terça-feira, fevereiro 15, 2005

Relance 260

Na Net também estamos em último :(

Somos o país da UE com menos utilizadores.
Bruxelas diz que preços de computadores são elevados
Portugal está na cauda da União Europeia quanto ao número de utilizadores da Internet.
Aliás, pior que nós, só a Turquia, Roménia e Bulgária, países que ainda são candidatos à adesão.
A notícia é avançada esta terça-feira pelo Jornal de Notícias e tem como base um relatório divulgado em Bruxelas, cujas informações são relativas a Junho de 2003.

Segundo Bruxelas na base deste resultado estão os níveis de educação, riqueza e idade. Todavia, a comissão alerta também para preço excessivo dos computadores como um dos obstáculos.
O relatório, produzido pela Comissão Europeia, revela que em Junho de 2003 apenas 21 por cento dos portugueses usava a Internet. Aqui Portugal é logo seguido da Grécia com 22 por cento de utilizadores. Quanto aos novos estados-membros, as percentagens variam entre 25 por cento na Hungria e 44 por cento na Estónia. Sendo que a média da Europa dos Quinze era de 43,6 por cento e a média da Europa dos «25» era de 41,4 por cento.

Segundo do Jornal de Notícias a Comissão alerta, no relatório, para os riscos de exclusão da sociedade e do emprego já que as competências informáticas se tornaram uma exigência comum. Os idosos, as mulheres e as pessoas com baixos rendimentos e poucos estudos são os mais atingidos.

No entanto, entre 2000 e 2003, mulheres e os idosos recuperaram terreno e reduziram a chamada «fractura numérica» no acesso à Sociedade de Informação. Os homens também têm mais conhecimentos na área que as mulheres.

No território nacional a percentagem de utilizadores da Internet divide-se: entre 16,5 por cento na Região Norte e 26,8 por cento no grupo de regiões do Sul e Ilhas (Algarve, Alentejo, Madeira e Açores). As taxas para o Centro e para Lisboa e Vale do Tejo são de 23,3 por cento e 21,7 por cento, respectivamente. À escala nacional, a percentagem de computadores pessoais é de 31,1 e a de formação no sector informático de 20,4 por cento.

Noticia do Jornal On Line : Portugal Díario

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

Relance 259

Defendo que conseguimos atingir paz interior pela forma como tratamos o nosso próximo

domingo, fevereiro 13, 2005

Relance 258

Faleceu a Irmã Lúcia

A irmã Lúcia, um dos três pastorinhos que afirmaram ter visto Nossa Senhora em Fátima no ano de 1917, morreu hoje aos 97 anos. Prima de Jacinta e Francisco Marto, os dois outros pastorinhos que viram a Virgem Maria, na Cova da Iria, Lúcia era a única que ainda estava viva.

Nascida a 22 de Março de 1907, em Aljustrel, paróquia de Fátima, Lúcia de Jesus dos Santos, o seu nome de baptismo, dedicou a sua vida à oração e contemplação, como resposta à mensagem de Fátima. Lúcia terá sido a única dos três primos que ouviu as palavras da Virgem.
Em 13 de Outubro de 1930 o então bispo de Leiria torna público, oficialmente, que as aparições eram dignas de crédito.Desde então, o Santuário de Fátima ganhou expressão internacional, uma exposição que não era procurada pela irmã Lúcia.

Em 1921, ingressou no Asilo de Vilar, no Porto, dirigido pelas religiosas de Santa Doroteia. Depois foi para Tuy, em Espanha, onde tomou o hábito, com o nome de Maria Lúcia das Dores.
Fez a profissão religiosa de votos temporários em 3 de Outubro de 1928 e, em 3 de Outubro de 1934, a de votos perpétuos. Em 1946 regressou a Portugal e, dois anos depois, entrou para o Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra, onde professou como carmelita a 31 de Maio de 1949 e assumiu o nome de Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado.

