Relance 201
"O maior sofrimento na vida não é morrer, mas ser ignorado... "
sexta-feira, setembro 10, 2004
quinta-feira, setembro 09, 2004
Relance 200
O Barco da Eutanásia
Nuno Serras Pereira
Seis portuguesas fretaram, com o patrocínio de duas organizações norte-americanas, um barco apetrechado com uma clínica para praticar a eutanásia. Fizeram-se ao mar alto, rumo às águas internacionais no intento de eutanasiarem a tripulação do barco das women on waves.
A sempre pressurosa comunicação social, gulosa de mortes macabras, noticiou estrondosamente o feito. Odete Mata-bem, líder do grupo, e Roseta Despacha-depressa, sua assessora, em entrevistas às rádios e às televisões conclamaram que Portugal era um país reaccionário com leis fundamentalistas que oprimiam o direito de escolha das mulheres, as julgavam e ameaçavam de prisão, caso elas eutanasiassem alguém. Muitas eutanasiavam no vão de escada, sem condições de higiene, com grave risco para a sua integridade física e psicológica (devido, entre outras circunstâncias, às reacções dos eutanasiados). Ora, as mulheres são responsáveis e nenhuma eutanasia de ânimo leve; elas são as principais protagonistas e as grande vítimas da eutanásia. De resto, quem poderá decidir por elas? O governo, o parlamento, os homens? Querem esses movimentos pró-vida impedir policialmente que as mulheres possam ir à Holanda levar os seus para serem eutanasiados? Vão colocar um polícia no quarto de cada portuguesa para impedir as mulheres de eutanasiarem clandestinamente? Daí que fossem a águas internacionais, uma vez que lá não vigoram as leis intolerantes deste país, sempre na cauda da Europa. Lá “interromperiam a vida” das women on waves, era um direito e uma dignidade da qual não abdicariam.
O governo da nação, depois de titubear, proibiu a embarcação de sair das águas nacionais. O presidente da república, apelando à tolerância, manifestou o seu enorme desagrado por não ter sido consultado para a tomada de decisão. O primeiro-ministro comunicou que estava aberto para debater o problema, e que a lei podia sempre mudar, e que nesta matéria não se pode ser dogmático.
O BE e o PCP vomitaram raivas e cóleras contra a prepotência do governo, a JS dispôs uma embarcação para abalroar ou, pelo menos, distrair as fragatas da marinha de modo a proporcionar a fugida do barco da eutanásia para águas internacionais. Os candidatos à liderança do PS fizeram juras solenes de mudar a lei no parlamento ou em referendo. Para isso pediram a maioria absoluta dos votos a um povo que se diz maioritariamente católico. A RTP organizou um debate em que de seis pessoas, incluindo a entrevistadora, só uma era contra a eutanasia.
Os militantes pró-vida despertaram do letargo estival e colaram cartazes com uma frase considerada intolerável, discriminatória e hipócrita, um verdadeiro ultraje à dignidade e auto-determinação das mulheres: “Quem ama não mata”. Alguém do episcopado apressou-se a defender a liberdade de expressão e a exortar ao respeito de todas as opiniões. O senhor cardeal patriarca disse que a Igreja era muito clara em relação a essa matéria e que o governo “ofereceu de mão beijada o que esse movimento pretendia – um certo impacto mediático”.
Entretanto as women on waves solicitaram protecção governamental e imploraram aos movimentos pró-vida que não desistissem de as defender.
O Barco da Eutanásia
Nuno Serras Pereira
Seis portuguesas fretaram, com o patrocínio de duas organizações norte-americanas, um barco apetrechado com uma clínica para praticar a eutanásia. Fizeram-se ao mar alto, rumo às águas internacionais no intento de eutanasiarem a tripulação do barco das women on waves.
A sempre pressurosa comunicação social, gulosa de mortes macabras, noticiou estrondosamente o feito. Odete Mata-bem, líder do grupo, e Roseta Despacha-depressa, sua assessora, em entrevistas às rádios e às televisões conclamaram que Portugal era um país reaccionário com leis fundamentalistas que oprimiam o direito de escolha das mulheres, as julgavam e ameaçavam de prisão, caso elas eutanasiassem alguém. Muitas eutanasiavam no vão de escada, sem condições de higiene, com grave risco para a sua integridade física e psicológica (devido, entre outras circunstâncias, às reacções dos eutanasiados). Ora, as mulheres são responsáveis e nenhuma eutanasia de ânimo leve; elas são as principais protagonistas e as grande vítimas da eutanásia. De resto, quem poderá decidir por elas? O governo, o parlamento, os homens? Querem esses movimentos pró-vida impedir policialmente que as mulheres possam ir à Holanda levar os seus para serem eutanasiados? Vão colocar um polícia no quarto de cada portuguesa para impedir as mulheres de eutanasiarem clandestinamente? Daí que fossem a águas internacionais, uma vez que lá não vigoram as leis intolerantes deste país, sempre na cauda da Europa. Lá “interromperiam a vida” das women on waves, era um direito e uma dignidade da qual não abdicariam.
O governo da nação, depois de titubear, proibiu a embarcação de sair das águas nacionais. O presidente da república, apelando à tolerância, manifestou o seu enorme desagrado por não ter sido consultado para a tomada de decisão. O primeiro-ministro comunicou que estava aberto para debater o problema, e que a lei podia sempre mudar, e que nesta matéria não se pode ser dogmático.
O BE e o PCP vomitaram raivas e cóleras contra a prepotência do governo, a JS dispôs uma embarcação para abalroar ou, pelo menos, distrair as fragatas da marinha de modo a proporcionar a fugida do barco da eutanásia para águas internacionais. Os candidatos à liderança do PS fizeram juras solenes de mudar a lei no parlamento ou em referendo. Para isso pediram a maioria absoluta dos votos a um povo que se diz maioritariamente católico. A RTP organizou um debate em que de seis pessoas, incluindo a entrevistadora, só uma era contra a eutanasia.
Os militantes pró-vida despertaram do letargo estival e colaram cartazes com uma frase considerada intolerável, discriminatória e hipócrita, um verdadeiro ultraje à dignidade e auto-determinação das mulheres: “Quem ama não mata”. Alguém do episcopado apressou-se a defender a liberdade de expressão e a exortar ao respeito de todas as opiniões. O senhor cardeal patriarca disse que a Igreja era muito clara em relação a essa matéria e que o governo “ofereceu de mão beijada o que esse movimento pretendia – um certo impacto mediático”.
Entretanto as women on waves solicitaram protecção governamental e imploraram aos movimentos pró-vida que não desistissem de as defender.
quarta-feira, setembro 08, 2004
Relance 199
Prato do dia : Politica à Portuguesa com “Jobs” e “Arranjinhos”
Tenho orgulho dos marinheiros que à mais de 500 anos deram “ novos mundos ao mundo”. Homens valentes que, com poucas condições, venceram e descobriram novos territórios, o que ninguém anteriormente tinha explorado.
Esses homens, bravos pioneiros, se vissem os políticos de hoje concerteza se iriam envergonhar.
Começando por Santana Lopes. Se me dissessem, num passado recente, que iria ser o primeiro ministro de Portugal, verificava, de imediato, se não seria primeiro de Abril!
Os políticos de Portugal esqueceram-se do bem comum. Como diz o povo “eles estão lá para se servirem a eles e aos seus”. E... Não é que têm razão?.
