriz de Portugal. Já somos campeões, por termos Benfica, gravado na alma e no coração.
O meu amor pelo Benfica é assim, como descreve Radhakrishima, “Amor puro e incondicional, que se sobrepõe às falhas do amado, é provavelmente a maior dádiva dos céus”. Sobrepõe-se ao espaço e ao tempo. Não lamento derrotas e não me rejo pelas vitórias. Esta minha paixão já esta em mim, e é sempre maior cada dia que sigo os passos deste clube Glorioso : o “meu “ Benfica !
Cláudio Anaia
sábado, agosto 21, 2004
Um mês depois ... de Regresso !
Queridos Amigos,
A vida nem sempre é como gostamos.
Durante este mês , estive ausente .... problemas graves de indôle pessoal fizeram me estar ausente . Pensei desistir deste blog ...... confesso que cheguei a pensar que ja nao fazia sentido por aqui andar. Conheço tantos blogs que começaram e que depois tiveram seu fim .....
Mas sempre que com alguns de vos conversava, perguntavam sempre porque nao escrevia nada . Então, graças a vossa força ..... decidi continuar !
quarta-feira, julho 21, 2004
segunda-feira, julho 19, 2004
quinta-feira, julho 15, 2004
domingo, julho 11, 2004
DESAPARECIDO
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Alerta!
Desapareceu do seu país,um homem que se suspeita que seu nome seja Zé Manel, de 48 anos.
O desaparecido não aparentava qualquer distúrbio do foro psíquico, embora na altura da sua saída ostentasse um sorriso algo matreiro que indiciava pensamentos do tipo: «Ufa! Desta já me livrei!»
A sua ausência não será sentida pela generalidade da população do seu país, pese embora o facto de uma «prima» sua, de nome Manuela qualquer coisa Leite, ter declarado estar em «estado de choque».
Ao que parece a afirmação foi proferida quando soube o ordenado que o Zé vai auferir lá no sítio para onde se dirige. A saber: 20 mil euros mensais, acrescidos de um subsídio de
residência de 3 mil. A isto juntam-se indemnizações várias pela mulher e filhos a cargo. E, claro, carro, motorista e reembolso
de todas as despesas que fizer no exercício das suas funções...
Isto não é uma corrente e ninguém pede a sua divulgação!
Antes pelo contrário! Se souberem do seu paradeiro não digam a ninguém!
sexta-feira, julho 09, 2004
Uma desilusão chamada : Jorge Sampaio
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Foi com sentimento de desilusão que soube, hoje, que Jorge Sampaio , deu continuidade a mais dois anos de Governo de PSD-PP.
Durão Barroso abandonou o " barco". Era mais que motivo para marcar eleições antecipadas (assim foi com Guterres) . Mais grave ainda quando se sabe que o político, mais demagogo e populista, que conheço vai ser o "capitão".
Viva o Cristiano Ronaldo, pois então ...
quarta-feira, julho 07, 2004
terça-feira, julho 06, 2004
Folheto túristico Americano sobre Lisboa
"Lisboa em ascensão turística. A capital de Portugal, Lisboa,
é a porta de entrada para a Europa. A cidade está em ascensão turística. O idioma oficial é o português, mas fala-se
fluentemente o espanhol.
Uma civilização marcada por diferentes costumes, de origem europeia e africana. Sua arquitectura é essencialmente gótica. Banhada pelo Oceano Pacífico e tendo como principal rio o Tejo, Lisboa tem entre seus vultos históricos nomes importantes da história do Brasil, haja vista que já fomos colónia portuguesa. D.Pedro I e II, D. João VI e Dona Maria Leopoldina, entre outras, figuram em nomes de ruas, museus e demais patrimónios públicos.
Lisboa é uma cidade plana, de velhos mas bem conservados
casarios, clima tropical húmido, temperatura variável, muito fria no Inverno e quente no Verão, mas nada comparável ao calor brasileiro.
Graças ao Estreito de Gibraltar, Portugal liga-se também ao Oceano Atlântico. O curioso é que quase 2/3 da capital portuguesa desapareceram após a II Guerra Mundial, mas o primeiro ministro de então, Marquês de Pombal, providenciou a recuperação das ruínas, com orientação de excelentes arquitectos, preservando a originalidade das construções.
domingo, julho 04, 2004
Parabéns Grécia
Foi a desilusão total, a festa estava preparada.. Portugal tinha tudo para ser Campeão Europeu de Futebol .
Mas uma selecção Grega, muito defensiva é verdade, mas com uma estrategia bem organizada acabou por nos levar o "Caneco".
Vi lágrimas e muita tristeza nos rostos de muita pessoas... mas a vida continua e ha que dar os Parabéns a Grécia .
Ja temos um outro objectivo : Ser Campeão do Mundo em 2006 na Alemanha .