Escreveu dois volumes com as suas "Memórias" e os "Apelos da Mensagem de Fátima".Em 1991, o Papa visitou Fátima e encontrou-se com irmã Lúcia, com quem esteve reunido cerca de 12 minutos. A 13 de Maio de 2000, João Paulo II beatificou Jacinta e Francisco Marto, em Fátima.

sexta-feira, fevereiro 11, 2005

Relance 257

O Sermão da Campanha


O calendário litúrgico garantia que aquele era apenas mais um domingo do chamado "tempo comum", que separa o Natal da caminhada para a Páscoa. Talvez por isso, no domingo passado o calendário litúrgico não conseguiu cativar as atenções do padre Lereno, que viu os seus pensamentos fugirem para um outro calendário mais sedutor o calendário eleitoral.
É preciso compreender a situação, tal como a terá visto o padre do seu púlpito. Aquele era o dia de arranque oficial da campanha para as eleições. A direita, a sua querida direita, parecia estar em apuros e a esquerda, a maldita esquerda, ameaçava regressar ao poder. Uma "esquerda moderna", é certo. Mas isso só podia piorar as coisas se a esquerda lhe causava alergia, a simples palavra "moderna" causava-lhe arrepios. Depois, o microfone estava mesmo ali, mesmo a jeito.
E ainda por cima a missa ia ser transmitida em directo pela rádio. Francamente, "um homem não é feito de ferro!", terá pensado o padre Lereno, com a sabedoria de uma vida inteira a ouvir os pecados dos outros. E se bem o pensou, pior o fez: o padre cedeu à tentação e resolveu transformar a sua (?) missa no comício de abertura da campanha eleitoral.
O caso tem uma importância diminuta para a campanha. Em primeiro lugar, porque se trata de uma voz pouco representativa no interior da Igreja e nada significativa no plano mediático; em segundo lugar, porque os leigos católicos, entre os quais me incluo, estão suficientemente acostumados a homilias menos felizes ou até incompetentes para saberem dar o devido desconto quando tal se torna necessário; em terceiro lugar, porque o tom quase medieval com que foram abordados temas muito complexos da actualidade social e eclesial ("divórcio nunca!", chegou-se a proclamar) traduz uma tão confrangedora incapacidade para perceber o mundo de hoje que só pode suscitar indiferença ou rejeição.
Quem não entende o mundo, dificilmente se fará entender por ele. A verdadeira questão que este sermão coloca é outra e diz respeito às relações da Igreja com a política. E é na qualidade de católico que aqui deixo algumas notas sobre o assunto.Primeiro ponto é perfeitamente legítimo que a Igreja recorde aos cristãos as implicações sociais e políticas (em sentido amplo) do cristianismo. Essas implicações existem e não são poucas, como decorre da vastíssima doutrina social da Igreja (DSI), do Concílio Vaticano II e dos documentos pastorais dos bispos. Neste sentido, tem todo o cabimento não só o apelo ao voto, enquanto cumprimento de um dever cívico de participação política, como a afirmação da relevância dos princípios da doutrina da Igreja para efeitos da determinação do sentido de voto de cada cristão, de acordo com a sua livre consciência individual e tendo em conta que a DSI, no seu conjunto, é compatível com diferentes programas partidários.
Foi isto que fez, com razoabilidade e equilíbrio, a própria Conferência Episcopal, em nota pastoral emitida a propósito destas eleições.Segundo ponto a intervenção do padre Lereno manifestamente não partilha da razoabilidade e do equilíbrio revelados pela Conferência Episcopal. Desde logo, porque se permitiu utilizar uma homilia para, a despropósito das leituras, dar orientações para o voto; depois, porque o fez sem se conformar com a nota pastoral dos bispos (incluindo o seu próprio bispo), facto especialmente grave porque se tratou de uma homilia transmitida pelos meios de comunicação social.
De facto, o padre Lereno pecou, simultaneamente, por excesso e por defeito. Por excesso, porque pretendeu deduzir dos princípios um determinado julgamento de certas propostas políticas concretas apresentadas pelos partidos concorrentes às eleições; por defeito, porque ostensivamente omitiu ou secundarizou outros princípios da mesma doutrina, assim fazendo eclipsar toda a dimensão social, não obstante os bispos a terem expressamente apresentado como igualmente relevante para a determinação do sentido de voto. O resultado deste exercício selectivo foi, como obviamente estava pensado para ser, um sermão manifestamente tendencioso do ponto de vista político-partidário.Terceiro ponto os partidos políticos, de um modo geral, reagiram bem, sem se mostrarem excessivamente incomodados.
Veremos se, quando chegar o tempo oportuno, a Igreja reage bem, sem se mostrar excessivamente comodista.