Se deixarmos a politica nacional e passarmos à regional, só me da vontade de rir. Na minha região, (salvo raríssimas excepções) predomina a falta de inteligência e a falta de ideias. É o marasmo da mediocridade politica!...E mais... Para nao dizerem que sou tendencioso, digo-vos, atravessa todos os partidos.
A politica do cacique, isto é, “o pastor manda e as ovelhas obedecem” é norma destes meios fechados e medíocres, onde o pensamento livre, é muitas vezes censurado. Quem pensa ou diz de forma diferente é rejeitado, colocado à parte.
Acho que Portugal, este pais que tanto amo, é um pais a brincar e onde se diz viver em Democracia ....
Prato do dia : Politica à Portuguesa com “Jobs” e “Arranjinhos”
Tenho orgulho dos marinheiros que à mais de 500 anos deram “ novos mundos ao mundo”. Homens valentes que, com poucas condições, venceram e descobriram novos territórios, o que ninguém anteriormente tinha explorado.
Esses homens, bravos pioneiros, se vissem os políticos de hoje concerteza se iriam envergonhar.
Começando por Santana Lopes. Se me dissessem, num passado recente, que iria ser o primeiro ministro de Portugal, verificava, de imediato, se não seria primeiro de Abril!
Os políticos de Portugal esqueceram-se do bem comum. Como diz o povo “eles estão lá para se servirem a eles e aos seus”. E... Não é que têm razão?.
Se deixarmos a politica nacional e passarmos à regional, só me da vontade de rir. Na minha região, (salvo raríssimas excepções) predomina a falta de inteligência e a falta de ideias. É o marasmo da mediocridade politica!...E mais... Para nao dizerem que sou tendencioso, digo-vos, atravessa todos os partidos.
A politica do cacique, isto é, “o pastor manda e as ovelhas obedecem” é norma destes meios fechados e medíocres, onde o pensamento livre, é muitas vezes censurado. Quem pensa ou diz de forma diferente é rejeitado, colocado à parte.
Acho que Portugal, este pais que tanto amo, é um pais a brincar e onde se diz viver em Democracia ....
terça-feira, setembro 07, 2004
Relance 198
“Baixas Aceitáveis”
Temos sido invadidos por imagens de terror, de mais de 400 mortos, em Ossetia do Norte, na Russia, através da televisao. Carnaficinia!
Entre o fogo cruzado, do terrorismo e do poder politico, ficaram caídas centenas de vitimas, como já tinha acontecido no 11 de Março.
Putien mente descaramente. Primeiro o número de reféns que era apenas 300, depois o assalto à escola que aconteceu por “acaso”. Falou da Al Qaeda e do terrorismo internacional.
Tudo para evitar mencionar o real número de mortos. Posições semelhantes foram tomadas por Aznar, perante a tragédia do 11 de Março.
Sabe por quê amigo leitor? Porque ambos mentem. Porque, com as suas versões, teriam menos custos politicos.
É esta realidade que me revolta, que me indigna. Perante a morte e o horror, todos estes politicos, preocupam-se em primeiro lugar em enaltecer o seu poder e a sua imagem. As vitimas, os mortos e o sofrimento dos inocentes, ficam para segundo plano.
Assim vai o mundo de hoje... Onde quem quer, pode e manda, trata quem não tem poder como “baixas aceitaveis”.
“Baixas Aceitáveis”
Temos sido invadidos por imagens de terror, de mais de 400 mortos, em Ossetia do Norte, na Russia, através da televisao. Carnaficinia!
Entre o fogo cruzado, do terrorismo e do poder politico, ficaram caídas centenas de vitimas, como já tinha acontecido no 11 de Março.
Putien mente descaramente. Primeiro o número de reféns que era apenas 300, depois o assalto à escola que aconteceu por “acaso”. Falou da Al Qaeda e do terrorismo internacional.
Tudo para evitar mencionar o real número de mortos. Posições semelhantes foram tomadas por Aznar, perante a tragédia do 11 de Março.
Sabe por quê amigo leitor? Porque ambos mentem. Porque, com as suas versões, teriam menos custos politicos.
É esta realidade que me revolta, que me indigna. Perante a morte e o horror, todos estes politicos, preocupam-se em primeiro lugar em enaltecer o seu poder e a sua imagem. As vitimas, os mortos e o sofrimento dos inocentes, ficam para segundo plano.
Assim vai o mundo de hoje... Onde quem quer, pode e manda, trata quem não tem poder como “baixas aceitaveis”.
segunda-feira, setembro 06, 2004
Relance 197
Anedoticamente... A maior democracia do mundo
Acompanho sempre, com particular atenção, as eleições americanas. Se fosse americano não votaria em nenhum dos candidatos, George W. Bush ou John Karry. Os seus discursos e os seus programas políticos são, na minha opinião, medíocres e incoerentes. O resultado da política “plástica” que se vive na maior potência mundial.
Quando estive há dois anos em Nova York, assisti de perto a pobreza nas ruas daquela gigantesca cidade. Mas os EUA vive de contrastes. Nada de mais ridiculo para o provar do que a convençao republicana que teve o passado fim-de-semana, precisamente em NY.
Se não, vejamos: Apesar dos milhares de manifestantes na rua anti-Bush, realizou-se, no exterior do Madison Square Guarden, a convenção que custou 5 milhões de doláres o seu aluguer, mais de 10 mil policias ao seu serviço. Teve 4, 853 delegados, mais de 50 mil participantes, mais de 15 mil jornalistas creditados. E mais... 13.373 bilhetes para os espectáculos da Broadway, distribuidos aos delegados, num total de 18 mil quartos de hotel reservados para os republicanos!
E tudo isto para quê? As ultimas estatiscas dão maioria a G.W. Bush. Tudo vai ficar na mesma!... Naquela que se diz ser a maior democracia do mundo.....
Anedoticamente... A maior democracia do mundo
Acompanho sempre, com particular atenção, as eleições americanas. Se fosse americano não votaria em nenhum dos candidatos, George W. Bush ou John Karry. Os seus discursos e os seus programas políticos são, na minha opinião, medíocres e incoerentes. O resultado da política “plástica” que se vive na maior potência mundial.
Quando estive há dois anos em Nova York, assisti de perto a pobreza nas ruas daquela gigantesca cidade. Mas os EUA vive de contrastes. Nada de mais ridiculo para o provar do que a convençao republicana que teve o passado fim-de-semana, precisamente em NY.
Se não, vejamos: Apesar dos milhares de manifestantes na rua anti-Bush, realizou-se, no exterior do Madison Square Guarden, a convenção que custou 5 milhões de doláres o seu aluguer, mais de 10 mil policias ao seu serviço. Teve 4, 853 delegados, mais de 50 mil participantes, mais de 15 mil jornalistas creditados. E mais... 13.373 bilhetes para os espectáculos da Broadway, distribuidos aos delegados, num total de 18 mil quartos de hotel reservados para os republicanos!
E tudo isto para quê? As ultimas estatiscas dão maioria a G.W. Bush. Tudo vai ficar na mesma!... Naquela que se diz ser a maior democracia do mundo.....
sexta-feira, setembro 03, 2004
Relance 196
Aborto, Barcos e 'Agit-prop'
Por ZITA SEABRA
Uma interrupção voluntária da gravidez, um aborto, é uma das situações mais dramáticas e solitárias pela qual uma mulher pode passar na sua vida.
A decisão de interromper o ciclo normal da vida e da gestação não deixa nunca de constituir um drama indimensionável, um momento de tal desespero e um desespero de tal dimensão capazes de fazer com que alguém não suporte uma gravidez e decida interrompê-la, seja em que condições for.
Perante este drama secular, os países democráticos, assentes num Estado de direito, procuraram aprovar legislação que dissuadisse e evitasse que, mesmo naquelas situações limite, esse caminho seja trilhado. Sobretudo que nestes casos extremos, com que a vida por vezes desafia as pessoas, o trilho não conduza ao vão de escada e à entrega nos meandros de um negócio que tem tanto de sórdido como de velho. O quadro legislativo pretendido pelos estados democráticos procurou apenas interferir no enquadrando legal de uma grave questão e não no terreno da ética e dos valores. A demonstrá-lo está o facto de apenas se terem demarcado as fronteiras, sem chegar nunca a legalizar e banalizar o aborto como um direito. Em todas as legislações que conheço os médicos, por exemplo, têm consagrado o direito à objecção de consciência, coisa que seria absurda se realmente se tratasse de garantir um direito cívico a cidadãs.
Não conheço igualmente nenhum país em que se tenha decidido pura e simplesmente - sem estipular condições - despenalizar o aborto. O que corresponderia em Portugal a retirá-lo por completo do enquadramento jurídico do Código Penal, em lugar de abrir excepções legais nas quais se preveja que a mulher não sofrerá penas de prisão.
Por tudo isto, é profundamente chocante ver este drama, este último recurso, transformado numa bandeira de luta, ou remetido banalmente para direito cívico, para já não falar num execrável acto de agitação e propaganda. Semelhante atitude é, além do mais, demonstrativa de um profundo desrespeito pela condição feminina, e por todas as mulheres e homens que fazem da maternidade e da paternidade um acto livre, responsável e muito, muito desejado. É um desrespeito por todas aquelas mulheres que, apesar das condições, das agruras da vida e das brutalidades que por vezes acontecem, decidem deixar, contra tudo e contra todos, prosseguir a gravidez que não desejaram, mas que lhes aconteceu.
É pois, uma evidência, que o aborto não pode, nem deve, numa sociedade desenvolvida e democrática, ser considerado um direito e ainda menos uma forma de contracepção. Conheço apenas dois países onde este cenário existiu ou existe ainda: a União Soviética, onde o aborto era a única forma de planeamento familiar legal e a China, onde era obrigatório para todas as mulheres e casais que já tivessem um filho. Como escrevi, em 1989, uma das principais reivindicações das mulheres na URSS e nos restantes países socialistas, durante a Perestroika, foi justamente o acesso a métodos de planeamento familiar que acabassem com a brutalidade dos abortos sucessivos. Tive mesmo oportunidade de visitar uma clínica, acompanhada pelo jornalista José Milhazes onde vi o que nunca imaginei poder ver. Felizmente hoje tal já não acontece, existem contraceptivos (de toda a espécie) à venda por todos esses países ex-socialistas.
Na URSS, a inexistência de contraceptivos chegou a gerar situações tão dramáticas que o PCP enviava clandestinamente embalagens de contraceptivos para as suas funcionárias que trabalhavam nos "países do socialismo real". Na China a situação era ainda pior (melhorou muito pouco infelizmente) pois as mulheres eram e são, forçadas pelo Estado a abortar. Para evitar explosões demográficas, o regime comunista desde o tempo de Mao Tse-Tung definiu que, por lei, cada casal podia ter apenas um filho. Se engravidarem segunda vez o Estado obriga-as a praticarem um aborto. Os testemunhos mais dramáticos que li na minha vida foram - agora que podem falar um bocadinho - os de mulheres chinesas relatando a forma como escondem gravidezes, como escondem filhos, de que a lei as obriga a abdicar da forma mais brutal e aviltante que imaginar se possa.
Digam o que disserem os promotores de campanhas de 'agit-prop', para uma mulher, uma interrupção voluntária da gravidez é e será sempre um último recurso, um acto de desespero, uma situação limite, um drama que lhe marca a vida e a inunda de sentimentos de culpa.
A questão do aborto colocou-se, pois, aos países democráticos não como a emergência de um direito mas como uma necessidade premente de procurar impedir que, perante a determinação de uma mulher em interromper uma gravidez que não deseja, não coloque em perigo - dentro de determinadas condições, que não variam muito nas soluções legislativas - a sua saúde e a sua vida e não mergulhe nos antros sórdidos do escabroso negócio do aborto clandestino.
É, porém, evidente que a obrigação do Estado é, antes do mais, garantir condições legais e sociais para que a maternidade e a paternidade não se transformem no pesadelo de como alimentar mais uma boca, ou como deitar mais um filho.
Por outro lado, só com uma enorme cegueira social se pode ver o Portugal de hoje como idêntico à realidade dos anos 1960 ou dos anos 1980, no que respeita ao planeamento familiar. Ouve-se frequentemente falar do aborto num discurso que remonta há 30 ou 40 anos. Porém, os progressos foram imensos e o acesso aos métodos de planeamento familiar não têm qualquer espécie de paralelo.
Nos anos 1980 ir a uma consulta médica de cuidados primários de saúde constituía a excepção e apenas uma elite restrita o fazia. Hoje, felizmente, não é assim. Há ainda franjas de desinformação, idades de risco, e uma grande demissão dos pais na formação dos filhos, mas é tempo de admitir que a imensa maiorias das mulheres portuguesas, operárias ou meninas empregadas dos cabeleireiros, conhecem e sabem muito bem usar o método contraceptivo que consideram adequado e na maioria dos casos sob vigilância médica.
A política de um Estado democrático deve ter como objectivo impedir que alguém recorra ao aborto por absoluto desconhecimento de alternativas, por desinformação, ou por uma tradição rural radicada nos desmanchos que as avós faziam.
Eis, porém, que alguns, na ausência de bandeiras de luta, de reivindicações mobilizadoras tiram da cartola o aborto como se tratasse de um pilar demarcador entre direita e esquerda, gerando dois tipos de reacção.
Alguma direita reage com tanto medo de voltar a parecer reaccionária, marreta, de costas para a História, com declarações mais progressistas que os progressistas e apressa a pôr-se "à la page", não vá o diabo tecê-las outra vez. Gato escaldado... Olhando para o século XX, é fácil perceber, e muitos têm-no escrito, que a direita teve uma importante vitória ideológica ao ver consagrada consensualmente a economia de mercado como a melhor forma de organização das sociedades para garantir a democracia e o bem-estar social e com essa vitória enterrou as ideologias de esquerda que se lhe opunham, nomeadamente o comunismo e mesmo o socialismo democrático, assente na planificação e estatização dos principais meios de produção mas, pelo outro lado, a esquerda vencia a direita em matéria de concepção de modelos de organização social (divórcio, planeamento familiar, divisão dos papéis tradicionais do homem e da mulher, etc) hoje inquestionáveis, não só no terreno pessoal de cada cidadão mas na realidade constitucional e jurídica dos estados democráticos.
Alguma esquerda, na falta de melhores bandeiras (proletariado já quase não há e a realidade laboral nas empresas ou na agricultura é radicalmente diferente da anterior) serve-se do aborto como de uma importante trincheira que resiste. Assistimos ciclicamente a lutas internas, a declarações e promessas de candidatos a secretários-gerais, de dirigentes partidários falando do aborto como se fosse a principal questão para avaliar da fidelidade à esquerda de um dirigente. E aqui está o aborto transformado em potencial direito cívico. Ou até em manobra de diversão como é o caso da vinda do barco holandês. Passa pela cabeça de alguém imaginar que alguma mulher, mais ou menos jovem, com mais ou menos dificuldades económicas, se dirige a um barco que é exibido de forma ostensiva e degradante nas televisões e lá entra para fazer um aborto em alto mar? Evidentemente que não.