Pedro Silva Pereira

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Relance 256

Conviccções

No Partido Socialista sou muitas vezes criticado por ser um Socialista Católico Praticante que se empenha na luta contra a legalização do Aborto .
Na igreja Católica alguns secotes criticam me por ser um Católico de esquerda militante do Partido Socialista .
Será que essas pessoas nao percebem que tanto a Doutrina Social da Igreja como Socialismo Democrático têm muito pontos em comum ?

sábado, fevereiro 05, 2005

Relance 255

Católicos dirigem carta aberta aos eleitores


A propósito das legislativas do próximo dia 20, várias personalidades católicas de diferentes quadrantes políticos divulgam uma carta aberta a todos os eleitores.

No início da campanha eleitoral, que arranca este fim-de-semana, a intenção não é dar qualquer indicação de voto, mas sim lembrar políticos e eleitores que o pluralismo não pode ser confundido com relativismo moral. Existem questões básicas da ética cristã que podem estar em causa, por isso, é preciso pensar antes de votar, apela Braga da Cruz, reitor da Universidade Católica.


quinta-feira, fevereiro 03, 2005

Relance 254
Debate

Que país é este que num debate entre os dois principais candidatos a Primeiro-Ministero , a primeira pergunta tenha sido a discussão de boatos e isinuações sobre a vida privada dos mesmos ???
Acrescentando que a resposta a esta questão teve a duração de 15 minuntos num debate que durou 90 .

quarta-feira, fevereiro 02, 2005

Relance 253

" Todas as nações têm o governo que merecem "

JOseph de Maistre (1754-1821)


terça-feira, fevereiro 01, 2005

Relance 252

As eleições constituem um acto cívico da maior importância.

Pelo voto exprimimos e afirmamos o que queremos para a vida da sociedade de que devemos ser membros responsáveis. De algum modo, podemos dizer que o voto que colocamos na urna tem o peso e a dignidade da pessoa que somos.

É nesta perspectiva que cada cidadão deve encarar as próximas eleições legislativas. São os nossos votos que determinarão a configuração da Assembleia da República. Depende pois do nosso voto que a Assembleia, amanhã, produza leis mais ou menos boas, que respeitem e promovam os valores e princípios humanos fundamentais, ou, pelo contrário, os desrespeitem.

Daí que não baste falar em necessidade de votar; é necessário insistir no voto responsável.

E o que é o voto responsável? É aquele que precede de uma vontade livre e esclarecida. O cidadão votante necessita, antes de mais, de conhecer os programas dos partidos em que vai votar. Por isso, estes assumem a grave obrigação de divulgar os seus programas e de o fazer em termos perceptíveis; e, por sua vez, os eleitores têm o dever de se inteirarem do seu conteúdo. É um dever cívico. Ora, podemos interrogar-nos: onde se encontram tais programas? Quem os divulga? Quem os conhece?