Tanto mais que Portugal tem desde 1985 uma lei aprovada que foi, podemos dizê-lo sem medo, referendada há três anos pelos portugueses. Convém recordar que nesse momento se disse sim à legislação existente e não à sua alteração. Em referendo livre e democrático.
Não se pode deixar de questionar: porque vem um barco para Portugal e não para a Argélia, ou para a Arábia Saudita? Ou para vastas zonas do globo onde as mulheres são casadas à força com quem nunca viram, como acontece ainda em muitos países islâmicos? Porque não navegam até ao Irão onde bater na mulher é um direito do seu dono? Uma coisa é certa, encheriam o barco! Mas falta-lhes a coragem... Não se resiste a perguntar ainda que razão as impede de salvar mulheres africanas, condenadas à morte por apedrejamento, acusadas de adultério, e aí sim fazem o que já Cristo fez há 2 mil anos? Houve no entanto quem fizesse uma campanha solidária que salvou a vida de Amina, grávida e condenada por um tribunal a ser apedrejada até morrer.
O drama da interrupção voluntária da gravidez merece ser tratado com mais respeito e com mais seriedade.
Aborto, Barcos e 'Agit-prop'
Por ZITA SEABRA
Uma interrupção voluntária da gravidez, um aborto, é uma das situações mais dramáticas e solitárias pela qual uma mulher pode passar na sua vida.
A decisão de interromper o ciclo normal da vida e da gestação não deixa nunca de constituir um drama indimensionável, um momento de tal desespero e um desespero de tal dimensão capazes de fazer com que alguém não suporte uma gravidez e decida interrompê-la, seja em que condições for.
Perante este drama secular, os países democráticos, assentes num Estado de direito, procuraram aprovar legislação que dissuadisse e evitasse que, mesmo naquelas situações limite, esse caminho seja trilhado. Sobretudo que nestes casos extremos, com que a vida por vezes desafia as pessoas, o trilho não conduza ao vão de escada e à entrega nos meandros de um negócio que tem tanto de sórdido como de velho. O quadro legislativo pretendido pelos estados democráticos procurou apenas interferir no enquadrando legal de uma grave questão e não no terreno da ética e dos valores. A demonstrá-lo está o facto de apenas se terem demarcado as fronteiras, sem chegar nunca a legalizar e banalizar o aborto como um direito. Em todas as legislações que conheço os médicos, por exemplo, têm consagrado o direito à objecção de consciência, coisa que seria absurda se realmente se tratasse de garantir um direito cívico a cidadãs.
Não conheço igualmente nenhum país em que se tenha decidido pura e simplesmente - sem estipular condições - despenalizar o aborto. O que corresponderia em Portugal a retirá-lo por completo do enquadramento jurídico do Código Penal, em lugar de abrir excepções legais nas quais se preveja que a mulher não sofrerá penas de prisão.
Por tudo isto, é profundamente chocante ver este drama, este último recurso, transformado numa bandeira de luta, ou remetido banalmente para direito cívico, para já não falar num execrável acto de agitação e propaganda. Semelhante atitude é, além do mais, demonstrativa de um profundo desrespeito pela condição feminina, e por todas as mulheres e homens que fazem da maternidade e da paternidade um acto livre, responsável e muito, muito desejado. É um desrespeito por todas aquelas mulheres que, apesar das condições, das agruras da vida e das brutalidades que por vezes acontecem, decidem deixar, contra tudo e contra todos, prosseguir a gravidez que não desejaram, mas que lhes aconteceu.
É pois, uma evidência, que o aborto não pode, nem deve, numa sociedade desenvolvida e democrática, ser considerado um direito e ainda menos uma forma de contracepção. Conheço apenas dois países onde este cenário existiu ou existe ainda: a União Soviética, onde o aborto era a única forma de planeamento familiar legal e a China, onde era obrigatório para todas as mulheres e casais que já tivessem um filho. Como escrevi, em 1989, uma das principais reivindicações das mulheres na URSS e nos restantes países socialistas, durante a Perestroika, foi justamente o acesso a métodos de planeamento familiar que acabassem com a brutalidade dos abortos sucessivos. Tive mesmo oportunidade de visitar uma clínica, acompanhada pelo jornalista José Milhazes onde vi o que nunca imaginei poder ver. Felizmente hoje tal já não acontece, existem contraceptivos (de toda a espécie) à venda por todos esses países ex-socialistas.
Na URSS, a inexistência de contraceptivos chegou a gerar situações tão dramáticas que o PCP enviava clandestinamente embalagens de contraceptivos para as suas funcionárias que trabalhavam nos "países do socialismo real". Na China a situação era ainda pior (melhorou muito pouco infelizmente) pois as mulheres eram e são, forçadas pelo Estado a abortar. Para evitar explosões demográficas, o regime comunista desde o tempo de Mao Tse-Tung definiu que, por lei, cada casal podia ter apenas um filho. Se engravidarem segunda vez o Estado obriga-as a praticarem um aborto. Os testemunhos mais dramáticos que li na minha vida foram - agora que podem falar um bocadinho - os de mulheres chinesas relatando a forma como escondem gravidezes, como escondem filhos, de que a lei as obriga a abdicar da forma mais brutal e aviltante que imaginar se possa.
Digam o que disserem os promotores de campanhas de 'agit-prop', para uma mulher, uma interrupção voluntária da gravidez é e será sempre um último recurso, um acto de desespero, uma situação limite, um drama que lhe marca a vida e a inunda de sentimentos de culpa.
A questão do aborto colocou-se, pois, aos países democráticos não como a emergência de um direito mas como uma necessidade premente de procurar impedir que, perante a determinação de uma mulher em interromper uma gravidez que não deseja, não coloque em perigo - dentro de determinadas condições, que não variam muito nas soluções legislativas - a sua saúde e a sua vida e não mergulhe nos antros sórdidos do escabroso negócio do aborto clandestino.
É, porém, evidente que a obrigação do Estado é, antes do mais, garantir condições legais e sociais para que a maternidade e a paternidade não se transformem no pesadelo de como alimentar mais uma boca, ou como deitar mais um filho.
Por outro lado, só com uma enorme cegueira social se pode ver o Portugal de hoje como idêntico à realidade dos anos 1960 ou dos anos 1980, no que respeita ao planeamento familiar. Ouve-se frequentemente falar do aborto num discurso que remonta há 30 ou 40 anos. Porém, os progressos foram imensos e o acesso aos métodos de planeamento familiar não têm qualquer espécie de paralelo.
Nos anos 1980 ir a uma consulta médica de cuidados primários de saúde constituía a excepção e apenas uma elite restrita o fazia. Hoje, felizmente, não é assim. Há ainda franjas de desinformação, idades de risco, e uma grande demissão dos pais na formação dos filhos, mas é tempo de admitir que a imensa maiorias das mulheres portuguesas, operárias ou meninas empregadas dos cabeleireiros, conhecem e sabem muito bem usar o método contraceptivo que consideram adequado e na maioria dos casos sob vigilância médica.
A política de um Estado democrático deve ter como objectivo impedir que alguém recorra ao aborto por absoluto desconhecimento de alternativas, por desinformação, ou por uma tradição rural radicada nos desmanchos que as avós faziam.
Eis, porém, que alguns, na ausência de bandeiras de luta, de reivindicações mobilizadoras tiram da cartola o aborto como se tratasse de um pilar demarcador entre direita e esquerda, gerando dois tipos de reacção.
Alguma direita reage com tanto medo de voltar a parecer reaccionária, marreta, de costas para a História, com declarações mais progressistas que os progressistas e apressa a pôr-se "à la page", não vá o diabo tecê-las outra vez. Gato escaldado... Olhando para o século XX, é fácil perceber, e muitos têm-no escrito, que a direita teve uma importante vitória ideológica ao ver consagrada consensualmente a economia de mercado como a melhor forma de organização das sociedades para garantir a democracia e o bem-estar social e com essa vitória enterrou as ideologias de esquerda que se lhe opunham, nomeadamente o comunismo e mesmo o socialismo democrático, assente na planificação e estatização dos principais meios de produção mas, pelo outro lado, a esquerda vencia a direita em matéria de concepção de modelos de organização social (divórcio, planeamento familiar, divisão dos papéis tradicionais do homem e da mulher, etc) hoje inquestionáveis, não só no terreno pessoal de cada cidadão mas na realidade constitucional e jurídica dos estados democráticos.
Alguma esquerda, na falta de melhores bandeiras (proletariado já quase não há e a realidade laboral nas empresas ou na agricultura é radicalmente diferente da anterior) serve-se do aborto como de uma importante trincheira que resiste. Assistimos ciclicamente a lutas internas, a declarações e promessas de candidatos a secretários-gerais, de dirigentes partidários falando do aborto como se fosse a principal questão para avaliar da fidelidade à esquerda de um dirigente. E aqui está o aborto transformado em potencial direito cívico. Ou até em manobra de diversão como é o caso da vinda do barco holandês. Passa pela cabeça de alguém imaginar que alguma mulher, mais ou menos jovem, com mais ou menos dificuldades económicas, se dirige a um barco que é exibido de forma ostensiva e degradante nas televisões e lá entra para fazer um aborto em alto mar? Evidentemente que não.
Tanto mais que Portugal tem desde 1985 uma lei aprovada que foi, podemos dizê-lo sem medo, referendada há três anos pelos portugueses. Convém recordar que nesse momento se disse sim à legislação existente e não à sua alteração. Em referendo livre e democrático.
Não se pode deixar de questionar: porque vem um barco para Portugal e não para a Argélia, ou para a Arábia Saudita? Ou para vastas zonas do globo onde as mulheres são casadas à força com quem nunca viram, como acontece ainda em muitos países islâmicos? Porque não navegam até ao Irão onde bater na mulher é um direito do seu dono? Uma coisa é certa, encheriam o barco! Mas falta-lhes a coragem... Não se resiste a perguntar ainda que razão as impede de salvar mulheres africanas, condenadas à morte por apedrejamento, acusadas de adultério, e aí sim fazem o que já Cristo fez há 2 mil anos? Houve no entanto quem fizesse uma campanha solidária que salvou a vida de Amina, grávida e condenada por um tribunal a ser apedrejada até morrer.
O drama da interrupção voluntária da gravidez merece ser tratado com mais respeito e com mais seriedade.
quinta-feira, setembro 02, 2004
Relance 195
Women on Waves, as novas missionarias??
Infelizmente continua na ordem do dia e a suscitar grandes discussões a tentativa de embarque, na costa Portuguesa, do conhecido barco do aborto.
Pelo facto de, publicamente, sempre me expressar contra a legalização do aborto e fazer parte de varias associações Pro Vida, tenho sido, por várias vezes solicitado para expressar opinião em diversos órgãos de comunicação social. Não o tenho feito. Por que o faço?? Faço-o porque não estou disponível para alinhar na “palhaçada” do show-off que a nossa comunicação social tanto gosta de fazer.
Mas, amigo leitor, por respeito a si e porque alguns de vós, continuamente, me tenham pedido a minha opinião, não quero deixar de expressar, neste espaço, a minha opinião sobre o dito barco do aborto. Acompanho a existência deste barco desde a sua última viagem à Polónia.
Vejo, com tristeza, que as ditas senhoras se armam em missionárias de uma causa que as devia envergonhar.
Se algumas duvidas ainda existem basta ver a declaração de uma delas em que compara tirar uma vida do ventre, de uma mulher, ao simples acto de cortar as unhas dos pés.
Continuo a defender que, actualmente, quem defende a total liberalização do aborto revela falta de encaixe democrático e desrespeito pela opinião maioritária dos portugueses. Pois, há mais de 20 anos, que foram chumbadas todas as propostas, sobre esta matéria na assembleia da República, ou então, no referendo de 1998.
Enfim… muitas vezes outros valores, neste caso, económicos, falam mais alto do que o direito à vida. Sim. Porque o aborto dá dinheiro. Por exemplo, nos EUA movimenta mais de 1 bilião de dólares por ano.
Por este andar, num curto espaço de tempo, ir ao médico numa clínica, para tratar de um braço ou uma perna será igual a ir fazer um aborto.
São estas as consequências da sociedade em que vivemos onde, cada vez mais, se da primazia à irresponsabilidade e ao facilitismo. E é esta sociedade que me recuso a viver.
Women on Waves, as novas missionarias??
Infelizmente continua na ordem do dia e a suscitar grandes discussões a tentativa de embarque, na costa Portuguesa, do conhecido barco do aborto.
Pelo facto de, publicamente, sempre me expressar contra a legalização do aborto e fazer parte de varias associações Pro Vida, tenho sido, por várias vezes solicitado para expressar opinião em diversos órgãos de comunicação social. Não o tenho feito. Por que o faço?? Faço-o porque não estou disponível para alinhar na “palhaçada” do show-off que a nossa comunicação social tanto gosta de fazer.
Mas, amigo leitor, por respeito a si e porque alguns de vós, continuamente, me tenham pedido a minha opinião, não quero deixar de expressar, neste espaço, a minha opinião sobre o dito barco do aborto. Acompanho a existência deste barco desde a sua última viagem à Polónia.
Vejo, com tristeza, que as ditas senhoras se armam em missionárias de uma causa que as devia envergonhar.
Se algumas duvidas ainda existem basta ver a declaração de uma delas em que compara tirar uma vida do ventre, de uma mulher, ao simples acto de cortar as unhas dos pés.
Continuo a defender que, actualmente, quem defende a total liberalização do aborto revela falta de encaixe democrático e desrespeito pela opinião maioritária dos portugueses. Pois, há mais de 20 anos, que foram chumbadas todas as propostas, sobre esta matéria na assembleia da República, ou então, no referendo de 1998.
Enfim… muitas vezes outros valores, neste caso, económicos, falam mais alto do que o direito à vida. Sim. Porque o aborto dá dinheiro. Por exemplo, nos EUA movimenta mais de 1 bilião de dólares por ano.
Por este andar, num curto espaço de tempo, ir ao médico numa clínica, para tratar de um braço ou uma perna será igual a ir fazer um aborto.
São estas as consequências da sociedade em que vivemos onde, cada vez mais, se da primazia à irresponsabilidade e ao facilitismo. E é esta sociedade que me recuso a viver.
terça-feira, agosto 31, 2004
Relance 194
"Ter problemas na vida é inevitável, ser derrotado por eles é opcional."