Estamos nas vésperas da campanha eleitoral. Pelo que se observa, esta parece que tem muito pouco ou nada a ver com conteúdos de programa. Colam-se cartazes; enchem-se páginas de jornais, tempos televisivos e radiofónicos, com slogans, com superficialidades, com ataques pessoais, mas programas têm sido quase tabu.

É preciso responsabilizar os partidos e os candidatos pelo que se apresentam a defender. É preciso saber que sociedade pretendem edificar, em que valores assentarão as suas iniciativas. Defendem a vida e, nesse sentido, opõem-se à liberalização do aborto e a eutanásia; ou colocam-se no lado da cultura da morte? São a favor da defesa e promoção efectiva da família ou equiparam o matrimónio a uniões homossexuais? Defendem uma sociedade livre, também no campo da educação ou querem manter um sistema escolar estatizante, ou seja, um monopólio do Estado onde os pais se vêm privados de escolher a escola que pretendem para os seus filhos? Têm projectos para, a par de um desenvolvimento económico, promover a justiça e diminuir as desigualdades sociais, ou, pelo contrário vão manter-se os poderes dos lobies, os interesses corporativos, a obediência cega a ideologias fracassadas e os padrões de um sistema consumista opressivo?

Mas, se é necessário conhecer os programas partidários para que se possa falar do voto livre e consciente, não é menos importante atender aos protagonistas políticos, à sua credibilidade; conhecer a sua actuação passada, a sua conduta. Pois não basta termos um texto escrito, por melhor que seja. São homens concretos, são partidos concretos que executam ou não executam os programas.

Só por este caminho de limpidez, é possível, no fim da legislatura, avaliar o trabalho dos que forem eleitos e daí tirar as consequências.

Este é o caminho da democracia real e verdadeira.

Os católicos, cidadãos de pleno direito, não devem esquecer a sua responsabilidade, intervindo activamente no acto eleitoral, antepondo a sua consciência livre e esclarecida a qualquer imposição partidária.


D. Maurílio de Gouveia
Arcebispo de Évora


sexta-feira, janeiro 28, 2005

Relance 251


EÇA DE QUEIROZ - 1871

«O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os caracteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.

Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. (...)
O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. (...)
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte: o país está perdido!»

Eça de Queirós, 1871

quarta-feira, janeiro 26, 2005

Relance 250

eu voto SIM!

Os portugueses deviam utilizar as próximas eleições como um referendo.

Creio que já é tempo de nós, todos aqueles que achamos que a nossa política é um autêntico teatro, fazermos algo mais do que ir para a praia no dia das eleições. Por exemplo, ir votar SIM. Os seja, nulo.

SIM, quero que isto mude!
SIM, quero que se reveja este sistema que permite que os políticos nunca
sejam responsabilizados pela sua má gestão e pelos seus crimes!
SIM, quero os “boys” vão todos para o desemprego!
SIM, quero gente séria e honesta na política!
SIM, quero que as promessas eleitorais sejam cumpridas!

Este sistema não tem qualquer representatividade! Não nos podemos esquecer que um governo, em Portugal, é eleito com pouco mais de um milhão de votos e que nós, os desiludidos, os que nos abstemos, somos quase 3 milhões. Quase 3 milhões de portugueses cuja opinião os políticos, convenientemente, ignoram.

Ou seja, já que não nos revemos em nenhuma força política, podemos utilizar o nosso voto para exigir a mudança. E para dar um exemplo ao mundo. Se formos em número suficiente, esta é uma realidade que os políticos, as Opus Dei, as Maçonarias e os restantes lobbies não poderão mais ignorar. E a comunicação social também não.

Chega de corrupção, chega de sustentar os “boys” dos partidos (que são já umas larguíssimas dezenas de milhar com “tachos” pagos por todos nós), chega de actores na política.

Isto não é democracia. De que adianta escolher entre este ou aquele partido, se quem realmente manda são os grandes grupos económicos, os empreiteiros, a banca?

Não estamos já cansados disto?