Um Homem de idade vivia sozinho em Minnesota.Ele queria virar a terra de seu jardim para plantar flores, mas era um trabalho muito pesado.Seu único filho, que normalmente o ajudava nesta tarefa, estava na prisão.O homem então escreveu a seguinte carta ao filho, reclamando de seu problema:"Querido Filho, Estou triste porque, ao que parece, não vou poder plantar seu jardim este ano.Detesto não poder fazê-lo porque sua mãe sempre adorava flores e esta é a época do plantio.
Mas eu estou velho demais para cavar a terra.Se você estivesse aqui, eu não teria esse problema, mas sei que você não pode me ajudar com o jardim, pois estás na prisão. Com amor, Seu Pai".Pouco depois o pai recebeu o seguinte telegrama:"Pelo Amor de Deus, pai não escave o jardim! Foi lá que eu escondi os corpos".Às quatro da manhã do dia seguinte, uma dúzia de Agentes do FBI e policiais apareceram e cavaram o jardim inteiro, sem encontrar nenhum corpo.Confuso, o velho escreveu uma carta para o filho contando o que acontecera.Esta foi a resposta do filho:"Pode plantar seu jardim agora, pai. Isso é o máximo que eu posso fazer no momento."
ESTRATÉGIA é tudo ...Nada como uma boa estratégia, para conseguir coisas que parecem impossíveis.Assim, é importante repensar nas pequenas coisas que muitas vezes, nós mesmos colocamos como obstáculos nas nossas vidas .
"Ter problemas na vida é inevitável, ser derrotado por eles é opcional."
Um Homem de idade vivia sozinho em Minnesota.Ele queria virar a terra de seu jardim para plantar flores, mas era um trabalho muito pesado.Seu único filho, que normalmente o ajudava nesta tarefa, estava na prisão.O homem então escreveu a seguinte carta ao filho, reclamando de seu problema:"Querido Filho, Estou triste porque, ao que parece, não vou poder plantar seu jardim este ano.Detesto não poder fazê-lo porque sua mãe sempre adorava flores e esta é a época do plantio.
Mas eu estou velho demais para cavar a terra.Se você estivesse aqui, eu não teria esse problema, mas sei que você não pode me ajudar com o jardim, pois estás na prisão. Com amor, Seu Pai".Pouco depois o pai recebeu o seguinte telegrama:"Pelo Amor de Deus, pai não escave o jardim! Foi lá que eu escondi os corpos".Às quatro da manhã do dia seguinte, uma dúzia de Agentes do FBI e policiais apareceram e cavaram o jardim inteiro, sem encontrar nenhum corpo.Confuso, o velho escreveu uma carta para o filho contando o que acontecera.Esta foi a resposta do filho:"Pode plantar seu jardim agora, pai. Isso é o máximo que eu posso fazer no momento."
ESTRATÉGIA é tudo ...Nada como uma boa estratégia, para conseguir coisas que parecem impossíveis.Assim, é importante repensar nas pequenas coisas que muitas vezes, nós mesmos colocamos como obstáculos nas nossas vidas .
sexta-feira, agosto 27, 2004
Relance 193
EU sou EU (Especial e Unico)
Um famoso palestrante começou um seminário numa sala com 200 pessoas, segurando uma nota de 100 Euros . Ele perguntou: - "Quem quer esta nota de 100 Euros" Todos ergueram a mão. Então, ele disse: - "Darei esta nota a um de vocês. Mas primeiro deixem-me fazer isto!" Aí, ele amassou a nota. E perguntou, outra vez: - "Quem ainda quer esta nota?" As mãos continuaram erguidas - "Bom - ele disse - e se eu fizer isto?" Ele deixou a nota cair no chão e começou a pisá-la e a esfregá-la. Depois, pegou a nota, agora imunda e amassada, e perguntou: - "E agora? Quem ainda quer esta nota?" Todas as mãos continuaram erguidas. O palestrante virou para a platéia e disse que tinha ensinado uma lição: -"Não importa o que eu faça com o dinheiro vocês ainda irão querer esta nota, porque ela não perde o valor. Essa situação também acontece com a gente. - Muitas vezes, em nossas vidas, somos amassados, pisoteados, e ficamos nos sentindo sem importância. - Mas, não importa... jamais perderemos nosso valor. Sujos ou limpos, amassados ou inteiros, nada disso altera a importância que temos. O preço de nossas vidas não é pelo que fazemos ou que sabemos, mas pelo que somos!" Somos especiais.
Jamais se esqueça disso.
EU sou EU (Especial e Unico)
Um famoso palestrante começou um seminário numa sala com 200 pessoas, segurando uma nota de 100 Euros . Ele perguntou: - "Quem quer esta nota de 100 Euros" Todos ergueram a mão. Então, ele disse: - "Darei esta nota a um de vocês. Mas primeiro deixem-me fazer isto!" Aí, ele amassou a nota. E perguntou, outra vez: - "Quem ainda quer esta nota?" As mãos continuaram erguidas - "Bom - ele disse - e se eu fizer isto?" Ele deixou a nota cair no chão e começou a pisá-la e a esfregá-la. Depois, pegou a nota, agora imunda e amassada, e perguntou: - "E agora? Quem ainda quer esta nota?" Todas as mãos continuaram erguidas. O palestrante virou para a platéia e disse que tinha ensinado uma lição: -"Não importa o que eu faça com o dinheiro vocês ainda irão querer esta nota, porque ela não perde o valor. Essa situação também acontece com a gente. - Muitas vezes, em nossas vidas, somos amassados, pisoteados, e ficamos nos sentindo sem importância. - Mas, não importa... jamais perderemos nosso valor. Sujos ou limpos, amassados ou inteiros, nada disso altera a importância que temos. O preço de nossas vidas não é pelo que fazemos ou que sabemos, mas pelo que somos!" Somos especiais.
Jamais se esqueça disso.
terça-feira, agosto 24, 2004
Relance 192
Também eu.. sou do Glorioso “
“Ser Benfiquista é ter na alma a chama imensa”
Tinha apenas 16 anos a ouvir o relato de um jogo com uns amigos, quando parti uma perna a comemorar um golo. Os tratamentos, idas aos hospitais, ficaram reduzidas a pó na minha memória, porque, por razões que não consigo explicar, o facto de ter sido pelo Benfica, o que me acontecera, ganhara outro significado. Comemorar reduzira a minha dor.
Sofrer pelo clube da Águia não é penoso, é uma honra, um dever. Não há momentos da minha vida, que me consiga recordar, por mais difíceis que tenham sido, me tirassem a atenção dos jogos e, essencialmente, do Benfica.
Ser do Glorioso acaba por ser uma devoção. Eu costumo dizer, a brincar entre amigos, “primeiro Deus, depois o Benfica”. Não me interpretem como um fanático que não sou. Sei reconhecer quando erramos.
No entanto, confesso, que pelo Benfica e apenas por ele, perco a razão. Sou parcial, tendencioso e incoerente quando me “salta a águia que há em mim”. Sou réu e juiz em cada partida, como se pudesse ser dono do destino.
Sempre me dediquei a causas, a defender aquilo que acredito com convicção. Pelo Benfica transcendo-me, exalto-me, enervo-me, sofro e comovo-me. Festejo cada vitória como se fosse a primeira. Vivo cada minuto da partida como se fosse o último.
Defendo-o, Glorioso, porque faz parte de mim. Tenho, na catedral, um lar. Caminho ao lado de milhares de adeptos, unidos por uma forma vermelha, única e explosiva, que não escolhe sexo, raça, idade, profissão ou credo.
Sinto-me no relvado e sofro com o treinador. Deixo cair a lágrima na derrota. Perco a cabeça em cada remate, e rezo em cada canto. Sustenho a respiração numa grande penalidade.
Ergo o cachecol, e entoo o cântico glorioso até ficar roxo, de tanto me esforçar, para me fazer ouvir. Tenho em cada jogador um amigo, abraço um adepto como a um irmão. A águia é o meu amuleto da sorte.
Vivo assim, orgulhoso, honrado, por pertencer a esta gigantesca família que fica triste com a derrota mas não desanima e rejubila com a vitória. Somos claramente o melhor clube de Portugal e um dos melhores do mundo .
A chama vermelha continua acesa e intensa, espalhada pelos quadros cantos do mundo, sendo embaixadora e imperatriz de Portugal. Já somos campeões, por termos Benfica, gravado na alma e no coração.
O meu amor pelo Benfica é assim, como descreve Radhakrishima, “Amor puro e incondicional, que se sobrepõe às falhas do amado, é provavelmente a maior dádiva dos céus”. Sobrepõe-se ao espaço e ao tempo. Não lamento derrotas e não me rejo pelas vitórias. Esta minha paixão já esta em mim, e é sempre maior cada dia que sigo os passos deste clube Glorioso : o “meu “ Benfica !
Cláudio Anaia
Também eu.. sou do Glorioso “
“Ser Benfiquista é ter na alma a chama imensa”
Tinha apenas 16 anos a ouvir o relato de um jogo com uns amigos, quando parti uma perna a comemorar um golo. Os tratamentos, idas aos hospitais, ficaram reduzidas a pó na minha memória, porque, por razões que não consigo explicar, o facto de ter sido pelo Benfica, o que me acontecera, ganhara outro significado. Comemorar reduzira a minha dor.
Sofrer pelo clube da Águia não é penoso, é uma honra, um dever. Não há momentos da minha vida, que me consiga recordar, por mais difíceis que tenham sido, me tirassem a atenção dos jogos e, essencialmente, do Benfica.
Ser do Glorioso acaba por ser uma devoção. Eu costumo dizer, a brincar entre amigos, “primeiro Deus, depois o Benfica”. Não me interpretem como um fanático que não sou. Sei reconhecer quando erramos.
No entanto, confesso, que pelo Benfica e apenas por ele, perco a razão. Sou parcial, tendencioso e incoerente quando me “salta a águia que há em mim”. Sou réu e juiz em cada partida, como se pudesse ser dono do destino.
Sempre me dediquei a causas, a defender aquilo que acredito com convicção. Pelo Benfica transcendo-me, exalto-me, enervo-me, sofro e comovo-me. Festejo cada vitória como se fosse a primeira. Vivo cada minuto da partida como se fosse o último.
Defendo-o, Glorioso, porque faz parte de mim. Tenho, na catedral, um lar. Caminho ao lado de milhares de adeptos, unidos por uma forma vermelha, única e explosiva, que não escolhe sexo, raça, idade, profissão ou credo.
Sinto-me no relvado e sofro com o treinador. Deixo cair a lágrima na derrota. Perco a cabeça em cada remate, e rezo em cada canto. Sustenho a respiração numa grande penalidade.
Ergo o cachecol, e entoo o cântico glorioso até ficar roxo, de tanto me esforçar, para me fazer ouvir. Tenho em cada jogador um amigo, abraço um adepto como a um irmão. A águia é o meu amuleto da sorte.
Vivo assim, orgulhoso, honrado, por pertencer a esta gigantesca família que fica triste com a derrota mas não desanima e rejubila com a vitória. Somos claramente o melhor clube de Portugal e um dos melhores do mundo .
A chama vermelha continua acesa e intensa, espalhada pelos quadros cantos do mundo, sendo embaixadora e imperatriz de Portugal. Já somos campeões, por termos Benfica, gravado na alma e no coração.
O meu amor pelo Benfica é assim, como descreve Radhakrishima, “Amor puro e incondicional, que se sobrepõe às falhas do amado, é provavelmente a maior dádiva dos céus”. Sobrepõe-se ao espaço e ao tempo. Não lamento derrotas e não me rejo pelas vitórias. Esta minha paixão já esta em mim, e é sempre maior cada dia que sigo os passos deste clube Glorioso : o “meu “ Benfica !
Cláudio Anaia
sábado, agosto 21, 2004
Relance 191
Um mês depois ... de Regresso !
Queridos Amigos,
A vida nem sempre é como gostamos.
Durante este mês , estive ausente .... problemas graves de indôle pessoal fizeram me estar ausente . Pensei desistir deste blog ...... confesso que cheguei a pensar que ja nao fazia sentido por aqui andar. Conheço tantos blogs que começaram e que depois tiveram seu fim .....
Mas sempre que com alguns de vos conversava, perguntavam sempre porque nao escrevia nada . Então, graças a vossa força ..... decidi continuar !
Um mês depois ... de Regresso !
Queridos Amigos,
A vida nem sempre é como gostamos.
Durante este mês , estive ausente .... problemas graves de indôle pessoal fizeram me estar ausente . Pensei desistir deste blog ...... confesso que cheguei a pensar que ja nao fazia sentido por aqui andar. Conheço tantos blogs que começaram e que depois tiveram seu fim .....
Mas sempre que com alguns de vos conversava, perguntavam sempre porque nao escrevia nada . Então, graças a vossa força ..... decidi continuar !
quarta-feira, julho 21, 2004
segunda-feira, julho 19, 2004
quinta-feira, julho 15, 2004
domingo, julho 11, 2004
Relance 187
DESAPARECIDO
´
Alerta!
Desapareceu do seu país,um homem que se suspeita que seu nome seja Zé Manel, de 48 anos.
O desaparecido não aparentava qualquer distúrbio do foro psíquico, embora na altura da sua saída ostentasse um sorriso algo matreiro que indiciava pensamentos do tipo: «Ufa! Desta já me livrei!»
A sua ausência não será sentida pela generalidade da população do seu país, pese embora o facto de uma «prima» sua, de nome Manuela qualquer coisa Leite, ter declarado estar em «estado de choque».
Ao que parece a afirmação foi proferida quando soube o ordenado que o Zé vai auferir lá no sítio para onde se dirige. A saber: 20 mil euros mensais, acrescidos de um subsídio de
residência de 3 mil. A isto juntam-se indemnizações várias pela mulher e filhos a cargo. E, claro, carro, motorista e reembolso
de todas as despesas que fizer no exercício das suas funções...
Isto não é uma corrente e ninguém pede a sua divulgação!
Antes pelo contrário! Se souberem do seu paradeiro não digam a ninguém!
DESAPARECIDO
´
Alerta!
Desapareceu do seu país,um homem que se suspeita que seu nome seja Zé Manel, de 48 anos.
O desaparecido não aparentava qualquer distúrbio do foro psíquico, embora na altura da sua saída ostentasse um sorriso algo matreiro que indiciava pensamentos do tipo: «Ufa! Desta já me livrei!»
A sua ausência não será sentida pela generalidade da população do seu país, pese embora o facto de uma «prima» sua, de nome Manuela qualquer coisa Leite, ter declarado estar em «estado de choque».