Não é já tempo de o Estado passar a ser uma pessoa de bem ..................

É tempo de os detentores de cargos públicos deixarem de ser os todo-poderosos deste mundo. Eles são os nossos empregados, aqueles a quem pagamos para nos organizarem a sociedade. Se não cumprem, devem ser despedidos. Definitivamente. Chega de ficarmos a pagar reformas principescas a incompetentes.

Por tudo isto, desta vez, vou votar SIM. Acho que é uma boa ideia. Melhor, pelo menos, do que ficar em casa e depois passar mais quatro anos a queixar-me.

Recebi esta mensagem por Emaill

segunda-feira, janeiro 24, 2005

Relance 249

Não vemos as coisas como elas são, mas como nós somos.

(Anais Nin)

sexta-feira, janeiro 21, 2005

Relance 248

Cada vez mais tenho a sensação que as pessoas reunem demais e fazem de menos .

quarta-feira, janeiro 19, 2005

Relance 247

Assim vai o mundo ,,,,,

Mais de mil milhões de pessoas sobrevivem, no Mundo, com um rendimento inferior a um dólar (cerca de 76 cêntimos) por dia. Outros 2700 milhões lutam pela sobrevivência com menos de dois dólares por dia.
Em alguns países extremamente pobres menos de metade das crianças tem acesso à escola primária e menos de 20% acedem ao ensino secundário. No Mundo inteiro, existem 114 milhões de crianças a quem está vedado o ensino básico e há 584 milhões de mulheres que são analfabetas."As consequências desta pobreza extrema - que são as principais causas dos conflitos violentos, da guerra civil e do fracasso dos governos - transcendem largamente as sociedades por ela directamente atingidas", lê-se no Relatório do Projecto do Milénio da ONU ("Investir no Desenvolvimento - Um Plano Prático para atingir os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio"), que foi apresentado, ontem, ao Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan.
O Projecto do Milénio das ONU é um organismo consultivo independente a quem o secretário-Geral das Nações Unidas encarregou, em 2002, de elaborar um plano de acção concreto para que o Mundo erradique a pobreza extrema, a fome e a doença que afectam um sexto da população mundial (ler "Recomendações" ao lado).Com base neste trabalho, Kofi Annan deverá apresentar aos membros da ONU, no próximo mês de Março, um relatório contendo as suas recomendações, antes da reunião do G8, em Julho, que precederá a cimeira mundial agendada para Setembro, em Nova Iorque, que irá assinalar o 60.º aniversário das Nações Unidas.
Para os mais de mil milhões de pessoas que vivem em condições de extrema pobreza, os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) representam uma questão de vida ou de morte. Segundo o relatório, a pobreza extrema pode definir-se como "pobreza que mata", uma vez que priva as pessoas dos recursos essenciais para enfrentarem a fome, a doença e os riscos ambientais. Nas regiões onde domina esta forma de pobreza, a esperança média de vida é metade daquela de que usufruem os habitantes do chamado Mundo desenvolvido - 40 anos em vez de 80.
Na Cimeira do Milénio das Nações Unidas, realizada em Setembro de 2000, 189 dirigentes mundiais aprovaram, por unanimidade, a Declaração do Milénio, que levou à formulação de oito objectivos concretos, entre 1990 e 2015.
E que são os seguintes reduzir para metade a pobreza extrema e a fome; alcançar o ensino primário universal; promover a igualdade entre homens e mulheres; reduzir em dois terços a mortalidade infantil; reduzir em três quartos a mortalidade materna; controlar e começar a reduzir a propagação da sida/VIH, a malária e outras doenças graves; garantir a sustentabilidade do meio ambiente; criar uma parceria mundial para o desenvolvimento ."Reduzir a metade a pobreza extrema até 2015 tornou-se muito difícil, devido ao tempo precioso que perdemos nos primeiros dez anos", declarou ontem Mark Malloch Brown, administrador do Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) e novo chefe de gabinete de Kofi Annan.

segunda-feira, janeiro 17, 2005


Relance 246

A causa do aborto «O aborto é uma prática muito traumatizante para a mulher.»

POR obscuras razões, o aborto tornou-se para muita gente uma bandeira. As mulheres que abortam - e o assumem - são elevadas à condição de heroínas. As declarações dos políticos favoráveis ao aborto têm imenso destaque na comunicação social.
Há uma febre, uma excitação, uma pressão enorme para se liberalizar o aborto.
Ora o caso é tanto mais estranho quanto é sabido que o aborto é uma prática muito traumatizante para a mulher.
Um aborto deixa quase sempre marcas fundas para toda a vida.
ATÉ por isso, a invocação de «razões psicológicas» por parte de muitas mulheres que pretendem abortar não faz nenhum sentido.
Analisando centenas de casos de mulheres que ficaram grávidas sem o desejarem, verifica-se que têm hoje muito mais problemas as que fizeram abortos do que as que decidiram levar a gravidez até ao fim.
As primeiras carregam frequentemente um sentimento de culpa e arrependimento - enquanto as segundas raramente se mostram arrependidas e, pelo contrário, congratulam-se por terem tomado a decisão de ter o filho.
MAS, independentemente das consequências, outras razões aconselham a uma enorme cautela no tratamento do tema do aborto.
Primeiro, porque é uma prática bárbara - que só por equívoco pode ter sido erigida à condição de «sinal de progresso».
Eliminar uma semente de vida (ou mesmo uma vida) não poderá nunca ser um sintoma de civilização.
Depois, porque todos os passos no sentido da despenalização do aborto são sinais errados dados à sociedade.
Sendo o aborto reconhecidamente indesejável, facilitar o aborto, dar-lhe melhores condições, é dizer implicitamente: «Agora já se pode abortar sem risco, portanto ninguém hesite».
A verdade é que em todos os países que despenalizaram o aborto, o número de abortos aumentou.
E com o aumento do número de abortos aumentou também, exponencialmente, o número de mulheres que carregam problemas psicológicos e traumatismos graves pelo facto de terem tomado a decisão de abortar.

Edotorial do Jornal Expresso do dia 15 de Janeiro de 2005

sábado, janeiro 15, 2005

Relance 245

Não entendo e não percebo o mundo que me rodeia.
Hoje assisti na rua a troca agressiva de palavras de duas pessoas que estavam na fila de um banco, No transito dois homens que se "degolavam", pelo o melhor lugar no estacionamento..... e no partido a má língua para se arranjar o melhor lugarzinho nas listas autárquicas .

Por onde caminhamos ....???


quarta-feira, janeiro 12, 2005

Relances 244

" A infancia e a velhice parecem muito distantes, mas estão muito proximas . Num instante parecem eternos e noutro uma pagina na História. Por ser tão breve a vida , deveríamos vivê-la com sabedoria para sermos pais, educadores e professionais cada vez mais inteligentes, jovens mais sabios e amigos mais afectuosos "


segunda-feira, janeiro 10, 2005

Relance 243

" Considero um homem rico unicamente aquele que vive com o que tem, nada deve e esta contente "

S. Home


sábado, janeiro 01, 2005

Relance 242


Oração de São Francisco de Assis

Senhor,Fazei de mim um instrumento de vossa paz !
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz !
Ó Mestre,fazei que eu procure mais.
Consolar, que ser consolado
Compreender, que ser compreendido.
Amar, que ser amado.Pois é dando, que se recebe.
Perdoando, que se é perdoado e é morrendo, que se vive para a vida eterna !


quarta-feira, dezembro 01, 2004

Relance 241

Caros Amigos e Leitores,

O facto de estar ausente no Brasil, não me permite que possa manter este espaço actualizado . Desejo um bom natal a todos e um excelente ano de 2005 .
Volto em Janeiro .