Ao que parece a afirmação foi proferida quando soube o ordenado que o Zé vai auferir lá no sítio para onde se dirige. A saber: 20 mil euros mensais, acrescidos de um subsídio de
residência de 3 mil. A isto juntam-se indemnizações várias pela mulher e filhos a cargo. E, claro, carro, motorista e reembolso
de todas as despesas que fizer no exercício das suas funções...
Isto não é uma corrente e ninguém pede a sua divulgação!
Antes pelo contrário! Se souberem do seu paradeiro não digam a ninguém!
sexta-feira, julho 09, 2004
Relance 186
Uma desilusão chamada : Jorge Sampaio
´
Foi com sentimento de desilusão que soube, hoje, que Jorge Sampaio , deu continuidade a mais dois anos de Governo de PSD-PP.
Durão Barroso abandonou o " barco". Era mais que motivo para marcar eleições antecipadas (assim foi com Guterres) . Mais grave ainda quando se sabe que o político, mais demagogo e populista, que conheço vai ser o "capitão".
Viva o Cristiano Ronaldo, pois então ...
Uma desilusão chamada : Jorge Sampaio
´
Foi com sentimento de desilusão que soube, hoje, que Jorge Sampaio , deu continuidade a mais dois anos de Governo de PSD-PP.
Durão Barroso abandonou o " barco". Era mais que motivo para marcar eleições antecipadas (assim foi com Guterres) . Mais grave ainda quando se sabe que o político, mais demagogo e populista, que conheço vai ser o "capitão".
Viva o Cristiano Ronaldo, pois então ...
quarta-feira, julho 07, 2004
terça-feira, julho 06, 2004
Relance 184
Folheto túristico Americano sobre Lisboa
"Lisboa em ascensão turística. A capital de Portugal, Lisboa,
é a porta de entrada para a Europa. A cidade está em ascensão turística. O idioma oficial é o português, mas fala-se
fluentemente o espanhol.
Uma civilização marcada por diferentes costumes, de origem europeia e africana. Sua arquitectura é essencialmente gótica. Banhada pelo Oceano Pacífico e tendo como principal rio o Tejo, Lisboa tem entre seus vultos históricos nomes importantes da história do Brasil, haja vista que já fomos colónia portuguesa. D.Pedro I e II, D. João VI e Dona Maria Leopoldina, entre outras, figuram em nomes de ruas, museus e demais patrimónios públicos.
Lisboa é uma cidade plana, de velhos mas bem conservados
casarios, clima tropical húmido, temperatura variável, muito fria no Inverno e quente no Verão, mas nada comparável ao calor brasileiro.
Graças ao Estreito de Gibraltar, Portugal liga-se também ao Oceano Atlântico. O curioso é que quase 2/3 da capital portuguesa desapareceram após a II Guerra Mundial, mas o primeiro ministro de então, Marquês de Pombal, providenciou a recuperação das ruínas, com orientação de excelentes arquitectos, preservando a originalidade das construções.
Folheto túristico Americano sobre Lisboa
"Lisboa em ascensão turística. A capital de Portugal, Lisboa,
é a porta de entrada para a Europa. A cidade está em ascensão turística. O idioma oficial é o português, mas fala-se
fluentemente o espanhol.
Uma civilização marcada por diferentes costumes, de origem europeia e africana. Sua arquitectura é essencialmente gótica. Banhada pelo Oceano Pacífico e tendo como principal rio o Tejo, Lisboa tem entre seus vultos históricos nomes importantes da história do Brasil, haja vista que já fomos colónia portuguesa. D.Pedro I e II, D. João VI e Dona Maria Leopoldina, entre outras, figuram em nomes de ruas, museus e demais patrimónios públicos.
Lisboa é uma cidade plana, de velhos mas bem conservados
casarios, clima tropical húmido, temperatura variável, muito fria no Inverno e quente no Verão, mas nada comparável ao calor brasileiro.
Graças ao Estreito de Gibraltar, Portugal liga-se também ao Oceano Atlântico. O curioso é que quase 2/3 da capital portuguesa desapareceram após a II Guerra Mundial, mas o primeiro ministro de então, Marquês de Pombal, providenciou a recuperação das ruínas, com orientação de excelentes arquitectos, preservando a originalidade das construções.
domingo, julho 04, 2004
Relance 183
Parabéns Grécia
Foi a desilusão total, a festa estava preparada.. Portugal tinha tudo para ser Campeão Europeu de Futebol .
Mas uma selecção Grega, muito defensiva é verdade, mas com uma estrategia bem organizada acabou por nos levar o "Caneco".
Vi lágrimas e muita tristeza nos rostos de muita pessoas... mas a vida continua e ha que dar os Parabéns a Grécia .
Ja temos um outro objectivo : Ser Campeão do Mundo em 2006 na Alemanha .
Parabéns Grécia
Foi a desilusão total, a festa estava preparada.. Portugal tinha tudo para ser Campeão Europeu de Futebol .
Mas uma selecção Grega, muito defensiva é verdade, mas com uma estrategia bem organizada acabou por nos levar o "Caneco".
Vi lágrimas e muita tristeza nos rostos de muita pessoas... mas a vida continua e ha que dar os Parabéns a Grécia .
Ja temos um outro objectivo : Ser Campeão do Mundo em 2006 na Alemanha .
quinta-feira, julho 01, 2004
Relance 182
POBRES da EUROPA !
A Comissão Europeia considera um cidadão pobre quando ganha
apenas 60% do salário médio do país onde vive.
Assim temos:
Países Salário médio Limiar da pobreza
Portugal 129.311$00 (645EUR) 77.586$00 (384EUR)
Grécia 234.103$00 (1.167EUR) 140.462$00 (700EUR)
Espanha 242.182$00 (1.208EUR) 145.309$00 (725EUR)
Alemanha 536.089$00 (2.674EUR) 321.653$00 (1.604EUR)
Reino Unido 545.912$00 (2.723EUR) 327.547$00 (1.634EUR)
Dinamarca 610.869$00 (3.043EUR) 366.521$00 (1.828EUR)
Luxemburgo 644.149$00 (3.213EUR) 386.489$00 (1.928EUR)
Conclusão: Quase apetece dizer, é tão bom ser-se pobre no Luxemburgo...
(Não posso deixar de relembrar a frase proferida pelo nosso ministro
da Economia, sobre os aumentos constantes dos combustiveis:
"Temos a 6ª gasolina mais barata da Europa".
Se isto não é gozar com os portugueses....)
POBRES da EUROPA !
A Comissão Europeia considera um cidadão pobre quando ganha
apenas 60% do salário médio do país onde vive.
Assim temos:
Países Salário médio Limiar da pobreza
Portugal 129.311$00 (645EUR) 77.586$00 (384EUR)
Grécia 234.103$00 (1.167EUR) 140.462$00 (700EUR)
Espanha 242.182$00 (1.208EUR) 145.309$00 (725EUR)
Alemanha 536.089$00 (2.674EUR) 321.653$00 (1.604EUR)
Reino Unido 545.912$00 (2.723EUR) 327.547$00 (1.634EUR)
Dinamarca 610.869$00 (3.043EUR) 366.521$00 (1.828EUR)
Luxemburgo 644.149$00 (3.213EUR) 386.489$00 (1.928EUR)
Conclusão: Quase apetece dizer, é tão bom ser-se pobre no Luxemburgo...
(Não posso deixar de relembrar a frase proferida pelo nosso ministro
da Economia, sobre os aumentos constantes dos combustiveis:
"Temos a 6ª gasolina mais barata da Europa".
Se isto não é gozar com os portugueses....)
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